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22 fevereiro, 2021

LEDUC, Jean - VIA MACAU.
Argumento original de Jean Leduc, para o filme do mesmo nome, com Roger Hanin, Anna Gafi e Françoise Prévost
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Um livro confidencial. Lisboa, Edições de Bolso - Luís S. Campos, editor, 1966. In-8.º (16 cm) de 145, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Curioso romance cinematográfico. Trata-se do argumento da longa-metragem franco-portuguesa Via Macau (1966) cuja acção decorre sobretudo entre o Estoril e Macau. O filme foi rodado em Lisboa, Estoril, Estúdios Tobis, Macau e Hong Kong. Além da direcção de fotografia de João Moreira, foram atribuídos papeis secundários a actores portugueses, com destaque para Varela Silva.
Releva-se ainda, e sobretudo, a presença de Amália Rodrigues, que interpretou na tela o tema principal da banda sonora do filme - o fado Le premier jour du monde.
Livro ilustrado com cenas do filme a p.b. - distribuídas por 4 páginas - impressas sobre papel couché.
"É «Via Macau» um livro apresentado em moldes diferentes dos habituais, dado que nesta publicação desejámos oferecer ao Leitor a obra tal como a escreveu Jean Leduc para o filme que viria a realizar, e que será brevemente exibido entre nós.
Trata-se, portanto, de um «guião», um «argumento cinematográfico» em todo o sentido da expressão, e como tal desenvolvido numa linguagem extremamente concisa. Linguagem em que ressalta a arte de fazer diálogo.
Esse, o grande mérito desta forma literária - traduzir sentimentos e imagens, não pela exposição, mas pela expressão da linguagem falada: o diálogo."
(Nota do Autor)
"Outono no Estoril. Um carro da polícia atravessa a vila. Pelo altifalante a população é prevenida de que, nesse mesmo dia, às 18 horas, vai ser provocada uma explosão na zona Norte, para abrir o traçado na nova auto-estrada, pelo que a circulação será interrompida.
O carro roda lentamente. Seguindo-o descobrimos os aspectos característicos do Estoril e Cascais: o porto, as colinas que o rodeiam, o Hotel Estoril-Sol, magnífica construção ultra-moderna, cuja fachada se encontra decorada com bandeiras de diferente nacionalidades, pois que uma importante Conferência Internacional está a ter aí lugar. O carro da polícia é, a dada altura, obrigado a parar por momentos para deixar passar dois ou três carros ostentando pequenas bandeiras oficiais, onde se exibem alguns diplomatas. Recomeça a andar dirigindo-se para uma rua na zona comercial."
(Excerto do Cap. I)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

30 novembro, 2019

GALHARDO, José & SANTANA, Vasco & LOPES, Carlos - VERSOS DA OPERETA ROMÂNTICA A INVASÃO. Estreada em Lisboa, em Fevereiro de 1945 no Teatro Maria Vitória. Lisboa, Composto e impresso: Oficinas Gráficas Couto Martins, 1945. In-8.º (19,5 cm) de 10, [2] p. ; B.
1.ª edição.
A Invasão, opereta histórica pelo facto de incluir no segundo acto os versos de Lisboa, não sejas francesa!, famoso fado-canção, pela primeira vez impresso, e que mais tarde, em 1952, seria imortalizado pela voz de Amália Rodrigues.

"Não namores os franceses,
Menina Lisboa!
Portugal é meigo, às vezes,
Mas certas coisas não perdoa!
Vê-te bem no espelho
Dêsse honrado velho!
Como o seu exemplo atrai!
Vai

Pelo meu leal conselho:
Não dês desgostos ao Teu Pai!


ESTRIBILHO

Lisboa,
Não sejas francesa!
Com toda a certeza
Não vais ser feliz!
Lisboa!

Que ideia daninha,
Vaidosa alfacinha,
Casar com Paris!
Lisboa,

Tens cá namorados
Que dizem, coitados,
Co'as almas na voz:
Lisboa,

Não sejas francesa!
Tu és portuguesa!
Tu és só p'ra nós!


Tens amor às lindas fardas,
Menina Lisboa?
Vê lá tu p'ra quem te guardas!
Donzela sem recato, enjôa!
Tens aí tenentes,
Belos, imponentes,
Nados e criados cá!
Vá,

Tenha modos mais decentes,
Menina caprichosa e má!
"


ESTRIBILHO

(Lisboa, não sejas francesa!, Ana Maria I e II)

Exemplar brochado em bom estado de conservação. Vincado, por ter sido dobrado a meio.
Raro.
Com interesse histórico.
Peça de colecção.
35€

06 outubro, 2016

GARCIA, Ápio - O CUSTÓDIA DA AMÁLIA. [Lisboa], Jornal de Lisboa, [1978?]. In-8.º (20,5cm) de 38, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Homenagem a Aníbal, o «Custódia da Amália», nome por que ficou conhecido o admirador n.º 1 da célebre fadista.
Obra ilustrada com inúmeras fotogravuras no texto.
"Este bosquejo biográfico, aparentemente sem excepcional significado, pode ser ponto de meditação para muitos que julgam não terem grande importância os itinerários da existência dos simples no panorama social.
Parece-nos errado se pensarmos que são perfis como o do protagonista que vai surgir nestas páginas, que não ocupam, muitas vezes, lugar de honra entre os homens mais ricos em bens de qualquer espécie!
Por isso o trazemos a terreiro, embora saibamos, de antemão, merecermos o reparo de certo público que só admite biografias de vultos preponderantes e universalmente identificados."
(excerto do prólogo)
António Augusto Ápio Garcia (1918-1979). Natural de Vila Flor. Escritor, jornalista e produtor radiofónico. Foi proprietário e director do Jornal de Lisboa. Publicou diversas obras literárias, sobretudo de cariz biográfico. Faleceu em Lisboa.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse para a bibliografia amaliana.
Indisponível