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25 junho, 2026

INSTRUÇÃO DO COMBATENTE : PATRULHAS (RESERVADO) -
Instruções Provisórias para o Combate da Infantaria : Primeira Parte - Ministério do Exército : Direcção da Arma de Infantaria - (Reservado). [S.l.], SPEME, 1966. In-8.º (18x12,5 cm) de 227, [13] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Manual prático para instrução da patrulha como tropa avançada para reconhecimento e recolha de informação sensível, e em cenário de combate - defesa e ataque. Instrui ainda o patrulheiro a operar como sniper.
Publicação com chancela "reservado" utilizado pelo Exército Português durante a Guerra Colonial.
Ilustrado no texto e em página inteira com numerosas fotografias, desenhos e croquis.
"As presentes instruções são para ti, soldado, sejam quais forem as funções que exerças. Ensinam-te a desempenhar os teus deveres de soldado, quer de dia quer de noite. Mostram-te como deves proteger e preservar a saúde e como deves ver durante a noite. Ensinam-te a técnica do atirador especial e como te pode ser útil a informação de combate. Indicam-te como se redige uma mensagem e o que deves fazer como estafeta."
(Excerto de I - Generalidades - 1. Finalidade)
Índice: Título I - Instrução em combate: I - generalidades. II - Instrução do combate. III - Protecção individual. IV - Visão nocturna. V - A acção do atirador especial. VI - As informações de combate. VII - Mensagens e estafetas. Título II - Patrulhas: I - Generalidades. II - Preparação de uma patrulha. III - Patrulhas diurnas. IV - Patrulhas nocturnas. V - Patrulhas de reconhecimento. VI - Patrulhas de combate. VII - Patrulhas motorizadas.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico, táctico e estratégico.
35€

30 março, 2026

CORRÊA, Carlos Alberto -
A ARTE NA GUERRA. (O official - O soldado).
[Por]... Capitão de Cavallaria. Lisboa, Imprensa Libano, vda Silva, 1912. In-4.º (23,5x16,5 cm) de 40 p. ; B.
1.ª edição.
Ensaio sobre liderança e estratégia militar no campo de batalha, publicado já sob os auspícios do novo regime saído do 5 de Outubro de 1910.
Obra rara, muito interessante, não mencionada na BNP, a não ser a existência de uma folha volante que certifica a publicação do livro.
"A palavra tactica vem da palavra grega [...] que significa: ordem, arranjo, disposição.
Effectivamente pode-se definir a tactica como a arte de dispôr e de fazer mover com ordem as tropas no campo de batalha.
Hoje o termo tactica tem uma significação mais extensa e assim é o conjuncto de processos empregados para marchar, proteger-se e combater.
Estes processos são differentes segundo as armas. Cada arma tem a sua tactica particular de marcha, de estacionamento e de combate. Quando actuam em conjuncto, applicam os processos da tactica das trez armas.
A arte da guerra comporta alguns principios imuteveis provenientes de causas moraes ou physicas. Mas a utilisação d'esta arte, a applicação d'estes principios estão submettidas a constantes variações, porque os meios empregados, o estado moral das tropas, o terreno, são coisas essencialmente variaveis. [...]
A primeira causa que pode actuar sobre a tactica é a natureza das armas.
Para ferir um adversario, pode-se empregar dois meios: lançar contra elle um corpo, conservando-se a distancia; ou correr para elle, e, de perto, feril-o com a arma. Assim ha duas naturezas d'armas: armas d'arremeço e armas de choque."
(Excerto do Ensaio)
Indice:
1.ª Parte - A arte na guerra: I - Tactica - Estrategia. II - Preparação - Execução: A) Necessidade do estudo e d'uma preparação constante para a guerra; B) Systema militar d'um estado.
2.ª Parte: O official - O soldado: I - O chefe: A) Qualidades do chefe; B) Da disciplina. II - O soldado.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Sem registo na BNP.
25€
Reservado

07 setembro, 2025

MONTEIRO, José António Pereira -
O EXÉRCITO LIBERTADOR : 1828-1834. Lisboa, Estado-Maior do Exército : Direcção do Serviço Histórico-Militar : Centro de Estudos de História Militar, 1989. In-8.º (20,5x14,5 cm) de [1], 36 f. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história da Guerra Civil portuguesa, a formação e desempenho do «Exército Libertador» e a importância estratégica, política e militar, da Terceira no desenrolar dos acontecimentos.
Trabalho batido à máquina e policopiado, impresso na frente, sem menção na base de dados da BNP.
Ilustrado no texto com quadros e tabelas estatísticas, e um mapa da Ilha Terceira em página inteira.
"A formação de um "Exército Libertador" enquadra-se no processo de instauração do liberalismo em Portugal, que só veio a terminar ao fim de catorze anos de lutas por vezes renhidas e muito complexas, marcados por uma alternância de vitórias e derrotas.
A situação militar foi marcada, particularmente a partir de 1828, pela alternância e comandos e a divisão em dois Exércitos bem definidos que terminou apenas em 1834, com a Convenção de Évora-Monte.
Analisar o período em questão, à luz das exigências da moderna historiografia científica não é tarefa fácil, devendo-se essas dificuldades em grande parte ao estado da historiografia portuguesa a ele relativa. [...]
Datamos significativamente este nosso trabalho entre 1828 e 1834 porque, embora se comece a falar mais insistentemente de um Exército Libertador apenas a partir de 1830, entendemos que a sua origem poderá colocar-nos dois anos antes, com a revolta de 16 de Maio e o episódio da Belfastada. Foi a partir desta altura que Portugal ficou dividido em dois partidos bem definidos: Os miguelistas, adeptos do Antigo Regime político e económico, e os liberais, adeptos da Constituição de 1822 ou da Carta de 1826.
A esta divisão política correspondeu a divisão do Exército, concretizada pela revolta de 16 de Maio de 1826."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Introdução | A revolta de 16 de Maio de 1828 e a retirada para a Galiza | Tropas da Junto do Porto (tabela) | Tropas miguelistas (tabela) | A permanência em Inglaterra [dos refugiados] | A Ilha Terceira, novo ponto de concentração dos emigrados | A organização militar nos Açores de 1830 a 1831 | Organização das forças na Ilha Terceira (Março de 1830) | A organização da expedição militar a Portugal | Exército Libertador desembarcado em Portugal - Mapa da força presente em parada, no acto de embarque | O Exército Libertador durante o Cerco do Porto | Organização do Exército Libertador | A vinda de Solignac e a mudança do teatro da guerra do norte para o sul do país | De Almoster e Asseiceira à Convenção de Évora-Monte | Evolução numérica do Exército Libertador  (de 1832 a 1834) | Despesas totais da guerra | Corpos que compunham o Exército Libertador em 31 de Maio de 1834 | Notas | Bibliografia.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico e militar.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

03 novembro, 2024

SABBO, Augusto -
FOOTBALL. (Técnica e Didáctica de Jôgo). [Por]... Antigo jogador d
o Mittweidaer Ballspiel Club, da Saxónia; do Club Internacional de Football, de Lisboa, e do grupo representativo da Liga Portuguesa de Football. Lisboa, Emprêsa Literária Fluminense, L.ᴰᴬ, 1923. In-8.º (19 cm) de 76, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso manual técnico e táctico de "Football Association", escrito por Sabbo, na época treinador do SCP. Apresentado em três prefácios pelos senhores: F. Pinto de Miranda, Médico, inpector de Ginástica e antigo Presidente da Associação e Football de Lisboa; Fernando Martins Pereira, Médico e ex-Presidente da Direcção a Associação de Football de Lisboa; Carlos Alberto Guimarães Lello, Presidente da Associação de Football do Pôrto.
Sobre esta obra centenária, pioneira no futebol português, e o seu autor, com a devida vénia a "Leão Zargo" pelo excelente artigo publicado no blog Camarote Leonino, reproduzimos o excerto que se segue:
"Na época de 1921-22 o Sporting contratou um treinador invulgar para os padrões do seu tempo. Refiro-me a Augusto Sabbo (1887-1971), um engenheiro luso-alemão que dirigiu a montagem da rede de tracção eléctrica da cidade de Coimbra. Antes de Sabbo há apenas o conhecimento doutro treinador no clube, o inglês Charles Bell. Até aí a equipa era dirigida por um jogador que desempenhava as funções de “capitão geral” e que fazia, nomeadamente, a ligação com os directores e coordenava os treinos. Francisco Stromp e Jorge Vieira terão sido os maiores neste posto. 
Antes de chegar ao Sporting, Augusto Sabbo jogou no Mittweidaer Ballspiel Club, na Saxónia, e foi referência no CIF, no início do século XX, enquanto jogador, capitão da equipa e capitão geral. No Sporting permaneceu desde Janeiro de 1922 ao Verão de 1924.
Sabbo notabilizou-se por utilizar métodos inovadores de treino e, principalmente, pela sua concepção teórica e prática do futebol que conjugava, simultaneamente, as vertentes técnica, táctica e física que era preconizada por Herbert Chapman, treinador do Arsenal de Londres.
Era extremamente exigente na preparação da condição física dos atletas, realizando treinos sem bola que incluíam exercícios de inspiração militar e salto à corda. Por vezes, os jogadores desciam e subiam a Avenida da Liberdade em passo de ginástica. Contratou Santos Ruivo, pugilista profissional, com a finalidade orientar sessões de treino físico e ministrar noções de boxe.
Augusto Sabbo era um estudioso metódico do fenómeno do futebol e profundo conhecedor do que se passava na Europa, nomeadamente na Inglaterra e na Europa central. Quando treinou o CIF introduziu a "teoria da triangulação", que mais tarde aplicou no Sporting. Essa teoria preconizava que a acção dos seus jogadores no campo teria por finalidade que os adversários fossem obrigados a executar os movimentos convenientes que permitissem a execução das jogadas da sua equipa. Hoje dir-se-ia “a construção do jogo”!
A "teoria da triangulação" tornou Sabbo um dos precursores da introdução do sistema WM (3-2-2-3) em Portugal. Conhecedor do pensamento táctico de Chapman e do 2-3-5 aplicado na Europa Central (designado por Escola do Danúbio), Sabbo durante os jogos, por vezes, recuava o médio central para junto dos dois defesas. Os próprios avançados interiores não tinham a habitual liberdade de movimentos, estando mais atentos aos adversários do que era norma nesse tempo. […]
Augusto Sabbo era um intelectual do futebol, privilegiando os diversos aspectos que decorriam da técnica e da táctica do jogo e da preparação física. Publicou duas obra na altura consideradas inovadoras e relevantes, “Football (Técnica e Didáctica de Jogo)”, em 1923, e “Estratégia e método-base do futebol científico”, em 1945."
Ffonte: http://camaroteleonino.blogs.sapo.pt/augusto-sabbo-um-mourinho-avant-la-1488854)
"Aquele que meter ombros à estopante tarefa de ler este folhêto, porque o estilo lhe falta e a prosa é simples, deve ter em vista que o nosso único desejo, é iniciá-lo na parte técnica do jôgo, que reputamos interessante, e não deliciá-lo com boa prosa e estilo florido. O assunto, basta ser técnico, para ser maçadora a sua descrição, e muitas vezes lacónica a sua didáctica.
A iniciação que vamos tentar, não se assuste o leitor, não será aquela em que lhe diríamos que o jôgo de football se joga entre 22 rapazes, dispostos duma certa maneira, num campo raso, muito grande, limitado por linhas brancas e fortes barreiras, que na maior parte das vezes conteem uma multidão nada pacífica, que insulta e apupa os jogadores, apesar da vontade que êles mostram em bem fazer, dentro do tal recinto, movimentos cingidos a certas regras, a que muitos por não perceberem o fundo scientífico do jôgo, chamam cabriolas de doidos."
(Excerto de I – Iniciação)
Índice:
Prefácio[s] | Técnica e Didáctica do Football Association: I – Iniciação. II – Elemento necessário ao jogo e qualidades primordiais necessárias a esse elemento. III – A técnica do football. IV – O treinador ou instrutor. V – Treinos progressivos – Treinos intensivos – Treinos de ensaio. VI – Introdução às teorias. VII – Teoria da triangulação. VIII – Principios gerais de aplicação prática. IX – Passe iniciais do jôgo quando se emprega a teoria da triangulação. X – Teoria do off-side. XI – Principios gerais de aplicação prática. XII – Teoria dos movimentos relativos. XIII – Principios gerais de aplicação prática. XIV – Passes iniciais do jôgo quando se aplica a teoria dos movimentos relativos. XV - Conclusão.
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e desportivo.
Peça de colecção.
85€

25 agosto, 2024

BRANCO, Eugénio Soares -
A MAIOR IMPORTÂNCIA DE ALGUNS FACTORES DE ACÇÃO NAS POSSIBILIDADES DOS FRACOS.
Dissertação apresentada ao concurso para professor da 9.ª cadeira da Escola Militar. Pelo Capitão-Tenente... Professor da cadeira "Arte Militar Marítima" da Escola Naval. [S.l.], [s.n. - Tipografia Cristovão Augusto Rodrigues, L.da - Lisboa], Junho, 1937. In-8.º (23,5x16 cm) de 91, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Trabalho académico de índole militar e estratégica, ilustrado com muitos exemplos e "lições" retirados do cenário bélico da Grande Guerra.
Obra rara e muito interessante.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor a Aníbal Ribeiro.
"Propômo-nos neste trabalho mostrar, como o seu título indica, a maior importância que alguns factores de acção têm nas possibilidades dos fracos; Não vamos emprestar a esta fraqueza uma fôrça quási igual à do adversário que, mercê duma excelente estratégia, um dia não receie  venha até a desejar, em determinada situação favorável, a Batalha resolutiva. Colocamo-nos no campo dos verdadeiramente fracos segundo o «critério aritmético» para avaliarmos do valor dessa fraqueza graças à «insídia» e às possíveis previsões que o seu emprêgo a fundo poderá revelar na guerra futura.
A iniciar o relato dêsses factores poremos o da «actividade» como o que em si resume e condensa o maior número de qualidades dos outros. Contém êste factor elementos diferenciados de ordem material e pessoal: a «velocidade» e «raio de acção das unidades» definindo a sua mobilidade estratégica e a «vontade» e «energia» dos homens nela embarcados para venceram as resistências e atritos inevitáveis, reduzindo ao mínimo o tempo morto entre os movimentos das fôrças. Essa vontade e essa energia serão a vontade e a energia dos Chefes, assimiladas e compreendidas pelas equipagens ligadas pelo esfôrço comum e coroadas pelo mesmo moral.
O factor de acção «actividade» não é de exclusiva vantagem para o partido superior ou inferior. Convém a ambos, mas é para o mais fraco um factor de acção mais poderoso e mais adequado ao seu método de guerrilha e ao seu objectivo de procurar, incessantemente e sem tréguas, causar ao mais forte os máximos prejuízos e perturbações."
(Excerto da Introdução)
Índice:
[Introdução] | Velocidade | Raio de acção | A surprêsa | Iniciativa das operações | O espírito agressivo | A fraqueza dos Fortes.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

13 março, 2024

CAMPOS, Com.te José Moreira de - A LUTA PELO PODER NAVAL. Lisboa, Papelaria Fernandes, 1938. In-8.º (19 cm) de [2], IX, [1], 167, [1] p. ; [1] mapa desdob. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada com um mapa desdobrável separado do texto.
"Os portugueses não têm, pelo Poder Naval, a consideração que merece. Não falo de alguns, raros, que sabem muito bem o que querem e o que fazem. [...]
A Marinha é uma arma com que o povo simpatiza; mas simpatiza por simpatizar. Nada o orienta sôbre as suas necessidades e os serviços que dela pode exigir.
Parece oportuno fazer esta publicação. O momento internacional chama a atenção de todos, para os problemas da guerra. A reünião de um certo número de elementos históricos e estratégicos habilita muitos que não têm as línguas estrangeiras, a compreenderem melhor o conflito diplomático entre as nações.
Está-se travando uma luta pelo Poder Naval."
(Excerto do prefácio)
Índice:
Cap. I - O poder naval até ao século XX. Cap.II - No século XX até à Grande Guerra. Cap. III - Na Grande Guerra. Cap. IV - Depois da Grande Guerra. Cap. V - Como se luta hoje.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse para a bibliografia WW1.
Indisponível

03 fevereiro, 2024

ALVAREZ, D. Eduardo -
MEMORIA ÁCERCA DA BATALHA DE ALCACER-QUIBIR.
[Por]... Capitão do Corpo de Estado Maior do Exercito Hespanhol. Lisboa, Imprensa Nacional, 1892. In-4.º (23,5x14,5 cm) de 53, [3] p. ; [1] planta ; B.
1.ª edição.
Interessante ensaio histórico, estratégico e militar sobre a batalha de Alcácer Quibir, trabalho de um oficial do Exército Espanhol. Documentado com explicações e abundantes notas de rodapé.
"A Batalha de Alcácer Quibir foi uma batalha travada entre portugueses e marroquinos a 4 de Agosto de 1578 próximo da antiga praça de Alcácer Quibir em Marrocos. O objectivo da batalha era a conquista daquela cidade, que era na altura a principal base de ataque dos mouros contra as praças portuguesas de Arzila e Tânger. Nela participaram um pouco mais de 18 mil soldados portugueses, apoiados por cerca de 5 mil soldados estrangeiros, contra um contingente de mais de 60 mil soldados liderados pelo sultão Muley Mahamet. O resultado das 4 horas de batalha foi uma pesadíssima derrota portuguesa tendo morrido cerca de 9 mil soldados e feitos prisioneiros a grande maioria dos restantes. Um dos mortos foi o rei português, D. Sebastião.
A derrota e o desaparecimento de D. Sebastião tiveram graves consequências para Portugal. Por um lado foram pedidos resgastes elevados para libertação de prisioneiros com graves prejuízos para a economia do país. Por outro lado, o desaparecimento de D. Sebastião sem que ficasse assegurada a sua sucessão, originou uma crise dinástica que levou à tomada do trono português por Filipe II de Espanha (D. Filipe I de Portugal) em 1580."
(Fonte: https://knoow.net/historia/historiaportug/batalha-de-alcacer-quibir/)
Livro ilustrado no final com uma planta desdobrável - a cores - de generosas dimensões (39,5x28 cm): Croquis do Campo de Batalha de Alcacer-Quibir - Escala 1/60,000.
"Assim se passou o dia 3, e no dia 4 de madrugada, D. Sebastião submetteu ao conselho a sua apurada situação, escutando, com mais socego do que costumava, as opiniões dos seus capitães. [...]
O exercito portuguez, formado em massa compacta, estava composto de vanguarda, corpo de batalha e retaguarda, e era precedido por trezentos mosqueteiros de infanteria, duzentos cavalleiros fronteiros de Tanger e Ceuta, e duzentos ginetes do xerife.
A vanguarda foi constituida do modo que segue: na esquerda estavam os hespanhoes e italianos, commandados por Alonso de Aguilar, tendo estendido a sua manga de arcabuzeiros, commandados por D. Luiz Godoy; no centro os aventureiros ás ordens de Alvaro de Tavora, e na direita os tudescos de Tannberg; o flanco d'estes ia coberto por arcabuzeiros portuguezes e pelos fronteiros commandados pelo capitão Hercules de Riza. A este grupo iam aggregados os diversos contingentes das nações que tinham vindo enfileirar-se sob as bandeiras do rei de Portugal.
O corpo de batalha, cingido por companhias de arcabuzeiros, era formado pelos portuguezes de D. Miguel de Noronha e Vasco Silveira.
A retaguarda, onde ia a gente bisonha, composta tambem de portuguezes dos terços de Francisco de Tavora e Diogo Lopes de Sequeira, ia coberta por trezentos mosqueteiros e duas peças de artilheria.
O resto da cavallaria formava dois esquadrões: um á esquerda, onde ia o estandarte real, o duque de Barcellos, joven de treze annos e filho primogenito do duque de Bragança; o prior D. Antonio, pretendente depois á corôa de Portugal, e o conde de Portalegre, embaixador de Hespanha, todos acompanhados de muitos dos seus creados e vassallos; o outro esquadrão estava á direita.
No flanco direito á retaguarda íam duzentos ginetes fronteiros aggregados aos poucos partidarios do Negro e mandados todos por este.
Quasi toda a artilheria caminhava nos intervallos da vanguarda ás ordens de Ruy de Mesquita e João da Cunha."
(Excerto de II - Expedição de D. Sebastião á Africa (1578) e suas causas)
Índice:
I - Os xerifes. II - Expedição de D. Sebastião á Africa (1578) e suas causas. III - Conclusão.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenas falhas marginais. Sublinhados e anotações manuscritas a lápis ao longo do livro.
Raro.
Com interesse histórico.
35€

11 outubro, 2023

PASSOS, Alvaro Teles Ferreira de -
SÔBRE A TEORIA DA «BLITZKRIEG».
[Por]... Coronel do C. E. M. Separata dos Boletins n.os 6 e 7 do Instituto de Altos Estudos Militares. Lisboa, [s.n. - Comp. e imp. na Editorial Império, Lda - Lisboa], 1942 In-4.º (26x16 cm) de 44 p. ; [6] desdob. ; B.
1.ª edição independente.
Importante estudo sobre a "Guerra Relâmpago", táctica militar empregue pelo comando alemão na Segunda Guerra Mundial, que consistia em rápidos movimentos para ataques em profundidade.
Ensaio interessante, raro, publicado por um oficial português durante o conflito, quando este procedimento bélico se encontrava em uso.
"O Blitzkrieg ou guerra-relâmpago é uma tática militar em nível operacional que consiste em utilizar forças móveis em ataques rápidos e de surpresa, com o intuito de evitar que as forças inimigas tenham tempo de organizar a defesa. Os seus três elementos essenciais são o efeito-surpresa, a rapidez da manobra e a brutalidade do ataque, e os seus objetivos principais são a desmoralização do inimigo e a desorganização de suas forças (paralisando os centros de controle). O arquitecto desta tática militar teria sido o general alemão Heinz Wilhelm Guderian."
(Fonte: Wikipédia)
Livro ilustrado com seis desdobráveis reproduzindo croquis de movimentos de ataque, sendo um deles uma comparação com as movimentações efectuados na 1.ª e 2.ª Guerra Mundial (Foto - Fig. 1/2).
"A guerra-relâmpago («Blitzkrieg») dardeja os seus relâmpagos de pontos ou núcleos de ataque introduzidos, brutalmente, no interior do dispositivo defensivo do adversário afim de, com êsses dardos, ferir pela retaguarda e isolar uns dos outros pontos de apoio e centros de resistência.
A idéia directriz do processo reside na realização de ataques brutais de pequena frente, espécie de empurrões atirados ao dispositivo inimigo em pontos mais vulneráveis («schwerpunkt» alemão, «thrust point» inglês), seguidos, imediatamente, de rápida incursão no interior dêsse dispositivo para dar novo empurrão, enquanto do ponto atingido pelo primeiro irradiam ataques dispersos, insinuando-se por entre os centros de resistência, ao lado do «thrust point» estabelecido, envolvendo-o por detrás e atacando-os por todos os lados, repetindo-se tais ataques no segundo «thrust point».
Dá-se, por êste processo, uma espécie de enrolamento das defesas inimigas («aufrollen» alemão, «rolling out» inglês) que são calandradas pela retaguarda e flancos.
Uma pequena frente atacada produz, na exploração do sucesso, uma larga frente conquistada e, com esta exploração e com a perseguição, enorme profundidade adquirida, desde que se suprima ao adversário a possibilidade de coordenar as suas defesas estáticas e se lhe não dê tempo para empregar as móveis."
(Excerto do Estudo)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas oxidadas; cantos vincados.
Raro.
Com interesse histórico e militar.
A BNP dispõe de apenas um exemplar.
35€

03 outubro, 2023

CÁMEIRA, José Martins - ORDENS E RELATORIOS. Operações Militares sobre Fornos d'Algôdres e Lamego em 1919.
Por... Major d'Infantaria
. Castello Branco, Typographia da «Casa Progresso», [1919]. In-8.º (21 cm) de 31, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio histórico, com interesse táctico-estratégico, relativo ao período revolucionário apelidado "Monarquia do Norte".
Trata-se de um interessantíssimo manancial de ordens e relatórios redigidos pelo Major José Cámeira, comandante do 2.º grupo de metralhadoras, envolvido nas operações de combate aos insurrectos monárquicos sobre Fornos de Algodres e Lamego, no período compreendido entre 23 de Janeiro e 12 de Fevereiro de 1919.
Relatório muitíssimo valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao "Alferes... da bataria de Art.ª do Destacamento misto n.º 1".
"No desejo de satisfazer o pedido dos meus camaradas que fizeram parte dos destacamentos successivos do meu comando por ocasião da conspiração monarquica do norte, tomei o encargo, por este facto sómente, de compilar todas as ordens de operações e relatorios que elaborei, no decorrer do movimento insurrecional, quasi sem alterar a redação e muito menos a fórma e disposição, para não perder a sua principal caracteristica de originalidade - a mais aceitavel como lembrança - mas aonde certamente muito havia a rectificar, mórmente por não ter tido á minha disposição arquivo algum e em especial os regulamentos de campanha, de saude e de subsistencias e que a memoria nem sempre conseguia capazmente dispensar."
(Preâmbulo)
"No dia 23 de Janeiro, sendo comandante do 2.º grupo de metralhadoras, sou chamado ao quartel general da 2.ª divisão, provisoriamente instalado na cidade de Guarda, para assumir o comando das tropas de cobertura, algumas d'estas jà fixadas na margem esquerda do rio Mondego, n'uma linha de vigilancia e de segurança de cerca de 24 quilometros, assim distribuidas: 30 homens em Celorico da Beira, 50 em Juncaes, 60 em Cabra e 30 em Nespereira.
Uns 200 homens seguiam a caminho para reforço d'aquelas, tambem pertencentes ao regimento d'infantaria n.º 12.
Em virtude das instruções recebidas embarquei, por 12 horas, na estação de caminho de ferro da Guarda com as forças d'infantaria de reforço e mais uma secção de artilharia de montanha, acrescida de uns 100 homens apeados d'esta arma.
Desembarcada a secção de A. M. na estação de Celorico da Beira, segui com as restantes forças ate ás proximidades de Jejua, ponto escolhido para desembarque, d'onde se passou para a margem esquerda do rio Mondego e d'ali se marchou para Mosquitela, tendo o cuidado de tornear o alto do Pendão 2.º (537.∙.), de Penedia (525.∙.) e outros contiguos para a coluna não ser vista das tropas rebeldes.
Chegado a Mosquitela já depois do sol posto mandei ainda avançar cerca de 100 homens para Juncaes, ficando os restantes de reserva n'aquela povoação."
(Excerto da introdução)
A Revista Militar N.º 22 - Dezembro de 1922 - inclui um artigo do General Adriano Beça com o título As metralhadoras, onde elogia Cámeira: "Os oficiais deveriam possuir todo o curso da sua arma, ter menos de 30 anos de idade, os subalternos, não sendo admitidos nos grupos sem a respectiva especialização na Escola de metralhadoras pesadas. É êste o espirito dominante no corpo de oficiais que hoje constitue a élite dos grupos de metralhadoras, onde se encontram oficiais da envergadura do major José Martins Cámeira, que faz honra ao exército português e seria um elemento de inestimavel valor em qualquer outro exército europeu. Possue êle, alêm do saber profissional, a experiência da grande guerra e qualidades de comando, que o tornam um oficial prestigioso e lhe dão sobeja autoridade para, em assuntos técnicos emitir a sua opinião que deveria ser religiosamente acatada."
José Martins Cámeira (1878-?). "Militar, natural da Freguesia de Caria (Belmonte), residente em Castelo Branco. Nasceu a 06-10-1878. Era filho do Comendador Vicente Martins Ribeiro e de D. Piedade Pires Cameira Ribeiro. A sua carreira Militar, desde que em 1902 foi nomeado Alferes até que em 1935, já Coronel, foi nomeado Comandante Geral da PSP, foi sempre brilhantíssima. Exerceu professorado em escolas regimentais, tomou parte nas operações de Angola em 1935, no destacamento do Cuanhama como Comandante de Bateria, combatendo na Môngoa, Chana da Môngoa, Cacimbas, etc., bem como no combate de Nigiva, onde entrou com o seu destacamento. [Combateu na Primeira Guerra Mundial integrado nas forças do C.E.P. com o posto de capitão, sendo mais tarde promovido a major. Foi dos primeiros a embarcar para França, em 23.10.1916. Seguiu para o Q. G. do E. M. P. por ter sido colocado no E. M. Depois foi colocado como 2.º comandante de Infantaria 35. Foi comandante do 5.º Grupo de Metralhadoras, assumindo mais tarde o comando do Batalhão de Infantaria 14]. Fez parte do C.E.P. em França, e ali obteve promoções rápidas e comandos de responsabilidade, e combateu os revoltosos monárquicos do Norte em 1919 como comandante das tropas de cobertura junto do Mondego e coluna de operações de Lamego e Régua. Em 1920 foi Comandante da Escola de Metrelhadoras Pesadas e depois Instrutor de 1.º e 2.º grau na ECO. Fez o Curso de Metrelhadoras pesadas em França na “Machine Gun School” inglesa. Sendo Tenente-Coronel fez parte das forças que combateram, em 1931, os revoltosos das Ilhas Adjacentes, tomando parte no combate do Machico. Desempenhou muitas comissões técnicas importantes e constam na sua folha de serviços os mais altos louvores em serviço técnico e em campanha, tendo sido condecorado com o grau de Cavaleiro da Legião de Honra de França, a Medalha da Vitória e Medalhas Militares de Comportamento Exemplar (Cobre, Prata e Ouro), Medalha Militar de Prata das Campanhas do Exército de 1914 e 1915, Medalha Militar de Prata de Valor Militar (com letra C e Palma dourada); Medalha Militar de Bons Serviços (duas de Prata e uma de Ouro com letra C), Medalha Militar de Prata das Campanhas do Exército (França 1917 e 1918), Medalha Militar de Prata das Campanhas do Exército (Cuanhama, 1915), Cruz de Guerra e “fourvagères”, Cavaleiro da Torre e Espada com palma dourada, Comendador de Cristo, Comendador e depois Grande Oficial da Ordem Militar de Avis, etc."
(Fonte: https://www.facebook.com/1540060162973575/posts/1994210184225235/)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Cansado. Capas frágeis com defeitos e pequenas falhas de papel.
Muito raro.
Com significado histórico e militar.
Sem registo na BNP.
Indisponível

26 julho, 2022

ATHAYDE, Mello e - O COMBATE DA INFANTARIA CONTRA A CAVALLARIA.
[Por]... Tenente de infantaria. Obra premiada no concurso litterario aberto pela Revista d'infantaria em 1905. Lisboa, Typographia Universal, 1906. In-8.º (21,5 cm) de 216 p. ; [1] f. desdob. ; B.
1.ª edição.
Ensaio militar inovador para a época, - conceitos teóricos e estratégicos que, poucos anos mais tarde, a "nova" guerra de trincheiras viria a desmentir.
Estudo ilustrado com uma folha desdobrável em separado contendo 9 figuras esquemáticas.
Livro muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor, datada de 8-9-906,  ao general César Augusto Kuchembuch dos Prazeres.
"Ainda no principio do seculo passado o marechal Bugeaud, o vencedor de Isly, com toda a auctoridade incontestavel que lhe dava uma competencia evidenciada em numeross acções, escrevia que «o maior perigo que a infantaria tem a vencer são as cargas de cavallaria», as ques considerava «destruidoras se teem bom exito, inteiramente nullas se são repellidas.» Hoje vae-se ao ponto d´affirmar que, «em presença de forças d'infantaria d'alguma impotancia a impotencia da cavallaria é quasi completa.»
Agrada-me em extremo esta ultima affirmação, a mim, como infante; robustece-me na crença do que é o principio de toda a vida do homem e guerra - cada arma deve julgar-se invencivel. Foi a penna auctorisada de Decker que nos deixou affirmado que «cada arma tem, por assim dizer, uma certa religião especial d'invencibilidade, na qual se não deve tocar para a não privar d'um dos seus mais poderosos elementos de victoria...
«... mesmo que a crença na invencibilidade não seja senão um erro a que o soldado se sacrifique, o homem verdadeiramente de guerra respeita-a; só o pedante burocratico se rirá.» [...]
Mas esta crença na nossa invencibilidade, que aliás deve ser apanagio de todas as armas, não nos deve levar por fórma alguma, a nós infantes, a não cuidar da nossa defesa perante os ataques da cavallaria.
Prescrutam os cavalleiros os recursos de que podem lançar mão, para accrescer a acção da sua arma contra a infantaria; teem os infantes, reciprocamente, que se preocupar com a resolução dos melhores meios de defesa contra tão audaz inimigo. E tanto mais, quanto é certo que a cavallaria tem obrigações a cumprir, ainda que com o proprio sacrificio da vida; e sacrificando-se, o cavalleiro tratará de vender a vida pelo preço mais elevado que poder. É assim que na ordenança d'essa arma se lê, que o chefe de qualquer fracção de cavallaria deve «incutir na força do seu commando a idéa de que é difficil resistir a uma cavallaria bem instruida e que carregue com a firme resolução de vencer ou morrer.»
E depois, embora a acção da cavallaria seja hoje impotente contra a infantaria, é ainda certo que, se a infantaria não tiver juizo, póde ser castigada seriamente por ella."
(Excerto do Cap. I - Cada arma deve julgar-se invencivel)
Indice:
I - Cada arma deve julgar-se invencivel. II - Modo de acção da cavallaria: Carga - Execução da carga; Ponto d'ataque; Approximação; Momento do ataque. III - Defesa da infantaria: Analyse das diversas formações; Quadrados; Da especie de fogo a empregar; Quando deve começar o fogo; Objectivo do fogo e ponto a visar; Regras geraes. IV - Infantaria contra cavallaria defendendo ou atacando artilharia. V - Ataque da cavallaria pela infantaria. VI - Preparação da infantaria para o combate contra a cavallaria: Do methodo a seguir; Exercicios: - Regras geraes; Exemplos: Companhia isolada - A pé firme: A) Em linha; B) Columna de companhia; C) Columna aberta; D) Columna por secções; E) Columna aberta por secções; Em marcha: F) Columna aberta por pelotões de costado ou com maiores intervallos; G) Columna por secções de costado; H) Columna por secções de costado, aberto, ou com maiores intervallos; I) Formação de costado; J) Em marcha de serviço de segurança; K) Formação de combate. VII - Capitulo Novo.
Luís de Melo e Ataíde (1863-1925). "Nasce em Lisboa a 29 de Agosto de 1863. Assentou praça em 24 de Novembro de 1878 (tinha 15 anos), no Regimento de Infantaria 16, tendo sido promovido a alferes a 26 de Dezembro de 1895, a tenente em 22 de Junho de 1900 [in Revista Militar, 1925, Julho-Agosto, nº 7-8], terminando a sua “veneranda” figura no exército português como coronel [ibidem; ver, ainda, jornal A Luz, Junho de 1925]. Serviu na Secretaria da Guerra, comandou tropas e teve a seu cargo, já no fim da carreira, o comando do Regimento de Infantaria da Reserva nº 16. Passou à reserva em 1923."
(Fonte: http://arepublicano.blogspot.com/2020/08/luis-de-melo-e-ataide-1863-1925-nota.html)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Capas frágeis com pequenos efeitos.
Raro.
Com interesse histórico e militar.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
35€

17 abril, 2022

DIAS, Joaquim Augusto Prata - PREPARAÇÃO DO SOLDADO DE INFANTARIA PARA O COMBATE.
Conferência realizada no regimento de infantaria n.º 16, pelo capitão....Secretaria da Guerra : Repartição do Gabinete
. Lisboa - Imprensa Nacional - 1916. In-8.º (22 cm) de 24 p. ; B.
1.ª edição.
Importante alocução dirigida à arma de infantaria, promovida em 1916, numa época em que o conflito bélico alastrava na Europa, no ano em que a Alemanha oficialmente declarou guerra a Portugal, e quando já combatíamos esse oponente em África.
Opúsculo com interesse histórico, estratégico e militar, muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
 "Tu. F. ..., hoje soldado do regimento de infantaria n.º... contraíste o dever solene de defender a Pátria e a República contra os seus inimigos externos e internos. Perante a tua consciência e sôbre a bandeira gloriosa juraste fidelidade e obediência; tens de respeitar por toda a vida êsse juramento. O teu sangue, até a última gota, pertence à Pátria."
(Excerto de 1.º - Dever)
"No decorrer das batalhas, quando, mortos os chefes, a direcção do fogo sofra perturbações ou falhas, cabe aos homens mais decididos e corajosos assumi-la quanto possível, e, arrogando-se o papel de chefes, impulsionar os mais pelo exemplo, encaminhando-os até ao objectivo final, a Vitória.
Considera como um dever fazer por pertencer ao número dêsses bravos. Será honroso para ti, e também para o teu regimento, desempenhares entre os camaradas as funções de chefe."
(Excerto de 12.º - Fogo não comandado)
Matérias:
1.º - Dever. 2.º - Batalha. 3.º - Cuidados a ter com a espingarda, em campanha. 4.º - Munições. 5.º - Posição de tiro. 6.º - Avaliação de distâncias. 7.º - Maneira por que devemos instalar-nos na posição. 8.º - Descobrir, reconhecer e descrever objectivos. 9.º - Ponto a visar, repartição do fogo e correcção da pontaria. 10.º - Espécie de fogo. 11.º - Disciplina de fogo. 12.º - Fogo não comandado. 13.º - Condições do terreno. 14.º - Utilização do terreno em combate: I. Utilização do terreno para posição de fogo: 1.º Alturas; 2.º. Parapeitos e trincheiras; 3.º Matas, bosques, etc.; 4.º. Muros. II. Utilização do terreno para alcançarmos nova posição mais avançada. 15.º - Combate. 16.º - Ataque. 17.º - Ataque a uma posição fortificada. 18.º - Perseguição. 19.º - Defesa. 20.º - Final.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Mancha antiga de humidade transversal a todo o livro.
Raro.
Peça de colecção WW1.
Indisponível

22 dezembro, 2021

BREYNER, Antonio de Mello - CONSIDERAÇÕES HISTORICAS SOBRE A UTILIDADE DAS PRAÇAS DE GUERRA E SUA APPLICAÇÃO Á DEFEZA DE LISBOA. Offerecidas á Academia Real as Sciencias de Lisboa por... Lisboa, Typographia da Academia, 1854. In-4.º (28x22,5 cm) de [2], 7, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Opúsculo com relevância histórica, militar e estratégica, e indubitável interesse olisiponense.
"O estudo Considerações Historicas sobre a Utilidade das Praças de Guerra e sua Aplicação às Defesas de Lisboa reveste-se de particular importância porquanto demonstra que muitas cidades sitiadas não foram cidades conquistadas. O autor, Coronel de Engenharia e futuro General de Divisão António de Mello Breyner tendo por base este princípio, defende que Lisboa deveria ser fortificada convenientemente, pois apesar de ter à sua volta diversos pontos que poderiam retardar o avanço de forças invasoras, encontra-se demasiado exposta por mar e por terra e refere os pontos de melhor acesso e desembarque de grandes esquadras."

(Fonte: https://www.revistamilitar.pt/artigo/140)
"Ainda que as praças de guerra não são hoje consideradas de tanta importancia, geralmente fallando, como erão noutr'ora, e por essa razão não são os sitios mais ou menos rigorosos, que trazem os resultados finaes d'uma campanha, e só sim em batalhas campaes, e os movimentos dos exercitos, não se deve todavia concluir, que nós não queremos praças, e que não reconhecemos importancia em algumas d'ellas, antes, pelo contrario, as consideramos muito, e quizeramos por isso, que ellas estivessem bem reparadas, fortificadas e abastecidas convenientemente, por isso que conhecemos o auxilio, que podem fornecer ao exercito na defesa do paiz."
(Excerto do Estudo)
António de Mello Breyner (1813-1886). Militar e estratega português. Publicou, para além do presente estudo, um importante e histórico trabalho: Relatorio sobre o Campo de Instrucção e Manobra que teve logar na Charneca de Tancos no mez de Outubro de 1866 (1868)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
20€

25 agosto, 2021

A. N. - A GUERRA DE ESPANHA : as operações militares.
Separata da Revista Infantaria
. [S.l.], [Revista de Infantaria], 1940. In-4.º (24 cm) de [4], 173, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Importante subsídio militar coevo sobre a Guerra Civil de Espanha, trabalho desenvolvido sob o ponto de vista estratégico e operacional.
Elaborado por um perito português que assina o estudo com as inicias "A. N.", nada foi possível apurar acerca da sua identidade, limitando-se os dados bibliográficos conhecidos ao registo de um exemplar na base de dados da BNP.
Livro ilustrado ao longo do texto com fotogravuras a p.b., mapas e croquis.
"Publicou a Revista Infantaria durante o conflito que ensangüentou o paiz vizinho, uma série de artigos nos quais se fazia uma análise das operações militares que se iam desenrolando.
O seu Autor, oficial estudioso e culto, imprimiu ao seu trabalho um cunho fundamentalmente militar, analizando com inteligente visão as acções principais que se desenrolaram, procurando, numa isenção absoluta, mostrar factos concretos e apresentar elementos que foram os dados nêsse xadrez de que saiu victorioso o Exército Nacional da Espanha, à frente do qual se encontra o Generalíssimo Franco.
Foi essa análise conscienciosa, que os leitores da Infantaria tiveram ocasião de apreciar mez a mez nas páginas da sua Revista e que agora, satisfazendo numerosos pedidos, a mesma Revista resolveu complilar num volume que será um repositório, não de páginas de jornalismo nem de romanceados feitos, mas simples e ùnicamente dos capítulos duma campanha militar moderna de características especiais, onde podem estudar-se também as fôrças psicológicas dos elementos em lucta, trabalho que merece ser recapitulado, para que possa demorada e criteriosamente avaliar-se do esfôrço militar dessa campanha vista por um técnico de indiscutível valor.
Infantaria satisfaz assim a vontade de muitos dos seus Assinantes e a sua, apresentando o estudo que se vai seguir, num volume único, para melhor ser apreciado o trabalho dum camarada modesto, estudioso, bem conhecedor das coisas militares e que observou de perto alguns aspectos da sangrenta lucta."
Índice: O valor dos ensinamentos da guerra de Espanha. | Causas e influências: Características geográficas da península ibérica; Os factores económicos na guerra de Espanha; Situação política, social e militar da Espanha em Julho de 1936; Factores militares e políticos na guerra de Espanha. | O movimento militar: O plano de revolta; A revolta; A situação depois da revolta; Período inicial da guerra de movimento; A luta pelas comunicações; A marcha sôbre Madrid. | O assalto a Madrid: A frente estabiliza; A luta na frente de Madrid; A conquista de Málaga; Jarama e Guadalajara; A ofensiva a sudeste de Madrid; A ofensiva de Guadalajara; A ofensiva nacionalista no norte e a diversão de Brunete; Teruel e a batalha do Alfambra; A marcha para o Mediterrâneo; A batalha do Ebro; A batalha da Catalunha. | Madrid!
Exemplar em bom estado geral de conservação. Capas levemente oxidadas.
Raro.
Com interesse histórico.
50€

01 dezembro, 2019

VEIGA, Costa - LISBOA NA POLÍTICA E NA ESTRATÉGIA DE AFONSO HENRIQUES. Discurso proferido na Sessão Solene Comemorativa do VIII Centenário da Tomada de Lisboa, em 24 de Outubro de 1947. In-4.º (23,5 cm) de 14, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Opúsculo com interesse histórico e olisiponense.
"A 15 de Março de 1147, Afonso Henriques toma, se surpresa, Santarém, por escalada nocturna. Regressando a Coimbra, vai em Abril, parece, a Guimarães, donde expede certo diploma, em cujo teor manifesta, incidentalmente, a esperança de que Deus algum dia lhe dará Lisboa, palavras textuais. Claro que a situação, ao tempo, é mais favorável que a de 1142: - a posse de Santarém permite a eventual organização duma linha de étapes fluviais entre a Golegã - provável terminus das étapes de estrada - e Xabregas ou os Olivais. Contudo, permanece, infelizmente a falta de tropas instruídas em trabalhos de sítio e bastante numerosas para um cêrco formal de Lisboa. Então que fazer?... Não é Afonso Henriques homem que se resigne à inacção - seu longo reinado, de 57 anos, será, quási todo ele, uma batalha contínua. Por outro lado, deve-lhe já ter chegado notícias dos efectivos que o Imperador está reunindo em Toledo para ir sobre Almeria, principal porto militar sarraceno do Mediterrâneo. A emulação, por certo que o está roendo... Saberá ele já e esse tempo, princípios de Maio, que a frota dos cruzados se encontra em organização adiantada e que, de passagem, tocará no Porto?"
(Excerto do Discurso)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

05 janeiro, 2019

VON HELDERS - A DESTRUIÇÃO DE PARIS EM 1936. (Visão duma guerra aerea). [Por]... Major-aviador do exercito alemão. Alvaro de Andrade e Manuel Luiz Rodrigues, tradutores. Lisboa ; Rio de Janeiro - S. Paulo - Belo-Horizonte, Livraria Bertrand ; Livraria Francisco Alves, [193-]. In-8.º (19cm) de 231, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Obra premonitória escrita sob pesudónimo, o seu autor foi Robert Knauss. Trata-se de um exercício sobre supermacia aérea em caso de conflito armado, publicado originalmente em 1932, antes da Guerra Civil de Espanha - balão de ensaio utilizado pela Alemanha para testar o poderio bélico que viria a evidenciar mais tarde, na 2.ª Guerra Mundial. 
"O livro «Luftkrieg 1936», cuja tradução apresentamos ao leitor, é uma visão da guerra de amanhã que se distingue de tantas outras pelo realismo técnico em que está baseada. [...] O major-aviador Von Helders, quis demonstrar a vantagem que resultaria para o seu país do facto de possuir uma Esquadra Aérea que lhe assugurasse o predomínio dos ares, elemento decisivo de toda a supermacia guerreira.
Há na organização da aviação militar francesa lacunas e deficiências graves que não escaparam à observação abalisada do autor. Deste modo, o seu livro, sendo uma ameaça, é também um útil concelho que a França, saberá, talvez, aproveitar. [...]
A antecipação de Von Helders, que nada tem, portanto, de fantasiosa, pode transformar-se, dum dia para o outro, numa trágica realidade. Oxalá a Humanidade saiba evitar essa hecatombe que excederia todas as anteriores em horror e que traria consigo, talvez, o aniquilamento da nossa civilização."
(Excerto do esclarecimento dos tradutores)
Robert Knauss (1892-1955). Soldado e escritor alemão, que serviu na Primeira e na Segunda Guerra Mundial, chegando ao posto de tenente-general. As suas obras literárias são dedicadas à aviação.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

19 dezembro, 2018

VALDEZ, Abel Joaquim Travassos - O 4.º G. B. A. NA GRANDE GUERRA. Artilharia Portuguesa em França. Monografia coordenada por... Major de artilharia. Concluída em Lisboa aos 31 de Março de 1923. Lisboa, Composto e Impresso na Imprensa Beleza, 1936. In-4.º (23,5cm) de 132, [4] p. ; [9] mapas desd. ; B.
1.ª edição.
Importante monografia, com interesse estratégico e militar, sobre a participação do 4.º Grupo de Batarias de Artilharia na Grande Guerra.
Livro ilustrado com 9 mapas desdobráveis representando as posições do 4.º G. B. A. ao longo do conflito.
"Nêste modesto trabalho procurei sobretudo não fugir à verdade.
Para isso recorri aos documentos, respeitantes ao C. E. P. existentes nos arquivos do Estado Maior do Exército, aos meus apontamentos pessoais e àqueles que os meus ex-companheiros do 4.º G. B. A. tiveram a amabilidade de me fornecer.
Aquilo que, de leitura dêle, pudér parecer exagêro, não passa, porém, da expressão do que vi e do que senti."
(Excerto da Introdução)
"O 4.º G. B. A. (4.º Grupo de Batarias de Artilharia) foi uma das unidades portuguesas que mais se distinguiu em França, e, seguramente, aquela que durante mais tempo se manteve na frente de batalha, sempre sem um desfalecimento. Encarregado de escrever uma monografia sôbre a sua acção durante a Grande Guerra, julgo ser dever meu não omitir um único facto que se ligue com a história daquela unidade."
(Excerto do Cap. I, A missão de artilharia em campanha)
Índice:
I - A missão de artilharia em campanha. II - Organização da artilharia de campanha. III - Elnes. IV - Fauquissart. V - As Batarias do 4.º G. B. A. adstritas a outros grupos portugueses: A) - 2.ª Bataria (Cap. Cortez); B) - 3.ª Bataria (Cap. Valdez); C) - 1.ª Bataria (Cap. Simões Pereira). VI - Neuve Chapelle. VII - Colonne-sur-la-Lys. VIII - Vermelles. IX - Acção na Belgica.
Anexos:
I - Recompensas. II - Relação dos oficiais e praças do 4.º G. B. A. mortos durante a campanha. III - Relação dos oficiais e praças do 4.º G. B. A. feridos ou intoxicados por gases durante a campanha.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. rosto. Pequena falha de papel no topo da lombada.
Raro.
Com interesse histórico.
A BNP menciona a obra, "sem informação exemplar".
Indisponível

15 novembro, 2018

RODRIGUES, Ponte - COOPERAÇÃO AÉRO-TERRESTRE. Pelo Major de Aeronáutica com o curso do Estado Maior... Lisboa, [s.n. - Composto e impresso nas Oficinas Gráficas do I. A. E. M., Caxias], 1950. In-8.º (21cm) de 168, [4] p. ; [5] desd. ; il. ; B.
1.ª edição.
Trabalho sobre a cooperação da Força Aérea nos combates terrestres, reflexo da crescente importância estratégica que este ramo das FA adquiriu no contexto da 2.ª Guerra Mundial, terminada poucos anos antes.
Ilustrado no texto com tabelas numéricas, e em separado com 5 desdobráveis: um croquis simulando situação de batalha com utilização da cooperação aéro-terrestre; quatro desenhos esquemáticos sobre organização militar.
"A falta de elementos de estudo sobre a «Aviação Militar» dificulta o desejo que muitos oficiais têm de actualizar os seus conhecimentos sobre este ramo, hoje importântíssimo, das Forças Armadas. [...]
Este livro destina-se especialmente, aos camaradas das Forças Terrestres, embora, seja possível que os meus camaradas aviadores nêle encontrem um ou outro pormenor que lhe possa ser útil. [...]
A doutrina aqui expressa não está regulamentada entre nós, ela é apenas o resultado dos ensinamentos colhidos em escola estrangeira de país que fez a guerra e num ou noutro ponto, adaptada à nossa maneira de ser, às nossas definições e sempre que possível aos nossos regulamentos."
Índice: Introdução. Capítulo Primeiro: Generalidades sobre as Forças Aéreas. I - Missões das Forças Aéreas. II - Características das Forças Aéreas. III - Especialidades das Forças Aéreas. IV - Aviação de Caça. V - Aviação de Bombardeamento. VI - Aviação de Informação. VII - Armamento de Aeronáutica. VIII - Transmissões de Aeronáutica. IX - Fotografia Aérea. Capítulo Segundo: Cooperação Aéro-Terrestre. I - Missões das Forças Aéreas em proveito das Forças Terrestres. II - Grandes Unidades Aéreas. III - Organização da Força Aérea de Cooperação. IV - Execução da Cooperação Aéro-terrestre. V - Serviço de Informações de Aeronáutica. VI - Cooperação das Forças Aéreas nas Diferentes Fases da Batalha. VII - Material da Aviação de Cooperação.
Exemplar brochado em bom estado de cooperação. Contracapa com pequenas imperfeições. Sublinhados a vermelho e apontamentos a lápis nas primeiras 40 páginas do livro.
Raro.
Com interesse histórico e militar.
Sem registo na BNP.
25€

27 julho, 2018

POMPILIO, Capitão Numa - RECONHECIMENTOS E INFORMAÇÕES : conferencia. Realisada em 14 de Maio de 1910 no quartel do Regimento de Infantaria n.º 14. Lisboa, Typ. da Cooperativa Militar, 1911. In-8.º (22cm) de 54, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Conferência sobre assuntos estratégicos militares pronunciada pelo autor em Viseu no Regimento de Infantaria n.º 14, pouco tempo antes da eclosão da República, mas publicada após a instauração do regime.
"As vantagens que resultam de um bom reconhecimento, - as conveniencias que se obteem por informações seguras e opportunas, - são de tal maneira salientes e de todos tão sobejamente reconhecidas, que ocioso seria por certo expôl-as com minucia, jámais quando acontece visar a sua exposição, como no caso presente, officiaes altamente versados em assumptos de tanta magnitude e tanto interesse. [...]
São variadissimas as fórmas de effectuar reconhecimentos militares e obter informações. [...]
Conhecer a situação inimiga; obter, pelo menos, noticias que a ella se refiram, ainda que summariamente; poder perscrutar o mais pormenorisadamente possivel tudo quanto se refira ou tenha ligação com o «theatro da guerra» - eis o que se obtem pelos reconhecimentos.
As informações, sem duvida adstrictas e ligadas aos reconhecimentos, visam á obtenção de tudo quanto tenha relação de qualquer especie ou natureza com forças inimigas; referem-se aos mais insignificantes detalhes, os quaes, ainda que na apparencia destituidos de importancia, podem por vezes prestar auxilios valiosos, no «campo de operações»."
(Excerto de Reconhecimentos: Pessoal que os deve executar e fórma de execução)
Matérias:
Thema Geral: Reconhecimentos e informações. Desenvolvimento:
1.ª Parte - Principios geraes sobre reconhecimentos e informações. Reconhecimentos: a) Pessoal que os deve executar e fórma de execução; b) Missão da descoberta. - Elementos da descoberta; c) Adopção de exploradores. - Seu comando e missão; d) Sua necessidade nos estacionamentos. - Secção de quarteis; e) Analyse do novo regulamento de exercicos tacticos allemão, pelo que respeita aos cuidados nos reconhecimentos; f) Considerações finaes da 1.ª parte.
2.ª Parte - Apreciação de algumas guerras e batalhas quanto á importancia dos reconhecimentos e informações. a) A Batalha de Waterloo; b) Guerra Franco-Prussiana; c) Guerra Russo-Japoneza; d) Guerra Peninsular.
3.ª Parte - Informações: Telegraphia militar e seus auxiliares. a) Telephonia ou telegraphia acustica; b) Pyrotechnia applicada á telegraphia, ou telegraphia pyrotechnica; c) Aerostatos; d) Telegraphia visual ou optica; e) Papagaios; f) Pombos correios; g) Telegraphia sem fio.
Espionagem.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e estratégico.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
15€