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09 setembro, 2026

CHERNOVIZ, Pedro Luiz Napoleão -
MODO DE CONHECER A IDADE DO CAVALLO, DO BURRO, DAS BESTAS MUARES, DO BOI, DO CARNEIRO, DA CABRA E DO PORCO, FUNDADO NAS OBSERVAÇÕES MAIS MODERNAS DOS MEDICOS VETERINARIOS.
Por.. Doutor em medicina, Cavalleiro da Ordem de Christo. Com 52 figuras intercaladas no texto. Pariz, Em Casa do Autor, 1866. In-8.º (21,5x14 cm) de 30, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Curioso manual veterinário para identificação dos animais pela dentição. Metade da obra é dedicado ao estudo do Cavalo.
Ilustrado no texto e em página inteira com numerosos desenhos exemplificativos.
"A dentição offerece um meio certo de conhecer a idade do cavallo.
O cavallo tem 40 dentes, e ás vezes 44, quando tem os quatro molares supplemetarios; a egua 36, e ás vezes 40, quando tem as quatro presas. Achão-se estes dentes distribuidos symetricamente pelas duas queixadas, metade em cada queixada, e denominão-se da maneira seguintye: doze incisivos, que fechão n'um semi-circulo as extremidades anteriores das arcadas dentarias; quatro presas ou colmilhos, que faltão ordinariamente nas eguas, situado no espaço que separa os molares dos incisivos; vinte e quatro molares ou queixaes, repartidos pelos lados da bocca; e quatro molares supplementarios (quando os ha) situados antes dos primeiros molares.
Chamão-se dentes caducos ou de leite, aos que cahem em epocas certas, e são substituidos por outros; e dentes substituintes, dentes de cavallo ou de adulto, são os que vem occupar o lugar dos dentes caducos; finalmente dentes permanentes, são aquelles que depois de nascidos não cahem nem soffrem phase alguma de substituição.
É pelos seis dentes incisivos da queixada inferior que se obterm dados positivos para se conhecer com certeza a idade de um cavallo."
(Excerto de Idade do cavallo)
Pedro Luiz Napoleão Chernoviz (Piotr Czerniewicz) (1812-1881). "Nasceu em 11 de setembro de 1812, em Lukov na Polônia. Filho de Francisco Czerniewicz e D. Tecla Przegalinska.
Iniciou os estudos em 1830, como estudante de medicina na Faculdade de Varsóvia, porém precisou sair de seu país, por ter participado de um levante contra o domínio russo. Assim como milhares de outros poloneses, recebeu abrigo em território francês, onde deu continuidade aos seus estudos, doutorando-se, aos 25 anos, em medicina pela Faculdade de Montpellier.
Com o intuito de expandir seus conhecimentos, em 1840, mudou-se para o Brasil. Em dezembro do mesmo ano, teve seu diploma reconhecido pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e foi aceito como Membro Titular na Academia Imperial de Medicina com a memória intitulada “O uso de nitrato de prata nas doenças das vias urinárias”. No ano seguinte, em 1841, recebeu a comenda de “Cavalheiro da Ordem do Cristo”.
Entretanto, ao entrar em contato com as vivências e costumes da capital brasileira, percebeu que, para atingir seus propósitos de enriquecimento, o meio mais eficaz não seria clinicar ou dedicar-se a cirurgia. Isto porque já haviam muitos consultórios médicos e de cirurgiões renomados na cidade do Rio de Janeiro. Entretanto, o mesmo não se aplicava aos vilarejos interioranos, afastados dos grandes centros urbanos. A partir desta constatação, Chernoviz dedicou-se à ideia de produzir manuais em língua portuguesa, que tivessem explicações sobre o conjunto posológico e indicações de procedimentos básicos, que pudessem orientar leigos e acadêmicos nos atendimentos diários e nos primeiros diagnósticos. Faleceu em 31 de agosto de 1881 em Paris, na França."
(Fonte: https://www.anm.org.br/pedro-luiz-napoleao-chernoviz-piotr-czerniewicz/)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e falhas de papel marginais e junto à lombada. Protegido por capilha de papel vegetal.
Raro.
Peça de colecção.
50€
Reservado

05 setembro, 2026

PEREIRA, Frederico A. - OS ELEPHANTES. Por... Consul de Portugal em Siam. Porto, Livraria Portuense de Lopes & C.ª, 1890. In-8.º (19x13 cm) de [2], 104, [2] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Interessante estudo sobre o elefante asiático, primeira (e única) obra que sobre o assunto se publicou entre nós.
Raro e muito curioso.
Ilustrado com uma estampa do animal em separado.
"Não vamos fazer um estudo profundo sobre este assumpto. O nosso intuito é sem pretensões e visa simplesmente a fazer conhecer o quanto o elephante é um animal util ao homem pela sua intteligencia."
(Excerto de O elephante historico e de guerra)
"A Africa possue elephantes, mas não têm até hoje sido utilisados como animaes domesticos e de grande beneficio para quem os educasse, como acontece na Asia. No continente negro ignora-se mesmo um modo qualquer de os apanhar vivos, o que é de certo uma grande falta que se fosse remediada poderia ser um bom elemento de riqueza e de progresso. Oxalá que o meu trabalho, no que diz respeito á sua utilisação na Asia, possa contribuir para que de futuro se olhe para este pachiderme em Africa, como mais necessario como simples animal de caça: O seu marfim cujo valor augmenta com a edade, é nada comparado com os valiosos serviços que elle póde prestar á humanidade.
O elephante póde viver de 160 a 200 annos. Porém está sujeito a muitos contratempos que lhe abreviam a existencia: O homem mata-o quando póde; os animaes ferozes fazem-lhe uma guerra constante; entre si acontece em certas circumstancias que entram em lucta e sempre um dos contendores morre e ás vezes o outro pouco lhe sobrevive; a natureza apresenta grandes obstaculos á sua enorme massa, produzindo accidentes que acabam por matal-os, além de impedirem a sua reproducção. D'ahi resulta que a sua existencia está calculada na media de 70 annos. [...]
Os elephantes no estado selvagem andam sempre em rebanhos e obedecem ao mais velho ou ao mais forte, áquelle que melhor os póde guiar. Estes rebanhos compõem-se geralmente de 100 a 150. Obedecem ao seu chefe e é raro haver desintelligencia entre elles. A boa harmonia cessa quando um, menos soffredor, ou por ciumes, ou mais exigente que os outros, ou porque foi perturbado nos seus amores ou nas suas affeições, se mostra descontente e começa a maltratar os camaradas. O agressor vê então todos ligarem-se contra elle e depois de terriveis combates, humilha-se, mas altamente irritado; a companhia torna-se-lhe odiosa e para occultar a sua vergonha, sepára-se e refugia-se nas florestas. Este isolamento reage sobre o seu humor e azeda-lhe o caracter a tal ponto que se torna altamente perigoso para os seus semelhantes, para os outros animaes e para o homem; então mata tudo o que encontra. D'ahi provêm os nomes que lhes dão na Asia, de solitarios - matadores -; por isso é que o governo da India Ingleza dá um premio a todo aquelle que matar um de estes terriveis desertores."
(Excerto de O elephante selvagem)
Índice
:
- O elephante historico e de guerra. - O elephante selvagem. - Como se apanham elephantes. - Um captivo por amor. - A educação dos ellephantes. - O elephante em diversos serviços. - O elephante galante. - O elephante na familia. - O elephante combatente. - O elephante branco. - O elephante branco na Birmania. - O elephante branco em Siam.
Frederico António Pereira. Foi um diplomata, administrador colonial e escritor português do final do século XIX, cuja carreira ficou marcada pela sua prolongada missão no Sudeste Asiático. Exerceu as funções de cônsul de Portugal no Reino do Sião (atual Tailândia) entre 1886 e 1898. Geriu as complexas relações jurídicas e comerciais decorrentes dos tratados luso-siameses, lidando diretamente com o estatuto de proteção consular concedido a súbditos portugueses e a milhares de imigrantes chineses protegidos pelo consulado. O seu mandato foi caracterizado por posições firmes e controversas; chegou a entrar em conflito direto com o governo siamês devido à jurisdição sobre trabalhadores locais, o que gerou pedidos de sindicância e acesos debates epistolares com o Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa. Manteve uma articulação constante com o Governador de Macau, pedindo com frequência apoio naval (como o envio de canhoneiras) para reforçar a influência diplomática portuguesa na região do rio Chao Phraya.
Como a maioria dos diplomatas nessa época, Frederico António Pereira acumulava as funções de representação com o estudo científico, geográfico e etnográfico das regiões onde estava colocado. A sua estadia permitiu-lhe recolher material para tratados pioneiros em língua portuguesa sobre a fauna, as tácticas militares locais e as tradições asiáticas. Publicou Georgina : poema sentimental (1885), seguido pelo seu tratado etnográfico Os Elephantes (1890), e mais tarde, uma obra de fôlego sobre as relações entre o Sião e a Birmânia - The political intercourse between Siam and Burmah (1895). (IA)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Sem as capas originais. Pelo interesse e raridade justifica encadernar.
Raro.
50€

30 julho, 2026

AUGUSTO, Jerónimo - O CÃO DA SERRA DA ESTRELA. [Ilustrações executadas para esta obra: Pintor Isolino Vaz]. Porto, [Publicação do Autor], 1987. In-4.º (25x15 cm) de 128 p. ; mto il. ; C.
1.ª edição.
Interessante monografia sobre o Serra da Estrela, cão pastor de raça portuguesa originário da serra que lhe dá o nome.
Livro impresso em papel de superior qualidade, ilustrado com mapas, desenhos e e fotografias a p.b. e a cores de belíssimos exemplares da raça ao longo do texto.
"Parece estranho que um livro sobre o cão da Serra da Estrela consagre as primeiras páginas ao elogio do cão, valendo-se de testemunhos já velhos de milénios e de depoimentos de homens de letras cujo humanismo celebrou a figura benfazeja deste fiel e dedicado animal doméstico. A estranheza, porém, desaparece se pensarmos que um livro sobre o cão deve ser, simultaneamente, um livro sobre o comportamento do homem e o seu modo de sentir e apreciar o valor e a excelência deste animal. À educação do homem contemporâneo não deve ser alheia a preocupação pela ecologia e pelo desenvolvimento do modo de ser afectivo, que define o tratamento humano dos animais. Para além deste apontamento formativo, estas linhas despretensiosas brotaram de uma profunda estima e particular apreço pelas características e qualidades invulgares do nosso cão da Serra da Estrela, que o impõem no país e no estrangeiro. Assim, no segundo capítulo, traçámos um breve resumo da história desta raça, realçando o seu lugar na sensibilidade portuguesa e distinguindo as suas características condizentes com as agruras, a dureza e o frio inclemente do seu habitat - a Serra da Estrela. Visando um amplo público interessado, reunimos no capítulo terceiro um feixe de considerações sobre a criação, o tratamento, a disciplina e o adestramento do cão da Serra da Estrela, que podem ser úteis para eventuais donos ou criadores. Por outro lado, não se pode omitir o papel ímpar da canicultura na defesa e na propagação desta raça em Portugal e no estrangeiro e, por isso, lhe dedicámos o capítulo quarto. Finalmente, propomos que o tipo ideal do Serra da Estrela se deve procurar a partir das suas características naturais, fora de abastardamentos e cruzamentos inter-rácicos.
No regresso às raízes da pureza sadia da Serra e à sua melhor expressão viva, que é o cão, ameaçado de desnaturalização, está o sentido fundamental deste livro modesto mas penetrado de sinceridade e dedicação de quem, há longos anos, dedica ao Serra da Estrela as horas disponíveis do seu lazer."
(Prefácio)
Índice: Prefácio. | 1 - Elogio do cão. 2 - História de uma raça: - Incerteza das origens. - O «Serra» na sensibilidade portuguesa. - O Cão da Serra da Estrela: Características; Estalão do Cão da Serra da Estrela: I. Aspecto geral e aptidões; II. Cabeça; III. Tronco; IV. Membros anteriores e posteriores; V. Pelagem; VI. Altura; VII. Andamentos; VIII. Defeitos; IX. Tabela de pontos. - A serra como habitat. 3 - Criação e treino: - Criação; - Tratamento; - Disciplina; - Adestramento. 4 - A canicultura e o «Serra»: - Em Portugal: Manteigas e Covilhã; - No estrangeiro. 5 - À procura do tipo ideal.
Encadernação do editor cartonada, policromada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
35€

21 maio, 2026

NEVES, C. M. Baeta -
PARQUES E RESERVAS.
Por... Publicações da «Liga para a Protecção da Natureza» - II. Lisboa, [s.n. Composto e impresso na Sociedade Astória, Lda. - Lisboa], 1950. In-4.º (24,5x17,5 cm) de 24 p. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Reflexões do autor a propósito da criação de Parques e Reservas, comparando para o efeito diversas reservas estrangeiras. Trabalho publicado em separata do Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa, N.ºs 11-12 Novembro e Dezembro - 1949.
Opúsculo ilustrado em página inteira com fotografias a p.b. e um mapa.
"Embora seja uma triste conclusão pode-se afirmar que: «o curso do desenvolvimento da civilização humana é ao mesmo tempo a história da destruição e devastação da Natureza» (Schoenichen in Flores).
É certo que na Europa desde os primeiros tempos de Idade Média foram decretados pelos monarcas mais avisados numerosas medidas de protecção à fauna e flora, mas a acção daquelas, apesar de tudo, não conseguiu evitar que o problema fosse aumentando cada vez mais de importância e complexidade, a ponto de justificar como legítima aquela síntese."
(Excerto da Palestra)
Carlos Manuel Leitão Baeta Neves (1916-1992). "Silvicultor, professor, cientista e divulgador, Baeta Neves foi uma das maiores figuras deste país no domínio da Silvicultura e Conservação da Natureza.
Publicou perto de 200 trabalhos de carácter científico e cerca de 850 de divulgação, disseminando saber e energia por áreas tão diversificadas como o Ensino Florestal e a Investigação, a Entomologia, a Conservação dos Produtos Armazenados, a Silvicultura, a Aquicultura, a Cinegética, a Arquitectura Paisagista, a Conservação do Património, a História Florestal e a Conservação da Natureza."
(Fonte: https://www.isa.ulisboa.pt/ceabn/content/1/100/professor-carlos-manuel-leitao-baeta-neves)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
10€
Reservado

19 dezembro, 2025

ESTAÇÃO ZOOTÉCNICA NACIONAL : Fonte-Boa
. [S.l.], [s.n. - Composto e impresso na Imprensa Lucas & C.ª - Lisboa], [194?]. In-8.º (22,5 cm) de 17, [3] p. ; [14] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante monografia sobre a Estação Zootécnica Nacional, reputada instituição agro-pecuária situada na Quinta da Fonte-Boa, Santarém.
Livro ilustrado no texto com tabelas estatísticas, e em separado, com 14 estampas impressas sobre papel couché reproduzindo animais criados na Fonte-Boa, e algumas vistas das instalações da Estação.
"A Estação Zootécnica Nacional é hoje um estabelecimento de fomento pecuário e investigação científica, instalado a 9 quilómetros de Santarém, na quinta da Fonte-Boa, nome porque é vulgarmente conhecida.
A sua fundação data de 1887, então simplesmente como Coudelaria, só tendo oficialmente ampliado o seu âmbito de acção 26 anos mais tarde.Se. de princípio, foi a espécie cavalar a única cujo melhoramento e fomento se teve em vista, obedecendo às necessidades e solicitações da época e às tradições nacionais nesse capítulo, não decorreu muito tempo sem que se tornasse extensiva a outras espécies - e muito especialmente à ovina - semelhante acção.
Lenta mas progressivamente se tem feito a transformação dêste Estabelecimento, à medida que os trabalhos aqui realizados, os progressos da técnica e as necessidades nacionais o têm exigido.
Presentemente a organização da Estação Zootécnica Nacional abrange 5 secções às quais estão confiados outros tantos sectores de actividade:
Serviços Coudélicos;
Espécies Alimentares;
Serviços Laboratoriais;
Serviços Culturais;
Serviços Administrativos.
Para se poder avaliar da trajectória percorrida no meio século da sua existência é suficiente dizer que o primeiro dêstes sectores foi, durante bastantes anos, a razão de ser do Estabelecimento, sem que, a-pesar disso, tivesse atingido a amplitude e aperfeiçoamento presentes.
De facto, se durante os primeiros 51 anos de vida dêstes serviços se distribuïram gratuitamente pelo País 3.553 garanhões que beneficiaram 73.383 éguas, nos últimos 5 anos êsses números atingem, respectivamente, 1.0006 e 23.233, afora a cedência de 102 asininos pelos quais foram beneficiadas mais 1.855 éguas.
Êste ponto já de si importante pelo seu significado de progresso na acção fomentária, revestirá aspecto mais transcendente se considerarmos que, como lógica conseqüência, permitiu entre os técnicos e a lavoura relações mais íntimas e freqüentes, cujo proveito para ambos e para o País escusado será enaltecer.
Esta cooperação foi reforçada ainda com a passagem para êste estabelecimento, em 1940, dos serviços de registo do reprodutores destinados à produção de cavalos para o exército.
Assim, a Estação Zootécnica Nacional contrasta a produção cavalar de cêrca de 200 casas de lavoura, as quais possuem, aproximadamente, 4.000 éguas e 3.000 poldros, e presta-lhes toda a assistência técnica possível."
(Excerto do Estudo)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Indisponível

02 dezembro, 2025

PROGRAMA E CATÁLOGO DA 14.ª EXPOSIÇÃO CANINA DE LISBOA.
Jardim Zoológico : 6 e 7 de Junho 1942 - Secção de Canicultura do Club de Caçadores Portugueses. [S.l.], C.A.C.B., 1942. In-4.º (23x16 cm) de 80, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Certame canino realizado no Jardim Zoológico de Lisboa, estando em exposição inúmeras raças seleccionadas - nacionais e estrangeiras. Catálogo da mostra, por certo com tiragem reduzida.
Livro ilustrado com publicidade da época em página inteira.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e pequenas falhas marginais.
Raro.
Indisponível

27 junho, 2025

CABRAL, António - CÃES PORTUGUESES (Chiens Portugais). ESTALÕES DAS SUAS RAÇAS (Standards des Races).
Coordenação e notas de... Lisboa, Clube dos Caçadores Portugueses : Secção de Canicultura, 1955. In-8.º (22x15 cm) de 150, [2] p. ; [15] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Livro histórico. Trata-se da edição original, bilingue (português/francês), do primeiro livro dos Estalões dos cães de raça portuguesa.
Ilustrado no texto com tabelas e desenhos esquemáticos, e em separado, com 15 folhas impressas sobre papel couché, reproduzindo fotografias de exemplares das raças nacionais.
Obra rara, histórica, por certo com tiragem reduzida.
"Com a publicação dos estalões dos cães portugueses, a Secção de Canicultura cumpre uma das suas atribuições de maior projecção no fomento da canicultura nacional, penitencia-se de só agora o fazer, se o tempo lhe perdoar, e homenageia os criadores e proprietários de cães, que, sem uma orientação facilmente disponível ou de todo vazia, conseguiram, com pouca desordenada variação, manter nas raças caninas indígenas características étnicas, permitindo actualizar ou elaborar os seus indispensáveis estalões. 
Não abrange esta publicação a totalidade dos cães das raças portuguesas que muitos pensam existir, mas o quase desaparecimento de algumas – Fila da Terceira – e o seu cruzamento dominante com raças semelhantes, que outras extinguiram – galgo anglo-luso, galgo indígena e barbaças – resumem este livro à publicação apenas dos estalões do Cão de água, do Cão da Serra de Aires, do Cão de Castro Laboreiro, do Cão da Serra da Estrela, do Rafeiro do Alentejo, do Podengo Português e do Perdigueiro Português."
(Excerto do Prefácio)

Índice: Dedicatória | Prefacio | Estalões - Standards: Cão de água - Chien d'eau portugais; Cão da Serra de Aires - Chien de berger de la Serra de Aires; Cão da Serra da Estrela - Chien de la Serra da Estrela; Cão de Castro Laboreiro - Chien de Castro Laboreiro; Rafeiro do Alentejo - Rafeiro do Alentejo / Caracteres diferenciais dos Cães da Serra da Estrela e de Castro Laboreiro e do Rafeiro do Alentejo; Perdigueiro português - Chien d'arrêt portugais; Podengo português [Médio; Grande; Pequeno] - Chien courant portugais [Moyen; Grand; Petit] | Notas - Esquemas: Rgiões do corpo; Cabeça; Tronco; Aprumos [Membros anteriores; Membros posteriores]; Mãos e pés; Cauda | Notas (continuação).
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. rosto.
Raro.
Com interesse histórico.
Peça de colecção.
Indisponível

25 março, 2025

CABRAL, António -
CÃES PORTUGUESES (Chiens Portugais) (Portuguese Dogs) : ESTALÕES DAS SUAS RAÇAS (Standards des Races) (Standards of Breeds). Coordenação e notas de... 3.ª edição actualizada. Lisboa, Clube Português de Canicultura, 1978. In-8.º (22 cm) de 193, [3] p. ; [29] f. il. ; il. ; B.
Terceira edição desta obra de referência da canicultura nacional, bastante mais actualizada e aumentada que as antecessoras (1955 e 1965).
Livro ilustrado no texto, e em separado com 29 folhas impressas sobre papel couché reproduzindo fotografias a p.b. e a cores dos animais.
"Com a publicação dos estalões dos cães portugueses, a Secção de Canicultura cumpre uma das suas atribuições de maior projecção no fomento da canicultura nacional, penitencia-se de só agora o fazer, se o tempo lhe perdoar, e homenageia os criadores e proprietários de cães, que, sem uma orientação facilmente disponível ou de todo vazia, conseguiram, com pouca desordenada variação, manter nas raças caninas indígenas características étnicas, permitindo actualizar ou elaborar os seus indispensáveis estalões.
Não abrange esta publicação a totalidade dos cães das raças portuguesas que muitos pensam existir, mas o quase desaparecimento de algumas – Fila da Terceira – e o seu cruzamento dominante com raças semelhantes, que outras extinguiram – galgo anglo-luso, galgo indígena e barbaças – resumem este livro à publicação apenas dos estalões do Cão de água, do Cão da Serra de Aires, do Cão de Castro Laboreiro, do Cão da Serra da Estrela, do Rafeiro do Alentejo, do Podengo Português e do Perdigueiro Português."
(Excerto do Prefácio da 1.ª edição)
"Nova edição dos Cães Portugueses, que testemunha, quanto as edições anteriores contribuíram para a fixação das características morfológicas e funcionais das raças das raças caninas autoctenes."
(Excerto do Prefácio da 3.ª edição)
Encadernação em percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
35€

01 março, 2025

JARDIM ZOOLOGICO E DE ACCLIMAÇÃO EM PORTUGAL : Sociedade anonyma de responsabilidade limitada.
Capital realizado 65:980$000 réis - RELATORIO DA DIRECÇÃO E PARECER DO CONSELHO FISCAL. Para serem presentes á assembléa geral ordinaria de 1910. Lisboa Typographia - Casa Portugueza - Papelaria, 1910. In-4.º (23x16 cm) de 42 p. ; [1] f. convoc. ; il. ; B.
1.ª edição.
Relatório e Contas do Jardim Zoológico de Lisboa publicado pouco tempo antes da eclosão do movimento revolucionário de 5 de Outubro de 1910.
Ilustrado com inúmeras tabelas e quadros estatísticos. Inclui, ente outros "mapas", o "Inventario dos animaes existentes em 31 de Dezembro de 1909", a "Relação dos animaes doados ao Jardim, em 1909" e a "Lista dos Accionistas".
Raro e muito interessante. A BNP não tem registo deste Relatório.
À parte, no início do livro, encontra-se uma folha com o título "Aviso", que não é mais que a convocatória para a assembleia de accionistas, com dia e hora para a mesma, de acordo com as disposições legais em vigor.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Contracapa apresenta falha de papel no canto superior esquerdo.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
25€

21 fevereiro, 2025

REGULAMENTO OFICIAL DAS EXPOSIÇÕES CANINAS EM PORTUGAL. (Aprovado pela S. C. do C. C. P. em 16 de Fevereiro de 1939) -
CLUB DOS CAÇADORES PORTUGUESES : Secção de Canicultura, Membro associado e representante em Portugal da Fédération Cynologique Internationale e Representante do Kennel Club. [Lisboa], Club dos Caçadores Portugueses : Secção de Canicultura, 1939. In-8.º (18x11,5 cm) de 54, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Livro histórico, por certo com tiragem reduzida. Trata-se da edição original, trilingue (português/inglês/francês), do primeiro regulamento de certames caninos em Portugal, publicado no mesmo ano da assinatura do acordo do C. C. P. com o Kennel Club (organização internacional de criadores de cães que sinaliza a criação, registo, exposição e promoção dos animais) que conferiu à Secção de Canicultura nacional a qualidade de seu "representante".
Junta-se adenda ao regulamento datada de 1940 (6 pp.): "Alterações ao Regulamento de Exposições aprovadas pela S. C. do C. C. P. na Sessão Plena de 5 de Abril de 1940".
"Artigo 1.º As Exposições Caninas têm por fim:
a) Despertar e cultivar, no público, o gôsto pela cinologia, estimulando-a por meio de prémios;
b) orientar e educar os canicultores segundo as boas normas da produção canina;
c) fomentar o melhoramento das raças caninas e, em especial, das raças nacionais;
d) habilitar, por meio de julgamentos e classificações, a Secção de Canicultura do Club dos Caçadores Portugueses (S. C. do C. C. CP.) a proclamar os campiões."
(Capítulo I - Dos fins e da organização - Artigo 1.º)
Índice:
Regulamento: I - Dos Fins e da Organização; II - Da Inscrição; III - Das Classes, dos Grupos e suas Divisões: IV - Da Admissão; V - Dos Juízes e seus auxiliares; VI - Do Julgamento e Classificação; VII - Dos Prémios e Diplomas; VIII - Das Penalidades; IX - Das Disposições Gerais. | Resumo em Inglês - Show rules of interest to foreign judges | Resumo em Francês - Extrait du règlement des expositions intéressant les juges étrangers | Lista A - Primeiro Grupo: Cães estrangeiros de guarda e utilidade. Segundo Grupo: Cães nacionais de guarda e utilidade. Terceiro Grupo: Terriers. Quarto Grupo: Cães de levante e côrso - Primeira Divisão: Raças estrangeiras; - Segunda Divisão: Raças nacionais. Quinto Grupo: Cães de parar - Primeira Divisão: Raças estrangeiras continentais; - Segunda Divisão: Raça nacional. Sexto Grupo: Cães britânicos para caça a tiro - Primeira Divisão/Segunda Divisão. Sétimo Grupo: Galgos. Oitavo Grupo: Baixotes (Teckel, Dachshund). Nono Grupo: Luxo. | Lista B - [40 raças caninas, nacionais e estrangeiras, onde se incluem o Cão d'Água, Serra da Estrêla e Podengo].
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito raro.
Peça de colecção.
Indisponível

27 janeiro, 2025

FREVILLE, M. -  HISTORIA DOS CÃES CELEBRES, na qual se relatão grande numero de anecdotas recreativas, e extremamente interessantes acêrca do instincto destes animaes. Traduzida do fancez de..., Por Caetano Lopes de Moura, natural da Bahia. Ornada com estampas. Pariz, Na Livraria Portugueza de J. P. Aillaud. 1845. In-8.º (16x10,5 cm) de [4], 295, [1] p. ; [4] f. il. ; E,
1.ª edição.
Importante conjunto de histórias relacionados com o Cão, onde este é o "actor" principal. Obra rara, publicada em Paris pela Aillaud, talvez a primeira que sobre este assunto se publicou na nossa língua.
A presente obra tem por objetivo reunir toda a informação sobre cães dispersa por diferentes livros de diferentes épocas, sobretudo os animais que pelas suas "virtudes" atingiram o estatuto de "celebridade". O cão de Lázaro e o de Ulisses, o de Alcibíades, mas também o de Rousseau e o de Frederico II, etc., enfim, episódios intemporais de animais vigilantes, corajosos, determinados - provando linha a linha, página a página, o epíteto "fiel amigo do homem".
Livro ilustrado com 8 bonitas gravuras distribuídas por 4 folhas separadas do texto onde se encontram representadas 22 raças caninas.
"O cão é sem contradicção um dos mais interessantes animaes entre os muitos que a providencia creou para nossa utilidade e recreação. Cousa é esta que certo não padece duvida, quando ponderamos no genio meigo e affectuoso d'estes animaes que os obriga a serem amigos do homem. Nenhum animal teve em dota, como o cão, optimas qualidades, quasi sem mistura de vicios. Assim que não é de estranhar tivessem os povos da antiguidade a lembrança de convetêl-o numa especie de divindade. Sabido é que os Egypcios o reverenciavão debaixo do nome d'Anubis, e que os gregos o collocárão no céo entre as constellações.
Argus, cão d'Ulisses, é conhecido pelos soberbos versos d'Homero. [...]
Em fim o cão representa um papel interessante tanto na historia sagrada, como na profana, e acompanha sempre alguma personagem illustre para guiál-a, defendêl-a, adevertil-a, ou consolál-a. [...]
A conclusão que se deve tirar de tão proveitosas tradições é que não ha cousa que mais nos recommende perante outrem, e lhe conquiste o coração como a amabilidade, as attenções, o bom agrado e a bondade do coração. Se tão preciosos dotes até nos proprios animaes se estimão e se recompensão, que impressão não devem fazer no animo dos nossos semelhantes? Assim que são elles indibitavelmente os melhores titulos que podêmos apresentar na sociedade, para sermos bem aceitos. Tanto nos indispõem e dissaborêão a incivilidade, acrimonia, e grosseria, quanto nos encantão e cativão a doçura, a civilidade e as attenções obsequiosas."
(Excerto do Preâmbulo - Resumo historico das excellentes qualidades dos cães)
Caetano Lopes de Moura (1779-1860). "O baiano filho de escravos que foi médico particular de Napoleão Bonaparte. Aos 18 anos participou de uma revolta conhecida como conspiração dos Búzios, que falhou fazendo-o fugir para Portugal onde - com muito esforço - conseguiria entrar na universidade de Coimbra formando-se médico. Posteriormente participaria da guerra peninsular como cirurgião do exército francês. Também adquiriu grande fama como médico particular em Paris e como produtor de obras de grande valor científico e cultural. Além disso, também traduziu para o português obras de grandes autores franceses, ingleses e alemães. Sua fama chegaria aos ouvidos do imperador francês Napoleão, que contratou seus serviços. Após a derrota final de Bonaparte na batalha de Waterloo em 1815, Caetano Moura caiu no esquecimento voltando ao Brasil em 1846, quando já tinha 67 anos de idade. Passaria necessidades chegando a mendigar pelas ruas do Rio de Janeiro. Quando o imperador Dom Pedro II ficou sabendo da sua história tratou logo de trazer o velho Caetano de volta a uma posição de prestígio, que viveu com uma pensão paga pelo estado brasileiro até sua morte aos 81 anos."
(Fonte: https://historia-do-brasil.quora.com/Caetano-Lopes-de-Moura-1779-1860-o-baiano-filho-de-escravos-que-foi-m%C3%A9dico-particular-de-Napole%C3%A3o-Bonaparte-Aos-18)
Encadernção coeva inteira de pele com dourados na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Cansado. "Partido" junto à lombada, que ostenta falha de pele relevante.
Raro.
Peça de colecção.
Indisponível

30 novembro, 2024

FERRAZ, Guilherme Ivens -
DO CHINDE A CHILOMO.
Por... Vice-Almirante R. Separata do Arquivo de Anatomia e Antropologia : Vol. XXVI, 1949. Lisboa, Arquivo de Anatomia e Antropologia, 1949. In-4.º (25,5x17,5 cm)  de 20 p. (529-548 p.) ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Narrativa da viagem empreendida pelo autor e seus companheiros em missão geográfica por Moçambique. Mas o assunto principal do livro é o "Crocodilo": depois de um trágico incidente com um destes animais, Ivens Ferraz dedica-lhe a quase totalidade dos seus apontamentos; no final dá conta de alguns episódios insólitos de caça passados na selva africana.
Memórias antes publicadas no Boletim da Pesca, Lisboa, n.º 21, Dez., 1948. A BNP não menciona o presente.
Livro ilustrado com fotogravuras, e desenhos da anatomia do réptil e do "incidente", sendo este em página inteira.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do Almirante, na capa, datada de 22/III/1949, a José de Campos e Sousa.
"No ano de 1899 foi o autor deste artigo nomeado delegado do Governo Português, para proceder à definição e estabelecimento de uma linha provisória de fronteira luso-britânica, nos territórios de Ruo, Milange, Chirua, Niassa e Angónia. Foram nossos companheiros de trabalho nesta missão, o tenente do Exército Colonial João de Freitas Branco e o 2.º tenente da Armada Conde da Ponte, ambos já falecidos.
Partimos do Chinde no dia 19 de Junho a bordo da lancha-canhoneira Cherim e subimos o rio do mesmo nome, o qual serpenteia entre alagadiças margens de mangal, ou vestidas de capim e raquítico arvoredo, até à sua confluência com o Zambeze, a cujo delta pertence.
Ia a lancha singrando cautelosamente, conforme a regra infalível em todos os rios, de fugir das pontas e encostar às curvas, e à noitinha fundeámos no Sombo, a meio do rio, para meter lenha na manhã imediata e largar depois com destino a Chilomo, onde tencionávamos contratar carregadores para a nossa expedição.
Jantámos no espardeque, tendo ocasião de admirar o desembaraço do pequeno moleque Vicente, que servia à mesa com todas as regras e etiquetas do mais requintado serviço europeu.
À alvorada encostámos à margem para facilitar a faina da lenha e, ao içar a bandeira às oito horas, recebemos a visita do Sr. Paiva de Andrade, arrendatário do prazo Luabo.
Não demorámos em ir a terra retribuir essa visita, na companhia do comandante da lancha, que era o 1.º tenente Magalhães Ramalho, também já falecido. Poucos passos tínhamos caminhado, quando Ramalho, dando pelo esquecimento do relógio, chamou para bordo: «Ó Vicente, Vicente! Traz o meu relógio!»
O criadito, vivo como azougue, vai à câmara, daí corre ao portaló e entra na prancha para saltar em terra e entregar o relógio ao patrão. Por fatalidade, desiquilibra-se e cai ao rio!
Uma gritaria alucinante levantada pela tripulação, ecoa nas margens, perdendo-se logo num lúgubre silêncio!
Virámo-nos surpreendidos e ainda tivemos tempo de ver, como num pesadelo, a cabeça de um enorme crocodilo, com o franzino corpo do Vicente atravessado na boca medonha!"
(Excerto de I - Prólogo)
Índice:
I - Prólogo. II . O Crocodilo Africano. III - Chilomo.
Guilherme Ivens Ferraz (1865-1956). "Vice Almirante da Real Marinha de Guerra Portuguesa.Entre os muitos e importantes cargos que ocupou, destacam-se o de  governador da Companhia de Pesca das Pérolas do Bazaruto em Moçambique em 1892; participou nas campanhas de África de 1891 a 1895; comandante da Esquadrilha de Lourenço Marques em Moçambique e ainda dos seguintes navios "Sabre", "Auxiliar", "Bérrio", "Tejo", "Bengo" ; secretário do Conselheiro Régio António Enes em Moçambique entre 1894 e 1895; capitão do Porto de Lourenço Marques de 1895 a 1899; presidente da Câmara Municipal de Lourenço Marques; nomeado oficial às ordens do Rei D. Carlos I; nomeado comissário do Governo Português na delimitação de fronteiras anglo-portuguesas na África Central."
(Fonte: in Memorias do Reino de Portugal, FB, 18 de janeiro de 2021)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Vinco ao centro, na vertical. Cadernos soltos.
Raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
35€

01 junho, 2024

BUGALHO, João F. F. - AVES DE RAPINA DE PORTUGAL (desenhos do autor). [Sua utilidade - Identificação no campo]. [Lisboa], Secretaria de Estado da Agricultura : Direcção Geral dos Serviços Florestais a Aquícolas, 1970. In-4.º (23,5x16 cm) de 88 p. ; [1] f. desdob ; il. ; B. Col. Estudos e Divulgação Técnica : Grupo A - Secção Zoologia Florestal e Cinegética
1.ª edição.
Importante trabalho de campo sobre as aves de rapina portuguesas.
Ilustrado no texto com desenhos e fotografias dos animais, tabelas e quadros estatísticos, e em separado, com um desdobrável de generosas dimensões (28x42,5 cm): Representação Esquemática de Relações Alimentares: Interligação de cadeias alimentares dependentes de um predador. Conceito de pirâmide de números.
"Com este trabalho pretende-se:
1) Divulgar alguns aspectos gerais do que hoje se sabe sobre os predadores, na esperança de que os benefícios por eles desempenhados na Natureza em geral e para a caça em particular, leve à sua protecção não por compulsão mas por convencimento e educação das pessoas.
2) Trazer a público breves notas sobre a identificação das nossas aves de rapina com base em esquemas e silhuetas simples, nos moldes dos actuais guias de campo estrangeiros, mais acessíveis a qualquer amador do que as descrições sistemáticas dos livros destinados aos especialistas. Deve realçar-se que nos países mais desenvolvidos os amadores têm prestado contributos extraordinários para o alargamento dos conhecimentos respeitantes à biologia.
Destina-se por isso não só a couteiros, caçadores, guardas de caça, «bicheiros», etc., mas a todo o público que, à medida que evolui, virá a interessar-se cada vez mais pelo conhecimento da Natureza..."
(Excerto da Introdução)
Índice: Introdução | Agradecimento | 1 - Predação. 2 - Sistemática. 3 - Nota sobre os nomes vulgares utilizados. 4 - Breves descrições das espécies diurnas e dos seus hábitos. 5 - Breves descrições  das espécies nocturnas e dos seus hábitos. 6 - Silhuetas e figuras de identificação (Guia de campo). | Índice alfabético | Bibliografia.
João Filipe Flores Bugalho (n. 1942). "Nasceu em Lisboa em 1942. Engenheiro Silvicultor pelo Instituto Superior de Agronomia, foi ali Professor Convidado durante 25 anos. Durante a vida profissional dedicada à ecologia, à conservação da natureza e à gestão dos recursos naturais raramente pintou. Retomou a pintura em 1998. Realizou mais de 40 Exposições Individuais, Portugal, Luxemburgo, Cáceres, Chartres, Bruxelas e São Paulo (Brasil). Há quadros seus em Portugal, Espanha, França, Inglaterra, E.U.A., Brasil e Luxemburgo."
(Fonte: https://mental.pt/pec-speakers/joao-bugalho/)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
45€

04 fevereiro, 2024

PROGRAMA da 15.ª EXPOSIÇÃO CANINA INTERNACIONAL DO NORTE - C. A. C. - C. A. C. I. B.
Nos Jardins da Quinta da Conceição, Leça da Palmeira. Em 15 e 16 de Julho 1967
. [S.l.], [s.n. - Composto e impresso na Imprensa Portugal-Brasil - Venda Nova - Amadora], 1967. In-8.º (21x12,5 cm) de 16, [4] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Certame canino organizado pela Comissão Municipal de Turismo de Matosinhos.
Exposição organizada de harmonia com os Regulamentos e com a aprovação do Club Português de Canicultura, Entidade dirigente da Canicultura em Portugal e Províncias Ultramarinas, reconhecida oficialmente pelo Governo."
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse bibliográfico.
Indisponível

15 agosto, 2023

PROGRAMA-CATÁLOGO DA 49.ª EXPOSIÇÃO CANINA INTERNACIONAL DE LISBOA : Inverno de 1968. C. A. C. - C. A. C. I. B. -
13 e 14 de Janeiro : Feira Internacional de Lisboa
. [S.l.], [s.n. - Composto e impresso nas Oficinas Gráficas da Livraria Bertrand (Imprensa Portugal-Brasil) - Venda Nova - Amadora], 1967. In-8.º (20x12,5 cm) de 63, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Certame canino realizado na FIL (Lisboa).
"Exposição de Campeonato Internacional, patrocinada pela Sociedade dos Especialistas de Pequenos Animais, regida pelos regulamentos do Clube Português de Canicultura, aberta aos exemplares e todas as raças e variedades oficialmente reconhecidas, registados ou não em livros de origens."
Livro ilustrado com publicidade alusiva ao tema canino.
Junta-se o "Bilhete de Admissão" à exposição, um folheto dos produtos Cooper e um prospecto do programa da Exposição Canina de Cruft, a realizar no Olympia, Londres, (8 a 11 de Fevereiro).
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse para a bibliografia canina.
Indisponível

09 novembro, 2022

PROGRAMA-CATÁLOGO DA 47.ª EXPOSIÇÃO CANINA INTERNACIONAL DE LISBOA : Inverno de 1967. C. A. C. - C. A. C. I. B. -
21 e 22 de Janeiro : Feira Internacional de Lisboa
. [S.l.], [s.n. - Imprensa Portugal-Brasil - Venda Nova - Amadora], 1967. In-8.º (21x13 cm) de 72 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Certame realizado na FIL (Lisboa).
"Exposição de Campeonato Internacional, patrocinada pelo jornal Diário de Lisboa, regida pelos regulamentos do Clube Português de Canicultura, aberta aos exemplares e todas as raças e variedades oficialmente reconhecidas, registados ou não em livros de origens."
Livro ilustrado com publicidade alusiva ao tema canino.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Indisponível

21 outubro, 2022

NOBERTO, P. - PHILOSOPHIA SPECULATIVA. Ensaio d'explicação universal. Por... Coimbra: Na Imprensa da Universidade. 1836. In-8.º (20x13 cm) de 111, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Assinada P. Noberto, de acordo com a Universidade de Coimbra, em História da Ciência da UC, o autor da presente obra terá sido Pedro Noberto Correia Pinto de Almeida, professor da Faculdade de Filosofia. Além do seu carácter "especulativo", ou talvez por isso, deu origem a uma polémica assoberbada entre colegas - o autor e Sanches Goulão, que por pouco assumia proporções escandalosas.
"O Homem não póde olhar os phenomenos, que occorrem na Narureza, sem ambicionar conhecer-lhes as causas; e é o conhecimento destas, quem faz o objecto principal de sua solicitude philosophica.
Estas causas devem estar de tal sorte ligadas com os factos, que nellas seja precisamente comprehendida a reunião de todos os consimiles. D'aqui resultão para o philosopho duas difficuldades - o conhecimento de todos os factos congeneres, e o da relação, que os liga, e que deve conter a rasão sufficiente de todos. A primeira difficuldade é vencida pela experiencia, a segunda pela conjectura - ao analysta compete a primeira, ao metaphysico a segunda."
(Excerto do Prologo)
"A palavra sabidoria designou sempre o conhecimento de todas as coisas capazes d'excitar a curiosidade, e o elevado genio do homem; e d'ahi derivou para os perscutadores de quaisquer conhecimentos o nome d'amadores da sabidoria, ou philosophos, derivando do grego philo e sophia: mas bem depressa por um processo inverso a sabidoria perdeu o nome, que d'antes tinha, e em vez d'elle tomou um outro, derivado d'esse, em que intrára como componente para designar os studiosos, e que se chamou philosophia."
(Excerto da Introducção)
Indice:
Prologo. | Introducção. | Parte I. Historia Natural: Art. 1.º Zoologia; Art. 2.º Phythologia; Art. 3.º Mineralogia. Parte II. Physica-Universal: Phenomenos da luz; do calor; da electricidade; das affinidaes; do magnetismo; physiologicos. Theoria da Lei-universal: Art. 1.º Da Physica; Art. 2.º Da Chimica; Art. 3.º Da Physiologia. | Conclusão. | P. S. | [Errata].
Pedro Noberto Correia Pinto de Almeida (1806-1849). "Professor da Faculdade de filosofia. Naturalidade - [Gervide, Loureiro, Peso da Régua], 3.11.1806 - Coimbra, 1.11.1849. Matrículas - Matemática, 21.7.1825; Filosofia, 8.10.1825; Medicina, 30.10.1834. Graus - Bacharel, 1.6.1 835; Licenciado, 2.3.1837; Doutor, 25.6.1837. Cadeiras - Zoologia (1838-1839), 2.° substituto; Física (1839-1842), 2.° substituto; Zoologia (1841-1844), 2º substituto; Botânica (1842-1848), 2.° substituto; Anatomia e Fisiologia dos Vegetais (1848-1849), 2.° substituto; Botânica (1848-1849), 2.° substituto. Cargos - Director do Jardim Botânico. Publicações - Vários trabalhos em revistas, e ainda: Filosofia especulativa, ensaio de explicação universal (Coimbra, 1836). Observações - Voluntário do Batalhão Académico em 1826. Presidente da Câmara Municipal de Coimbra."
(Fonte: https://www.uc.pt/org/historia_ciencia_na_uc/autores/ALMEIDA_Pedronorbertocorreiapintode)
Exemplar brochado, por aparar, em bom estado de conservação. Com algumas manchas na capa e pequenas falhas de papel na lombada.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível