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25 dezembro, 2024

RAMALHETE DO NATAL.
Collaboração dos ex.mos snrs.: A. S. P. Caldeira, J. P. da Conceição, D. J. Ferreira, Casimiro Sotto-Maior, Theophilo Braga, Candido J. de Souza, M. A. de Menezes, Guilherme Dias, R. H. Moreton, J. J. da Costa Almeida e Antonio F. Campos. Porto, Typographia Cosmopolita, 1885. In-8.º (16x11 cm) de 40 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de textos - em prosa e em verso - cedidos propositadamente para a ocasião por alguns vultos da literatura nacional.
Livrinho ilustrado com 5 bonitos desenhos no texto.

"O mundo bracejava em mar de pranto;
Dos reis a tyrannia mais tornava
Amarga a escravidão.
O tinir das algemas era o canto
Que d'entre o cahos triste relembrava
Velha culpa de Adão
O sceptro do castigo braço eterno
Para a terra inclinou, cobrindo a fronte
Manto da proscripção!
A todos bipatnte o umbral do inferno,
Reinava a malvadez do mar ao monte
Sem medo á perdicção."

(Excerto de O Natal, por Teófilo Braga)

Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Raro.
Sem registo na BNP.
15€

25 dezembro, 2022

M
OITA, Tiago Alexandre Asseiceira - O MISTÉRIO DO NATAL NA PINTURA PORTUGUESA. Lisboa, Paulus Editora, 2009. In-4.º (24,5 cm) de 172, [4] p. ; mto il. ; C.
1.ª edição.
Belíssimo livro, impresso em papel de superior qualidade, muito ilustrado com fotografias de alta resolução reproduzindo pinturas religiosas de mestres portugueses.
"Uma recolha apurada das principais obras (pinturas) de artistas portugueses de diferentes épocas e estilos que tenham como tema o Natal (visitação, nascimento, apresentação, reis magos etc.). Livro colorido, com um comentário histórico-teológico de cada obra. «Este é um livro de descobertas, histórias do "maravilhoso", atestados de fé, de mãos dadas com algumas das melhores formas artísticas geradas pelos mestres portugueses de ontem e de hoje. É um livro de crenças seculares mas também de afirmação de discursos estéticos aptos a gerar emoções, sem deixar de sensibilizar para a arrebatação mística. Como afirma o autor, Tiago Moita, do que se trata é de «avaliar como a arte cristã enfrentou a dificuldade de representar o mistério do Verbo feito carne», numa dimensão com visibilidade histórica e poder salvífico: «para todos, crentes ou não, as realizações artísticas inspiradas na Sagrada Escritura permanecem um reflexo do mistério insondável que abraça e habita o mundo». A escolha das obras não podia ser mais poderosa e certeira(…)»."
(Excerto do Prefácio)
Encadernação editorial, cartonada, policromada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

25 dezembro, 2020

RÉGIO, José - O NATAL NA ARTE PORTUGUESA. Lisboa, Artis, 1965. In-4.º (25cm) de 18, [2], VI, [2] p. ; [40] f. il. ; E.
1.ª edição.
Livro luxuoso, produzido com grande esmero e apuro gráfico, impresso em papel encorpado e belissimamente ilustrado com 40 gravuras a p.b. e a cores que reproduzem telas de mestres portugueses subordinadas ao tema do Natal.
Estampas em heliogravura tiradas na Neogravura sobre fotografias de Mários Novaes, Castelo Branco, Teófilo Rego, Abreu Nunes, e outras cedidas pelo Museu Nacional de Arte Antiga.
"Se a arte não é senão uma certa forma de expressão do homem, na arte portuguesa havia de repercutir o encanto, o mistério e a alegria do Natal. Através da música, através da poesia, através da dança, através da escultura, através da pintura, através do teatro, - e quer nas suas manifestações populares quer nas cultas - foi e é comemorado o Natal pela gente portuguesa."
(Excerto do texto)
Encadernação editorial com
aplicação manual de gravura e ferros gravados a seco e a prata na pasta frontal.
Exemplar em bom estado geral de conservação, com defeito junto à extremidade superior da lombada.
Invulgar.
30€

17 abril, 2018

LOPES-VIEIRA, Affonso - CONTO DO NATAL. Lisboa, Livraria Editora Viuva Tavares Cardoso, 1905. In-8.º (20cm) de [2], 21, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Apreciado conto poético do autor, de uma beleza singela. Impresso em papel de linho.

"Vinha um mendigo triste de longada,
Naquella noite, por aquella estrada.

Era um ser de derrota e de cansaço,
Tateando com seu incerto passo

Pela noite tristissima e sombria
Que nem estrela palida alumia.

Arrimado ao cajado, o velho antigo
Veste farrapos tristes de mmendigo:

As suas calças, curtas e franjadas,
Foram de certo já despedaçadas

Pelos dentes dos cães que vão, raivosos,
Perseguindo os pedintes lastimosos.

Os compridos cabelos prateados,
Caem-lhe pelos hombros derreados;

E folhas sêcas de arvores lá vão
Nesta cabeça que dormiu no chão.

Fica perto a Cidade que procura
Esta andante e tremente criatura;

E, como usa a gente desgraçada,
Este mendigo pedirá poisada."

(Excerto do poema)

Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação. Contracapa apresenta ténues vestígios de traça.
Invulgar.
Indisponível

25 junho, 2017

ESTUDOS FLAVIENSES - N.º 1. O CICLO DO NATAL NA REGIÃO FLAVIENSE. Chaves, Associação Cultural dos «Amigos de Chaves», 1963. In-4.º (23,5 cm) de 55, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Estudos Flavienses, publicação não periódica, editada pela associação cultural «Amigos de Chaves» e dirigida, como determinam os Estatutos, pelo presidente da direcção, Francisco Gonçalves Carneiro. 
Revista dedicada à cultura transmontana, cujo 1.º número é dedicado ao Natal. Com a colaboração de conhecidas personalidades da região de Chaves, incluindo ainda textos de ilustres flavienses do passado. Ilustrada com bonitos desenhos e gravuras no texto.
Na capa: Varandas do Arrebalde - desenho de Nadir Afonso.
Sumário: F. Gonçalves Carneiro - Apontamento folclórico; - O Regresso do Menino Jesus. João da Ribeira - Um olhar sobre o passado. António Granjo - A minha consoada. Heitor Morais da Silva - Autos do Natal em Casas de Monforte. Adolfo Magalhães - Gastronomia do Natal; - Noite de Reis. Fernão Lopes - O cerco de Chaves. Montalvão Machado - Noite à lareira... com o Capitão Vila Frade. Jesus Taboada - Folclore Verinense. Luís Chaves - A recordar se vai a vida. Sousa Costa - Natais em Trás-os-Montes.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Carimbo oleográfico na capa frontal.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e etnográfico.
Indisponível

02 setembro, 2014

PIMENTEL, Alberto - O NATAL NA RESIDENCIA. Poemeto por... Com um prefacio de Camillo Castello Branco. Porto, Viuva Moré - Editora, 1871. In-8º (19,5cm) de 54, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Apreciada obra de Alberto Pimentel, uma das primeiras a ser publicada e raramente citada nas suas bibliografias. Valorizada pelo extenso e elogioso prefácio de Camilo, tratando-se, por conseguinte, também, de uma rara peça camiliana.
"Poesia que enternece a lagrimas; condão de influir aos seios da alma melancolias saudaveis e confortadoras; magia que surte da alteza da ideia com a suavidade da fórma; graça e donaire que sobreluzem na escuridade d'umas tristezas que se entranham no coração de quem as lê; talento de levantar uma ideia de curto fôlego até onde sobem os mais transcendentes themas da ardua vida do homem; melodia, suavidade, compuncção e, emfim, prestante poesia que nos está revelando um bom talento e um generoso animo: taes são as impressões que nos deixou O Natal na Residencia, poesia do snr. Alberto Pimentel.
Já lhe são decorridos ao laborioso moço alguns annos de indefessa tarefa n'este ruim viver das letras. Devia ter esmorecido, se a vocação não fosse n'elle um motor obstinado, uma fadiga consoladora, um lidar que tem as sublimes alegreias do lavor immaculado."
(excerto do prefácio, A quem ler)

"Na noite de festa,
Quem ha que não gosta
De ter o Presepe melhor que um palmito,
E a mesa bem posta,
E a casa com luzes, e tudo bonito?
As noites do anno são todas as mesmas,
Mas esta! mas esta!
A noite de festa!
No grande palacio, no pobre casebre,
Em vindo este dia,
Transforma-se em febre
Tamanha alegria!"

(excerto do poema)

Encadernação inteira de tela com título e autor gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Apresenta picos de acidez nas páginas, ao longo da obra. Discreta assinatura de posse na última página do livro.
Raro.
Sem indicação de registo na BNP.
Indisponível