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19 abril, 2019

AMARAL, Francisco Keil – LISBOA : uma cidade em transformação. Lisboa, Publicações Europa-América, 1970 [copy, 1969]. In-8.º (18,5cm) de 237, [11] p. ; [28] p. il. ; B. Colecção Estudos e Documentos, 55
1.ª edição.
Ilustrada em separado com fotografias de Lisboa.
"As cidades são algo mais do que conjuntos de edifícios ladeando ruas e praças. São organismos vivos.
Os edifícios, as ruas e as praças formam, com as pessoas que ali habitam, transitam, trabalham e passeiam, unidades coerentes e características. A relação entre as construções e quem nelas vive e viveu é complexa, mas efectiva e constante. E a prova disso – de que sai organismos vivos – é que as cidades morrem, mesmo sem terem sido destruídas. Basta quebrarem-se os elos que ligam num todo harmonioso os edifícios e as pessoas; basta que o modo de vida deixe de corresponder à feição e ao carácter das edificações."

Matérias:
I. Sobre o crescimento urbano e suburbano de Lisboa. Alguns números e as realidades a que dizem respeito; II. Sobre a solidão em comum; III. Sobre a grandeza das cidades; IV. Sobre a ganância, o amor e outros materiais de construção; V. Sobre o automóvel na cidade; VI. Sobre uma aragem mediterrânica nos aspectos mais lisboetas de Lisboa; VII. Sobre as mulheres entaladas e a intervenção dos artistas plásticos na dignificação da cidade; VIII. Sobre edifícios de outros tempos e a nossa condição especial de lisboetas; IX. Sobre o Município e a transformação de Lisboa.
Francisco Keil Amaral (1910-1975). "É um dos mais conhecidos arquitectos portugueses e o seu talento peculiar é bem patente em numerosas obras cujo traçado tem concebido. Observador atento dos grandes fenómenos do urbanismo moderno, Lisboa mereceu-lhe, neste livro simultaneamente pitoresco e grave, um estudo de profunda repercussão cultural, pois trata-se da primeira obra em que se faz o balanço de toda uma política de urbanismo, se escalpeliza o estranho fenómeno do crescimento de uma cidade e se traça, enfim, um panorama rigoroso da nossa capital numa fase particularmente importante da sua existência. Nas próprias palavras do autor não se trata, pois, dum livro técnico, embora escrito por um profissional sobra as matérias do seu ofício. Tão-pouco dum livro teorizante – estendal de lucubrações eruditas para iniciados. É apenas um conjunto de reflexões sobre vários aspectos desta cidade bem-amada, ou que com ela se relacionam, para melhor compreendermos e mais sensata e equilibradamente a continuarmos.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas algo sujas. Com assinatura de posse na f. rosto.
Invulgar.
Indisponível

22 maio, 2017

LINO, Raul - ARQUITECTURA, PAISAGEM E A VIDA. [Lisboa], Separata do Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa : Janeiro - Março, 1937. In-8.º (24,5cm) de 14 p. (15-28 pp) ; B.
1.ª edição independente.
Curioso opúsculo. Trata-se de um conjunto de reflexões filosóficas e técnicas sobre a interação da arquitectura - e sua evolução - com a Arte e a Natureza. Ilustrado com 6 estampas extratexto, impressas sobre papel couché, contendo 15 fotogravuras de vários edifícios históricos, monumentos, jardins e vistas aéreas rodoviárias.
Muito valorizado pela dedicatória autógrafa de Mestre Raul Lino ao Dr. Joaquim Fontes.
"É talvez atributo dos arquitectos, o saberem apreciar a solidez, virtude natural que nos inspira, manifestando-se à roda de nós na própria estrutura da Terra e refelectindo-se, também às vezes e porventura, na construção das ideias. [...]
Passemos agora a exemplos mais concretos; falemos de arquitectura, e escolhamos justamente o ponto em que ela entra em contacto directo com a Natureza, onde ela tem por obrigação integrar-se na paisagem.
Não foi sempre de tão completa barafunda o aspecto nos nossos centros populacionais. Até há cerca de cem anos, os aglomerados de casaria, maiores ou até os mais modestos, nunca deixavam de apresentar uma boa arrumação, e, dado que se respeitavam usos tradicionais - (a tradição em si é uma disciplina resultante da experiência das gerações), - e que não existiam ainda as exteriorizações de vaidade sob a forma de caprichos e extravagâncias arquitectónicas, o panorama das povoações guardava sempre uma compustura, por vezes digna, outras vezes pitoresca, que além de ser decorosa e aprazível à simples vista, revelava sinais de um incontestável estilo na maneira de se viver."
(excerto do texto)
Raul Lino (1879-1974). "Arquiteto português, lisboeta, nascido a 21 de novembro de 1879 e falecido a 14 de julho de 1974. Estudou em Windsor, Inglaterra (1890) e no Instituto de Hanôver, na Alemanha. Trabalhou no atelier do arquiteto alemão A. Haupt, um especialista em arquitetura medieval portuguesa. Foi um prolífico autor, responsável por mais de 700 projetos, mas ficou conhecido sobretudo pela sua obra escrita em que teoriza sobre a arquitetura portuguesa, por vezes suscitando veemente polémica. Destas obras destaca-se A casa Portuguesa (1929) onde tenta sistematizar as características específicas da arquitetura portuguesa, e propõe modelos de moradias para serem adotados pelos projetistas. Esta obra terá uma grande influência nas décadas de 30 e 40, sendo mesmo inspiradora da tentativa de criação de uma arquitetura oficial do Estado Novo e suscitando forte antagonismo da geração modernista.
Viajou muito por Portugal e pelas então colónias tomando apontamentos sobre elementos arquitetónicos da arquitetura tradicional que viria a integrar nos seus projetos.
Entre as suas obras incluem-se a Casa O'Neil, Cascais (1902), a Casa dos Patudos, Alpiarça (1904), a Casa do Cipreste, Sintra (1912), ou o Cinema Tivoli, Lisboa (1924)
Foi também nomeado Diretor-Geral dos Monumentos Nacionais em 1949, e foi Diretor da Associação Nacional de Belas-Artes, a partir de 1967."
(fonte: https://www.infopedia.pt/$raul-lino)
Exemplar em razoável estado de conservação. Com sinais de humidade junto ao corte lateral do livro, mais visível na capa, onde apresenta um certo esboroamento. Pelo interesse e raridade, e pelo autógrafo do Mestre, a justificar restauro e encadernação.
Raro.
Indisponível

18 abril, 2017

NINY, Henrique Jorge - INQUÉRITO HABITACIONAL. Organizado pela Direcção Geral de Saúde Pública - Inspecção de Sanidade Terrestre - em colaboração com o Instituto Nacional de Estatística. Estudo crítico por... Inspector-adjunto. Lisboa, Ministério do Interior, 1941. In-4.º (25,5cm) de 302, [2] p. ; [14] f. desdob. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante estudo levado a cabo em Lisboa, incidindo com algum pormenor em quatro freguesias: Santos, Camões, Belém e Arroios.
Ilustrado no texto com quadros, tabelas, plantas e fotografias a p.b., muitas delas em página inteira, e em separado, com 14 mapas em folhas desdobráveis.
"Foi da escolha do Ex.mo Director Geral a terra em que se realizou o trabalho, a cidade de Lisboa, e dentro desta cidade, de enorme área, a escôlha das zonas a que êle se limitaria, uma vez que for falta de verbas e de pessoal seria impossível que êle fosse completo. Pensou S. Ex.ª que essas áreas deviam ser formadas por freguesias, e designou quatro, duas na parte central e duas na parte periférica da cidade, cada grupo formado por uma freguesia muito antiga e outra de desenvolvimento relativamente moderno. Foram, e respectivamente, Santos e Camões, e Belém e Arroios. [...]
Pareceu-nos sempre que se devia limitar a investigação ao que desde logo se reconhecesse possível verificar em cada habitação, em cada fogo, qualquer que fôsse a condição social da família."
(excerto do preâmbulo, Algumas palavras...)
"As aglomerações urbanas - como a vida humana - têm um desenvolvimento natural que necessita de ser vigiado. Não basta que as suas casas tenham um belo aspecto estético, não chega que as suas ruas, irrepreensìvelmente simétricas ou quebradas com curvas harmoniosas, deixem antever soberbas perspectivas, torna-se necessário que o seu médico-sanitarista lhe proporcione tôdas as condições de salubridade indispensáveis á vida e ao bem estar dos seus habitantes. [...]
As cidades, no seu crescimento progressivo, apresentam à dobadoira do tempo, problemas sempre novos e complexo de demandam, como na medicina, e cada vez mais, uma especialização mais profunda. A civilização com seu frenético dinamismo traz, constantemente, novas concepções e idéias de tal variedade e mutabilidade que a sua aplicação exige a conjugação dos conhecimentos dos vários ramos da higiene pública.
Como os homens, as urbes definham-se e adoecem e a terapêutica não deve restar apenas sintomática, tem de ir às origens para debelar o mal e tem ainda de marcar a profilaxia para que, no futuro, o morbo não reapareça. O aglomerado não vive só uma geração, tem de perdurar robusto, firme, acolhedor, para albergar sucessivas gerações, e para bem desempenhar esta missão hospitaleira o seu meio tem de ser saüdável. É então que a salubridade dita as suas leis, marcando as directrizes da habitação quanto à sua implantação, orientação, materiais de construção, disposição de compartimentos, iluminação, ventilação, instalações sanitárias, etc., proporcionado, enfim, casa salubre."
(excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa rasgada na diagonal, conservando o pedaço para posterior restauro.
Raro.
A BNP possui apenas um exemplar registado na sua base de dados.
Com interesse urbanístico.
30€

12 fevereiro, 2017

BATALHA, Fernando - A URBANIZAÇÃO DE ANGOLA. [Por]... Arquitecto. Luanda, Edição do Museu de Angola, 1950. In-4.º (28 cm) de 22, [2] p. ; [16] p. il ; B.
1.ª edição independente.
Curioso estudo sobre a urbanização colonial em Angola ao longo dos anos, anteriormente publicado em três números especiais do jornal «A Província de Angola».
Ilustrado em separado sobre papel couché com fotografias a p.b. de arruamentos, edifícios, vistas aéreas, e plantas de várias cidades, vilas e povoações angolanas.
"A formação urbana das povoações antigas de Angola não foi meramente casual ou resultante da sorte, pois a análise retrospectiva das suas origens mostra-nos suficientemente a existência de ponderosas determinantes de origem geográfica, económica e política a condicionar a escolha do local ou a criação do aglomerado urbano, que se nos apresentam como o produto dum móbil deliberado e consciente, germe da primeira colonização que nos tempos modernos se empreendeu no continente africano."
(Excerto do Cap. I)
Fernando Batalha (1908-2012). “Arquitecto português, nascido a 5 de maio de 1908, na cidade do Redondo, no distrito de Évora. Depois de concluir o curso de arquitetura, partiu para Luanda, em 1935. Aí, realizou vários projetos de arquitetura. Entre 1940 e 1947, foi responsável pelo Gabinete de Urbanização de Benguela e, durante a década de 40, realizou vários trabalhos em Benguela e noutras cidades de Angola. Exerceu vários cargos, como o de delegado do Gabinete de Urbanização do Ultramar (em Angola), o de vogal na Comissão Provincial dos Monumentos Nacionais de Angola e o de funcionário do Instituto de Investigação Científica do Ultramar (no setor da Arqueologia). Para além disso, o arquitecto dedicou-se ao estudo e divulgação do património urbanístico de Angola. Publicou algumas obras, como Urbanização de Angola (1950), Povoações de Interesse Histórico, Arqueológico e Turístico (1960), Em Defesa da Vila do Dondo (1963), Em Defesa do Património Histórico e Tradicional de Angola (1963), entre outras."
(fonte. infopédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Indisponível

13 novembro, 2016

GRAÇA, Mário Quartin - CULTURA, URBANISMO, MUNICÍPIO. O caso de Lisboa. Separata da Revista Municipal : N.os 136-137. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso nos Serviços Gráficos da Liga dos Combatentes], 19973. In-4.º grd. (29cm) de 18, [2] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição independente.
Comunicação apresentada ao I Congresso da Acção Nacional Popular : Tomar, 3 a 6 de Maio de 1973.
Livro impresso na sua totalidade sobre papel couché, muito ilustrado com fotos a p.b.
"Quaisquer que sejam o modelo de ordenamento urbanístico adoptado ou a ética, a economia e a política que estejam na base de um plano de urbanização, de que constituem fundamento necessário e suficiente, as quatro funções humanas fundamentais comummente consideradas pelos urbanistas são o «habitat», o trabalho, a cultura e os tempos livres ou, na definição da Carta de Atenas, habitar, trabalhar, circular e cultivar o corpo e o espírito."
(excerto do Cap. I, O equipamento cultural nos planos urbanísticos)
"Justificada a necessidade de um equipamento cultural urbano, a que Le Corbusier chama «os utensílios dos lazeres espirituais», constituídos por bibliotecas, teatros, centros culturais, salas de concertos e conferências, galerias de exposições, museus, etc., etc., perguntamos o que no nosso país se passa nesta matéria desde que ao urbanismo, ao planeamento urbano, foi conferido «direitos de cidade», pois não se ignora que se trata de uma aquisição recente ao serviço do bem-estar da humanidade..."
(excerto do Cap. I, O caso português)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

11 julho, 2016

LE CORBUSIER - MANEIRA DE PENSAR O URBANISMO. Tradução de José Borrego. Lisboa, Publicações Europa-América, [1969]. In-8.º (18cm) de 211, [6] p. ; il. ; B. Colecção Saber
1ª edição portuguesa.
Muito ilustrada no texto com esboços, desenhos esquemáticos, maquetes, etc.
“Se ainda era possível considerar, até às primeiras décadas do século XX, dois estabelecimentos humanos tradicionais - a cidade como organismo urbano e a aldeia como organismo rural coerentes - as transformações ocorridas, principalmente após a Segunda Guerra Mundial, com a explosão caótica das cidades e seus congestionamentos, mudaram de modo radical a visão dos urbanistas e arquitectos. Com a clara percepção deste facto, Le Corbusier analisa e propõe as metas de uma nova visão arquitetónica e urbanística capaz de colocar o homem num entorno que privilegie concomitantemente o humano e o natural.”
(in cidadesrebeldes.wordpress.com) 
Le Corbusier (1887-1965). “Jeanneret, mais conhecido por Le Corbusier, nasceu a 6 de Outubro de 1887 em La Chaux-de-Fonds, Suíça, mas viveu a maior parte da sua vida em França. Iniciou a sua carreira como intelectual, pintor e escritor («homme de lettres»). Nas suas viagens pelo mundo, Le Corbusier contactou com estilos de épocas diversas. De todas estas influências, captou aquilo que considerava essencial e intemporal, reconhecendo em especial os valores da Arquitectura Clássica grega. Interessado pelos problemas do planeamento urbano, resultantes do crescimento das cidades, abre em 1922 o seu primeiro atelier de Arquitectura. Desenvolveu um sistema construtivo com pilares de cimento armado, que libertava as paredes de qualquer função estrutural. As estruturas «esqueléticas» permitiam muitas variações para definir os espaços interior.
É considerado o arquitecto mais importante do século XX. Os seus edifícios, os seus livros, e até os seus caraterísticos laços e óculos de massa pretos afectam a nossa ideia de arquitectura moderna e de Modernismo em geral. Apesar das críticas que o seu trabalho enfrentou, Le Corbusier influencia ainda hoje a arquitetura e o planeamento urbanístico.”
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

26 março, 2016

FERREIRA, Agro - TURISMO E O TEJO. A Avenida da Margem Sul. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso na Imprensa Lucas & C.ª, Lisboa], 1933. In-8.º (20,5cm) de 53, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Valorizada pela extensa dedicatória autógrafa do autor ao Dr. Miguel Homem de Sampaio e Melo.
Conferência proferida por Agro Ferreira, a convite da Comissão de Iniciativa da Costa da Caparica - «Praia do Sol», na Sociedade Propaganda de Portugal na noite de 15 de Maio de 1933.
"Em 1933, aproveitando a "política de realizações" do Estado Novo e o investimento então feito na construção rodoviária, Agro Ferreira propôs a construção de uma estrada marginal ao Tejo, que ligasse Cacilhas à Costa da Caparica, à semelhança da Marginal entre Lisboa e Cascais que seria inaugurada no contexto dos centenários.
Agro Ferreira defendia que Lisboa deveria ter acompanhado o Tejo no seu desenvolvimento urbanístico, ao invés de se ter desenvolvido para o interior, pois a sua vocação natural e histórica era desenvolver-se em duas margens.
Para isso, era necessário tornar a margem sul um núcleo importante de actividades industriais, comerciais e turísticas, criando uma avenida marginal que impulsionasse este desenvolvimento.
Esta proposta suscitou o interesse do Ministério das Obras Públicas e Comunicações, presidido por Duarte Pacheco, que na mesma altura lançava um concurso público para a concessão da ponte sobre o Tejo, que viria depois a ser cancelado, mas que serviria de mote para os anos 50-60."
(GRANADEIRO, Rui (2015), "Indevidamente chamada de Caparica", in almada-virtual-museum.blogspot.pt)
Matérias:
- «Prólogo desnecessário» do Ex.mo Sr. Eng.º Fernando de Sousa.
- Turismo e o Tejo:
- Introito. - Lisbôa e o Tejo. - O Pôrto de Lisbôa. - A Avenida da Margem Sul. - Os Distritos de Lisbôa e Setúbal. - Transportes do Tejo. - Ilações. - Organização Oficial de Turismo. - Moção Aclamada.
- Almada - Bairro de Lisbôa.
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

27 novembro, 2015

CIDADES, PORTOS E FRENTE DE ÁGUA - MEDITERRÂNEO. Revista de Estudos Pluridisciplinares sobre as Sociedades Mediterrânicas. N.os 10/11. Semestral. 1997. [Director: Moisés Espírito Santo]. Lisboa, Instituto Mediterrânico : Universidade Nova de Lisboa,[1998]. In-4º (24cm) de 242, [14] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada com fotografias, desenhos, quadros, mapas e plantas a p.b.  nas folhas de texto e em página inteira.
Capa: Carlos Miguel. Porto de Lisboa. Fotografia cedida pela Administração do Porto de Lisboa.
Duplo número da revista Mediterrâneo, especialmente dedicado a Lisboa e à requalificação da frente ribeirinha da capital. Contém no final do livro três artigos de divulgação, não assinados: Lisbon – A modern port for a competitive region (texto em inglês); Porto de Setúbal – um porto com futuro; Sines. Encontram-se todos ilustrados com fotografias a p. b.
                                    ....................................
“As cidades portuárias constituem, provavelmente, o exemplo mais característico de cidades localizadas à “borda d’água”. É aqui que a água atinge toda a sua expressão, ao justificar a localização e existência do porto. […]
A história destas cidades está repleta de exemplos de maior afastamento ou aproximação em relação às sua frentes de água, embora os portos não sejam os únicos responsáveis por estas situações. Elas foram, também, influenciadas pela própria evolução do papel atribuído à água nas cidades e, não raras vezes, foram as próprias cidades que viraram as costas ao rio ou ao mar. […]
É esta importância da água como elemento de estruturação e de valorização urbana e dos espaços portuários como espaços privilegiados de mediação entre as cidades e a água que justifica a importância dada à reconversão dos antigos espaços portuários desafectados. […]
Foi a riqueza e a diversidade destas intervenções e a sua actualidade em Portugal, onde o exemplo digno de mais realce é a requalificação da frente ribeirinha de Lisboa e o interesse que esta temática tem suscitado entre investigadores técnicos e o próprio cidadão comum, que nos levou a dedicar este número da revista Mediterrâneo ao tema «Cidades, Portos e Frentes de Água».”
(excerto da Apresentação)
Índice.
Apresentação – João Figueira de Sousa.
Cidades, Portos e Frente de Água
- Contexto, cenário e impacto das operações de reconversão urbana em “frentes de água” – Luís Viegas, Miguel Branco, Nuno Grande.
- La reconquête des waterfronts: logiques et enjeux de la régnération urbaine – Claude Chaline e Teresa Vilan.
- Los Waterfronts de nuevo una prioridade urbanística – Joan Busquets.
- Breve síntese da Política Urbanística Municipal da zona ribeirinha de Lisboa, 1900-1995 – Teresa Craveiro.
- Uma estratégia para a gestão das Frentes Ribeirinhas do Porto de Lisboa – Natércia Rêgo Cabral.
- As “novas descobertas” marítimas da Metrópole de Lisboa – Alexandra Castro.
- A reconversão da Frente Urbano-Portuária de Setúbal – Processos, objectivos e soluções – João Figueira de Sousa e Ernesto Carneiro.
- La relazioni tra città e porto in Italia, nel quadro delle transformazioni delle aree di waterfront. I casi de Genova e Venezia – Rinio Bruttomesso.
- Waterfront revitalization in pos-industrial port cities of North America: a cultural approach – R. Timothy Sieber.
 - The New Waterfront: principles, perceptions and practice in the UK and Canada – Brian Hoyle.
- O projecto de Rive Seine Gauche: uma oportunidade perdida de uma zona ribeirinha em profunda reconversão urbana – Pedro Janarra.
- Kopes – Um porto e uma cidade no Mar Adriático – João Figueira de Sousa.
Notas/Opiniões
- História de uma campanha feliz (A luta contra o POZOR) – Miguel Sousa Tavares.
- Lisboa antes e depois do POZOR. A minha experiência ribeirinha – Miguel Correia.
- A reabilitação da Frente Ribeirinha de Lisboa – Alcino Soutinho.
- Cidades de água. A u-topia de Lisboa? – Vítor Matias Ferreira.
Exemplar com capas flexíveis em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

10 maio, 2012

AYRES, Christovam – MANUEL DA MAYA E OS ENGENHEIROS MILITARES PORTUGUESES NO TERRAMOTO DE 1755. Com os retratos de Manuel da Maya, Carlos Mardel e J. Frederico Ludovici. Lisboa, Imprensa Nacional, 1910. In-4º (25cm) de 60 p. ; il. ; B.
“Interessante no estudo relativo ao seculo XVIII é ver, embora sumariamente, o papel que tiveram os nossos engenheiros militares na restauração da cidade de Lisboa, após o terramoto de 1755, sobretudo o engenheiro-mor Manuel da Maya e os que mais directamente foram incumbidos dos monumentaes trabalhos, que honram a engenharia portuguesa.” (excerto do 1º parágrafo)
Exemplar brochado, por aparar, em bom estado de conservação.
Invulgar, com interesse histórico e olisiponense.
30€ 

11 dezembro, 2010

MATTOS, Joaquim de Almeida (Arq.) - VIDA E CRESCIMENTO DAS CIDADES : Introdução ao Urbanismo. Com 61 ilustrações. Rio de Janeiro-Pôrto Alegre-São Paulo, Ed. Globo, [1952]. In-4º 210 [2] p. ; il. ; E.
Bom exemplar; assinatura de posse datada no rosto.
20€