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16 dezembro, 2024

EXPOSIÇÃO DE SUPER-LIBROS.
Realizada no Palácio Foz. Secretariado N. de Informação, Cultura Popular e Turismo - CATÁLOGO. Lisboa, Academia Portuguesa de Ex-Líbris, 1958. In-8.º (19x14,5 cm) de 71, [1], [2], [8] f. il. ; E.
1.ª edição.
Relação dos 142 itens que constituíram esta exposição.
Ilustrada no final com 20 fotografias distribuídas por 8 páginas separadas do texto.
Desta importante mostra mandou-se imprimir o presente catálogo com tiragem limitada a 250 exemplares - sendo este o n.º 125 - rubricados pelo presidente da Academia Portuguesa de Ex-Líbris.
Encadernação inteira de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Pasta frontal apresenta pequena "esfoladela" no canto superior direito.
Raro.
Indisponível

12 dezembro, 2024

CUNHA, Margarida & DOMINGOS, Manuela D. -
ENCADERNAÇÕES DA «LIVRARIA DE DUARTE DE SOUSA».
Revista da Biblioteca Nacional - 1/1994 Separata. Lisboa, BNP, 1994. In-4.º (24,5x17 cm) de 13, [1] p. (149-161 p.) ; [8] p. il. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante estudo de bibliopegia, com interesse para a história da encadernação entre nós, incidindo na colecção de um conhecido bibliófilo português, - Duarte de Sousa, - cujos livros foram encadernados nas melhores casas portuguesas da especialidade.
Opúsculo ilustrado com 8 estampas a cores separadas do texto.
"António Alberto Marinho Duarte de Sousa (1896-1950) foi um conhecido coleccionador da primeira metade do século XX. «Bibliófilo distinto e apaixonado cultor de belas encadernações» - como o definiu Matias Lima, na sua obra Encadernadores Portugueses - foi reunindo pacientemente o que de mais representativo ia encontrando para a história da Cultura Portuguesa, quer em obras impressas, quer mapas, gravuras, selos, etc. Na colecção que hoje se conhece podem considerar-se dominantes as seguintes áreas temáticas: Portugal visto pelos estrangeiros, em diversas épocas; acção missionária portuguesa; descrições dos territórios de África, Brasil, Índia, Açores e Madeira; náutica e Descobrimentos portugueses; relatos de viagens; Restauração; época Pombalina, especialmente o terramoto de 1755.
As obras eram adquiridas junto dos mais importantes livreiros portugueses e estrangeiros. Pela observação de alguns Catálogos que se conservam na própria «Livraria», poderão verificar-se as múltiplas anotações manuscritas nos mesmos, que claramente induzem algumas daquelas temáticas preferenciais, assim como as intenções de compra relativamente a leilões de bibliotecas. [...]
Discutível o gosto, a falta de originalidade ou a legitimidade artísticas de alguns pastiches, o certo hoje é a representatividade dos artistas encadernadores portugueses, sobretudo lisboetas, que nela se espelham, mostrando, pelo menos, as respectivas técnicas e capacidades de execução. Sendo bem visível o carácter «ostentatório» deste conjunto, não pode ocultar-se, também, a eficácia da protecção que os sólidos dourados à folha e os revestimentos de peles genuínas prestaram aos livros... [...]
Neste apontamento é nossa intenção apresentar apenas o que esta colecção - cerca de 2000 títulos, dos séculos XVI a XX - possui de mais representativo, no foro das encadernações, quer originais, quer encomendadas pelo coleccionador.
Além de uma apreciação global deste conjunto, trabalhámos depois, directamente, sobre uma «amostra» que cobre 10 por cento da Colecção, sendo, sensivelmente, homóloga quanto à cronologia das obras.
Muitas apresentam-se identificadas com a chancela do artista encadernador, outras são anónimas, não deixando, porém, de possibilitar uma avaliação do conjunto de artistas encadernadores portugueses que floresceram nas décadas de 30 e 40. Nomes como Frederico de Almeida, António Ramos, Casa Férin, Paulino Ferreira, Alfredo David, Manuel da Silva Araújo estão amplamente representados neste conjunto, com especial destaque para os primeiros."
(Excerto de estudo)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com significado histórico.
Indisponível

31 outubro, 2021

BARROS, N. A. - BREVES NOÇÕES SOBRE A ARTE DE DOURAR E AS APLICAÇÕES DO OURO EM FOLHAS.
Coligidas por...
Lisboa, Editado por A Favrel Lisbonense, 1933. In-8.º (15,5 cm) de 20 p. ; B.
1.ª edição.
Curioso manual de dourador.
"O ouro é um material conhecido desde a mais remota antiguidade; é amarelo, brilhante, sonoro, inodoro e insípido. Ocupa o primeiro lugar entre o metais pela sua maleabiliade e ductilidade, e o quinto logar pela tenacidade.
O ar, o oxigénio e a água não têm acção sôbre êle. O ouro combina-se com quási todos os metais e também como o enxofre, o fosforo, o iodo e o cloro. Não pode ser dissolvido senão pela água régia.; mas os sais de ouro dissolvem-se na maior parte dos acidos.
A mais notável das suas propriedades , e a que mais interessa aos douradores, é a sua extrema maleabilidade, que, permitindo reduzi-lo a folhas muito finas, torna possível cobrir com este metal caro, grande superfícies, por um preço relativamente baixo.
O brilho e a beleza do ouro fizeram com que se procurasse e achasse a fórma de aplicar este metal sôbtre uma infinidade de corpos; mas as fórmas de dourar são muito diferentes umas das outras, conforme a natureza dos corpos aos quais se pretende dar a aparencia exterior do ouro. Daqui resulta que a arte de dourar está muito espalhada e consta dum grande número de processos especiais."
(Excerto do preâmbulo)
Matérias:
Breves noções sôbre a arte de dourar e as aplicações do ouro fino em folhas [Preâmbulo]. | Dourado a óleo. | Dourado a têmpera: Colar; Gessar; Amaciar; Reparar; Desengordurar; Dar o bolo; Dourar; Brunir; Foscar. | Dourados a mordente, com foscos e brunidos. | Dourado em pedra. | Dourado em vidro: Dourado brilhante (sôbre vidro); Dourado a fôsco (sôbre vidro). | Dourado em encadernações e tecidos. | Dourado a prata e verniz de douradora. | Nota importante.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
A BNP dispõe de apenas um exemplar.
Indisponível

29 outubro, 2021

MARQUES, Zaida Manuela da Luz (Violeta do Monte) - NOÇÕES PRÁTICAS DA ARTE DE ENCADERNAR.
Por... Desenhos de F. Pinho. [Prefácio de João Vicente de Oliveira Charrua]
. Lisboa, Livraria Avelar Machado, 1938. In-8.º (19 cm) de 67, [5] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Apreciado manual de encadernador. Profusamente ilustrado com desenhos esquemáticos ao longo do texto.
Livro valorizado pela extensa dedicatória autógrafa da autora à sua antiga professora Alice Guardiola, uma das "Guardiolas" - sua irmã Maria - a "dama-de-ferro" de Salazar - foi comissária da Mocidade Portuguesa Feminina.
"Além dos trabalhos manuais pròpriamente de carácter pedagógico, servindo de motivação, como já dissemos, a várias disciplinas escolares, há os trabalhos de carácter específico e utilitário. A êste ramo pertence  encadernação.
O livro que fui convidado a prefaciar, ocupa-se por conseguinte, dum ramo prático dos trabalhos manuais cuja utilidade é desnecessário encarecer.. E tôdas as pessoas podem, sem maiores dispêndios, dar-se ao prazer de encadernar os seus livros e as suas revistas; basta que sigam as instruções concisas, claras, bem ilustradas, do livrinho da Sr.ª D. Zaida Marques - livro tão interessante qu me dispena de outras considerações."
(Excerto do Prefácio)
Índice:
À maneira de prefácio. | Reconhecimento. | I - Descoser. II - Serrotar. III - Coser. IV - Processo de guilhotinar um livro. V - Empastar. VI - Puxar o encaixe. VII - Pôr guardas. VIII - Puxar as cordas. IX - Tosquiar. X - Forrar o lombo. XI - Pôr cantos. XII - Pôr a lombada. XIII - Cortar os papéis de fantasia. XIV - Colar as guardas. XV - Encadernação dum livro todo em percalina. XVI - Encadernação dum livro com cantos e lombada de carneira. XVII - Encadernação dum livro todo em carneira. XVIII - Encadernação de fantasia. XIX - Como encadernar pastas de escritório. XX - Como fazer bloco-notas.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Indisponível