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02 junho, 2024

BARATA, Antonio Francisco - RESUMO DA HISTORIA DE PORTUGAL.
Para uso das Escolas. Composto em mappas. Por... Coimbra, Imprensa da Universidade, 1867. In-4.º (24 cm) de 39, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Curiosíssimo método desenvolvido pelo autor, através da utilização de quadros-resumo, - 'mappas' -, para o ensino primário da História de Portugal.
Obra rara, muito interessante e inovadora, dedicada por AF Barata à "Associação dos Artistas de Coimbra e nomeadamente a seu fundador Olympio Nicolau Ruy Fernandes".
Com uma dedicatória manuscrita na capa (do autor?).
"Não é por ser grande a falta de resumos de Historia, para uso das escolas de instrucção primaria que, eu, obscuro e incompetente me abalanço a dar ao prelo este. É sim, por julgar que talvez sobreleve vantagens a outros, no methodo apropriado ao ingresso nas memorias infantís, nas minuciosidades sem diffusão e nas datas correspondentes aos acontecimentos."
(Excerto de Advertencia)
António Francisco Barata (Góis, 1836 - Évora, 1910). "Erudito, publicista, escritor, historiador e grande observador dos costumes nacionais. Órfão e sem recursos, iniciou-se na vida profissional como aprendiz de barbeiro em Coimbra. Espírito curioso e amante da leitura, o contacto com os lentes da Universidade, que frequentavam a barbearia onde trabalhava, determinaram a sua formação de autodidacta. Aos 24 anos publicou a primeira obra, sob o título, Lucubrações de Um Artista (1860), que reunia algumas composições poéticas. No ano seguinte (1861) dava à estampa a Breve memória histórica acerca da velha Coimbra, arrasada por Ataces e Remismurado, e da fundação ou edificação da actual Coimbra; em 1862 um drama em quatro actos, A Conquista de Coimbra; e em 1863, as Novas Lucubrações de Um artista. Trabalhador infatigável e polemista vigoroso, é extensíssima a sua obra dividida em vários géneros literários, tendo firmado alguns dos seus escritos com os pseudónimos de D. Bruno da Silva e Bonifaciano Tranca Ratos, este adoptado em polémicas e em assuntos que se prestavam à ironia. Colaborou com os vários periódicos existentes em Évora, Elvas, Estremoz, Barcelos e Coimbra. A sua bibliografia é bastante vasta, pois era profundo conhecedor dos costumes e história da região de Évora, dedicando à cidade a sua vida e erudição, através de ensaios de história e arqueologia. Escreveu romances históricos como O Manuelinho de Évora (1873), fez recolha de composições para o Cancioneiro Quinhentista (1902), que se pretendia a continuação do de Garcia de Resende. Colaborou também no Dicionário Heráldico e no Dicionário Espanhol-Português e Português-Espanhol de Figanière (1879). Espírito empreendedor, foi fundador da «Typographia Minerva», inicialmente situada na Praça de Giraldo, nº 40 e 41. Nos primeiros anos do século XX, já velho e doente, ainda produziu algumas obras: Évora e seus arredores (1904), Évora Antiga (1909), e Homenagem de Évora a Alexandre Herculano (1910). Nos últimos anos da sua vida, procurou deixar uma bibliografia de toda a sua produção, Escritos e Publicações de António Francisco Barata - 1866-1908. Personalidade controversa para muitos seus contemporâneos, a verdade é que foi um homem singular."
(Fonte: http://bdalentejo.net/conteudo_a.php?id=103)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos. Contracapa apresenta falha de papel no canto superior esquerdo. Pequeno restauro na última página do livro.
Raro.
Com interesse histórico e pedagógico.
75€

18 março, 2023

RAMOS, Mario Paredes - ANTÓNIO FRANCISCO BARATA : notícia bio-bibliográfica com alguns inéditos. [S.l.], [s.n. - Edição do Autor - imp. Tip. de Ventura Cardoso, Cucujães - O. de Azeméis], 1945. In-8.º (22 cm) de 55, [3] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Apontamento biográfico de António Francisco Barata (Góis, 1836 - Évora, 1910), conhecido dramaturgo e romancista autodidacta. Inclui reprodução da sua correspondência, relacionada sobretudo com a sua produção bibliográfica.
Livro ilustrado com um retrato do biografado em extra-texto.
Publicação restrita a 250 exemplares, numerados e rubricados pelo autor.
Duplamente valorizado pela sua dedicatória autógrafa na f. ante-rosto ao insígne historiador ilhavense Dr. António da Rocha Madahil.
António Francisco Barata (Góis, 1836 - Évora, 1910). "Erudito, publicista, escritor, historiador e grande observador dos costumes nacionais. Órfão e sem recursos, iniciou-se na vida profissional como aprendiz de barbeiro em Coimbra. Espírito curioso e amante da leitura, o contacto com os lentes da Universidade, que frequentavam a barbearia onde trabalhava, determinaram a sua formação de autodidacta. Aos 24 anos publicou a primeira obra, sob o título, Lucubrações de Um Artista (1860), que reunia algumas composições poéticas. No ano seguinte (1861) dava à estampa a Breve memória histórica acerca da velha Coimbra, arrasada por Ataces e Remismurado, e da fundação ou edificação da actual Coimbra; em 1862 um drama em quatro actos, A Conquista de Coimbra; e em 1863, as Novas Lucubrações de Um artista. Trabalhador infindável e polemista vigoroso, é extensíssima a sua obra dividida em vários géneros literários, tendo firmado alguns dos seus escritos com os pseudónimos de D. Bruno da Silva e Bonifaciano Tranca Ratos, este adoptado em polémicas e em assuntos que se prestavam à ironia. Colaborou com os vários periódicos existentes em Évora, Elvas, Estremoz, Barcelos e Coimbra. A sua bibliografia é bastante vasta, pois era profundo conhecedor dos costumes e história da região de Évora, dedicando à cidade a sua vida e erudição, através de ensaios de história e arqueologia. Escreveu romances históricos como O Manuelinho de Évora (1873), fez recolha de composições para o Cancioneiro Quinhentista (1902), que se pretendia a continuação do de Garcia de Resende. Colaborou também no Dicionário Heráldico e no Dicionário Espanhol-Português e Português-Espanhol de Figanière (1879). Espírito empreendedor, foi fundador da «Typographia Minerva», inicialmente situada na Praça de Giraldo, nº 40 e 41. Nos primeiros anos do século XX, já velho e doente, ainda produziu algumas obras: Évora e seus arredores (1904), Évora Antiga (1909), e Homenagem de Évora a Alexandre Herculano (1910). Nos últimos anos da sua vida, procurou deixar uma bibliografia de toda a sua produção, Escritos e Publicações de António Francisco Barata - 1866-1908. Personalidade controversa para muitos seus contemporâneos, a verdade é que foi um homem singular."
(Fonte: http://bdalentejo.net/conteudo_a.php?id=103)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

29 junho, 2022

BARATA, Antonio Francisco - UM DUELLO NAS SOMBRAS OU D. FRANCISCO MANOEL DE MELLO : romance historico (1630)
. Lisboa, Lucas & Filho - Editores, 1875. In-8.º (17,5 cm) de 284, [4] p. ; E. Bibliotheca Universal Dedicada ao Visconde de Castilho, N.º 19
1.ª edição.
Romance histórico cuja acção abrange a época de domínio filipino, a Restauração e o período que se seguiu à independência nacional. No final do livro, em Notas, o autor discorre sobre alguns factos e locais históricos que integram o romance, incluindo ainda um escorço biográfico de D. Francisco Manuel de Melo.
Obra oferecida A. F. Barata "ao erudito litterario e mui distincto lente de medicina em a Universidade de Coimbra o ex.mo sr. Augusto Filippe Simões".
Livro ilustrado com dois bonitos desenhos de Leotte na primeira página do romance.
"São suavissimas as tardes de abril em Coimbra. Meandra o rio suas aguas transparentes em perguiçoso curso por sobre as areias, descantam amores os rouxinoes nos grandes tufos de verdura das margens, rescendem deliciosos aromas os laranjaes propiquos. É formosissima Coimbra 'naquelle tempo. A vetusta cidade surge elegante em vistosa pinha d'aquelle mar de verdura que a circunda, como da vastidão das aguas surge no mar a fresca Madeira. [...]
Era então no mez de abril de 1630. Ao decair da tarde do dia 12 tres estudantes saiam de Coimbra pela ponte em passeio tranquillo e conversação amigavel. Cursavam dois d'elles as cadeiras de direito e o terceiro estudava humanidades ainda.
Iam passeiando ao longo da ponte reconstruida por el-rei D. Manuel, quando para a cidade entrava uma senhora já de meia edade, acompanhada por uma creada ainda nova, não formosura nem belleza mas sympathica como toda a mulher 'naquella edade, sem embargo da sua côr morena, se não mulata."
(Excerto do Cap. I - Na ponte de Coimbra)
D. Francisco Manuel de Melo (1608-1666). "Escritor multifacetado, nascido a 23 de novembro de 1608 e falecido a 24 de agosto de 1666, é considerado uma das personalidades portuguesas mais proeminentes do século XVII. De ascendência nobre, a sua formação realizou-se até aos 10 anos na corte, onde adquiriu as bases do respeitante à sua elevada posição social. Depois, os Jesuítas transmitiram-lhe não só uma alargada erudição classicista e um pouco de hebraico, como também o prepararam nos estudos matemáticos em que era particularmente bom. Antes de se tornar membro da Ordem de Cristo, serviu durante cinco anos as armadas espanholas. Alternou este serviço com o recrutamento militar e a frequência da corte madrilena, tornando-se conhecido de Quevedo e de outras figuras literárias. Mais tarde, comandou as tropas portuguesas na Guerra dos Trinta Anos e combateu contra os Holandeses (1639). No ano seguinte ajudou a reprimir a revolta da Catalunha. Após um curto período de prisão por razões políticas, tomou partido a favor de D. João IV e, em 1641, dirigiu-se para Londres. Nesta cidade foi incumbido, como general da armada, de trazer uma frota da Holanda para Portugal. Seguiram-se algumas tarefas de menor importância e, em 1644, foi novamente encarcerado. Foi durante o tempo de clausura que redigiu a maioria das suas obras e ao mesmo tempo lutou pela libertação. Em 1655 foi degredado para o Brasil. Na Baía, melhorou as suas finanças com o negócio do açúcar e continuou a escrever. Passados três anos regressou à pátria e em 1660 animava a Academia dos Generosos. Seguiu-se o início da carreira diplomática, que lhe permitiu viajar pela Europa. Pouco antes da sua morte, com 57 anos, foi ainda deputado da Junta dos Três Estados. A nível literário é uma figura considerável da cultura aristocrática peninsular do seu tempo."
(Fonte: infopédia)
António Francisco Barata (1836-1910). "Investigador, Historiador e Escritor, nasceu em Góis, no distrito de Coimbra, em 1836, e aí viveu até aos 12 anos, altura em que se mudou para Coimbra. Mais tarde, em 1869, foi para Lisboa, onde permaneceu pouco tempo, até se mudar para Évora nesse mesmo ano, onde residiu até falecer, aos 74 anos, em 1910.
Espírito curioso e bom leitor, teve uma formação autodidata. Veio para Évora trabalhar como observador do Observatório Meteorológico, a convite do Dr. Augusto Filipe Simões, ilustre figura da Ciência e das Letras. Desempenhou muitas outras funções e cargos, nomeadamente, o de jornalista, guarda do Gabinete de Física do Liceu de Évora, encarregado do Posto Médico, escrivão de Casamentos na Câmara Eclesiástica, auxiliar de catalogação da Livraria da Manizola, Industrial de Tipografia e Fundador da Tipografia Minerva, e Amanuense, Conservador e Diretor interino da Biblioteca Pública de Évora. Foi um dos principais organizadores do Arquivo Municipal, enquanto vereador da Câmara Municipal de Évora.
Com a ajuda de Gabriel Pereira, fundou a Biblioteca Municipal para Leitura Noturna (serviço público pós-laboral da Biblioteca Pública). Concretizou várias iniciativas entre as quais se destaca a organização do Museu Arqueológico.
Como escritor, conta com mais de duas centenas de títulos na sua bibliografia, dividida em vários géneros literários."
(Fonte: https://www2.cm-evora.pt/evoralocal/SabiaQue/Sabiaque29052018.htm)
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e literário.
45€

12 janeiro, 2019

BARATA, Antonio Francisco - O MANUELINHO DE EVORA : romance historico (1637). Por... Coimbra, Imprensa Litteraria, 1873. In-8.º (20cm) de [8], 300 p. ; B.
1.ª edição.
Romance histórico. Narrativa da resistência eborense à dominação castelhana que culminaria na Restauração, em 1640. Para a elaboração deste trabalho, o autor socorreu-se de documentos coevos pertencentes ao espólio da Biblioteca de Évora.
Livro valorizado pela dedicatória manuscrita do autor (não autografada) ao "estudioso e digno artista Pereira de Magalhães".
"Vagarosamente passava para Portugal o anno do Senhor de 1637. E vagarosamente passava porque a patria de D. João I desde 1581 era escrava de Castella, podendo e devendo ser a parte mais dilecta dos monarchas hespanhoes na Peninsula. O seu clima, o seu uberrimo solo, seus famosos portos, notoriamente o de Lisboa e o genio esforçado de seus naturaes, não menos que Andaluzia lhe davam jus, se não a reino independente com leis proprias e costumes seus, ao menos a ser a primeira provincia que desde os pyrineus ao Estreito devia merecer os cuidados dos governantes castelhanos. Grave erro foi a administração de Castella com respeito a Portugal, que os Governadores do reyno depois que expirára D. Henrique, criminosamente agrilhoaram ao carro triumphante do Demonio do meio dia. É-nos porém lisongeira a ferre a dominação de Castella. Os valentes de mil combates, os dominadores do mar, deviam inspirar serios cuidados ao leão Castelhano. A raça de Viriato era muito para temer."
(Excerto do Cap. I, O romeiro de Sant'Iago)
António Francisco Barata (Góis, 1836 - Évora, 1910). “Erudito, publicista, escritor, historiador e grande observador dos costumes nacionais. Órfão e sem recursos, iniciou-se na vida profissional como aprendiz de barbeiro em Coimbra. Espírito curioso e amante da leitura, o contacto com os lentes da Universidade, que frequentavam a barbearia onde trabalhava, determinaram a sua formação de autodidacta. Aos 24 anos publicou a primeira obra, sob o título, Lucubrações de Um Artista (1860), que reunia algumas composições poéticas. No ano seguinte (1861) dava à estampa a Breve memória histórica acerca da velha Coimbra, arrasada por Ataces e Remismurado, e da fundação ou edificação da actual Coimbra; em 1862 um drama em quatro actos, A Conquista de Coimbra; e em 1863, as Novas Lucubrações de Um artista. Trabalhador infindável e polemista vigoroso, é extensíssima a sua obra dividida em vários géneros literários, tendo firmado alguns dos seus escritos com os pseudónimos de D. Bruno da Silva e Bonifaciano Tranca Ratos, este adoptado em polémicas e em assuntos que se prestavam à ironia. Colaborou com os vários periódicos existentes em Évora, Elvas, Estremoz, Barcelos e Coimbra. A sua bibliografia é bastante vasta, pois era profundo conhecedor dos costumes e história da região de Évora, dedicando à cidade a sua vida e erudição, através de ensaios de história e arqueologia. Escreveu romances históricos como O Manuelinho de Évora (1873), fez recolha de composições para o Cancioneiro Quinhentista (1902), que se pretendia a continuação do de Garcia de Resende. Colaborou também no Dicionário Heráldico e no Dicionário Espanhol-Português e Português-Espanhol de Figanière (1879). Espírito empreendedor, foi fundador da «Typographia Minerva», inicialmente situada na Praça de Giraldo, nº 40 e 41. Nos primeiros anos do século XX, já velho e doente, ainda produziu algumas obras: Évora e seus arredores (1904), Évora Antiga (1909), e Homenagem de Évora a Alexandre Herculano (1910). Nos últimos anos da sua vida, procurou deixar uma bibliografia de toda a sua produção, Escritos e Publicações de António Francisco Barata - 1866-1908. Personalidade controversa para muitos seus contemporâneos, a verdade é que foi um homem singular.”
(Fonte: http://bdalentejo.net/conteudo_a.php?id=103)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas sujas com pequenos defeitos marginais.
Raro.
Indisponível

27 setembro, 2015

BARATA, Antonio Francisco - O MANUELINHO DE EVORA : romance historico (1637). Por... Coimbra, Imprensa Litteraria, 1873. In-8º (20,5cm) de [8], 300 p. ; E.
1.ª edição.
Romance histórico. Narrativa da resistência eborense à dominação castelhana que culminaria na Restauração, em 1640. Para a elaboração deste trabalho, o autor socorreu-se de documentos coevos pertencentes ao espólio da Biblioteca de Évora.
"Vagarosamente passava para Portugal o anno do Senhor de 1637. E vagarosamente passava porque a patria de D. João I desde 1581 era escrava de Castella, podendo e devendo ser a parte mais dilecta dos monarchas hespanhoes na Peninsula. O seu clima, o seu uberrimo solo, seus famosos portos, notoriamente o de Lisboa e o genio esforçado de seus naturaes, não menos que Andaluzia lhe davam jus, se não a reino independente com leis proprias e costumes seus, ao menos a ser a primeira provincia que desde os pyrineus ao Estreito devia merecer os cuidados dos governantes castelhanos. Grave erro foi a administração de Castella com respeito a Portugal, que os Governadores do reyno depois que expirára D. Henrique, criminosamente agrilhoaram ao carro triumphante do Demonio do meio dia. É-nos porém lisongeira a ferre a dominação de Castella. Os valentes de mil combates, os dominadores do mar, deviam inspirar serios cuidados ao leão Castelhano. A raça de Viriato era muito para temer."
(excerto do Cap. I, O romeiro de Sant'Iago)
António Francisco Barata (Góis, 1836 - Évora, 1910). “Erudito, publicista, escritor, historiador e grande observador dos costumes nacionais. Órfão e sem recursos, iniciou-se na vida profissional como aprendiz de barbeiro em Coimbra. Espírito curioso e amante da leitura, o contacto com os lentes da Universidade, que frequentavam a barbearia onde trabalhava, determinaram a sua formação de autodidacta. Aos 24 anos publicou a primeira obra, sob o título, Lucubrações de Um Artista (1860), que reunia algumas composições poéticas. No ano seguinte (1861) dava à estampa a Breve memória histórica acerca da velha Coimbra, arrasada por Ataces e Remismurado, e da fundação ou edificação da actual Coimbra; em 1862 um drama em quatro actos, A Conquista de Coimbra; e em 1863, as Novas Lucubrações de Um artista. Trabalhador infindável e polemista vigoroso, é extensíssima a sua obra dividida em vários géneros literários, tendo firmado alguns dos seus escritos com os pseudónimos de D. Bruno da Silva e Bonifaciano Tranca Ratos, este adoptado em polémicas e em assuntos que se prestavam à ironia. Colaborou com os vários periódicos existentes em Évora, Elvas, Estremoz, Barcelos e Coimbra. A sua bibliografia é bastante vasta, pois era profundo conhecedor dos costumes e história da região de Évora, dedicando à cidade a sua vida e erudição, através de ensaios de história e arqueologia. Escreveu romances históricos como O Manuelinho de Évora (1873), fez recolha de composições para o Cancioneiro Quinhentista (1902), que se pretendia a continuação do de Garcia de Resende. Colaborou também no Dicionário Heráldico e no Dicionário Espanhol-Português e Português-Espanhol de Figanière (1879). Espírito empreendedor, foi fundador da «Typographia Minerva», inicialmente situada na Praça de Giraldo, nº 40 e 41. Nos primeiros anos do século XX, já velho e doente, ainda produziu algumas obras: Évora e seus arredores (1904), Évora Antiga (1909), e Homenagem de Évora a Alexandre Herculano (1910). Nos últimos anos da sua vida, procurou deixar uma bibliografia de toda a sua produção, Escritos e Publicações de António Francisco Barata - 1866-1908. Personalidade controversa para muitos seus contemporâneos, a verdade é que foi um homem singular.”
(in http://bdalentejo.net/conteudo_a.php?id=103)
Belíssima encadernação da autoria de mestre Frederico d'Almeida em meia de pele. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

30 abril, 2015

BARATA, Antonio Francisco - SYNAXARIA : Fernando Martins de Bulhões (Santo Antonio). Com uma carta do Santo. Por... (Da Bibliotheca d'Evora). [Évora], Minerva Eborense de Joaquim José Baptista (Editor), impressor da Casa Real, 1895. In-fólio (31cm) de 41, [3] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Resumo biográfico da vida de Santo António.
Ilustrado em separado com uma gravura do Santo, cópia do quadro de Murillo.
"De Santo Antonio de Lisboa, do Santo do meu nome, do famoso thaumaturgo portuguez escreverei hoje synthetica vida.
No dia 15 d'agosto de 1195 nascera em Lisboa, em casas nobres junto á sé metropolitana, um menino, a quem seus paes baptisaram com o nome de Fernando.
Fernando Martins de Bulhões foi o segundo filho de Martim de Bulhões e de D. Thereza Taveira.
De crer é que aquelle Martim de Bulhões fosse descendente de algum Cruzado Francez, dos que, conjunctamente com os Inglezes, Famengos e outros ajudaram a D. Affonso Henriques na tomada de Lisboa, em 1147."
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas com defeitos nas margens; contracapa apresenta falhas de papel com alguma relevância.
Invulgar e muito apreciado.
Indisponível