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17 junho, 2023

XAVIER, Felippe Nery - COLECÇÃO DOS FAC-SIMILES DAS ASSIGNATURAS, E RUBRICAS DOS VICE-REIS, E GOVERNADORES GERAES DO ESTADO DA INDIA, COORDENADA, POR DETERMINAÇÃO DO Ill.mo e Ex.mo S.or Visconde D'Ourem, GOVERNADOR GERAL DO MESMO ESTADO, POR... Official-maior graduado - Chefe da primeira Secção da Secretaria do Governo Geral, e Director da Imprensa Nacional. Nova-Goa: Na Imprensa Nacional, 1853. In-8.º (21 cm) de [246] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Obra impressa em Goa. Trata-se da colecção dos fac-símiles das assinaturas dos Vice-Reis e Governadores do Estado da Índia, desde o 1.º Vice-Rei, D. Francisco de Almeida (1505-1509) até ao mandato governativo de José Joaquim Januário Lapa, Visconde de Vila Nova de Ourém (1851-...), época em que foi publicado o presente livro. Acompanham os fac-símiles das assinaturas breve apontamento biográfico dos governantes.
Inocêncio atesta a sua raridade: "Estas colecções são muito raras na Índia, e ainda mais em Lisboa".
"Os alludidos Fac-similes, são extrahidos das originaes assignaturas que á força de enfadonhas buscas descubrimos humas exaradas nos autos das posses, e assentos doss Conselhos do Estado, e do extincto Conselho da Fazenda, e outras finalmente em diversas Cartas, Patentes, Alvarás, e Provisões de épocas remotas que reunimos; e ainda que se possa afiançar da sua exactidão com os originaes; com tudo he preciso dizer que a nitidez que parece faltar-lhe he devida á difficuldade em a conseguir neste Paiz avesso ás obras lithographicas, por causa da sua temperatura."
(Excerto da Advertencia)
Filipe Nery Xavier (Goa, 1801- Goa, 1875). Historiador, ilustre funcionário e administrador colonial. "Cavalleiro e Commendador da Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Christo e Cavalleiro da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa, Official-maior da Secretaria Geral do Governo do Estado da Índia, director da Imprensa Nacional, vogal de numerosas e importantes commissões de serviço publico, durante mais de 50 annos. Socio correspondente da Academia Real das Sciencias de Lisboa e de varias outras sociedades litterarias, premiado nas exposiçoes de Pariz, Porto, Madrasta."
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, com defeitos.
Carimbo de posse de Bello Carvalho na capa e na f. rosto.

Raro.
Com interesse histórico.
60€
Reservado

16 junho, 2018

CORREIA, Alberto C. Germano S. - PROSTITUIÇÃO E PROFILAXIA ANTI-VENÉREA. História Demografia Etnografia Higiene e Profilaxia. ÍNDIA PORTUGUESA. Por... Coronel-médico, lente da Escola Médica, Sócio da Academia das Ciências de Lisboa e do Instituto Internacional de Antropologia, Comendador das Ordens Portuguesas de Cristo, São Tiago e Aviz. Bastorá : Índia Portuguesa, Tipografia Rangel, 1938. In-4.º (25cm) de [4], 404 p. ; B.
1.ª edição.
Importante estudo sobre a prostituição na Índia Portuguesa - as suas causas e consequências. Impresso em Bastorá, Goa.
Valorizado pela dedicatória manuscrita do autor ao "Dr. Carlos Sampaio, digníssimo Inspector Administrativo".
"É um capítulo que não podia ser escrito em separado, tanto porque a modalidade clandestina do meretrício só se faz às ocultas, como porque o tráfico de mulheres  crianças anda intimamente ligado àquela forma de prostituição.
É nos lôbregos desvãos da servidão clandestina da mulher que os mercadores da carne feminina para o repasto do sensualismo conseguem aliciar, com maior facilidade e rapidez, as vítimas incautas para serem imoladas  no ignóbil altar da volúpia. [...]
Durante muito tempo foi a prostituição clandestina considerada como a fase inicial da deshonra feminina.
A mulher ou a adolescente mercadejava primeiro, às ocultas, com os encantos do seu corpo fresco e sadio.
Uma vez surpreendida em flagrante pela família, quando honesta, ou pelos agentes da polícia dos costumes, era obrigada a matricular-se, inscrevendo o seu nome no livro, onde se relacionam as mulheres que se tornam parceiras no gôzo sexual de qualquer homem."
(Excerto do Cap.  IV, Prostituição clandestina e o tráfico feminino na India)
Matérias:
I - Generalidades sôbre a Prostituição. II - A Prostituição no Indostão. III - A Prostituição na India Portuguesa. IV - Prostituição clandestina e o tráfico feminino na India. V - Tráfico feminino no Industão e na Índia Portuguesa. VI - A mulher e o trabalho feminino na Índia. VII - O perigo venéreo e a prostituição através dos tempos na Índia Portuguesa. VIII - As modernas directrizes da profilaxia antivenérea.
Alberto Carlos Germano da Silva Correia (1888-1967). Médico licenciado pela escola Médica de Gôa, formado pela Faculdade de Medicina do Porto. Coronel médico. Professor e Director da Escola Médica de Gôa e do Hospital Militar. Director do Instituto de Investigação Científica de Angola. Sócio da Academia das Ciências de Lisboa, da Sociedade de Geografia de Lisboa, do "Institut Internacional d'Anthropologie" de Paris, do "International Congress of the Antropological & Ethnological Sciences" e do Instituto Vasco da Gama de Gôa. Deixou publicada uma vastíssima obra histórica, antropológica, etnográfica, antropométrica e climatológica.”
Exemplar em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos, manchadas de humidade; lombada apresenta falhas de papel.
Muito invulgar.
Indisponível

10 setembro, 2015

[SILVEIRA, Francisco Rodrigues] - MEMORIAS DE UM SOLDADO DA INDIA : compiladas de um manuscripto portuguez do Museu Britannico por A. de S. S. Costa Lobo. Lisboa, Imprensa Nacional, 1877. In-8.º (19cm) de 344 p. ; E.
1.ª edição.
Valorizada pela dedicatória autógrafa de Costa Lobo (parcialmente obliterada com o intuito de suprimir o nome do destinatário da oferta).
Rara edição original de um dos mais importantes documentos quinhentistas, a par dos escritos de Diogo do Couto, sobre a presença e administração portuguesa na Índia.
"Em 1585 Francisco Rodrigues da Silveira [1558-1640?] embarcou como soldado para a India, onde militou por espaço de doze annos. Sentimentos patrioticos o determinaram a consignar por escripto a relação da anarchia e immoralidade que lá presenceára, e a traçar um plano de reformas, o qual, a seu pensar, seria o remedio para tamanhos males. Regressando a Portugal em 1598, este seu primeiro trabalho foi apresentado ao governo, que, como era de suppor, não lhe deu a minima attenção. Silveira, comtudo, não descoroçoou. Foi augmentando e melhorando a sua obra, e com infatigavel zêlo cruzava entre Lisboa e Madrid para a inculcar á consideração dos conselheiros da corôa portugueza em ambas as capitaes; mas sempre com o mesmo infeliz resultado. Pelo anno de 1608 graves attribulações pessoaes o forçaram a interromper esta fervorosa lida em favor da causa publica. Na comarca de Lamego, sua patria, onde residia, viu-se travado em terrivel combate forense com um tabellião, combate que se protrahiu por largos annos, que por varias vezes atirou com elle á cadeia, e em que foi, por derradeiro, piedosamente desbaratado. Querendo, ainda neste caso, tornar a sua triste experiencia em proveito da republica, recontou as peripecias do epico duello com o façanhoso tabellião, e apontou as reformas que na organisação judiciaria se deveriam introduzir para se acautelarem as injustiças de que fôra miseranda victima. São estes elementos, e reflexões avulsas sobre o estado do paiz, que constituem o corpo do seu livro.
Era o fim principal do escriptor não menos que o de sanear o regimen governativo da India e firmar no reino a vara da justiça que não vergasse ao mais leve sopro do interesse: os successos da sua vida não os refere senão como a base experimental sobre que assentam as reformas. [...]
O que no manuscripto de Silveira se faz digno de memoria é o seu testemunho, rude e chão, sobre a vida e os costumes contemporaneos, e a narrativa dos acontecimentos de que foi parte. Aqui se contém materia de historia e de util ensinamento. Como eram na India, no ultimo quartel do seculo XVI, as tradições e o comportamento do mundo official, o regimento das fortalezas, a disciplina militar, a direcção dos commettimentos navaes, quaes os sentimentos, habitos e propositos dos portuguezes no oriente; e, em confronto, qual fosse na metropole o nivel moral, o respeito pelos direitos civis, a probidade dos funccionarios, a situação economica: é sobre estes pontos que versam as informações de Silveira, e basta enuncia-los para perceber a valia do seu exacto conhecimento. Esses factos são um elo da cadeia historica: explicam os successos antecedentes, e influiram sobre os destinos do paiz: concorreram para a degeneração do caracter nacional: são um aviso solemne para o futuro. Constituem, demais, um subsidio para a historia do imperio portuguez no oriente."
(excerto do prefácio do compilador)
Meia encadernação francesa de chagrin com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva a capa original anterior. Aparado somente à cabeça, com o corte das folhas pintado de azul.
Exemplar em bom estado de conservação. Capa suja, restaurada nos cantos; frontispício e página seguinte apresentam pequeno restauro no canto superior dto.; miolo escurecido.
Raro.
Com interesse histórico.
Peça de colecção.
90€
Reservado

20 janeiro, 2013

SILVA, Cesar da – MOSTEIRO DOS JERONYMOS. Historia da sua origem e rapida descripção de suas belezas. Com um prefacio do Ex.mo Sr. F. S. Margiochi. Lisboa, Typ. e Lith. Brito Nogueira, [1897?]. In-8º (20cm) de 80p. ; [1] p. il. ; B. Centenario da India : 1497-1499 
1ª edição.
Ilustrado com uma estampa do aspecto do Mosteiro nos fins do séc. XVI.
Monografia publicada por ocasião do 4º centenário do início da epopeia da descoberta do caminho marítimo para a Indía (1497-1499).
Valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
“Da grande epopêa do descobrimento do caminho maritimo para a India ficaram a Portugal, alem d’um logar importante entre as nações da Europa e d’um nome immorredouro nos fastos da historia, dois monumentos grandiosos, testemunhos gigantes d’essa gloria e padrões seculares da época de grandezas que assignalou o reinado do nosso rei venturoso.
Esses monumentos são o grande poema de Camões – os Luziadas – e esse outro admirável poema, em pedra – que se chama Mosteiro dos Jeronymos.” (excerto da primeira parte)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Sobrecapa em papel vegetal. Capas e lombada fragilizadas, com falhas, sobretudo a contracapa que apresenta falta de papel o canto inferior dto; selo de biblioteca na parte superior da capa.
Muito invulgar. 
20€