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11 abril, 2023

TORREZÃO, Guiomar - FLAVIA.
Illustrações de Columbano Bordallo Pinheiro, Condeixa, Felix da Costa, João Galhardo, Malhôa, Queiroz, Salgado
. Lisboa, Livraria Ferin, M DCC XCVII [1897]. In-8.º (18,5 cm) de 324, [4] p. ; [1] f. il. ; il. ; E.

1.ª edição.
Livro de contos, superiormente ilustrado por alguns dos mais reputados mestres-pintores da época.
Conjunto de pequenas novelas com interesse para o conhecimento das vivências e costumes da época. Destaque para o conto Flavia que dá título ao livro, a narrativa Drama de uma alma, que a autora reputa de verídica, fundada num diário que lhe terá sido entregue por Estella, a "protagonista" da história, e Joanna de Goerschen, um conto histórico cuja acção decorre durante as campanhas napoleónicas, com participação do próprio imperador dos franceses.
"Desde que o romance deixou de ser o producto de uma fantasia e passou a stereotypar nas paginas  de um livro o documento humano, colhido na flagrante observação do caso vivido, é evidente que o romancista preoccupa-se, acima de todas as cousas, em incutir aos que o lêem a confiança na veracidade da sua narrativa... [...]
O romance experimental de Zola, o vigoroso escalpelisador da alma moderna... [...] O romance de Eça de Queiroz, o grande psychologo portuguez, nada mais intenta do que stenographar a vida real, fixando-a nas suas actualidades, com physionomias conhecidas, casos e ocorrencias, que nos dêem a sensação de estarmos aspirando a tristesa ambiente, inherente á nossa imperfeita existencia humana. [...]
Todas estas considerações e outras, que facilmente se deduzem, fizeram com que eu hesitasse durante alguns annos, antes de entregar á publicidade Drama de uma alma, isto é a historia real e humana de um martyrio obscuro, occulto ha muito sob a pedra de um tumulo remoto."
(Drama de uma alma, excerto do proémio)
"O conde Roberto descendia da casa dos morgados de Vinhal, primeira nobreza de Traz-os-Montes. Viuvo, novo, e rico, todos os seus cuidados e affectos absorveram-se em uma filha, unica flôr de neve desabrochada nas cinzas da sua felicidade.
Estella herdara de sua mãe a belleza loira, o perfil hellenico, a alvura lirial e a suavidade do sorriso, attenuando a altivez innata e o grande ar imperativo, caracteristicos de uma raça patricia. E do pae herdára tambem a esthesia caprichosamente artistica, refractaria ao jugo das convenções, a estatura esbelta e ondulante, o tic de excentricidade, a generosidade inexgottavel e a sede de imprevisto, traduzindo-se no amor das viagens.
Concluida a sua educação, de uma complexidade rara em uma senhora portugueza, profundamente intelligente e superiormente instruida, formosa como a visão etherea de um poeta, espirituosa como uma parisiense, distincta no seu vulto esguio de estatueta como uma princeza de sangue real, Estella fez sensação, a primeira vez, que, pelo braço do pae, entrou nas salas de Lisboa."
(Drama de uma alma, excerto do Cap. I)
Indice:
I - Á tua memoria [Dedicatória]. II - Flavia. III - Amor sonhado. IV - Diario de uma complicada. V - Drama de uma alma. VI - Visão do amor no seculo xx. VII - Joanna de Goerschen.
Encadernação em tela, verde, com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pastas manchadas.
Raro.
Indisponível

16 abril, 2020

TORREZÃO, Guiomar - FLAVIA. Illustrações de Columbano Bordallo Pinheiro, Condeixa, Felix da Costa, João Galhardo, Malhôa, Queiroz, Salgado. Lisboa, Livraria Ferin, M DCC XCVII [1897]. In-8.º (18,5 cm) de 324, [4] p. ; [1] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Livro de contos, superiormente ilustrado por alguns dos mais reputados mestres-pintores da época. Trata-se de um conjunto de pequenas novelas com interesse para o conhecimento das vivências e costumes da época. Destaca-se a narrativa Drama de uma alma, que a autora reputa de verídica, fundada num diário que lhe terá sido entregue por Estella, a "protagonista", e Joanna de Goerschen, um conto histórico cuja acção ocorre durante as campanhas napoleónicas, com a participação do próprio imperador dos franceses.
"Desde que o romance deixou de ser o producto de uma fantasia e passou a stereotypar nas paginas  de um livro o documento humano, colhido na flagrante observação do caso vivido, é evidente que o romancista preoccupa-se, acima de todas as cousas, em incutir aos que o lêem a confiança na veracidade da sua narrativa... [...]
O romance experimental de Zola, o vigoroso escalpelisador da alma moderna... [...] O romance de Eça de Queiroz, o grande psychologo portuguez, nada mais intenta do que stenographar a vida real, fixando-a nas suas actualidades, com physionomias conhecidas, casos e ocorrencias, que nos dêem a sensação de estarmos aspirando a tristesa ambiente, inherente á nossa imperfeita existencia humana. [...]
Todas estas considerações e outras, que facilmente se deduzem, fizeram com que eu hesitasse durante alguns annos, antes de entregar á publicidade Drama de uma alma, isto é a historia real e humana de um martyrio obscuro, occulto ha muito sob a pedra de um tumulo remoto."
(Drama de uma alma, excerto do proémio)
"O conde Roberto descendia da casa dos morgados de Vinhal, primeira nobreza de Traz-os-Montes. Viuvo, novo, e rico, todos os seus cuidados e affectos absorveram-se em uma filha, unica flôr de neve desabrochada nas cinzas da sua felicidade.
Estella herdara de sua mãe a belleza loira, o perfil hellenico, a alvura lirial e a suavidade do sorriso, attenuando a altivez innata e o grande ar imperativo, caracteristicos de uma raça patricia. E do pae herdára tambem a esthesia caprichosamente artistica, refractaria ao jugo das convenções, a estatura esbelta e ondulante, o tic de excentricidade, a generosidade inexgottavel e a sede de imprevisto, traduzindo-se no amor das viagens.
Concluida a sua educação, de uma complexidade rara em uma senhora portugueza, profundamente intelligente e superiormente instruida, formosa como a visão etherea de um poeta, espirituosa como uma parisiense, distincta no seu vulto esguio de estatueta como uma princeza de sangue real, Estella fez sensação, a primeira vez, que, pelo braço do pae, entrou nas salas de Lisboa."
(Drama de uma alma, excerto do Cap. I)
Indice:
I - Á tua memoria [Dedicatória]. II - Flavia. III - Amor sonhado. IV - Diario de uma complicada. V - Drama de uma alma. VI - Visão do amor no seculo xx. VII - Joanna de Goerschen.
Exemplar brochado, parcialmente por abrir, em bom estado geral de conservação. Vestígios ténues de humidade nas primeiras páginas do livro.
Raro.
Indisponível

14 outubro, 2016

BURITY, Braz - ÍDOLOS, HOMENS E & BÊSTAS. Depoimentos e impressões sôbre as gentes e as coisas da Terra Portuguesa. I. FIALHO DE ALMEIDA [ e II. COLUMBANO - FIGUEIREDO & C.ª, L.da. Sociedade exploradora de Malas-Artes e peores ofícios. Seus sócios, seus feitos e seus processos ou os excessos duma consagração nacional e os cordelinhos duma exposição em Paris]. Texto de... Ilustrações de Abel Salazar. Pôrto, Edição de Maranus, 1931. 2 vols in-4.º (25cm) de 1-68 p. (I) e 69-132 p. (II) ; il. ; B.
1.ª edição.
Obra em dois volumes (é tudo quanto foi publicado). O 1.º é dedicado a Fialho de Almeida, e o 2.º, a Columbano Bordalo Pinheiro.
Ilustrada nas páginas do texto com a reprodução de retratos, desenhos e pinturas a p.b.
"Sem prazo fixo, sem poiso certo, sem assunto definido, em calhanços de oportunidade, no bambúrrio dos acontecimentos, no imprevisto das situações, fazendo gôsto ao dedo, desenferrujando a língua, dando ao Demo tristezas, que não pagam dívidas, Ídolos, Homens & Bêstas procurarão, pelo tempo fora, fixar depoimentos, grifar notas, focar aspectos, exprimir impressões sôbre as gentes, os factos e as coisas da terra portuguesa...
Com a pena sôlta de Bráz Burity e o lápis ligeiro de Abel Salazar, Ídolos, Homens & Bêstas não se propôem reformar costumes, derrubar instituïções, defender princípios, queimar preconceitos, organizar partidos, engordar porcos, intelectualizar burros, matar pulgas - arrumar ou desarrumar a casa, que, com a dispensa vazia e cheia de trastes, do subterrâneo ao sótão, em casa de Orates, onde todos ralham e ninguém tem razão, já não arrumo ou desarrumo que valha o pau e corda da muda - e, menos ainda, as tábuas do esquife e a cêra ruim dos ruins defuntos...
No meio da barafunda em que todos nos agitamos, a chafurdar no charco em que nos atolamos todos, Ídolos, Homens & Bêstas tentarão, apenas,  ver claro e falar alto e direito, fazendo da Verdade um dogma, e rendendo à verdade um culto, que, fora dos cânones das Conveniências, ao avêsso da tôdas as liturgias do Arrivismo, desagradando a todos, não poupando ninguém, há de chocar muita gente boa..."
(Vol. I, excerto da introdução, Saibam quantos)
Joaquim Madureira (Braz Burity) (1874-1954). "Nasceu em Lisboa e faleceu no Porto. Juiz português. Escritor, panfletista, articulista, personalidade polémica e impulsiva, adotou o pseudónimo literário de «Braz Burity». Entre as suas principais publicações, destacam-se os seguintes (e sugestivos) títulos: Insolências (1894); Um Processo de Imprensa (apreendido pela polícia); Impressões de Teatro (1905); Caras Amigas (1909) e Na "Fermosa Estrivaria" (1912). Crítico de arte, comentado e apreciado no seu tempo pela firmeza que imprimia às suas prosas, fez acalentado furor com uma crónica publicada no Diário do Povo, aquando da morte de Basílio Teles, em Matosinhos. Foi ainda diretor de O Diabo - Semanário de Literatura e Crítica, sendo depois substituído por Adolfo Barbosa. Tendo residido durante largos anos em Leça da palmeira, aí privou com artistas e intelectuais de primeiro plano da cena nacional."
Abel Salazar (1889-1946). Médico, cientista, professor, artista plástico, crítico de Arte, prosador e pensador. "Pintor e professor universitário, nasceu em Guimarães em 1889 e morreu em Lisboa em 1946. Médico de profissão e professor catedrático de Histologia e Embriologia na Universidade do Porto, notabilizou-se sobretudo como artista amador, além de ensaísta, historiador e crítico de arte. No campo da ciência criou novos métodos de técnica histológica, entre eles o método tano-férrico que o irá tornar mundialmente conhecido. A sua pintura, de temática urbana e rural, saída do naturalismo, vai fixar-se numa iconografia de crítica social, com especial incidência na problemática da mulher trabalhadora. Em 1935, começou a ser perseguido por razões de ordem política e foi afastado da sua cátedra. Apesar de expulso da Faculdade e das múltiplas dificuldades que lhe foram levantadas, continuou a publicar importantes trabalhos de índole científica. Abel Salazar foi também pedagogo ousado, prosador de excepcionais recursos, crítico agudíssimo, filósofo criador e sistematizador, divulgador de doutrinas e ideais progressistas, e acima de tudo, homem de honra e homem de coração."
(Fonte: paginas.fe.up.pt/porto-ol/fr/biograf.html)
Exemplares brochado em bom estado de conservação.
Invulgar e muito curioso.
Indisponível

08 novembro, 2011

ARTISTAS DO GRUPO DO LEÃO : Exposição do Centenário : Ministério da Cultura e Coordenção Cientifica : Secretaria de Estado da Cultura : Instituto Português do património Cultural. Caldas da Rainha, Museu de José Malhoa, 1981. In-8º grd.(23cm) de [67], 100] p. il. ; B.
Tiragem: 2000 ex.
Importante catálogo com fotografias do Estúdio Mário Novais, comemorativo do centenário do Grupo do Leão: tertúlia de artistas portugueses que se reunia na Cervejaria Leão de Ouro em Lisboa, entre 1881 e 1889. O grupo contava com jovens artistas que viriam a destacar-se como Silva Porto, José Malhoa e os irmãos Rafael e Columbano Bordalo Pinheiro, sendo responsável pela divulgação e pelo sucesso da pintura do Naturalismo em Portugal. Em 1885 o "Grupo do Leão" foi imortalizado num óleo sobre tela com o mesmo nome, da autoria do pintor Columbano Bordalo Pinheiro."
Bom exemplar.
Invulgar e muito apreciado.
25€

19 maio, 2011













MACEDO, Diogo de - GRUPO DO LEÃO : 1885-1905. Lisboa, Editora Litoral, 1946. In-8º (15cm) de 15, [1] p., [16] f. il. ; il. ; B. Colecção Hifen.
1.ª edição.
Bonita edição com reproduções a p.b. de algumas das obras mais representativas de membros do Grupo do Leão, entre outros, Columbano, Silva Porto, António Ramalho, Rafael Bordalo Pinheiro.
Bom exemplar.
Invulgar.
15€

18 abril, 2011

MACEDO, Diogo de - COLUMBANO. Lisboa, Artis, 1952. In-fólio (33cm) de 147, CVII p.il., VII, [1] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Exemplar N.º 961 da tiragem de 1.500 exemplares.
Obra de referência da pintura portuguesa, e da arte de Columbano, um dos seus expoentes máximos.
Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929), nome de referência no panorama da pintura nacional. Após uma temporada de curiosa aprendizagem em Paris, junta-se em Lisboa ao «Grupo do Leão», formado por artistas promissores, que, mais tarde, viriam a figurar entre os grandes nomes da pintura portuguesa, os quais se reuniam na Cervejaria do Leão.
A despeito de seu temperamento irascível, que o colocava em oposição aos que poderiam ajudá-lo, Columbano foi abrindo uma estrada sólida à sua frente, por força de seu talento imbatível, de sua vontade de vencer e de sua indiscutível superioridade técnica.
Encadernação do editor em tela com ferros a seco e a ouro nas pastas e na lombada.
Bom exemplar.
Invulgar.
85€
MACEDO, Diogo de - COLUMBANO : "CONCÊRTO DE AMADORES". 24 Ilustrações [de Columbano] ; com uma Introdução de... Lisboa, Grupo dos Amigos do Museu de Arte Contemporânea, 1945. In-8º grd. (25cm) de 24 p. ; il. ; B. [Museum] : Monografias de Arte, 1ª série, Nº 1.
Bom exemplar.
Invulgar.
15€