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08 setembro, 2026

TEIXEIRA, Julio Cesar de Carvalho -
PROJÉTO DE REGULAMENTO DE MANOBRAS DE UMA COMPANHIA DO PARQUE DE PONTES.
[Por]... Tenente ajudante do Batalhão de Pontoneiros. [S.l.], [s.n.], [1914]. In-8.º (22x16,5 cm) de 32 p. ; [1] f. desdob. ; il. ; E.
1.ª edição.
Proposta de regulamento elaborada pelo autor em 1912, e publicada em 1914, quando sopravam já os ventos da guerra.
A Companhia do Parque de Pontes foi uma subunidade histórica de apoio logístico e engenharia do Exército Português, integrada na estrutura de mobilização militar do início do século XX. Inseria-se no âmbito da Arma de Engenharia, cuja função primordial era garantir a transponibilidade de cursos de água e a livre circulação das forças terrestres em campanha através do transporte, manutenção e montagem de pontes táticas. (IA)
Obra com interesse para a bibliografia WW1, não mencionada na BNP, ilustrada com 5 quadros estatísticos em página inteira, incluindo o respeitante ao toque de clarins, e em separado, com croquis desdobrável de generosas dimensões (33,5x22 cm): "Bivaque normal de Uma companhia do parque de pontes (Com material)".
O autor escreveu um outro livro muito interessante relacionado com o mesmo tema (WW1), já no posto de Tenente-Coronel: Sapadores Mineiros : Tropa de Engenharia (1935), que narra a história do Regimento Sapadores Mineiros e a sua intervenção na Grande Guerra.
"Como o regulamento da mobilisação e a organisação atual do exercito indicam que os cabos condutores teem cavalo para montadas, não podem continuar a ser tronqueiros, e passam por isso a ser chefes de viatura no trem de manobra e de grupos de viatura (secção) no de reserva. Os 2.ºs sargentos que comandavam um carro e dirigiam o imediato (n.º 7 do regulamento de manobras) passam a ser tambem chefes de viatura e comandam essa viatura e a imediata que tem por chefe um cabo, constituindo as duas viaturas uma secção, como na artilharia (regulamento para a instrução de artilharia montada e a cavalo de 1911).
Essas secções nunca operam isoladamente, como na artilharia, mas são reunidas as suas viaturas nas evoluções e são carregadas e descarregadas pelas suas guarnições reunidas para esse efeito."
(Excerto de Principais alterações propostas ao «Regulamento de Manobras para o Trem de Pontes» de 1889)
Índice:
Principais alterações propostas ao «Regulamento de Manobras para o Trem de Pontes» de 1889 | Projéto de regulamento de manobras de uma companhia do Parque de Pontes: I - Instruções gerais; II - Composição de uma companhia do Parque de Pontes em pé de guerra; III - Formação da companhia com material; IV - Operações de reunião e destroçar da companhia com o seu material; - V - Evoluções da companhia com o seu material; VI - Execução das manobras de pontes; VII - Bivaque da companhia com material; VIII - Evoluções e bivaque da companhia sem material.
Júlio César de Carvalho Teixeira GCC • GCA • GCMAI (Lisboa, 1884 - 1959). "Foi um político e militar português. Participou na Primeira Guerra Mundial, em França, tendo sido condecorado e recebido vários louvores. Foi professor no Instituto de Altos Estudos Militares, e nas Escolas do Exército e Central de Oficiais. Exerceu outros cargos públicos como o primeiro comissário do desemprego, vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, entre 1926 e 1927, e como Ministro do Comércio e Comunicações. A 31 de dezembro de 1920 foi feito Oficial da Ordem Militar de Avis, sendo elevado a Comendador em 28 de abril de 1928 e a Grande-Oficial em 28 de junho de 1941. Em 5 de Outubro de 1930 foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito Agrícola, Comercial e Industrial, (actual Ordem do Mérito Empresarial) Classe Mérito Industrial. Em 10 de janeiro de 1947 foi condecorado com Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo. Carvalho Teixeira foi ainda condecorado com 8 medalhas de mérito militar."
(Fonte: Wikipédia)
Encadernação cartonada revestida a tecido com rótulo na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
45€
Reservado

12 julho, 2025

CID, Dr. Eng.º Arthur Varela -
O HIDROPLANADOR "PORTUGAL".
[Pelo]... Professor de Aeronautica do Instituto Superior Técnico.
Tese apresentada ao 2.º Congresso Nacional de Engenharia. [S.l.], [s.n. - Tipografia Invicta, Porto], 1948. In-8.º (21,5 cm) de 8 p. ; il. ; B.

1.ª edição.
Opúsculo ilustrado em página inteira com fotos do planador.
"Tenho a honra de relembrar ao Digníssimo Congresso alguma coisa àcêrca do hidroplanador Portugal, cujas experiências oficiais se realizaram no Centro de Aviação Naval de Lisboa, em 4 de Janeiro de 1934. Foi então pilotado pelo capitão de mar e guerra Paulo Viana.
O seu projecto, que data de1929, foi delineado nas pranchetas do Instituto Superior Técnico.
Por proposta portuguesa a Federação Aeronautica Internacional, com sede em Paris, creou então no Código Aéreo Internacional, após deliberações em assembleias magnas, uma nova categoria de aeronave que ficou oficialmente designada por «hidroplaneur», segundo votação por unanimidade das 35 nações suas filiadas.
No seu boletim designado por «Istus», o Presidente do Vôo sem Motor, exarou em 1935 a páginas 42, a seguinte opinião:
«Em Portugal nasceu o movimento do vôo sem motor marítimo».
«As experiências oficiais em Lisboa assim o demosntráram»."
(Excerto da Tese)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
A BNP dispõe de apenas um exemplar registado na sua base de dados.
Com interesse histórico e aeronáutico.
Peça de colecção.
25€

26 abril, 2025

MOURA, Engenheiro Horácio de -
UM ESTUDO SOCIAL : Movimento Nacional de Auto-Construção (ensaio).
Prefácio por S. Ex.cia Rev. ma o senhor D. Ernesto Sena Oliveira, venerando Arcebispo-Bispo-Conde de Coimbra. Coimbra, UCIDT - União Católica dos Industriais e Dirigentes de Trabalho, 1953. In-4.º (23x16 cm) de 215, [3] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Interessante trabalho de cariz social, tendo por objecto desenvolver planos para providenciar habitação própria aos operários e aos mais carenciados, tanto no meio rural como urbano, tendo por modelo o programa de (re)construção de habitações seguido por alguns países no pós guerra (1939-45), sendo aqui descritos o tipo de casa/bairros propostos, acompanhados de fotografias e (ou) plantas, bem como as zonas de implementação dos imóveis.
Ilustrado com inúmeras plantas e fotografias no texto.
"O Movimento Nacional de Auto-Construção (MONAC) surgiu no âmbito da União
Católica dos Industriais e Dirigentes do Trabalho (UCIDT). Esta foi criada, em
1952, para responder ao pedido direto de Eugenio Pacelli, o Papa Pio XII, a Horácio de Moura numa das visitas que fez ao Vaticano, no sentido de mobilizar os leigos católicos para a resolução dos problemas habitacionais dos mais pobres. [...]
"O Movimento iniciou as atividades no distrito e na cidade de Coimbra, sendo
as primeiras experiências construtivas realizadas sem qualquer assistência do
Estado. Foram exclusivamente apoiadas e financiadas pelo arcebispo de Coimbra, Ernesto Sena de Oliveira, que foi considerado pela organização como o construtor n.º 1 do Movimento (MONAC, 1960). O Movimento define como estratégia a construção de 2500 fogos espalhados pelo País (Moura e Oliveira, 1953)."
(Fonte: Habitação: Cem anos de políticas públicas em Portugal (1918-2018). Coord. Ricardo Costa Agarez, Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, Lisboa, dezembro de 2018)
"O mundo do trabalho é, a bem dizer, como fica recordado, um capital e um bem comum pertencente a dirigentes e dirigidos que a uns e outros interesse pôr a render largamente.
E essa é, repete-se, uma das grandes aspirações da UCIDT que, por todos os meios ao seu alcance, fugindo aliás à utopia de pretender igualar em tudo a condição e as situações dos homens, procura todavia aproximá-los, irmaná-los (eu ia para dizer... humanizá-los) cada vez mais pela prática crescentemente perfeita da justiça e da caridade.
No livro referido mostra-se quase à evidência e por maneira prática, como os operários de boa vontade, quando devidamente ajudados por patrões, industriais, dirigentes de trabalho e outras entidades públicas ou privadas, é possível e até relativamente fácil, não obstante a actual escassês dos seus recursos, a aquisição duma casa própria e privativa em condições e com requisitos capazes de fazer da sua vida familiar uma vida verdadeiramente himana que prende umas às outras as almas do mesmo lar e torna o viver comum uma autêntica atracção e delícia a que nenhuma outra se compara."
(Excerto do Prefácio)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa ligeiramente oxidada.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
35€

27 dezembro, 2024

OLIVEIRA, Eng, Estevão Mendonça Lamas de -
AVALIAÇÃO DE CAUDAIS DE MÁXIMA CHEIA.
Pelo... Memórias da Ordem Dos Engenheiros : C-17 : Separata do Vol. I - Fasc. III. [S.l.], [Ordem dos Engenheiros, [1954?]. In-4.º (23x16,5 cm) de 21, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Publicação sobre a avaliação de cheias, e as variantes técnicas e naturais que as condicionam.
Ilustrado no texto e em página inteira com quadros tabelas e gráficos.
Exemplar muito valorizado pela extensa dedicatória autógrafa do autor ao "Ex.mo Colega e Amigo Engenheiro Sá Fernandes".
"São numerosos os problemas de engenharia em que aparece a necessidade de avaliar o caudal de máxima cheia de uma determinada bacia. Na verdade, para projectar a construção de uma ponte, para estudar um problema de regularização fluvial ou ainda para dimensionar um descarregador de cheias, surge sempre a necessidade de avaliar aquela característica hidrométrica; e conforme os tipos de problemas a resolver, assim são diversos os métodos usados para avaliá-la."
(Excerto da Introdução)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Sem registo na BNP.
15€

21 maio, 2022

RAMOS, Gomes - FAROL DAS FORMIGAS.
[Por]... Capitão tenente
. Lisboa, Composto e impresso na Tipografia da L. C. G. G., 1953. In-4.º (23 cm) de 71, [1] p. ; [11] f. il. ; B.
1.ª edição.
Separata dos Anais do Club Militar Naval. Interessante trabalho sobre o Farol das Formigas, estrutura de sinalização marítima localizada nos ilhéus das Formigas, a norte da ilha de Santa Maria, no arquipélago dos Açores.
Monografia com interesse histórico e regional. Trata-se da descrição técnica do Farol e das rochas que o suportam, assim como o processo que conduziu à autorização, licenciamento e trabalho de construção do mesmo.
Livro ilustrado com 11 folhas separadas do texto, reproduzindo inúmeras fotografias, sendo uma delas dedicada em exclusivo à «Planta da rocha onde foi construída a tôrre para o Farol das Formigas : 1942» - Escala 1 : 500.
Exemplar muito valorizado pela extensa dedicatória autógrafa do autor.
"O Farol das Formigas localiza-se em pleno Oceano Atlântico, nos ilhéus das Formigas, a norte da ilha de Santa Maria, no arquipélago dos Açores. Está erguido a cerca de 500 metros a sul do Formigão (o ilhéu mais elevado). Constitui-se num dos "ex libris" da farolagem açoriana, marcando com o seu perfil característico a paisagem oceânica das Formigas.
Em pleno oceano Atlântico, a pequena dimensão e altura dos ilhéus das Formigas e a presença do recife de Dollabarat, tornam o conjunto um verdadeiro perigo à navegação marítima, particularmente à noite, em condições de má visibilidade ou quando a ondulação provoque ecos de mareta que não permitem a sua fácil interpretação por radar.
As dificuldades técnicas e logísticas para a construção de um farol num local tão inóspito como as Formigas, levaram ao sucessivo adiamento da sua concretização. Apenas no verão de 1948, numa operação de grande complexidade que envolveu a construção do atual cais de desembarque e a quebra de rochas submersas para permitir a aproximação das embarcações com pessoal, equipamentos e materiais de construção, foi erguido um farolim. Embora interrompido em diversos momentos, por conta das condições do mar, os trabalhos foram concluídos em apenas 36 dias.
Mais tarde, em 1962, com a utilização do navio balizador NRP Almirante Schultz, o farol foi modernizado."
(Fonte: wikipédia)
"O Farol das Formigas caminha para o terceiro ano de efectivo serviço de assistência à navegação, sinalizando os escolhos conhecidos por Ilhéus Formigas.
Não é demais que seja dada à publicidade com desenvolvimento a resenha histórica, bases para a escolha do equipamento e o relato da notabilíssima obra e construção da Torre do Farol, obra levada a efeito pela perseverança e notáveis qualidades de organizador de um distinto oficial de marinha.
Os Ilhéus Formigas resumem-se a simples rochedos aflorando a NW de um banco que corre de NW a SE com cerca de 7 por 3 milhas e distanciado 23 milhas da costa E de Sta Maria.
O banco mantém uma profundidade média e 30 metros, excepto numa pequena região a SE conhecida pelo Dollabart, com sondas de 3 metros.
Destaca-se no extremo norte o mais pequeno mas também o mais alto rochedo (cerca de 10 metros de altura por 20 de diâmetro) conhecido pelo Formigão. Segue-se um outro mais baixo (5 metros de cota) com cerca de 60 m. de comprimento por 35 de máxima largura, recortado por fendas alagadas que em todos os sentidos o atravessam.
Foi este último o ilhéu escolhido para implantação do Farol; em virtude da natureza do terreno algumas fendas houve que eliminar para o assentamento da base da Torre."
(Excerto do Cap. I - História, Planeamento e Organização da Expedição)
Matérias:
I - História, Planeamento e Organização da Expedição. II - Construção da Torre. III - Montagem do equipamento e acendimento. | Conclusão.
Exemplar em brochura, bem conservado. Com alguns (poucos) sublinhados a caneta ao longo do livro.
Muito invulgar.
30€

14 setembro, 2020

GARRETT, Francisco Lancastre de Almeida - ESTRADAS : antigas e modernas. Sua construção e reparação. [Por]... Visconde de Almeida Garrett. [S.l.], Missão de Estudo na Junta Autónoma das Estrada : Direcção de Estradas do Distrito do Porto : Setembro - Dezembro de 1930, [1931]. In-4.º (24,5 cm) de 114, [2] p. ; [9] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Rara e interessante monografia sobre a construção e conservação das estradas. Estudo pioneiro elaborado em época de grandes transformações rodoviárias, pouco tempo após a criação da JAE.
"Com a criação da Junta Autónoma de Estradas em 1927 foi proposta uma divisão das estradas nacionais em duas classes. Aquela proposta foi implementada no plano estabelecido em 1933. Por este plano passaram a existir estradas nacionais de 1ª e de 2ª classe. As estradas de 1ª classe, constituiriam a malha principal da rede, ligando Lisboa, as capitais de distrito entre si e outros locais de importância nacional. As estradas de 2.ª classe (correspondendo, grosso modo às antigas estradas distritais do plano de 1889) ligariam, essencialmente as capitais de distrito às suas sedes de concelho e a outros locais de importância distrital. Além disso continuaram a existir as estradas municipais (ligando as sedes às outras povoações dos concelhos) e os caminhos vicinais (correspondendo aos anteriores caminhos públicos)."
(Fonte: wikipédia)
Foram desta obra tirados 170 exemplares, numerados de 1 a 170 e rubricados pelo autor. O presente leva o n.º 96.
Livro ilustrado ao longo do texto com tabelas e desenhos esquemáticos, e em separado, com 9 estampas impressas sobre papel couché reproduzindo fotogravuras da época.
Estampas: 1) S. Ex.ª o Snr. General Teofilo da Trindade visitando as obras da Estrada de Penafiel; 2) Cilindro-compressor «Fowler»; 3) Limpando com vassouras fortes o pavimento antes do lançamento de betuminoso; 4) Ventoinha para limpeza do pavimento. J. A. E. (Distrito do Porto); 5) Cilindro-compressor «Fowler» usado na J. A. E. (Direcção de Estradas do Distrito do Porto); 6) Fiscal observando os trabalhos de limpeza do pavimento; 7) Reparação das valetas na Estrada Ponte da Pedra à Trofa; 8) Um trecho da Estrada Ponte da Pedra à Trofa; 9) Um trecho da Estrada Porto - Vila do Conde.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Dr. Gaspar Monteiro.
"Lendo os jornais de há bastantes anos, veríamos considerada como loucura a velocidade de 60 quilómetro por hora, velocidade que, pelos técnicos de então, fôra julgada inultrapassável. Hoje atinge-se 150, 180, etc., em estradas largas e duma construção perfeitíssima.
Se antigamente a estrada era considerada como a via terrestre mais barata, ela pode hoje ultrapassar no custo as mais caras linhas férreas. Nem em comodidade nem em velocidade se chegava há 60 e 80 anos, ao que hoje a engenharia moderna conseguiu, mercê de aturados estudos.
Mas, se os meios de transporte de então, a mala-posta e a deligência, eram considerados comodíssimos, êles são hoje para nós só relíquias. Hoje, em face dos progressos obtidos, chegamos a irritar-nos com um expresso cuja comodidade não seja absoluta, com um pequeno atrazo que sofremos, etc. Que formidável êste século XX, que grandeza no modo de tudo encarar da moderna geração!"
(Excerto de Como se viajou, como se viaja)
Índice:
Palavras prévias. | Introdução. História da Estrada: I - Como se viajou, como se viaja; II - Como nasceu a estrada; III - Como se chegou à moderna construção das estradas. | A moderna construção. I Parte - Como se constroem estradas em Portugal. II Parte - O que sôbre o assunto se faz no estrangeiro. | O que mais se poderia dizer. Palavras finais; O caminho de ferro e a estrada; O triangulo de turismo «Lisboa-Sintra-Cascais»; Estradas modernas no estrangeiro. | Bibliografia.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas "empoeiradas" com pequenos defeitos.
Raro.
Com interesse histórico e técnico.
45€

25 julho, 2020

ANDRADE, Eng. Abel de Noronha e - O PROBLEMA DO TEJO. Melhoramento das suas condições de navigabilidade e de defesa dos seus campos marginais. Conferência realizada na séde da Ordem dos Engenheiros em 9 de Junho de 1939. Separata do Boletim da Ordem dos Engenheiros : N.os 38 a 41 - 1940. [Por]... Director da Hidráulica do Tejo. Lisboa, Gráfica Santelmo, 1940. In-4.º (25 cm) de 59, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Importante trabalho sobre a navegabilidade do Tejo e as cíclicas cheias do rio, com especial ênfase para os diques que o regulam, valas e canais.
Ilustrado com tabelas, planta e cortes transversais do Tejo, e desenhos esquemáticos dos diques ao longo das páginas de texto.

Livro muito valorizado pela dedicatória do autor ao Ministro da Justiça, Dr. Manuel Rodrigues Júnior.
"O problema do Tejo é um problema de vastidão e complexidade tais, dados os numerosos e importantes aspectos sob os quais pode ser encarado, que nem mesmo ao de leve é possível tratar ùtilmente, e na to, numa só palestra.
É incontestàvelmente um dos problemas hidráulicos de mais transcendente resolução no nosso País, tal a importância do rio e grandeza da sua bacia hidrográfica, a diversidade de características das regiões atravessadas pelo Tejo, pròpriamente, ou pelos seus numerosos afluentes, alguns dos quais importantíssimos por sua vez, e o carácter extremamente irregular e turbulento do seu regime. [...]
Na verdade, desde 1880 até pouco depois de 1930 pode dizer-se que as obras de defesa dos campos do Tejo estiveram pràticamente abandonadas, tão minguadas ou exíguas eram as verbas que, nos orçamentos do Estado, se destinavam à sua conservação e reparação.
E se se atender a que justamente neste longo período houve algumas cheias de violência extraordinária que nas obras causaram avarias gravíssimas e por vezes a sua ruína quási total, far-se á uma pálida idea do estado a que o conjunto chegou quando o Govêrno do Estado Novo pôde, uma vez restabelecido o equilíbrio financeiro, dedicar a sua atenção a êste e outros problemas semelhantes."
(Excerto de Consideração gerais)
Matérias: Considerações gerais. | Descrição sumária do Tejo e do seu regime. | As cheias do Tejo. | Obras de defesa e enxugo  existentes: O dique da Malã; O dique da Labruja; O dique dos Vinte; O dique de S. João; O dique da Boa Vista ou do Rebentão; O dique das O'nias; O dique de Valada; O dique do Arrepiado; O dique do Pinheiro; O dique Senhora das Dores; Diques longitudinais insubmersíveis [Tapadinha; Alverca; Cabido; Junceira; Caldeira; Gagos ou do Hospital; Torrinha ou do Migadalho]; O dique de Reguengo; O dique da Courela; O dique do Escaropim; O dique de Bilrete. | Propagação das cheias. | O estudo actual do Tejo - Siuas causas e conseqüências. | Resolução do problema. | Zona de Abrantes. | Zona de Constância. | Zona do Arrepiado à Chamusca. |  Zona de Tancos à foz do Almonda. | Zona da Chamusca ao Pôrto do Patacão. | Zona da foz do Almonda à foz do Alviela. | Zona do Pôrto do Patacão ao pôrto da Courela do Marquez. | Zona da foz do Alviela à Ribeira de Santarém. | Zona do pôrto da Courela do Marquez à foz do Sabugueiro. | Zona da Ribeira de Santarém à foz do canal de Azambuja. | Zona da foz do Sabugueiro à Ponta da Erva. | Zona da foz do canal de Azambuja até Vila Franca de Xira. | [Estimativa do custo de execução de obras: a( Criação do leito de estiagem; b) Construção de novos diques; c) Construção de esporões, barragens, defesas marginais, enrocamentos e plantações; d) Limpeza e regulação de afluentes; e) Refôrço de obras existentes. | Conclusão.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa apresenta picos de acidez e mancha desvanecida de humidade à cabeça.
Raro.
Com interesse histórico e técnico.
40€

19 abril, 2020

PINA, Luiz da Câmara - A T. S. F. E AS TRANSMISSÕES : um problema da guerra moderna. [Por]... Tenente de Engenharia. Memória de Concurso para o Serviço de Estado-Maior. [Prefácio do Tenente Coronel de Engenharia Carlos de Barros Soares Branco]. Lisboa, Livraria Clássica Editora, 1938. In-4.º (23 cm) de 194, [2] p. ; [12] p. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante monografia com interesse para a história das Transmissões em Portugal. Inclui breve resenha sobre a utilização das comunicações durante a Grande Guerra.
Livro ilustrado no texto com quadros, esquemas e diagramas, e em separado, com 13 fotogravuras a p.b.
Sobre esta obra em particular, com a devida vénia ao MGen Pedroso Lima, reproduzimos excerto do artigo O livro “A TSF e as Transmissões”, in https://historiadastransmissoes.wordpress.com/2013/10/29/o-livro-a-tsf-e-as-transmissoes/
"A obra “A TSF e as Transmissões”, publicada em 1938, da autoria do então tenente de Engenharia Luís de Câmara Pina (1904-1980), é um livro de referência na História das Transmissões Militares.
Trata-se de uma obra diferente de todas as publicadas sobre transmissões do Exército e que apresenta características próprias, algumas das quais passaremos a destacar.
Embora se trate de um livro baseado na Memória do Concurso para o Serviço de Estado-Maior, o livro ultrapassa claramente o âmbito exclusivamente militar. Sendo a parte essencial do livro, dedicada à técnica e organização das transmissões a considerar para o conveniente aproveitamento da TSF, não deixando de incluir uma referência às grandes invenções de Leonardo da Vinci, que compara com a invenção da TSF, bem como enuncia as suas grandes potencialidades futuras e os perigos que comporta.

O autor escreve muito bem, revela cultura histórica, demonstra estar bem preparado tecnicamente, é imaginativo e a sua escrita é muito agradável de ler.
Outra particularidade do livro é que o autor do Prefácio do livro é o então tenente coronel Soares Branco, e que também, como o general Pina, foi uma figura de projeção nacional e um grande vulto das transmissões dado o brilho da sua atuação na Grande Guerra como chefe do Serviço Telegráfico do C.E.P."

"A guerra é um problema de harmonia, e, como tal, exige a coordenação de todos os esforços para um fim determinado - a imposição de uma vontade.
As armas são diferentes, as técnicas são múltiplas, mas o objectivo é um só:por isso a variedade técnica serve a unidade táctica, única maneira de se conseguir a conjugação de todos os elementos que intervêm na batalha.
Sem esta ligação seria impossível unificar a acção e, diz Ludendorff, é de uma acção conjunta que tudo depende.
Imediatamente se vê que a Ligação, necessidade que se advinha e quási inconscientemente se pressente, é, sobretudo, uma resultante, uma conseqüência; não é um princípio que se possa estabelecer à priori, é antes um fim que por variadíssimos meios se procura alcançar. [...]
 Êste entendimento prepara-se deste o tempo de paz pela comunhão num mesmo ideal e pela unidade de doutrina; assegura-se em tempo de guerra pelo contacto.
Os meios pelos quais se estabelece êste contacto através da distância e dos obstáculos chamam-se meios de transmissão."
(Excerto do Cap. I, A Ligação e as Transmissões)
Índice: Prefácio. | Introdução. | Teses. | I - A Ligação e as Transmissões. Princípios gerais; Evolução; O Problema das Transmissões; A T. S. F. meio de transmissão. II - Generalidades sobre a Organização das Transmissões. Em tempo de paz; Em campanha; III - O emprêgo da T. S. F. em campanha. Princípios gerais; Rêdes de T. S. F.; A Escuta e a Radiogoniometria; A Protecção e o Segrêdo; Aparelhos de T. S. F. IV - Perspectivas. Nota final; Bibliografia.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
20€

31 dezembro, 2019

TEIXEIRA, Júlio César de Carvalho - SAPADORES MINEIROS : Tropa de Engenharia. [Por]... Tenente-Coronel de Engenharia. [S.l.], Edição da Corporação de Oficiais do Regimento de Sapadores Mineiros, [1935]. In-8.º (19 cm) de 76, [4] p. ; B.
1.ª edição.
História do Regimento Sapadores Mineiros e a sua intervenção na Grande Guerra. Inclui no final do livro, em Rol de Honra, a "Lista das praças do R. S. M. falecidas na Grande Guerra (Inscrição das lápides do antigo Quartel de Sapadores) - Moçambique 1914/1918 e França 1917/1918".
"O Regimento de Sapadores Mineiro é um corpo de tropas de Engenharia, tão rico em pergaminhos de antiguidade guerreira, como pobre nas galas e pompas que fazem em tempo de paz a admiração das multidões.
E tão pobre e despretenciosa tem sido a sua vida, que não se encontra na sua biblioteca, nem em parte alguma, um daqueles folhetos que contam a história dos regimentos do nosso  Exército... [...]
Com o pensamento pôsto no notável «espírito de corpo» das C. S. M. do C. E. P. em França, que teve a honra de comandar já no final da guerra, e no orgulho dos seus oficiais e praças em serem Sapadores Mineiros, resolveu o autor dêste trabalho coligir umas ligeiras e despretenciosas notas para preencher tão lamentável lacuna nas bibliotecas militares... [...]
Ousa o autor dêste trabalho dedica-lo, em primeiro logar, aos seus companheiros, oficiais, sargentos e praças de Sapadores Mineiros da Grande Guerra e, em seguida, aos seus camaradas do R. S. M."
(Excerto do Preâmbulo)
Índice:
Duas palavras. | I - Preâmbulo. Considerações iniciais. II - A organização dos Sapadores de Engenharia. 1.º Período: 1812/1911; 2.º Período: 1911/1932. III - Nas Terras Oscilantes. Ribatejo: 1909; Açores: 1926. IV - Em campanha. Guerra de África: 1891; Guerra de África: 1895; Grande Guerra: 1914/1918 - No C. E. P. em França: 1.ª Companhia de Sapadores Mineiros; 2.ª Companhia de Sapadores Mineiros; 3.ª Companhia de Sapadores Mineiros; 4.ª Companhia de Sapadores Mineiros; 1.ª e 2.ª Companhia de Mineiros; Companhia de Projectores. Na África Portuguesa: 1.ª Expedição a Moçambique - 1916/1917; 2.ª Expedição a Moçambique - 1917/1918. V - Sonhos de Glória. Considerações Finais.
Júlio César de Carvalho Teixeira GCC • GCA • GCMAI (1884-1959). "Foi um político e militar português. Participou na Primeira Guerra Mundial em França, tendo sido condecorado e recebido vários louvores. Também foi professor no Instituto de Altos Estudos Militares, e nas Escolas do Exército e Central de Oficiais. Exerceu outros cargos públicos como o primeiro comissário do desemprego, vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, entre 1926 e 1927, e como Ministro do Comércio e Comunicações."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito raro.
A BNP dispõe de apenas um exemplar no seu acervo.
35€

21 dezembro, 2019

FERREIRA, Engenheiro Raul Cesar - ESTALEIROS E ARSENAIS DE CONSTRUÇÃO NAVAL. Com um prefácio do comandante Abel Fontoura da Costa. [Pelo]... Diplomado pela «Regia Scuola Navale Superiore di Genova - Italia», Lente de Arquitectura Naval da Escola Naval de Lisboa. Lisboa, Papelaria, Livraria e Tipografia Fernandes & C.ª, Ld.ª, 1930. In-4.º (24 cm) de [8], 93, [3] p. ; [1] planta desdob. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante trabalho sobre a indústria de construção e reparação naval.
Ilustrado ao longo do texto com desenhos esquemáticos, e em separado, com a planta de um Projecto de Estaleiro de Construção Naval (escala 1.500) assinado pelo autor (23,5x37 cm).
Livro duplamente valorizado pela assinatura do autor que certifica a tiragem, e pele sua dedicatória autógrafa ao "amigo e ilustre poeta Ruy Chianca" (1891-1931), conhecido escritor e dramaturgo português.
"Um navio, desde o seu início nos estaleiros, necessita sempre de beneficiações e, ás vezes, de concertos e e modificações que só nos arsenais podem ser convenientemente executadas. Daqui a necessidade do conhecimento desses estaleiros e arsenais, elemento basilar da cultura geral profissional do oficial de marinha.
O nosso camarada engenheiro Cesar Ferreira, professor da 6.ª cadeira da Escola Naval, condensou neste pequeno volume os elementos para bem se apreciarem todos os diferentes tipos de «Estaleiros e Arsenais de Construção Naval», desde os mais modestos aos mais importantes. [...]
«Estaleiros e Arsenais de Construção Naval» é tambem um optimo livro de consulta, a que o oficial de marinha sempre recorrerá com proveito; e, sob este aspecto, o seu interesse é ainda maior."
(Excerto do Prefácio)
Indice: Prefácio. | I - Carreiras de construção. II - Lançamento do navio. III - Docas sêcas. IV - Docas flutuantes. V - Planos inclinados. VI - Grades de marés. VII - Dar de carena. VIII - Os arsenais e estaleiros.
Exemplar brochado, maioritariamente por abrir, em bom estado de conservação. Capa apresenta pequena falha de papel no canto superior direito.
A BNP dá notícia desta obra, sem no entanto ter registo de qualquer exemplar no seu acervo.
Raro.
65€

11 agosto, 2019

SARAIVA, José da Cunha Mendes - A BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO LIS E OS TRABALHOS DO ENGENHEIRO REINALDO OUDINOT NO SÉCULO XVIII. Por... Director do Arquivo Histórico do Ministério das Finanças. Lisboa, [s.n. - Arquivo Histórico do Ministério das Finanças], 1943. In-4.º (25 cm) de 29, [3] p. ; [2] f. il. ; B. Publicações do Arquivo Histórico do Ministério das Finanças, VII
1.ª edição.
"No mais alto e abrupto ponto do sinclinal divisionário dos vales do Lena e Lis, e antes da confluência dêstes dois rios na Ponte das Mestras, em uma elevação sobranceira ao sítio em que o álveo do último rio descreve caprichosa curva, fundou D. Afonso Henriques em 1135 o castelo de Leiria, segundo as opiniões mais fundamentadas. Mais adiante teremos oportunidade de abordar êste assunto.
Os afloramentos de ofitos e dioritos, particularidade notável da orla mesozóica e cenozóica, que romperam através dos estratos e formaram cúpulas ou cabeços, por vezes bastante salientes, ofereciam condições estratégicas de primeira ordem, e por isso foram sempre escolhidos para nêles se erguerem fortificações militares, pelo que o povo aplica a estas rochas a curiosa designação de «pedra casteleira». Está nesta caso o monte em que assentou o castelo de Leiria, a-par-de muitos outros existentes pelo país fora."
(Cap. I)
"A fundação do castelo de Leiria, em tal ponto, era uma vigia avançada para conter as arremetidas audaciosas do inimigo sarraceno e proteger o desenvolvimento do nascente aglomerado urbano que pela encosta até ao vale se estendia, para mais pacificamente os seus habitantes se poderem entregar à faina laboriosa do cultivo da terra que marginava o rio Lis, fertilizada pelas suas águas.
A-pesar desta medida defensivas, não impediu que algumas vezes as hostes inimigas assediassem o castelo, puzessem em sobressalto o seus defensores e talassem os campos, roubassem e destruíssem as culturas."
(Excerto do Cap. II)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Pouco vulgar.
Indisponível

19 abril, 2019

AMARAL, Francisco Keil – LISBOA : uma cidade em transformação. Lisboa, Publicações Europa-América, 1970 [copy, 1969]. In-8.º (18,5cm) de 237, [11] p. ; [28] p. il. ; B. Colecção Estudos e Documentos, 55
1.ª edição.
Ilustrada em separado com fotografias de Lisboa.
"As cidades são algo mais do que conjuntos de edifícios ladeando ruas e praças. São organismos vivos.
Os edifícios, as ruas e as praças formam, com as pessoas que ali habitam, transitam, trabalham e passeiam, unidades coerentes e características. A relação entre as construções e quem nelas vive e viveu é complexa, mas efectiva e constante. E a prova disso – de que sai organismos vivos – é que as cidades morrem, mesmo sem terem sido destruídas. Basta quebrarem-se os elos que ligam num todo harmonioso os edifícios e as pessoas; basta que o modo de vida deixe de corresponder à feição e ao carácter das edificações."

Matérias:
I. Sobre o crescimento urbano e suburbano de Lisboa. Alguns números e as realidades a que dizem respeito; II. Sobre a solidão em comum; III. Sobre a grandeza das cidades; IV. Sobre a ganância, o amor e outros materiais de construção; V. Sobre o automóvel na cidade; VI. Sobre uma aragem mediterrânica nos aspectos mais lisboetas de Lisboa; VII. Sobre as mulheres entaladas e a intervenção dos artistas plásticos na dignificação da cidade; VIII. Sobre edifícios de outros tempos e a nossa condição especial de lisboetas; IX. Sobre o Município e a transformação de Lisboa.
Francisco Keil Amaral (1910-1975). "É um dos mais conhecidos arquitectos portugueses e o seu talento peculiar é bem patente em numerosas obras cujo traçado tem concebido. Observador atento dos grandes fenómenos do urbanismo moderno, Lisboa mereceu-lhe, neste livro simultaneamente pitoresco e grave, um estudo de profunda repercussão cultural, pois trata-se da primeira obra em que se faz o balanço de toda uma política de urbanismo, se escalpeliza o estranho fenómeno do crescimento de uma cidade e se traça, enfim, um panorama rigoroso da nossa capital numa fase particularmente importante da sua existência. Nas próprias palavras do autor não se trata, pois, dum livro técnico, embora escrito por um profissional sobra as matérias do seu ofício. Tão-pouco dum livro teorizante – estendal de lucubrações eruditas para iniciados. É apenas um conjunto de reflexões sobre vários aspectos desta cidade bem-amada, ou que com ela se relacionam, para melhor compreendermos e mais sensata e equilibradamente a continuarmos.”
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas algo sujas. Com assinatura de posse na f. rosto.
Invulgar.
Indisponível

22 maio, 2018

CABRAL, Paulo Benjamin - ELECTROTECHNIA EM PORTUGAL. Por... Engenheiro civil, lente cathedratico do instituto industrial e commercial de Lisboa e enspector geral dos telegraphos. Congresso Pedagogico Hispano-Portuguez-Americano : Secção Portuguesa. Lisboa, Imprensa Nacional, 1892. In-4.º (25 cm) de [2], 38 p. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história da engenharia electrotécnica em Portugal. O autor descreve o panorama nacional da disciplina, aproveitando para estabelecer um paralelo com o estudo da matéria no estrangeiro.
"A importancia e a necessidade do ensino technico são de tal modo reconhecidas e apreciadas, que de toda a parte surgem quotidianamente estudos tendentes a esclarecer algum dos multiplos problemas, ou a resolver alguma das questões controversas que lhes dizem respeito. Collaboram n'esses trabalhos, com igual zêlo, sabios e engenheiros eminentes, e todos os que estão ligados ao ensino publico ou particular, desde os mais famosos até aos mais humildes professores, mostram tanto empenho como os industriaes, os commerciantes e os proprios operarios em promover o desenvolvimento de um genero de instrucção que é indispensavel diffundir para fomentar o progresso industrial, ou pelo menos para assegurar para assegurar a cada povo o goso e os beneficios de muitos inventos e descobertas. [...]
Vejamos agora mais minuciosamente como está e como tem estado organisado em Portugal o ensino da electricidade e das suas prinicpaes applicações.
Como acima se disse, não ha, mesmo no presente momento, nenhuma escola technica superior destinada a ensino d'esta natureza e nas escolas existentes não estão organisados cursos especiaes. Apenas na escola do exercito (escola de applicação para os cursos das armas scientificas e de engenharia civil, e ao mesmo tempo escola para os officiaes das armas de infanteria e cavallaria) ha uma cadeira de telegraphia, destinada a completar a instrucção geral dos engenheiros.
O unico curso actual de electrotechnia era o que se ensinava nos institutos industriaes e commerciaes de Lisboa e Porto e que legalmente deixou de existir no segundo d'aquelles estabelecimentos, tendo sido transformado no primeiro por modo que não é n'este momento nem sequer curso preparatorio ou aproveitado para instrucção dos empregados telegraphicos."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado, por abrir,  em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos.
Raro.
Indisponível

18 abril, 2017

NINY, Henrique Jorge - INQUÉRITO HABITACIONAL. Organizado pela Direcção Geral de Saúde Pública - Inspecção de Sanidade Terrestre - em colaboração com o Instituto Nacional de Estatística. Estudo crítico por... Inspector-adjunto. Lisboa, Ministério do Interior, 1941. In-4.º (25,5cm) de 302, [2] p. ; [14] f. desdob. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante estudo levado a cabo em Lisboa, incidindo com algum pormenor em quatro freguesias: Santos, Camões, Belém e Arroios.
Ilustrado no texto com quadros, tabelas, plantas e fotografias a p.b., muitas delas em página inteira, e em separado, com 14 mapas em folhas desdobráveis.
"Foi da escolha do Ex.mo Director Geral a terra em que se realizou o trabalho, a cidade de Lisboa, e dentro desta cidade, de enorme área, a escôlha das zonas a que êle se limitaria, uma vez que for falta de verbas e de pessoal seria impossível que êle fosse completo. Pensou S. Ex.ª que essas áreas deviam ser formadas por freguesias, e designou quatro, duas na parte central e duas na parte periférica da cidade, cada grupo formado por uma freguesia muito antiga e outra de desenvolvimento relativamente moderno. Foram, e respectivamente, Santos e Camões, e Belém e Arroios. [...]
Pareceu-nos sempre que se devia limitar a investigação ao que desde logo se reconhecesse possível verificar em cada habitação, em cada fogo, qualquer que fôsse a condição social da família."
(excerto do preâmbulo, Algumas palavras...)
"As aglomerações urbanas - como a vida humana - têm um desenvolvimento natural que necessita de ser vigiado. Não basta que as suas casas tenham um belo aspecto estético, não chega que as suas ruas, irrepreensìvelmente simétricas ou quebradas com curvas harmoniosas, deixem antever soberbas perspectivas, torna-se necessário que o seu médico-sanitarista lhe proporcione tôdas as condições de salubridade indispensáveis á vida e ao bem estar dos seus habitantes. [...]
As cidades, no seu crescimento progressivo, apresentam à dobadoira do tempo, problemas sempre novos e complexo de demandam, como na medicina, e cada vez mais, uma especialização mais profunda. A civilização com seu frenético dinamismo traz, constantemente, novas concepções e idéias de tal variedade e mutabilidade que a sua aplicação exige a conjugação dos conhecimentos dos vários ramos da higiene pública.
Como os homens, as urbes definham-se e adoecem e a terapêutica não deve restar apenas sintomática, tem de ir às origens para debelar o mal e tem ainda de marcar a profilaxia para que, no futuro, o morbo não reapareça. O aglomerado não vive só uma geração, tem de perdurar robusto, firme, acolhedor, para albergar sucessivas gerações, e para bem desempenhar esta missão hospitaleira o seu meio tem de ser saüdável. É então que a salubridade dita as suas leis, marcando as directrizes da habitação quanto à sua implantação, orientação, materiais de construção, disposição de compartimentos, iluminação, ventilação, instalações sanitárias, etc., proporcionado, enfim, casa salubre."
(excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa rasgada na diagonal, conservando o pedaço para posterior restauro.
Raro.
A BNP possui apenas um exemplar registado na sua base de dados.
Com interesse urbanístico.
30€

12 fevereiro, 2017

BATALHA, Fernando - A URBANIZAÇÃO DE ANGOLA. [Por]... Arquitecto. Luanda, Edição do Museu de Angola, 1950. In-4.º (28 cm) de 22, [2] p. ; [16] p. il ; B.
1.ª edição independente.
Curioso estudo sobre a urbanização colonial em Angola ao longo dos anos, anteriormente publicado em três números especiais do jornal «A Província de Angola».
Ilustrado em separado sobre papel couché com fotografias a p.b. de arruamentos, edifícios, vistas aéreas, e plantas de várias cidades, vilas e povoações angolanas.
"A formação urbana das povoações antigas de Angola não foi meramente casual ou resultante da sorte, pois a análise retrospectiva das suas origens mostra-nos suficientemente a existência de ponderosas determinantes de origem geográfica, económica e política a condicionar a escolha do local ou a criação do aglomerado urbano, que se nos apresentam como o produto dum móbil deliberado e consciente, germe da primeira colonização que nos tempos modernos se empreendeu no continente africano."
(Excerto do Cap. I)
Fernando Batalha (1908-2012). “Arquitecto português, nascido a 5 de maio de 1908, na cidade do Redondo, no distrito de Évora. Depois de concluir o curso de arquitetura, partiu para Luanda, em 1935. Aí, realizou vários projetos de arquitetura. Entre 1940 e 1947, foi responsável pelo Gabinete de Urbanização de Benguela e, durante a década de 40, realizou vários trabalhos em Benguela e noutras cidades de Angola. Exerceu vários cargos, como o de delegado do Gabinete de Urbanização do Ultramar (em Angola), o de vogal na Comissão Provincial dos Monumentos Nacionais de Angola e o de funcionário do Instituto de Investigação Científica do Ultramar (no setor da Arqueologia). Para além disso, o arquitecto dedicou-se ao estudo e divulgação do património urbanístico de Angola. Publicou algumas obras, como Urbanização de Angola (1950), Povoações de Interesse Histórico, Arqueológico e Turístico (1960), Em Defesa da Vila do Dondo (1963), Em Defesa do Património Histórico e Tradicional de Angola (1963), entre outras."
(fonte. infopédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Indisponível