BESSA, Alberto - ALMEIDA GARRETT NO PANTHEON DOS JERONYMOS. Historia dos trabalhos de propaganda para a grande manifestação nacional de homenagem ao visconde Almeida Garrett, dando-se-lhe sepultura condigna do seu alto merito, no grandioso templo de Santa Maria de Belem. Por... Secretario do Conselho Director da Sociedade Litteraria «Almeida Garrett»... (Com um "fac-simile" do testamento do grande poéta). Lisboa, Typographia - Casa Portugueza - Papelaria, 1902. In-4º (24 cm) de 45, [3] p. ; [2] f. desd. ; il. ; B.
1.ª edição.
Livro ilustrado com fotogravuras ao longo do texto, onde se destaca o jazigo mandado construir por Almeida Garrett no Cemitério do Alto de S. João, e em separado, o fac-símile em folhas desdobráveis, de grandes dimensões a primeira (35x42 cm), e menor a segunda (35x21 cm), impressas frente e verso, reproduzindo o testamento manuscrito do grande vate português.
"Este opusculo nasceu da necessidade impreterivel, reconhecida pelo
auctor, de se fazer uma historia e de se instaurar um processo: - a
historia dos trabalhos levados a cabo para se conseguir a trasladação de
Garrett para os Jeronymos, e o processo referente á pretendida vontade expressa do poéta acerca da sua ultima morada."
(Excerto de A ultima morada do poéta)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.Capas frágeis com defeitos e pequenas falhas de papel.
Raro.
Com interesse garrettiano.
30€
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20 setembro, 2020
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História,
Homenagem,
Mosteiro dos Jerónimos
05 agosto, 2020
BESSA, Alberto - A GIRIA PORTUGUEZA : esboço de um diccionario de «calão». Contendo uma larga copia de termos e phrases empregadas na linguagem popular de Portugal e Brazil, com as respectivas significações, colhidas na tradição oral e em documentos, livros e jornaes antigos e modernos, incluindo muitas palavras ainda não citadas como de "giria" em diccionario algum. Por... Da Academia de Sciencias de Portugal [...]. Com um prefacio do illustre Professor Dr. Theophilo Braga. 3.º milhar. LINGUAGEM POPULAR. Lisboa, Livraria Central Editora, 1919. In-8.º (18 cm) de [2], XXXI, [1], 334, [4] p. ; E.
1.ª edição.
Importante dicionário de gíria portuguesa, cujos termos e informações o autor recolheu da tradição oral e(ou) escrita.
Muito valorizado pelo extenso prefácio de Teófilo Braga.
"A creação dos vocabulos da giria, do calão e modismos vulgares é um phenomeno da linguagem muito diverso da formação primitiva das palavras desenvolvidas organicamente pela articulação de uma raiz no seu thema, e d'este nos seus prefixos, suffixos e desinencias nominaes e verbaes, constituindo um complexissimo apparelho de expressão de ideias. Embora separados pela circumstancia do tempo, os dois processos resultam da mesma actividade, suscitado um pela acção inconsciente da tradição e do automatismo que impera na linguagem de um povo, e o outro pelas exigencias do meio social, que pelas suas transformações rapidas influe para dar-se expressão a novas relações. Exemplificaremos em duas palavras a differença dos dois processos formativos: Aspecto e Alfarrabista. A primeira palavra provém de uma raiz trilitera primitiva, spc, que encerra a ideia de vêr, de representar , de considerar subjectivamente. [...]
Quando porém adoptou a palavra Alfarrabista para designar o vendedor de livros velhos, differenciando-o do livreiro, obedeceu á necessidade de caracterisar um ramos restricto do commercio de livros, que o grande desenvolvimento d'esse negocio levou a dividir ou especialisar; formou-se a palavra do thema Alfarrabio, nome dado na linguagem das escholas a qualquer livro velho ou mesmo atrazado na doutrina; penetrando na origem particularista, vê-se que nas escholas da Edade Media Al-Farabi era o nome de um dos mais celebres philosophos arabes da Eschola de Bagdad, do fim do seculo IX, um dos sustentaculos do aristotelismo; mas não pára aqui o porquê do nome, pois que chamando-se este philosopho arabe Abu-Naçr-Mohammed-ben-Mohammed-ben-Tarckhan, foi chamado Al-Farabi por ser natural da provincia de Farab na Transoxiana. O que é mais notavel ainda, é que as obras philosophicas de Al-Farabi não foram traduzidas em latim, e não entrando nas escholas de Paris, como é que este nome se universalisou tomando um sentido generico no calão das escholas e até no plebeismo vulgar?"
(Excerto do Prefácio, Sobre a linguagem da giria em Portugal)
Encadernação inteira de pele com ferros gravados a seco e a ouro nas pastas e na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. As primeiras páginas apresentam manchas de acidez.
Muito invulgar.
Indisponível
1.ª edição.
Importante dicionário de gíria portuguesa, cujos termos e informações o autor recolheu da tradição oral e(ou) escrita.
Muito valorizado pelo extenso prefácio de Teófilo Braga.
"A creação dos vocabulos da giria, do calão e modismos vulgares é um phenomeno da linguagem muito diverso da formação primitiva das palavras desenvolvidas organicamente pela articulação de uma raiz no seu thema, e d'este nos seus prefixos, suffixos e desinencias nominaes e verbaes, constituindo um complexissimo apparelho de expressão de ideias. Embora separados pela circumstancia do tempo, os dois processos resultam da mesma actividade, suscitado um pela acção inconsciente da tradição e do automatismo que impera na linguagem de um povo, e o outro pelas exigencias do meio social, que pelas suas transformações rapidas influe para dar-se expressão a novas relações. Exemplificaremos em duas palavras a differença dos dois processos formativos: Aspecto e Alfarrabista. A primeira palavra provém de uma raiz trilitera primitiva, spc, que encerra a ideia de vêr, de representar , de considerar subjectivamente. [...]
Quando porém adoptou a palavra Alfarrabista para designar o vendedor de livros velhos, differenciando-o do livreiro, obedeceu á necessidade de caracterisar um ramos restricto do commercio de livros, que o grande desenvolvimento d'esse negocio levou a dividir ou especialisar; formou-se a palavra do thema Alfarrabio, nome dado na linguagem das escholas a qualquer livro velho ou mesmo atrazado na doutrina; penetrando na origem particularista, vê-se que nas escholas da Edade Media Al-Farabi era o nome de um dos mais celebres philosophos arabes da Eschola de Bagdad, do fim do seculo IX, um dos sustentaculos do aristotelismo; mas não pára aqui o porquê do nome, pois que chamando-se este philosopho arabe Abu-Naçr-Mohammed-ben-Mohammed-ben-Tarckhan, foi chamado Al-Farabi por ser natural da provincia de Farab na Transoxiana. O que é mais notavel ainda, é que as obras philosophicas de Al-Farabi não foram traduzidas em latim, e não entrando nas escholas de Paris, como é que este nome se universalisou tomando um sentido generico no calão das escholas e até no plebeismo vulgar?"
(Excerto do Prefácio, Sobre a linguagem da giria em Portugal)
Encadernação inteira de pele com ferros gravados a seco e a ouro nas pastas e na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. As primeiras páginas apresentam manchas de acidez.
Muito invulgar.
Indisponível
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Cultura Popular,
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20 outubro, 2019
BESSA, Alberto - O JORNALISMO : esboço historico da sua origem e desenvolvimento até aos nossos dias. Ampliado com a resenha chronologica e alphabetica do jornalismo no Brasil (com um artigo-prefacio de Edmundo d'Amicis). Lisboa, Livraria Editora Viuva Tavares Cardoso, 1904. In-8.º (18,5 cm) de 364, [4] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
1.ª edição.
Subsídio histórico-bibliográfico da maior importância para os anais do
Jornalismo. Obra de referência. Inclui extenso prefácio do célebre escritor italiano Edmundo
d'Amicis (1846-1908), subordinado ao tema «O Jornal e o Público».
Contém
em apêndice a Resenha Chronologica e Alphabetica do jornalismo brasileiro desde 1808 a 1900 (pp. 287-354) e a Addenda referente ao jornalismo do Estado de S. Paulo (pp. 355-364).
Livro ilustrado ao longo do texto com fotogravuras várias, reproduzindo sobretudo fac-símiles e portadas de periódicos.
"A caracteristica da confiança que inspira um jornal está na segurança que possa ter o seu publico, da sua atitude em face das alternativas da vida politica e social dos povos, sendo a independencia de opinião de um jornal o unico meio de garantia de uma tal segurança. [...]Livro ilustrado ao longo do texto com fotogravuras várias, reproduzindo sobretudo fac-símiles e portadas de periódicos.
Cada jornalista é geralmente considerado como mestre de primeiras lettras e cathedratico de democracia em acção, advogado e censor, familiar e magistrado. Bebidas com o primeiro pão do dia, as suas licções penetram até ao fundo das consciencias, onde vão elaboral a moral usual, os sentimentos e os impulsos de que depende tanto a sorte dos dos governos como a das nações.
Maior responsabilidade não apode, com effeito, assumir um homem para consigo e para com a sociedade. Se houvessem as virtudes que ella impõe, só os inconsciente e os fatuos se atreveriam a arrostal-a."
(Excerto da introdução - Synthese da imprensa)
Indice das materias:
O jornal e o publico (artigo-prefacio). | Ao leitor. | Synthese da imprensa. | A necessidade da convivencia. | Origem da publicidade periodica. | Origem das «folhas» e das «gazetas». | O jornalismo na Inglaterra. | Jornaes portuguezes impressos em Londres. | O jornalismo em França. | Jornaes portuguezes impressos em Paris. | O jornalismo em Portugal e Hespanha. | Do modo de ser do jornalismo entre nós. | O jornalismo na China. | Jornaes portuguezes impressos na China. | O jornalismo no Japão. | Jornaes portuguezes impressos no Japão. | O jornalismo na America. | Jornaes portuguezes impressos nos Estados-Unidos. | O jornalismo no Brasil. | Jornaes portuguezes impressos no Brasil. | Jornaes orientaes e argentinos. | Jornaes portuguezes impressos em Montevideu e Beunos-Ayres. | O jornalismo na Russia. | O jornalismo na Italia. | Na Austria - O jornal-telephonico. | O jornal do Oceano e o jornal do Pólo. | O jornalismo no futuro - Conclusão. | Resenha Chronologica e Alphabetica do jornalismo brasileiro. | Addenda relativa ao jornalismo do Estado de S. Paulo. | Errata importante.
Alberto Bessa (1861-1938). "Escritor e jornalista, nasceu no Porto, em 1861, e morreu
em Lisboa, em 1938. Iniciou a sua carreira no jornal “O Operário” e
depois no “Protesto Operário”. Fundou, dirigiu e colaborou com vários
periódicos portuenses, mas a sua carreira profissional ganhoJornaes portuguezes impressos na Chinau particular
impulso a partir do momento em que ingressou no Século”, em Lisboa, em
1896. Em 1902, saiu do “Século” para fundar jornal “Diário”. Em 1906,
transferiu-se para o “Diário de Notícias”, como redactor. Em 1910,
transferiu-se para o “Jornal do Comércio e das Colónias”, do qual foi
redactor principal (1917) e director (1921), cargo que ocupou até 1932.
Bessa foi também um grande dinamizador do movimento associativo dos
jornalistas, sendo um dos fundadores da Associação da Imprensa
Portuguesa. Foi secretário da comissão instaladora da Associação da
Imprensa Portuguesa (1897) e membro da Associação de Jornalistas e
Homens de Letras do Porto. Em 1912, enquanto esteve ligado ao “Jornal do
Comércio e das Colónias”, escreveu a “Enciclopédia do Comércio e do
Industrial”. Prometeu lançar um livro intitulado “Nos Bastidores do
Jornalismo”mas, aparentemente, nunca o publicou e, se o tinha em
manuscrito, provavelmente este perdeu-se."
(Fonte: http://teoriadojornalismo.ufp.edu.pt/inventarios/bessa-a-1904)
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros e imagem gravados a negro e a ouro na pasta anterior e na lombada.
(Fonte: http://teoriadojornalismo.ufp.edu.pt/inventarios/bessa-a-1904)
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros e imagem gravados a negro e a ouro na pasta anterior e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Pasta frontal apresenta duas manchas.
Raro e muito apreciado.
Com interesse histórico.
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