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14 julho, 2021

RIBEIRO, Victor - A REVOLUÇÃO E A REPUBLICA HESPANHOLA : 1868 A 1874. Por... Academia das Sciencias. Lisboa, Edição da Casa Alfredo David : Encadernadôr, 1912. In-8.º (19 cm) de 214, [2] p. ; il.  ; E. Bibliotheca Historica (popular e ilustrada) - V
1.ª edição.
Livro ilustrado ao longo do texto.
Encadernação do editor inteira de percalina com ferros gravados a ouro na pasta anterior e na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Vestígios de selo (biblioteca?) na lombada; com duas páginas soltas, uma delas apresenta rasgão.
Invulgar.
Com interesse histórico.
10€

25 junho, 2021

RIBEIRO, Victor - A VIDA LISBOETA NOS SECULOS XV E XVI.
(Pequenos quadros documentaes). PEDITORIO E PEDINTES. Por...
Lisboa, Of. Tip. - Calçada do Cabra, 7, 1910. In-4.º (28 cm) de 36 p. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante subsídio para a história da mendicidade na capital ao longo dos séculos XV e XVI. Separata do Archivo Historico Portuguez, Vol. VIII., dedicada pelo autor a Anselmo Braancamp Freire. Inclui reprodução de diversos documentos da época.
Opúsculo n.º 19 de uma tiragem declarada de apenas 21 exemplares.
"A mendicidade, aspecto exteriorisado da miseria, constitui sempre nas sociedades mediévicas e modernas um grande problema social, não só quando, na sua essencial pureza, representa a verdadeira desgraça e desvalimento dos mendicantes, senão tambem, quando essa mendicidade se torna, como é frequente, uma especulação torpe á commiseração das bôas e compadecidas almas. [...]
Em Lisboa, nos seculos XV e XVI, os mendigos eram em avultado numero; a Estatistica manuscripta de Lisboa (1562) diz-nos:
«Vem á cidade mil homens e mulheres pobres, que andam pedindo esmola, e tem-o por officio, que tiram muito dinheiro para suas mantenças.»
Estes numerosos mendigos achavam-se congregados em Confrarias, de duas das quaes nos resta memoria, a de Santo Aleixo, na egreja da Misericordia, e a do Menino Jesus, que era só de cegos, sita na freguezia de S. Jorge, e depois na de S. Martinho."
(Excerto do estudo)
Victor Maximiano Ribeiro (Lisboa, 1862 - Lisboa, 1930). "Escritor e jornalista, colaborou em muitos jornais e revistas do seu tempo, elencadas por Inocêncio Francisco da Silva e por Esteves Pereira e Guilherme Rodrigues. Pertenceu a diversas  instituições  científicas. Historiador e publicista, os seus estudos históricos, ainda que "sem grande critério na selecção dos dados apresentados" (José Mattoso), têm elementos de muita valia, particularmente para a história da assistência em Portugal durante a época moderna. Com vasta obra publicada, uma de maior tiragem e outra integrando colecções populares e ilustradas, os seus trabalhos são apreciados e tiveram impacto historiográfico, sendo alguns recorrentemente citados em estudos de especialidade."
(Fonte: http://dichp.bnportugal.pt/imagens/ribeiro_victor.pdf)
Livro em brochura, por aparar, em bom estado geral de conservação.
Muito raro.
Com interesse histórico e olisiponense.
35€

20 junho, 2021

RIBEIRO, Victor - AS LOTARIAS DA MISERICORDIA E A ACADEMIA DAS SCIÊNCIAS. Por... Coimbra, Imprensa da Universidade, 1914. In-4.º (23,5 cm) de 32 p. ; B.
1.ª edição.
Curioso trabalho sobre o relacionamento da Lotaria, administrada pela Misericórdia de Lisboa, com o governo da República.
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"É êrro corrente hoje, e que tenho ouvido repetir, até a um inteligente e ilustrado ministro da República, que as lotarias são do Estado, e é êste quem subvenciona com parte dos lucros delas os estabelecimentos de beneficiência e assistência, quando a verdade histórica manda rectificar tal asserção. [...]
Apenas direi que na Gazeta [de Lisboa] , em 9 de dezembro de 1783, se noticiava o estabelecimento da nova lotaria anual de 360.000 cruzados, cujos lucros, formados por 12%, que tirariam aos prémios, seriam divididos em três quinhões iguais, sendo um para o Hospital de Todos os Santos, outro para o Hospital dos Expostos, (serviço que desde 1636 ficou englobado nas obrigações da Misericordia de Lisboa), e o terceiro para a Acadamia das Sciências. [...]
Rectificando pois desta fórma as erroneas afirmativas, que aliás de boa fé, se teem feito de ser originariamente do Estado a nossa Lotaria quando, desde a sua fundação, como se vê no Plano e nos bilhetes da primeira extracção e de todas as subsequentes, se designou sempre pertencer à Misericordia de Lisboa, compartilhando esta instituição de caridade os lucros havidos, com outros institutos e com o próprio Estado, em odediência a petições ou despachos do govêrno, que assim, em diversos tempos até ao presente, o teem determinado."
(Excerto do texto)
índice:
As lotarias da Misericordia a a Academia das Sciências. |. Notas: I - A primeira lotaria, em 1784. A) Como se vendeu. B) Prémios que se pagaram. II - Sequência das lotarias no seu primeiro quinquagenário segundo as colecções existentes no Arquivo da Misericordia de Lisboa. A) Planos e instrucções. B) Colecção de bilhetes. C) Relações de números premiados. III - Loterias brasileiras nos meados do século XIX. IV - As rodas da Lotaria.
V - Bibliografia.
Victor Maximiano Ribeiro (Lisboa, 1862 - Lisboa, 1930). "Escritor e jornalista, colaborou em muitos jornais e revistas do seu tempo. Historiador e publicista, os seus estudos históricos, ainda que “sem grande critério na selecção dos
dados apresentados” (José Mattoso), têm elementos de muita valia, particularmente para a história da assistência em Portugal durante a época moderna.  Investigador erudito, a sua biblioteca pessoal era constituída por obras de autores cimeiros do seu tempo. Com vasta obra publicada, uma de maior tiragem e outra integrando colecções populares e ilustradas, os seus trabalhos são apreciados e tiveram impacto historiográfico, sendo alguns recorrentemente citados em estudos de especialidade."
(Fonte: http://dichp.bnportugal.pt/imagens/ribeiro_victor.pdf)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
15€