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05 agosto, 2025

AO PAPA JOÃO XXI MÉDICO & NATURAL DE LISBOA -
Homenagem da Associação dos Médicos Católicos Portugueses
. Lisboa, [sn.], 1947. In-4.º (23,5x16 cm) de 40 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Apontamento biográfico de Pedro Hispano (1215-1277), o único Papa português, para a posteridade conhecido como João XXI.
Ilustrado com um retrato do Papa português no texto.
"Estrangeiro, pobre e de modesta origem, apenas o seu grande vaor e a sua muita ciência podiam recomendar Pedro Julião o que de resto não impediu que ele tivesse andado sempre bem ao corrente de tudo quanto se passava e portanto de todo o mecanismo político da Europa. [...]
Falecido o Papa Gregório X seguiram-se-lhe os dois brevíssimos pontificados de Inocêncio V e Adriano V e nesse mesmo ano que já conhecera três Papas, o Colédio Cardinalício receava eleger Orsini por ele ter sido o grande animador da resistência contra Anjou e temer as represálias deste príncipe, sobretudo depois de aliado com a família dos Colonna rival de sempre da dos Orsini.
Era preciso portanto eleger um Papa dotado de excepcionais qualidades, à altura do momento grave que a Santa Sé então atravessava, e capaz de enfrentar as dificuldades sem conto que se amontoavam e entenebreciam o horizonte político.
Na escolha desse homem excepcionalmente dotado todos os eleitores presentes foram concordes que as altas qualidades requeridas se encontravam personificadas no Cardeal português Pedro Julião, que em 20 de Setembro de 1276 foi coroado na catedral de Viterbo com o nome de João XXI."
(Excerto de O perfil psicológico do Papa João XXI, por Alvaro de Caires)
Sumário:
«As nossas razões: o Papa João XXI e a sua obra científica, por A. Maeyrelles de Souto | O perfil psicológico do Papa João XXI, por Alvaro de Caires | Pedro Hispano, por Luís de Pina.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Mancha transversal no interior, no pé (café?).
Muito invulgar.
10€

12 abril, 2025

PINA, Luís de -
DERMOPAPILOSCOPIA E TERATOLOGIA (novos materiais).
[Por]... Professor da Faculdade de Medicina, Director do Instituto de Criminologia Pôrto. Extracto do fasc. III do vol. IX dos «Trabalhos da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnografia». Pôrto, Imprensa Portuguesa, 1941. In-4.º (213,5x16 cm) de 16 p. ; [1] f. desdob. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Curioso estudo dermopapiloscópico incidindo sobre parte da população portuguesa.
Ilustrado com 12 figuras reproduzindo impressões digitais, sendo a primeira em folha desdobrável separada do texto.
"Num estudo recente publicado na revista de Paris L'Anthrologie, enfeixei uma série de 31 casos referentes à distribuição das cristas dermopapilares em dedos ou palmas anómalos de Portugueses do Norte, série essa que hoje amplio com 6 outros observados no Instituto de Criminologia do Pôrto e no Arquivo de Identificação (Secção do Pôrto), que tenho a honra de dirigir. [...]
Interessou-me então, como hoje, o quási bravio terreno que é, para o investigador, ao menos no nosso País, o campo da Dermapapiloscopia digital, palmar ou plantar; e muito mais bravio no que toca ao estudo das relações entre o arranjo ou geografia cristal dermopapilar e as variadas anomalias ou monstruosidades."
(Excerto do Ensaio)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Sem registo na BNP.
10€

21 agosto, 2023

PINA, Luís de -
SHERLOCK HOLMES NO PORTO.
Contribuição portuguesa para a história do romance policial científico. Guimarães, [s.n. - Oficinas Gráficas da Companhia Editora do Minho - Barcelos], 1961- In-4.º (23,5 cm) de 45, [3] p. ; [3] f. il. ; [6] p. il. ; B.
1.ª edição independente.
Separata da «Revista de Guimarães», vol. LXXI - n.ºs 1-2.
Interessante subsídio para a história da literatura policial ficcionada em Portugal.
Ilustrado com estampas em separado reproduzindo os retratos de Arthur Conan Doyle e do Prof. João de Meira, bem como fotogravuras relacionadas com o ambiente de trabalho do escritor inglês, e diversas plantas e croquis.
Exemplar valorizado pela dedicatória manuscrita do autor.
"Poderá a muitos parecer estranho o título dado a esta palestra [...]
A estranheza será tanto maior quanto é certo que esta personagem, apresentada pelo eminente médico Conan Doyle, em 1886, para o seu primeiro conto A study of Scarlet, nunca existiu na realidade.
Não passou de uma criatura imaginada pelo ilustre contista, mas tão bem realizada ou humanizada [...] que de todo o mundo chegavam à casa de Doyle ou à Direcção da Polícia de Londres cartas e missivas endereçadas ao famosíssimo detective Sherlock Holmes, entre as quais não faltavam, mesmo, ofertas de casamento.
Pode, pois, perguntar-se: - como é que esteve «materialmente» no Porto um ser fictício como Sherlock Holmes? E mais, pode inquirir-se: - existe da pena de Conan Doyle algum conto, novela ou romance passado nesta cidade, tão querida dos Ingleses e com tanta história britânica?
Não, senhor. Não tendo jamais existido uma pessoa com o nome Sherlock Holmes, também não poderia o Porto ter visto tal pessoa ou ela ter estado aqui; e Conan Doyle jamais teria escrito qualquer coisa sobre o Porto e menos ainda localizar nesta cidade qualquer das aventuras do seu polícia!
Quem em 1912 - já lá vai quase meio século - escreveu, em jornal portuense chamado Mundo Ilustrado e em seu volume 1.º, um conto com o título Sherlock Holmes no Porto, foi também um ilustre médico, formado na nossa Escola Médico-Cirúrgica em 1907, onde concluiu o curso com uma brilhantíssima dissertação que o juri classificou com 20 valores.
«Quem trouxe ao Porto», nesse ano de 1912, o famoso e imaginário detective Sherlock Holmes foi esse distinto médico que era natural de Guimarães. [...]
A «vinda» de Sherlock à nossa cidade serviu ao curioso escritor, então já Professor da Faculdade de Medicina, Mestre de Medicina Legal e Director da Morgue, para o fazer «intervir» num tenebroso crime cujo mistério a todos assombrou e para, com a sagacidade do engenho desse arguto britânico, compor o melhor de um outro conto, com cena decorrente no Porto, que intitulou O truc de Mr. Raymond.
Pois será tema na nossa conversa de hoje nada mais nada menos que a análise do conto do Prof. João de Meira, Sherlock Holmes no Porto, com o sub-título Um cadáver que se evade."
(Excerto da apresentação)
Exemplar em bochura, bem conservado.
Muito invulgar.
20€

26 junho, 2023

PINA, Luís de - ASPECTOS MÉDICO-LEGAIS DA LIBERDADE CONDICIONAL. Braga, Livraria Cruz - Colecção «Sciencia Ivridica», 1960. In-4.º (24 cm) de 45, [3] p. ; [20] p. il. ; B.
1.ª edição independente.
Separata da Revista Sciencia Ivridica, Tomo IX : n.os 45/45, Janeiro-Junho de 1960.
Ensaio médico-legal sobre a elegibilidade da liberdade condicional, considerando os aspectos psicológicos e psiquiátricos dos criminosos.
Livro ilustrado no final com 34 figuras, entre desenhos, quadros, gráficos, tabelas e fotogravuras, distribuídas por 20 páginas separadas do texto, sendo uma delas em folha desdobrável.
"O estudo do criminoso, para efeitos de liberdade condicional, embora se baseie na investigação ou pesquisição pluridimensional, morfo-psicomoral, deixa margem a muito insuficientes diagnósticos e prognósticos, originados na reacção defensiva do examinado, na impotência de muitos sistemas científicos da propedêutica psicológica e psiquiátrica, na perplexa interpretação dos elementos recolhidos, mercê da variedade, discordância e até adversidade de tantas doutrinas em que se poderiam basear a análise e valorização desses resultados analíticos.
Um prognóstico e uma terapêutica são o que, afinal e no fundo, se solicita ao perito.
Uma tarefa já de si dificílima - e é-o sempre, quando referida a indivíduos considerados vulgares, comuns, normais, não delinquentes; mas se o examinando for um criminoso, geralmente anormal ou desfavoràvelmente não comum em sua complexa personalidade psicomoral, então redobra de dificuldade a empresa, quando ao perito se solicite parecer acerca da concessão de liberdade condicional e se não atender, apenas, ao índice de um bom comportamento (tão impreciso!) e à circunstância de se encontrar o proposto emendado (não menos imprecisa!), condições de garantia, estas, exigíveis e indispensáveis."
(Excerto do estudo)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse criminal.
20€

12 dezembro, 2017

PINA, Luiz de - IDENTIFICAÇÃO HUMANA EM PORTUGAL. HISTÓRIA E REALIZAÇÕES. Extracto do Arquivo da Repartição de Antropologia Criminal, Psicologia Experimental e Identificação Civil do Pôrto : Vol. IV, Fascículos 1.º e 2.º - 1936. Pôrto, Tip. da Enciclopédia Portuguesa, L.ᴰᴬ, 1936. In-4.º (23,5cm) de 28 p. ; B.
1.ª edição independente.
Curioso estudo biométrico sobre a identificação humana em Portugal e no estrangeiro, ilustrado com diversos casos nacionais e internacionais ao longo da história.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao conhecido escritor e publicista Tude Martins de Sousa.
"Não podendo historiar largamente a identificação judicial no estrangeiro , lembro sòmente que os seus primórdios se encontram nos singelos métodos de identificação morfológica e descritiva de casos antigos, como o de Martin Guerre, desaparecido em 1550 e aparecido 8 anos depois, voltando ao lar que deixára e gerando dois filhos na mulher que o reconhecera como seu marido. Porém, provou-se ser um estrangeiro impostor, pelos processos de identidade, aliás curiosos, do tempo; por isso foi queimado em 1560.
Tratava-se de Arnaldo Dutille, destronado naquela família pelo verdadeiro Martin, que apareceu vivo e são! [...]
Mas, façamos um pouco de história. Embora não tivesse ainda oportunidade de lê-los, os Regimentos que os capitães das naus portuguesas de quinhentos e seiscentos levavam, começavam por ordenar o alardo da gente, depois de recolhidos em Restelo, e o registo minucioso de cada pessoa com o seu nome, alcunha, estado, filiação, naturalidade e outros elementos de identificação, diz-nos o historiador Jaime Cortesão. São, como se depreende, os primeiros registos de identificação prática. Naturalmente, o mesmo se passava com a arregimentação dos soldados, o arrolamento dos presos, etc. [...]
Entremos agora na história mais chegada aos nosso tempos. Em 21 de Setembro de 1901 (Diário do Govêrno do mesmo mês e ano) era publicado um decreto sôbre o Novo Regulamento das Cadeias que, em seu artigo 77.º dizia: haverá nas cadeias um posto anthropometrico destinado não só ao estudo da anthropologia criminal, mas tambem a auxiliar os serviços policial e dos tribunaes na verificação exacta, tanto quanto possível, da identidade dos indivíduos que n'ellas derem entrada, ou forem detidos pelas autoridades administrativas ou policiaes."
(excerto do estudo)
Luís José de Pina Guimarães (Lisboa, 1901-1972). "Foi um médico, professor universitário e político português. Luís José de Pina Guimarães nasceu na cidade de Lisboa a 24 de Agosto de 1901. Concluiu na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra os estudos preparatórios médicos vindo a licenciar-se (1927) e depois a doutorar-se (1930) na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Nesta faculdade ocupou o lugar de assistente de Anatomia (1927), professor auxiliar de Medicina Legal, História da Medicina e Deontologia Criminal (1931) e de professor catedrático de História da Medicina e Deontologia Profissional (1944). Para além da docência foi Procurador-vogal do Centro de Estudos Demográficos do Instituto Nacional de Estatística, vogal da Junta das Missões Geográficas e de Investigações Coloniais, vogal da Comissão Nacional de História das Ciências, Vice-presidente do Conselho Regional da Ordem dos Médicos (1942-1944), Provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto (1953-1955), diretor do Instituto de Criminologia do Porto e foi também o primeiro diretor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (1961-1966)."
(fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro e muito interessante.

Indisponível

18 abril, 2013

PINA, Luís de – PANORAMA DO CINEMA PORTUGUÊS (das origens à actualidade). Lisboa, Terra Livre, 1978. In-8º (21cm) de 166, [] p. ; il. ; B. Colecção Breviários de Cultura
Ilustrado com fotografias a p.b.
“O cinema português começou bem e começou cedo, antes doutros países mais desenvolvidos. Em 12 de Novembro de 1896, um ano depois de Lumière, o portuense Aurélio Paz dos Reis, fotógrafo, comerciante e revolucionário do 31 de Janeiro, apresenta na cidade do Porto os primeiros filmes nacionais, integrados num conjunto a que chamou «Kinetographo Português»: Saída do pessoal operário da Fábrica Confiança, Feira de gado na Corujeira, Chegada de um comboio americano a Cadouços, O Zé Pereira na romaria de Santo Tirso, Azenhas no Rio Ave, etc. Exibe os seus filmes com êxito no Porto e Braga, viaja até ao Brasil e cai no silêncio, logo depois.” (excerto do texto, Os Pioneiros)
Exemplar em bom estado de conservação. Contém anotações e sublinhados a lápis e e caneta.
10€