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13 abril, 2025

NABAIS, António & RODRIGUES, Carlos & MARTINHO, Manuel - OLIVEIRA DE FRADES
. [s.L.], Edição Câmara Municipal, 1991. In-4.º (23x16 cm) de 605, [7] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Importante monografia sobre a vila e concelho de Oliveira de Frades, certamente a mais completa que sobre este assunto se publicou entre nós.
Obra muito ilustrada no texto e em página inteira com mapas, gráficos, tabelas e quadros estatísticos, desenhos, fotografias a p.b. e a cores e reprodução fac-símile de documentos históricos com interesse relevante para a região.
"Com este trabalho pretende-se apresentar o concelho de Oliveira de Frades, na multiplicidade dos seus aspectos: geográficos, paisagísticos, arqueológicos, etnológicos, arquitectónicos, históricos, económicos, políticos, culturais, religiosos e sociais.
Abrem-se, assim, portas para novas etapas no domínio da investigação histórica local, que constitui, hoje, um instrumento valioso para o desenvolvimento das comunidades, através do conhecimento das realidades e dos recursos locais.
Para a descoberta do concelho histórico e real, seguimos três vias principais: recolha em bibliotecas e arquivos de elementos escritos (manuscritos, publicações e estudos) e iconográficos (desenhos, fotografia e cartografia); identificação, no terreno, de vestígios materiais de interesse histórico e patrimonial; recolha oral, contactando com gentes do município.
Percorreram-se todas as freguesias do concelho, com o objectivo de observar e de fixar, através do texto e da imagem, o que se ouvia e descobria na paisagem natural e humanizada. [...]
Esta publicação não é uma monografia na verdadeira acepção da palavra. É, antes de mais, um trabalho que divulga os traços humanos e materiais mais representativos da história e actualidade do concelho."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Abertura | Introdução | Heráldica | Bilhete de Identidade | Freguesias e povoações | Território | População | Actividades económicas | História | Freguesias | Documentos | Anexos.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. F. rosto apresenta carimbo de biblioteca e data a caneta.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
25€

16 setembro, 2023

AZEVEDO, Correia de - LAFÕES. [S.l.], [s.n. - Comp. e imp. nas Oficinas  Gráficas «A Modelar», Amares], Julho de 1958. In-8.º (22,5 cm) de 261, [1] p. ; [91] f. il. ; B.
1.ª edição.
Importante monografia sobre a região de Lafões, contendo inúmeras informações históricas, culturais, geográficas e administrativas. Trata-se de uma verdadeira "bíblia" lafonense, talvez a mais completa e interessante obra que sobre esta zona do país se publicou.
Edição cuidada, impressa em papel de superior qualidade, contendo 91 folhas separadas do texto que reproduzem inúmeros desenhos e fotogravuras com retratos de personalidades, paisagens, monumentos e lugares históricos. Inclui no final de cada capítulo, diversas páginas preenchidas com publicidade promovendo produtos e serviços de casas comerciais e industriais da região, que, por certo, terão ajudado a subsidiar a sua produção.
"A Região de Lafões
Situada na parte mais ocidental da Beira Central, a Região de Lafões é uma sub-região natural, constituída pelas terras tributárias do curso médio do Vouga e dos seus afluentes Sul e Ribamá, que, vindos de margens opostas, confluem junto de S. Pedro do Sul.
De Lafões fazem geograficamente parte os concelhos de Oliveira de Frades, Vouzela e S. Pedro do Sul, as freguesias de Cedrim e Couto de Esteves (do concelho de Sever do Vouga), Alva e Gafanhão (do concelho de Castro Daire) e parte das freguesias de Bodiosa e Ribafeita (do concelho de Viseu).
Remontam a recuadas épocas pré-históricas os primeiros sinais de povoamento. Por toda a Região de Lafões, restam vestígios de populações neolíticas, que, sobretudo em pontos elevados de terras graníticas, construíam as suas habitações, inumavam os seus mortos em dólmens e mamoas e, nas pedras das encostas dos montes, gravavam sinais, provavelmente relacionados com os monumentos funerários.
Com a queda do Império Romano do Ocidente (476), a Região de Lafões passou a fazer parte do efémero reino suevo e, a seguir, do mais estável reino visigótico. Da fusão dos elementos germânico e românico, aglutinados pelo elemento religioso cristão, resultará uma população que, no século VIII, vai sofrer o embate da invasão muçulmana.
Com o avanço da Reconquista cristã, sobretudo depois das conquistas de Fernando Magno a sul do Douro, incluindo Viseu, a Região de Lafões vai-se desenvolvendo populacionalmente. As populações rurais dispersam-se por "villas", propriedades rústicas, granjas ou herdades, mais ou menos isoladas. Foram estas propriedades rústicas que, desenvolvendo-se e aglutinando-se, vieram a dar origem às primeiras povoações."
(Fonte: Oliveira. A. Nazaré, Património Histórico-Cultural da Região de Lafões, Millemium 22, 2001)
"Tal como actualmente se encontra, o território de Lafões, reparte-se grosso modo por três concelhos:
O concelho de Oliveira de Frades, e os concelhos de S. Pedro do Sul e Vouzela. [...]
Relativamente à etimologia de Lafões, temos:
«Em 1609, disse Fr. Bernardo de Brito, que D. Fernando Magno de Leão, quando tomou Viseu aos mouros no ano de 1038, ou 1057 como diz Alexandre Herculano, era governador da dita cidade o alcaide mouro Alafum, que se fez cristão, pelo que D. Fernando Magno lhe poupou a vida e lhe deu terras para viver e povoar, terras que do dito mouro Alafum tomaram o nome de Lafões. [...]
Um autor desconhecido, referindo-se a esta parte em questão da etimologia de Lafões, dá o seu parecer do seguinte modo:
«O nome de Lafões, ou Alafões, como se dizia antigamente, deriva de uma palavras árabe que significa «dois irmãos», designação aplicada a dois cabeços parceiros - os montes Lafão (601m.) e Castelo (538m.) que constituem a terminação setentrional da serra do Caramulo.
Esta última versão é a mais aceitável e a que não oferece, segundo cremos, nenhuma contestação."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse da f. rosto. Contém alguns (poucos) sublinhados e anotações a lápis ao longo da obra.
Raro.
Com interesse histórico e regional.
60€

08 dezembro, 2022

MOURO, Manuel Barros - A REGIÃO DE LAFÕES (subsídios para a sua história). Coimbra, [s.n. - Composição e impressão Coimbra Editora, Limitada - Coimbra], 1996. In-8.º (20,5 cm) de 241, [3] ; il. ; B.
1.ª edição.
Capa de Paulo Quintela.
Importante subsídio para a história da região de Lafões.
Livro ilustrado com fotografias a p.b., em página inteira, reproduzindo monumentos e imóveis relevantes para a região lafonense.
"Lafões, região natural de grande unidade, abrange a quase totalidade dos concelhos de S. Pedro do Sul, Vouzela e Oliveira de Frades e ainda uma pequena área dos concelhos de Viseu (parte das freguesias de Ribafeita e Bodiosa, esta passou ao concelho de Vouzela com o Decreto de 24/10/1855 e voltou ao de Viseu por Decreto de 14/1/1871), Castro Daire (parte das freguesias de Alva e Gafanhão) e Sever do Vouga (freguesias de Cedrim e Couto de Esteves).
Mas a «terra» de Lafões constituiu durante vários séculos um só concelho, escrevendo-se no cadastro de 1527 que era muito notável, além de curiosa, a circunstância de «ter duas vilas e ambas serem cabeças»: a de S. Pedro do Sul e a de Vouzela.
No Portugal Antigo e Moderno de Pinho Leal fala-se em dois concelhos (S. Pedro do Sul e Vouzela), parecendo-lhe que durante muito tempo foram administrados em comum pelas mesmas autoridades.
Historiadores há que afirmam ter Lafões recebido foral de D. Dinis em 1280 e foral novo de D. Manuel a 15/12/1514, mas só este aparece arrolado na «Memória para servir de Índice dos Forais das Terras do Reino de Portugal e seus domínios» de Francisco Nunes Franklin."
(Excerto de O antigo concelho de Lafões e a sua capital)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
25€

08 novembro, 2022

TOJAL, Manuel João Maia - ALMINHAS
. [S.l.], Edição da Câmara de Oliveira de Frades, 1997. In-8.º (21 cm) de 67, [1] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Importante monografia sobre a história e origem das "Alminhas" - oratórios de culto às almas do purgatório.
No final inclui um capítulo dedicado aos "altares" localizados no concelho de Oliveira de Frades, Viseu.
Livro muito ilustrado no texto com fotografias a cores.
"Numa feliz conjugação entre a natureza e a acção do homem, que escolheu como como solo materno o concelho de Oliveira de Frades, conseguiu-se uma terra rica em património construídos, alicerçado numa paisagem que nos encanta. [...]
Começou cedo essa acção criadora, primeiro em diálogo com a sobrevivência e a segurança, nos píncaros dos montes, em povoamentos castrejos fortificados; estendeu-se depois aos solos mais planos e produtivos, quando a sociedade enveredou por situações de maior estabilidade.
Num e noutro caso legaram-nos impressionantes testemunhos: castros, antas (de que Antelas é expoente máximo, pelas suas pinturas e Paranho um outro eloquente e imponente dólmen), mamoas, vias romanas, marcos miliários, Igrejas, Capelas, casas, num infindável rol de construções que perduram como memória de um povo.
Complexa, rica de tonalidades diversas, a nossa idiossincrasia revê-se ainda nesses testemunhos que, à beira ou mesmo na encruzilhada dos caminhos, atestam simultaneamente a religiosidade e a arte dos nossos antepassados, que a tradição consagrou como Alminhas.
Perdidas nos montes, escondidas nas forças graníticas de muros e vedações, estimadas pelos passantes, acarinhadas pelos nossos habitantes, a sua preservação e evocação é uma obrigação para todos nós. [...]
Num trabalho elaborado com bastante rigor e cuidado científico, ficamos assim melhor esclarecidos sobre um tema que é marca, tão vincada, a alma do nosso povo."
(Excerto da Nota de abertura)
Índice:
Nota de abertura. | Prólogo. | Origem das Alminhas.| Alminhas - Justificação para a Denominação. | Representações Pictóricas e Iconográficas dos Painéis. | Características - Materiais utilizados. | Finalidade das Alminhas. | Alminhas do Concelho de Oliveira de Frades. | Bibliografia.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
20€