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14 outubro, 2026

BOCAGE, Manoel Maria de Barbosa du -
RIMAS, DEDICADAS Á AMIZADE.
De... Tomo II. Terceira Edição, correcta pelo Author. LISBOA. M. DCCC. XIII. Na Officina de Simão Thaddeo Ferreira. Com licença da Meza do Desembargo do Paço. Vende-se na mesma Officina na Calçada Salitre Nº 84. In-8.º (14x9,5 cm) de [10, 368, [2] p. ; E.
Segundo volume das Rimas dedicado à amizade, no qual o Bocage agradece a todos aqueles que contribuíram para aliviar as suas angústias, especialmente nos momentos de maior adversidade, quando doente ou em reclusão. Nestes versos, Bocage afasta-se da matiz estritamente satírica ou erótica e dirige-se aos amigos que o apoiaram nos momentos de maior dificuldade..
"A Maior parte das Poesias que publico, foi recobrada com a memoria em casa do meu officioso Amigo José Salinas de Benavides, huma das pessoas mais benemeritas, e qualificadas de Santarem, onde me avisárão de que, affectada a minha letra por algum de muitos malévolos, que, á maneira de lobos, matão ás vezes o que não hão de comer, ou, deixando figuras, por algum dos que prejudicão sem utilizar-se, fôra em meu nome extrahida aos depositario dos meus bens poeticos a caixa, em que jazião, com os trastes proporcionados á minha profissão, e hum tanto peores, que os versos. Temendo a perda do que, para mim ao menos, era prcioso, examinei o livro interior, que me não pódem roubar, e com effeito copiei delle tudo o que dou á luz não relativo a hum desastre tão impensado, como penoso, que me sobreveio depois, e occasionou as producções, em que o chóro.
Leitor intelligente, verdadeiro Crítico (e não a chusma de Zoilos, que usa infestar a República literaria, e crê que a mordacidade suppre o talento) o Sábio imparcial (em que só me louvo) talvez não desdenhe estas novas Rimas... [...]
Poderáõ os Zoilos abocanhar a m inha Musa, mas serão obrigados a reconhecer a minha gratidão na Epistola dedicatoria, que dirijo ao extremoso Amigo, cuja beneficiencia me adoçou o infortunio, e deo a saber que o seculo do Egoismo ainda soffre excepções proveitosas aos infelices."
(Excerto de Ao Leitor)

"Vós, que de meus extremos sois a historia,
Versos, por negro zoilo em vão roubados,
Nascidos da Ternura, e restaurados
Co’ promto auxilio de fiel memoria:

Da Inveja conseguindo alta victoria,
Ide, meus Versos, em Amor fiados,
Que delle só dependem vossos Fados,
Que nelle só demando a minha gloria:

Não vos importe o público juizo;
Da Voz que pelo Mundo se derrama,
Os vivas caprichosos não preciso.

Voai aos olhos, cuja luz me inflamma;
Tereis de Anarda approvador sorriso;
Hum sorriso de Anarda he mais que a Fama.
"

(Soneto I.)

Manuel Maria Barbosa du Bocage (Setúbal, 1765 - Lisboa, 1805). " Foi o maior poeta português do século XVIII, que se irmana com Camões no destino do estro e nas desventuras de uma existência repartida entre Portugal e a Índia. Manuel Maria l' Hedois de Barbosa du Bocage – de seu nome completo – era filho de um advogado e de uma senhora francesa de ascendência normanda. Orfão de mãe desde os dez anos, assentou praça em Setúbal em 1781, tendo-se alistado dois anos depois na recém-fundada Academia dos Guardas-Marinhas, em Lisboa. Conheceu então a boémia lisboeta, os botequins, o Nicola, onde o seu génio poético se afirmou no improviso e lhe ganhou aplausos. Subitamente, ao fim de dez meses de frequência do curso, Bocage abandonou os estudos, sendo dado como desertor em 6 de Junho de 1784. Nomeado guarda-marinha, partiu para a Índia a 4 de Abril de 1786, fazendo escala no Rio de Janeiro, tendo chegado a Goa a 20 de Outubro. A sua estada na Índia foi por ele comparada ao exílio de Ovídio entre os Getas – os «bárbaros» indianos que o rodeavam. Promovido ao posto de tenente, foi destacado em Damão, mas só aí permaneceu dois dias, 7 a 8 de Abril de 1789, refugiando-se em Macau de onde viajou para Lisboa, em 1790. No seu regresso, Bocage aderiu à Nova Arcádia, onde assumiu o pseudónimo literário de Elmano Sadino. Em 10 de Agosto de 1797 foi preso por ordem do intendente Pina Manique, acusado de ser «autor de papéis ímpios e sediciosos». A peça principal do auto de acusação era o poema Pavorosa Ilusão da Eternidade. A 7 de Novembro do mesmo ano foi transferido para os cárceres da Inquisição, daí seguindo, a 22 de Março de 1798, para o Hospício de Nossa Senhora das Necessidades, dirigida pelos padres do Oratório.
Toda a poesia de Bocage se nutre das suas vicissitudes biográficas. O amor e o erotismo, o ódio e a raiva das ofensas sofridas ou imaginadas, vibram nos seus versos com a intensidade do excesso, que a forma apurada e o rigor verbal dominam, tornando mais impressionante o seu efeito estético. O poeta cultiva com igual desenvoltura todos os géneros, desde o soneto de fina conceituação petrarquista ao verso fescenino, servindo-se ainda dos códigos de um discurso classicizante, onde prorrompe já um vigoroso individualismo em revolta com as normas e os tabus da sociedade vigente. A atitude do poeta contra a tirania e o despotismo não implica, no entanto, a aceitação do radicalismo da Revolução Francesa, a que se opõe, nem a via do libertino, que o seduziu, esmoreceu nele as suas crenças e convicções de católico. Bocage foi um ser contraditório, que soube viver intensamente na sua poesia as suas contradições existenciais. O seu fascínio pela morte e a expressão da sua extrema emotividade fazem dele um precursor do Romantismo, cujos desbordamentos evitou no apego à contenção clássica, impondo-se como um artífice do verso, o chamado elmanismo, que tanto atrairá os parnasianos portugueses e brasileiros."
(Fonte: http://livro.dglab.gov.pt/sites/DGLB/Portugues/autores/Paginas/PesquisaAutores1.aspx?autorid=7375)
Encadernação coeva em pele.
Exemplar em razoável estado de conservação. Cansado. Pastas e lombada apresentam falhas no revestimento. F. rosto com pequeno orifício ao centro. Aparado à cabeça.
Raro.
15€

07 junho, 2026

BOCAGE -
OLINDA E ALZIRA
. Lisboa, Livraria Editora Guimarães & C.ª, 1915. In-8.º (18,5x12 cm) de 40 p. ; B.
Edição centenária das célebres Cartas de Olinda a Alzira.
'Romance-ensaio', invulgar e muito curioso, composto por sete epístolas.
Obra não relacionada na Biblioteca Nacional (BNP), revestida de capa belíssima, não assinada.
"O erotismo tem sido cultivado com alguma frequência na literatura portuguesa. [...]
As Cartas de Olinda a Alzira - que constituem um caso inédito na literatura portuguesa, pois são um relato das primícias sexuais de uma jovem, na primeira pessoa, como assinala Alfredo Margarido – por sua vez, são dadas à estampa nos finais do século passado com as precauções proverbiais: sem a menção da data, editor, local ou organizador.
Com o advento da República, a liberdade de expressão, grosso modo, foi uma realidade. Estavam reunidas as condições objectivas e subjectivas para a Guimarães Editores assumir a publicação de Olinda e Alzira, em 1915."
(Fonte: https://purl.pt/1276/1/erotismo.html)
"Diz-se que Cartas de Olinda e Alzira, romance epistolar em verso de Manuel Maria Barbosa du Bocage que circulou clandestinamente pelo país, é um dos primeiros manifestos feministas. Não seria de estranhar, já que este escritor pré-romântico, desaparecido há 200 anos, foi tido, no seu tempo, como personalidade escandalosa e pervertida e vítima de interdições, censura e abusos vários.
Cartas de Olinda e Alzira é a composição de que se parte para este espectáculo homónimo: proposta ética - e não de ocasião - mas, muito provavelmente, bizarra são cenas "pintadas” e, nelas, tudo o que parece, é. É mesmo! A tonalidade do espectáculo, como a do texto, é confessional e reproduz os movimentos do coração que sobem direitos "à nossa condição maravilhosamente corporal” (Montaigne). E, a título de justificação antecipada, citamos Bocage que dizia: "(...) instintos naturais se não são crime, como crime será narrar seus gozos?(...)"
(Fonte: https://www.tndm.pt/pt/eventos/detalhe.php?id=119)

"Que estranha agitação não sinto n'alma
Depois que te perdi, querida Alzira!
De meus olhos fugiu, sumiu-se o fogo,
Que a tua companhia incendiava!
Por uma vez se foi minha alegria,
Nem a mesma já sou, que outr'ora hei sido!
Minhas vistas ao céu lânguidas se erguem,
E a mim propria pergunto d'onde venha
Tão novo sentimento assoberbar-me?
Não se aquieta o coração no peito,
Não cabe n'elle, e viva chamma no intimo
Das entranhas ardente me devora
Sem que eu possa atinar a causa, a origem,
Aquelles passatempos, que na infancia
Tão do peito queria, em odio os tenho.
Das mesmas sup'rioras a presença,
Que d'antes para mim era indiff'rente,
Se me torna hoje dura, intoleravel!
Aonde, aonde irão estes impulsos
Precipitar a malfadada Olinda?
Será, querida Alzira, a tua ausencia,
Que me faz derramar tão agro pranto?
Debalde a largos passos solitaria
Vago sem norte; ignoro o que procuro;
Ah! minha cara! Os males que tolero
Expressal-os não posso, nem soffrel-os.
"

(Epistola I - Olinda a Alzira)

"Conheço de teus males a vehemencia,
Prezada Olinda! Eu propria os hei soffrido,
Quando da mesma edade que hoje contas
Próvida a natureza começava
A preencher em mim seus fins sagrados.
Marcha ella por graus em suas obras;
Precede ao fructo a flor já matizada,
Que fôra antes de flôr botão mimoso."

(Excerto de Epistola II - Alzira a Olinda)

"Quanto gratas me são as tuas lettras,
Querida Alzira! Ao coração me falas!
As tuas expressões meigas occultam
Em si virtede tal, que apenas lidas
D'ellas a alma se apossa sequiosa:
Tu és, prezada amiga, unico archivo
Aonde os meus segredos, mais occultos
Eu vou depositar: em ti encontro
O refrigerio a males, que tolero,
Sem poder conhecer a origem. [...]
Revela á tua amiga este mysterio
D'onde sinto prender o meu repouso.
Eu não exp'rimentava, o que exp'rimento:
Os meus sentidos todos alterados,
Uma viva emoção põe em desordem.
Cala-me activo fogo nas entranhas;
O coração no peito turbulento
Pula, bate com ancia estranhamente:
O sangue, pelas veias abrazado,
Parece que me queima as carnes todas:
A taes agitações languidez terna
Succede, que a meus olhos pranto arranca,
E o coração desassombrar parece
Do pezo da voraz melancholia.
Té mesmo a natureza tem mudado
A configuração, que eu d'antes tinha:
Vão-se augmentando os peitos, e tomando
Uma redonda fórma, como aquelles
Que servem de nutrir-nos lá na infancia.
D'outros signaes o corpo se matiza
Antes desconhecidos: alvos membros,
Lizos té'qui, mácula um brando pello,
Como o buço ao mancebo, é ave a pennugem.
Sobresalta-me d'homens a presença,
Elles, a quem té agora indifferente
Tenho com affouteza sempre olhado!
Ao vel-os o rubor me sobe ao rosto,
A voz me treme, e articular não posso
Sons, que emperrada a lingua não exprime.
Sinto desejos, que expressar me custa;
Amor... E como a idéa tal me arrojo?
Será talvez amor isto que eu sinto?"

(Excerto de Epistola III - Olinda a Alzira)

Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
50€

28 outubro, 2025

ÁVILA, Artur Lobo d' e MENDES, Fernando -
A VERDADEIRA PAIXÃO DE BOCAGE.
Romance historico sobre a vida do grande poeta. O Romance Popular. Lisboa, Secção Editorial de «O Seculo», 1926. In-8.º (200x14 cm) de [6], 236, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Romance histórico sobre a vida do grande vate setubalense. Obra folhetinesca, muito curiosa, impressa a duas colunas.
"Setubal, a famigerada «Cetobriga» dos antigos, fundada por Tubal - segundo as mais remotas lendas e velhas cronicas - cento e quarenta e cinco anos depois do diluvio, e que hoje vemos convertida numa das mais belas e adiantadas cidades de Portugal, era, ao começar o ultimo quartel do seculo XVIII, uma vila importante e laboriosa, já então com incontestaveis requisitos para a concessão daquele mais elevado fôro. [...]
No ano da era de Cristo de 1773, época em que se deram os factos que vamos narrar, Setubal era um dos mais frequentados portos portugueses. O Comercio do sal, do peixe, do vinho, bem como a exportação de frutas, em especial laranjas e limões, atraíam ao Sado numerosos navios nacionais e estrangeiros, tornando prospera a população setubalense, então computada em doze mil almas. [...]
Era no principio da segunda semana da Quaresma, e passava das quatro horas da tarde, quando um tipo classico de sacerdote, em trajo de passeio - chapéu de pêlo com aba larga, colarinho romano, ampla sobrecasaca, calção e botas de cano com sua borla caída na frente - vinha atravessando o largo da igreja então conventual e hoje paroquial de S. Sebastião.
Enfiando pela rua de S. Domingos, o correcto eclesiastico foi bater á porta duma casa onde hoje se vê uma lapide com a seguinte inscrição comemorativa:
«Nesta casa nasceu o insigne poeta Manuel Maria Barbosa du Bocage, a 15 de Setembro de 1765. Alguns dos seus conterraneos mandaram fazer este memoria no ano de 1864».
A criada da casa, assomando á janela de grade antiga, formada por grossos varões de ferro, exclamou:
- Ah! É vossa reverendissima, sr. D. João de Medina?
- Os teus patrões já vieram?
- Estarão a chegar... Como vossa reverendissima sabe, veem «por agua» de Lisboa á Moita; daí, aos Olhos  de Agua, e depois por Palmela até cá."
(Excerto do Prologo - I. O ninho setubalense)
Encadernação meia de pele com rótulo carmim e ferros gravados a ouro na lombada. Conserva a capa de brochura anterior.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Apresenta restauro na f. rosto, ante-rosto e 1.ª p. texto (do prefácio).
Invulgar.
30€

06 outubro, 2025

COLLECÇÃO D' EPISTOLAS : Eroticas e Philosophicas
. Paris. Em Casa de J. P. Aillaud, Quai Voltaire, 11. 1834. In-8.º (15,5x9,5 cm) de VIII, 80 p. ; E.
1.ª edição.
Obra composta pela conhecida epistola Pavorosa Illusão de Bocage, aqui impressa pela primeira vez, seguindo-se A voz da razão (em três epístolas) de José Anastácio da Cunha, também ele um "espírito livre", finalizando com a Epistola de Eloisa a Abeilard, versão livre de Colardeau sobre os versos de Pope, traduzida do francês por "J. da F" (José da Fonseca, o editor?), mas atribuída a Bocage por Inocêncio e Maria Luísa Malato Borralho (Borralho, O mito de Abelardo e Heloísa no poesia portuguesa de setecentos, in Revista da Faculdade de Letras «Línguas e Literaturas», Porto, XIX, 2002, pp. 267-286).
Ainda sobre a Pavorosa Illusão, com a devida vénia, reproduzimos excerto do trabalho de Cristina Marinho - Triunfos da Religião e da Natureza: discordia concors, in Leituras de Bocage, UP, 2007.
"Num género de tradição libertina europeia, a Pavorosa, conforme insinuantemente foi também conhecida, superava em divino erotismo muito do mero anticlericalismo bocageano culminando na caricatura do papa como “purpúreo fanfarrão, e papel sacrista”. Na verdade, Bocage aí identificará o Inferno com o “sistema de política opressora” que engendra estrategicamente o engano para manipular a Ignorância, convidando-a a reduzir as “propensões da natureza/ Eternas, imutáveis, necessárias” a “espantosos, voluntários crimes” aos olhos de um Deus opressor e vingativo que não existe, invenção atroz do “sanhudo ministro dos altares” que difunde “a peste do implacável fanatismo”, qual “bárbaro impostor”, instrumento dos “tiranos da terra”.
Edição ilustrada com bonitas capitulares e gravurinhas no texto.
"Sai pela primeira vez á luz publica a belissima epistola Pavorosa Illusão da eternidade do insigne poeta Manoel Maria Barbosa du Bocage, a qual «reforçada das culumnias de seua inimigos, o conduziu a gemer alguns mezes na cadeia de Lisboa, e nos carceres do tribunal da Inquisição, d'onde o redemiu a piedade, e valimento dos marquezes de Ponte-de-Lima, Abrantes, e Pombal, cuja protecção implorou em epistolas, que serão um eterno testimunho de seus talentos, e da sua desgraça.»"
(Excerto de Advertencia)

"Pavorosa illusão da eternidade,
Terror dos vivos, carcere dos mortos,
D'almas vãs sonho vão, chamado inferno;
Systema da politica oppressora,
Freio, que a mão dos déspotas, dos bonzos
Forjou para a boçal credulidade;
Dogma funesto, que o remorso arraigas
Nos ternos corações, e a paz lhe arrancas;
Dogma funesto, detestavel crença
Que envenenas delicias innocentes,
Taes como aqquelas que no ceo se fingem.
Furias, cerastes, dragos, centimanos,
Perpetua escuridão, perpetua chamma;
Incompativeis producções do engano,
Do sempiterno horror terrivel quadro
(Só terrivel aos olhos da ignorancia)
Não, não me assombram tuas negras côres:
Dos homens o pincel e a mão conheço.
Trema de ouvir sacrilego ameaço
Quem de um Deus, quando quer, faz um tyranno.
Trema a superstição; lagrymas, preces,
Votos, suspiros, arquejando espalhe;
Cosa as faces co'a terra, os peitos fira:
Vergonhosa piedade, inutil venia.
"

(Excerto de Pavorosa Illusão)

Encadernação meia de pele com rótulo negro e ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Aparentemente falta uma folha no início, "aparentemente", por ser "defeito" comum a outros exemplares, e o texto se encontar completo.
Raro.
Indisponível

28 fevereiro, 2025

SILVA, Padre Belmiro Coelho da -
A PADROEIRA DE PORTUGAL : na história e devoção de reis e poetas portugueses.
Com autorização eclesiástica. [S.l.], [s.n. - Invulgar - Artes Gráficas, Lda, Penafiel], 1998. In-4.º (24,5x17 cm) de 53, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Bonita monografia sobre a influência de Nossa Senhora na vida, trabalho e pensamento de insignes figuras da história nacional, política e literária, justificada com a menção de lendas e histórias da História dos nossos soberanos e poetas associados à devoção mariana.
Obra belíssima, de grande esmero e apuro gráfico, totalmente impressa sobre papel couché (encorpado), por certo com tiragem reduzida. Rara e muito interessante. Não vem mencionada na base de dados da BNP.
Ilustrada com 9 fotografias a cores, em página inteira, das imagens religiosas existentes na Igreja de Abragão, Penafiel, paróquia administrada pelo autor.
"Num ambiente profundamente religioso e mariano, qual foi o dos séculos X, XI e XII, não é de estranhar que o nosso primeiro monarca tenha sido também religioso e mariano. O que porém nos é lícito frisar é que a sua devoção à Mãe de Deus era deveras extraordinária.
Segundo rezam algumas Crónicas, D. Afonso Henriques fôra miraculosamente curado, na sua infância, por Nossa Senhora. Nascera com pernas encolhidas, "tolheito em guisa que todos diziam que nunca guarneceria nem seria para homem". Fôra entregue aos cuidados de seu aio, Egas Moniz, que "confiava em Deus que lhe poderia dar saúde". Aparecendo-lhe a Virgem Maria, ordenou-lhe que fosse a Cárquere e, num certo lugar, fizesse escavações até encontrar umas ruínas. Ali erigiria um altar em sua honra e nele colocaria o menino infante Afonso Henriques, que estava destinado conforme a própria lenda refere, a "destruir os inimigos da fé". Cumprindo o mandato, "prouve à Virgem Maria e ao seu bento Filho que o moço foi guarido e são". Foi em memória de tal acontecimento que se ergueu o Mosteiro de Cárquere."
(Excerto de III - A Devoção do nosso primeiro rei)
Índice:
Preâmbulo | Introdução | I - A particular eleição da Terra Lusa. II - Maria Santíssima nos primórdios da nacionalidade. III - A Devoção do nosso primeiro rei. IV - Durante a Primeira Dinastia portuguesa: A) D. Sancho I; B) D. Afonso II; C) D. Sancho II; D) D. Afonso III; E) D. Diniz; F) D. Afonso IV; G) D. Pedro I; H) D. Fernando. V - Crise da independência portuguesa. VI - Na época dos Descobrimentos. VII - Uma esplendorosa Era Mariana. VIII - O advento da República. IX - Fátima, Altar do Mundo.
Tempo de Poesia dedicado à Virgem Maria : a voz dos nosso poetas: 1.º - Luís de Camões. 2.º - Frei Agostinho da Cruz. 3.º - Gil Vicente. 4.º - Bocage. 5.º - Almeida Garrett. 6.º - Camilo Castelo Branco. 7.º - Antero de Quental. 8.º - João de Deus. 9.º - António Nobre. 10.º - Teófilo Braga. 11.º - Guerra Junqueiro. 12.º - Teixeira de Pascoaes. 13.º - Vitorino Nemésio. 14.º - Monsenhor Moreira as Neves.
Belmiro Coelho da Silva (1927-2024) ."Ordenado em 27 de setembro de 1953, em Carcavelos (Lisboa), como sacerdote da Congregação dos Missionários do Espírito Santo (Espiritanos), desempenhou sucessivamente as seguintes missões: Entre 1954 e 1958, Professor do Seminário Maior de Cristo Rei (Nova Lisboa, Angola), capelão dos Irmãos do Espírito Santo, em Angola; assistente da Mocidade Portuguesa e Professor de Religião e Moral, no Liceu; Assistente da Liga Intensificadora da Ação Missionária no Huambo (Angola). Em 1962 conclui o Curso de Sociologia em Roma. Em 1970, torna-se Superior da Missão Católica de Huambo. Em 1975 regressa a Portugal e desempenha a missão de professor no Colégio das Irmãs Beneditinas em Baltar. A 26 de maio de 1976 é nomeado pároco de Abragão, em Penafiel e em 1985, pároco de Vila Cova de Vez de Avis, também em Penafiel. Exerceu dois mandatos como membro do Conselho Presbiteral da Diocese. Por motivos de idade deixou a paroquialidade de Vila Cova em 2018 e de Abragão em 2019."
(Fonte: https://agencia.ecclesia.pt/portal/porto-faleceu-o-padre-belmiro-coelho-da-silva/)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico
Sem registo na Biblioteca Nacional.
75€

20 novembro, 2024

CLARO, Rogério -
O DRAMA DE BOCAGE.
Conferência proferida no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Setúbal, em 15 de Setembro de 1948. Setúbal, [s.n. - Execução gráfica da Escola Tipográfica do Orfanato Municipal de Setúbal - 1949], 1949. In-4.º (25x19 cm) de 28, [4] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Homenagem do autor a Bocage, o "poeta do Sado".
Bonita edição, impressa em papel de superior qualidade, ilustrada extra-texto com o retrato do vate setubalense.
"Na forma do ano passado, comemoramos hoje, com funda alegria, o nascimento, em Setúbal, de um dos seus filhos mais ilustres que foi também um das figuras mais destacadas das páginas literárias da Nação Portuguesa.
Este festa tem, simultâneamente, dois objectivos: o primeiro, prestar homenagem a quem foi, pelo seu génio, um grande e alto valor nacional; o segundo, unir espiritualmente em alto pensamento todos os que aqui nasceram ou aqui criaram fundas razão de amor."
(Excerto da alocução do Dr. Miguel Rodrigues Bastos, Presidente da CMS)
"Ao ler atentamente toda a obra poética de Bocage, uma pergunta imediata se formulou no meu espírito: Até que ponto foi a vida do poeta um aturdimento à angústia que o sufocava?
Poderá parecer estranho falar-se de angústia num homem que viveu tantas aventuras libertinas e que tantas vezes tem sido apresentado como um chalaceador optimista e brincalhão.
Mas o facto não pode ser negado, tal a evidência com que se nos apresenta: Bocage viveu um intenso drama e, se na literatura ocupa um lugar de acentuado relevo pela forma como soube exprimir os sentimentos vários que o agitavam, no campo da especulação filosófica a sua figura aparece-nos cheia de elevação moral."
(Excerto da Conferência)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e biográfico.
Indisponível

04 julho, 2023

AS MAIS LINDAS POESIAS LIRICAS DA LÍNGUA PORTUGUESA.
Compilação da A. Machado. Lisboa, Emprêsa Literária Universal, 1935. In-8.º (21 cm) de 77, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Capa muito bela de Alfredo Moraes (1872-1971).
"As poesias de reuni nêste volume foram compiladas entre alguns milhares delas; não direi que sejam as melhores, porém, pareceram-me serem as mais lindas, para o nosso espírito sentimentalista de poetas.
Eu quis quasi, formar com elas um cancioneiro de amor, e esta compilação, dará uma ideia exacta das produções dos nossos poetas e poetisas, alguns até ignorados do público que lê.
Se abusei em apresentar poesias de Camões, Bocage e outros, foi porque julguei não ser nunca demasiado torna-las conhecidas do leitor, que nem sempre pode consultar tantos livros como de maravilhas êste contém."
(Excerto do Prefacio)

"O antigo Portugal traja de festa
As galas juvenis d'antiga glória,
Brilham hoje os quarenta herois da história,
Que a história é tudo quanto emfim nos resta.

É tudo? Não! Oh pátria, que voz esta,
Por ti é Portugal sem vangloria
O luso coração sonha a vitoria
E a tua independência audaz protesta.

Já não flamejam teus balsões na frota
Que um novo mundo viu; enquebrantado
Por mil revezes, sim, não por derrota.

Mas, Portugal, ressurgirás honrado
Nas bandeiras leais de Aljubarrota,
Se um dia o nome teu fôr afrontado."

(Camilo Castelo Branco)

Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas cansadas, com falhas e pequenos defeitos. A f. ante-rosto foi "transplantada" do seu lugar habitual para depois da contracapa(?!). Assinatura de posse na capa anterior.
Muito invulgar.
15€

22 setembro, 2020

AMARAL, Eloy do - BOCAGE. Fragmento de um estudo auto-biographico. Por... Figueira, Imprensa Lusitana de Augusto da Veiga, 1912 [capa, 1913]. In-8.º (23,5 cm) de 40 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante peça bocagiana. Edição original, impressa na Figueira da Foz, deste curioso estudo biográfico e poético sobre Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765-1805), poeta árcade natural de Setúbal.
Ilustrado com um retrato de Bocage em página inteira.
"Ha sobre a vida, epoca e obra do glorioso Elmano, trabalhos d'um alto valor litterario e historico, como os de Rebello da Silva, dr. Theophilo Braga e Pinheiro Chagas, mas estes, além de serem muito extensos e largamente documentados, não são como o nosso, um estudo auto-biographico, onde quasi que exclusivamente aproveitámos os versos do poeta, conseguindo dar assim, em poucas paginas, uma synthese biographica d'essa extranha e complexa individualidade poetica do seculo XVIII, d'esse famoso vate tão sublime de inspiração e lyrismo, tão vibrante na satyra e no epigramma, incomparavel no soneto, e, como dissémos tambem em algumas linhas para acompanhar o retrato do genial bardo sadino, o mais legitimo representante do repentismo poetico nacional.
É sempre agradavel ter occasião de pôr em evidencia o estro fecundo e admiravel de Elmano, tanto mais que elle é ainda para muitos sómente o poeta chocarreiro dos botequins e dos terreiros dos conventos, o bohemio das arruaças, turbulento e audacioso, sempre em companhia de fidalgos estouvados e frades foliões, quando não apenas conhecido por simples brégeiro.
E é a mulher, a mulher por quem elle tinha um verdadeiro culto, que cantou com tanto enthusiamo, tão lindamente, tão apaixonadamente em estrophes d'oiro, ao som mavioso da sua lyra vibrante  de inspiração e sentimento, que mais conserva essa deploravel tradição e mais desconhece o cantor da emocionante e sentida historia da morte de Leandro e Hero!"
(Excerto do Preambulo)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com defeitos marginais. Assinatura de posse na 1.ª página de texto.
Raro.
Indisponível

14 setembro, 2015

BOCAGE – SONETOS ESCOLHIDOS. Lisboa, Edições Delta, 1921. In-16º (12cm) de 123, [1] p. ; il. ; E. 
Ilustrado com um retrato de Bocage em página inteira (reprodução de uma gravura de Bartolozzzi).
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do editor/prefaciador Da Cunha Dias - datada de Abril de 1921 - a Abel da Mota Veiga.
Bonita edição organizada pelo editor, Da Cunha Dias, que é também o autor da extensa nota biográfica de Bocage, que precede a obra em jeito de preâmbulo.
“Manuel Maria Barbosa du Bocage, nasceu em Setubal aos 15 de Setembro de 1765. […]
De muito novo, Bocage, revelou a sua marcada personalidade. Impetuoso, de repente – (andava ao tempo estudando) – com grande surpresa do pai, assentou praça no Regimento de Infantaria 7, de Setubal.
Tinha, então, 14 anos.”
(excerto do preâmbulo)

“Magro, de olhos azuis, carão moreno,
Bem servido de pés, meão na altura,
Triste de faxa, o mesmo na figura,
Nariz alto no meio, e não pequeno;

Incapaz de existir num só terreno,
Mais propenso ao furôr do que á ternura;
Bebendo em niveas mãos por taça escura,
De zelos infernais letal veneno;

Devoto incensador de mil deidades…
(Digo!, de môças mil) num só momento;
Inimigo de hipocritas e frades;

Eis Bocage, em quem luz algum talento.
Saíram mesmo dele mesmo estas verdades,
Num dia em que se achou… mais pachorrento.
"


(Soneto, pp 31)
Alberto da Cunha Dias (1886-1947). Cunha Dias - ou melhor, Da Cunha Dias, como sempre fazia questão de assinar o seu nome e passou a ser referido. Advogado, jornalista, polemista político, escritor e editor. Nascido em Sintra, em 1886, de uma família da classe média (o pai era notário), Cunha Dias entrou aos dez anos de idade para o Colégio Militar e aos vinte anos, em 1906, para a Universidade de Coimbra, onde o seu nome aparece ligado à greve estudantil de 1907. Foi uma das amizades mais duradouras de Fernando Pessoa, que a manteve durante mais de vinte anos. Em 1916 foi internado no Hospital de alienados Conde de Ferreira, no Porto, de onde fugiria cinco semanas mais tarde. Desta estadia e dos motivos que a tal haviam conduzido, aproveitou Cunha Dias para, nos anos seguintes, lançar duas campanhas jornalísticas com o intuito de “limpar o nome”, fazendo publicar inúmeros artigos e dando à estampa 2 livros. Em 1921 - ano também do seu regresso ao exercício da advocacia nos tribunais - Cunha Dias criou as Edições Delta. A editora publicou nesse mesmo ano diversas obras, entre as quais, uma edição dos sonetos de Bocage (Sonetos Escolhidos), de que também ofereceu a Pessoa um exemplar, com dedicatória de Abril de 1921 (Pizarro, Ferrari e Cardiello, 2010: 421) - este o livrinho que, segundo José Paulo Cavalcanti (2011: 676 e segs.), Pessoa teria no bolso do pijama, no Hospital de São Luís, quando morreu. Em 1934, foi Cunha Dias quem convenceu Pessoa a mudar o título do seu livro de poemas Portugal, depois publicado como Mensagem. Alberto da Cunha Dias morreu em 12 de Junho de 1947, com 61 anos. “Enfermo há bastante tempo, o último período da sua existência foi o desfecho de uma vida agitada e inquieta”, lê-se no necrológio que o vespertino Diário de Lisboa publicou no próprio dia da sua morte, salientando essencialmente, na vida de Cunha Dias, a sua actividade de polemista político e a exuberância da sua personalidade.
(Fonte: BARRETO, José, O mago e o louco: Fernando Pessoa e Alberto da Cunha Dias)
Encadernação cartonada com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
25€

04 setembro, 2013

SILVA, Luiz Augusto Rebello da – MEMORIA BIOGRAPHICA E LITTERARIA ÁCERCA DE MANOEL MARIA BARBOSA DU BOCAGE. Do caracter das suas obras e da influencia que exerceu no gosto e nos processos da poesia portugueza [e MEMORIA ACERCA DA VIDA E ESCRIPTOS DE D. FRANCISCO MARTINES DE LA ROSA]. Lisboa, Empreza da Historia de Portugal, 1909-1910. 2 vol. in-8º (18cm) de 176 p. e 175, [1] p. ; E. num único tomo. Obras Completas de Luiz Augusto Rebello da Silva
Biografia de Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765-1805), arcadista, considerado como um dos nossos melhores poetas, e depois de Camões, talvez o mais popular e celebrado de todos, e a biografia de Francisco de Paula Martínez de la Rosa Berdejo Gómez y Arroyo (Granada, 1787-Madrid, 1862), poeta, dramaturgo e político espanhol.
Luís Augusto Rebelo da Silva (Lisboa, 1822-1871). Foi um prolífico escritor, professor do Curso Superior de Letras (por recusa de Herculano) e homem público (sócio da Academia Real das Ciências desde 1854). Publicou abundantemente sobre Literatura, e fê-lo de acordo com os padrões da sua época: desde a diferença primacial entre Poesia e Prosa até aos géneros dominantes entre o público seu coetâneo (Romance e Teatro), não hesitou em escrever História literária e política enquanto se ocupava dos acontecimentos do quotidiano (estreias, óbitos), sempre atento às adjacências ainda hoje usuais (Jornalismo e Politica). As suas Obras Completas (41 vols., Empreza de História de Portugal, Lisboa), incluem também um estudo em três volumes sobre a Arcádia Portuguesa, uma Memória biográfica e literária acerca de Manuel Maria Barbosa du Bocage, bem como vários outros trabalhos em que a literatura é fundamental.”
Encadernação inteira de carneira com rótulos a vermelho e ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Ostenta pequenos orifícios de insecto junto à margem superior, ao longo do livro.
Invulgar.
Indisponível

10 maio, 2013

BOCAGE. Sua vida historica e anectodica. Trabalho de compilação pelo Dr. Carlos José de Menezes. Lisboa, Guimarães & C.ª, 1915. In-8º (19cm) de 101, [3] p. ; B.
Biografia e obra de Bocage.
Matérias:
Bocage
I. Seus primeiros annos e sua educação.
II. Sua entrada na vida. Suas primeiras desilusões.
III. Saída de Gôa, deportação para Macau e regresso á patria.
IV. Vida agitada - Seu amor á liberdade - Prisões.
V. A sua morte.
VI . O monumento a Bocage.
Sonetos, Satyras e Anecdotas
Versos e Anecdotas a tribuidas a Bocage
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Carimbo de posse na capa, f. rosto e 1ª p. texto.
Invulgar.
15€

25 outubro, 2011

CORREIA, Romeu - BOCAGE : crónica dramática e grotesca em duas partes e um prólogo. Lisboa, Editora Ulisseia, 1965. In-8º (18cm) de 160, [4] p. ; B. Coleccção Vária, 2.
Capa de Rocha de Sousa.
1ª edição.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Onde a vida do Elmano Sadino [Bocage] se transforma, pela arte de Romeu Correia, num magnífico espectáculo popular" (excerto da apresentação)
Bom exemplar; ex-libris de posse no verso do anterrosto.
Invulgar.
Indisponível

16 agosto, 2011

DOMINGUES, Mário - BOCAGE : A SUA VIDA E A SUA ÉPOCA : Evocação Histórica. Lisboa, Romano Torres, 1962. In-8º (19cm) de 398, [2] p. ; B.
Capa de António Domingues.
1ª Edição.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor. 
Apreciada biografia de Bocage da «Série Lusíada» da Colecção "Visão dos Tempos" da autoria de Mário Domingues.
"Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage (1765-1805) foi um poeta português, possivelmente, o maior representante do arcadismo lusitano. Embora ícone deste movimento literário, é uma figura inserida num período de transição do estilo clássico para o estilo romântico que terá forte presença na literatura portuguesa do século XIX."
Exemplar brocahdo em bom estado de conservação.
Invulgar.
20€

11 dezembro, 2010

BOCAGE, Manuel Maria Barbosa du - OBRAS ESCOLHIDAS DE BOCAGE. Prefácio e Notas de Hernâni Cidade ; Vinhetas e Ilustrações de Lima de Freitas. Lisboa, Artis, 1969-1971. 3 vol. in-fólio (31cm) de LV, [3], 606, XI, [3] p. (vol. I/II) e XIII, 179, [2] p. vol.(III) ; il. ; E.
Ilustrado com belíssimos desenhos de Mestre Lima de Freitas.
Edição monumental, de grande apuro gráfico, impressa em papel de qualidade superior.
Encadernação editorial com desenhos a seco e a ouro nas pastas.
Exemplares em bom estado geral de conservação. Lombadas algo desgastadas nos vols I e III; miolo irrepreensível.
Invulgar e muito apreciado.
40€