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17 agosto, 2026

MODÊLO DE ESTATUTOS PARA AS CASAS DO POVO -
Instituto Nacional do Trabalho e Previdência.
N.º 7 = 2.ª Ed. =  1934. [Lisboa], Edições do Sub-Secretariado de Estado das Corporações e Previdência Social, 1934. In-8.º (22x14 cm) de 19, [1] p. ; B.
Documento histórico. Trata-se do regime normativo que iria regular o funcionamento das Casas do Povo, instrumento de previdência e solidariedade social criado pelo regime do Estado Novo.
As Casas do Povo são instituições portuguesas criadas originalmente em 1933 com o objetivo de servir como centros sociais, de previdência e de representação profissional no meio rural. Ao longo de décadas, o seu papel transformou-se profundamente, evoluindo de organismos corporativos do Estado Novo para associações locais de solidariedade e cultura. Fundadas pelo Decreto-Lei n.º 23.051 de 23 de Setembro de 1933, faziam parte da organização corporativa do trabalho. Funcionavam sob a tutela do Instituto Nacional do Trabalho e Previdência (INTP) e serviam para prestar assistência médica, pagar pensões de reforma e promover a instrução local no meio rural. (IA)
"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
"Artigo 1.º - Nos termos do Decreto-lei n.º 23.051, de 23 de Setembro de 1933, é constituída a «Casa do Povo de ............................», com sede em ............................ e que se regerá por estes Estatutos e pelo Decreto acima referido.
§ único - A Casa do Povo de ....................... terá uma bandeira com as côres do seu concelho, tendo ao centro o escudo nacional e, dispondo por baixo dêste, a sua designação.
Art. 2.º - Esta associação tem personalidade jurídica, podendo demandar e ser demandada e exercer todos os direitos relativos aos seus legítimos interêsses.
Art. 3.º - São fins da Casa do Povo:
1.º . Criar instituïções destinadas a assegurar aos sócios protecção e auxílios nos casos de doença, desemprêgo, inhabilidade e velhiçe.
2.º - Ministrar ensino aos adultos e às crianças, promover diversões e a prática de desportos e utilizar o cinema educativo.
3.º Cooperar nas obras de utilidade comum, comunicações, serviço de águas e higiene pública e outras equivalentes."
(Capítulo I - Constituïção e fins)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Apresenta sombreado por acção da luz.
Raro.
Com interesse histórico.
15€

08 dezembro, 2025

SILVA, Bispo Conde, D. Manuel Luiz Coelho da -
A VIDA DAS CRIANCINHAS
. Coimbra, Tip. da Gráfica Conimbricense, Limitada, 1925. In-8.º (22x14,5 cm) de [2], 26 p. ; B.
1.ª edição.
Interessante trabalho devotado aos mais novos, publicado em tempos de turbulência e grande inquietação social, pouco antes do golpe que conduziria ao poder o regime da Ditadura.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Conselheiro António Teixeira e ...?
"No meu estudo para a Pastoral de 1923 sôbre a Natalidade e o Matrimónio e para a de 1924 Contra a Tuberculose surpreendeu-me a grandissima mortalidade infantil não só em Portugal mas noutros países. [...]
Como é de presumir, a mortalidade dos filhos ilegítimos é muito superior à dos legítimos.
Alêm dos que morrem depois do nascimento, temos de atender aos nado-mortos. Em 1917 no continente foram 7.954, e em 1920 foram 8.221. Estes os registados. E os outros de que se não fez registo, ou de origem criminosa?! Que perda enorme de capital humano!
Num país de fraca natalidade, como é o nosso, num país em que, como demonstrei em 1923 pelas estatísticas oficiais, a natalidade tende a diminuir e a diminuir muito, é um escândalo vêr a mortalidade infantil atingir cifras espantosas sem que a consciência nacional se insurja contra isso e procure evita-la."
(Excerto da Pastoral)
D. Manuel Luís Coelho da Silva (Bustelo, Penafiel, 1859 - Coimbra, 1936). 23.º conde de Arganil, 58.º bispo de Coimbra. "Foi nomeado Bispo de Coimbra em 31 de Dezembro de 1914 e fez a entrada na Sé de Coimbra em 15 de Abril de 1915. A acção primeira de D. Manuel foi o Seminário, fazendo aumentar a sua população e defendendo a posse dos seus edifícios. Reuniu um Sínodo em 30-31 de Julho de 1923. Organizou e publicou umas Constituições do Bispado em 1929. Cuidadoso do bem do Clero, instituiu em 1917 a Obra de S. José para auxiliar o Clero velho e doente. Deu toda a protecção à fundação do Refúgio da Rainha Santa, hoje Casa da Formação da Rapariga, ao Patronato para auxílio dos Pobres; ao Recolhimento do Paço do Conde e à Cozinha Económica. Durante o seu pontificado fundou-se o Escutismo (1927), o Noelismo (1925), a União Operária Católica (1925), o Correio de Coimbra (1922), o Amigo do Povo (1916); e lançaram-se as Bases da Acção Católica em 1933. Faleceu em 19 de Março de 1936."
(Fonte: https://www.diocesedecoimbra.pt/diocese/historia/bispos/1914-1936-d-manuel-luis-coelho-da-silva:1150)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Cansado, Capas frágeis com defeitos.
Raro.
Sem registo na BNP.
Indisponível

19 julho, 2025

SILVA, Germesindo -
A FUNDAÇÃO DA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE GRÂNDOLA
. [S.l.], [s.n. - Fotocomposto e imp. nas oficinas da Empresa Litográfica do Sul, S.A. - Vila Real de Santo António], 1988. In-4.º (23x16 cm) de 77, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história da Santa Casa da Misericórdia de Grândola, intuição com mais de quatro séculos de existência.
Ilustrado no texto com um desenho a p.b. e uma fotografia a cores,bem como fac-símile de 5 documentos relevantes e respectiva transcrição.
"É muito antiga a origem das Misericórdias - Confrarias viradas essencialmente para o domínio assistencial - remontando aos finais do séc. XV, mais precisamente a 15 de Agosto de 1498 a inauguração da primeira Misericórdia, isto é, a Santa Irmandade da Misericórdia de Lisboa. E foi a partir da fundação desta Instituição que, com explícito empenhamento régio, se foram fundando por cidades e vilas do País, incluindo as ex-colónias e o Brasil, estabelecimentos iguais.
Como se dá notícia nesta muito notável obra, a Santa Casa da Misericórdia de Grândola é das mais antigas existentes no País, tendo sido fundada em 23 de Julho de 1568.
E desde então até hoje, enfrentando e ultrapassando obstáculos de toda a ordem - mas sempre fiel aos seus objectivos - logrou esta Irmandade realizar os seus fins no campo assistencial.
A presente obra, as fazer com honestidade e rigor científico a história da fundação desta nossa Instituição, contribui de forma inegável para o enriquecimento do património cultural do nosso Concelhgo e dá-nos alento para prosseguir com renovada esperança e fé em Deus a benemérita e tão necessária acção desta Santa Casa."
(Excerto do Preâmbulo do Provedor, Horácio de Carvalho Pereira)
Germesindo Silva (n. 1949). "Nasceu em Grândola, em 1949. Concluiu o Curso Geral dos Liceus, o Curso de Filosofia (na Universidade de Lisboa) e estudou, ainda, História, Psicologia, Técnicas de Formação Profissional, Comunicação, Jornalismo e Guionismo. Entre 1971 e 1973, participou (involuntariamente) na guerra colonial em Angola. Trabalhou em diversas áreas, foi diretor do jornal Ecos de Grândola, vereador e deputado municipal. Publicou centenas de artigos, em jornais e revistas e, ainda, os seguintes livros: A Fundação da Santa Casa da Misericórdia de Grândola (1988), Os Grandolenses Perante a Peste Grande de 1569 (1989), O Mestre de Sant’Iago D. Jorge e as Visitações ao Lugar da Gramdolla (1991), A Freguesia de Santa Margarida da Serra do Concelho de Grândola (1997) e Os Expostos no Concelho de Grândola - do Século XVI ao Dealbar do Século XX (2016)."
(Fonte: Wook)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
20€
 

29 maio, 2025

SILVA, Bispo Conde, D. Manuel Luiz Coelho da -
A IGREJA E A QUESTÃO OPERÁRIA
. Coimbra, Tip. da Gráfica Conimbricense, Limitada, 1925. In-8.º (22,5x15 cm) de 15, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante estudo dedicado à questão operária, assunto momentoso na época, em tempos de grande ansiedade e agitação social, publicado pouco tempo antes da eclosão do movimento que conduziria ao poder o regime da Ditadura Nacional.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Conselheiro António Teixeira e ...?
"O tempo, em que vivemos, não é realmente um período de paz e prosperidade. O mundo hoje, (são claros os sintomas que por toda a parte se manifestam), prepara-se para catástrofes inauditas. Assim como um doente ferido de mal profundo se estorce em leito por vezes sumptuoso, assim as sociedades modernas agitam-se e sofrem no seio mesmo da sua opolência.
Emquanto que tudo no nosso século parece concorrer para a unidade na ordem física, tudo parece conspirar a produzir a divisão na ordem moral e social.
Divisão, separação, ódio, antagonismo - eis o grande mal das sociedades modernos. Odio e antagonismo entre homens e homens, entre classes e classes. Antagonismo entre as classes trabalhadoras e as que se chamam dirigentes, entre patrões e operários, entre o rico e o pobre, e isto por toda a parte, nas grandes cidades e nas pequenas povoações."
(Excerto da Pastoral)
D. Manuel Luís Coelho da Silva (Bustelo, Penafiel, 1859 - Coimbra, 1936). 23.º conde de Arganil, 58.º bispo de Coimbra. "Foi nomeado Bispo de Coimbra em 31 de Dezembro de 1914 e fez a entrada na Sé de Coimbra em 15 de Abril de 1915. A acção primeira de D. Manuel foi o Seminário, fazendo aumentar a sua população e defendendo a posse dos seus edifícios. Reuniu um Sínodo em 30-31 de Julho de 1923. Organizou e publicou umas Constituições do Bispado em 1929. Cuidadoso do bem do Clero, instituiu em 1917 a Obra de S. José para auxiliar o Clero velho e doente. Deu toda a protecção à fundação do Refúgio da Rainha Santa, hoje Casa da Formação da Rapariga, ao Patronato para auxílio dos Pobres; ao Recolhimento do Paço do Conde e à Cozinha Económica. Durante o seu pontificado fundou-se o Escutismo (1927), o Noelismo (1925), a União Operária Católica (1925), o Correio de Coimbra (1922), o Amigo do Povo (1916); e lançaram-se as Bases da Acção Católica em 1933. Faleceu em 19 de Março de 1936."
(Fonte: https://www.diocesedecoimbra.pt/diocese/historia/bispos/1914-1936-d-manuel-luis-coelho-da-silva:1150)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Cansado, Capas frágeis com defeitos.
Raro.
Indisponível

26 abril, 2025

MOURA, Engenheiro Horácio de -
UM ESTUDO SOCIAL : Movimento Nacional de Auto-Construção (ensaio).
Prefácio por S. Ex.cia Rev. ma o senhor D. Ernesto Sena Oliveira, venerando Arcebispo-Bispo-Conde de Coimbra. Coimbra, UCIDT - União Católica dos Industriais e Dirigentes de Trabalho, 1953. In-4.º (23x16 cm) de 215, [3] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Interessante trabalho de cariz social, tendo por objecto desenvolver planos para providenciar habitação própria aos operários e aos mais carenciados, tanto no meio rural como urbano, tendo por modelo o programa de (re)construção de habitações seguido por alguns países no pós guerra (1939-45), sendo aqui descritos o tipo de casa/bairros propostos, acompanhados de fotografias e (ou) plantas, bem como as zonas de implementação dos imóveis.
Ilustrado com inúmeras plantas e fotografias no texto.
"O Movimento Nacional de Auto-Construção (MONAC) surgiu no âmbito da União
Católica dos Industriais e Dirigentes do Trabalho (UCIDT). Esta foi criada, em
1952, para responder ao pedido direto de Eugenio Pacelli, o Papa Pio XII, a Horácio de Moura numa das visitas que fez ao Vaticano, no sentido de mobilizar os leigos católicos para a resolução dos problemas habitacionais dos mais pobres. [...]
"O Movimento iniciou as atividades no distrito e na cidade de Coimbra, sendo
as primeiras experiências construtivas realizadas sem qualquer assistência do
Estado. Foram exclusivamente apoiadas e financiadas pelo arcebispo de Coimbra, Ernesto Sena de Oliveira, que foi considerado pela organização como o construtor n.º 1 do Movimento (MONAC, 1960). O Movimento define como estratégia a construção de 2500 fogos espalhados pelo País (Moura e Oliveira, 1953)."
(Fonte: Habitação: Cem anos de políticas públicas em Portugal (1918-2018). Coord. Ricardo Costa Agarez, Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, Lisboa, dezembro de 2018)
"O mundo do trabalho é, a bem dizer, como fica recordado, um capital e um bem comum pertencente a dirigentes e dirigidos que a uns e outros interesse pôr a render largamente.
E essa é, repete-se, uma das grandes aspirações da UCIDT que, por todos os meios ao seu alcance, fugindo aliás à utopia de pretender igualar em tudo a condição e as situações dos homens, procura todavia aproximá-los, irmaná-los (eu ia para dizer... humanizá-los) cada vez mais pela prática crescentemente perfeita da justiça e da caridade.
No livro referido mostra-se quase à evidência e por maneira prática, como os operários de boa vontade, quando devidamente ajudados por patrões, industriais, dirigentes de trabalho e outras entidades públicas ou privadas, é possível e até relativamente fácil, não obstante a actual escassês dos seus recursos, a aquisição duma casa própria e privativa em condições e com requisitos capazes de fazer da sua vida familiar uma vida verdadeiramente himana que prende umas às outras as almas do mesmo lar e torna o viver comum uma autêntica atracção e delícia a que nenhuma outra se compara."
(Excerto do Prefácio)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa ligeiramente oxidada.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
35€

03 abril, 2025

TEXTOS E DOCUMENTOS -
Jornadas Sociais e Corporativas do Distrito de Setúbal : 40.º Aniversário do Estatuto do Trabalho Nacional. Julho de 1973. [S.l.], [s.n.], 1973. In-8.º (21 cm) de 50, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de três alocuções proferidas em Setúbal (2) e Almada (1) subordinadas ao tema do trabalho e previdência social, poucos meses antes da eclosão do 25 de Abril.
"Ouve-se frequentemente afirmar que as convenções colectivas de trabalho são uma criação espontânea da vida social. Com esta afirmação pretende-se exprimir a ideia de que elas foram uma consequência natural das realidades que se geraram no sei do sistema de relações de produção típico do capitalismo liberal. Serve também a mesma afirmação para acentuar o facto de que as convenções colectivas não ficaram a dever a sua origem à acção do Estado."
(Excerto de Origem e evolução das relações colectivas de trabalho: Alguns aspectos)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
Indisponível

24 novembro, 2024

ENNES, Guilherme José -
OS AMIGOS DAS CREANÇAS. Por...
Lisboa, Livraria Editora Viuva Tavares Cardoso, 1904. In-8.º (19x12,5 cm) de 128, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Estudo pioneiro relativo à protecção da criança. Trabalho devotado aos mais novos e aos "ambientes" favoráveis e propícios ao seu bem-estar e desenvolvimento.
A BNP não menciona este trabalho; entre outros de merecimento, o autor publicou no ano anterior (1903) Os inimigos das creanças, sendo que, o presente, não vem referenciado em nenhuma fonte bibliográfica.
"São muitos os inimigos das creanças. O abandono moral, intellectual e physico, a que são votadas muitas d'ellas, exigem, como instrumentos do bem, leis salvadoras dirigidas á questão e ao estado social das creanças. Por ellas, gemem todos os que proclamam a prioridade de educação sobre a instrucção, e a necessidade de manter em toda a sua pureza a alma e as faculdades das creanças.
Terreno novo, é preciso semeal-o todo do bem; só assim não ficara logar para a herva damninha.
Mas, contra os inimigos das creanças, combatem os «amigos das creanças». São todos os que teem uma viva sollicitude pela condição dos innocentes de mui tenra edade, todos os que cuidam incessantemente em os defender, confortar, e querer-lhes bem. Entre esses melhores amigos da infancia, não será, sem interesse, commemorar a mãe, a avósinha, a tia que não casou, a religiosa, o professor e a escola. De todos, e, em especial, do modo como é exercida a sua parte de influencia e sympathia para com as c reanças, nos vamos occupar nas notas seguintes. Constituem as mais fortes raizes e as mais firmes esperanças com que ellas entram no mundo, amparadas na familia somente, ou na familia substituida ou auxiliada por elementos extranhos, mas indispensaveis."
(Excerto de Parentes e Professores - I - As mães)
Indice:
1.ª Parte - Parentes e Professores. 2.ª Parte - A escola. 3.ª Parte - Colonias de férias.
Guilherme José Enes (1839-1920). "Estudou na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, terminando o curso em 1859. Neste ano, alistou-se no Exército. Fez parte de comissões encarregues de elaborarem formulários para os hospitais militares. Foi sub-chefe da 6.ª repartição do Ministério da Guerra e cirurgião-mor (1881), e director do Hospital de Chaves (1888). Em 1884, quando o cólera invadiu a Espanha, foi encarregado, com o Dr. Cunha Belém, de pôr em execução o plano de defesa sanitária, tendo organizado os lazaretos de Elvas e de Vilar Formoso. Em 1890, foi nomeado inspector dos lazaretos. Em 1891, foi nomeado director do Hospital da Estrela a que estava ligada desde o início da carreira militar. Exerceu os cargos de vogal da Junta Consultiva de Saúde Pública, membro do Conselho Geral de Saúde e Higiene do concelho de Lisboa. Instituiu o Parque Vacinogénico. Em 1903, por ter atingido o limite de idade, abandonou o serviço activo no posto de General de Brigada. Foi sócio correspondente da Academia Real das Ciências. Como delegado do Ministério da Guerra tomou parte em congressos internacionais ligados às questões da saúde e da higiene e medicina militar que decorreram nos anos 70 e 80 do século XIX, em Londres, Paris, Amesterdão, Genebra e Viena. Participou na conferência da Cruz Vermelha em 1887. Foi autor de artigos e estudos sobre saúde e higiene, entre eles sobre o cólera, e medicina militar, tendo colaborado com o Dr. Cunha Belém. Com este e João Vicente Barros da Fonseca, em 1877, publicou a Gazeta dos Hospitais Militares, até 1884. Era Conselheiro, Oficial das Ordens de Avis, Santiago, de Torre e Espada e de Cristo, Cavaleiro de Carlos III de Espanha; recebeu a cruz de 2.ª classe da Coroa de Ferro da Áustria e a cruz de 2.ª classe do Mérito Militar de Espanha. Foi o inventor do Formolizador Enes (aparelho destinado à desinfecção pelo formol, sob pressão, de quartos e de casas)."
(Fonte: file:///C:/Users/aassm/Downloads/Ol%C3%ADmpia%20de%20Jesus%20de%20Bastos%20Mourato%20Nabo.pdf)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa vincada. Lombada apresenta parte de selo de biblioteca no pé.
Muito raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

21 novembro, 2024

CONDE DE RIO MAIOR, Antonio -
UMA OPINIÃO SOBRE OS EXPOSTOS DA SANTA CASA DA MISERICORDIA DE LISBOA. Pelo...
Lisboa, Imprensa Nacional, 1866. In-8.º (22,5x13,5 cm) de [2], 173, [7] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Importante contributo para a história dos enjeitados em Portugal. Trata-se do relatório sobre os expostos da SCML, publicado pouco tempo antes das profundas transformações operadas pela novel política de recolhimento de crianças abandonadas, a partir de 1870, motivada por questões financeiras.
Ilustrado com quadros e tabelas estatísticas no texto.
Raro. Com interesse histórico.
"Nomeado pelo governo adjunto do provedor da Santa Casa da Misericordia de Lisboa, fui obrigado, pouco tempo depois de ter tomado posse do logar, a sair do reino por motivos de saude. Entendi que devia aproveitar a occasião para visitar alguns estabelecimentos de caridade no estrangeiro, e procurar documentos, que instruindo-me principalmente na questão dos expostos, um dos problemas mais graves que a mesa da Santa Casa deseja resolver, me ajudassem a formar uma opinião sobre esta difficil e importante materia.
São estes estudos que venho publicar hoje...[...]
A ordem que seguirei no exame das m,aterias é a seguinte:
1.º Tratarei das rodas, procurando provar que, no estado em que nos achâmos, a sua supressão imediata é impossivel.
2.º Emquanto aos socorros ás mães, distinguirei as casadas das solteiras, e para umas e outras a conveniencia ou inconveiencia d'estes mesmos socorros, a creação de premos, a organisação de associações religiosas, finalmente a necessidade da fiel execução de boas leis contra a exposição.
3.º Fallarei da inspecção e das amas, distinguindo dois periodos da vida do exposto.
4.º Finalmente direi o que entendo a respeito do hospital dos expostos na Santa Casa de Lisboa, e as reformas que julgo poderem ali introduzir-se."
(Excerto da Introducção)
António José Luís de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e Sousa, 1.º marquês de Rio Maior (1836 - 1891). "Era filho dos 3.ºs Condes de Rio Maior, João Maria de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e Sousa Mãe e Isabel Maria José de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos, foi o 4.º Conde e 1.º Marquês de Rio Maior. Foi bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, oficial-maior da Casa Real com o cargo de mestre-sala, Par do Reino e deputado. Foi adido honorário da Legação em Paris, provedor da Santa Casa da Misericórdia em Lisboa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa."
(Fonte: https://monarquiaportuguesa.blogs.sapo.pt/antonio-jose-de-saldanha-oliveira-e-970381)
Bonita encadernação meia de pele com rótulo e ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Ostenta ex-libris dos Viscondes de Santarem e de Villa Nova da Rainha no verso da pasta anterior e na folha que precede o ante-rosto.
Raro.
85€

15 outubro, 2024

SANTA CASA DA MISERICORDIA DE LISBOA - Regulamento do Recolhimento das Orphãs. Lisboa, Imprensa Democratica, 1886. In-8.º (22 cm) de 22, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Regulamento para o serviço das orfãs do Recolhimento de S. Pedro de Alcântara, subscrito pelo provedor, o Marquês de Rio Maior, e seus adjuntos - Paulo Midosi e Joaquim José Rodrigues da Câmara.
Regulamento:
I - Dos empregados. II - Do director. III - Dos facultativos. IV - Fiscalisação dos generos alimenticios. V - Da regente. VI - Das professoras. VII - Da direcção das classes. VIII - Das ajudantes. IX - Das educandas. X - Da despenseira. Despensa. XI - Da porteira. Da auxiliar. XII - Das serventes. No serviço da cozinha e do refeitorio. Do Moço. XIII - Das licenças e das visitas ás empregadas e ás educandas. XIV - Penalidades. XV - Disposições geraes. Disposição transitoria.
António José Luís de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e Sousa, 1.º marquês de Rio Maior (1836 - 1891). "Era filho dos 3.ºs Condes de Rio Maior, João Maria de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e Sousa Mãe e Isabel Maria José de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos, foi o 4.º Conde e 1.º Marquês de Rio Maior. Foi bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, oficial-maior da Casa Real com o cargo de mestre-sala, Par do Reino e deputado. Foi adido honorário da Legação em Paris, provedor da Santa Casa da Misericórdia em Lisboa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa."
(Fonte: https://monarquiaportuguesa.blogs.sapo.pt/antonio-jose-de-saldanha-oliveira-e-970381)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico.
15€

18 abril, 2024

REGULAMENTO DA REAL CASA DOS EXPOSTOS -
SANTA CASA DA MISERICORDIA DE LISBOA
. Lisboa, Imprensa Democratica, 1886. In-8.º (21,5x15 cm) de 48 p. ; B.
1.ª edição.
Regulamento subscrito pelo Conde de Rio Maior, com interesse para a história dos "engeitados" de Lisboa, sendo este o primeiro documento do género que unifica e regula o funcionamento da instituição.
"Inclui o tipo de funcionários, o seu número e funções (algumas das quais relacionadas com os expostos), bem como algumas disposições gerais. É nestas últimas que se incluem normas de criação dos expostos, nomeadamente, relacionadas com: a sua colocação em bons mestres de ofícios; a entrega de expostas a pessoas de boa moral e conduta para aprendizagem; as emancipações; e, por fim, as normativas em caso de doença". (Paulino, Joana Vieira, A política assistencial face aos expostos: estudo de caso do encerramento da roda dos enjeitados na Lisboa Oitocentista, in "Revista de História da Sociedade e da Cultura Imprensa da Universidade de Coimbra", 2017)
"A Mêsa da Santa Casa da Mizericordia de Lisboa, considerando que o serviço dos expostos, commettido ao seu cuidado pelo Decreto de 4 de janeiro de 1768, que abolio a Mêsa dos engeitados, tende cada vez mais a dezenvolver-se e augmentar, sendo urgente estabelecer regras, que fixem e determinem este mesmo serviço:
Considerando que existindo actualmente diversos regulamentos com relação á Reál Casa dos expostos; todavia é conveniente harmonizal-os, ligando-os entre si por identicas regras e principios."
(Excerto do preâmbulo)
Índice:
[Preâmbulo] | I - os empregados. II - Do director. III - Do capellão dos baptismos e do ajudante. IV - Dos facultativos. V - Do Fiscal das despensas, e cozinha. VI - Do fiscal e ajudante encarregados da admissão de expostos e subsidiados. VII - Fiscalisação dos generos alimenticios. VIII - Apprendizado. IX - Da regente. X - Da escrivã. XI - Da casa da fazenda. XII - Da enfermaria, Serviço clinico, curativos, dietas, e limpesa. XIII - Do serviço das salas das amas, e das creanças, alimentadas a bules. XIV -Da mestra da aula. XV - Caza de lavôr. XVI - Dos collegios de D. Estephania, D. Maria e Sant'Anna. XVII - Collegio da Visitação. XVII - Officina das sapateiras. XVIII - Do fiel dos generos. XX - Da porteira. XXI - Dos empregados e empregadas menores. XXII - Das licenças e das visitas ás empregadas. XXIII - Penalidades. XXIV - Disposições geraes.
António José Luís de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e Sousa, 1.º marquês de Rio Maior (1836 - 1891). "Era filho dos 3.ºs Condes de Rio Maior, João Maria de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e Sousa Mãe e Isabel Maria José de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos, foi o 4.º Conde e 1.º Marquês de Rio Maior. Foi bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, oficial-maior da Casa Real com o cargo de mestre-sala, Par do Reino e deputado. Foi adido honorário da Legação em Paris, provedor da Santa Casa da Misericórdia em Lisboa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa."
(Fonte: https://monarquiaportuguesa.blogs.sapo.pt/antonio-jose-de-saldanha-oliveira-e-970381) 
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa apresenta pequena falha de papel no canto superior esquerdo.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

28 dezembro, 2023

AIROZA, Padre João Pedro Ferreira -
COLLEGIO DE REGENERAÇÃO EM BRAGA.
Pelo... Coimbra, Imprensa da Universidade, 1892. In-4.º (25 cm) de 9, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Opúsculo de apresentação do Colégio ao Congresso Pedagogico Hispano-Portuguez-Americano, realizado em Madrid - durante o mês de Outubro de 1892, na Universidade Central (actual Complutense).
"O Instituto Monsenhor Airosa – IMA, foi fundado, em 1869, pelo Padre João Pedro Ferreira Airosa (1836-1931), homem de grande iniciativa e entrega ao ideal do amor a Deus e ao Próximo que profundamente viveu e transmitiu.
Impressionado pelos relatos de vida e intenções de mudança que, enquanto sacerdote, se lhe revelavam, tomou como seu desafio fundar uma instituição, em Braga, a que inicialmente chamou de “Casa d’Abrigo”, com o objectivo de ajudar mulheres enredadas nas teias da prostituição que desejassem mudar de vida, dando-lhe por lema “Pela Instrução e pelo Trabalho”.
Em 1874, é mudado o nome para “Colégio da Regeneração”, e são aprovados os respectivos estatutos. Em homenagem ao seu fundador, na passagem do centenário da fundação, em 1969, a obra passa a chamar-se “Instituto Monsenhor Airosa” e é dotada de novos estatutos."
(Fonte: https://imairosa.wordpress.com/quem-somos/historia/)
"Sob a denominação de Collegio de Regeneração acha-se legalmente installado na cidade de Braga um asylo, que tem por fim acolher e encaminhar ao bem pela instrucção e pelo trabalho as infelizes mulheres extraviadas nos meandros da vida abjecta, habilitando-as a ganhar honradamente o pão de cada dia.
Foi creado pelo padre João Pedro Ferreira Airoza, da mesma cidade, auxiliado pelo fallecido padre João Carlos Rademaker, de Lisboa, e por uma commissão de senhoras. [...]
Para satisfazer ao seu fim, além das aulas de instrucção primaria, de desenho e de musica, tem o collegio officinas de costura e bordaddos, de engommar, de tecelagem e de lavagem de roupa,  bem como o ensino practico da horticultura e floricultura na cerca do edificio.
O producto dos seus trabalhos tem sido apresentado nas exposições de Braga, do Porto, de Lisboa e na exposição universal de Paris em 1889, sendo premiado em todas, o que demonstra á evidencia os bons fructos d'esta instituição humanitaria e civilisadora."
(Excerto da apresentação)
Monsenhor Airosa de nome João Pedro Ferreira Airosa (1836-1931). "Nasceu, em S. Pedro de Maximinos, em 20 de dezembro de 1836 e faleceu a 25 de setembro de 1931. Foi ordenado sacerdote, em 1859, celebrando a sua primeira missa no altar de Nossa Senhora da Piedade, na Sé Primaz. Dotado de uma profunda fé, deixou-se conduzir por um ideal e entregou-se totalmente a uma causa humanitária, recuperar e reabilitar mulheres jovens com condutas desviantes. Em 1869, fundou a Casa D’Abrigo instalada, provisoriamente, na rua do Areal, em S. Víctor, sendo mais tarde transferida para o Convento da Conceição. Em 1969, no centenário da fundação da Casa D’Abrigo, foi distinguido com a atribuição do seu nome à sua obra, passando a denominar-se Instituto Monsenhor Airosa."
(Fonte: https://www.cm-braga.pt/pt/1201/conhecer/historia-e-patrimonio/patrimonio-cultural/patrimonio-estatuario/item/item-1-11971)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenas falhas marginais.
Muito invulgar.
10€

06 setembro, 2022

COSTA, Dr. Joaquim Pinto da - ASSISTÊNCIA MORAL E RELIGIOSA AOS DOENTES. 
Notas de teologia pastoral prática e acção social católica. Prefácio de Monsenhor Dr. Manuel Pereira Lopes. Livrinho muito util aos sacerdotes, aos confrades das Conferências de S, Vicente de Paulo, ás damas da Caridade, às associação da Liga de Acção Social Cristã, às Filhas de Maria, às mães de família e em geral a todas as pessoas que exercem a enfermagem ou velam à cabeceira dos doentes. Porto, Edição da Biblioteca Utile Dulci, [1925]. In-8.º (16 cm) de VIII, 495, [1] p. ; E.
1.ª edição.
"A assistência moral e religiosa aos enfermos é um dos apostolados mais necessários e eficazes da hora presente.
Apostolado necessário, porque na quadra sombria da doença todos carecem de lenitivo e confôrto; eficaz, porque, com a carne amortecida pela garra do sofrimento, o espírito, embora também conturbado, está de ordinário mais bem disposto para acolher os dons de Deus e para não opôr obstáculos à acção maravilhosa da sua graça."
(Excerto do Prefácio)
"O livrinho Assistência moral e religiosa aos doentes vem preencher uma lacuna que de há muito se constatava. Essa lacuna era a falta dum livro apropriado para sacerdotes, confrades das Conferências de S. Vicente de Paulo, damas de Caridade, enfermeiras, mães de família, etc., que servisse como manual instrutor para a acção moral e religiosa dos doentes e que contivesse, como em coordenado, oportuno e actualizado repositório, as indicações mais uteis, as indústrias mais eficazes, e os conselhos mais autorizados dos mestres e veteranos no apostolado da assistência.
O livro Assistência moral e religiosa aos doentes é ainda o terno amigo dos que sofrem um vêem sofrer e de todos os que se encontram no limiar da Eternidade... A uns e outros serve de guia, difunde luz celeste, dá alento, confôrto, esperança..."
(Excerto de Duas palavras ao leitor ou leitora)
Índice:
[Prefácio]. | [Duas palavras ao leitor ou leitora]. | I . O apostolado da assistência aos doentes. II - A visita aos doentes. III - Assistência pela caridade intelectual. IV - A leitura e o espírito dos doentes. V - Pensamentos de beleza, confôrto e vida moral para doentes. VI - Assistência especial a doentes de nervos. VII - Assistência médica e consciência moral. VIII - Iniciação prática na sciência médica elementar e nas generalidades de higiene e da enfermagem. IX - Assistência social-económica aos doentes pobres. X - Os doentes e a sua reconciliação com Deus. XI - A união eucarística e a alma dos doentes. XII - Sacramento de graça, perdão, força, alívio e saúde. XIII - Baptismo em casos extremos. XIV - Matrimónio «in extremis». XV - Na hora da morte!... XVI - Depois da morte. | Apêndice.
Encadernação inteira de percalina com ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação.
Muito invulgar.
20€

02 julho, 2022

DECRETOS E PRINCIPAES ACTOS DO GOVERNO CONCERNENTES AO ASYLO DE D. MARIA PIA E ASSOCIAÇÃO AUXILIADORA DOS ESTABELECIMENTOS DE BENEFICIENCIA DO REINO
. [S.l.], [s.n.], 1867. In-8.º (19,5 cm) de 23, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Decretos e Regulamento do Asilo de D. Maria Pia (Xabregas - Lisboa) emanados do Paço da Ajuda - entre 14 de Março e 20 de Julho de 1867 - e subscritos pelo Rei D. Luís I e Martens Ferrão, ministro e Procurador-Geral da Coroa.
O Asilo de D. Maria Pia foi uma instituição de recolhimento, compreendendo "duas secções especiaes e distinctas, que se denominarão, uma «casa de asylo», a outra «casa de detenção e correcção»". Criado por Decreto de 14 de Março de 1867, e entregue pelo rei à protecção da rainha D. Maria Pia de Saboia, sua mulher, o asilo viria a ser instalado no Palácio Nisa, contíguo ao Convento da Madre de Deus, comprado pelo Estado nesse ano para o efeito.
"Merecendo a maior solicitude do governo a extincção da mendicidade em todo o reino; dependendo porém a realisação d'esse pensamento de uma serie de providencias policiaes e de beneficiencia tendentes a reprimir os habitos de mendicidade e vadiagem, extremando os verdadeiros dos falsos mendigos, obrigando estes a procurarem no trabalho proprio os meios da sua sustentação, e ao mesmo tempo proporcionando os socorros da caridade publica áquelles que por absoluta invalidez não podem d'aquella fórma prover ás suas necessidades.
Sendo o districto de Lisboa um d'aquelles em que mais urge a adopção das indicadas providencias, por concorrerem a elle, e especialmente á capital, indigentes de todos os pontos do paiz."
(Excerto do preâmbulo)
Exemplar desencadernado, sem as capas lisas de protecção, em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e social.
15€

20 junho, 2022

MENDONÇA, Zuzarte de - O DESCANÇO DOMINICAL.
O Dr. Theophilo Braga e a Associação dos Jornalistas
. Lisboa, Composição e impressão na Escola das Officinas de S. José, 1907. In-8.º (22,5 cm) de 23, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Folheto de propaganda pela instituição do dia de descanso semanal, questão momentosa na época.
"Em finais do século XIX os políticos europeus tiveram de se ocupar do tema do descanso semanal, que desde a instauração dos regimes liberais andava um tanto esquecido. Durante séculos a igreja impusera o respeito do descanso dominical, e em muitos países ainda era essa a regra, mas as excepções multiplicavam-se e a legislação, quase sempre, era omissa quanto a qualquer obrigação dos patrões. [...]
Em Portugal as primeiras tentativas para legislar sobre o descanso dominical datam de 1904, e não foi fácil chegar a acordo sobre esta matéria. Houve propostas de lei para se decretar o domingo como dia de descanso, abrindo no entanto excepções para todos os serviços cujo fecho prejudicasse o público. Discutiu-se se entre estes deviam estar incluídos os jornais e as tabernas.
Do lado republicano manifestou-se uma forte corrente que se opunha à determinação de um dia fixo para o descanso semanal. Teófilo Braga era o inspirador dessa corrente. Segundo ele a a regra do descanso universal ao domingo seria uma cedência às pretensões da teologia cristã. Deveria haver descanso semanal, mas em dia indeterminado,  de modo que uns descansassem enquanto outros trabalhavam."
(Fonte: http://www.centenariodarepublica.org/centenario/2008/10/03/republica-contra-o-descanso-dominical/)
"Não é de hoje, nem de hontem, o movimento a favor do descanço dominical, nesta boa terra lusa. Pelo contrario: data de ha longos annos. Iniciou a cruzada, que ninguem de boa fé e criterio limpo de sectarismos, pode deixar de applaudir, a classe dos caixeiros, tão numerosa e credora de apreço, pela sua fatigante e continuada faina. Iniciou - e quasi exclusivamente sustentou até ha pouco, tendo de vencer muitas difficuldades e de galgar muito obstaculos para não succumbir a meio do caminho. Era dos livros.
Essas difficuldades eram de varias especies... Em primeiro logar, oppunham barreiras á marcha d'aquelles legionarios, que pediam lhes fosse reconhecido o direito de descançar a um dia da semana, dia certo, o di tradicionalmente escolhido e adoptado para esse descanço, - os patrões invejosos, os industriaes pouco dados a impulsos nobilitantes de generosidade e as acções de verdadeira justiça, absorvidos exclusivamente, ou quasi, em preocupações de ganho e calculos egoistas. Depois, esta famosa imprensa, que já o Anthero dizia ter cahido n'um mercantilismo ignaro, houve por bem fazer a campanha do silencio á volta de tão justa e nobre pretensão, dignando-se apenas publicar, uma ou outra vez, em logar occulto e sem maior interesse na sua redacção, uma qualquer noticiasinha sobre os trabalhos e as aspirações dos caixeiros e marçanos. Os legisladores - respeitaveis cavalheiros de muita sabença, bonitas phrases e largos gestos, todos absorvidos nas coisas da politica - a grande porca! - esses, tinham mais que fazer, e pouco se lhes dava a reclamação da classe dos caixeiros, como, de resto, pouco se importam com todos aquelles que teem fome e sede de justiça, vivendo ignorados e humildes.
No entanto, os caixeiros porfiram valentemente; decepções e contrariedades não vingaram o proposito de os abater, e o movimento foi alastrando, até que outras classes e alguns jornaes entraram de interessar-se pelo assumpto, chamando para elle as atenções dos poderes publicos, e de todos os homens de intelligencia esclarecida e coração generoso.
A lucta foi demorada e rude. Os caixeiros ouviram, repetidas vezes, palavras consoladoras, e receberam promessas excellentes, de ministros illustres e deputados distinctos... Não obstante tudo isso, só em março de 1904 appareceu, na camara dos pares, um projecto de lei tornando obrigatorio o descanço dominical..."
(Excerto de I - A cruzada a favor do descanço dominical...)
Matérias:
Á memoria querida do Conde da Redinha. | I - A cruzada a favor do descanço dominical data de ha muito. - Um trabalho perseverante dos caixeiro portugueses. - Indifferenças e egoismos a vencer. II - Texto do projecto e algumas observações a certo artigos desse documento - Descanço «dominical» ou «semanal»? III - Surpresa dolorosa e impenitencia... esperada - A Associação dos Jornalistas e o dr. Theophilo Braga - Exquisita attitude... IV - Conclusão: Sempre, e apesar de tudo, pelo domingo - A familia operaria, as mulheres e as menores reclamam cuidados que se lhes não teem dispensado.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com vincos e pequenas falhas de papel nos cantos.
Raro.
Com interesse histórico e social.
15€

01 fevereiro, 2021

CENTENO, Sebastião Rodrigues Barbosa - O TRABALHO DOS MENORES. Por... Associação dos Advogados de Lisboa : Congresso Juridico de 1889. Lisboa, Imprensa Nacional, 1889. In-8.º (22 cm) de 66 p. ; B.
1.ª edição.
Tese apresentada ao Congresso Jurídico de 1889, patrocinado pela Associação dos Advogados de Lisboa, a antecessora da Ordem dos Advogados.
A dissertação do autor sobre o trabalho infantil é precedido por um enquadramento histórico sobre as relações sociais e as necessidades humanas, introduzindo o novo paradigma do trabalho no contexto da industrialização, em Portugal e no estrangeiro. Trata-se, salvo melhor opinião, do primeiro trabalho sério que sobre este assunto se publicou entre nós.
"As leis e os seus regulamentos deverão fixar a idade, em que os menores pódem ser admittidos nas diversas industrias, o numero de horas de trabalho dos mesmos em cada dia, os differentes misteres em que hajam de ser empregados segundo os sexos, idades e profissões, sem prejuizo da sua educação moral e intetellectual, medeante uma fiscalização rigorosa e efficaz e sob penas graves?"
(These)
"Intendemos util que a mocidade se exercite em misteres compativeis com as suas condições sociaes e desinvolvimento physico, e se habitue a contar consigo mesma, adquirindo desde verdes annos os meios de subsistencia e, tanto quanto possivel, economisando-os de modo a constituir um pequeno peculio que ullteriormente a habilite a mais amplos e remuneradores emprehendimentos.
Nas familias pouco abastadas chega mesmo a ser de necessidade que os filhos desde bem novos auxiliem os paes nos labores da profissão que estes exercitam, ou por outra fórma adquiram recursos com que attenuem os encargos domesticos, quasi sempre superiores á media ordinaria dos lucros diarios e por vezes aggravados pela falta de trabalho, ou pelas doenças.
Mas essa necessidade, por sem duvida imperiosa, tem que ser satisfeita em ordem a não depauperar organismos tenros, a não impedir a indispensavel educação moral e intellectual da infancia, isto é, por maneira que não venham a ser precocemente inutilisados os futuros cidadãos, de quem a patria e a humanidade têem direito a esperar serviços mais ou menos valiosos.
Quem visitar os centros industriaes do paiz, mormente os que se acham distanciados da capital, e procurar conhecer as condições que ali é exercido o trabalho humano, facilmente chega á convicção de que uma boa parte d'este é desempenhado por creanças de ambos os sexos, a começar dos sete annos, as quaes a troco de um salario exiguo, 60 a 80 réis, são obrigadas a uma laboração de nove a dez horas durante o dia e, o que é bem peior, a tres ou quatro durante a noite, em grande parte do anno!
Confrange-se o coração ao contemplar quadro tão triste, ao obeservar a pallidez e a feição taciturna que n'aquelles rostos juvenis se desenham, originadas não só da falta de conforto domestico e de carinhos maternaes que tão cedo lhes são negados, como tambem da fadiga excessiva, a que tão prematuramente os condemnaram!
Mais nos punge ainda o convencimento de que aquelles cerebros não são allumiados pela luz da instrucção, que lhe é defeza, pois lhes escasseia o tempo necessario para frequentarem a escola, ainda quando esta se acha proxima da fabrica, o que nem sempre acontece e muito menos quando está distante e d'ella separada por invios atalhos."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Restauro tosco na extremidade superior da lombada.
Raro.
Com interesse histórico.
35€

24 abril, 2020

TELLES, Alexandre da Cunha - A DINAMARCA. Por... [Prefácio por Juvenal de Araújo]. Madeira, Tip. Sport do Funchal, 1933. In-8.º (20,5 cm) de 128, [4] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Apontamentos do autor, conhecido advogado e filantropo madeirense, fruto das suas impressões de viagem e entrevistas concedidas aquando do seu périplo pela Dinamarca.
Obra dedicada pelo autor a sua sogra, cidadã dinamarquesa. Ilustrada em pagina inteira com o retrato de Sua Magestade Cristiano X, Rei da Dinamarca.
"O presente livro não tem pretensões, nem de estilo, nem de descrições grandiosas.
São simples apontamentos de impressões de viagens escritas a correr, como a correr foram as visitas feitas em ferias, depois dum ano de trabalho exaustivo. [...]
Não é a grandeza das esquadras, exercito, territorio, população, que marcam no mundo, mas sim o grau de civilização de cada povo.
A Dinamarca não obstante a pequenez do seu territorio bem como da sua população é uma das nações do mundo melhor governadas, sendo uma das mais civilizadas e admiradas.
Portugal Continental em territorio e população é tambem pequeno, mas pela grandiosa obra financeira do seu Eminente Presidente do Ministerio e Sabio Professor Ex.ᵐᵒ Snr. Doutor Oliveira Salazar é considerado como um modelo de superior administração por todas as nações.
Pretendi prestar homenagem ao país que pelo lado do coração me trouxe a ventura, alem disso apresentar um grandioso exemplo do que ali se faz em favor dos desgraçados e dos infelizes."
(Excerto do preâmbulo)
Índice:
[Preâmbulo]. | Prefácio. | O Rei da Dinamarca. | Vários aspectos da vida social da Dinamarca. | A assistencia aos tuberculosos. | O problema da habitação. | O tratamento dos dentes das creanças. | O Brazil e a Dinamarca. | A Inglaterra e a Dinamarca. | Portugal e a Dinamarca. | A luta contra a tuberculose. | Os tuberculosos. | Exportação da manteiga. | A forma como são tratadas as creanças no verão. | A navegação.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas cansadas, com manchas e pequenos defeitos. Lombada apresenta falha de papel nas extremidades.
Raro.
A BNP tem registo um exemplar na sua base de dados.
45€

20 novembro, 2019

AGUIAR, Prof. Alberto de - JUNTA PATRIOTICA DO NORTE. Pôrto (Portugal). 1916 - 15 Anos de Benemerência - 1931. Relato geral da sua obra e da Casa dos Filhos dos Soldados (Assistência aos Órfãos da Grande Guerra). 20-III-1916 : 31-XII-1931. Pelo... da Faculdade de Medicina do Pôrto, Sócio da Academia das Sciências de Lisboa, etc. Presidente da Comissão Executiva da Junta Patriótica. Titular das Ordens de Cristo, Benemerência e Instrução Pública de França. Pôrto, [s.n. - Emp. Indust. Gráfica do Pôrto, L.da, Porto], 1932. In-4.º (24 cm) de 292 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
"Organizada no Porto, em 15 de Março de 1916, a Junta Patriótica do Norte destinava-se a promover propaganda de natureza patriótica e a prestar assistência às vítimas da I Guerra Mundial. Desempenhou um papel de relevo no apoio aos filhos e órfãos dos combatentes da Grande Guerra, materializada na criação, durante o ano de 1917, da Casa dos Filhos dos Soldados. Os seus fundos provinham maioritariamente das cotizações de voluntários e de membros."
Livro ilustrado ao longo do texto com quadros, tabelas e  fotogravuras a p.b.
"A obra da Junta Patriótica do Norte, iniciada em 15-III-916 num ímpeto consolador de patriotismo, tem sido, em sua essência, uma obra de Amor e de Paz: - Amor à Pátria e Amor aos que por ela se bateram, sacrificaram e morreram; Paz e Veneração à memória dêstes; Paz e Amor para as vítimas da Guerra e nomeadamente para os filhos queridos que aqueles nos deixaram.
Foi êsse mesmo incentivo da Paz e Amor que levou à organização dum grupo de senhoras portuenses que, sob a designação de Núcleo Feminino de Assistência Infantil (N. F. A. I.), presidido pela veneranda e virtuosa senhora D. Filomena Nogueira de Oliveira, se votou à superintendência moral e material da obra de assistência aos ófãos da Guerra - a Casa dos Filhos dos Soldados (C. F. S.), como compromisso solene do estatuto da Junta."
(Excerto de Palavras prévias)
Alberto de Aguiar (1868-1948). "Médico, analista e professor universitário. Em 1893 licenciou-se pela Escola Médico-Cirúrgica do Porto. Lecionou diversas cadeiras na Escola Médico-Cirúrgica do Porto e, mais tarde, na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto entre 1896 e o ano da sua jubilação, em 1935. Alberto de Aguiar não se absteve de participar na política e de intervir civicamente. Presidiu à comissão executiva da Junta Patriótica do Norte (1916), organismo destinado ao fomento da propaganda patriótica e, mais tarde, a prestar assistência às vítimas da 1.ª Guerra Mundial e a apoiar a governação; foi no âmbito das funções exercidas por esta Junta que ajudou a fundar a Casa dos Filhos dos Soldados, sita na Rua de Cedofeita. O prestígio que adquiriu levou-o a uma fugaz presidência do Senado da Câmara Municipal do Porto entre 2 de Janeiro e 30 de Junho de 1926."
(Fonte: https://sigarra.up.pt/)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Com pequenas falhas de papel nas extremidades da lombada.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

12 outubro, 2015

DIAS JÚNIOR, José Lopes - EM REDOR DO SERVIÇO SOCIAL. (Duas conferências). Vila-Nova-de-Famalicão, Tipografia «Minerva», de Gaspar Pinto de Sousa & Irmão, 1932. In-4º (23,5cm) de 50 p. ; B.
1.ª edição.
Valorizada pela dedicatória autógrafa do autor ao Doutor Luís dos Santos Viegas.
Os primórdios da assistência social em Portugal. Conferências pronunciadas pelo autor a propósito da importância do Estado no desenvolvimento do Serviço Social baseado nos princípios da dignidade humana.
"É tão costume nosso cultivar o ódio e o rancor, está tão dentro dos nossos hábitos o desvario de criticar injustamente e de malsinar, tão longe nos tem levado a onda de paixões sectárias que, na verdade, chegamos a um momento em que é preciso tocar a unir para as almas desinteressadas e ansiosas do Serviço Social, sêja qual for a modalidade em que se informe.
Estamos no século da Assistência!
Por todo o mundo civilizado corre um frémito de solidariedade pelo nosso irmão doente e desamparado, pela criancinha orfã de pais ou de carinhos, pelo ignorante, pelo sem-trabalho, , por todo o infeliz, pelo próprio degenerado e criminoso, irresponsável nas suas taras e distrofias! [...]
Ao conjunto dos meios destinados a remediar os males sociais chamamos nós assistência."
(excerto da conferência proferida em Castelo Branco)
Conferências:
Em redor do Serviço Social. Conferência popular, proferida no Teatro da Covilhã, a Convite da Associação Mutualista Covilhanense, no dia 24 de Abril de 1932.
Breves considerações sôbre Assistência em Castelo Branco. Palestra proferida numa festa de Caridade em benefício do Instituto do Cancro e de um pavilhão hospitalar para tuberculosos em Castelo Branco, realizada no Cine-Teatro desta cidade, na noite de 3 de Novembro de 1931.
José Lopes Dias Júnior (1900-1976). "Nasceu a 5 de maio de 1900, em Vale do Lobo, atualmente Vale da Senhora da Póvoa, concelho de Penamacor. José Lopes Dias Júnior foi médico e escritor. Formado em Medicina pela Universidade de Coimbra em 1923, frequentou os hospitais de Paris durante todo o ano de 1925. realizou viagens de estudo a Espanha em 1923 e 1928 e à Itália em 1931. Seguiu cursos de radiologia e clínica geral no Hotel Dieu e na Charité, em Paris. Participou em muitos congressos nacionais e internacionais, especialmente de Pediatria, Proteção à Infância e de História das Ciências, designadamente de Medicina. Fundou, com apoio da Junta Geral do Distrito de Castelo Branco, em 1930, o Dispensário de Puericultura de Castelo Branco e as colónias marítimas de crianças, na praia da Nazaré. Foi médico em Penamacor durante três anos e depois em Castelo Branco, onde foi diretor do Dispensário de Puericultura e médico escolar no liceu de Nuno Álvares. Colaborou em diversos jornais e revistas como: Diário de Lisboa, Século, Diário de Notícias, Saúde Escolar, Acção Médica, Jornal Médico, etc. Foi redator do jornal Mocidade, entre 1916 e 1918, quando ainda era estudante, e na Acção Regional, de Castelo Branco, desde 1928. Consagrou-se como médico aos estudos referentes à Medicina Social e à História de Medicina em Portugal. Como médico escolar, encontra-se na revista Saúde Escolar, desde 1936. Foi assíduo colaborador em estudos de higiene das escolas primárias, dos liceus e universidades. Em 1946, juntamente com Firmino Costa preparam a tradução de Sete centúrias de curas médicas do Dr. João Rodrigues de Castelo Branco, vulgarmente conhecido por Amato Lusitano. Neste mesmo ano foi publicada a Primeira centúria."
(Fonte: Grande enciclopédia portuguesa e brasileira, vol. XV, pp. 448)

Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
10€