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29 setembro, 2018

ENTRE MORTOS. Carta inedita de Mouzinho de Albuquerque a Sua Alteza o Principe Real D. Luiz de Bragança. [Prefácio de Luís Gaivão]. Lisboa, Typographia "A Editora", 1908. In-4.º (25,5cm) de 14, [2] p. ; [12] p. fac-sim. ; B.
1.ª edição.
Oferta manuscrita (do prefaciador?) na f. rosto ao General Miguel Vaz Guedes Bacelar.
Inclui fac-símile da carta manuscrita de Mouzinho de Albuquerque para D. Luís Filipe, que pelas circunstâncias que rodearam as duas figuras, nunca viria a ser enviada. O primeiro, militar de prestígio, cometeu suicídio em 1902. O segundo, príncipe herdeiro da coroa portuguesa, seria assassinado no Terreiro do Paço em 1908, acto que ditaria o princípio do fim da monarquia em Portugal.
"Entre os papeis contidos na pasta relativa [a um livro projectado por Mouzinho sobre Moçambique] encontrava-se uma carta-dedicatoria a Sua Alteza o Principe D. Luiz Filippe, carta em que o Aio descreve ao seu Real Pupilo, com um enthusiasmo em que se vê palpitar a maior paixão da sual alma, o perfil ideal do Rei Soldado, nos grandes traços moraes da coragem, da firmeza, da abnegação e do sacrificio.
Era uma dedicatoria, mas era sobretudo uma licção. Offerecendo-lhe o livro em que narrava os ultimos factos que no meio da decadencia da patria, evidenciavam a persistencia das virtudes fundamentaes do soldado portuguez, Mouzinho apresentava ao Principe esse modelo humilde do soldado que, n'essa humildade, encerra as duas qualidades primarias do homem d'acção - saber mandar e saber obedecer."
(Excerto do prefácio)
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Capa com pequenos rasgões e falhas de papel nos cantos superiores.
Invulgar.
10€

11 setembro, 2017

DIA DA CAVALARIA PORTUGUESA : 21 de Julho (aniversário da Batalha de Macontene). [S.l.], [s.n. - Composte e impresso na Tipografia da L. C. G. G., Lisboa], 1961. In-8.º (16cm) de 21, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Opúsculo biográfico de Mousinho de Albuquerque, publicado por ocasião da elevação de Mousinho a Patrono da Cavalaria Portuguesa, sob os auspícios da propaganda do Estado Novo. Descreve os seus feitos militares - os combates que travou, e as vitórias que alcançou em Moçambique, na última década do século XIX.
Ilustrado com um retrato de Mousinho de Albuquerque.
"Em 15 de Dezembro de 1895, sai de Lourenço Marques para assumir o seu novo cargo [de Governador do Distrito Militar de Gaza] , dirigindo-se dali directamente, em reconhecimento e acompanhado por uma ligeira força de cerca de cinquenta homens, sobre a região de Languene, a fim de obter informações acerco do paradeiro do famoso Régulo Gungunhana, chefe da revolta contra a Soberania Portuguesa. Obtidas aquelas informações, o Capitão Joaquim Mousinho dirige-se resolutamente a Chaimite, que atinge em 28 de Deaembro de 1895, depois de penosas marchas; entra imediatamente, sem hesitações, no acampamento inimigo, onde se encontravam mais de três mil guerreiros negros, armados e equipados, num rasgo de valentia inultrapassável, efectua a prisão do terrível Gungunhana."
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com significado histórico.
10€

19 abril, 2015

ORNELLAS, Ayres de & COUCEIRO, Henrique & COSTA, Eduardo da & ALBUQUERQUE, Mousinho de - A CAMPANHA DAS TROPAS PORTUGUEZAS EM LOURENÇO MARQUES E INHAMBANE. Lisboa, M. Gomes, Editor : Livreiro de Suas Magestades e Altezas, 1897. In-8.º (19,5cm) de [2], 249, [3] p. ; [3] mapas desd. ; il. ; E. Bibliotheca Militar Illustrada, volume IV
1.ª edição.
Ilustrada com diversas fotogravuras, mapas e tabelas ao longo do texto.
Contém três mapas desdobráveis:
I. Carta do Rio Incomati (Escala 1 : 500.000).
II. Theatro d'Operações da Columna do Chicomo (Escala 1 : 1.000.000).
III. Itinerario de Chicomo à Manjacaze (Escala 1 : 250.000).
"Poucas, e bem poucas, expedições coloniaes têem conseguido, em tão curto espaço de tempo, resultados tão completos e tão brilhantes, como a enviada a Moçambique em 1895. O nosso dominio, nullo, á chegada d'ella, no districto de Lourenço Marques, fraco e incerto n'uma diminuta porção do de Inhambane, readquiriu um prestigio de ha muito perdido e tornou-se effectivo em toda a immensa vastidão do territorio que constitue a area d'esses districtos. O exercito cumpriu a sua missão, e deve ter convencido o paiz que póde confiar n'elle, mostrando-lhe que não está perdida a raça dos heroes da nossa antiga epopêa ultramarina.
O presente resumo das operações executadas é baseado em documentos officiaes; pelas apreciações criticas que contém, respondem os signatarios, que tomaram parte activa nas operações narradas e que respectivamente se encarregaram dos seguintes capitulos: Marraquene e Coolela, Ayres de Ornellas; Magul, Henrique Couceiro; Chicomo, Eduardo Costa; e Chaimite, Mousinho de Albuquerque."
(introdução)
Matérias:
Marraquene
Magul
I- Ocupação do porto de Incomati. II - Operação contra o Gungunhana.
Chicomo
I - Trabalhos preparatorios. II - Desembarque e concentração das forças em Cumbana. Organização dos serviços auxiliares. III -Occupação de Chicomo.
Coolela
Epílogo
Chaimite - A pacificação da provincia ao sul do Save.
Meia encadernação em chagrain, com cantos, e ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

01 junho, 2014

CASTRO, Luiz Filipe de Oliveira e - MOUZINHO : a sua vida e a sua morte (estudo). Com uma carta prefácio de Carlos Eduardo de Soveral. Lisboa, Separata do «Guião», 1955. In-4.º (22cm) de 74, [6] p. ; [1] f. il. ; B. 
1.ª edição.
Ilustrada com um retrato de Mouzinho, reprodução de uma aguarela de Roque Gameiro.
"A alma, índole e natureza da Pátria, principalmente nos tempos em que lutava pela consolidação estrutural, constituíram verdadeiro berço de heróis; estes, nascidos e criados à sua sombra, souberam, com os seus actos e vida, enobrecê-la e honrá-la escrevendo, para a história, páginas imorredoiras e inesquecíveis. A Pátria caldeou heróis mas eles dignificaram a Pátria, vencendo-se a si próprios, para servirem altamente um ideal superior e para se identificarem com a autenticidade do heroísmo.
Neste comportemento de vislumbra Mouzinho de Albuquerque.
No centenário do seu nascimento, aqui deixo um estudo, tão concreto e sucinto quanto possível, da sua acção e razões psicológicas e políticas que a justificaram."
(Intróito)
"Joaquim Augusto Mouzinho de Albuquerque nasceu em 12 de Novembro de 1855; em 1871, alistou-se na arma de cavalaria sendo promovido a Alferes em 1876; em 1890, partiu para Moçambique e foi nomeado Governador do Distrito de Lourenço Marques onde permaneceu até 21 de Abril de 1892; em princípios de 1895, embarcou novamente para Moçambique incorporado na expedição comandada por Coronel Eduardo Rodrigues Galhardo; em 10 de Dezembro de 1895, foi nomeado Governador Militar do Distrito de Gaza; em 29 do mesmo mês e ano, promoveu a prisão espectacular de Gungunhana; por decreto de 13 de Março de 1896, foi nomeado Governador Geral e, em 25 de Novembro, ascendeu a Comissário Régio; em 21 de Julho de 1897, empreendeu a célebre campanha de Macontene; em Julho de 1898, pediu a demissão do cargo de Comissário Régio e regressou à Metrópole; em Dezembro do mesmo ano, foi designado por S. Magestade El-Rei D. Carlos, Aio do Princípe Real D. Luiz Filipe, Oficial-Mór da Casa Real e seu Ajudante de Campo efectivo; em 8 de Julho de 1902, pôs termo à vida, deixando o país de luto e a chorar a perda dum militar e dum colonialista que foi e soube ser grande."
(excerto da cronologia)
Matérias:
I. Parte: De governador do Distrito de Lourenço Marques a Chaimite. II. Parte: De Governador Geral até à sua morte. I Capítulo: Governador Geral e Comissário Régio. II Capítulo: Aio do Princípe Real D. Luiz Filipe. III Capítulo: A morte. III. Parte: Final. Ideário.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€