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07 dezembro, 2023

PAES, Sidonio Bernardino Cardoso da Silva - INTRODUCÇÃO Á THEORIA DOS ERROS DAS OBSERVAÇÕES. Por... Licenciado em Mathematica. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1898. In-4.º (24x16 cm) de [16], 130, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Tese académica de Sidónio Pais, ex-Presidente da República assassinado em Lisboa, a 14 de Dezembro de 1918, na Estação do Rossio. Obra rara. Trata-se da dissertação inaugural para o acto de conclusões magnas apresentada à Faculdade de Matemática da Universidade de Coimbra, cujo tema desenvolve a aplicação das probabilidades à "teoria dos erros das observações".
"Com perto de cem annos de existencia a Theoria dos erros das observações é um assumpto ácerca do qual restam ainda muitas duvidas.
Reduzida ao principio a simples regras empiricas ou aconselhadas pelo bom senso, é um facto digno de notar-se que estas regras têem permanecido quasi sem modificação, porque se é verdade que a sua demonstração tem escapado ás investigações tenazes dos espiritos mais luminosos, tambem não é menos verdade que nunca se conseguiu substituil-as por outras melhores. [...]
Assumindo a hypothese de que é possivel assignar uma probabilidade numerica a cada grandeza dos erros das observações, a deducção da lei que segue essa probabilidade tem sido uma das maiores difficuldades. [...]
Pretendemos pôr em evidencia o que ha de hypothetico e o que ha de rigoroso e de aproveitavel nestas investigações, de maneira que d'este estudo resalte claramente o estado da questão."
(Excerto do Prefacio)
"Quando se observa uma grandeza desconhecida susceptivel de ser definida por um só numero, as differenças para este numero dos resultados das observações, chamam-se erros verdadeiros ou simplesmente erros das observações."
(Excerto do Cap. I - Noções preliminares - I. Natureza dos erros das observações. Objecto e fim da Theoria dos erros)
Indice:
Prefacio | Capitulo I - Noções preliminares: I. Natureza dos erros das observações. Objecto e fim da Theoria dos erros; II. A lei dos erros. Definição dos valores mais vantajosos das incognitas. Capitulo II - A lei dos erros fundada no postulado de Gauss: I. Exame dos postulado de Gauss; II. Deducção da lei dos erros. Capitulo II - A lei dos erros fundada no estudo dos erros elementares: I. A Lei do erro total em funcção das leis dos erros elementares; II. Deducção da lei do erro total partindo de hypotheses sobre os erros elementares. Capitulo IV - O principio dos menores quadrados: I. O principio de menores quadrados como consequencia da lei de Gauss; II. Demonstração do principio dos menores quadrados, prescindindo da lei dos erros.
Sidónio Pais (Caminha, 1872 - Lisboa, 1918).  Foi um militar, professor universitário e político português. "Em 1888, inicia a carreira militar, entrando para a Escola do Exército e para a arma de Artilharia. É promovido a alferes em 1892, a tenente em 1895, e a capitão em 1906. Paralelamente àquela, desenvolve uma outra, a de professor universitário, frequentando a Universidade de Coimbra e licenciando-se em Matemáticas em 1898. É nomeado professor catedrático da cadeira de Cálculo Diferencial e Integral daquele estabelecimento de ensino superior e aceite como professor da Escola Industrial Brotero da qual virá a ser director em 1911.
Desde os tempos da Universidade de Coimbra que se manifestou partidário das ideias republicanas, conspirando contra o regime monárquico. Data desta época a sua filiação na Maçonaria, na Loja "Estrela de Alva", em Coimbra, com o nome de irmão Carlyle. Após a implantação da República é chamado para desempenhar os seguintes cargos: Deputado à Assembleia Nacional Constituinte; Ministro do Fomento do governo de João Chagas, desde 24 de Agosto de 1911; Ministro das Finanças do governo de Augusto de Vasconcelos, desde 7 de Novembro do mesmo ano; Representante do Governo nas manifestações do primeiro aniversário da implantação da República, na cidade do Porto; Ministro de Portugal em Berlim, desde 17 de Agosto de 1912, cargo que desempenhou até 9 de Março de 1916, data em que a Alemanha declarou guerra a Portugal. Após o seu regresso a Portugal, assume-se como figura principal de contestação ao Governo democrático e encabeça o golpe de estado de 5 de Dezembro de 1917, que acaba vitorioso, após três dias de duros confrontos. Neste contexto vai desempenhar as funções seguintes: Presidente da Junta Revolucionária, desde 8 de Dezembro de 1917; Presidente do Ministério, ministro da Guerra e dos Negócios Estrangeiros, desde 11 de Dezembro do mesmo ano; Presidente da República, desde 27 de Dezembro, até nova eleição; Presidente da República, eleito por sufrágio directo, desde 9 de Maio de 1918.
Sidónio Pais modifica a lei eleitoral, sem consultar o Congresso, e é eleito Presidente da República por sufrágio directo dos cidadãos eleitores, obtendo, em 28 de Abril de 1918, 470 831 votos. Foi proclamado em 9 de Maio do mesmo ano. Durante o seu senado, são dignos de realce os seguintes factos: Em Fevereiro, é alterada a lei da separação entre a Igreja e o Estado; Em Março, é declarado o sufrágio universal; Em Abril, as tropas portuguesas são derrotadas na batalha de La Lys; Em Julho, são reatadas as relações com a Santa Sé.
Passado o estado de graça, sucedem-se as greves, as contestações, e as tentativas de pôr fim ao regime sidonista. Em resposta, este decreta o estado de emergência em 13 de Outubro. Consegue recuperar momentaneamente o controlo da situação, mas o movimento de 5 de Dezembro estava ferido de morte. Nem a assinatura do armistício, em 11 de Novembro, nem a mensagem afectuosa do rei Jorge V de Inglaterra correspondente ao acto vem melhorar a situação. Em 5 de Dezembro, Sidónio sofre um primeiro atentado, durante a cerimónia da condecoração dos sobreviventes do Augusto de Castilho, do qual consegue escapar ileso. Não conseguiu escapar ao segundo, levado a cabo por José Júlio da Costa que o abateu a tiro, na Estação do Rossio, em 14 de Dezembro de 1918."
(Fonte: https://www.presidencia.pt/presidente-da-republica/a-presidencia/antigos-presidentes/sidonio-pais/)
Belíssima encadernação meia de pele com rótulos e ferros gravados a ouro na lombada. Conserva a capa de brochura frontal.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
85€

22 agosto, 2015

NO FUNERAL DE SIDONIO PAES, MARTYR DA PATRIA. Assassinado em Lisboa, aos quatorze de Dezembro de mil novecentos e desoito, pelos maos portugueses aos quaes a sua grandeza fazia sombra, e levado para os Jeronymos em cortejo de verdadeira apotheose nacional, a vinte e um do mez e anno. [Prefácio de H. F. C.]. Lisboa, [s.n. - imp. Officinas da Empreza Diario de Noticias, Lisboa], 1920. In-4º (25,5cm) de 47, [1] p. ; [3] f. il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada com 3 fotogravuras extratexto de Sidónio Pais impressas sobre papel couché: montado, em parada; 1 retrato da autoria de Vasques; 1 retrato da autoria de Bobone.
"Os quatorze capitulos d'este folheto reproduzem quatorze folhas soltas, numeradas, impressas sem rubrica de auctor nem designação de typographia, que foram distribuidas nas ruas de Lisboa durante o desfilar do grandioso funeral de Sidonio Paes. [...]
Feitas por quem fossem, ellas resumem nas suas poucas linhas a mais justiceira e patriotica apreciação do grande Vulto, grande na sua curta vida, grande na sua morte, caracter inteiro, n'uma epocha em que o caracter a todos fallece, espelho de antigas virtudes portuguezas..."
(excerto do prefácio, Explicação previa)
Indice:
Explicação previa.
I - O seu momento historico. II - Quem o matou? III - A sua intelligencia. IV - O 5 de Dezembro. V - O Homem. VI - Como Elle te amou, bom povo português! VII - Elle foi um novo D. Pedro V. VIII - Elle era respeitado pelos estrangeiros.  IX - Elle respeitou a religião. X - Elle foi amado pelas mulheres de Portugal. XI - Elle despresou os politicos. XII - Elle amou a mocidade. XIII - Elle amou as creanças. XIV - Portugueses! O grande Presidente entrou na imortalidade.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas manchadas. Gravuras ligeiramente oxidadas.
Invulgar.
25€