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17 setembro, 2015

MACEDO, Santos - CARTILHA Z (Gases de Combate). Prefácio do Tenente-coronel de Artilharia Mario da Silveira Guerra Freire Themudo. Por... Tenente de Engenharia. [S.l.], Edição do Autor, [1935]. In-8.º (16,5cm) de 71, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada nas páginas do texto com fotogravuras, desenhos esquemáticos e desenhos de equipamento anti-gás.
"O interêsse pela guerra química encontra-se no nosso País ainda localizado num limitado número de pessoas que em vão se esforçam por convencer a grande massa de uma população que aguarda com raro estoicismo a hora do sacrifício... [...]
Na extrema guarda avançada dos que porfiadamente se empenham pela organização da protecção anti-química no nosso País, encontra-se o autor desta excelente publicação. [...]
Os seus artigos publicados na Revista Defesa Nacional e as sua acertadas opiniões sôbre quaisquer questões  relativas à guerra química tornaram-no bem conhecido e muito apreciado por todos aqueles que se dedicam à especialidade.
O seu belo trabalho não tem porém apenas o interêsse restritamente militar que o autor lhe atribui, mas, e principalmente, uma utilidade que se estende a tôda a Nação, por isso, que, um dia, feito o seu licenciamento, serão êsses graduados e êsses soldados a quem, como diz o autor, êste trabalho se destina, a preciosa matéria prima a quem forçosamente se recorrerá para a necessária instrução anti-gás da população civil."
(excerto do prefácio)
Matérias:
I - Preliminares - O que é a Guerra Química? - Importância da Guerra Química. - Uma defesa Anti-Gás bem organizada e aceite restringe os efeitos da Guerra Química. II - Gases de combate - Resumo histórico. - O que são gases de combate? - Principais características dos gases de combate. - Classificação dos gases de combate. III - Meio de ataque. IV - Meios de defesa. V - Instrução anti-gás - Princípios gerais. - Equipamentos de protecção individual anti-gás m/1933. VI - Palavras finais.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Ostenta carimbo oleográfico da biblioteca do Ministério da Guerra na capa e nas 1.ª e última página texto.
Muito invulgar.
Indisponível

18 julho, 2014

THEMUDO, Mário da Silveira Guerra Freire - COIMBRA E A GUERRA AERO-QUÍMICA. Por... Tenente coronel de Artilharia. [S.l.], Separata de «Notícias Farmacêuticas», 1937. In-4º (24cm) de 25, [3] p. ; il ; B.
Ilustrado com o retrato do tenente coronel Freire Temudo em página inteira.
Palestra sobre a defesa anti-aérea de Coimbra.
Valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
"Uma das maneiras de realizar a defesa em conjunto da população duma cidade tem por base a ocultação desta por meio de nuvens de fumo.
A ocultação durante o dia, principalmente quando se trate duma grande cidade, é empresa difícil e dispendiosa.
Coimbra apresenta um certo número de características especiais que se traduzem em dificuldades quanto à possibilidade de tornar eficas a sua ocultação.
A sua referenciação é muito fácil em virtude da configuração extremamente acidentada da sua superfície, da indicação que é dada pelo rio Mondego e especialmente pelas pontes sôbre êste rio junto à cidade e ainda por causa das linhas férreas que a servem. [...]
Baseando-nos em algumas das considerações que acabamos de fazer, podemos pois concluir que:
a) A cidade de Coimbra pela natureza bastante acidentada da sua superfície se encontra em condições de notável gravidade perante o perigo de um ataque aero-químico.
b) Os meios químicos que maiores efeitos de destruição deverão produzir na cidade de Coimbra são os explosivos e os produtos incendiários.
c) A parta alta da cidade é a mais vulnerável aos explosivos e aos produtos incendiários.
d) A parte baixa da cidade é a mais vulnerável aos gases.
e) A defesa activa anti-aérea deverá ser constituída:
1.º Por aviação defensiva de efectivo funcionado pelo provável valor da aviação empenhada no ataque;
2.º Pela artilharia anti-aérea indispensável que, para facilidade de comando e conveniência de dotação de todos os meios necessários ao bom funcionamento dos serviços, fixamos num grupo de baterias;
3.º Pelas metralhadoras pesadas correspondentes.
f) A defesa passiva anti-aérea deverá ser contituïda por fumos de ocultação, abrigos, aparelhos anti-gás e possívelmente falsos objectivos."
(excerto do texto)
Matérias:
- O perigo aero-químico. - A defesa contra o perigo aero-químico. - A defesa activa. - A defesa passiva.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro e muito curioso.
Indisponível