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05 julho, 2025

MADAHIL, A. G. da Rocha -
TOMBO DAS ÁGUAS DE ÍLHAVO.
Organizado pelos donatários da Vila mediante provisão régia de 1772. [Por]... 1.º Conservador do Arquivo e Museu de Arte da Universidade de Coimbra. Figueira da Foz, Tipografia Popular, 1935. In-4.º (24,5x17 cm) de 18, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio monográfico para a história e geografia da cidade, na época vila, de Ílhavo. Estudo publicado em separata do Arquivo do Distrito de Aveiro.
"Para o estudo geográfico que venha a fazer-se do concelho de Ílhavo, estudo que até certo ponto conduzirá à compreensão dos destinos históricos da terra, e permitirá que se ensaie a filosofia da vida do município, remate e complemento da sua história, têm de ser tomados em consideração, como é intuitivo, os cursos de água locais. [...]
Não pode dizer-se que seja pouco rica de águas porque em quási todo o seu perímetro p sub-solo fornece à população, por intermédio de poços pouco profundos e que se abrem com facilidade, o caudal necessário para consumo e regas; fontes públicas abastecem, ainda, várias zonas da vila. Ílhavo é, contudo, pobre de cursos de água; três ribeiras atravessam o centro da povoação, algumas outras lhe correm a Norte e a Sul, mas tôdas de reduzido caudal. [...]
À volta dêsses cursos de água se desenvolveu e foi fixando, como quási sempre sucede, o pequeno núcleo de população que deu origem a uma parte da vila. [...]
Concedido o senhorio da terra a um donatário, compreende-se que os terrenos sôbre que incidiam os direitos senhoriais fôssem objecto de especial fiscalização; asim terá sido, portanto, que em 1772 D. José Joaquim Lôbo da Silveira requereu, na qualidade de administrador dos bens de sua espôsa, D. Joaquina Maria de Almada Castro e Noronha, 12.ª donatária de Ílhavo, provisão régia para continuar uma anterior tombação das águas das azenhas de todo o concelho, então interrompida, e fixar os foros e cabanarias por elas devidas."
(Excerto do Estudo)
António Gomes da Rocha Madahil (Ílhavo, 1893 - Lisboa, 1969). "Nasceu em Ílhavo, a 10 de Dezembro de 1893. Frequentou a Universidade de Coimbra, matriculando-se primeiro na Faculdade de Direito e mais tarde na Faculdade de Letras (secção de Filologia Românica). Em 1920 foi nomeado 3º oficial da secretaria do liceu José Falcão em Coimbra. Em Janeiro de 1932 ocupou o lugar de 1º conservador no Arquivo e Museu de Arte da Universidade de Coimbra. Fundou a revista Arquivo do Distrito de Aveiro em 1935 e, em 1937, o Museu Municipal de Ílhavo, que também organizou. Foi delegado em Portugal do pacto Roerich para a protecção de Monumentos e Museus em caso de guerra. Presidiu à direcção do Centro de Estudos para Formação Social e foi vice-presidente da Direcção da Sociedade de Defesa e Propaganda de Coimbra. Foi grande oficial, cavaleiro e comendador de várias Ordens. Paleógrafo, procedeu à leitura de numerosos documentos, contribuindo para o avanço dos estudos históricos. Colaborou em diversas revistas e jornais, tendo escrito dezenas de trabalhos. Faleceu em Lisboa, a 27 de Junho de 1969."
(Fonte: Jorge, Teresa Revés - António da Rocha Madahil: catálogo, Torre do Tombo, 2014)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa apresenta vinco no canto inferior direito.
Muito invulgar.
15€

18 maio, 2024

GOMES, Celestino - MARIA DA DÔRES. [S.l.], [s.n. - Tipografia "Beira-Mar" - Ilhavo], MCMXXII [1922]. In-8.º (16,5X11 cm) de 57, [3] p. ; E.
1.ª edição.
Interessante novela, algo densa, de cunho modernista. Maria das Dores, a moça que dá nome ao livro, definha por causa de um amor impossível.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao jornalista aveirense Manuel Lavrador.
"Lentamente, na indecisão de seu andar nostálgico, Maria das Dôres descera a velha escada de granito escuro. Estiraçada, a sombra desenhava arabescos de roixo-cinza nos lilaseiros floridos do jardim onde ela viera sentar-se.
Na candura suavíssima dos seus desaseis anos incompletos, Maria das Dôres, mimosa figurinha de iluminura a cujo oiro tostado do cabelo o sol arrancava scintilas, costumava distrair fenilmente os olhos côr de alecrim nos verdes canteiros bordados de primaveras e gardénias, emquanto no regaço lhe repousava, a tempos olvidado, o volume do romance predilecto.
Raro se topariam mágoas naquêles olhos sombreados dum lilás delido, que raro, também, na sua alma de menina entrara alguma contrariedade maior que o vestido com que a modista faltou.
Tudo, nela, era graça e sorriso. Tanto, que fôra de costume já os pobresinhos tristes de chagas e velhos aleijões conhecerem-na pelo alvorecer de chilreantes risos com que acolhê-los vinha, junto do nicho musgoso da sua casa solarenga, cada segunda-feira, a dar-lhes a piedosa esmola semanal."
(Excerto do Cap. I)
João Carlos Celestino Gomes (Ílhavo, 1899 - Lisboa, 1960). "Foi um médico, professor, escritor e pintor português. Pertence à segunda geração de artistas modernistas portugueses. Foi pintor e ilustrador, área em que utilizou o nome João Carlos; escreveu sobre medicina; dedicou-se à literatura de ficção, à crítica e história da arte, sob o nome Celestino Gomes."
(Fonte: Wikipédia)
Encadernação inteira de pele com cercadura dourada na pasta anterior e ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Capas cansadas; impresso em papel de fraca qualidade.
Raro.
25€

14 maio, 2022

LIMA, Jaime de Magalhães - OS POVOS DO BAIXO VOUGA.
[Prefácio de Fernando Magano]
. [S.l.], Edição das Câmaras Municipais de Ílhavo e Murtosa e da Comissão de Turismo da Torreira, 1968. In-8.º (18 cm) de 94, [2] p. ; [10] f. il ; B.
1.ª edição independente.
Capa de David Cristo.
Interessante estudo etnográfico, antes publicado em «Trabalhos da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia», Porto, 1926.
Livro muito valorizado pelas belíssimas estampas - impressas sobre papel couché - intercaladas no texto.
"Ao norte de Portugal, sobre o Atlântico, a linha de costa afrouxa e decai para o lado da terra, fechando pelo poente uma extensa meia-lua de planuras vastas, cortadas de canais e lagos, e na linha interior demarcada pelas primeiras elevações dos contrafortes das serras de Arouca, Talhadas, Caramulo e Buçaco.
Descendo do Caramulo para o litoral em um dia tempestuoso e negro, cerrado de nuvens rasteiras, impedindo a difusão vertical da luz, tive ensejo de ver na sua maior extensão aquelas terras, iluminadas de modo que todos os acidentes de relevo se confundiam e nivelavam, formando de lés-a-lés como um mar profundo e negro, do qual o Cabo Mondego, ao sul, e os montes da margem esquerda do Douro, ao norte, seriam os redentes da entrada de uma baía. [...] Ainda agora, sem maior esforço de imaginação se suspeitam e ressurgem os dias em que as águas do Cértima, do Águeda, do Vouga e do Caima viriam directamente àquela baía e de lá ao mar, pouco a pouco minguando para dar lugar à elevação gradual do chão arável, formado pelos assoreamentos fustigados pelo vento e pelas ondas do mar... [...]
Assim se teria traçado e efectuado o actual e complicadíssimo sistema de ilhas, canais, baixios, restingas e cales, enredado já pela vastidão de superfície em que estes movimentos se cruzavam... [...]
Foi com estes elementos que se formou a região do Baixo Vouga, tal qual hoje a vemos, toda cortada de lagos e canais em suas formas tentaculares, tão depressa deixando erguer a terra como logo lhe abrindo uma tortuosa estrada fluida. E digo região do Baixo Vouga do que outros usam chamar a ria de Aveiro. [...]
Que gente mora nestas terras? Donde veio e que caracteres as distinguem? Que condição etnográfica foi sua no passado, o que é no presente, e que probabilidades tem de ser no futuro?"
(Excerto do texto)
Índice:
Nota explicativa. | Prefácio. | A região do Baixo Vouga. | Origem dos povos do Baixo Vouga. | Tipos étnicos. | A gente de Ílhavo. | A gente da Murtosa. | Diferenças na voz. | Distinção de profissões.| As feiras. | A cultura. | Conclusões.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
Indisponível

23 fevereiro, 2021

PERALTA, Elsa - A MEMÓRIA DO MAR. Património, Tradição e (Re)imaginação Identitária na Contemporaneidade. Lisboa, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas : Universidade Técnica de Lisboa, 2008. In-4.º (24 cm) de 455 p. ; B.
1.ª edição.
Capa: More Sail, foto Alan Villiers/Museu Marítimo de Ílhavo
Interessante estudo entnográfico sobre Ílhavo e a ligação das suas gentes ao mar, sobretudo à pesca do bacalhau.
Tiragem: 1.000 exemplares.
"A presente obra debruça-se sobre a temática da memória cultural, procurando contribuir para a clarificação do corpo teórico específico de um âmbito de estudo vasto que atravessa diferentes áreas disciplinares e que tem vindo a receber uma atenção crescente por parte da academia. Tendo por base empírica o processo de construção de uma memória do mar em Ílhavo, com especial incidência sobre a activação patrimonial das vivências associadas à pesca do bacalhau à linha, este trabalho sublinha igualmente a preponderância do mar, na sua expressão histórica e simbólica, na construção da identidade nacional portuguesa."

(Excerto da apresentação)
Elsa Peralta. "É doutorada em Ciências Sociais (na especialidade de Antropologia Cultural) pelo ISCSP-UTL, em 2006. Licenciou-se em Antropologia no ISCP-UTL em 1997 e fez o Master 1999 em Património Cultural na Universidade Complutense de Madrid (com reconhecimento do grau de Mestre pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra). Foi Assistente (2000-2006) e Professora Auxiliar (2006-2009) no ISCSP-UTL, tendo leccionado matérias de antropologia geral e metodologia das ciências sociais e regido a unidade curricular de "Património e Identidade". Actualmente é Investigadora de Pós-doutoramento no Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa e Honorary Research Fellow na Universidade de Manchester.
A sua pesquisa tem incidido sobre processos de activação e materialização de memórias colectivas. Assumindo uma orientação interdisciplinar que emerge da intersecção entre a antropologia, a história e os estudos culturais, tem-se interessado particularmente pela forma como as noções de identidade e pertença são construídas e articuladas na esfera pública por recurso à fixação de imagens selectivas do passado. Tem também focado a sua investigação nas temáticas do património, da cultura material e dos estudos de museus. É autora do livro A Memória do Mar: Património, Tradição e (Re)imaginação Identitária na Contemporaneidade (ISCSP, 2008), no qual procura problematizar a relação entre memória e identidade na contemporaneidade tendo por base empírica o processo de activação de uma memória do mar em Ílhavo, onde realizou prolongado trabalho de campo."
(Fonte: www.ics.ul.pt)
Exemplar brochado em bom exemplar.
Invulgar.

Com interesse histórico e regional.
20€

30 setembro, 2020

GOMES, Dr. João Carlos Celestino - A FISIONOMIA DA MORTE. Conferência proferida na Sala nobre da Companhia Portuguesa Editora L.da, do Porto, na noite de 10-4-931. Capa desenhada por Cândido Craveiro. Porto, Companhia Portuguesa Editora, L.ᵈᵃ, MCMXXXII [1932]. In-4.º (24 cm) de 41, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante conferência do autor, tendo por base a sua tese de doutoramento apresentada à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa de Celestino Gomes ao Doutor Carlos Lopes.
Livro ilustrado ao longo do texto com desenhos esquemáticos, e fotogravuras reproduzindo "máscaras da morte" de conhecidas figuras nacionais, entre outros, Mousinho de Albuquerque, Sousa Viterbo, João Chagas, Alexandre Herculano e Guerra Junqueiro, e personalidades estrangeiras, como J. J. Rousseau, Marat, Napoleão, Wellington, Beethowen, etc.
"Diante da morte a gente descobre-se, a gente ajoelha, a gente chora. [...]
Em todo-o-mundo existe um fetichismo fúnebre. E a crença popular que tudo embruxa de sortilégios, criou todo o patético que urdiu a obra nevrótica de Poë: são vidros que se quebram, rumores que se produzem, no momento do trânzito, como avisos a distância. É o ar-dos-mortos, desprendendo-se do defunto a tolher quem quede à sua beira. É a convicção de que, quando o assassinado cai de bruços, o criminoso não pode afastar-se até que seja tomado pela Justiça e as mais que já andam nos provérbios, de que «quem com ferro mata, com ferro morre» e «quem morte alheia espera, a sua lhe chega».
Mas o que é a morte? [...]
O que dela se sabe é pouco para estabelecer uma segura definição e é muito o que se não sabe para que diante da incógnita venham curvar-se todas as frontes. E aqui se travam os combates os combates dos cientistas sempre em desacordo nos grandes problemas. Quando é que verdadeiramente se está morto? [...]
A chamada morte aparente é, também, um estado tão semelhante à morte rial, havendo tal dificuldade em os distinguir nitidamente... [...]
No que todos estão de acordo, não faltando mesmo o depoïmento de alguns enterrados vivos em morte aparente que regressaram à vida e puderam escapar à morte rial, é que nêste estado de morte aparente existe uma hiper-lucidês que permite sentir, compreender tudo quanto à volta do indivíduo se passa... [...]
Fisicamente, sabemos, o momento da morte é marcado de maneira bem diferente, mais ou menos longo em sofrimento. Mas esta fase de sofrimento físico cessa ainda antes da morte rial, do aniquilamento. Porém se aquela sensibilidade espiritual, consciente, vai além da Morte - aparente ou rial o substantivo é o mesmo - se, por outro lado, a contractilidade muscular e a vitalidade nervosa são um facto, não faltando para nós mais que a continuidade dinâmica, porque não há-de a fisionomia do morto ser a despedida plástica e extática do seu último sentir reprodutível?
Diante da Morte, certamente, cada homem há-de ter a sua psicologia e sua atitude, sua consciência. Daqui, que admiração se a máscara da morte estiver sujeita a êsses factores primordiais, se a fisionomia dos mortos revelar alguma coisa mais do que o adormecimento, a paz!"
(Excerto da Conferência)
João Carlos Celestino Gomes (Ílhavo, 1899 - Lisboa, 1960). "Foi um médico, professor, escritor e pintor português. Pertence à segunda geração de artistas modernistas portugueses. Foi pintor e ilustrador, área em que utilizou o nome João Carlos; escreveu sobre medicina; dedicou-se à literatura de ficção, à crítica e história da arte, sob o nome "Celestino Gomes".
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro e muito curioso.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
35€

02 outubro, 2018

LOPES, António Maria - SONETOS REGIONAIS DE ÍLHAVO : notas de história local do século XVIII. Separata da Beira-Mar. Ílhavo, Tipografia Beira-Mar, 1927. In-8.º (22cm) de [2], 22 p. ; B.
1.ª edição independente.
Esta separata da «Beira-Mar» consta de cem exemplares numerados e rubricados pelo autor. Exemplar N.º 73.
Opúsculo duplamente valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"O soneto, o soneto que eu classifico soneto regional, também figura no património artístico que o passado nos legou, património bendito que a todos os ilhavenses incumbe venerar.
Por isso, numa humilde homenagem à minha Terra de Ílhavo, eu vou hoje exumar das fôlhas de um manuscrito de 1758, uns sonetos que se conservam inéditos, evocadores de factos que tiveram por scena as águas da nossa Ria, as areias da nossa Costa, as águas do nosso Mar."
(Excerto do preâmbulo)
"Na publicação dêstes sonetos não pretendo apreciar o valor literário de cada um, mas apenas relacionar a ideia que lhes serve de alicerce histórico com alguns factos da vida local de Ílhavo no século XVIII, que mais ou menos se prendem com o assunto a que os sonetos se referem.
O progresso ou a decadência de tôda a região que demora no âmbito da chamada Ria de Aveiro e Ria de Ílhavo dependeu sempre do bom ou do mau estado do seu Pôrto e Barra."
(Excerto do Cap. I)
António Maria Lopes (1877-1961). "Nasceu em Ílhavo, mas com apenas seis anos de idade foi para Lisboa onde ficou entregue aos cuidados do seu primo Filipe de Oliveira. Homem de grande cultura, para além de distinto professor, foi também publicista, poeta e investigador. Colaborou em jornais locais como o Brado, O Ilhavense, Beira-Mar, Terra dos Ílhavos, jornal de Ílhavo, o Nauta, os Sucessos e outros jornais nacionais como seja a Voz do Professor, a Academia, o Educador, a Folha da nação, Gazeta de Notícias, o Primeiro de Janeiro, etc. Amante de fotografia, usou este veículo para propaganda da sua terra natal, procurando dar destaque às suas belezas naturais. Sempre grande defensor da sua terra, dirigiu em 1928 alguns manifestos em que verberava as prestações da então Junta Autónoma da barra de Aveiro de querer anexar ao concelho de Aveiro as praias do farol e da Barra, pertencentes ao concelho de Ílhavo. Além de Oficial da Ordem de Instrução, era também sócio correspondente da Academia das Ciências de Portugal e do Instituto Etnológico da Beira. Faleceu em Lisboa no ano de 1961."
(Fonte: https://www.cm-ilhavo.pt/pages/2161)
Exemplar em bom estado de conservação. Capas algo sujas, manchadas por acção da luz.
Raro.
Com grande interesse regional.
30€

22 abril, 2016

HOMENAGEM A MÁRIO SACRAMENTO. Textos de Mário Castrim; Ferreira de Castro; Óscar Lopes. [Aveiro], [s.n. - comp. e imp. na Tipografia «A Lusitania», [197-]. In-8.º (20,5cm) de 66, [8] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Homenagem ao ilustre médico e escritor ílhavense, Mário Sacramento.
Ilustrada com 5 fotogravuras em página inteira, impressas sobre papel couché.
"Assinalando o primeiro aniversário da morte de Mario Sacramento, ocorrido em Março de 1970, uma comissão de democratas aveirenses tomou a iniciativa de prestar condigna e pública homenagem ao grande cidadão. [...]
Para concluir a grata tarefa que se impôs, a Comissão de Democratas Aveirenses reúne, no presente volume, os textos dos homens de letras que, a seu convite, participaram na mais que justa homenagem."
(excerto da nota explicativa)
Índice:
 - Nota explicativa. - Mário Sacramento antiprovinciano, por Mário Castrim. - Um Homem exemplar, por Ferreira de Castro. - Sentido do ensaísmo de Mário Sacramento, por Óscar Lopes.
Mário Sacramento (1920-1969). "Ensaísta português, de nome completo Mário Emílio de Morais Sacramento, nascido em 1920, em Ílhavo, e falecido em 1969, no Porto. Tendo frequentado as Faculdades de Medicina de Coimbra, Porto e Lisboa, especializou-se em Gastroenterologia em Paris. De formação marxista e neorrealista, participou no Movimento de Unidade Democrática e foi o impulsionador do I Congresso Republicano de Aveiro em 1957. Com uma atitude crítica e exigente, colaborou em jornais, revistas e páginas literárias, tendo publicado diversas obras, entre as quais Retrato de Eça de Queirós (1944), Fernando Pessoa - Poeta da Hora Absurda (1953), Lendo Raul Brandão (1967), Fernando Namora - O Homem e a Obra (1967) e Uma Estética Neorrealista? (1968)."
(fonte: http://www.infopedia.pt/$mario-sacramento)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€