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08 junho, 2026

MELLO, Dr. Antão de - 
A IMBECILIDADE E A DEGENERESCENCIA NAS FAMILIAS REAES. A Hereditariedade, as suas taras phisicas, os estygmas intellectuaes da degenerescencia, perturbações nutritivas, a educação, o problema sexual, a loucura mystica, etc. Lisboa, Livraria Central de Gomes de Carvalho, editor, 1908. In-8.º (19x11 cm) de 106, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso trabalho "científico" sem ordem cronológica aparente: na primeira parte da obra, o autor discorre sobre várias famílias reais europeias, dos Romanov a Roma e a Júlio César, sendo a segunda parte dedicada, quase que exclusivamente, à realeza portuguesa, onde, na sua análise impiedosa, praticamente ninguém fica a salvo.
"O resultado de uma investigação scientifica não será, com certeza, tomado á conta de pessimismo, ou de ataque directo a qualquer classe.
Por contrario que possa parecer ao bom sentido, terá sempre uma parte de verdade. Ter-se-ha obtido por a experiencia e a reflexão sobre as experiencias, e se os individuos que hão experimentado e reflexionado, são normaes, conterá alguma coisa que deva poder acceitar-se por outros individuos normaes."
(Excerto do Preâmbulo)
A côrte portugueza, na primeira dinastia não sahiu de um estado semi-barbaro, oscilando entre a violencia da vida guerreira e a carnalidade dos prazeres animaes. Alternando o terror do inferno com o embrutecimento da sensualidade, e acabando n'uma positiva orgia de impudicia, tão desbragada que offendeu a curta castidade dos tempos."
(Excerto do Estudo)
Antão de Melo. "Foi um médico e escritor português, célebre pela autoria do polémico ensaio A Imbecilidade e a Degenerescência nas Famílias Reais (1908). Publicado no ano do Regicídio, procurou aplicar teorias médicas e genéticas da época para defender que as dinastias europeias se tinham degradado. Ele atribuía a decadência das famílias reais à endogamia, a taras físicas e a problemas hereditários. Ideologicamente alinhado com o pensamento republicano da época, Antão de Mello via o sistema monárquico como um obstáculo ao progresso, argumentando que a própria dinastia de Bragança era uma causa da decadência nacional." (IA)
Exemplar brochado, parcialmente por abrir, em bom estado geral de conservação. Contracapa apresenta pequena falha de papel à cabeça. Com etiqueta de biblioteca na lombada.
Raro.
35€

30 janeiro, 2026

A QUESTÃO DINÁSTICA - DOCUMENTOS PARA A HISTORIA.
Mandados coligir e publicar pela Junta Central do Integralismo Lusitano. Lisboa, Empresa Nacional de Industrias Graficas, Limitada, 1921. In-fólio (31,5x23 cm) de [4], 631, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Importante documento sobre a sucessão de D. Manuel II, último rei de Portugal, dada a recusa deste em conspirar contra o estado republicano, tendo em vista eventual restauração do regime monárquico. Com interesse para a história do movimento integralista português.
"Reunindo em volume todos os documentos oficiáis, referentes ao conflito aberto ha quasi dois anos, entre o Integralismo Lusitano e o Senhor Dom Manuel II que foi Rei de Portugal, serve-se apenas o proposito de actualizar e perpetuar os termos liais e exactos de uma questão politica, já hoje tão esquecida e deturpada nas suas razões fundamentais.
As pessoas de boa-fé que quiserem conhece-la ou recorda-la em toda a sua expressão de verdade, encontrarão neste livro os necessarios recursos para sua completa elucidação.
Essa questão politica está hoje morta e ninguém pode pensar em ressuscita-la. No entanto, publicando todas as peças do processo, algum serviço se presta á verdade e aos direitos da justiça daqueles que, em nome dos principios monarquicos e do interesse nacional que por eles se define, tiveram o doloroso dever de a provocar e a honra de a sustentar, obedecendo aos ditames da sua inteligencia e á sua dignidade de portugueses e de patriotas.
"
(Introdução - A quem ler)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Muito invulgar.
20€

30 julho, 2022

DIARIO DA JUNTA GOVERNATIVA DO REINO DE PORTUGAL.
Colecção completa (N.os 1 a 16 - 19 de Janeiro a 13 de Fevereiro de 1919). Reprodução zincográfica
. Porto, J. Pereira da Silva - Editor, 1919. In-8.º (21,5 cm) de [40] p. ; B.
1.ª edição em livro.
Edição fac-símile do Diario da Junta Governativa do Reino de Portugal, (15 números publicados + 1 número impresso, mas que não chegaria a circular), - orgão de informação do directório chefiado por Henrique de Paiva Couceiro que, com forças leais ao seu projecto político, havia proclamado a monarquia na cidade do Porto.
"A reprodução zincográfica do Diário da Junta Governativa do Reino de Portugal, constitui um dos elementos mais importantes para a história da restauração monárquica no Norte do país. Poucos conseguiram coleccionar até ao penúltimo número, e raríssimos até ao n.º 16, - que não chegou a ser distribuído - êste repositório interessantissimo de documentos históricos, onde a orientação dos restauracionistas mais vivamente se afirmou.
A impressão do Diário da Junta Governativa do Reino de Portugal, foi feita em três tipografias e em diferentes formatos: os n.os 1 a 3, na tipografia do jornal «A Pátria!», com a designação de «Tipografia Nacional», e os n.os 4 a 7, na «Tip. Mário Antunes Leitão», com as dimensões de 0m,47x0m,35, e os n.os 8 a 16, na «Empreza Gráfica A Universal», conservando estas últimas dimensões, excepção feita do n.º 16 (último) que tem 0m,45x0m,34."
(Introdução)
"A 19 de Janeiro de 1919, Domingo, foi proclamada no Porto a Monarquia, tendo como seu chefe Paiva Couceiro e muitos militares monárquicos, tendo esta proclamação sido seguida em muitos pontos do país, mas principalmente no Norte.
A Monarquia é restaurada no Monte Pedral, no Porto, onde as tropas monárquicas em parada ouvem a proclamação monárquica, lida por Satúrio Pires, fiel apoiante e grande amigo do capitão Paiva Couceiro. [...]
Às 17 horas, na sala de reuniões da Junta Geral do Distrito, tomou posse a Junta Governativa do Reino, com a presença do representante da Diocese do Porto, reverendo D. Teófilo Salomão, que receberia o juramento dos membros da Junta.
Foi então criado o Diário da Junta Governativa do Reino de Portugal. Neste jornal seriam publicados todos os decretos da Junta, reguladores da vida política, social e económica dos portugueses, fixando preços, feriados, o regime político, nomeações de oficiais e funcionários do estado, abolição do escudo, abolição do registo civil, requisição de veículos com «motor de explosão» e a regularização das relações com a Igreja. Num deles era publicado o decreto de abolição da República e recuperada a Carta Constitucional Portuguesa de 29 de Abril de 1826, e noutro era restabelecida como oficial a Religião Católica e Apostólica Romana."
(Fonte: Pereira, Pedro Marçal Vaz - Monarquia do Norte. A Guerra Civil entre Monárquicos e Republicanos : Onde Dois Governos Governaram Portugal Durante Três Semana, 2016)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Ex-libris de António Manuel Lobão de Mascarenhas no verso da capa.
Raro.
Com interesse histórico.
Peça de colecção.
Indisponível

20 janeiro, 2022

LANGHANS, Franz-Paul - O CHEFE
. Lisboa, [s.n.], 1936. In-8.º (16 cm) de 25, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Folheto propagandístico de apoio à causa monárquica. Raro e muito curioso. Publicado em plena fase de arranque do regime do Estado Novo, corporizado pela figura do Presidente do Conselho, António Oliveira Salazar, este opúsculo pretende comparar a República com a Monarquia, e mostrar os motivos pelos quais o "Chefe" dos dois sistemas que melhor serve a causa pública é o Rei, o Senhor Dom Duarte de Bragança.
Refira-se a título e curiosidade, que o autor, apesar das suas opiniões políticas, viria a ser um acérrimo defensor de Salazar, de quem viria a ser secretário particular - cargo que ocupou entre 1951 e 1961.
"A direcção superior do Estado - como a direcção de uma casa ou empreza - tem de sujeitar-se a certas condições e reger-se por determinados princípios sem os quais não pode cumprir com o encargo que sobre si tomou de administrar convenientemente os negócios públicos.
A experiencia política e os ensinamentos da história demonstram que nas diversas formas de governo umas têm mais recursos do que outras para empreenderem o bem da comunidade. [...]
Importa, pois, fazer a comparação dos dois sistemas para destacar bem as diferenças dos seus métodos e conceitos, provando pela naturalidade de um quanto de artifício existe no outro."
(Excerto da introdução - A arte de governar)
Matérias:
A arte de governar. | Primeira Condição - Estabilidade. Segunda Condição - Continuidade. Terceira Condição - Autoridade. Quarta Condição - Aliança permanente do Govêrno com o Povo. Quinta Condição - Existência de Grupos de valores organizados e disciplinados, aptos a fornecer ao Estado, dirigentes de prestígio e técnicos hábeis. Sexta Condição - Harmonia e homogeneidade de acção governativa obtida por intermédio de uma Direcção Única. | O Chefe - Atributos: 1. Sua determinação; 2. Sua preparação; 3. Sua independencia; 4. Suprema garantia: - Os interêsses vitais de nação coincidem com os interêsses vitais de Chefe e da sua família; 5. Os poderes do Chefe. | [Conclusão].
Franz-Paul de Almeida Langhans (1908-1986). Professor do liceu e do curso de Biblioteconomia e Arquivística da FLUL, conservador na Torre do Tombo, foi um entusiasta e defensor da história local. Secretário particular de Oliveira Salazar (1951-1961), depois quadro da FCG. Publicou inúmeras monografias históricas e estudos sobre religião. Colaborou intensamente no DHPJS com verbetes sobre diversas instituições político-administrativas.
(Fonte: https://dichp.bnportugal.gov.pt/tematicas/tematicas_hist_instituicoes_ii9.htm)
Exemplar em brochura, preso por agrafes, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico.
15€

08 dezembro, 2021

CORREIA, Palmira – DOM DUARTE DE BRAGANÇA. 
Um homem de causas - causas de rei. Prefácio de Teresa Costa Macedo. Fotografias de António Homem Cardoso. Lisboa, Dom Quixote, 2005. In-4.º (23,5 cm) de 135, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Livro ilustrado com fotografias a p.b.
Muito valorizado pela dedicatória autógrafa de D. Duarte Pio.
Entrevista da jornalista Palmira Correia. “Dom Duarte fala das causas que abraça, das suas ligações às casas reais europeias, das viagens, da infância, dos pais, do exílio forçado, das suas recordações da Suiça, onde nasceu, da sua passagem pelo Colégio Militar, e do seu tempo de tropa em Angola, ao serviço da Força Aérea Portuguesa. Timor, a democracia, a independência das ex-colónias, a defesa do ambiente, o mutualismo e os traços da cultura portuguesa no mundo são também alguns dos temas abordados neste livro. “ (Excerto da apresentação)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

20 agosto, 2020

O EMBARQUE : um dia na História de Portugal. Prefácio: D. Duarte, Duque de Bragança. Apresentação: João Marques de Almeida (Tibúrcio). Introdução: Jorge de Morais. Selecção e Notas: Manuel J. Gandra. [Ericeira], Acontecimento : Estudos e Edições, Ldª., [1992]. In-8.º (21 cm) de [4], 299, [1] p. ; il. ; B.
"Este livro é o mais completo trabalho documental, escrito e iconográfico, publicado até ao momento sobre este tema: o embarque da família real para o exílio." (wook).
Conjunto de testemunhos e depoimentos de personalidades que, directa ou indirectamente, estiveram envolvidos na fuga da Família Real para o exílio, a partir da Ericeira, rumo a Gibraltar.
Livro ilustrado ao longo das páginas do texto com desenhos e fotogravuras, bem como fac-símiles de missivas e correspondência relacionada com o assunto, na sua maioria em página inteira.
"O primeiro drama político da República foi, sem dúvida, o golpe por definição antidemocrático que lhe deu vida.
Recordemos que até à véspera do 5 de Outubro de 1910 o partido republicano não conseguira conquistar mais do que 7% do Eleitorado nacional.
Decidiu-se, então, pelo golpe... numa das mais liberais e democráticas monarquias da época. O embarque da Família Real, na Ericeira, foi, por outro lado, o primeiro drama humano (agravado alguns dias depois pelo decreto do Governo Provisório da República de proscrição para sempre da Família de Bragança) da implantada República.
Este livro é assim um testemunho de dois dramas."
(Excerto do Prefácio)
Índice:
Prefácio. | Apresentação. | Introdução. | I - Aires de Sá. II - Francisco Maria Pino da Rocha. III - D. Tomás de Mello Breyner. IV - José de Azevedo Coutinho. V - José Tomás. VI - Júlio Ivo: Inquérito feito em Mafra: Inquérito feito na Ericeira. VII - Tomás Joaquim de Almeida. VIII - Patrocínio Ribeiro. IX - José Jacob Bensabat: A verdade dos factos. X - José Camarate Carrilho. XI - Hilário dos Santos Pereira. XII - D. Manuel II. XIII - António Serrão Franco. XIV - João Jorge Moreira de Sá: Aclarando a verdade. XV - D. Amélia: Entrevista de Leitão de Barros à Rainha D. Amélia.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
25€

27 junho, 2020

MONTEIRO, J. P. Franco - AS DONATARIAS D'ALEMQUER. Historia das Rainhas de Portugal e da sua casa e estado. Com uma carta-prefacio por Oliveira Martins. Lisboa, M. Gomes - Editor : Livreiro de Suas Magestades e Altezas, 1893. In-8.º (19,5 cm) de XV, [1], 175, [5] p. ; E.
1.ª edição.
Interessante trabalho biográfico sobre as rainhas de Portugal.
"Outr'ora capital da Casa das Rainhas, villa predilecta das soberanas, que nas suas muralhas encontravam defeza leal, que nos seus montes e nos seus vergeis buscavam o desenfado da vida cortezã, é justo que essas memorias hoje sejam invocadas por quem nasceu no seu termo, por quem viu ao despontar da vida, as ruinas do velho castelo que Affonso Henriques tomou aos mussulmanos e que D. João I destruiu como padrão d'ingloriosas, ainda que valentes recordações!"
(Excerto da Advertência)
"Para sustento das suas consortes costumavam os antigos reis doar-lhes o rendimento de algumas villas, juncto a varias attribuições civis que variavam conforme a confiança que o soberano depositava na sua esposa.
Em 1188 Sancho I tencionou visitar a Palestina; na duvida de succumbir na empreza, doára a sua mulher a rainha D. Dulce os rendimento de Alemquer, Terras do Vouga, do Porto de de Santa Maria..."
(Excerto de A Casa das Rainhas (noticia summaria))
Índice:
Prefacio e advertencia. | A Casa das Rainhas. | D. Dulce. | D. Sancha. | D. Beatriz de Gusmão. | Santa Izabel. | D. Constança. | D. Leonor Telles. | D. Filippa. - D. Izabel de Lencastre. - D. Leonor d'Aragão. - D. Izabel de Lencastre. | D. Leonor de Lencastre. | D. Leonor d'Austria. | D. Catharina d'Austria. | O interregno dos Filippes. | D. Luiza de Gusmão. | D. Maria Francisca Izabel de Saboya. | D. Maria Sophia de Neuburg. | D. Marianna d'Austria. | D. Marianna Victoria de Bourbon. | Notas e documentos.
João Pereira Franco Monteiro (1870-1937). "Nascido no lugar de Cortegana, Alenquer, em 1870 e falecido em Lisboa em 1937. Foi político, jornalista, investigador histórico e genealogista. Miguelista, foi colaborador da Gazeta; diretor do jornal A Nação, orgão oficial do Partido Legitimista, até à sua suspensão, em 1914; comendador da Ordem de São Silvestre; proprietário da Quinta da Mourinheira, na Cortegana. Autor de As Donatárias de Alenquer, livro publicado em 1893."
Encadernação editorial em tela com ferros gravados a seco e a ouro na pasta anterior e na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
35€

02 janeiro, 2020

RANCINAN, Gérard - REIS SEM REINO. Tradução de Isabel Feijó. [Prefácio pelo Chefe da Casa Real Portuguesa, Dom Duarte Pio]. Lisboa, Chaves Ferreira, 1990. In-fólio (35 cm) de 143, [1] p. ; mto il. ; E. Colecção Histórias da História.
1.ª edição.
Exemplar da tiragem especial, numerada de 1 a 250, assinada por Sua Alteza Real, Dom Duarte, Duque de Bragança. O presente leva o n.º 180.
"Não será excessivo dizer-se que as pessoas reais, reinantes ou não, têm por cultura, também familiar, a defesa dos valores permanentes dos seus povos.
E é neste ponto que Reis Sem Reino revela o seu maior interesse, pois deixa claro que não há exílio nem outra pena que demova o rei do serviço da pátria, da defesa dos seua valores permanentes, isto é, da Tradição, das várias identidades (espirituais, culturais e ambientais) que constituem a identidade nacional."
(Excerto do Prefácio) 
Encadernação em tela revestida a seda, com ferros gravados a ouro e aplicação manual de uma gravura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Apresenta no entanto sinais de humidade, sobretudo nas derradeiras folhas, onde algumas páginas "colaram" resultando nalgumas falhas de papel.
Invulgar.
25€

29 setembro, 2018

ENTRE MORTOS. Carta inedita de Mouzinho de Albuquerque a Sua Alteza o Principe Real D. Luiz de Bragança. [Prefácio de Luís Gaivão]. Lisboa, Typographia "A Editora", 1908. In-4.º (25,5cm) de 14, [2] p. ; [12] p. fac-sim. ; B.
1.ª edição.
Oferta manuscrita (do prefaciador?) na f. rosto ao General Miguel Vaz Guedes Bacelar.
Inclui fac-símile da carta manuscrita de Mouzinho de Albuquerque para D. Luís Filipe, que pelas circunstâncias que rodearam as duas figuras, nunca viria a ser enviada. O primeiro, militar de prestígio, cometeu suicídio em 1902. O segundo, príncipe herdeiro da coroa portuguesa, seria assassinado no Terreiro do Paço em 1908, acto que ditaria o princípio do fim da monarquia em Portugal.
"Entre os papeis contidos na pasta relativa [a um livro projectado por Mouzinho sobre Moçambique] encontrava-se uma carta-dedicatoria a Sua Alteza o Principe D. Luiz Filippe, carta em que o Aio descreve ao seu Real Pupilo, com um enthusiasmo em que se vê palpitar a maior paixão da sual alma, o perfil ideal do Rei Soldado, nos grandes traços moraes da coragem, da firmeza, da abnegação e do sacrificio.
Era uma dedicatoria, mas era sobretudo uma licção. Offerecendo-lhe o livro em que narrava os ultimos factos que no meio da decadencia da patria, evidenciavam a persistencia das virtudes fundamentaes do soldado portuguez, Mouzinho apresentava ao Principe esse modelo humilde do soldado que, n'essa humildade, encerra as duas qualidades primarias do homem d'acção - saber mandar e saber obedecer."
(Excerto do prefácio)
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Capa com pequenos rasgões e falhas de papel nos cantos superiores.
Invulgar.
10€

28 abril, 2018

MELLO, Joaquim Lopes Carreira de - A LEGITIMIDADE OU A SOBERANIA NACIONAL EXERCENDO A SUA ACÇÃO NA CONSTITUIÇÃO DAS DYNASTIAS E FORMAÇÃO DOS GOVERNOS EM PORTUGAL DESDE A FUNDAÇÃO DA MONARCHIA ATÉ OS NOSSOS DIAS. Por... Lisboa, Typographia Universal de Thomaz Quintino Antunes, impressor da Casa Real, 1871. In-8.º (22cm) de [2], XII, 127, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Importante contributo para a história da monarquia e da legitimidade dos governantes ao longo da gesta nacional, com particular incidência para o período das Guerras Liberais. O autor utiliza a "introdução" da obra para zurzir na classe política - ministros e conselheiros de estado - que acusa de se aproveitarem da coisa pública para seu benefício.
"Não somos homem da politica militante, nem o queremos ser, mas nem por isso queremos deixar passar sem protesto nosso esses escandalos publicos, que fazem ferver o sangue aos homens de coração patriotico, e que detestam os especuladores politicos.
Concluindo esta, como synopse dos factos politicos do nosso paiz, diremos ainda, que na ordem dos mesmos factos se tem dado bastantes, com analogia intima com outros praticados no estrangeiro, donde muito mal tem sido importados, e que em presença d'elles, não ha governos e dynastias, que possam contar com uma estabilidade garantida em qualquer legitimidade, porque o que é hoje legitimo, amanhã é illegitimo. Isto não é d'agora, tem sido de todos os tempos, como vamos mostrar, com a exposição verdadeira dos factos historico-politicos, e como a soberania nacional tem exercido sempre sua acção sobre a legitimidade das dynastias e dos governos em Portugal, e d'aquelles, que tenham relação com os nossos."
(Excerto da introdução)
"O paganismo havia dado o ultimo suspiro na Hespanha, e o christianismo dominava em toda ella. Os sarracenos, auxiliados pela traição do Conde Julião, invadiram o nosso territorio, e victoriosos na batalha de Guadalete, em dois annos se assenhoream do paiz. Os povos opprimidos viam com mágoa intima a maior parte dos templos de Deus vivo transformados em mesquitas de Mafoma, dando culto á mais nefanda religião, e as meias luas ottomanas orgulhosas tremular nos castetellos dos principes christãos.
Á batalha de Guadalete sobreveio o infante D. Pelayo, da antiquissima familia dos hespanhoes cantabros. Este illustre principe se retira com as reliquias dos christãos ás montanhas das Asturias. Passado algum tempo, o principe famoso, o primeiro heroe da Hespanha do seculo VIII, projecta sacudir o jugo dos barbaros. Communica o seu intuito, e logo muitas e valerosas gentes se lhe reunem. No valle das Cangas é acclamado rei, pelo povo christão, e seu exercito, se exercito se póde chamar ás gentes de D. Pelayo. Aqui se estabeleceu uma legitimidade."
(Excerto do início do texto)
Exemplar brochado, por aparar, e por abrir, em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
20€

08 outubro, 2017

LEITÃO, Joaquim – OS CEM DIAS FUNESTOS (Processo e condemnação do ultimo presidente do conselho de 1910, Antonio Teixeira de Sousa, e do seu livro, «Para a Historia da Revolução»). Porto, Edição do Autôr, 1912. In-8.º (18,5cm) de XXII, 543 p. ; [1] f. desdob. ; E. Colecção Uma Epoca, IV.
1.ª edição.
Obra crítica da acção política e governativa pós-República. No prefácio, entre outras considerações, o autor desfere violento ataque a Teixeira de Sousa, o último Presidente do Conselho da Monarquia Constitucional, acusando-o de “facilitar” a revolução.
“[…] A incontestável, immediata causa do desterro da Monarchia appareceu, então, irrevogavelmente – a passividade consciente do ultimo Presidente do Conselho e Ministro do Reino de 1910. Passividade, e, demais a mais, consciente (como do decorrer d’este volume se provará) num homem encarregado da voluntaria missão de actuar para defender – chama-se traição. Sinceramente convencido do seu crime, abertamente o trato por traidor.”(Excerto do Prefácio)
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva a capa de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Pastas cansadas, com vinco no canto superior dto da pasta frontal.
Invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

30 setembro, 2017

ALBUQUERQUE, Antonio de - O MARQUEZ DA BACALHÔA : romance. Bruxelles, Editor-Antonio de Albuquerque : Imprimerie Liberté, 1908. In-8.º (19 cm) de 338, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Romance polémico. Trata-se de uma sátira à família real que deu brado e escândalo na época.

"Este livro causou ruìdoso sucesso. Dias antes do seu aparecimento, já era procurado com interêsse. Uma noite fez-se a distribuìção pelas livrarias enquanto o autor transpunha a fronteira. Alguns livreiros suspeitando, talvez, que o livro continha doutrina prevista pela célebre lei de 13 de Fevereiro de 1896, não o aceitaram, e outros o vendiam com precaução. Entretanto o gerente da Livraria Tavares Cardoso, Largo do Camões, expunha-o na montra. No dia imediato foi ali o agente da polícia, que apreendeu um exemplar do livro, voltando no seguinte a convidar o dito gerente a comparecer perante o Chefe Ferreira. Idêntico convite foi feito aos Srs. Joaquim Monteiro, gerente da Parçeria António Maria Pereira, José Pereira, sócio do livreiro José António Rodrigues, e Francisco José Gomes de Carvalho, a quem muitos supunham o editor, ou, pelo menos, que havia cedido a casa para a composição do Marquez da Bacalhoa. A autoridade inquiriu do número de exemplares vendidos e quem havia fornecido um para o Paço. Ouvidas as respostas, aconselhou a que custassem a venda, para o que confiava na probidade dos livreiros. Se porém não acatassem êsse convite mandaria proceder a buscas domiciliárias e apreensão de exemplares. Isto não obstou à continuação da venda clandestina.' na propalada e requestada obra contam-se 'as tropelias de um ministro 'Nunes' durante o reinado do 'Marquês da Bacalhoa', não sendo muito difícil descortinar a que personagens reais correspondiam os nomes postos no livro pelo autor, António de Albuquerque'. Tal exercício da referencialidade efectuou-o Vasco Pulido Valente no início de 1998, ao referir que as personagens são 'o Marquês (D. Carlos, na realidade, proprietário da Quinta da Bacalhoa), a Marquesa (D. Amélia), o conselheiro João Nunes dos Santos (João Franco), D. Álvaro de Luna (Mouzinho de Albuquerque), Maria de Silves (a Condessa de Sabugosa) e a Condessa da Freixosa (a Condessa de Figueiró, a famigerada Pepa Sandoval, amiga da Rainha)."
Encadernação cartonada com lombada em percalina gravada a ouro. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Sem f. anterrosto e restauro tosco na 1.ª p. texto. Apresenta dedicatória (não do autor) na f. guarda anterior.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

06 junho, 2017

FERREIRA-ROSA, João - FADO. É no Povo que vive esta Canção. Movimento da Democracia Real : M. D. R. : Agosto 1974. [S.l.], Edição do Autor, 1974. In-8.º (20,5cm) de 31, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Valorizada pela dedicatória autógrafa de Ferreira-Rosa a Lurdes Salvação Barreto.
Na sequência do recente golpe revolucionário de 25 de Abril de 1974, e a pretexto do Fado, o autor desenvolve um conjunto de reflexões políticas e históricas sobre a Monarquia e a República, e o movimento que integra - o Movimento da Democracia Real.
"Há quem sinta no Fado uma origem que quer esconder e de que se envergonha. Alguns sempre acharam o Fado uma canção ordinária e pouco recomendável. Será por ser do Povo? Por ser dos Fadistas?
Não pensem tanto em Fado. Pensem melhor!
Além dos Portugueses que cantam e sentem o Fado, há muita gente pelo Mundo que gosta de o ouvir e que o entende e lhe dá valor sem confundir o que na verdade é, com o que parece.
Gente que entende e sabe de gente."
(excerto do texto)
João Ferreira-Rosa (Lisboa, 16 de Fevereiro de 1937). "É um dos maiores expoentes de sempre do fado. De uma personalidade irreverente e monárquico assumido, João Ferreira-Rosa é um homem de fortes convicções que só os grandes possuem, facto facilmente detectável nos fados que canta e no modo como os canta. Os fados que interpreta falam essencialmente, mas não exclusivamente, da nostalgia dos tempos perdidos, de um Portugal já perdido e esquecido, das touradas e da tradição. Desde o início da sua adolescência que o ato de cantar se revelou ser uma forma excelente de escapar às praxes escolares dos seus colegas na Escola de Regentes Agrícolas de Santarém. A fama que ganha dessa forma valeu-lhe, aos 14 anos, a estreia em público no palco do Teatro Rosa Damasceno, com uma interpretação do «Fado Hilário», para uma festa de escola.O seu primeiro registo discográfico data de 1965, um EP que continha o «Fado do Embuçado», que se viria a revelar bastante popular. Composição singular, com música do “Fado Tradição” da cantadeira Alcídia Rodrigues e letra de Gabriel de Oliveira, é, sem dúvida, um dos mais incontornáveis em qualquer tertúlia fadista. O tema versa uma curiosa história de um embuçado que todas as noites ia ouvir cantar fados. Tendo um dia sido desafiado a revelar-se, eis que se descobre que o embuçado era o Rei de Portugal, que, após o beija-mão real, cantou o fado entre o povo. Para além deste fado, João Ferreira-Rosa imortalizou outros, como por exemplo: «Fragata (Fado Vianinha)»; «Triste Sorte (Fado Cravo)»; «Fadista Velhinho (Fado Lumiar)» ou «Fado Alcochete». Ainda nesse ano, adquire um antigo armazém no Beco dos Curtumes, no Bairro de Alfama, a que chamou a Taverna do Embuçado, espaço que viria a marcar várias gerações de fadistas nos vinte anos seguintes. Nos anos 60, adquire ainda o Palácio Pintéus, no concelho de Loures, onde grava, em 1996, o sublime «Ontem e Hoje», disco que inclui onze fados, todos eles gravados ao primeiro take. João Ferreira-Rosa, tal como Alfredo Marceneiro ou António dos Santos, tem uma certa aversão a estúdios de gravação e à comercialização do fado, preferindo cantá-lo entre amigos, como refere nos versos «Fado Alcochete»."
(fonte: www.fnac.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas oxidadas.
Invulgar.
15€

24 junho, 2014

A TRAGEDIA DE 1 DE FEVEREIRO. Noticia historica do attentado contra a Familia Real Portugueza. Lisboa, [s.n], 1908. In-8.º (22,5cm) de 15, [1] p. ; [4] f. il. ; B.
1.ª edição.
Opúsculo publicado pouco tempo após o regicídio. Relata as ocorrências do dia 13 de Fevereiro de 1908, desde a partida da Família Real de Vila Viçosa até à sua chegada ao Terreiro do Paço, culminando no assassinato, minutos mais tarde, do monarca português, o rei D. Carlos e o princípe herdeiro, D. Luís Filipe.
Ilustrado em extratexto com os retratos dos membros da Família Real: Sua Magestade El-Rei D. Carlos, Sua Alteza Real o Princípe D. Luis Fillipe, Sua Magestade a Rainha D. Amelia e Sua Magestade El-Rei D. Manoel II.
"Narremos os tragicos acontecimentos que vieram, manchar com sangue de monarchas portuguezes o livro brilhantissimo e aureolado da nossa historia patria onde ha paginas de epopeia e episodios grandiosos como em nenhuma outra. [...]
As carruagens partiram a trote pela rua occidental do Terreiro de Paço, e as differentes pessoas, que iam e vinham ao longo da arcada e pelos passeios, tiravam respeitosamente o chapeu, a que o rei correspondia conservando nos labios um sorriso attrahente, que a rainha imitava, inclinado a cabeça com a sua proverbial amabilidade.
Nada fazia prever a imminencia da catastrophe que segundos depois teria logar.
Quando o landau ia a descrever a curva para entrar na rua do Arsenal, n'esse momento, Buiça, um dos regicidas, affastou-se d'um kiosque de refrescos, que fica dentro das arcadas, tirou debaixo da gabão que vestia uma carabina Manlicher com que se munira, e sereno, com a maior tranquillidade, visou D. Carlos á sua vontade..."
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
20€
Reservado

01 março, 2014

FARINHA, Santos - NOS SUFFRAGIOS DA SENHORA DONA MARIA PIA. Oração funebre recitada na Egreja de Santa Izabel em 13 de julho de 1911. Lisboa, Parceria Antonio Maria Pereira, 1911. In-4º (25cm) de [2], 28, [2] p. ; [1] f. il. ; B.
Contém um retrato do autor em extratexto.
Homenagem fúnebre a D. Maria Pia de Sabóia, mulher do rei D. Luís I, rainha consorte de Portugal durante o seu reinado, e mãe do rei D. Carlos I.
"N'estes incisivos versiculos de Salomão resume-se a vida da Senhora Dona Maria Pia, constituindo o seu mais bello encomio, porque, ao mesmo tempo que nos encarecem os merecimentos e sublimes predicados da esposa dedicada e da mãe extremosissima, rememoramnos a mão generosamente dadivosa, repartindo quantiosas sommas pelos desgraçados, estendendo os seus braços para aconchegar os desvalidos e levantar o miseravel dos atros abysmos da indigencia e do desamparo. Justas são pois estas homenagens, preito devido á sua bondade, resumbre glorioso de todos os actos da sua vida; sagração embora despretenciosa rendida á memoria sempre abençoada d'essa figura suprema, em que refulgiram, n'uma quadra tam formidanda, as qualidades mais excelsas e os dotes mais proeminentes, que enaltecem afidalgam e engrandecem os peitos lusitanos."
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Ex-libris de Luís Pastor de Macedo no verso da capa.
Invulgar.
10€

28 fevereiro, 2014

D. MIGUEL I. OBRA A MAIS COMPLETA E CONCLUDENTE QUE TEM APPARECIDO NA EUROPA SOBRE A LEGITIMIDADE E INAUFERIVEIS DIREITOS DO SENHOR D. MIGUEL I. AO THRONO DE PORTUGAL. TRADUZIDA DO ORIGINAL FRANCEZ. (Terceira Edição mais correcta e accrescentada.). [Prefácio de José Agostinho de Macedo]. LISBOA: NA IMPRESSÃO REGIA. ANNO 1829. Com Licença. In-8.º (22,5 cm) de VIII, 144, [2] p. ; E.
Obra sobre a legitimidade de D. Miguel ao trono português. Traduzida por João de São Boaventura, a sua autoria é incerta, sendo atribuída ao Conde de Bordigné ou a António Ribeiro Saraiva (1800-1890), jornalista, poeta, lugar-tenente de D. Miguel e embaixador em Londres (1828-1834). Foi ainda o principal chefe político do miguelismo no exílio.
"Se no grande Quadro da Historia Politica das Monarchias houve huma Questão, que por si mesma se resolvesse sem outros socorros mais que a sua simples exposição, he por certo a Questão, que podemos chamar Européa sobre a Legitimidade do Muito Alto, e Muito Poderoso Rei o Senhor D. Miguel I. Morrêo o Senhor D. João VI: seu filho primogenito lhe deve succeder, e subir ao Throno, pelos direitos de herança, e da primogenitura. Esta he a ordem natural, e legal. Mas onde está este filho primogenito? Já não existe para esta successão. A Lei constitutiva da Monarchia quer, e determina que seja hum Principe natural deste Reino, isto he, requer o indigenato; elle se fez voluntariamente ao estrangeiro. A Lei quer, e determina que o Rei, que houver de succeder no Throno, exista, e permaneça neste Reino; mas elle se separou do Reino, e se fez independente, e protestou nada mais querer da herança por elle voluntaria, e solemnemente abandonada. Termos precisos da Questão. Faltão no que devia ser successor: 1.º a Naturalidade: 2.º a residencia pessoal. Está vago o Throno de facto, e de direito. Existe um segundo-genito, que se não desnaturalisou, e que existe neste Reino: nelle ha a naturalidade, nelle ha a permanencia, logo elle he o Rei legitimo."
(Excerto do Prefacio)
Contém reproduzido o JURAMENTO D’EL REI D. AFFONSO HENRIQUES, Pelo qual se confirma a gloriosa Apparição de Nosso Senhor Jesu Christo, acontecida ao mesmo Soberano (p. 116-119).
Encadernação cartonada, recente, com dourados gravados na pasta frontal.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Sem f. anterrosto, tendo portanto em falta a gravura que vem impressa no verso. Oxidado na f. rosto, com manchas de humidade nas últimas páginas do livro. Última folha (em bco) alvo de restauro tosco.
Muito invulgar.
Indisponível

18 maio, 2013

COELHO, F. J. Pinto - CONTEMPORANEOS ILLUSTRES. II : D. Fernando II de Portugal. Lisboa, Imprensa Nacional, 1878. In-8.º (21 cm) de 384 p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Biografia de Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, D. Fernando II de Portugal, rei consorte da rainha D. Maria II.
Trata-se do 2.º vol. de dois publicados nesta série Contemporaneos Illustres: o 1.º vol. foi dedicado ao estadista Fontes Pereira de Melo (1877).
Ilustrado com o retrato de D. Fernando II em extra-texto.
"O rei D. Fernando de Portugal conta actualmente sessenta e dois anos, e conserva ainda a mesma figura magestosa e sympathica de outr’ora.
Gosando da maior estima publica, póde affoutamente dizer-se – que não conta um só inimigo pessoal ou politico.
Nos teatros e outros logares publicos onde aparece, o rei-artista é sempre bem recebido pelo povo, costumado ha quarenta e dois anos a vel-o sempre risonho e alegre em toda a parte!
[…]
Eis finalmente o homem illustre, a quem Portugal tanto deve, e que devemos venerar como justamente o merece, visto que em 1870 soube zelar tão bem a honra, independencia e a liberdade da pátria, quando o plano do governo de Prim era adoptar para a peninsula ibérica a união de Hespanha e Portugal á similhança do imperio austro-hungaro, e do reino da Suecia e Noruega.
O rei D. Fernando II de Portugal, n’uma palavra, é um dos principes mais esclarecidos e bemquistos da Europa, um completo homem d’estado e o prototypo do perfeito cavalheiro."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas ligeiramente oxidadas.
Invulgar.
Indisponível

30 março, 2013

CORPECHOT, Lucien – SOUVENIRS SUR LA REINE AMÉLIE DE PORTUGAL. Paris, Pierre, Lafitte & Cie, 1914. In-8.º (19cm) de 302, [2] p. ; [1] f. il. ; B.
1ª edição.
Versão original, em francês, publicada pela primeira vez em 1914.
Ilustado em extratexto com um retrato de corpo inteiro da Rainha D. Amélia com a sua assinatura fac-similada.
Memórias da última rainha de Portugal. Importante contributo para a compreensão do período histórico que antecedeu o regicídio e que conduziu à instauração da República.
“Les portes de l’Arsenal se referment sur la voitures sanglante. Il a suffi de quelques secondes pour que le plus épouvantabe drame soit consommé, pour qu’aux yeux de cette femme, de cette mère, de cette Reine transpercée d’une multiple douleur, la face du monde se trouve changée…”
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse na 1.ª f. (em bco) e na f. anterrosto.
Invulgar.
Com interesse histórico.
20€

23 fevereiro, 2013

LEITÃO, Joaquim - A ENTREVISTA. Sem santo nem senha. Porto, Ediçao do Auctor, 1913-14. In-4º (24cm) de 315, [3] p. ; il. ; E.
Colecção (completa) de 20 folhetos - do nº 1 (30 Out. 1913) ao nº 20 (8 Mai. 1914).
Periódico semanal de pendor monárquico.
Contém entrevistas com personalidades do meio cultural, literário e político sobre o estado da nação, nos tempos conturbados que se seguiram à instauração da República.
Encadernação em meia de pele com ferros a ouro na lombada. Apresenta desgaste de manuseio e falhas de pele na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação.
Invulgar.
Indisponível

16 fevereiro, 2013

ALBUQUERQUE, José Victorino de Sousa - ALLOCUÇÃO : proferida no acto da inauguração do retrato de S. M. El-Rei Senhor D. Manoel II no regimento de infantaria n.º 16. Por... Major do mesmo regimento. 29 de abril de 1909. Lisboa, Typographia da Cooperativa Militar, 1909. In-4.º (23cm) de 30, [2] p. ; B.
1.ª edição.
"Rei forte temos nós, para garantia das prosperidades e bem-estar de que necessitamos, e um Rei forte fortalece a fraca gente. O nosso amado Soberano, porém, não só possue força de vontade, mas tambem magnanimidade de coração, que vibra sempre aos impulsos da philantropia e da clemencia ou perante os infortunios do seu povo. A divisa adoptada pelo percursor dos nossos descobrimentos maritimos encarnou-se em D. Manoel, que em todos os seus actos e propositos revela o Talent de bien faire; e até parece receber suggestões do Rei Saudoso, pela espontaneidade com que acorre a enxugar lagrimas e a suavisar dôres e sofrimentos."
(excerto do discurso)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas com defeitos; selo de biblioteca na capa; carimbo da biblioteca do Regimento de Infantaria n.º 3 na f. rosto.
Invulgar.
10€
Reservado