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04 julho, 2025

C. S. D. F.  -
MAIS MEIA PALAVRA SOBRE O PADRE
. Lisboa: Na Tipogr. de Antonio Rodrigues Galhardo, 1822. In-8.º (20,5x14,5 cm) de 10 p. ; B.
1.ª edição.
Folheto da autoria do Pe. José Agostinho de Macedo - que assina C. S. D. F. - a propósito de uma polémica que manteve com Nuno Álvares Pato Moniz, seu inimigo figadal.
"Meu Padre,
Ainda que naõ haja declarado até aqui todas as opiniões filosoficas sobre principios, e motivos dos actos humanos, parece-me, que que lhe vejo soffrer, e calar, que he mais Fatalista que outra cousa. Transpira nas suas acções, e no seu indiferentissimo silencioso a apathia Estoica, e por isso mesmo a fria resignaçaõ de hum Fatalista. - Os Fados nos levaõ, cedâmos aos Fados - dizia Seneca em hum dos Córos da Tragedia Eddipo. - Mudando de opiniaõ a seu respeito, depois que o ouvi, quiz vinga-lo dos ultrages gratuitos, que lhe tem feito vingança, ou mais depressa, a inveja impudente, e descarada de Pato, que naõ achou ainda modo de mostrar que os seus versos saõ bons, v. g. este da sua servilissima Ode Pindarica a Lord Wellington:
Desata, ó minha Clio, a tua trança,
Senaõ infamando-o a V. m. por pensamentos, palavras, e obras. Agora o considero por outro lado, para mim naõ só espantoso, mas lastimoso."
(Excerto do texto)
Exemplar desencadernado em razoável estado de conservação. Apresenta mancha no pé transversal a todo o opúsculo. Com escritos a lápis na f. rosto.
Raro.
Indisponível

18 setembro, 2024

F. J. Q. -
CARTA CONSTITUCIONAL, OU AVISO AOS ENCAUTOS, E REMEDIO PARA OS CORCUNDAS. Por...
Lisboa, Na Tipog. de R. J. de Carvalho, Livreiro aos Paulistas N.º 54 55, [1826?]. Com licença. In-8.º (16x11 cm) de [2], 23, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Elogio à Constituição de 1826, que o autor reputa de 'Religiosa, Cómoda e Precisa', explicando de seguida os três "pilares" que suportam o Documento. O final do livro é preenchido com um Soneto e uma Fábula relacionados com o assunto.
"A Constituição de 1822 foi aprovada em 23 de setembro de 1822 e esteve em vigor apenas até maio de 1823, quando se deu o golpe da Vilafrancada. No entanto, é uma marca do liberalismo português e será sempre uma referência para os liberais mais progressistas, conhecidos como vintistas. [...]
Após a morte de D. João VI sucedeu-lhe D. Pedro IV, imperador do Brasil. D. Pedro estava disposto a conciliar a sociedade portuguesa dentro do quadro liberal e avançou com um novo texto constitucional: a Carta Constitucional de 1826. Este texto era bastante mais moderado. Desde logo ele nasce da vontade real e não da legitimidade da Nação. A separação dos poderes é mantida, mas ao executivo, legislativo, judicial foi acrescentado um quatro poder, privativo do rei: o poder moderador."
(Fonte: https://ensina.rtp.pt/explicador/as-constituicoes-liberais-de-1822-e-1826-h64/)
Raro e muito interessante. Nada foi possível apurar acerca desta obra, nem do seu autor (José Agostinho de Macedo?), por ausência de referências. A Biblioteca Nacional não menciona.
"São, meus caros Compatriatas, tres as essenciaes caracteristicas, que parece deverem adornar a Constituição Politica de 1826; e vereficadas essas, nada nos resta a duvidar do pleno acolhimento, em que ella deverá ter em nossos Corações.
Religiosa, Commoda, e Precisa, eis o caracter, que eu vos passo a demonstrar existe em tal Constituição; e se possivel me fôr satisfazer com evidencia, perguntarei então, que outra desejarieis?
Nasceo o primeiro Ente, e pouco depois desgraçadamente experimentou as necessidades, e exigencias, a que, como vivente, se achava sujeito: conheceo tambem a fragil Constituição de que era formado, e por isso a pequenez de suas idéas, das quaes não devião absolutamente depender as suas acções; mas antes exigião, que huma mais sábia mão amparasse o contínuo desvario, a que a sua fraqueza o conduzia. Desde então pois vio este primeiro mortal a debilidade de suas forças, e a sua propagação observou os differentes sistemas de que se compunha, e vio por conseguinte engenhos de diversa presteza, e que naturalmente serião por isso de differentes capacidades, e varias propensões.
Desde este momento se conheceo que nos vindouros estas differentes Constituições devião ser redigidas por huma superior, que modificasse as exaltadas, e ampliasse as mais parcas, desde então, digo, se estabelecêrão homens prudentes, e dignos do Sagrado Cargo, que se lhe confiava, sem que até hoje Potencia alguma negasse a necessidade de semilhante Instituição; de sorte que, ou chamando-lhes Reis, ou Representantes da Nação os mesmos Filosofos antigos assim o julgárão, comparando-os com o Sol, Rei dos Planetas, e luz de todos elles..."
(Excerto de Carta Constitucional...)
Índice:
Censura, que a este opusculo fez o Reverendo Padre José Agostinho de Macedo, em virtude da qual teve a competente licença. | Prologo ao Leitor | Carta Constitucional ou aviso aos incautos, e remedio dos corcundas | Soneto | Fabula - O moxo enfermo.
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Com humidade transversal a todo o livro e falhas marginais, com maior incidência na última folha. Deve ser aparado.
Muito raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na BNP.
25€

30 maio, 2021

VALDEZ, Ruy Dique Travassos - A FIGURA DO PADRE JOSÉ AGOSTINHO DE MACEDO PERANTE A MEDICINA.
Por...
Lisboa, Oficinas Gráficas da Biblioteca Nacional, 1922. In-4.º (25 cm) de 42 p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante ensaio psicossomático sobre José Agostinho de Macedo. Retrato psicológico do conhecido padre polemista, com interesse histórico e biográfico. Por certo com tiragem restrita.
Ilustrado com um retrato de Macedo em extratexto.
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"O nome de José Agostinho de Macedo, a figura de que fazemos o objecto da nossa investigação, não é um nome obscuro entre os dos homens celebres de Portugal.
Vivendo numa época agitada por profundas lutas morais e politicas, quando todo o velho mundo social era abalado até aos seus alicerces pelo éco da Revolução Francesa e das doutrinas morais, sociais e filosoficas que ela representava, coexistindo com uma das mais violentas crises da nacionalidade portuguesa, José Agostinho de Macedo conseguiu ser uma figura de relevo suficiente para que a sua fama, flutuando sôbre todas as tempestades da sua época, chegasse até aos nossos dias como a duma mentalidade vigorosa e brilhantissima entre as do seu tempo. [...]
José Agostinho foi simultaneamente um lutador e um homem de erudição. Da primeira das nossas asserções é prova o tecido ininterrupto de celeumas e de hostilidades em que a sua vida decorreu e que êle atravessou, tendo por vezes na mão o zambujo do caceteiro, mas levantando sempre a cabeça serena do vencedor e do intelectual. [...]
A noção da existencia de anomalias mentais em José Agostinho é antiga.
Pelos da sua época frequentes vezes foi alcunhado de «louco», de «energumeno» e de outras designações peor soantes, que se umas vezes eram apenas o desforço das violentas injurias que José Agostinho como polemista nunca poupou a ninguem, eram talvez noutras ocasiões a expressão d'um facto estabelecido no espirito dos seus coetaneos, em face das anormalidades constantes do seu proceder. O proprio José Agostinho confessa êste facto com que quási todos os seus biografos concordam."
(Excerto do Cap. I)
Matérias:
[Preâmbulo]. | I - [Introdução]. | II - Innocencio Francisco da Silva - Dicionario Bibliographico Portuguez - T. IV - Pag. 183. | III - A época. | IV - [Análise médica do estudo]. I, Antecedentes domésticos: a) Condições familiares; b) Estada na familia. II. Antecedentes fisico-pessoais: a) Constituição fisica: b) O retrato. III. Sentimento e paixões: 1. Inclinações pessoaes: a) Instinto de conservação; b) Instinto sexual; c) Inclinações ligadas ás faculdades. (Vaidade, orgulho e amôr proprio). 2. Inclinações simpaticas: a) Amor da humanidade; b) Patriotismo; c) Sentimento de familia; d) Amizade; e) Amor. 3. Inclinações impessoaes: a) Amor da verdade e beleza; b) Senso moral; c) Sentimento religioso. IV - Carácter: a) Vontade; b) Emotividade; c) Sociabilidade; d) Faculdade de trabalho. V - Inteligencia: a) Memoria; b) Imaginação; c) Faculdades logicas; d) Linguagem. V - A psicose de José Agostinho de Macedo. | Bibliografia.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e pequenos cortes nas margens. Miolo correcto; páginas amarelecidas.
Raro.
25€

21 abril, 2020

MACEDO, José Agostinho de - REFLEXÕES CRITICAS SOBRE O EPISODIO DE ADAMASTOR NAS LUSIADAS, Canto V. Oit. 39. EM FÓRMA DE CARTA. AUTHOR... LISBOA: NA IMPRESSÃO REGIA. ANNO DE MDCCCXI. Com licença. In-8.º (16 cm) de 34, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso opúsculo do tratante padre panfletário, apoucando uma parcela dos Lusíadas, de Camões.
"Mandava aos seus Discipulos Quintiliano, que, quando ajuizassem de alguma parvoice, que escapasse aos mais abalisados Escriptores da antiguidade, o fizessem sempre com muita modestia, e circunspecção, lembrando-se sempre, que erão grandes Varões. Eu estaria por este Canon do Rethorico, se elle me provasse que os Varões antigos tinhão authoridade para descreverem impunemente os disparates que quizessem; e os Senhores Modernos querem que se observe esta regra, mostrem-me a razão, por hum Gigante ha de ter a liberdade de fazer huma parvoice, e não ha de ter liberdade hum Pigmeo de lhe dizer = Isto, Senhor Gigante, he huma parvoice. =
Vale."
(Introdução, A quem quizer ler)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
20€

03 abril, 2019

MONIZ, Nuno Álvares Pereira Pato - AGOSTINHEIDA : poema heroi-comico, em 9 cantos. Lisboa: Na Impressão de J. N. Esteves e Filho. Anno de 1833. In-16.º (11 cm) de 149 p. ; E.
Sátira ao poema Gama de José Agostinho de Macedo, inimigo figadal do autor, que proclamava ser esse seu poema de categoria superior aos Lusíadas de Camões.

"Eu, que, nos sons de Clio, ou nos de Eutér-
Ou já nos de Melpómene, cantava [pe,
Prazeres, e paixões, virtude, e gloria;
Agora, zombeteiro flauteando,
Canto o Camões da Rua da Bombarda
Que, d'Epico furor doudo varrido,
Poz do de Velho Camões a calva á-mostra,
Expondo aos Mares novamente o Gama. Deste furor as cauzas me revéla
Ó Deosa, ó Nynfa, ó Musa galhofeira;
Abre-me os Cofres teus, e entorna a-froxo
Aureas facécias que com mão profúsa
Soltaste outr'ora no Lutrin, no Hyssópe...
"

(Excerto do Canto I)

Encadernação coeva em meia de pele com cantos e ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação.
Raro.
45€

14 maio, 2018

MACEDO, José Agostinho de – AS PATEADAS DE THEATRO INVESTIGADAS NA SUA ORIGEM; E CAUSAS. Por… LISBOA: Na Impressão Regia. Anno de 1812. Com Licença. In-8.º (15cm) de 132 p. ; E.
1.ª edição.
Apreciada edição original desta obra do desbragado padre planfetário, e uma das mais curiosas da sua extensa bibliografia.
“Illustre sombra, fizeste rir, e triunfaste. A mais grave Nação da Europa gemia opressa debaixo dos irrisorios Fantasmas de andante cavalaria; tu a salvaste, pintando-lhe hum fantastico cavaleiro. A minha Nação geme opressa debaixo do pezo imenso de parvoíces theatraes, com o teu exemplo eu a procuro salvar. Dedico-te este ensaio, talvez não inferior aos prodígios do teu engenho. Se nele não te igualo, por certo ha entre as minhas, e tuas circumstancias grande analogia. Tu morreste de fome em Sevilha, e eu…"
(Excerto da introdução, Á sombra de Cervantes)
Encadernação coeva inteira de pele com rótulo e ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pastas esfoladas, com falhas de pele nas extremidades da lombada. Assinatura de posse no verso da 2.ª folha e um ou outro escrito no texto; sinais de humidade transversais a toda a obra.
Raro.
40€

26 março, 2018

OLAVO, Carlos - A VIDA TURBULENTA DO PADRE JOSÉ AGOSTINHO DE MACEDO. Lisboa, Livraria Editora Guimarães & C.ª, [1938]. In-8.º (19cm) de 284, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Biografia de José Agostinho de Macedo (1761-1831), padre malandro e patusco, panfletário, poeta e temível polemista, autor de algumas das mais belas peças da nossa literatura de 'escárnio e maldizer'.
"Será talvez curioso saber, para determinar a origem dêste meu trabalho, a razão porque pensei, escolhi e estudei a personalidade de José Agostinho de Macedo, velha figura literária com mais dum século de túmulo, quási esquecida, quási apagada nas sombras que a luz dos tempos vai deixando nos recantos da história.
Essa razão é simples. Um dia, há uns anos atrás, numa hora vertiginosa em que o jornalismo me tentou, tive a idéia de escrever um livro sôbre os jornalistas e panfletários portugueses... [...]
José Agostinho estava destinado a ser o primeiro da série, não só por motivos de ordem cronológica, mas ainda pela riqueza dos factores de reconstituição. E realmente, êle é uma das personagens mais interessantes da nossa história literária porque, além de polemista, foi poeta, prègador, epistológrafo, dramaturgo, crítico e dominou a sua época pela fôrça quási incrível da sua personalidade.
Acresce que é uma figura pitorescamente anedótica, envolvida de episódios, cortada de detalhes sugestivos, facetada de aventuras variadas, que se bem que pertencendo a um passado morto é susceptível de interesse e atenção dos vivos."
(excerto do preâmbulo)
Índice:
Preâmbulo. - A primeira aventura. - José Agostinho em Lisboa. - De convento em convento. - Expulso da religião. - Intermezzo. - Retrato. - Os amôres de José Agostinho. - Vida e idéias literárias. - Vida e idéias políticas. - Doença e morte de José Agostinho. - A posteridade. - Obras consultadas. 
Encadernação em skivertex com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva a capa de brochura frontal.
Exemplar em bom de conservação.
Invulgar.
15€

19 fevereiro, 2015

MACEDO, Jozé Agostinho de - SERMÃO NA FESTIVIDADE DA INSTITUIÇÃO DA REAL ORDEM DE SANTA IZABEL, CELEBRADA NA IGREJA DE S. ROQUE, NO DIIA 24 DE SETEMBRO DE 1805, ESTANDO PRESENTE A PRINCEZA HOJE RAINHA NOSSA SENHORA, SUAS ALTEZAS, A CORTE, &c. &c. &c. PREGADO POR... PRESBYTERO SECULAR, E PREGADOR DE SUA MAGESTADE. LISBOA, NA TYPOGRAPHIA ROLLANDIANA, 1819. Com Licença da Meza do Desembargo do Paço. In-8.º (14,5 cm) de 37, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Apreciado sermão do padre José Agostinho de Macedo. Pregado em 1805, apenas viria a ser publicado em 1819, como faz questão de referir no final JAM, "achava-se licenciado para a impressaõ desde 7 de Agosto de 1807; mas diversas circunstancias impediraõ até agora a sua publicaçaõ pela imprensa".
"Muito Alta, e Muito Poderosa
Princeza, e Senhora Nossa:
Descobrir, e admirar a virtude sentada em o Throno Portuguez, ou reconhecer e adorar a imagem desta mesma virtude em cada huma de nossas Soberanas, desde os principios desta Monarchia, he ajuntar hum brado aos testemunhos irrefragaveis dos Annaes, e Fastos do Imperio Lusitano. Estendo, e alongo a vista pelos seus limites, e em toda a parte vejo monumentos levantados á Religiaõ por aquellas mesmas mãos, que sustentáraõ o Sceptro."
(Excerto do sermão)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas com defeitos.
Raro.
Indisponível

04 maio, 2014

MACEDO, José Agostinho de - A SUA EXCELLENCIA LORD WELLINGTON, DUQUE DA VITORIA, GENERALISSIMO DOS EXERCITOS ALLIADOS PELOS SEUS INSIGNES TRIUNFOS, EM NOME DA NAÇÃO PORTUGUEZA. EPISTOLA, POR... LISBOA, NA IMPRESSÃO REGIA. ANNO 1813. Com Licença. In-8.º grd. (21,5cm) de 11, [1] p.
1.ª edição.
Homenagem de José Agostinho de Macedo a Arthur Wellesley, futuro Duque de Wellington.
"Julgo que a Nação toda está, e deve estar animada dos mesmos sentimentos de estima, e de admiração ao Grande Homem a quem em parte devemos a nossa gloria, e independencia, de que eu me vejo possuido. Constituo-me seu Interpetre nesta Epistola, dictada pelo mais sincero Patriotismo."
(preâmbulo)

"Que vossa invicta dextra, e a frente exornem:
Ella ante vós marchando, eis já debaixo
De vossos pés os Pyrinéos se aplainão.
Avançai, grande Heróe, que o Sena o pede;
Géla o temor a voz da liberdade
Na muda boca de milhões d'escravos;
Lá vos mostrão grilhões, e estão chamando:
Hide, o mesmo serei na Hesperia, e Gallia;
Tendes os Lusos que temer não sabem;
Tenddes Britannos cujo rosto austéro
Jámais enfia co'o temor da morte.
Não sei, não sei que vos reserva o Fado...
A injuria vingareis da Europa escrava.
Dizei do Pólo aos Esquadrões, que marchem;
Se ARTHUR lhes vai na frente, o Mundo he salvo."

(excerto do texto)

Exemplar desencadernado em bom estado de conservação. Selo e carimbo de biblioteca (2) na f. rosto. 
Raro.
Indisponível

28 fevereiro, 2014

D. MIGUEL I. OBRA A MAIS COMPLETA E CONCLUDENTE QUE TEM APPARECIDO NA EUROPA SOBRE A LEGITIMIDADE E INAUFERIVEIS DIREITOS DO SENHOR D. MIGUEL I. AO THRONO DE PORTUGAL. TRADUZIDA DO ORIGINAL FRANCEZ. (Terceira Edição mais correcta e accrescentada.). [Prefácio de José Agostinho de Macedo]. LISBOA: NA IMPRESSÃO REGIA. ANNO 1829. Com Licença. In-8.º (22,5 cm) de VIII, 144, [2] p. ; E.
Obra sobre a legitimidade de D. Miguel ao trono português. Traduzida por João de São Boaventura, a sua autoria é incerta, sendo atribuída ao Conde de Bordigné ou a António Ribeiro Saraiva (1800-1890), jornalista, poeta, lugar-tenente de D. Miguel e embaixador em Londres (1828-1834). Foi ainda o principal chefe político do miguelismo no exílio.
"Se no grande Quadro da Historia Politica das Monarchias houve huma Questão, que por si mesma se resolvesse sem outros socorros mais que a sua simples exposição, he por certo a Questão, que podemos chamar Européa sobre a Legitimidade do Muito Alto, e Muito Poderoso Rei o Senhor D. Miguel I. Morrêo o Senhor D. João VI: seu filho primogenito lhe deve succeder, e subir ao Throno, pelos direitos de herança, e da primogenitura. Esta he a ordem natural, e legal. Mas onde está este filho primogenito? Já não existe para esta successão. A Lei constitutiva da Monarchia quer, e determina que seja hum Principe natural deste Reino, isto he, requer o indigenato; elle se fez voluntariamente ao estrangeiro. A Lei quer, e determina que o Rei, que houver de succeder no Throno, exista, e permaneça neste Reino; mas elle se separou do Reino, e se fez independente, e protestou nada mais querer da herança por elle voluntaria, e solemnemente abandonada. Termos precisos da Questão. Faltão no que devia ser successor: 1.º a Naturalidade: 2.º a residencia pessoal. Está vago o Throno de facto, e de direito. Existe um segundo-genito, que se não desnaturalisou, e que existe neste Reino: nelle ha a naturalidade, nelle ha a permanencia, logo elle he o Rei legitimo."
(Excerto do Prefacio)
Contém reproduzido o JURAMENTO D’EL REI D. AFFONSO HENRIQUES, Pelo qual se confirma a gloriosa Apparição de Nosso Senhor Jesu Christo, acontecida ao mesmo Soberano (p. 116-119).
Encadernação cartonada, recente, com dourados gravados na pasta frontal.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Sem f. anterrosto, tendo portanto em falta a gravura que vem impressa no verso. Oxidado na f. rosto, com manchas de humidade nas últimas páginas do livro. Última folha (em bco) alvo de restauro tosco.
Muito invulgar.
Indisponível

28 junho, 2012

MACEDO, José Agostinho de - OS JESUITAS OU O PROBLEMA QUE RESOLVEO E AO MUITO ALTO, E MUITO PODEROSO REI O SENHOR D. MIGUEL I. NOSSO SENHOR CONSAGROU JOSÉ AGOSTINHO DE MACEDO. LISBOA: NA IMPRESSÃO RÉGIA. ANNO 1830. Com Licença. In-8º grd. (21,5cm) de 27 p. 
"O que os Jesuitas fizerão bem, os outros o podião tambem fazer. Concedo tudo, mas não o fizerão. Mas os Jesuitas fizerão algumas cousas não boas, concedo tudo; mas os outros ainda as fizerão peiores. A primeira asserção prova-se pelos factos indestructiveis, que apparecêrão, e que existem; a segunda prova-se pelos factos, que eu farei apparecer; e espalhados pela Historia, em esquadrão cerrado, elles viráõ advogar a Causa pendente dos Jesuitas." (excerto do texto)
Exemplar desencadernado em bom estado de conservação. A f. rosto apresenta restauro.
Raro. 
Indisponível

25 maio, 2012

MACEDO, José Agostinho de - ELOGIO HISTORICO DO ILLUSTRISSIMO E EXCELLENTISSIMO RICARDO RAYMUNDO NOGUEIRA, CONSELHEIRO D' ESTADO &c. &c. &c: por... LISBOA: Na Inpressão Regia. Anno 1827. Com Licença. In-8º (20cm) de 55 p. ; il. ; B.
Ilustrado no final do texto com uma bonita e invulgar gravura - figura masculina alada ajoelhada - sob a indicação "FOI ALLI SEPULTADO."
"Ricardo Raimundo Nogueira nasceu no Porto a 31 de Agosto de 1746. Professor, jurista e político, formou-se na Faculdade de Leis em 1765, exercendo advocacia no Porto até Novembro de 1772, data em que é chamado à Universidade de Coimbra para fazer parte do corpo docente na reformada Faculdade de Leis, onde permanecerá até à jubilação, em 1802. Faleceu em Lisboa, a 7 de Maio de 1827. Docente da Faculdade de Leis, foi designado, em Janeiro de 1790 para reger a primeira cadeira de Instituta e, em Abril de 1795, nomeado para a regência da cadeira de Direito Pátrio. Nomeado Bibliotecário da Livraria da Universidade, por carta régia de 13 de Março de 1798, desempenhou este cargo até Junho de 1802, altura em que foi nomeado Reitor do Real Colégio dos Nobres, em Lisboa. [...] Foi Deputado da Junta da Fazenda da Universidade, Cónego Doutoral da Sé de Elvas (1788), e da Sé de Faro (1791), Deputado da Inquisição de Coimbra (1789), Censor Régio do Desembargo do Paço, Conselheiro de Estado, membro do Governo do Reino (1810) e membro da Regência do Reino (1810-1820). Foi ainda sócio da Academia Real das Ciências e do Instituto de Coimbra e cavaleiro da Ordem de S. Tiago da Espada (1772)." (www.uc.pt)
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

07 abril, 2012

MACEDO, José Agostinho de – SERMÃO DO PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO, PREGADO NA SANTA IGREJA PATRIARCAL A 28 DE NOVEMBRO DE 1824. POR... ESTANDO PRESENTE O EM.ᵐͦ E R.ᵐͦ SENHOR CARDEAL PATRIARCA. LISBOA: NA IMPRESSÃO REGIA. Anno de 1824. Com Licença. In-8.º (14,5cm) de 44, [1] p.
1.ª edição.
Apesar de, reconhecidamente, ser um orador de mérito, e os seus sermões serem muito apreciados na época, não foram assim tantos os que foram dados à estampa.
"Algumas pessoas doutas, e pias, que ouvirão recitar este Discurso com religiosa attenção, me pedirão o publicasse já pela estampa separadamente, e sem esperar pela inteira collecção annunciada, e por não demorar o fructo, que os Fieis poderião, com a Graça de Deos, tirar da sua leitura, e meditação."
(Advertência do autor)
Exemplar desencadernado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

30 janeiro, 2012

MACEDO, José Agostinho de – OS BURROS. Introdução de Raúl Rêgo. Lisboa, Círculo de Leitores, 1993. In-8.º (20cm) de 237, [3] p. ; E.
Reedição de uma das obras mais apreciadas do polémico e conhecido orador, o padre José Agostinho de Macedo.
José Agostinho de Macedo (1761-1831). “Filho de um ourives, fez estudos em Lisboa e professou, em 1778, na Ordem de Santo Agostinho. Porém, o seu carácter turbulento e insubordinado e a extravagância da sua conduta valeram-lhe uma série de castigos que culminariam na sua expulsão da Ordem, em 1792. Manteve-se, contudo, no seio da Igreja como padre secular, tendo granjeado fama de bom pregador. Estudioso incansável e polemista temível, toma parte activa nas disputas entre liberais e absolutistas, mas nem sempre mantém a coerência das suas posições. A sua defesa do Portugal velho e dos ideais absolutistas proporcionou-lhe os favores dos poderosos e os cargos de pregador e cronista da Corte e, mais tarde, a direcção de jornais onde combateu incansavelmente os adversários. […]
Mas é na sátira Os Burros (1827) que a sua veia mordaz e pendor combativo adquirem a sua expressão mais conseguida, fazendo dela uma obra surpreendentemente actual e que ainda hoje se lê com prazer.”
(excerto da apresentação)
Encadernação cartonada do editor com sobrecapa policromada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito apreciado.
15€

03 janeiro, 2012

MACEDO, José Agostinho de - O NOVO ARGONAUTA; POEMA. Por... Plus ultra. LISBOA: Na Off. de Antonio Rodrigues Galhardo, Impressor do Conselho de Guerra, Anno de M. DCCC. IX. Com Licença da Mesa do Desembargo do Paço. Vende-se na loja de José Antonio da Silva, Livreiro á Praça da Figueira N.º 22. In-8.º (17,5cm) de VI, 34 p. ; E.
1.ª edição.
"A viagem do caíque BOM SUCESSO de Olhão ao Rio de Janeiro, em 1808, levando ao Príncipe Regente as novas da libertação do Reino do Algarve do jugo francês, inspiraram José Agostinho de Macedo a escrever um poema épico assinalando este feito náutico. Este poema foi objecto de uma primeira edição em 1809, ainda em pleno período das Invasões Francesas, e posteriormente, em 1825, de uma segunda edição, ainda em vida do seu autor."
(Fonte: www.revistademarinha.com)
Bonita encadernação recente toda de skivertex com ferros a ouro e a seco na capa.
Bom exemplar.
Muito invulgar e apreciado.
Indisponível

04 julho, 2011

MACEDO, Jose Agostinho de - O COUTO. POR... Mais lhe valia não ter nascido ! ! ! LISBOA: NA IMPRESSÃO REGIA. Anno 1815. Com licença. In-8º (15cm) de 151 p. ; E.
1ª edição.
"A ambiguidade e o arrojo são talvez a marca dominante da vida e da obra de José Agostinho de Macedo, nascido em Beja, em Setembro de 1761. Iniciou a sua carreira como frade da Ordem dos Gracianos (1778), de onde foi expulso (1792) − após quatro sentenças que lhe imputam crimes de apostasia, de furto, de fuga com arrombamento e outros delitos graves −, e terminou-a como “mercenário da palavra”, um autêntico líder de opinião ao serviço da Igreja. J. A. Macedo é um dos últimos redutos ideológicos das doutrinas absolutistas. Faleceu em 1831, na sequência de doença prolongada, mas sem nunca largar a pena." (Rita Correia, hemerotecadigital.cm-lisboa.pt)
"A Producção 36.ª de Couto he mais alguma cousa! He verdade, que, para se desprezar como huma inepcia, bastaria ver-lhe o Titulo: - « Regras da Oratoria da Cadeira. - Parece que tambem ha Oratoria do banco, Oratoria da tripeça, e tambem poderá haver Oratoria da Cadeira furada! - Que regras são estas da Oratoria da Cadeira? Vem a ser cousas tão disparatadas, tão heterogeneas, (Grego) que os homens do povo, quando as lem, deixão cahir os braços com o folheto, levantão os olhos, abrem a bocca, e depois de cabecearem hum pouco, dizem... Couto!!!..." (do 1º parágrafo da obra)
Esta obra de J. A. Macedo é a resposta ao folheto de António Maria do Couto - «Manifesto critico, analytico, e apologetico em que se defende o insigne vate Luiz de Camoes da mordacidade do discurso preliminar, que precede ao poema Oriente» - onde A. M. Couto tece considerações sobre o poema «O Oriente» da autoria do mesmo J. A. Macedo, que este pretendia melhor que «Os Lusíadas» de Camões. Nesta "resposta", José Agostinho de Macedo faz uso da sua verve costumeira e  ridiculariza A. M. Couto.
Encadernação inteira em percalina bordeaux com ferros a ouro na capa. 
Livro de grande interesse bibliográfico, em excelente estado de conservação; discreta rubrica de posse coeva no frontispício, à cabeça; conserva guardas de protecção simples, de época.
Raro.
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02 maio, 2011

O PADRE CONTRA O PADRE, HYPOCRISIA DESMASCARADA OU REFUTAÇÃO DO MANIFESTO, QUE O PADRE JOSÉ AGOSTINHO DE MACEDO FEZ Á NAÇÃO PORTUGUEZA. POR HUM LIBERAL. Lisboa, Em a Nova Impressão da Viuva Neves e Filhos, Anno de 1822. In-8º (19,5cm) de 34 p.
O autor desconhecido e liberal, aproveita este seu opúsculo para condenar as atitudes e pensamento do Pe. J. Agostinho de Macedo.
Inocêncio. Memórias Vida Intima de José Agostinho de Macedo: p. 311; Resposta de um liberal às criticas feitas pelo padre José Agostinho de Macedo no seu manifesto à Nação Portuguesa.
Raro.
Bom exemplar.
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