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10 outubro, 2026

MONTEIRO, José de Sousa - SANTO ANTONIO DE LISBOA.
Estudo de Historia e Critica. Por... Socio effectivo da Academia Real das Sciencias. Lisboa, Imprensa Nacional, 1895. In-4.º (25x15 cm) de 125, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Obra biográfica comemorativa do sétimo centenário natalício de Santo António de Lisboa.
Ilustrada com o retrato do Santo com o Menino, reprodução do quadro de Murillo (parte central) existente no museu de Berlim. Gravura de M. Diogo Netto.
"Ha pouco dizia a Don Locatelli de Padua o Pontifice que gloriosamente preside na Igreja universal: «Importa amar muito a Santo Antonio e procurar que os outros o amem. Santo Antonio não é só de Padua, é do universo inteiro». Tem este livro, de mais ambições que paginas, o expressivo proposito de fixar com a exacção possivel algumas das feições do engenho e da alma do grande portuguez."
(Excerto da Introdução)
José de Sousa Monteiro (1846-1909). "Nasceu na Praia (Cabo Verde) a 20 de agosto de 1846 e faleceu em Lisboa a 12 de outubro de 1909. Em Lisboa obteve o Curso Superior de Letras e o de Diplomacia. Foi diplomata, jornalista, escritor, deputado (1879-1882) e diretor-geral do Ministério das Finanças.
Pertenceu ao Instituto de Coimbra, foi comendador de Carlos III de Espanha e comendador de Leopoldo da Bélgica e recebeu ainda a Grã-Cruz da Ordem de Santiago.
Na Academia das Ciências de Lisboa foi eleito sócio correspondente da Classe de Ciências Morais, Políticas e Belas Letras a 5 de junho de 1884 e efetivo a 25 de junho de 1891. Desempenhou nesta Academia os cargos de Vice-Secretário (1896), Secretário-Geral (?-1909) e Presidente da Classe de Letras (1909)."
(Fonte: https://arquivo.acad-ciencias.pt/authorities/20134)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Muito invulgar.
15€

15 janeiro, 2023

SERTORIO, Carlos - O SANTO ANTONIO DO POVO.
Collecção de anedoctas, rifões, anexins e poesias relativas ao Santo, precedida de uma breve biographia authentica do Santo
. Lisboa, Livraria Internacional de Marcos Gomes, 1895. In-8.º (17 cm) de 83, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Narrativa romanceada - episódios e milagres - da vida de Santo António, o santo padroeiro da devoção popular lisboeta.
Livro muito curioso, publicado em ano de comemorações Antonianas, por ocasião do centenário natalício do Santo.
"Aos quatorze annos, tendo aprendido tambem a cantar, era Fernando de Bulhões considerado um musico distinctissimo.
Por essa edade succedeu com elle um caso, que foi depois considerado o seu primeiro milagre. Num dia, Fernando passava pela majestosa nave central da Sé, quando, sob aquellas sacrosantas abobadas, elle se sentiu irresistivelmente fascinado pelos negros olhos tentadores de uma formosissima judia. Esmagando o vil instincto da sua natureza humana, Fernando quiz logo triumphar da paixão que o devorava, e afastar do seu espirito aquella extraordinaria visão de mulher ideal, tentadora como a serpente. Para fugir da egreja, subiu a escadaria que conduzia ao côro, quando novamente surge a seu lado a seductora judia, fitando nelle um olhar adente, e, para outro mais fraco, irresistivel. Mas o piedoso Fernando, devia de resistir áquella mulher, que, sendo de tão diversa religião, só por tental-o penetrára no templo de Jesus Christo; e como assim se visse perseguido, traçou na lage da parede uma cruz com o dedo, invocando ao mesmo tempo o auxilio de Deus."
(Excerto da Biographia - Introducção)
Indice:
Biographia. | Musa popular. | Narrativa (poesia e prova varia): - Santo Antonio e a princeza; - Vigilia de Santo Antonio;  - Santo Antonio e a mulher sovada; - A afilhada de Santo Antonio; - As Ave-Marias da ermida; - O preto e o sachristão; - O galego e o poço. | Ditos e rifões. | Milagres: I - Da chuva; II - Do louco; III - Da judia; IV - Livramento do pai; V - Da torre; VI - Dos cabellos; VII - Do postilhão diabolico; VIII - Da agua a ferver; IX - Dos peccados escriptos; X - Da conversão dos hereges; XI - Do veneno; XII - Da jumenta; XIII - Do capão; XIV - Do falso cego; XV - Do paralyptico; XVI - Do menino; XVII - Do esmagado; XVIII - Do aleijadinho; XIX - Do rico avarento; XX - Da mulher parida; XXI - Dos peixes. | Notas. | Nota final.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e pequenas manchas. Lombada reforçada com fita.
Raro.
Indisponível

25 janeiro, 2021

LEITÃO, Joaquim - O ULTIMO MILAGRE DE SANTO ANTONIO
. Pôrto, [s.n. - Composto e impresso na Tipografia Leitão de Anjos & C.a, Limitada - Porto], 1935. In-8.º (20 cm) de XXVIII, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Apontamento biográfico do Santo com a inclusão de narrativas de milagres históricos a ele atribuídos, em edição bonita, cuidada, impressa em papel de superior qualidade.
"Poucas figuras portuguêsas atingiram a esfera augusta da universalidade como o nosso Santo António.
Simplesmente, de facto tão desvanecedor resulta a estranha consequência, neste caso, da dupla personalidade do Santo.
Para desprevenidos ha dois Santo-Antónios: um de Lisboa e outro de Padua, um gordo, outro magro, um familiar, outro escuitado doutor da Igreja, um Agostiniano outro Franciscano, um lendário outro histórico, um caseiro, frequentador de fontainhas, cantado pelas raparigas, outro solena, santificado pelos concilios, o milagrento e o erudito, o escolar e o mestre.
Qual dêles, o autentico?
Ambos. "
(Excerto de I, Santo Antonio de Padua ou de Lisboa?)
"Dentre os mais curioso milagres de Santo António conta-se o de assentar praça três séculos depois de morto, no 2.º regimento de Infantaria Portuguêsa.
Do prégador, do franciscano, do milagrento santo dos namorados, do místico que viveu para a pacificação e para a fé, fiseram os homens também um patrono militar. As suas façanhas como fosse o pôr em fuga uma divisão castelhana, na guerra da Restauração, os seus assinalados serviços de soldado razo promoveram-no a capitão com o soldo de dez mil reis por mês."
(Excerto de II, [Santo António Militar], O Ultimo Milagre)
"Recordemos três ou quatro [milagres], cada qual de seu aspecto e feitio.
Inda em Lisboa, descêra o sobrinho a congosta da Sé para ir bricar com os outros rapazes da sua igualha na «areia do mar». Quando a mãe acudiu, não dava o menino sinal de vida, afogado nas águas do Tejo. Pranteou-se a afligida mãe. Não querendo crer na desgraça, pediu que o levassem a seu irmão que era um Santinho e decerto o salvaria.
Santo António o tomou nos braços e «o mocinho foi são e salvo»."
(Excerto de II, [Milagres do Santo], O Ultimo Milagre)
Matérias:
I - Santo Antonio de Padua ou de Lisboa? II - O Ultimo Milagre.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Sem f. anterrosto.
Invulgar.
15€

09 junho, 2019

BESSA LUÍS, Agustina - SANTO ANTÓNIO. Lisboa, Guimarães, 1973. In-8.º de 318, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Biografia de Santo António, insigne pregador, Doutor da Igreja e padroeiro dos pobres e de quem sofre, reverenciado em Lisboa, venerado em Portugal e no estrangeiro.
"A primeira obra em que Agustina Bessa-Luís transpõe os caminhos da ficção, para se deter num personagem histórico.
Biografia conduzida pela meditação, Santo António é um livro como só um leigo pode escrever; nele a confidência do espírito serve de disciplina ao pensamento. Não é uma experiência convertida à curiosidade; é uma aproximação de antiquíssimos temas que o homem assumiu, degradou ou simplesmente materializou, ainda para não ser deles privado."
(Fonte: wook)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
30€

25 fevereiro, 2019

GRAVE, João - FOGUEIRAS DE SANTO ANTÓNIO : cantares. Porto, Livraria Chradron de Lélo & Irmão, L.da, 1920. In-12.º (13cm) de 106, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Dedicada pelo autor "Ás môças da minha terra - Para cantarem nas danças".
Interessante obra de João Grave, por ventura, das menos conhecidas da sua extensa produção literária.

"Não procures subir alto,
Modera as tuas canseiras:
Há, muitas vezes beleza
Mesmo nas ervas rasteiras

A pomba que tu me envias
Vem pousar à minha beira
Trazendo o beijo da paz,
Como um ramo de oliveira.

É um destino ditoso,
O das pombas, afinal!
Já fôram as mensageiras
No Dilúvio universal.
"

(I, II e III)

João José Grave (1872-1934). “Foi um escritor e jornalista português. Autor de obras de ficção, crónica, ensaio e poesia. Como jornalista chefiou a redacção do Diário da Tarde e colaborou nos jornais Província, Século e Diário de Notícias e em vários órgãos da imprensa brasileira. Foi director da Biblioteca Municipal do Porto e dirigiu o dicionário enciclopédico Lello Universal. A nível literário, esteve inicialmente próximo dos naturalistas, notando-se influências de Emílio Zola. Depois enveredou pelo romance de costumes.”
Encadernação simples, cartonada, com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Lombada cansada. Sem f. anterrosto.

Raro.
20€

23 janeiro, 2018

ROLIM, O. F. M., P. - CASA DE SANTO ANTÓNIO DE LISBOA (recordação). Lisboa, Editor: P. André de Araújo. - Capelão. 1934. In-8.º (16cm) de 56 p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Curiosa e pouco vulgar monografia Antoniana. Muito ilustrada com fotogravuras a p.b. dedicadas ao Santo.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas algo sujas, com pequenos defeitos.
Raro.
Indisponível

18 dezembro, 2017

GUIMARÃES, Oliveira (Abbade de Tagilde) - GUIMARÃES E SANTO ANTONIO. Publicação commemorativa do 7.º centenario. Guimarães, Editores - Freitas & C.ª, 1895. In-8.º (19cm) de 203, [5] p. ; B.
1.ª edição.
Importante monografia sobre a presença de Santo António no concelho de Guimarães.
"Guimarães, onde sob a invocação de Santo Antonio dos Milagres se venera uma das imagens, que a devoção piedosa tem aureolado de justificado renome e onde existem familias em cujas veias, parece, gira o mesmo sangue do santo, não deve ficar, nem fica, indifferente á celebração do setimo centenario natalicio do thaumaturgo portuguez. [...]
Esta publicação, em que aproveitei dos materiaes, que tenho reunido para a historia d'este concelho, as notas referentes a Santo Antonio, tem por fim fornecer o meu contingente, embora de somenos valor, para a solemnisação da festa nacional do benemerito santo, que tão grandemente nobilitou a região e a patria."
(Excerto da introdução, Ao leitor)
Indice:
Ao leitor. Do Convento de Santo Antonio da villa de Guimarães. Capellas de Santo Antonio. Altares de Santo Antonio. Irmandades de Santo Antonio. Noticias diversas. Appendice.
João Gomes de Oliveira Guimarães (Mascotelos, 29 de Dezembro de 1853 - Tagilde, 20 de Abril de 1912). "Mais conhecido por abade de Tagilde, foi um sacerdote católico, político e historiador português. Foi um dos pioneiros em Portugal dos estudos de história local e um dos principais especialistas portugueses em diplomática e epigrafia. Foi candidato a deputado, presidente da Câmara Municipal de Guimarães e regedor da Paróquia de São Salvador de Tagilde. Foi organizador da colectânea de documentos históricos Vimaranis Monumenta Historica e sócio distinto da Sociedade Martins Sarmento."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado, por aparar, em bom estado geral de conservação. Lombada e capas frágeis com defeitos e pequenas falhas de papel nas margens e nos cantos. Pequena mancha de tinta à cabeça, atinge as primeiras páginas do livro até se desvanecer.
Raro.
Com interesse histórico e regional.
Indisponível

27 novembro, 2017

ABREU, Bras Luis de - SOL // NASCIDO NO OCCIDENTE, // E // POSTO AO NASCER DO SOL. // S. ANTONIO // PORTUGVES. // LUMINAR MAYOR NO CEO DA IGREJA // ENTRE OS ASTROS MENORES NA ESPHERA DE FRANCISCO. // EPITOME HISTORICO, E PANEGYRICO // De sua admiravel Vida, & prodigiozas acçoens, // QUE ESCREVE, E OFFERECE // A' // SERENISSIMA, AUGUSTA, EXCELSA, SOBERANA FAMILIA // DA // CAZA REAL // DE // PORTUGAL, // CUJOS INCLYTOS NOMES, E COGNOMES SE FELICITAÕ, // & esmaltam com as Sagradas Denominações de // Franciscos, & Antonios. // POR MAÕ DO REVERENDISSIMO // ANTONIO TEIXEYRA ALVERES // Do Conselho de Sua Magestade, que Deos guarde, seu Dezembargador do Paço; // do Conselho Geral do S. Officio, Conego Doutoral na Sé de Coimbra, & Len- // te de Prima Jubilado nas duas Faculdades de Canones, & Leys, &c. // [POR] BRAS LUIS DE ABREU. // CISTAGANO, FAMILIAR DO S. OFFICIO. // EM COIMBRA: // Na Officina de JOSEPH ANTUNES DA SYLVA Impressor da Universidade; // & Familiar do S. Officio. // ANNO DE M. DCCXXV. [1725] // Com todas as Licenças necessarias, & Privilegio Real. In-4.º (28,5cm) de [32], 503, [2] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Biografia setecentista de Santo António.
Ilustrada no texto com bonitas capitulares, florões e vinhetas tipográficas, gravadas em madeira.
"A Prodigioza Vida de hũ Portugues Italiano; as memoraveis acçoens de hum Italiano Portugues; huma Historia Panegyrica de Sancto Antonio de Padua; he o que offerece aos Piedozos Devotos de Antonio, hum Devoto especial igualmente q dos Antonios, dos Piedozos. Jà aescreveraõ, entre outros muytos, os Boaventuras, os Antoninos, os Sedulios, os Rodulfos, os Mateos, Marianos, Florentinos, Uvadingos, Celenos, Barregios, Vitaes, Marcos, Conejos, ؏ Gonzagas. Mas com terem escripto tantos esta grande Historia, ainda està por idear a obra que vença a sua materia. Santo Antonio para tantos, implorado; he para nenhum, discorrido. Muytos o buscaõ, todos o achaõ, para o patrocinio; ninguem o acha tanto que o busca para a comprehençaõ. Deparador com couzas perdidas o cofessa o Mundo: huns perdem fe por elle, no que o veneraõ; estes ficaõ ganhados; outros com elle, no que discorrem; estes vaõ perdidos. O seu poder fas deparadas as couzas a quem o roga; a sua grandeza deixa parados os discursos de quem o elogia." 
(excerto do preâmbulo, A quem ler)
Brás Luís de Abreu (1692-1756). "Para rectificar e adicionar o pouco que Barbosa nos deixou acerca deste escritor, registarei aqui o resultado obtido das investigações quanto á pessoa e feitos daquele distinto medico português. Resultado, cuja maior parte se funda em documentos que ainda existem, sendo o resto havido em tradições conservadas nos próprios lugares; e parece portanto dever merecer toda a confiança. D'essas tradições consta que Braz Luis de Abreu fora exposto em Coimbra, e não nascido em Ourem, como diz Barbosa no tomo I assignando-lhe por pais Francisco Luis de Abreu e Francisca Rodrigues de Oliveira, e dizendo mais que ele nascera a 3 de Fevereiro de 1692. Alguém lhe forneceu os meios para cursar em idade própria o curso de medicina da Universidade, no qual chegou a formar-se, e não há dúvida em que exercera depois a clinica na cidade do Porto, pois que ele mesmo se intitula medico portuense no frontispício do seu Portugal Medico de que logo falaremos. Diz-se que na primeira idade, em um brinco de rapazes, perdera um olho, o qual substituiu depois por outro de vidro, feito com muita arte, provindo-lhe daí a alcunha de olho de vidro por que era conhecido em vida, e que ainda se conservou muitos anos depois da sua morte. Casou pelos de 1718 com D. Josepha Maria de Sá, natural de Viseu e filha do doutor Antonio de Sá Mourão, e dela houve cinco filhas e três filhos. Passados quatorze anos depois que viviam juntos, o marido e a mulher por motivos que totalmente se ignoram, convieram em separar-se. Se algum dos nossos romancistas actuais se resolvesse a tratar o assumpto, afigura-se-me que a vida deste nosso médico, com os curiosíssimos incidentes que ficam apontados, lhe dariam sobeja matéria para a fábrica de uma composição onde, mediante a lição dos escritos que nos restam de Braz Luis, poderiam fundir-se habilmente espécies mui interessantes, pare daí resultar obra de cunho verdadeiramente nacional. Sol nascido no ocidente e posto ao nascer do sol. Sancto António Portuguez. Epitome histórico e panegírico da sua admirável vida e prodigiosas acções. Coimbra, por José Antunes da Silva 1725 fol. - E por segunda vez, Lisboa, por José da Silva da Natividade 1754. 4.° de XXIV-461 pag. Possuo um exemplar d'esta segunda edição, desconhecida de Barbosa e de que o Sr. Figaniere também se não fez cargo na sua Bibliogr. Hist. Custou-me 600 réis. Os exemplares da edição de fólio regulam, creio, de 800 a 960 réis. O estilo desta obra é de um culteranismo requintado: superabunda em conceitos metafóricos, e está portanto bem longe de servir de modelo: mas não deixa de ser um livro curioso, e se alguém tiver a paciência de o ler todo, parece-me que não dará por perdido o tempo que nisso empregar."

(Inocêncio T. I, pp. 395)
Encadernação da época inteira de pele com as pastas trabalhadas.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Cansado. Apresenta restauros toscos coevos na pasta frontal e no frontispício. Com falha de papel menor no pé da f. rosto, sem perturbar a mancha tipográfica. Pequeno orifício, à cabeça, nas primeiras 5 folhas. Manchado de humidade, junto das margens, ao longo da obra. Pelo interesse e raridade a justificar limpeza e trabalho de restauro.
Raro.
Indisponível

10 fevereiro, 2017

VIEIRA, Padre Antonio - SERMÃO DE SANTO ANTONIO : Prégado Na cidade de S. Luiz do Maranhão, no anno de 1654. Pelo... [Santo Antonio e os Peixes]. Porto, Livraria Mesquita Pimentel - Editora, 1895. In-8.º (18,5cm) de VIII, 69, [3] p. ; B.
Edição comemorativa publicada por ocasião do 7.º centenário natalício de Santo António, reproduzindo um dos mais conhecidos sermões de Vieira - o celebrado Sermão aos Peixes, que tanta polémica provocou no Brasil, junto da comunidade portuguesa, acusada por Vieira de maltratar e utilizar os nativos como mão-de-obra escrava.
"O Sermão de Santo António foi pregado no dia 13 de Junho de 1654, na cidade de S. Luís do Maranhão, três dias antes de Padre António Vieira partir ocultamente para Portugal, para denunciar o modo como os índios estavam a ser tratados pelos colonos portugueses. Este sermão recebeu este nome por ter sido pregado no dia em que se celebra Santo António. Outra razão prende-se com o facto de Padre António Vieira tomar Santo António como modelo e, fazendo referência ao milagre dos peixes, tomar a decisão de imitar o santo português e, também ele, ir pregar aos peixes. Estes peixes são alegóricos, simbolizando as qualidades e os defeitos dos homens. Padre António Vieira aproveita ainda o sermão para tecer um enorme panegírico (elogio rasgado) a Santo António. A par e passo, é apresentado o exemplo de Santo António, ora em paralelo com os peixes elogiados, ultrapassando ele as virtudes desses peixes, ora numa posição antitética com os peixes criticados, por o santo apresentar as qualidades opostas aos defeitos desses peixes."
(fonte: pt.scribd.com)
"Corria o seculo XIII, quando na Italia e cidade de Arimino, banhada pelo rio Marecchia, appareceu um frade franciscano, de origem portugueza, prégando aos hereges. Chamava-se Antonio de Lisboa e sempre se revelára modêlo de oradores sagrados; prégava pela palavra e pelo exemplo.
A sua palavra, que sempre fôra lus a infiltrar-se na intelligencia, a afugentar as sombras da ignorancia, a illuminar os abysmos do erro, a queimar a teia do sophisma, a guiar no labyrintho dos escrupulo dos ouvintes, d'esta vez parecia incidir n'uma muralha de bronze. [...]
Tal era a cegueira de espirito e a dureza do coração dos habitantes d'aquella cidade. [...]
O ardor, porém, da sua fé, o zelo pela salvação das almas, o amor á Santa Egreja e a gloria de Deus não consentiam que a lingua se atasse e a voz emmudecesse, e portanto o humilde missionario dirigiu-se para a prai no ponto em que o rio se lança no mar, e ahi collocado começo a fallar aos peixes, como se fôra enviado da parte de Deus.
Rompeu o notabilissimo improviso pelas palavras:
«Ouvi a palavra de Deus, vós, ó peixes do mar e do rio, já que os herejes não querem ouvil-a»."
(excerto da introdução, Duas palavras)
"Enfim, que havemos de prégar hoje aos peixes? Nunca peior auditorio. Ao menos têm os peixes duas boas qualidades de ouvintes: ouvem e não fallam. Uma só coisa pudéra desconsolar ao prégador, qie é serem gente os peixes, que se não ha de converter. Mas esta dôr é tão ordinaria, que já pelo costume quasi se não sente. Por esta causa não fallarei hoje em céo nem inferno; e assim será menos triste este sermão, do que os meus parecem aos homens, pelos encaminhar sempre á lembrança d'estes dois fins.
«Vós sois o sal na terra». Haveis de saber, irmãos peixes, que o sal, filho do mar como vós, tem duas propriedades, as quaes em vós mesmos se experimentam: conservar o são, e preserval-o para que se não corrompa. Estas mesmas propriedades tinham as prégações do vosso prégador Santo Antonio, como tambem as devem ter as de todos os prégadores. Uma é louvar o bem, outra reprehender o mal: louvar o bem para o conservar, e reprehender o mal para preservar d'elle. Nem cuideis que isto pertence só aos homens, porque tambem nos peixes tem seu logar."
(excerto do Sermão)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, com manchas e pequenas falas de papel, a mais visível, no cantos superior esq. da capa.
Raro.
Indisponível

08 setembro, 2015

GLORIAS DE SETE SECULOS. Breve historia illustrada de Santo Antonio de Lisboa : 1195-1895. Commemoração do setimo centenario. Lisboa, Typographia da Companhia Nacional Editora, 1895. In-8º 818cm) de 142, [2] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Bonita edição biográfica de Santo António, produzida no colégio jesuíta de S. Fiel (Louriçal do Campo), publicada por ocasião da celebração do seu sétimo centenário natalício.
Ilustrada com 17 fotogravuras ao longo das páginas do texto.
"A razão de ser d'este livrinho, amigo leitor, bem na vês estampada no titulo.
E na verdade são as glorias que o tempo não soube esquecer nem deslustrar, que todo o mundo celebra este anno no setimo centenario de Santo Antonio de Lisboa. Não era razão que a nossa patria ficasse áquem das mostras de regosijo que lá vão por fóra; e assim um brado unissono se ergueu em todo o Portugal e de todos os portuguezes, sem que a nenhum assustasse o rude burel do humilde franciscano; e todos nos unimos para festejar este nosso compatriota, que honrou o paiz que lhe foi berço, não só com os dotes naturaes que Deus lhe deu e soube aprefeiçoar, mas muito mais com a santidade eminente que lhe mereceu o justo cognome de Santo. [...]
Tres partes tem a presente publicação: - Vida - Culto - e Milagres, - nas quaes verá o leitor por sua ordem, como Santo Antonio glorificou a Deus em sua vida, como os homens glorificaram e glorificam ao Santo, e finalmente, como Deus Nosso Senhor o glorificou tambem, distinguindo-o com o sello da divindade, que são os milagres."
(excerto do prólogo)
Encadernação em meia de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
25€

30 abril, 2015

BARATA, Antonio Francisco - SYNAXARIA : Fernando Martins de Bulhões (Santo Antonio). Com uma carta do Santo. Por... (Da Bibliotheca d'Evora). [Évora], Minerva Eborense de Joaquim José Baptista (Editor), impressor da Casa Real, 1895. In-fólio (31cm) de 41, [3] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Resumo biográfico da vida de Santo António.
Ilustrado em separado com uma gravura do Santo, cópia do quadro de Murillo.
"De Santo Antonio de Lisboa, do Santo do meu nome, do famoso thaumaturgo portuguez escreverei hoje synthetica vida.
No dia 15 d'agosto de 1195 nascera em Lisboa, em casas nobres junto á sé metropolitana, um menino, a quem seus paes baptisaram com o nome de Fernando.
Fernando Martins de Bulhões foi o segundo filho de Martim de Bulhões e de D. Thereza Taveira.
De crer é que aquelle Martim de Bulhões fosse descendente de algum Cruzado Francez, dos que, conjunctamente com os Inglezes, Famengos e outros ajudaram a D. Affonso Henriques na tomada de Lisboa, em 1147."
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas com defeitos nas margens; contracapa apresenta falhas de papel com alguma relevância.
Invulgar e muito apreciado.
Indisponível

05 março, 2015

AZEVEDO, Antonio Maria de Castro e - ACTO INTITULADO SANTO ANTONIO LIVRANDO SEU PAE DO PATIBULO. Composto por... Lisboa, Na Typ. de Mathias José Marques da Silva, 1868. In-4º (23cm) de 16 p. ; B.
Ilustrada com uma bonita vinheta do Santo na f. rosto.
Curiosa peça de teatro sobre a aparição salvadora de Santo António no momento de uma execução.
"Escurece o theatro, fazem muitos trovões horriveis, e depois apparece uma nuvem, na qual vem Santo Antonio, e a nuvem vem descendo.
Todos. Que é isto. Deus de Misericordia? Parece que os elementos nos querem tragar!  A terra abre fundas gretas, e o tempo escureceu.
Pousa a nuvem, desce Santo Antonio, e aclara o theatro.
S. Ant. Suspendei o cruel intento, que esse homem está innocente..."
(excerto da peça)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Raro.
Com grande interesse antoniano.
Peça de colecção.
Indisponível

25 dezembro, 2014

VIEIRA, Pe. António - SERMÃO // QUE PREGOU // O P. ANTONIO VIEYRA // da Companhia de JESU, na Igreja das Chagas, em // a festa que se fez a S. ANTONIO, aos 14. // de Setembro deste anno de 1642. // Tendose publicado as Cortes para o dia seguinte. // [Imagem do Santo em madeira] // EM COIMBRA, Com todas as licenças necessarias. // Na Impressaõ da VIUVA de MANOEL de CARVALHO // Impressor da Universidade: Anno de 1672. In-8.º (20,5 cm) de [2], 20, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Edição original deste apreciado sermão do Padre António Vieira, proferido no rescaldo da Restauração da Independência (1640), em clima de grande euforia e fervor patriótico, não sendo despiciendo o seu sentido político, dado o contexto da época, e as relações com Castela.
Os Sermões do Padre António Vieira impressos em separado são muito apreciados e procurados. Adicionalmente valorizado porque dedicado a Santo António, o santo da devoção nacional, que ultrapassou fronteiras continentais.
"A Arca do testamento (q assi lhe chamou Gregorio IX.) ao Martello das heregias (que este nome lhe deu o Mundo) ao defender da fê ao lume da Igreja, à maravilha de Italia, a hõra de Hespanha, a gloria de Portugal, ao melhor filho de Lisboa, ao Cherubim mais eminente da Religiam Serafica, celebramos festa hoje. Necessario foy que o advertissemos, pois o dia o nam suppoem, antes parece que diz outra cousa. Celebramos festa hoje como dizia, ao nosso Portugues Santo Antonio; & se havemos de reparar em circunstancias de tempo, nam he a menor difficuldade da festa, o celebrante hoje. Hoje? em quatorze de Setembro Santo Antonio? Se jà celebramos vniversalmente suas sagradas memorias em treze de Junho, como torna agora em quatorze de Setembro? Entendo que nam vem Sancto Antonio hoje por hoje, senam por amenham. Estavam publicadas as Cortes do Reyno para quinze de Setembro; vem Sancto Antonio aos quatorze, porque vem às Cortes. Como ha dias em que o Ceo està pella Coroa de Portugal, manda tambem seu Procurador o Ceo às Cortes do Reyno."
(Excerto do Sermão)
Encadernação inteira de percalina, com título e data gravados a seco em pele aposta e cozida na pasta frontal. Conserva capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito raro.

Peça de colecção.
Indisponível

06 setembro, 2014

MATTOS, Armando de - SANTO ANTÓNIO DE LISBOA NA TRADIÇÃO POPULAR (subsídio etnográfico). Porto, Livraria Civilização, 1937. In-8.º (19,5cm) de 206, [2] p. ; [1] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada com duas gravuras do Santo, uma das quais separada do texto.
"Razão tinha no século XVII o nosso padre António Vieira, quando dizia num dos seus famosos sermões, que os portugueses para tudo chamavam o auxílio de Santo António de Lisboa. Assim, prégava êle: «Se vos adoece o filho, Santo António; se vos foge o escravo, Santo António; se mandais a encomendas, Santo António; se esperais o retôrno, Santo António; se aguardais a sentença, Santo António; se perdeis a menor miudeza da vossa casa, Santo António;» e - com uma ponta daquele seu espírito observador e mordaz, dizia ainda - «talvez se quereis os bens da alheia, Santo António»!
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas com defeitos.
Invulgar.
Indisponível

31 maio, 2014

GUIMARÃES, Ribeiro - SUMMARIO DE VARIA HISTORIA. Narrativas, lendas, biographias, descripções de templos e monumentos, estatisticas, costumes civis, politicos e religiosos de outras eras. Por... [Lisboa], Rolland & Semiond [distrib.], 1872. In-8.º (20,5cm) de [6], 232, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Colectânea de artigos publicados pelo autor no Jornal do Comercio. Este é o primeiro de cinco tomos publicados.
"Repetidas instancias de muitas pessoas me resolveram a compilar os artigos de varia historia, que durante quinze annos tenho publicado no Jornal do Commercio. Esses artigos, que abrangem narrativas historicas, lendas, biographias, descripções de templos e de monumentos, relações de costumes civis, politicos e religiosos de outras eras, estatisticas, etc., formam um peculio copiosissimo de noticias do passado, colhidas não só nos livros, senão nos manuscriptos, sendo por isso ineditos muitos d'elles."
(excerto do prólogo)
Matérias:
- A Real casa de Santo Antonio. - Santo Antonio. - Santo Antonio Brigão. - Santo Antonio da Mouraria. -  Santo Antonio do Rato. - O Milagre dos santos. - Orgão novo. - Ainda a real casa de Santo Antonio. - A Velha Lisboa e as suas ruas. - O desacato e as obras de Santa Engracia. - A Egreja de Nossa Senhora dos Martyres. - Costumes e modas velhas. - A Batalha naval de Matapan. - Os Annuncios. - Duas commemorações. - A Lenda e casa de Nossa Senhora do Cabo. - O Lagarto da Penha. - O Titulo do duque de Coimbra. - O Imperador do Espirito Santo. - Historia da irmandade e da imagem do Senhor Jesus dos Passos da Graça.
José Ribeiro Guimarães (1818-1877). Jornalista e polemista português.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis, com defeitos.
Invulgar.
Com evidente interesse olisiponenese e antoniano.
Indisponível

18 março, 2014

PIMENTEL, Alberto - O LIVRO DAS LAGRIMAS (Legendas da vida de Santo Antonio de Lisboa). Lisboa, Livraria Editora Mattos Moreira & C.ª, 1874. In-8º (17cm) de 192 p. ; E.
1.ª edição.
Romance histórico alicerçado em episódios da vida do Santo.
"Na primeira metade do seculo XIII vivia em Serpa, villa situada na provincia do Alemtejo, um mercador abastado que, por naturalmente inclinado ao fausto, dispendeu em demasias esplendorosas o que nobres castellãos do tempo dos reis D. Sancho I e D. Affonso II, como eram os senhores de Lanhoso e Salzedas, de que nos falla Rebello da Silva no Odio velho não cança, não lograram pompear em sequito de pagens e cavallariços."
(excerto do texto)
Alberto Pimentel (1849-1925). "Escritor e jornalista. Publicou mais de duas centenas de obras, entre romances - sobretudo do género histórico -, crítica literária, crónica de viagens, monografias históricas, memórias, poesia e teatro. Nas suas obras deu predomínio aos ambientes e figuras características do Porto."
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros gravados a seco e a ouro nas pastas e na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

28 novembro, 2013

SAVIOTTI, Gino – SANTO ANTÓNIO. Tradução de Oliva Guerra. Lisboa, Parceria António Maria Pereira, 1944. In-8º (19cm) de 270, [2] p. ; B.
Biografia romanceada de Santo António.
Índice:
Primeira parte – A noite dos lôbos.
Segunda parte – Os filhos do demónio.
Terceira parte – Olho por ôlho.
Quarta parte – Flagelo de Deus.
Quinta parte – Video Deum.
Sexta parte – Doce Pádua.
Santo António – prólogo (para um filme).
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

09 setembro, 2013

HELMLE, Dr. Ervino – SANTO ANTÓNIO DE LISBOA. Lisboa, Pia Sociedade de S. Paulo : Porto, Livraria S. Paulo, 1955. In-8º (18cm) de 182, [2] p. ; [4] f. il. ; B.
Biografia de Santo António. Ilustrada em separado com 4 fotografias a p.b.
“Fronteira à Sé encontrava-se a residência do cavaleiro Fernando Martins de Bulhão, descendente dum cruzado flamengo, que, por ocasião da libertação da cidade de Lisboa do domínio mouro, ganhara justificada fama.
Teria este cavaleiro português relações de parentesco com o célebre Godofredo de Bulhão o primeiro rei de Jerusalém? Não o sabemos.
No ano de 1190, nasceu a Fernando Martins um filho a quem na Pia Baptismal da Catedral foi dado o nome de Fernando. Quem teria podido prever que esta criancinha viria um dia a ser conhecida no mundo inteiro como António de Pádua, ou como lhe chamam os portugueses, António de Lisboa?"
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Invulgar.
10€

29 junho, 2013

GANDARA, Alfredo de Oliveira - QUEM FOI SANTO ANTONIO DE LISBOA. Escorço biográfico, que acompanha uma carta atribuida ao insigne varão, o qual a teria escrito a seu pae, indicando o nome e a morada deste. Lisboa, Edição do Autor, 1931. In-8º (19cm) de 80 p. ; il. ; B.
Contém ilustrações de página inteira.
Biografia de Santo António.
"Apezar da vasta bibliografia nacional e estrangeira acerca de Santo Antonio, pode dizer-se que a figura do famoso taumaturgo ulisiponense por poucos portugueses é conhecida. O orador portentoso, em cuja boca a Sagrada Escritura e a opinião dos Santos Padres passaram, ora como inegualaveis canticos de amor a Deus, ora como fulminações tremendas dos erros dos homens, e sempre como uma florescencia inebriadora de saber, deu logar, no culto ingenuo do povo, ao santinho casamenteiro, que as moças suspirosas elegeram em seu advogado; á crença travessa, que se entretem a partir bilhas; ao apostolo pueril, que perde o seu tempo a falar aos peixes."
(excerto do prólogo)
Alfredo Ferreira de Oliveira Gãndara (1896-1979). Escritor e jornalista português, natural da Marinha Grande. Foi redactor de O Século e Director de Programas da Emissora Nacional. Como parlamentar participou na V, VI E VII legislaturas.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas com defeitos.
Invulgar.
10€

07 maio, 2013

ALMEIDA, Antonio Joaquim d' - VIDA E MILAGRES DO THAUMATURGO LUSITANO SANTO ANTONIO DE LISBOA. Reformada e illustrada com algumas reflexões evangelicas, e exposições religiosas: com a trezena e orações adoptadas pela Santa Egreja. Por seu humilde e reverente devoto... Com licença de S. Exc.ª o Snr. Bispo d'esta Diocese. 2.ª edição revista e emendada por J. V. P. de Carvalho. Porto, Livraria e Typ. de F. G. da Fonseca, 1866. In-8º (18cm) de 303, [1] p. ; [1] f. il. ; E.
Ilustrado em separado com uma gravura do Santo com o Menino, e ao longo da obra com bonitas e elaboradas capitulares.
Biografia de Santo António, santo padroeiro da cidade de Lisboa.
"A prodigiosa vida do Thamaturgo Lusitano, Santo Antonio de Lisboa, que piissimamente vos offereço n'este pequeno livro, não é uma obra scientifica, ou romance da moda, nem tão pouco uma imaginaria novella; é sim uma obra edificante e verdadeiramente christã, que nos põe ao facto das sublimes virtudes, de um Santo portuguez, o mais célebre e o mais distincto, que mereceu do Omnipotente Deus, o mais especial attributo de obrar os mais assombrosos prodigios: é a vida de um Justo, nascido em o nosso solo, e na nossa illustre capital..." (excerto da introdução)
Encadernação coeva em meia de pele com ferros a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Assinatura de posse nas folhas de anterrosto e rosto.
Invulgar e muito apreciado.
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