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25 julho, 2026

DUBRAZ, João - 
ACHMET. Conto de fadas : fundado em lendas patrias. Lisboa: Vende-se na Loja de A. M. Pereira. Rua Augusta, n.º 188. 1852. In-8.º (16,5x11,5 cm) de XII, [2], 250 p . ; E.
1.ª edição.
Romance histórico de João Dubraz publicado sob anonimato. Obra oferecida pelo editor a Francisco d'Assis Salles Caldeira, que sobre a autoria de Achmet, nos diz na dedicatória: "O author do livro que ousei dedicar a V. S.ª já não existe: viveu obscuro e morreu ignorado - vida e fim communs a todos os engenhos desvalidos n'esta epoca corruptamente alchymica, que parvos e velhacos intitularam civilisada. Sem ser um genio, o author do Achmet era comtudo mancebo de rasão clara, juizo recto, e leal coração, que algumas decepções haviam quiçá lançado no scepticismo".
"Trata-se de um romance em prosa, muito inspirado na obra, D. Branca considerada uma das primeiras expressões do romantismo em Almeida Garrett,escritor que João Dubraz muito admirava e com o qual muito se identificava devido às convicções políticas que ambos perfilhavam.
O herói deste romance é Achmet, jovem mouro, guerreiro valente, amante apaixonado, sofrendo amores incompreendidos e cuja breve existência decorreu nos campos cerca dos rios Xévora e Caia, ou seja, nas terras onde foi fundada a vila de Campo Maior."
O romance foi apresentado pelo editor como se o texto lhe tivesse chegado às mãos sem nele constar o nome do autor. Por isso, era publicado anonimamente."
(Fonte: https://alemcaia.blogs.sapo.pt/21457.html)
A última parte do livro, desde a página 211 até ao final, é preenchida com uma colecção de poesias do autor do Achmet, também de cariz histórico.
"O som da buzina venatoria fere as montanhas, e echôa nas profundezas do valle. O real veado, surprehendido em seu leito de verdura, ergue-se d'um pulo ao fatal clangor estirando os membros ageis; e depois d'haver interrogado a impregnada aragem, e escutado com ouvido attento, busca refugio nos matos onde alteia sobrelevada a sua ramosa corõa; entretanto o bravo javali corre por entre as moitas intrincadas, e evita o perigo que se aproxima, fugindo por instincto ao ruido da montaria.
Sôa ao longe o latido dos sabujos, que em matilha farejam os passos da rez fugitiva: conjuntamente rebôa o galope de guerreiros ginetes e o clangor das buzinas de caça, tangidas com frequencia por fervidos caçadores.
Redobra mais e mais este ruido longinquo: os cães seguem açodados a pista da venção, e os briosos corceis, contidos por seus cavalleiros, brincam agora impacientes, porque os não deixam ultrapassar as recovas dos alões.
Progride a montaria, e o arruido é cada vez maior. Olfactando a caça, os sabujos embrenham-se nas selvas, e vam descobrir o real fugitivo, que colhido em asylo da charneca, de mau grado o deixa para correr diante dos mastins que inutilmente o perseguem."
(Excerto do Cap. I, O Lago do Muro)
Índice:
Achmet: [Dedicatória] | [Prólogo do Editor] | [Prólogo do Autor] | Achmet - Invocação | 1.º O Lago do Muro. 2.º A dama do corcel fouveiro. 3.º A lucta das alimarias. 4.º A ilha encuberta. 5.º A Torre-do-Moiro. 6.º O Castello-do-Amor. 7.º O torneio na Cabela-aguda.
Poesias: A pastora perdida | O pagem cioso | Dom Florisel | Dom Rodrigo, o Trovador | Liberdade.
João Francisco Dubraz (1818-1895). Natural de Campo Maior. "Professor de latim e francês. Dedicou-se ao comércio, que depois trocou pelo professorado. Foi também advogado provisional. Escreveu: Achmet (Lisboa, 1852); Recordações dos últimos quarenta anos, esboços humorísticos, descrições, narrativas históricas, e memórias contemporâneas (Lisboa, 1868) (2.ª edição em 1869); A Republica e a Ibéria (Lisboa, 1869); Cinco finados ilustres (autopsias e comemorações) (Lisboa, 1869); O aventureiro francês (Lisboa, 1869). Colaborou também em vários jornais."
(Fonte: Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Lisboa; Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia Lda., [195-]. Vol. IX, p. 327.)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, com defeitos e falhas de papel marginais. Lombada restaurada, cadernos colados.
Raro.
85€
Reservado

20 novembro, 2025

FIGUEIREDO, Jaime -
IMPÉRIOS MARIENSES (folclore açoriano). Lisboa, C. de Oliveira, Limitada (Editores), 1957. In-8.º (21,5x15 cm) de 160, [4] p. ; [8] p. il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história das festas Marianas no arquipélago dos Açores, e em especial na ilha de Santa Maria de onde o autor é natural.
Obra interessante, com interesse histórico e etnográfico.
Ilustrado com inúmeras fotografias a p.b. distribuídas por 8 páginas separadas do texto.
"Quando se vive longe da terra-mater, no ruído alucinante da urbe capital, quantas vezes, em nosso íntimo, acordam vozes extintas - a toada dispersa de coisas queridas e distantes.
É o apelo de longe, o eco subtil do passado, que nos chega através do tempo e do espaço, e por fim nos arrasta e empolga, até ao reino maravilhoso das primeiras ilusões da mocidade.
São essas vozes esparsas que nos dão alento para publicar estas páginas - a nossa romaria de saudade ou a ilusória viagem do regresso, que hoje vamos empreender de Lisboa até aos Açores.
Entre os costumes e as tradições, que vincular a grei açoriana ao nosso passado histórico, está sem dúvida a celebração, bem arreigada em todo o arquipélago, do divino Espírito Santo.
Ainda é a sua festa mais típica e curiosa, a que se manteve no decorrer dos séculos, com o mesmo sabor antigo, o mesmo fundo medieval, conforme a soube idealizar a alma gentil da Rainha Santa Isabel.
E onde ela se conserva mais de harmonia com a época dinisiana, sempre apegada a velhas costumeiras - de beleza primitiva, mas com expressão litúrgica -, é na minha pequena pátria, na ilha de Santa Maria."
(Excerto de À laia de prólogo)
Índice:
À laia de prólogo | Cantigas dos Foliões | História e Tradição | Função do Império | Trono ou Altar | Irmandade | Alumiações | Escolhimento | «Frutas» ou «Flores» | Romaria da Copeira | Missa da Coroação | Bodo do Império | Erguer a Coroa | Toques, Cantos e Falsetes | Bibliografia.
Jaime Soares de Figueiredo (Vila do Porto (Açores), 1896 - Lisboa, 1964). "Foi um escritor e publicista que se destacou na divulgação da história e do folclore da ilha de Santa Maria.
Deixou uma vasta obra, quase toda de temática mariense ou ligada ao descobrimento dos Açores, tendo sido colaborador assíduo da imprensa açoriana e editor de diversos trabalhos de divulgação açoriana. Foi colaborador da Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira sobre temáticas açorianas."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
40€

25 outubro, 2025

GOMES, Manuel João -
15 HISTÓRIAS SUPERSTICIOSAS E 100 LUGARES-COMUNS SOBRENATURAIS.
Antologia organizada e apresentada por... Lisboa, Arcádia, 1976. In-8.º (20,5x13,5 cm) de 215, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Obra curiosa, publicada na apreciada Colecção Meia-Noite da editora Arcádia. O diabo e a morte na tradição chinesa, árabe, espanhola, portuguesa, bretã, irlandesa, russa, americana, belga germânica e sueca.
Ilustrada em página inteira com 5 desenhos "diabólicos".
"As histórias sobrenaturais da nossa tradição cultural ocidental-cristã, poderão ser estudadas enquanto «ficção» ou enquanto «verdadeira história».
Digamos de outra maneira: as ficções sobrenaturais da nossa tradição cultural têm o seu fundo de verdade... [...]
É importante estudar a primitiva função dos  mitos primitivos: é uma maneira de estudarmos a função do mito nas nossas sociedades, a função da «ficção» dentro da nossa cultura.
Este volume de narrativas sobrenaturais seleccionadas pretende fazer isso mesmo no campo específico do tema «Diabo» e certos aspectos do tema «morte».
(Excerto da Introdução - Átrio - Diabolicamente falando)
Índice:
Átrio - Diabolicamente falando: 1) Do Diabo; 2) Literatura e Diabo; 3) Feiticeiras(os) e Fadas; 4) Diabo e Tirania; 5) Das Almas Penadas; 6) Uma última nota. | I - Do Oriente: O Macaco Branco (China); O Pródigo e o Alquimista (China); A História de Zobeide (Arábia) II - II Do Diabo Cornudo: O Cavaleiro que Fez Pacto com o Diabo (Portugal); O Diabo Escudeiro (Portugal); Senhor Brown, o Moço (E. U. A.); Aventura Incompreensível... (França); O Sabbat de Moflaines (Sabóia); O Diabo Vestido de Padre (Bretanha). III - Dos Tiranos Vestidos à Diabo: O Violino do Sabbat (Bélgica); A Cruz do Diabo (Espanha); O Tirano Comorre (Bretanha); A Casa do Juiz (Irlanda). IV - Das Almas Penadas: A Visão de Carlos XI (Suécia); A Dama de Espadas (Rússia); A Dança dos Mortos (Alemanha). | Apêndice - 100 lugares-comuns sobrenaturais.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
20€

30 agosto, 2025

CUNHA, Xavier da -
RISCOS E LIGAÇÕES
. Em Lisboa, na Livraria Nacional e Extrangeira de José Antonio Rodrigues & C.ª. - Editores, M.CM.VII. [1907]. In-8.º (19x14 cm) de [8], 336 p. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de crónicas, contos históricos e fantásticos, lendas, tradições e memórias, escritas com estilo escorreito, na forma e na substância.
"Quando elle nasceu, já no Paço Real a princezinha D. Thereza alegrava desde muito a velhice do septuagenario monarcha D. Affonso Henriques.
Tinha D. Thereza olhos pretos e cabellos loiros, - tal qual exactamente, septe seculos depois, nos appareceu em Portugal outra princeza da sua nobre linhagem, a Rainha D. Maria Pia.
Cabellos loiros e olhos negros: - azeviche e oiro!
É que a infantinha, se por um lado lhe circulava nas arterias o sangue dos Borgonhas e dos Saboyas, herdára egualmente as feições meridionaes do Imperador de Castella e de Leão, cuja bisneta se gloriava de ser.
Alêm dos olhos pretos e dos cabellos loiros, com que a todos enfeitiçava, D. Thereza possuia taes incantos de formosura, que passava por ser no seu tempo a mais linda princeza em toda a Europa.
O cavallinho que lhe nascêra das estrebarias do Paço, era todo elle de uma alvura na pelagem que nem as plumas de um cysne.
«Cysne» lhe ficaram por isso chamando."
(Excerto de A Princeza e o Cysne)
Xavier da Cunha (1840-1920). "Nasceu em Évora, a 14 de fevereiro de 1840, e faleceu em Lisboa, a 11 de janeiro de 1920. Foi médico, escritor, poeta, colaborador da imprensa da época e bibliógrafo. Concluiu o curso da Escola Médico-Cirúrgica em 1865, tendo exercido funções de cirurgião interno no Hospital da Marinha, em Lisboa, no Hospital da Misericórdia de Alcobaça e no Hospital de Constância, na vila da Barquinha, e de facultativo da Associação Conciliadora de Santa Catarina. Em 1886 foi provido ao lugar de segundo conservador da Biblioteca Nacional de Lisboa, que dirigiu entre os anos de 1902 e 1910. Foi também redator em diversos periódicos científicos e literários, tais como "Arquivo Pitoresco" e "Gazeta de Portugal", bem como autor de uma extensa obra de poesia lírica."
(Fonte: https://arquivo.acad-ciencias.pt/authorities/10085)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Aparado à cabeça. Capas algo sujas, com pequena falha de papel na lombada.
Muito invulgar.
Indisponível

09 agosto, 2025

LIMA, Augusto César Pires de -
AS ARTES E OS OFÍCIOS NAS TRADIÇÕES POPULARES.
Edições de «Portvcale». Porto, [s.n. - Marânus - Empresa Industrial Gráfica do Porto, L.da - Porto], 1947 [1950]. In-4.º (23,5x17 cm) de 95, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história das Artes & Ofícios entre nós, e as manifestações populares, crenças e tradições associadas aos misteres que os acompanham desde tempos imemoriais.
Ilustrado no texto com bonitos desenhos de Gouveia Portuense e Cândido da Cunha, reproduções de quadros e gravuras, fotografias e partituras de canções populares ligadas aos ofícios.
"Hoje o campo das forjas regionais sob o ponto de vista artístico é mais limitado, pois os ferreiros preocupam-se quase exclusivamente com o lado material,  dedicando-se ao fabrico de portões grosseiros, ferros para as ramadas e para os carros de bois (meias-luas, etc.), arados (relhas, cegas, etc.), grades (dentes), o aguçar dos picos, e o calçar dos sachos, sacholas e enxadas.
Além das forjas fixas, há também os ferreiros ambulantes, que, segundo me informa o distinto pintos aguarelista Gouveia Portuense  circulam na Beira Alta com a sua pequena bigorna que lixam fàcilmente em terra, improvisando uma oficina.
Os ditos satíricos contra os ferreiros, como veremos, não revelam desprezo, ao contrário do que sucede com as artes de alfaiate e de sapateiro, onde se admitem homens fracos e até mutilados, e, portanto, objecto de mofa."
(Excerto de II - Os Ferreiros)
Índice:
1 - Os Alfaiates. II - Os Ferreiros: 1. Ditados; 2. Cantigas; 3. Canções de Cinfães;4. Contos e lendas; 5. Anedota. III - Os Moleiros: I; II; III; IV Folclore: 1) Epigramas; 2) Orações ou mandamentos do moleiro; 3) Cancioneiro; 4) Adivinhas; 5) Brinquedos; 6) Comparações; 7) Ditados8) Contos e anedotas. IV - ["Desilusões" do autor] | Santos patronos ou Advogados, cujas imagens figuravam nas bandeiras dos ofícios: Santos Advogados: [10]; Santos: 1. Albardeiros; 2. Almocreves; 3. Barbeiros; 4. Bufarinheiro; 5. Caldeireiro; 6. Cantadores, cantadeiras e tocadores; 7. Carpinteiros; 8. Carvoeiros; 9. Cesteiros; 10. Mineiros; 11. Pedreiros; 12. Saleiros; 13. Sapateiros; 14. Taberneiros, vendeiros e tendeiros; 15. Tecedeiras; 16. Trolhas.
Augusto César Pires de Lima ComIP (Santo Tirso, São Tiago de Areias, 1883 - Caldas da Saúde, 1959). "Foi um professor liceal, etnógrafo e filólogo. Licenciado em Direito, dedicou-se ao ensino e à investigação histórica e etnográfica, campo em que se destacou."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta pequenas manchas de acidez à cabeça.
Raro.
Com interesse histórico e etnográfico.
Indisponível

11 julho, 2025

TAVARES, Pe. Celso -
VESTÍGIOS PRÉ-HISTÓRICOS DE BÉSTEIROS.
Separata da revista «Beira Alta». [S.l.], [s.n.], 1949. In-8.º (21,5x16,5 cm) de 17, [1] p. ; [4] f. il. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante subsídio, dedicado sobretudo ao Castro de S. Bartolomeu, e ao significado histórico-etnográfico das Ladainhas de Guardão, com indubitável relevância histórica para a zona de Tondela e Serra do Caramulo, suas lendas e tradições.
Ilustrado com quatro estampas separadas do texto: I - Tipo caramulano; II - Abraço das Cruzes; III - Vestígios de muralhas; IV - Inscrição romana.
"Quando o homem primitivo procurou instalar-se definitivamente na encosta do Caramulo, é natural, que do vasto lençol de águas, restassem apenas pequenos lagos cercados de exuberante vegetação. E assim, com caça, pesca e terra fértil nas proximidades, os esporões alcantilados da serra ofereciam o «habitat» ideal ao homem pré-histórico, que lançou aqui raízes profundas, tornando-se ferozmente refractário a toda a influência estranha.
A simples observação do actual tipo antropológico caramulano, Fig. I, de inteira unidade rácica, lídimo representante do velho guerreiro lusitano, prova-nos essa resistência tenaz que certamente teve a sua expressão épica na luta contra as águias romanas..."
(Excerto do Estudo)
Celso Tavares da Silva (1916-1996). Nasceu a 29 de Fevereiro de 1916, em Cedrim. Frequentou o Seminário de Viseu, concluindo o seu curso em 1938 com elevada classificação. Aguardando idade para ser ordenado sacerdote, foi colocado como prefeito no Seminário Menor de Fornos de Fornos de Algodres. A sua ordenação foi a 30 de Abril do ano seguinte, pelo Bispo da Diocese, D. José da Cruz Moreira Pinto. Até 1952, paroquiou a freguesia de S. Tiago de Besteiros, passando depois para Oliveira de Frades, onde assumiu o arciprestado por 15 anos. Foi um dos fundadores do Externato Lafonense, do qual foi seu primeiro director. Desempenhou o cargo de Vice-Reitor do Seminário Maior de Viseu, a partir de 1958, e o de Reitor, em 1977.
Cónego capitular da Catedral de Viseu desde 1973, foi director do Jornal da Beira e Secretário da Comissão organizadora da Secção de Viseu da Universidade Católica, onde leccionou a cadeira de História e Arte. Fez ainda parte da Comissão Diocesana de Arte Sacra e da Direcção do Museu do Tesouro da Sé. Sendo a Arqueologia uma das suas grandes paixões, participou em congressos e jornadas, dirigiu campanhas de escavações e publicou laboriosos estudos.
O padre Celso Tavares da Silva, a quem o Papa João Paulo II concedeu o título de Monsenhor, no ano de 1982, faleceu em 1996, aos 80 anos de idade."
(Fonte: https://www.cedrimparadela.pt/figuras-historicas)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas manchadas.
Raro.
Indisponível

31 março, 2025

SIGLAS POVEIRAS. Catálogo da Exposição Documental e Bibliográfica
. Póvoa de Varzim, Museu Municipal de Etnografia e História da Póvoa de Varzim, 1979. In-4.º (23x16 cm) de 88, [12] p. ; ul. ; B.
1.ª edição.
Catálogo da exposição temporária sobre "siglas poveiras", organizado por ocasião da transferência do acervo do Museu para a Associação Comercial, com o intuito de ser levado a cabo obras de restauro e conservação no espaço original, sendo aproveitada a circunstância para divulgar o rico espólio povoense.
Ilustrado com fotografias a p.b. alusivas à exposição, ocupando 7 páginas inteiras.
"Entre os assuntos propostos e discutidos para se iniciar este projecto de exposições, mereceu prioridade o das marcas ou siglas poveiras. Contemplava-se desta forma uma das manifestações mais curiosas da comunidade marítima do burgo e simultaneamente haveria ocasião para se prestar homenagem a António dos Santos Graça, seu primeiro autorizado estudioso, e à própria classe piscatória que durante séculos fez destes sinais seus «brasões de família».
Signo convencional gravado num objecto e destinado a transmitir uma indicação de posse, sem deixar por vezes de estar conotado com a simbologia mítica, a marca ou sigla, é para o pescador poveiro uma espécie de emblemática genealógica com regras precisas na observância do seu uso e transmissão. Na verdade, da casa ao túmulo; dos objectos domésticos às alfaias marítimas; nos arcazes das igrejas locais onde a prática religiosa o levava e nas portas dos templos das terras onde arribava ou ia em devota romagem venerar a imagem de sua devoção; nas embarcações, em que ganhava e arriscava a vida, e até na lousa que no cemitério assinalava a campa quando seus restos  mortais adregavam aí ser recolhidos - esse sinal de figuração geométrica, inspirado no meio circundante, foi utilizado pelos varões da grei como indicativo de propriedade ou presença."
(Excerto do preâmbulo de João Marques)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta pequena mancha.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
35€

05 fevereiro, 2025

AZEVEDO, Correia de -
PENAFIEL TURÍSTICA.
Edição de Portugal Turístico com o patrocínio da Comissão Municipal de Cultura de Penafiel. [Porto], [Portugal Turístico], 1964. Oblongo (12x17,5 cm) de [32] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Monografia-roteiro do concelho de Penafiel, profusamente ilustrada com fotografias a p.b. e dois mapas: - Penafiel : planta da cidade; - Concelho de Penafiel.
"Penafiel é terra antiquíssima. Em 1770 chamava-se vila de Arrifana de Sousa.Até que, por decreto deste anos, foi elevada à categoria de cidade, título que ainda possui.
Por essa altura era uma terra de grande prestígio político e social, o que lhe valeu ser convertida em sede do bispado de Penafiel. Mas a sua importância começou a baixar, desde que em 1778 o mesmo foi extinto e as suas terras reencorporadas, novamente, na jurisdição do bispado do Porto. [...]
Edificada no cimo e nas encostas de uma elevada colina, entre os rios Sousa e Cavalum, a cidade possui alguns miradoiros de largos horizontes e sugestivo encanto que se prolongam para além dos campos e vales que a circundam."
(Excerto de Penafiel)
"Para além dos monumentos e motivos de maior interesse e lugares paisagísticos de maior encanto que tivemos ocasião de referir nas primeiras páginas deste trabalho, vamos conduzir o turista através das terras do concelho, em rápidos passeios, com vista a revelar outros monumentos de natureza civil e religiosa ou colocá-lo em lugares de deslumbrantes panorâmicas.
Relativamente aos monumentos de arquitectura civil, merecem desde já especial referência a Torre e Solar de Coreixas, a Torre da Honra de Barbosa, o portão armoriado dos Brandões na Tapada de Coreixas, as pontes românicas de Rans, Santa Marta e Abragão; e, quanto aos monumentos de arte sacra, algumas igrejas de arquitectura românica de grande interesse artístico e os cruzeiros dos mosteiros de Bustelo e Paço de Sousa, etc.
Os restantes motivos de interesse turísticos surgirão a seu tempo. A caminho, pois."
(O Concelho)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Ex-libris de Celestino de Matos Domingues assente no verso da capa.
Raro.
Indisponível

23 outubro, 2024

VIANA, Mário Gonçalves -
AS CAVALHADAS EM PORTUGAL E NO BRASIL.
Ensaio de história comparada. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso nas Oficinas Gráficas de Ramos, Afonso & Moita, Lda. - Lisboa], 1973. In-4.º (26x19 cm) de 38 p. ; B.
1.ª edição independente.
Separata do «Boletim Cultural» da Junta Distrital de Lisboa : Série III - N.ºs 75-78 - 1971/72.
Curioso ensaio histórico sobre as "cavalhadas", manifestações teatrais, normalmente inseridas em festas populares, que recreavam justas e torneios medievais, com uma ou outra deriva, dependendo do tempo e local onde eram (são) realizadas.
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Prof. Vergílio Fernandes da Silva Lemos.
"A Cavalaria, pletórica de vitalidade, procurava adaptar-se às condições sociais que iam surgindo com os novos tempos.
Teve, entretanto, fases típicas, que importa revocar:
- Época heróica: Carlos Magno;
- Época galante: Távola Redonda;
- Época artificial: Quixote de la Mancha.
Chegou, porém, o tempo que a Cavalaria se tornou uma instituição sem missão específica a cumprir, e, portanto, anacrónica.
Tantas e tão gloriosas eram as suas tradições, nas altas e nas baixas esferas, que ela não aceitou desaparecer; procurou, desesperadamente, sobreviver às novas e, para ela, adversas circunstâncias. [...]
A Cavalaria, querendo sobreviver à hora própria, evoluiu no sentido da degeneração e da democratização. [...]
Nas sociedades sadias, são os indivíduos das classes populares que procuram imitar os indivíduos das classes privilegiadas; nas sociedades doentes e corrompidas, o fenómeno é inverso.
Por isso, à medida que o povo, mercê do trabalho e da economia, enriquecia, começou, naturalmente, a tentar imitar os jogos e as diversões dos nobres.
Mas com o nem sempre os novos-ricos sabem copiar fielmente os modelos que procuram reproduzir, surgiram como bem se compreenderá, várias versões mais ou menos afastadas dos antigos e admirados torneios de Cavalaria toda poderosa. Estas versões foram, essencialmente, o resultado de três tipos de imitação:
- Imitação séria;
- Imitação joco-séria;
- Imitação burlesca.
A imitação séria foi, sem dúvida, a menos frequente, e por motivos vários: falta de meios económicos, falta de tempo, falta de exercitação física, falta de agilidade, falta de coragem, falta de inteligência, falta de capacidade organizadora, etc.
Nenhuma actividade aristocrática, complexa, longamente preparada, pode improvisar-se ao mesmo nível da actividade originária.
Além disso, o povo tende, de modo instintivo, a diminuir ou ridicularizar (conscientemente ou inconscientemente) as acções das classes elevadas. E fá-lo por despeito ou por incapacidade para as compreender, isto é, por escassez de formação moral, social ou intelectual; por falta de intuição, de sensibilidade e de delicadeza."
(Excerto do Ensaio)
Mário Gonçalves Viana (Lisboa, 1900 - Esposende, 1977). "Pedagogo, escritor e crítico literário, atividade que exerceu no Jornal do Comércio e Colónias e no Polígrafo. Foi professor e formador de professores. Foi, igualmente, autor de uma obra vasta nas áreas da pedagogia, psicologia e biografia. Refletiu, abundantemente, sobre os valores da educação e sobre a deontologia docente. Fez os estudos secundários em Coimbra, tendo-se licenciado em Direito na Universidade de Lisboa em 1923. De 1927 a 1930, foi redactor principal do Jornal do Comércio e das Colónias, de que era também crítico literário. Entre 1934 e 1936, exerceu o cargo de conservador do Registo Civil de Manteigas, tendo depois seguido a carreira de professor do ensino secundário em vários estabelecimentos de Viana do Castelo, Esposende e Porto. Colaborou no jornal A Voz, de Lisboa, com uma secção regular de Sociologia Agrária, e foi cronista e crítico literário do Diário do Minho, de Braga. Tem ainda colaboração sobre educação física, pedagogia desportiva e psicologia, dispersa por jornais e revistas de Portugal, Brasil, Uruguai, Chile, Itália, França e Espanha."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa oxidada, manchada à cabeça.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e etnográfico.
25€

08 agosto, 2023

MACHADO, Carlos Alberto -
CUIDAR DOS MORTOS. Sintra, Instituto de Sintra, 1999. In-4.º (24 cm) de 64 p. ; B.
1.ª edição.
Ensaio sobre a morte, a forma como é encarada pela sociedade, sobretudo a rural, e "que sistema simbólico ergueu e manteve para assegurar a continuidade existencial das comunidades, apesar da morte e contra a morte".
Obra invulgar e muito interessante, por certo com tiragem reduzida.
"[As questões sobre a morte], advêm da interrogação primordial do homem sobre a sua própria morte. Não apenas sobre o acabamento físico, mas sobre o seu sentido, sobre tudo o que está para além e aquém desse momento. Tal como para o homem dos nossos dias, a «sensação básica de um mistério infinito na raiz de toda a vida terá existido para os nossos antepassados.» A morte é apercebida como uma alma fugidia que nos toca ao de leve e se evola, como um suspiro que vem e depois retorna ao que nunca mais será percebido, ao que de tanto se imaginar ganha substância - o incognoscível, simultaneamente tentador e temível.
A consciência da finitude e a percepção de outras realidades para além do imediatamente verificável, exige dos homens e das sociedades formas de lidar com a morte e de a vencer - de idealmente a anular. As grandes interrogações que a morte suscita e as respostas que para ela desde sempre se buscam são a substância primeira dos sistemas ontológicos que designamos como cultura."
(Excerto do Cap. I - Uma questão antiga)
"A morte, fisicamente, só atinge o outro, os outros. Mas o facto inexorável e iniludível, esse não sei quê que não tem nome em língua nenhuma, está carregado de significados sociais e culturais. A morte é, então, e antes de mais, um facto cultural, pelas representações que induz, quanto à sua natureza e origem, pelos fantasmas e imagens que suscita, pelos meios que mobiliza para se recusar ou para se ultrapassar. As sociedades querem reencontrar a paz e triunfar, idealmente, sobre a morte. Repousam, por isso, num desejo de imortalidade."
(Excerto do Cap. II - Uma ideia de morte)
"O fim próximo de cada um, quer a morte seja ou não temida, não se oculta aos moribundos que são advertidos de que é chegado o momento de serem sacramentados. Podem mesmo os vivos ajudar a decidir da morte dos que estão muito doentes: «Certas mulheres que vão às casas ajudar a morrer os doentes que estão na agonia, gritando-lhes à cabeceira, para afugentar o diabo: 'Ande, diga comigo do fundo do seu estômago: Ih, Jesus, que morro'»"
(Excerto do Cap. III - 2. Repertório do cadáver)
Índice:
I - Uma questão antiga. II - Uma ideia da morte. III - O jogo do morto: 1. O sagrado do morto; 2. Repertório do cadáver; 3. Os nós e os outros. IV - Doridos e enojados: 1. O sagrado dos sobreviventes; 2. Repertório do luto; 3. Tristes e impuros. V - Almas errantes: 1. O sagrado do além; 2. Repertório da alma; 3. Reencontros. VI - Últimas palavras. | Bibliografia.
Carlos Alberto Machado (n. 1954). "Escritor e ensaísta português. Natural de Lisboa, e radicado nos Açores desde 2005, tem uma obra reconhecida nas áreas do ensaio, (antropologia e sociologia da cultura), história do teatro português, teatro e poesia, com obras publicadas em editoras de prestígio. É Licenciado em Antropologia e Mestre em Sociologia da Comunicação e Cultura. Integrou Poetas sem Qualidades (Averno, 2002, direcção de Manuel de Freitas). Tem poesia traduzida em castelhano e francês. Criou a revista Magma (2005-2009, co-direcção com Sara Santos). Dirigiu, com Urbano Bettencourt, a Biblioteca Açoriana."
(Fonte: Wook)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa com vincos.
Muito invulgar.
Indisponível

08 novembro, 2022

TOJAL, Manuel João Maia - ALMINHAS
. [S.l.], Edição da Câmara de Oliveira de Frades, 1997. In-8.º (21 cm) de 67, [1] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Importante monografia sobre a história e origem das "Alminhas" - oratórios de culto às almas do purgatório.
No final inclui um capítulo dedicado aos "altares" localizados no concelho de Oliveira de Frades, Viseu.
Livro muito ilustrado no texto com fotografias a cores.
"Numa feliz conjugação entre a natureza e a acção do homem, que escolheu como como solo materno o concelho de Oliveira de Frades, conseguiu-se uma terra rica em património construídos, alicerçado numa paisagem que nos encanta. [...]
Começou cedo essa acção criadora, primeiro em diálogo com a sobrevivência e a segurança, nos píncaros dos montes, em povoamentos castrejos fortificados; estendeu-se depois aos solos mais planos e produtivos, quando a sociedade enveredou por situações de maior estabilidade.
Num e noutro caso legaram-nos impressionantes testemunhos: castros, antas (de que Antelas é expoente máximo, pelas suas pinturas e Paranho um outro eloquente e imponente dólmen), mamoas, vias romanas, marcos miliários, Igrejas, Capelas, casas, num infindável rol de construções que perduram como memória de um povo.
Complexa, rica de tonalidades diversas, a nossa idiossincrasia revê-se ainda nesses testemunhos que, à beira ou mesmo na encruzilhada dos caminhos, atestam simultaneamente a religiosidade e a arte dos nossos antepassados, que a tradição consagrou como Alminhas.
Perdidas nos montes, escondidas nas forças graníticas de muros e vedações, estimadas pelos passantes, acarinhadas pelos nossos habitantes, a sua preservação e evocação é uma obrigação para todos nós. [...]
Num trabalho elaborado com bastante rigor e cuidado científico, ficamos assim melhor esclarecidos sobre um tema que é marca, tão vincada, a alma do nosso povo."
(Excerto da Nota de abertura)
Índice:
Nota de abertura. | Prólogo. | Origem das Alminhas.| Alminhas - Justificação para a Denominação. | Representações Pictóricas e Iconográficas dos Painéis. | Características - Materiais utilizados. | Finalidade das Alminhas. | Alminhas do Concelho de Oliveira de Frades. | Bibliografia.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
20€

23 novembro, 2021

AZEVEDO, Padre Carlos de - PORQUE APARECEU NOSSA SENHORA NA FÁTIMA? História - Lendas - Tradições.
[Prefácio de D. José Alves Correia da Silva, Bispo de Leiria]
. Leiria, [s.n. - Edição da Gráfica], 1944. In-8.º (19,5 cm) de 218, [2] p. ; [32] p. il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio com interesse para a história de Fátima e das Aparições, bem como pela recolha iconográfica mariana realizada pelo autor no distrito de Leiria.
Livro ilustrado com 32 gravuras separadas do texto que reproduzem: o retrato do bispo de Leiria, D. José; a coroa de ouro e pedras preciosas oferecida pelas Senhoras Portuguesas a Nossa Senhora de Fátima na festa jubilar das Aparições em 1942; 30 fotogravuras de Nossas Senhora seleccionadas pelo Pe. Carlos de Azevedo.
"Duas décadas passaram já, desde que, criança ainda, ouvi ler do Seminário, pela primeira vez, o livro intitulado Couseiro ou Memórias do Bispado de Leiria.
Tenho ainda bem presente na lembrança que de tão atraente e curiosa leitura emanava um forte aroma mariano, a envolver tôda a história e monumentos desta Diocese, nessa altura já bastante conhecida pelos acontecimentos da Cova da Iria em 1917. [...]
Na verdade, se Portugal inteiro é feudo de Maria, a Diocese de Leiria é o coração da terra lusa; e as mães têm o primeiro lugar no coração dos seus filhos. [...]
Ao tratar do culto de Nossa Senhora na Diocese de Leiria, não me limitarei apenas, como Fr. Agostinho de Santa Maria, a mencionar os Santuários mais notáveis ou as imagens mais célebres da Mãe de Deus.
Tendo percorrido tôda a Diocese pela ordem das suas seis Vigararias, num total de 57 freguesias, procuro arquivar com a maior fidelidade tudo o que anda ligado ao culto e devoção dêste bom e piedoso povo à Virgem Nossa Senhora.
Mais um livro na bibliografia de Fátima!...
Incumbido, em 9 de Julho de 1938, pelo meu Venerando Prelado, de preparar êste trabalho, venho apresentá-lo hoje. Não agradará a alguns espiritos criticos, pois nêle se entrelaça a história com velhas tradições populares e até com lendárias narrativas. História, lendas e tradições é apenas o exalar do inebriante aroma da antiga devoção dêste povo à Mãe de Deus."
(Excerto da Introdução)
Indice:
O motivo dêste livro [prefácio]. | Introdução. | A cidade de Leiria. | O Bispado. | Freguesias de: Leiria; Amor; Arrabal; Azoia; Barosa; Barreira; Caranguejeira; Cortes; Maceira; Marinha Grande; Marrazes; Milagres; Parceiros; Regueira de Pontes; Santa Catarina da Serra; Batalha; Calvaria; S. Vicente de Aljubarrota; Nossa Senhora dos Prazeres de Aljubarrota; Alpedriz; Juncal; Pataias; Reguengo do Fétal; Colmeias; Albergaria dos Doze; S. Simão de Litém; Vermoil; Monte Real; Carvide; Coimbrão; Monte Redondo; Souto de Carpalhosa; Vieira e Leiria; Ourém; Ceissa; Espite; Fátima; Freixeanda; Gondomaria; Olival; Rio e Couros; Urqueira; Vila Nova de Ourém; S. João de Pôrto de Mós; S. Pedro de Pôrto de Mós; Alearia; Alqueidão da Serra; Alvados; Arrimal; Mendiga; Mindre; Mira de Aire; Pedreiras; S. Mamede; Serra de Santo António; Sêrro Ventoso; Nossa Senhora de Fátima; Nossa Senhora na obra dos Poetas de Leiria; Epílogo. | Índice onomástico. | Erratas.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico e regional.
Indisponível

02 agosto, 2021

RELIGIÕES. História : Textos : Tradições.
[Hinduísmo - Judaísmo - Budismo - Cristianismo - Islão - Fé Bahá'í]. Lisboa, Religare - Estrutura de Missão para o Diálogo com as Religiões : Paulinas, 2006. In-8.º (22 cm) de 879, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Importante trabalho inter-religioso, que contempla os credos doutrinais com alguma dimensão existentes no território nacional.
"Religiões - História, Textos e Tradições é um projecto da Religare - Estrutura de Missão para o Diálogo com as Religiões (Presidência do Conselho de Ministros), elaborado e executado em parceria editorial com Paulinas Editora, que se socorreu da ajuda de representantes institucionais de cada religião tratada e também de especialistas da área das religiões, da história, da antropologia, da sociologia e da linguística. O empenhado trabalho de investigação para a recolha, tradução e contextualização dos textos é o resultado manifesto do presente livro.
Como primeiros objectivos desta obra, contam-se a preocupação de dar a conhecer ao grande público o essencial da história das principais religiões implantadas na comunidade portuguesa, assim como os seus textos, as suas diversas tradições e formas de expressão; e, num plano complementar, é também objectivo deste trabalho contribuir para a criação de ambiências propícias a reciprocidades de respeito e de valorização por parte de todos os portugueses ou residentes que, apesar da diversidade das suas crenças, habitam o mesmo espaço nacional e nele concretizam os seus sonhos de vida familiar e afectiva afirmando, em cada dia, também as suas diversificadas actividades.
Este é um trabalho original, em língua portuguesa, e elaborado por especialistas portugueses que esperamos encontre grande receptividade e grado acolhimento, correspondentes ao esforço de todos os envolvidos neste processo."
(Retirado da badana da sobrecapa)
Supervisão Religiosa/Institucional:
Hinduísmo - Ashok Hansraj (Comunidade Hindu de Portugal). Judaísmo - Boaz Pash (Comunidade Israelita de Lisboa). Budismo - Paulo Borges (União Budista Portuguesa). Cristianismo - Peter Stilwell (Igreja Católica Romana); Samuel Pinheiro (Aliança Evangélica); Alexandre Bonito (Igreja Ortodoxa Grega); Arsénio Sokolov (Igreja Ortodoxa Russa). Islão - Abdool Magid A. Karim Vakil e David Munir (Comunidade Islâmica de Lisboa). Fé Bahá'í (Mário Mota Marques (Comunidade da Fé Bahá'í de Lisboa).
Encadernação editorial em tela com ferros gravados a seco e a ouro na pasta anterior e na lombada, revestida de sobrecapa carmim com letras a branco.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
20€

01 agosto, 2021


LINDOLT, Candido - A POVOA LINDA. (Lendas e tradições regionais). Povoa de Varzim, Tip. d'A "Propaganda" - Editora, 1914. In-4.º (22,5 cm) de 176, [4] p. ; [1] f. il. ; il. ; E.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história da Póvoa de Varzim, castiça cidade piscatória do litoral nortenho.
Livro ilustrado com o retrato do autor em separado, e 15 estampas ao longo do texto, sendo a maioria em página inteira.
"A minha terra, ninho de amores, é mais doce do que um favo de mel dourado. Em todos os cantos ha um sorriso, em todas as coisas uma alegria!
Da minha humilda casa ouço as toadas do Mar e aspiro os perfumes da varzea extensa. É o mesmo que beber licor dos deuses e comer manjar de fadas. [...]
E sempre que venho de brincar nas fulvas areias da nossa praia, e me quedo absorto no remanso dêste viver tam doce, penso que devo escrever ácêrca do passado, para que outros, que me tém de suceder, saibam as lendas e tradições, afim de um dia chegarem a escrever a historia completa deste rincão do Minho a quem tam enternecidamente chamo - a Povoa linda!"
(Excerto de A minha terra!)
Indice:
A Póvoa linda! | A minha terra! | A Tradição e a Crença. | A noite dos tempos. | Teoria etimológica. | No Rio da Historia. | Provas e Contra-provas. | Coisas do Foral velho de D. Diniz. | O primeiro Templo cristão. | O que era a Madre de Deus. | A Semana Santa. | A Santa Casa da Misericordia. | Origem do Hospital. | O Patrimonio dos Pobres. | S. Pedro de Rates. | S. Miguel de Laundos. | A freguezia de Argivai. | Mónica Cardia. | O mais lindo caravançará de Verão: Banhos do Mar; A Praia da Póvoa; O mez de Julho; O mez de Agosto; O mez de Setembro; O mez de Outubro; Ao partir. | A obra e o Autor.
Cândido Augusto Landolt (1863-1921). "Nasceu no Porto, a 6 de março de 1863, e morreu na Póvoa do Varzim a 12 de junho de 1921. Desenvolveu atividade enquanto escritor, jornalista e etnógrafo, destacando-se na Etnografia Portuguesa dos finais do século XIX e início do século XX com estudos de âmbito local e regional. Dedicou parte fundamental da sua produção etnográfica à cidade da Póvoa do Varzim, privilegiando os estudos sobre os costumes e tradições populares da comunidade piscatória poveira.
Desde 1887, o percurso profissional de Cândido Landolt ficou marcado pela sua atividade numa das principais publicações periódicas locais, o jornal A Independência, do qual foi posteriormente proprietário. Anos mais tarde, fundou e dirigiu o jornal A Propaganda, publicado de 1903 a 1916, tendo colaborado ainda na Revista Póvoa do Varzim de 1911 a 1917. Sublinhando-se igualmente a sua colaboração com a publicação da Colecção Silva Vieira, de Barcelos. Esteve ligado ao associativismo da Póvoa do Varzim.
Em 1893, foi responsável pela catalogação e divulgação das coleções de arqueologia e história do Museu do Padre Brenha, acervo museológico atualmente integrado no Museu Municipal de Etnografia e História da Póvoa do Varzim.
O interesse de Cândido Landolt pelo estudo da cultura popular e tradicional surge do estímulo do etnógrafo Rocha Peixoto, que o incentivou a publicar no periódico A Propaganda uma série de artigos consagrados aos costumes e tradições dos pescadores poveiros, privilegiando o registo in loco da realidade cultural.
A recolha e investigação preconizadas no seio da comunidade pelo etnógrafo deram expressão ao seu trabalho Folk-lore Varzino – costumes e tradições populares, publicado em 1915. Este estudo representa a sua obra de referência para a Etnografia Portuguesa, na qual percorreu os vários domínios da vida e cultura tradicional da Póvoa do Varzim, desde a literatura oral e tradicional, na qual privilegiou o estudo das crenças e superstições, apodos e siglas poveiras, à habitação, ao casamento, à alimentação, à medicina popular e, particularmente, ao ofício tradicional da pesca.
Destacam-se outros trabalhos de índole regionalista, que versaram as temáticas das festividades, das tradições e expressões orais, nomeadamente, As Bodas de uma Poveira (1902), A Póvoa Linda: lendas e tradições regionais (1914), O meu pantéon – Onde se acham os homens que engrandecem a vila e o concelho da Póvoa do Varzim (1914) e As Pérolas do Minho (1917)."
(Fonte: http://www.matrizpci.dgpc.pt/MatrizPCI.Web/pt-PT/RecursosSearch/PesquisaInvestigadores?IdEntidade=439)
Encadernação do editor inteira de percalina com ferros gravados a seco e a ouro na pasta anterior.
Exemplar em bom estado de conservação. Pastas algo descoradas.
Raro.
Indisponível

23 maio, 2021

MARCHAS POPULARES DOS BAIRROS - Programa Oficial.
VIII Centenário de Lisboa: 1947
. Lisboa, Comissão Executiva das Comemorações : Delegação das Marchas Populares, 1947. In-8.º (21 cm) de 28 p. ; B.
1.ª edição.
Raro programa das festividades de Lisboa, com significado histórico pela celebração do 8.º Centenário de Lisboa, mas também porque Almada integrou o desfile, algo que sucedeu pela primeira vez com uma marcha exterior à capital.
Contém as letras de todas as marchas que se apresentaram a concurso no desfile: Marcha de Almada: Almada é uma vila sempre ligada a Lisboa desde a Conquista e em todos os passos da historia. É um burgo de trabalho que namora Lisboa desde o seu Castelo. Traz uma marcha como se fôsse bairro alfacinha, organizada com o auxílio da Câmara de Almada, e apoiada numa comissão local e no Grupo Recreativo Margueirense, de Cacilhas; Marcha de Campo de Ourique; Bairro Alto; Marcha do Alto Pina; Marcha da Mouraria; Marcha da Graça; Marcha do Castelo; Marcha de Bemfica; Marcha de S. Vicente; Marcha de Alfama; Marcha da Madragoa;
"Em 1947 celebrou-se o VIII centenário da conquista de Lisboa aos Mouros por D. Afonso Henriques em 1147. As marchas voltam a ser organizadas por uma comissão da CML e são integradas nos festejos de um centenário.
Em 1947 passam a ter como espaço do concurso o Pavilhão dos Desportos (actual Pavilhão Carlos Lopes), recebendo a apresentação das marchas distribuídas por duas noites. Raúl Ferrão (música) e Norberto de Araújo (versos), que já tinham sido os autores da GML em 1935, foram escolhidos pela CEFC para escrever a Grande Marcha de 1940 e de 1947: Olha o Manjerico e Marcha do Centenário, respectivamente."
(Fonte: file:///C:/Users/Utilizador/Downloads/Tese_Marchas.pdf)
"As marchas bairristas, todas enfloradas de pitoresco, são uma antiga tradição lisboeta, que, sobretudo, nos séculos XVIII e XIX imprimiram aos pátios e eirados de Lisboa uma animação de singular garridice. As vésperas de Santo António, S. João e S. Pedro viviam deste brinco popular. Sempre o povo foi ledo a bailar e a cantar trovas de amor. Mas o desfile das Marchas constitue um espectáculo único de folgança e alacridade, cuja origem reside numa esquecida tradição. Depois dos bailaricos e descantes, ir ao chafariz do bairro lavar a cara, imaginar Santo António a concertar as bilhas, e cantar ainda sem fadiga - era um ritual da mística alfacinha.
Os namorados davam-se os braços, e na Marcha seguiam velhos e crianças, aos pares, cada um com seu balão de cores e o seu cravo de papel ou ramito de mangerico, Esta é a tradição renovada há 20 anos, com arte e disciplina decorativa, nascidas da humildade que se vestiu de fantasia."
(Excerto de A tradição das marchas)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos - rasgões e pequenas falhas de papel.
Raro.
Com interesse histórico e olisiponense.
25€

21 outubro, 2018

HYMNO DO ENTERRO DO GRAU. Letra de Gomes da Silva (Quartanista de Direito). Música para piano de Henrique L. Doria Homem Côrte-Real. [S.l.], [s.n.], [1905?]. In-4.º (27cm) de 4 p.
1.ª edição.
Folheto raro e muito curioso, impresso no início do século passado, com interesse histórico para a bibliografia académica coimbrã. Consta da letra e da partitura musical compostas para o Hino do Grau.
O "Enterro do Grau", era uma tradição académica sobre a extinção do grau de bacharel, tendo especial relevância no cerimonial a participação do aluno e do lente mais antigo presente.
"O grau de bacharel era um título científico conferido solenemente pela universidade, até 1905, obtida a aprovação no penúltimo ano (em Direito, concluído o 4.º ano), e até 1910, depois da aprovação no exame de todas as cadeiras do curso." (Alberto de Sousa Lamy - A Academia de Coimbra)
Segundo Rodrigues Costa (blog A' Cerca de Coimbra), "a Tradição Académica encontra-se associada a diversas celebrações que pontuam o calendário estudantil. Em Coimbra, as primeiras manifestações deste tipo remontam aos festejos do centenário da sebenta, aos que marcavam o início e o fim das aulas, aos do enterro do grau, etc.".

"Requiesce in pace,
Nas sempiternas alturas,
Velho Cabo Tormentoso
Das antigas formaturas.

Cáia o pranto derradeiro
Na sepultura do Grau.
Morreu mais triste e secco
Do que um secco bacalhau.

Requiesce in pace,
Nas sempiternas alturas, etc...."

(Excerto do Hino)

Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Peça de colecção.
Sem registo na BNP, ou em qualquer outra fonte bibliográfica.
Indisponível

25 setembro, 2017

ALENTEJO PITORESCO : EL ALENTEJO PINTORESCO: L'ALENTEJO PITTORESQUE - Paisagens e costumes :  El paisaje y las costumbres : Du paysage et des mœurs. Edição de João Rosa. Lisboa, Imprensa Nacional, 1929. Oblongo (18,5x12 cm) de 24 p. il. ; B.
1.ª edição.
Bonito livrinho dedicado ao Alentejo. Ilustrado na sua totalidade com a reprodução de pinturas dos mais conceituadas artistas portugueses sobre motivos alentejanos - as pessoas, os usos e costumes, cenas rurais e paisagens campestres.
Vilas e cidades consideradas: Lavre, Vendas Novas, Viana do Alentejo, Estremoz, Évoramonte, Vila Viçosa, Évora (Azaruja), Arronches (Alto Alentejo), Arraiolos, Évora e Montemor-o-Novo.
Colaboraram com uma ou mais obras: Simão da Veiga, rei D. Carlos I, Raquel Roque Gameiro, Alfredo de Morais, Alberto Sousa, Alfredo Roque Gameiro, Alves de Sá, José Campas, Dórdio Gomes, António Ramalho, José Malhoa e Adriano de Sousa Lopes.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos. No interior, algumas páginas apresentam pequenas manchas de humidade, e outras contêm observações manuscritas e um poema, também manuscrito.
Raro e muito curioso.
Com interesse regional.
Indisponível