Mostrar mensagens com a etiqueta Imprensa/Edição/Tipografia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Imprensa/Edição/Tipografia. Mostrar todas as mensagens

10 março, 2026

GUEDES, Fernando -
EU, EDITOR, ME CONFESSO.
Palestra proferida no Círculo Eça de Queirós na noite de 5 de Fevereiro de 1988 integrada no ciclo «Confissões». [S.l.], Verbo, 1988. In-8.º (20,5x13,5 cm) de 34, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Apontamento autobiográfico em forma de conferência pelo editor-livreiro Fernando Guedes, fundador da Editorial Verbo, coincidindo esta com a comemoração dos 30 anos da conhecida empresa.
"Desde a minha vinda para Económicas, e graças a um amigo comum, o Dr. Júlio Evangelista, eu travara relações com aquele que viria a ser meu sócio para o resto das nossas vidas, o Sebastião Alves, mas a nossa amizade começou quando voltei para Lisboa, já a trabalhar. [...]
Já por mais de uma vez pretendera envolver-me nos seus projectos e em alguns, mais ou menos episódicos e mais ou menos fracassados,  eu interviera, desde uma certa Importadora e Exportadora Cresus até uma loja de artesanato na Rua D. João V. Agora, em 1958, a proposta era outra e tão sedutora que, ao fim de resistir durante alguns meses, me entreguei completamente à ideia: iríamos fundar uma editora: ia nascer a Editorial Verbo."
(Excerto da Palestra)
Manuel Fernando Ayres da Silva Guedes (1929-2016). "Editor, poeta e crítico de arte, natural do Porto, frequentou a Universidade Técnica de Lisboa na área da Economia. Inicia a atividade profissional em 1951 numa empresa comercial inglesa, após estágio em Inglaterra. Foi sócio fundador da Editorial Verbo, em 1958, cuja direção integrou desde o início. Foi ainda presidente da direção do Grémio Nacional de Editores e Livreiros (1969), da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (1982-87), vogal da Corporação da Imprensa e Artes Gráficas, membro da Câmara Corporativa, da Comissão Internacional da União Internacional de Editores, com sede em Genebra, onde integrou, em 1981, a sua comissão executiva. Em 1988 foi eleito presidente do Groupe des Éditeurs de Livres de la CEE, em Bruxelas, vice-presidente da União Internacional de Editores, bem como vice-presidente do «Grupo Livro» do Comité de Consultores Culturais da CEE. Fundou, com David Mourão-Ferreira, Manuel Couto Viana e Luís de Macedo, a folha de poesia «Távola Redonda» (1950), dirigiu a revista «Tempo Presente» (1959-62), codirigiu a secção belas artes da Enciclopédia Luso-brasileira de Cultura para a qual escreveu vários artigos. Como crítico de arte, domínio em que publicou vários livros, destacou-se pela crítica à pintura abstrata. Como poeta, Caule, Flor e Fruto (1962) foi galardoado com o Prémio Antero de Quental e Poesias Escolhidas: 1948-68, foi Prémio Nacional de Poesia no ano de 1968."
(Fonte: https://acpc.bnportugal.gov.pt/espolios_autores/e58_guedes_fernando.html)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
15€

20 agosto, 2025

MACHADO, J. T. Montalvão -
COMO E PORQUÊ SE IMPRIMIU EM CHAVES O PRIMEIRO LIVRO DE LÍNGUA PORTUGUESA.
Pelo académico correspondente... Separata dos «Anais» - II Série, Vol. 24, Tomo I. Lisboa, Academia Portuguesa de História, 1977. In-4.º (26x19,5 cm) de [4], 59, [1] p. ; (41-99 pp.) ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Importante subsídio para a história do livro e da tipografia em Portugal, centrado sobretudo na circunstância da impressão do «Tratado de Confissom» em Chaves, na época vila, durante décadas considerado o primeiro livro impresso entre nós.
Estudo invulgar e muito interessante, sem menção na BNP.
Ilustrado com 6 estampas distribuídas por 3 folhas separadas do texto reproduzindo desenhos esquemáticos (marcas de água do papel), mapa do norte de Portugal e Galiza e fotografias de vistas e paisagens da cidade de Chaves, outra do Castelo de Monterrei (Espanha) e de costumes galegos.
"Visto que nos apareceu um livro, impresso em Chaves, no ano de 1489, é pela impressão que nós começaremos.
Desde o aparecimento do incunábulo foi revelado ao público, pelo artigo do Diário de Notícias, de 25 de Maio de 1965, um dos motivos de surpresa resultou do facto de a obra se dizer impressa na vila de Chaves. Como e porquê tal impressão foi ocorrer na afastada vila da nossa raia setentrional?"
(Excerto de E - A hipótese Zamora)
Índice:
A - O aparecimento do incunábulo. B - Críticas ao incunábulo recém-chegado. C - Edição fac-similada com leitura diplomática. D - Incunábulos impressos em Portugal. E - A hipótese Zamora. F - A hipótese israelita. G - A hipótese de Monterrei. H - A imprensa em Monterrei.I - Monges de Chaves. J - Frei João de Chaves. L - Quem escreveu o «Tratado de Confison»? M- Livros de autores anónimos. | Bibliografia.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa vincada no canto inferior direito.
Muito invulgar.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
35€

20 outubro, 2019

BESSA, Alberto - O JORNALISMO : esboço historico da sua origem e desenvolvimento até aos nossos dias. Ampliado com a resenha chronologica e alphabetica do jornalismo no Brasil (com um artigo-prefacio de Edmundo d'Amicis). Lisboa, Livraria Editora Viuva Tavares Cardoso, 1904. In-8.º (18,5 cm) de 364, [4] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Subsídio histórico-bibliográfico da maior importância para os anais do Jornalismo. Obra de referência. Inclui extenso prefácio do célebre escritor italiano Edmundo d'Amicis (1846-1908), subordinado ao tema «O Jornal e o Público».
Contém em apêndice a Resenha Chronologica e Alphabetica do jornalismo brasileiro desde 1808 a 1900 (pp. 287-354) e a Addenda referente ao jornalismo do Estado de S. Paulo (pp. 355-364).
Livro ilustrado ao longo do texto com fotogravuras várias, reproduzindo sobretudo fac-símiles e portadas de periódicos.
"A caracteristica da confiança que inspira um jornal está na segurança que possa ter o seu publico, da sua atitude em face das alternativas da vida politica e social dos povos, sendo a independencia de opinião de um jornal o unico meio de garantia de uma tal segurança. [...]
Cada jornalista é geralmente considerado como mestre de primeiras lettras e cathedratico de democracia em acção, advogado e censor, familiar e magistrado. Bebidas com o primeiro pão do dia, as suas licções penetram até ao fundo das consciencias, onde vão elaboral a moral usual, os sentimentos e os impulsos de que depende tanto a sorte dos dos governos como a das nações.
Maior responsabilidade não apode, com effeito, assumir um homem para consigo e para com a sociedade. Se houvessem as virtudes que ella impõe, só os inconsciente e os fatuos se atreveriam a arrostal-a."
(Excerto da introdução - Synthese da imprensa)

Indice das materias:
O jornal e o publico (artigo-prefacio). | Ao leitor. | Synthese da imprensa. | A necessidade da convivencia. | Origem da publicidade periodica. | Origem das «folhas» e das «gazetas». | O jornalismo na Inglaterra. | Jornaes portuguezes impressos em Londres. | O jornalismo em França. | Jornaes portuguezes impressos em Paris. | O jornalismo em Portugal e Hespanha. | Do modo de ser do jornalismo entre nós. | O jornalismo na China. | Jornaes portuguezes impressos na China. | O jornalismo no Japão. | Jornaes portuguezes impressos no Japão. | O jornalismo na America. | Jornaes portuguezes impressos nos Estados-Unidos. | O jornalismo no Brasil. | Jornaes portuguezes impressos no Brasil. | Jornaes orientaes e argentinos. | Jornaes portuguezes impressos em Montevideu e Beunos-Ayres. | O jornalismo na Russia. | O jornalismo na Italia. | Na Austria - O jornal-telephonico. | O jornal do Oceano e o jornal do Pólo. | O jornalismo no futuro - Conclusão. | Resenha Chronologica e Alphabetica do jornalismo brasileiro. | Addenda relativa ao jornalismo do Estado de S. Paulo. | Errata importante.
Alberto Bessa (1861-1938). "Escritor e jornalista, nasceu no Porto, em 1861, e morreu em Lisboa, em 1938. Iniciou a sua carreira no jornal “O Operário” e depois no “Protesto Operário”. Fundou, dirigiu e colaborou com vários periódicos portuenses, mas a sua carreira profissional ganhoJornaes portuguezes impressos na Chinau particular impulso a partir do momento em que ingressou no Século”, em Lisboa, em 1896. Em 1902, saiu do “Século” para fundar jornal “Diário”. Em 1906, transferiu-se para o “Diário de Notícias”, como redactor. Em 1910, transferiu-se para o “Jornal do Comércio e das Colónias”, do qual foi redactor principal (1917) e director (1921), cargo que ocupou até 1932. Bessa foi também um grande dinamizador do movimento associativo dos jornalistas, sendo um dos fundadores da Associação da Imprensa Portuguesa. Foi secretário da comissão instaladora da Associação da Imprensa Portuguesa (1897) e membro da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto. Em 1912, enquanto esteve ligado ao “Jornal do Comércio e das Colónias”, escreveu a “Enciclopédia do Comércio e do Industrial”. Prometeu lançar um livro intitulado “Nos Bastidores do Jornalismo”mas, aparentemente, nunca o publicou e, se o tinha em manuscrito, provavelmente este perdeu-se."
(Fonte: http://teoriadojornalismo.ufp.edu.pt/inventarios/bessa-a-1904)
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros e imagem gravados a negro e a ouro na pasta anterior e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Pasta frontal apresenta duas manchas.
Raro e muito apreciado.
Com interesse histórico.
Indisponível

28 março, 2018

DIAS, João José Alves – CRAESBEECK. Uma dinastia de impressores em Portugal. Elementos para o seu estudo. Lisboa, Associação Portuguesa de Livreiros Alfarrabistas, 1996. Oblongo (21x23cm) de XX, 102, [6] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Livro muitíssimo ilustrado com reproduções de portadas seiscentistas e setecentistas.

"Passam agora quatrocentos anos sobre a chegada a Portugal do flamengo que criou um das mais famosas tipografias peninsulares dos séculos XVI e XVII – Pieter van Craesbeeck. O presente trabalho constitui apenas uma primeira abordagem ao estudo da sua produção e das fases por que passou a sua oficina."
(Excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico e bibliográfico.
25€

22 junho, 2017

FARINHA, Ramiro - IMPRENSA NACIONAL DE LISBOA : sinopse da sua história. II Centenário : 1768-1868. Notas coligidas por... Ano de 1969. Lisboa, Imprensa Nacional, 1969. In-4.º (26cm) de 77, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Breve estudo histórico sobre a Imprensa Nacional publicado por ocasião do seu 2.º centenário. Ilustrado no texto com fotogravuras e reproduções de desenhos clássicos e medalhas comemorativas.
Opúsculo valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao conhecido livreiro-antiquário José Maria Almarjão.
"À falta de uma obra de fundo, que tarda em aparecer, sobre a história da Imprensa Nacional e convindo, nesta data comemorativa do seu II Centenário, divulgar alguns passoa da sua longa e operosa actividade, recorreu-se à elaboração deste novo resumo do tão apreciado trabalho de Vitorino Ribeiro [A Imprensa Nacional de Lisboa - Subsídios para a Sua História], acrescido, porém, de mais alguns dados recolhidos noutras fontes e até no próprio arquivo do estabelecimento.
Outro intuito não tem, pois, esta Sinopse senão o de assinalar alguns marcos relevantes da história da principal oficina gráfica do estado. 
(excerto da Nota explicativa)
Matérias:
I. 1768-1801: Fundação da Impressão Régia; Pessoal dirigente; Um empréstimo de quarenta contos de réis; Instalação da Impressão Régia; Primeiras relações com o Real Colégio dos Nobres; Incorporação das fábricas de cartas de jogar e de papelões; Contabilização; Entidades a que a Impressão Régia esteve subordinada; Produção.
II. 1801-1810: Nova administração; Impulso ao ensino da gravura; Fábrica de Papel de Alenquer; Outros privilégios; Primeiros prelos de ferro.
III. 1811-1833: Segunda reforma administrativa; Quando aparece pela primeira vez a denominação «Imprensa Nacional».
IV. 1833-1838: Três administradores em cinco anos; Criação da oficina litográfica e aparecimento do primeiro catálogo de tipos.
V. 1838-1844: Um administrador que traçou novos rumos à história da Imprensa Nacional; Criação do corpo de bombeiros voluntários; Morte de Frderico Marecos.
VI. 1844-1878: Escola tipográfica; Caixa de Socorros; O equipamento técnico em 1849; Espécime da fundação de tipos; Folha oficial; Repercussão no estrangeiro Novo espécime de tipos e ornatos.
VII. 1878-1910: A Imprensa Nacional entre os melhores estabelecimentos gráficos da Europa; Regulamentos; O actual edifício.
VIII. 1910-1927: Luís Derouet, novo administrador da Imprensa Nacional; A Imprensa Nacional e a reforma ortográfica; Algumas realizações de vulto; Reapetrechamento da Imprensa Nacional.
IX. 1927-1955: Incorporação de várias tipografias do Estado; Últimas exposições; Inesperada pausa no ensino das artes gráficas.
X. 1956-1968: A actual administração; Laboratório de papel; Perspectivas de uma nova remodelação dos serviços; Comemorações do II Centenário; As comemorações e os orgãos de informação.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

28 abril, 2016

CABRAL, Luís & MEIRELES, Maria Adelaide - TESOUROS DA BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL DO PORTO. [Lisboa], Inapa, 1998. In-fólio (32cm) de [6], 197, [3] p. ; mto il. ; E. Colecção «Tesouros das Bibliotecas e Arquivos de Portugal»
1.ª edição.
Obra belíssima, impressa em papel de qualidade superior, profusamente ilustrada a cores reproduzindo alguns tesouros da nossa história - livros e manuscritos, autógrafos, mapas, etc. – zelosamente guardados na BPMP que é uma das três principais bibliotecas portuguesas.
“A estrutura do livro patenteia claramente as tipologias formal, temática e cronológica das nossas colecções: começando pelos Manuscritos (desde os pergaminhos de Santa Cruz de Coimbra aos Históricos…, passando pelos Ultramarinos até aos Legados e Doações e aos Autógrafos e Espólios, prossegue pela Cartografia até aos Impressos dos séculos XV a XIX). Vai o trabalho precedido por um texto sobre a História da BPMP…”
(excerto da introdução)
Encadernação editorial em tela verde com título e autores a seco na pasta anterior e sobrecapa policromada.
Exemplar em bom estado de conservação. 
Invulgar.
25€

15 março, 2014

ARANHA, Brito - A IMPRENSA EM PORTUGAL NOS SECULOS XV E XVI. As Ordenações d'El-Rei D. Manuel : por... S. S. G. L. Lisboa, Imprensa Nacional, 1898. In-4º (25cm) de [2], 27, [5] p. ; [7] f. desd. il. ; B. Quarto Centenario do Descobrimento da India : Contribuições da Sociedade de Geographia de Lisboa
Ilustrado com 7 estampas desdobráveis em extratexto.
"Portugal no seculo XV, não foi grande só porque com as suas caravellas abriu os mares nunca d'antes navegados, mas tambem por que foi das primeiras nações que acompanharam o movimento de civilisação, recebendo e propagando a nova luz que vinha alumiar o mundo inteiro com a maravilhosa invenção da imprensa."
(excerto do texto)
Pedro Wenceslau de Brito Aranha (1833-1914). “Começou a ganhar a vida aos 16 anos, como aprendiz de tipógrafo. Foi como autodidacta que conseguiu alcançar uma sólida cultura. Quando Eduardo Coelho, fundador do Diário de Notícias morreu (1889), recebeu o convite para o lugar de principal redactor desse jornal. Por esta altura já era conhecido pelas colaborações que ia fazendo para jornais e revistas e por ter dirigido, juntamente com Vilhena Barbosa, os últimos números do Arquivo Pitoresco. Inocêncio da Silva que confiava na sua capacidade e escrúpulo intelectual, nomeou-o seu testamentário, deixando-lhe numerosas notas que lhe permitiram continuar o Dicionário Bibliográfico Português.”
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Sem capa posterior. Capa ligeiramente oxidada com defeitos marginais.
Raro.
20€

07 março, 2014

BOSSE, Abraham - TRATADO DA GRAVURA A AGUA FORTE, E A BURIL, E EM MANEIRA NEGRA COM O MODO DE CONSTRUIR AS PRENSAS MODERNAS, E DE IMPRIMIR EM TALHO DOCE. POR… GRAVADOR REGIO. NOVA EDIÇAÕ TRADUZIDA DO FRANCEZ DEBAIXO DOS AUSPICIOS E ORDEM DE SUA ALTEZA REAL, O PRINCIPE REGENTE, NOSSO SENHOR, POR JOSÉ JOAQUIM VIEGAS MENEZES PRESBYTERO MARIANNENSE. LISBOA. NA TYPOGRAPHIA CHALCOGRAPHICA, TYPOPLASTICA, E LITTERARIA DO ARCO DO CEGO. MDCCCI. In-8º (21cm) de [10], IX, [1], 189, [1] p. ; [22] f. il. ; E.
Ilustrado com 22 (1+21) belíssimas estampas (gravadas em metal) intercaladas no texto.
Apreciada obra saída dos prelos da Casa Literária do Arco do Cego, em cujo catálogo vem assinalada com o número 12.
“A Oficina do Arco do Cego foi criada no ano de 1799, em Lisboa, por D. Rodrigo de Sousa Coutinho. Esta inseria-se numa política colonial que privilegiava o Brasil, fonte primordial da prosperidade comercial da metrópole. Importava difundir as luzes da ciência, sobretudo na agricultura, e as obras impressas no Arco do Cego revelam bem esse propósito de divulgação, concretizando um modelo de cultura característico do Iluminismo, [motivo pelo qual esta excepcional incursão no tema da Gravura, com a publicação desta tradução do Tratado da Gravura de Abraham Bosse, a torna numa obra de grande raridade]. Para a dirigir foi convidado o botânico brasileiro Frei José Mariano da Conceição Veloso, cargo que desempenhou com invulgar energia.
A partir de 1801, Frei Veloso foi nomeado director literário da Imprensa Régia. No decreto de nomeação, datado de 7 de Dezembro de 1801,foi declarada a extinção da Oficina do Arco do Cego. Entre as razões que levaram ao encerramento desta Casa Literária e sua integração na Imprensa Régia, antecessora da actual Imprensa Nacional, terão estado os défices financeiros registados nas suas contas. No entanto, o que fica bem evidente na actividade desta Casa é o dinamismo e a qualidade das suas edições, sem paralelo noutras casas editoriais portuguesas existentes na época, nomeadamente na importância concedida às imagens. Destaque-se, em particular, o número de edições de áreas científicas e técnicas, que noutras casas editoriais eram normalmente preteridas em relação às religiosas. Pode afirmar-se, sem dúvida, que os propósitos de Mariano Veloso eram a promoção das ciências e da história natural em particular, áreas do conhecimento que muito interessavam ao desenvolvimento económico do Brasil, principal alvo das publicações. Como escrevia Mariano Veloso, “sem livros não há instrução”. Durante o período de funcionamento - 2 anos - foram publicados 83 títulos, 36 de autores portugueses, 41 traduções e 6 em latim. Quando foi encerrada, em 1801, muitos títulos ficaram por publicar e outros foram publicados pela Imprensa Régia. Dos 83 títulos, 44 continham gravuras executadas na calcografia, num total de 360 gravuras. Quando a corte portuguesa se transferiu para o Brasil, Frei Veloso também voltou para o Rio de Janeiro e conseguiu ordem para que lhe fossem enviadas as chapas abertas na Oficina do Arco do Cego. Entre elas, encontravam-se as matrizes das ilustrações da tradução do livro de A. Bosse, que ficaram depositadas na Real Biblioteca, a actual Biblioteca Nacional."
Encadernação simples, cartonada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Peça de colecção.
Indisponível

19 outubro, 2013

DIAS, João José Alves - INICIAÇÃO À BIBLIOFILIA. 2.ª Feira do Livro Antigo. Lisboa, Pró-Associação Portuguesa de Alfarrabistas, 1994. In-8.º (21cm) de 78, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrado com numerosas reproduções de gravuras e portadas de livros antigos.
"Que é um bibliófilo. Traduzindo à letra, um bibliófilo (do Grego biblion, livro, e philos, amigo) é um amante de livros."
(excerto da introdução)
João José Alves Dias (Abrantes, 1957). "É um professor universitário e historiador português.
Licenciou-se em História pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa onde igualmente se doutorou em História da Idade Moderna e se agregou em História de Portugal. É professor da mesma faculdade onde rege cadeiras no âmbito da História Medieval e Moderna. Dirige o Centro de Estudos Históricos da Universidade Nova de Lisboa, responsável por um vastíssimo trabalho de publicação de fontes históricas."
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

26 agosto, 2013

TENGARRINHA, José – HISTÓRIA DA IMPRENSA PERIÓDICA PORTUGUESA. Lisboa, Portugália, 1965. In-8º grd. (21cm) de 349, [3] p. ; [3] f. il. ; [3] desd. ; B. Colecção Portugália, 15
1.ª edição.
Ilustrado com reproduções de periódicos antigos e 3 f. desdobráveis, onde se incluem 2 gráficos.
Obra de referência sobre a imprensa portuguesa. Foi dividida pelo autor em três grandes épocas: 1ª época – Os primórdios da imprensa periódica em Portugal. 2ª Época – A imprensa romântica ou de opinião. 3ª Época – A organização industrial da imprensa.
“A «pequena história» que apresentamos agora terá o mérito principal de ser, porventura, a primeira visão crítica de conjunto da história da imprensa periódica portuguesa.”
(excerto da introdução)
José Manuel Tengarrinha. “Nascido em Portimão em abril de 1932, é um jornalista, um historiador e um político que se bateu sempre pela liberdade ao longo da vida. Como historiador tornou-se clássica e pioneira a sua obra História da Imprensa Periódica Portuguesa (Lisboa, Portugália, 1965), mas as suas investigações históricas abordaram também a temática política.”
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. anterrosto.
Invulgar e muito apreciado.
Indisponível

16 agosto, 2013

OLIVEIRA, Zacarias de - A IGREJA E OS LIVROS. Porto, Casa da Boa Imprensa, 1956. In-8º (17,5cm) de [12], 220, [4] p. ; B. Col. Livros e Leitura, 2
Estudo histórico sobre a a importância do livro para a difusão da cultura e a sua influência na divulgação da mensagem religiosa.
"Vulgarmente fala-se na acção cultural da Igreja e quando das invasões dos Bárbaros, por toda a Idade Média e, em certo modo, no Renascimento. Como depois, na época das Ciências chamadas positivas, surgiram algumas questões pessoais entre certos cientistas e a Igreja, começou a apregoar-se que esta deixara de ifluenciar a cultura. Mais ainda: surgiu, não se sabe de onde, a afirmação de que a cultura moderna nascera e viveria à margem da Igreja. Embora não se conhecesse a origem do asserto, muitos espíritos bem intencionados, mas ingénuos, aceitaram essa afirmação como um dogma, uma verdade irrefutável.
A mentira faz escola. Ganhou terreno."
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

22 julho, 2013

RIBEIRO, José Vitorino - A IMPRENSA NACIONAL DE LISBOA : subsídios para a sua história : 1768-1912. Memória premiada em primeiro lugar no concurso aberto em 27 de Junho de 1912. Lisboa, Imprensa Nacional de Lisboa, 1912. In-4.º grd. (29cm) de [4], X, 176, [6] p. ; B.
1.ª edição.
Obra impressa em papel de qualidade superior.
História da Imprensa Nacional de Lisboa, hoje Imprensa-Nacional Casa da Moeda.
"Como é mais ou menos do conhecimento de todos, deve-se à fecundíssima iniciativa do grande estadista Marquês de Pombal - como tantas outras medidas de elevado alcance social, económico, artístico, industrial ou scientífico, que antes e depois promulgara e fizera executar - a criação da Imprensa Nacional de Lisboa, que primitivamente se denominou Impressão Régia ou Régia Oficina Tipográfica."
(excerto da introdução)
Exemplar brochado, por aparar, em bom estado geral de conservação. Capas "empoeiradas", com defeitos.
Invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

16 julho, 2013

ACTAS DO COLÓQUIO “A CASA LITERÁRIA DO ARCO DO CEGO” : Lisboa MM-MMI – Universidade Autónoma de Lisboa. Lisboa, EDIUAL – Universidade Autónoma Editora, S. A., 2001. In-4.º (24 cm) de 244 p. ; il. ; B. Anais : Série Histórica, Volume VII/VIII
1.ª edição.
Actas do colóquio comemorativo do bicentenário da Casa Literária do Arco do Cego, projecto tipográfico ambicioso e visionário, mas efémero. Encontro organizado pela Universidade Autónoma de Lisboa, que reuniu e publicou as comunicações que sobre o assunto apresentaram reputados especialistas e historiadores.
Livro ilustrado no texto com reproduções de gravuras produzidas na oficina da Tipografia do Arco do Cego.
Índice:
- O legado imarcescível da Casa Literária do Arco do Cego : Justino Mendes de Almeida. - Lisboa, 1800 : José-Augusto França. - Casa Literária do Arco do Cego, exemplo singular na História de Edição Ilustrada em Portugal. Apontamentos para uma biografia : Miguel Figueira de Faria. - Bocage, Tradutor para a Casa Literária do Arco do Cego : Justino Mendes de Almeida. - Racionalidade Iluminista e idealização do espaço dos mortos : Fernando Catroga. - Matéria Médica e Farmácia em Portugal nos finais do século XVIII : José Rui Pita. - Percursos do Poder e do Saber nos finais do século XVIII : o papel da Impressão Régia e da Casa Literária do Arco do Cego : Fernanda Maria Campos e Margarida Ortigão Ramos Paes Leme. - Plano Editorial e Economia da Edição : Manuela D. Domingos. - Nas margens da actividade tipográfica : a figura do “Novelista” enquanto agente de divulgação In Actu : José Augusto dos Santos Alves. - D. Rodrigo de Souza Coutinho, a Casa Literária do Arco do Cego e a difusão técnica e científica em Portugal : José Luís Cardoso. - “O Botânico Fr. José Mariano da Conceição Veloso e sua expedição na Capitania do Rio de Janeiro” : Maria Beatriz Nizza da Silva. - Museologia e História Natural em finais de Setecentos – o caso do Real Museu e Jardim Botânico da Ajuda (1777-1808) : João Carlos Brigola.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
45€
Reservado

19 outubro, 2012

TESOUROS DA BIBLIOTECA PÚBLICA DE ÉVORA. Bicentenário, 1805-2005. Coordenação: João Ruas. Textos: José António Calixto, Isabel Vilares Cepeda, Maria Valentina C. A. Sul Mendes, João Ruas, Inácio Guerreiro, David Cranmer, Lúcia Mariano Veloso. [Prefácio de Isabel Pires de Lima, Ministra da Cultura]. Lisboa, Inapa, 2005. In-fólio (32cm) de 135, [1] p. ; mto il. ; E.
1.ª edição.
Obra belíssima, impressa em papel de superior qualidade e muito ilustrada com fotografias a cores de portadas de livros antigos, códices iluminados, plantas e mapas, etc.
“Não seria por certo previsível por Frei Manuel do Cenáculo, há dois séculos, que o exercício de dedicação e generosidade, ao criar a actual Biblioteca Pública de Évora, pudesse originar uma tal escala de grandeza que em muito ultrapassa o mero âmbito local, mesmo nacional, e que ombreia com as mais ricas bibliotecas europeias.” (excerto do prefácio)
Encadernação editorial em carmim com título a seco na pasta anterior e sobrecapa policromada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Esgotado.
Indisponível

06 setembro, 2012

SOARES, Ernesto - EVOLUÇÃO DA GRAVURA DE MADEIRA EM PORTUGAL : Séculos XV a XIX. Lisboa, Publicações Culturais da Câmara Municipal de Lisboa, 1951. In-4º grd. (29,5cm) de 65, [3], [2] p. ; [50] f. il. ; il. ; B.
Edição impressa em papel de superior qualidade, ilustrada no texto e em separado (50 estampas).
Ernesto Leandro Rodrigues Soares (1887-1966), "foi um pedagogo. bibliógrafo e estudioso da história da gravura em Portugal, continuador do trabalho de Inocêncio Francisco da Silva. Dedicou-se ao estudo da iconografia, com destaque para a história da gravura e dos gravadores portugueses, matéria sobre a qual publicou em 1927 o seu primeiro trabalho de investigação. Viria a publicar grande número de trabalhos sobre estes temas, matéria de que se tornou um dos mais conhecidos investigadores."
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar e muito apreciado.
Com interesse histórico e bibliográfico.
45€

27 julho, 2012

CARVALHO, Kátia de - TRAVESSIA DAS LETRAS. Rio de Janeiro, Casa da Palavra, 1999. In-8º grd. 23cm) de 145, [3] p. ; il. ; B. Coleção Bibliófilos
Colaboração de Elvira Rodrigues Cardos, Flávia Miguel de Souza e Martha Ribas Oropesa.
Capa: Fernando Timba
Fotos: Mariana Albuquerque
"A vinda do livro para o Brasil ocorreu tanto de forma oficial como oficiosa. Veio com os jesuítas para integrar coleções oficiais e com estudantes que voltavam da Europa, trazendo nas malas idéias liberais. Ao cruzar o oceano, materializou-se a complexa travessia das letras para um novo e desconhecido continente..." (excerto da apresentação)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
20€

05 julho, 2012

FREITAS, Maria Brak-Lamy Barjona de – MANUAL DO ENCADERNADOR : A ARTE DO LIVRO. História : Material : Formatos : Reparação de fôlhas : Costura antiga e moderna : As modalidades do requife : Processo de encadernação antigos, antiquados e modernos : Encadernações raras, modernas, de luxo, pergaminho, veludo, sêda, etc. : Terminologia : Estética : Dourado. Lisboa, Livraria Sá da Costa-Editora, 1937. In-8º (16,5cm) de 299 p. ; il. ; B. 
1ª edição.
Obra de referência da arte da encadernação.
Exemplar brochado, com as capas plastificadas, em bom estado de conservação.
Invulgar e muito apreciado.
Indisponível

24 março, 2012

VIEIRA, Alexandre & PIÇARRA, Gonçalves - COMO SE CORRIGEM PROVAS TIPOGRÁFICAS : noções úteis para quem manda executar impressos à tipografias. Lisboa, Edição de «Albagráfica, Lda.», 1951. In-8.º (18cm) de XII, 77, [3] p. : [1] f. desd. ; il. ; B.
1.ª edição.
"E como defendemos o critério de que a trabalhos de divulgação do género deste, de certo modo insossos, mister é procurar atenuar-lhes a aridez, juntamos, entre filetes, uma porção de episódios grotescos provocados por gralhas, no propósito de que o leitor se não enfastie excessivamente..."
(excerto da apresentação)
Bom exemplar; capas apresentam picos de oxidação; assinatura de posse no anterrosto.
Invulgar.
Indisponível

25 fevereiro, 2012

ORDENAÇÕES MANUELINAS. Livros I a V. Reprodução em fac-símile da edição de Valentim Fernandes (Lisboa, 1512-1513). Livro Primeiro [até Quinto]. Introdução de João José Alves Dias. Lisboa, Centro de Estudos Históricos : Universidade Nova de Lisboa, 2002.
Edição: 1ª edição - 2002.
Tiragem: 530 exemplares.
Capa: Xilogravura representando D. Manuel I em audiência.
Edição fac-símile das Ordenações Manuelinas - impressas por Valentim Fernandes da Morávia entre 1512 e 1513 -, e que reproduzem o original, em cinco volumes, depositado na Biblioteca Nazionale Centrale di Roma, em Itália.
“Realizar Justiça era uma das obrigações, senão a principal, de um rei do passado. E legislar para poder governar com justiça constituía, sem dúvida, um dos princípios básicos da administração do Estado. Mas não bastava legislar; era necessário que a legislação fosse conhecida de todos e por todos usada correctamente.” (excerto da introdução)
Obra completa em cinco volumes, brochados, em bom estado de conservação.
Esgotada. Com grande interesse histórico. 
85€

23 fevereiro, 2012

REPORTAGEM GRÁFICA NO SÉCULO XIX. [S.l.], Casa da Imprensa, 1965. In-4.º (23,5cm) de 24 p. ; il. ; B.
Capa: reprodução gravura de Columbano.
1.ª edição.
Ilustrada no texto com reproduções de gravuras alusivas a acontecimentos ocorridos no século XIX.
"Uma das grandes revoluções gráficas do século XIX foi, sem dúvida, a impressão da gravura em madeira, acompanhando o texto, nas publicações de grande tiragem. [...] A litografia, embora de execução mais expedita, prestava-se menos à grande tiragem, necessário que era fazê-la imprimir separada do texto, ou requerendo uma sobreimpressão." (excerto do texto)
Bom exemplar.
Invulgar.
Indisponível