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11 março, 2026

COUTINHO, Azevedo -
GUIA DO VIAJANTE EM BRAGA. Com noticias historicas sobre templos, monumentos, sanctuarios, etc. e indicações indispensaveis ao viajante. Braga, Livraria Central-Editora de Laurindo Costa, 1894. In-8.º (16,5x11,5 cm) de 48 p. ; B.
1.ª edição.
Edição original deste curioso "guia do viajante", obra pioneira no género devotada à "Cidade dos Arcebispos".
Opúsculo raro, com interesse para a bibliografia bracarense.
"A falta d'uma publicação que orientasse o viajante n'esta formosa capital do Minho tornava-se sobremodo sensivel; e tão notada era essa falta que, para, d'algum modo,  preencher a lacuna que sôbre este ponto existia, organisei, despretenciosamente, este singelo trabalho."
(Excerto de Ao Leitor)
"Esta bella capital do Minho, terceira cidade do reino e sede da provincia ecclesiastica Bracarense e do districto administrativo de Braga, fica a 48 kilometros ao norte do Porto, e 80 a oeste de Bragança, em 41.º 36' de latitude e 12.º 39' de longitude norte. É uma das cidades mais antigas e mais nobres da peninsula hispanica.
Está admiravelmente situada, em local um pouco elevado, mas plano; tem boas condições hygienicas; e tem melhorado muito, pela abertura de novas ruas, que vão transformando completamente alguns bairros.
Esta cidade não tem ampliado d'um modo sensivel os seus limites, nos ultimos tempos, mas tem-se aformoseado consideravelmente, pela reconstrucção de edificios e abertura do novas ruas.
As industria téem, desde ha annos, manifestando um pronunciado desenvolvimento assaz animador, como claramente se evidenciou nas ultimas exposições industriaes.
Braga tem por armas em um escudo oval uma imagem de N. Senhora entre duas torres, com o Menino nos braços, e tendo por timbre uma mitra pontifical, e em cima a legenda - Insignia fidelis et antigua Brachara."
(Excerto do preâmbulo - Braga)
Índice:
Ao Leitor | Braga | Templos e Conventos | Estabelecimentos publicos | Estabelecimentos de beneficiencia | Monumentos | Associações de recreio | Periodicos | Passeio publico | Cemiterio Municipal | Vias de transito | Indicações uteis: Estações de viação: - Estação dos Americanos; - Escriptorios de diligencias; - Estação telegrapho-postal | Cafés e bilhares | Hoteis | Restaurantes | Trens d'aluguer | S. João da Ponte | Bom Jesus do Monte | Sameiro.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Interior correcto. Capas frágeis com pequenos defeitos e vestígios de selo à cabeça.
Raro.
25€

02 setembro, 2025

MENEZES, Monsenhor João Rebello Cardoso de - OS SEMINARIOS.
Por... Capellão Honorario de Sua Santidade Leão XIII = Extra Urbem =, Vice-reitor do Seminario de Braga, e Examinador Pro-Synodal do Arcebispado. Braga, Typographia Lusitana, 1880. In-8.º (19x12,5 cm) de 134, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Obra interessante e muito invulgar, dedicada pelo autor a D. Crisóstomo de Amorim Pessoa, Arcebispo de Braga, "em testimunho de sincera gratidão e humilde respeito, e para commemorar o fausto acontecimento da abertura no novo Seminario dos Apostolos S. Pedro e S. Paulo".
D. João de Menezes, apologista da educação religiosa ministrada em seminários, considera ser essa a única forma de passar competências aos futuros sacerdotes e dar-lhes a base necessária para um bom desempenho da actividade pastoral. Traça ainda o diagnóstico da educação clerical no país, em época conturbada e de crise de vocações, aliada a um forte sentimento anticlerical.
"A maior obra de caridade actualmente em Portugal é a instituição de bons seminarios, onde se eduque um clero com verdadeiro espirito ecclesiastico." (Impresso na f. rosto)
"Como portuguez, como christão, e ainda mais como Padre, não posso, nem devo deixar de me condoer dos males que affligem Portugal.
Tenho corrido quasi todo o nosso reino, e tocado com a mão nas suas chagas, e é á vista d'ellas que por mais d'uma vez tenho exclamado - Portugal seria uma terra de santos, se tivesse um certo numero de clero com um verdadeiro espirito ecclesiastico.
Amo o clero, e desejava vel-o elevado á altura do santo e sublime ministerio, de que por Deus foi encarregado, e posso dizel-o bem alto, que não só com as minhas palavras, mas ainda com minhas obras eu tenho proclamado esta verdade. [...]
 Nos males actuaes do clero em Portugal, nem tem culpa o simples clero nem os Prelados. Que haviam elles fazer relativamente á sua educação em circumstancias tão anormaes?
É verdade que não ha sociedade sem religião; não ha religião sem ministros, e não ha ministros da religião dignos d'esse nome sem que haja uma casa, onde elles se eduquem. [...]
Que é um Padre? É o homem do sacrificio em beneficio da humanidade e para honra e gloria de Deus. [...]
Quem é este homem quasi divino que assim se sacrifica pelos seus irmãos?! Este home é o Padre catholico."
(Excerto do Cap. I, Da excellencia o estado ecclesiastico) 
Indice:
Da excellencia do estado ecclesiastico. II - Da impossibilidade d'um bom clero sem um bom seminario, onde elle se eduque. III - O espirito do sacrificio necessario ao clero só no seminario se póde adquirir. IV - O espirito da fé necessario ao Padre só se adquirirá no seminario. V - Os obstaculos que no mundo se dão ao espirito de fé. VI - A vocação. VII - Os signaes da verdadeira vocação. VIII - Os signaes de verdadeira vocação ordinariamente só se conhecerão no seminario. IX - Ou bons seminarios ou nenhuns. X - Condições necessarias para o seminario ser bom e conforme ao espirito da Santa Egreja. XI - A devoção ao Agusto Mysterio da Eucharistia. XII - A devoção a Maria Santissima. XIII - A obediencia. XIV - O desapego do mundo. XV - A castidade. XVI - Meios de que se deve lançar mão para suscitar e conservar as vocações para o estado ecclesiastico. | Monita ad Sacerdototes.
D. João Rebelo Cardoso de Menezes (1832-1890). "Irmão da Condessa de Margaride, nascido na Rua Direita, em Vila Real, baptizado na igreja de S. Pedro no dia 4 de Novembro de 1832. Fez com distinção os preparatórios no Liceu de Vila Real e estudou Teologia no seminário de Braga, onde, pelo seu talento e aplicação, foi considerado o aluno mais notável do seu curso. Em 1 de Junho de 1855, concluído o curso, recebeu ordens menores em Barcelos das mãos do bispo de Leiria, D. Joaquim Pereira Ferraz. A 22 de Dezembro do mesmo ano teve ordens de sub diácono, conferidas pelo prelado de Lamego, D. José de Moura Coutinho. Em 20 de Dezembro de 1856 foi o arcebispo de Braga, D. José Joaquim de Azevedo e Moura, que lhe impôs ordens de diácono; em 19 de Setembro de 1857 era-lhe dada a dignidade de presbítero. Depois foi missionário apostólico durante doze anos nos Açores. Posteriormente foi chamado a Braga e ali lhe deram a direcção do seminário do arquiepiscopado, cuja reforma se tornara urgente. O papa Leão XIII nomeou-o então seu capelão honorário extra urbem, dando-lhe, em Agosto de 1879, o título de monsenhor. Em Outubro de 1880 foi nomeado desembargador honorário da relação eclesiástica de Braga e em Fevereiro de 1881 protonotário apostólico e prelado doméstico de S.S. Foi examinador prosinodal e director do jornal Semana Religiosa Bracarense. Em 10 de Setembro de 1884 foi nomeado arcebispo e vigário geral do Patriarcado e logo confirmado com recomendação do papa para que lhe não fosse aceite qualquer escusa no elevado cargo. A 7 de Dezembro era sagrado arcebispo de Mitilene no seminário de Santarém pelas mãos do patriarca e tendo por assistentes o bispo do Algarve, D. António Mendes Belo, e o de Macau, D. António Joaquim Medeiros. A seguir o papa Leão XIII conferiu-lhe o grau de doutor em Teologia pelo diploma de 16 do mesmo mês e ano. Logo entrou no desempenho dos cargos de provisor e vigário geral do Patriarcado, não deixando, contudo de pregar e confessar, doutrinar laboriosamente, fazer ordenações, crismar, e até ajudar humildemente o pároco da igreja onde diariamente dizia missa. Distinguiu-se muito como orador sagrado, pronunciando em S. Vicente de Fora, na Quaresma dos anos 1884-85 e 86, conferências religiosas-filosóficas que foram muito apreciadas não só pelos fiéis como também pelos mais ilustres homens de letras do seu tempo, que foram ouvi-lo, atraídos pela fama da sua erudita e vernácula eloquência. Em 1887 foi nomeado arcebispo de Larissa, coadjutor e sucessor do bispo de Lamego. A 12 de Maio do mesmo ano fez a sua entrada solene naquela cidade. Escreveu este prelado três obras de importância: O Código Penal da Igreja, que é um comentário da instituição Apostolicae Sedis; Os Seminários e um Cerimonial. D. João Rebelo Cardoso de Menezes faleceu, com 58 anos, no Paço Episcopal de Lamego, no dia 5 de Junho de 1890, foi sepultado na Capela de Arroios - Vila Real, de nome original de Santo António, doando todos os seus bens à Diocese de Lamego."
(Fonte: http://www.cm-vilareal.pt/gremio/images/publicacoes/tellus_48.pdf)
Encadernação coeva meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pastas cansadas. F. rosto apresenta pequeno restauro lateral.
Raro.
Indisponível

23 março, 2025

RAMOS, Dr. Luiz Maria da Silva -
SERMÃO SOBRE A DIVINDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CHRISTO.
Recitado na Sé Cathedral de Coimbra. Pelo... Lente cathedratico da faculdade de theologia na universidade de Coimbra... Porto : Braga, Livraria Internacional de Ernesto Chardron - Eugenio Chardron, 1877. In-8.º (22,5x14 cm) de 24 p. ; B.
1.ª edição.
Sermão dedicado pelo autor a D. Manoel Corrêa de Bastos Pina, Bispo de Coimbra, Conde de Arganil, etc.
"O dogma da divindade de Jesus Christo, é tão necessario para explicar a historia do homem no tempo e no espaço, como o dogma da existencia de Deus, supremo arbitro de tudo, é necessario para explicar os phenomenos do universo. [...]
A divindade de Jesus Christo é, por isso, um verdadeiro postulado da historia, e conseguintemente um dogma razoavel. No Evangelho de hoje, offerece o Salvador a seus inimigos dous motivos, qual d'elles mais convincente, para abonar o seu caracter divino: a sua sanctidade immaculada: quis ex vobis arguet me de peccato? e a sua veracidade omnimoda: Si veritatem dico vobis, quare non creditis mihi? Logo Jesus Christo é Deus. Eis o que naturalmente se deduz das suas palavras, e eis tambem o assumpto do meu discurso."
(Excerto do Preâmbulo)
Luís Maria da Silva Ramos (1841-1921). "Nasceu em Braga. Em 23 de Dezembro de 1866, com 25 anos, formou-se na Faculdade de Teologia de Coimbra. Foi lente substituto da mesma Faculdade em 1876 e lente catedrático em 1874. Depois de ordenado sacerdote consta que foi professor no Seminário diocesano de Braga, onde Ieccionou Teologia moral, e no Seminário de Coimbra, onde regeu a cadeira de Teologia Litúrgica e Sacramental. Chegou a ser eleito director da Faculdade de Teologia de Coimbra.
Foi director da Estrela d'Alva, de Braga, e redactor da Civilisação Catholica, do Porto. Nesta última revista tomou a defesa da União Nacional com Tomás de Vilhena. Colaborou ainda noutra imprensa católica. A saber: União Catholica, Futuro, Consultor do Clero, todos de Braga; A Nação, de Lisboa; Caridade, Ordem e Instituições christãs, do Porto. A sua actividade sócio-cultural e religiosa não se esgotou na imprensa. Pertenceu, ainda à Academia filosófico-escolástica de S. Tomás de Aquino (Barcelona) e à Sociedade de S. Paulo para a difusão da imprensa católica (Roma)."
(Fonte: Jorge, Ana Maria C. M. - Os Participantes do I Congresso Católico Português (1871-1872), in Lusitania Sacra, 2.ª série, 12, (2000))
Exemplar em bom estado geral de conservação. Envelhecido. Frágil, com defeitos e pequenas falhas de papel na capa. Ausência da contracapa.
Raro.
Indisponível

03 dezembro, 2024

MEMORIAS DO SAMEIRO OU NARRAÇÃO CIRCUMSTANCIADA DA ORIGEM E REALIZAÇÃO DAS OBRAS DO MONUMENTO DA IMMACULADA CONCEIÇÃO DA SS. VIRGEM E DA CAPELLA COMMEMORATIVA DA DEFINIÇÃO DOGMATICA DA INFALLIBILIDADE PONTIFICIA.
Projectada no Monte Sameiro, suburbios de Braga. Coimbra, Typographia  da «Ordem», 1882. In-8.º (19x12 cm) de 224 p. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história do Santuário de Nossa Senhora do Sameiro, Braga. Tudo teve início numa conversa entre o Pe. Martinho e o seu amigo, Pe. Manuel, em 1861, precisamente no cimo do Monte Sameiro, de onde saiu a ideia de fazer erigir uma estátua de Nossa Senhora para assinalar a definição dogmática da Imaculada Conceição, decretada por Pio IX através da "bula 'Ineffabilis Deus', a qual declara a santidade da Virgem Santa Maria desde o primeiro momento da sua existência, sendo preservada do pecado original".
"O Santuário de Nossa Senhora do Sameiro (ou Santuário do Sameiro, também chamado Santuário da Imaculada Conceição do Monte do Sameiro) é um santuário mariano localizado em Braga, norte de Portugal. A história deste santuário iniciou-se em 14 de junho de 1863. O fundador deste santuário foi o vigário de Braga, Padre Martinho António Pereira da Silva, natural de Semelhe, que em 1869 fez colocar, no cume da montanha, uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Este santuário constitui um dos centros de maior devoção mariana em Portugal. Neste templo, concluído no século XX, destaca-se no seu interior o altar-mor em granito branco polido, bem como o sacrário de prata. Em frente, ergue-se um imponente e vasto escadório, no topo do qual se levantam dois altos pilares, encimados com a imagem da Virgem Maria e do Sagrado Coração de Jesus."
(Fonte: Wikipédia)
"Para que servem estas - Memorias? Não se ama o que se não conhece. O amor é o fundamento da união e esta é o principio da força. Como se conseguirá levar a cabo todas as obras do Sameiro, a sua estrada, a sua capella, o seu Monumento, a não ser pela mais intima união já da parte da Commissão promotora, já da parte de todos os fieis e devotos de Maria Immaculada?! Para realizar esta intima e reciproca união é que se resolveu dar á estampa o presente opusculo. Permitta Deus, que o demonio e o inferno, inimigos da Virgem, sejam vencidos, destruidos e aniquilados pelo Seu poder, e que todos os corações se unam para dar gloria a Deus, honra á Immaculada, e triumpho á sancta Egreja."
(Excerto do Prologo)
Indice:
Prologo | Para servir de introducção | I - A definição dogmatica. II - O Passeio. III - O Sameiro. IV - A Commissão. V - O Projecto. VI - Os meios. VII - O terreno. VIII - A pedra fundamental. IX - Os trabalhos. X - Chegada da Estatua. XI - A collocação. XII - A Benção solemne. XIII - Benção e graças. XIV - A Peregrinação. XV - A Infallibilidade. XVI - O novo Monumento. XVII - O Convite em 1873. XVIII - A primeira pedra. XIX - O novo Prelado. XX - O passamento. XXI - Os mysterios do Sameiro: I - A Procissão Magna; II - A mudança da capella; III - As encommendas. XXII - A commemoração. XXIII - Continuação. XXIV - A Estrada. XXV - A Imagem Romana. XXVI - Aproximação da Imagem. XXVII - Chegada da Imagem. XXVIII - Festa da Recepção. XXIX - A Virgem do Sameiro na egreja do Populo: 8 de dezembro de 1878; O mez de maio de 1879; O dia 8 de dezembro de 1879; O mez de maio de 1880. XXX - A transladação: I - Programma dos festejos; II - Graude Civitas Bracarensis; III - As Commissões; IV - As Preces; V - A Procissão; VI - A benção da capella; VII - A transladação; VIII - No Sameiro. XXXI - Honra á cidade de Braga. XXXII - Votos de louvor. XXXIII - Documentos para concluir. XXXIV - Transição.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas cansadas. Contracapa apresenta falha de papel nos cantos. Lombada reforçada com cartolina.
Muito raro.
Com significado histórico e religioso.
85€

28 dezembro, 2023

AIROZA, Padre João Pedro Ferreira -
COLLEGIO DE REGENERAÇÃO EM BRAGA.
Pelo... Coimbra, Imprensa da Universidade, 1892. In-4.º (25 cm) de 9, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Opúsculo de apresentação do Colégio ao Congresso Pedagogico Hispano-Portuguez-Americano, realizado em Madrid - durante o mês de Outubro de 1892, na Universidade Central (actual Complutense).
"O Instituto Monsenhor Airosa – IMA, foi fundado, em 1869, pelo Padre João Pedro Ferreira Airosa (1836-1931), homem de grande iniciativa e entrega ao ideal do amor a Deus e ao Próximo que profundamente viveu e transmitiu.
Impressionado pelos relatos de vida e intenções de mudança que, enquanto sacerdote, se lhe revelavam, tomou como seu desafio fundar uma instituição, em Braga, a que inicialmente chamou de “Casa d’Abrigo”, com o objectivo de ajudar mulheres enredadas nas teias da prostituição que desejassem mudar de vida, dando-lhe por lema “Pela Instrução e pelo Trabalho”.
Em 1874, é mudado o nome para “Colégio da Regeneração”, e são aprovados os respectivos estatutos. Em homenagem ao seu fundador, na passagem do centenário da fundação, em 1969, a obra passa a chamar-se “Instituto Monsenhor Airosa” e é dotada de novos estatutos."
(Fonte: https://imairosa.wordpress.com/quem-somos/historia/)
"Sob a denominação de Collegio de Regeneração acha-se legalmente installado na cidade de Braga um asylo, que tem por fim acolher e encaminhar ao bem pela instrucção e pelo trabalho as infelizes mulheres extraviadas nos meandros da vida abjecta, habilitando-as a ganhar honradamente o pão de cada dia.
Foi creado pelo padre João Pedro Ferreira Airoza, da mesma cidade, auxiliado pelo fallecido padre João Carlos Rademaker, de Lisboa, e por uma commissão de senhoras. [...]
Para satisfazer ao seu fim, além das aulas de instrucção primaria, de desenho e de musica, tem o collegio officinas de costura e bordaddos, de engommar, de tecelagem e de lavagem de roupa,  bem como o ensino practico da horticultura e floricultura na cerca do edificio.
O producto dos seus trabalhos tem sido apresentado nas exposições de Braga, do Porto, de Lisboa e na exposição universal de Paris em 1889, sendo premiado em todas, o que demonstra á evidencia os bons fructos d'esta instituição humanitaria e civilisadora."
(Excerto da apresentação)
Monsenhor Airosa de nome João Pedro Ferreira Airosa (1836-1931). "Nasceu, em S. Pedro de Maximinos, em 20 de dezembro de 1836 e faleceu a 25 de setembro de 1931. Foi ordenado sacerdote, em 1859, celebrando a sua primeira missa no altar de Nossa Senhora da Piedade, na Sé Primaz. Dotado de uma profunda fé, deixou-se conduzir por um ideal e entregou-se totalmente a uma causa humanitária, recuperar e reabilitar mulheres jovens com condutas desviantes. Em 1869, fundou a Casa D’Abrigo instalada, provisoriamente, na rua do Areal, em S. Víctor, sendo mais tarde transferida para o Convento da Conceição. Em 1969, no centenário da fundação da Casa D’Abrigo, foi distinguido com a atribuição do seu nome à sua obra, passando a denominar-se Instituto Monsenhor Airosa."
(Fonte: https://www.cm-braga.pt/pt/1201/conhecer/historia-e-patrimonio/patrimonio-cultural/patrimonio-estatuario/item/item-1-11971)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenas falhas marginais.
Muito invulgar.
10€

23 setembro, 2023

ARAUJO, Manoel -
INDUSTRIAS DE BRAGA (notas dum jornalista)
. Braga, Tipografia da «Pax», 1923. In-4.º (23x16 cm) de 220, [4] p. ; [43] p. il. ; B.
1.ª edição.
Magnífico roteiro-inquérito industrial da região de Braga, incluindo algumas das mais emblemáticas empresas da época.
Livro ilustrado em separado com 43 estampas - impressas sobre papel couché - reproduzindo unidades industriais da região e seus produtos.
"Ao reunir em volume o inquérito á vida industrial de Braga - inquérito ligeiro, feito no dia a dia febril do jornalismo - um desejo que nos animou: carrear alguns elementos para a larga, profunda e esclarecida obra que se torna preciso fazer sobre a actividade económica bracarense. [...]
Reconhecendo tôdas as deficiências de que o inquérito não está isento, por motivos fàcilmente compreensiveis, teve-se em vista, apenas, formular como que um índice das nossas indústrias.
É pouco, sem dúvida. Ainda assim permitirá saber-se que desde as artérias públicas ás empresas particulares o esforço da Grey se esculpe em caracteres fundos, em verdadeiros bronzes imorredoiros.
Braga tem estado esquecida, ignorada. No entanto, no rude e laborioso revolver dos campos; no intenso movimento da cidade; no murmúrio cadenciado das oficinas humildes; na fornalha escaldante das grandes fábricas, a mão rugosa do bracarense, o seu pulso forte, aparece senhor da victoria, e uma multidão infinita de pessoas move-se, trabalha, lucta numa ansiedade que nunca tem fim, que aumenta de hora a hora, de instante a instante, num propósito sublime de engrandecimento.
É devido a esse propósito - incontestavel gerador de tão funda acção - que Braga possue hoje fábicas enormes, fortes; estabelecimentos comerciais importantes, belos; uma vida económica desenvolvida, rica; uma vida social consideravel; excelentes instituições de caridade e e magníficos monumentos de grande beleza artística.
Tem esse propósito a valoriza-lo, ainda, a grande virtude de ser realizado com os únicos recursos da Terra, sem o mínimo auxílio do Estado - pode dizer-se afoitamente."
(Excerto do preâmbulo)
Indice:
[Preâmbulo] | Industrias de Braga | Fábrica Social Bracarense | Fábrica Taxa | A Industrial | Saboaria e Perfumaria Confiança | Saboaria a Vapor | Emprêsa de Calçado «Fox» | Companhia Fabril do Minho | Companhia Fabril do Cávado | Colégio de Regeneração | A Bracarense | Marcenaria Artística | A Indústria de Talha | A Indústria de Mobiliário | Arte Moderna, Marcenaria | Arte Religiosa | União Mecânica | Latoaria Mecânica a Electricidade | Serralharia Mecânica e Civil | Antiga Fábrica de Fundição de Sinos | Indústria de Artigos de Viagem | A Indústria da Cêra | Luvaria Monteiro | Grande Serração e Moagem de Braga, Limitada | «Pax» | Banco do Minho | Ultimas Notas.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas sujas com falhas e pequenos defeitos marginais. Ex-libris de Casimiro de Souza Fontes Junior colado na f. ante-rosto.
Raro.
Com interesse histórico e industrial.
45€

08 janeiro, 2023

CUNHA, Sebastião Pereira da - O SAIO DE MALHA : drama historico e original, em tres actos
. Vianna, Typographia Silva Braga, 1893. In-8.º (21 cm) de 85, [3] p. ; E.
1.ª edição.
Peça histórica em verso cuja acção decorre em Portugal, no século  XIII. "O 1.º e 2.º actos passam-se na freguezia de Airó, junto a Barcellos, e o 3.º em Braga nos paços do arcebispo D. João Egas. Epocha; 1245 a 1248."
Exemplar com dedicatória autógrafa de António Pereira da Cunha, filho do autor.

Egreja rustica na freguezia de Airó. Em frente a serra do mesmo nome e ao lado a cabana palhiça de Martim Peres. Á porta da parochial, sentado em uma cadeira de pedra, João Annes, o abbade da freguezia, acaba de fazer a catechese e diz dirigindo-se ao grupo de vilões, que respeitosamente o tem escutado:

Terminou a oração. Agora, podeis ir
Filhos em Jesus Christo. Ide folgar e rir.
Raparigas, cuidado! A honra da donzella
É grão thesoiro, e, como a chamma de uma vella,
Qualquer sopro a desfaz. Folgae, mas sêde honestas.
Moços, amae a Deus, a patria, e as vossas béstas.
Combatei pela cruz, que a guerra é santa quando
Tem por fim destruir as hostes do nefando
Propheta Mahomet.

(Excerto da 1.º Acto - Scena I)

Sebastião Pereira da Cunha (1850-1896). "Nasceu em Viana do Castelo, a 9 de fevereiro de 1850 e faleceu a 20 de setembro de 1896, na mesma cidade. Senhor do Castelo de Portuzelo por sucessão, poeta e prosador como seu pai, [António Pereira da Cunha] - coronel de milícias de Viana, e combatente na Guerra Peninsular. Publicou a maior parte da sua obra em Viana do Castelo. Participou na revista literária Pero Galelo no ano de 1882, dirigiu e criou juntamente com João Caetano da Silva Campos e Rocha Páris, no jornal Bandeira Branca em 1893. Autor de uma obra literária diversificada, na qual se incluem O saio de malha (1893) e o ensaio, Os heróis de África (1895). Mas foi sobretudo como poeta ultra-romântico que se destacou, sendo as suas obras mais conhecidas, Martim de Freitas, datada de 1887, A cidade vermelha de 1894 e Serões de Portuzelo do ano de 1928 (“Vida Cultural em cidades de província,” n.d.)"
(Fonte: Martins, Sara Filipa Ramos Martins, O Castelo de Portuzelo: Análise interpretativa de uma construção romântica, Universidade do Minho-Escola de Arquitectura, 2019)

Encadernação em meia de percalina com ferros gravados a ouro na ombada. Conserva a capa frontal.
Exemplar em bom estado de conservação. Capa frágil, algo oxidada.
Raro.
Indisponível

04 janeiro, 2022

BONNEFOUT, A. - LIÇÕES DE ESPIRITISMO PARA AS CRIANÇAS.
Por... Traduzidas da 5.ª edição francesa. Bom Jesus [Braga], Edição da Emprêsa Literária "Luz e Caridade", 1922. In-8.º (17,5 cm) de 38, [2] p. ; B.
1.ª edição portuguesa.
Curioso manual de espiritismo dirigido às crianças, publicado pelo Centro Espírita de Braga - Bom Jesus, composto por 44 "lições".
"Sentindo, como vós, êsse afecto íntimo, que existe em todo o coração materno, traduzi do francês para a nossa língua o presente livrinho, que vos ofereço.
Nada vos peço por tão insignificante trabalho; entretanto me será grato que busqueis nestes ensinamentos da nova revelação o que realmente existe de bom e útil para a educação moral de vossos filhos, pequeninos rebentos do vosso amor, que cumpre cuidar com especial carinho, encaminhando-os para êsse foco luminoso, irradiante de verdade de amor - os Evangelhos de Jesus.
Sois capaz de tudo para salvar  vida do pequenino ser que é vosso filho - quando doente do corpo, está no leito de dôr; fazei pois também o mesmo esfôrço, ou, antes, duplicai toda a vossa dedicação no sentido de conservar os seus espírito, as suas almas perfeitamente imunes das tentações do mal, êsse ambiente de imperfeições em que a pobre humanidade se debate.
Purificai-os com os ensinamentos de Jesus; alimentai-os dia a dia com êsse pão espiritual - cheio de seiva, de luz e amor."
(Introdução - Às mães)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Sobrecapa de protecção apresenta pequenas falhas de papel.
Muito invulgar.
15€

24 outubro, 2021

ATAVISMO DO TALENTO. Breves memorias de uma senhora lisbonense
. Evora, Minerva Commercial, de José Ferreira Baptista, 1909. In-8.º (21 cm) de [2], 47, [1] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Obra algo insólita, composta pelas memórias da autora, senhora bem nascida, - protegida pela capa do anonimato, - reunidas a estâncias de uma pessoa, que sabendo da desilusão desta com o Montepio Geral e dos seus estatutos restritivos da condição feminina, lhe pediu que escrevesse sobre o assunto.
Livro ilustrado com uma folha extratexto contendo o retrato de quatro personalidades, que, julgamos familiares da autora, com descrição na folha seguinte dos nomes, datas, ocupações, predicados pessoais e datas relevantes.
Valorizado pela dedicatória manuscrita na capa da autora a uma sua prima.
"De ha muito pensamos nós que uma disposição dos Estatutos do Monte Pio Geral mais serve para dar a morte do que a vida, a morte de alma, aos beneficiados.
A pensionada, descendente de socio fallecido, perde a pensão, logo que mude de estado, logo que se casar.
É clara a illação que brota do preceito. Se a mulher não tiver outros meios de subsistencia do que os que perde com o casamento, e o marido que procura, ou a procurar a ella os não tiver, o prejuizo será grande, a miseria quasi certa, com o seu cortejo de angustias e de lancinantes dores... Foge a felicidade á pensionada.
É, pois, consequencia de tal disposição, que a mulher tem de viver sósinha, sem familia eleita de seu coração, solteira por toda a vida.
No campo da moral pode essa mulher solteira ser o prototypo da decencia e da honestidade, ou ser mesmo um modêlo de licenciosidada mascarada, vivendo como lhe aprouver, sempre solteira e privada dos encantos da familia, dos prazeres conjugaes das delicias da prole nos filhos, que podéra gerar, educar, idolatradamente amar. [...]
Conhecemos a uma dama solteira, honesta e respeitada, já não môça, victima do Monte Pio Geral. Por vezes lhe ouviramos alludir delicada a não poder ser na vida mais mais do que escrava e nunca senhora. [...]
Atrevemo-nos a lhe pedir que escrevesse suas memorias. Veio recusa: acudimos com reparos, salientando o quanto é pobre entre nós a bibliographia feminina, para ser mais do que extensa a masculina. [...]
Por fim de breve contenda, de divergencias fommos atendidos.
É-nos agradavel o tornar publicas as singelas memorias dessa senhora, a quem occultamos o nome, por não offender sua modestia..."
(Excerto de O Monte Pio mata)
Matérias:
O Monte Pio mata [preâmbulo]. | Do anno de 1860 a 1879. | De 1872 a 1877. | De 1877 a 1882. | De 1882 a 1890. | De 1890 a 1894. | De 1894 a 1909. | Em abril de 1909. | O piano - Ainda memorias. | Prazeres no estudo. | Illusões e verdade. | Referências topographicas: Estremoz; Evora e seus campos; Serpa e seus arredores; Braga e seus arredores; Bussaco e suas bellezas.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas cansadas, frágeis, com defeitos.
Raro.
20€

15 agosto, 2021

ASSUMPÇÃO, T. Lino d' - FIM DE SECULO (historias do meu tempo)
. Lisboa, Typ. da Companhia Nacional Editora, 1891. In-8.º (19,5 cm) de 294, [2] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de interessantes contos, aparentemente verídicos, dois deles de maior dimensão: - Um casamento da moda - novela satírica sobre os Braga, família burguesa originária dessa cidade, que habita em Lisboa, e pretende 'casar bem' a filha; Um drama em Braga, trata-se de uma curiosa narrativa anticlerical. Os restantes, são pequenas histórias, sendo a última de costumes lisboetas, com um final dramático e grotesco. Obra pouco conhecida, raramente mencionada nas biografias do autor, sendo a prosa cuidada e o vocabulário rico.
Livro ilustrado extratexto com um retrato de Lino de Assunção.
"É mais do que um homem o sr. D. Fernão de Pennaforte, apesar de ser um individuo delgado, franzino, olhos azues de luz languida, sorriso delicado, falas mansas e bigode louro e retorcido; é o representante genuino de uma casta que está passando, mas que, com o coração agarrado aos prejuizos de outras eras e o estomago esfomeado, vae tomando posse de tudo quanto encontra vago ou mal defendido, mercê dos novos figurinos que usa com a mesma coragem com que os avós acompanharam D. Sebastião á Africa, ou combateram por D. Miguel nas guerrilhas das serras. Fernão vive como outros Ferrões obstruindo tanto quanto podem a marcha geral da sociedade portugueza, formando pelos seus nomes, pelas suas relações de familia, pelo estimulo das necessidades, pela banalidade mellifula dos comprimentos, pela afouteza com que dizem tudo quanto lhes vem á bôcca, pela arte com que ostentam a gardenia da botoeira, pela preoccupação do talhe da roupa, do feitio do chapéo, ou da côr das polainas..."
(Excerto de Um casamento da moda - Cap. I, A Egreja de S. Luiz Rei de França - O noivo)
"Estamos em Braga, assim como podiamos estar na Cafraria... mas estamos em Braga.
N'aquelle tarde a Via-Sacra tinha-se demorado mais tempo que de costume. Approximava-se a festa dos Santos, e as supplicas pelos vivos e as commemorações pelos mortos multiplicavam os Padre Nossos e as Ave-Marias.
Era quasi noite e o claustro da Sé, apenas alumiado pela luz trémula d'um pavio volante, que pouco mais era do que um ponto vermelho no meio da escuridão, apresentava um aspecto soturno a que dava uns tons phantasticos o bruxolear incerto das lampadas no vão negro d'uma ou outra capella. [...]
Raparigas com as saias pela cabeça, desmazeladas e sem garridice, creadas que deixaram a louça por lavar em casa, para virem sujar a alma nos adros, vozes quentes, olhares firmes e longos, espaduas largas, ancas de meneios sensuaes, procurando na reza nocturna, juntamente com o perdão de peccados velhos agum amante novo, constituem o centro d'aquelle formigueiro, geralmente fechado na retaguarda por uns homens de pesados capotes de briche acastanhado, physionomias alvares e patibulares, de cabellos despenteados, olhares mortos, beiços desbotados, barbas com oito dias de raspadas, e que são outras tantas escovinhas receptadoras de rapé e de restos de pápas de milho."
(Excerto de Um drama em Braga, Cap. I - O Laurinha da Via-Sacra)
Index dos contos:
Um casamento da moda. | O sineiro da Estrella. | Faze bem... mas vê a quem. | As horas da russa. | Um drama em Braga. | Depois da audiencia. | A soirée da prima-dona. | Um personagem... de Molière. A ultima ceia.
Tomás Lino de Assunção (Lisboa, 1844-1902). "Engenheiro civil e funcionário do Ministério das Obras Públicas, Em Lisboa, dedicou-se paralelamente à vida literária, tendo chegado a frequentar o Curso Superior de Letras. Viveu no Rio de Janeiro, onde fundou uma editora de obras literárias e científicas e ajudou na organização do Liceu Literário Português, em Paris. Regressado a Portugal, colaborou com o seu amigo António Enes no jornal O Dia e na organização dos arquivos e das bibliotecas nacionais e começou a escrever para o teatro. Da sua dramaturgia, onde abundam as comédias ligeiras em um ato, destacam-se os dramas Os Lázaros e Eva, publicados conjuntamente em 1889. No decurso das suas investigações históricas, foi reunindo um vasto acervo documental sobre as histórias conventuais, de que foi dando conta em vários volumes."
(Fonte: infopedia)
.
Exemplar brochado em razoável estado de conservação, com excepção das capas - frágeis - com falhas de papel de algum relevo nas margens, bem como restauro em fita gomada de cor escura, que reforça igualmente a lombada. Miolo correcto.
Raro.
Indisponível

29 junho, 2021

MARTINS, S. J., Diamantino - O PROBLEMA DE DEUS. [Por]... Professor da Faculdade de Filosofia de Braga. Braga, Livraria Cruz, 1957. In-8.º (20,5 cm) de 240, [4] p. ; B.
1.ª edição.
"Este livro, embora perigoso, pode ser lido por todos. É perigoso para quem não quer encontrar-se com Deus, porque talvez O encontre nele, sem Lhe poder fugir. É perigoso para quem nunca pensou o problema do Infinito, porque pode suscitar questões difíceis de resolver, ou que forçam os quadros habituais a que estamos acostumados.
Mas que há neste mundo que valha alguma coisa, que não seja igualmente perigoso?
Em milhares de anos não adiantou um passo o sistema das nossas relações com Deus. Oração, sacrifícios, altares datam desde milénios, assinalando através dos séculos uma mesma atitude fundamental.
Não podia ser doutra maneira, se tal sistema é da essência mesma do homem, e não forma passageira e acidental da sua existência terrestre."
(Excerto do Prólogo)
Índice:
Prólogo. | I - Do Nada ao Infinito. II - Dialéctica da Existência como Ser-para-Deus? III - Que é Deus? IV - Deus no Mundo Moderno. V - O Problema do Ateísmo. VI - O Ateísmo Russo. | Epílogo.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. rosto.
Invulgar.
Indisponível

22 junho, 2021

ERDMANN, Carl - O PAPADO E PORTUGAL NO PRIMEIRO SÉCULO DA HISTÓRIA PORTUGUESA
. Coimbra, Coimbra Editora, 1935 [aliás, Braga, Cabido Metropolitano e Primacial Bracarense; Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira, 1996]. In-4.º (26 cm) de [6], 94, [2] p. ; B.
Edição fac-símile - por certo com tiragem reduzida - desta obra ímpar do Prof. Carl Erdmann, importante contributo para a história do relacionamento entre as mais altas autoridade eclesiásticas e o primeiro rei de Portugal, que veio trazer uma nova luz à questão da independência nacional.
"O alargamento da esfera de influência papal no oeste da península ibérica data do período entre o fim do século XI e o fim do século XII. Se anteriormente a Gregório VII não existiam relações entre Roma e o clero galaico-lusitano, depois de Alexandre III a sujeição de Portugal ao organismo da igreja católica romana é um facto. Em 1095 o condado de Portugal é separado da Galiza e entregue ao conde Henrique de Borgonha, conservando-se, no entanto, dentro do reino de Leão. Noventa anos mais tarde seu filho Afonso I deixa Portugal como reino independente, independência que se manteve até hoje através das vicissitude dos tempos. [...]
Sabe-se que o primeiro rei de português tornou o seu país tributário da Santa Sé. O motivo desta oblação conhece-se também: assegurar a independência portuguesa em face da vizinha Castela. Das relações entre Portugal e a cúria nesta época, êste foi o único facto que até agora atraiu a atenção, o que, naturalmente levou a concluir que a Santa Sé teve um interesse particular e conseqüentemente uma parte activa na formação da independência portuguesa. Um estudo mais profundo desmente, porém, esta opinião. Ao contrário, a cúria, tendo sempre em vista na península ibérica o objectivo supremo da concentração de tôdas as forças para a luta com os infiéis, opôs-se por isso mesmo, durante muito tempo, à criação dum Portugal independente. Isto foi, para Portugal, um facto de grande transcendência.. A autoridade dos papas, mesmo quando êles se abstinham de intervir directamente nos negócios dos estados seculares, era tão grande que o reconhecimento ou não-reconhecimento dos pequenos estados formados na Península era para estes duma importância capital. [...] É natural  que a separação política de Portugal e dos reinos vizinhos se tornasse dificílima, visto o clero português estar sujeito ao domínio dos príncipes da igreja castelhana. E como a organização eclesiástica dependia do papado, todos os esforços deviam tender ao reconhecimento da independência política e da autonomia  eclesiástica pela Santa Sé.
Considerados assim os acontecimentos daquela época, os planos e êxitos do fundador da dinastia portuguesa - o conde Henrique de Borgonha - e de seu filho Afonso, primeiro rei de Portugal, aparecem-nos a uma nova luz. Só agora se pode apreciar devidamente o papel extraordinário desempenhado por um homem, cuja acção não foi ainda julgada devidamente. Refiro-me ao arcebispo João Peculiar de Braga, que suportou sôbre os seus ombros, durante quatro decénios, quási todas as negociações com Roma. Se Portugal conseguiu por fim, graças ao reconhecimento por parte da cúria, assegurar a sua independência política e autonomia eclesiástica em relação aos estados vizinhos, isso pode considerar-se obra sua."
(Excerto da Introdução)
Matérias:
Introdução. | 1. - As primeiras relações entre Roma e Portugal. 2. - Maurício de Braga e Diego de Compostela. 3. - Inocêncio II e o juramento de vassalagem de D. Afonso Henriques. 4. - A luta contra o primado de Toledo. | Apêndice: I - Os bispo D (D. Diogo) de Compostela, A (D. Afonso) de Tuy, M (D. Munio) de Mondonhedo, P (D. Pedro) de Lugo, D (D. Diogo) de Orense e H (D. Hugo) do Porto participaram ao bispo G (D. Gonçalo) de Coimbra as resoluções do Sínodo de Compostela e convidaram-no a entrar na confraternidade que estabeleceram e a sanar as suas diferenças com Santiago e Porto. (1147) 17 de Novembro. II - Os bispos D. Gonçalo de Coimbra e D. Hugo do Porto ajustam entre si que o Douro valha como fronteira entre os dois bispados com excepção daqueles territórios ao sul do Douro que Gonçalo houvesse por bem ceder voluntáriamente. (1114,  de Dezembro). III - B (D. Bernardo), arcebispo de Toledo e legado da Santa Sé, ordena ao abade G (D. Gaudemiro) de S. Tirso, que exorte a população da região de Vizela até Antuã a obedecer ao bispo D. Hugo do Porto, sob pena de interdição. 1115 (comêço). IV - O bispo D. João de Coimbra queixa-se ao arcebispo D. João de Braga. (1154-1155). V - Actas do Concílio (de Valladolid, convocado pelo cardeal-legado Jacinto na presença do rei Afonso VII de Castela). (Janeiro de 1155). VI - Inquirição de testemunhas sôbre a sentença de suspensão pronunciadas no Concílio de Valladolid (Janeiro de 1155) pelo Cardeal-legado Jacinto contra o bispo D. João de Braga (Tuy 1182) 4 de Novembro.
Carl Erdmann (1898-1945). Foi um historiador alemão, especializado em história política e intelectual medieval. Ficou conhecido, sobretudo pelos estudos que desenvolveu sobra as Cruzadas, bem como pelo seu trabalho na recolha e tratamento de correspondência entre as elites seculares e eclesiásticas no século XI. Publicou vários trabalhos relacionados com Portugal na Idade Média. É considerado um dos estudiosos alemães mais influentes e importantes da cultura política medieval no século XX. Faleceu nas fileiras do exército alemão no final da 2.ª Guerra Mundial.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

07 dezembro, 2020

COIMBRA, José Joaquim - BECAS, TOGAS E CAPAS.
Do Juízo de Direito da Comarca de Braga (Julho de 1937)
. Vila Nova de Famalicão, Grande Oficinas "Minerva" de Gaspar Pinto de Sousa, Suc., Ltd.ª, 1948. In-4.º (24 cm) de [2], 39, [1] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Livro de poesia editado em homenagem ao Autor pelos advogados da Comarca de Braga. Ilustrado em separado com o retrato do Dr. José Joaquim Coimbra, Presidente do Supremo Tribunal de Justiça.
Exemplar dedicado e autografado pelo vice-presidente da Associação Jurídica de Braga - António Oliveira Braga - que oferece o exemplar - "este Livro-joia do Foro Bracarense ao Excelentíssimo Senhor Dr. Juiz Dr. Manuel Monterroso Gomes Neto, em preito de admiração pelas suas belas e brilhantes qualidades de Magistrado íntegro e de Homem de bem."
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Com manchas de humidade ao longo do livro, mais visíveis na capa.
Raro.
Indisponível

02 setembro, 2020

ALBUQUERQUE, Manuel d' - THEOLOGIA FUNDAMENTAL. Prelecções por... Bacharel formado em Theologia, Professor de Theologia Fundamental no Seminario Conciliar de Braga, Desembargador da Relação Primacial da mesma Cidade e Promotor do Juizo Apostolico. Porto, Typographia de Antonio José da Silva Teixeira, 1882. In-4.º (23 cm) de XI, [1], 434, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Obra citada na bibliografia de diversos trabalhos histórico-religiosos. Dedicada pelo autor a D. João Crisóstomo de Amorim Pessoa, Arcebispo e Senhor de Braga, Primaz das Hespanhas.
"Ao darmos á estampa o assumpto das prelecções, que temos feito no Seminario Conciliar de Braga, foi nosso principal intento sermos util aos estudiosos, que de futuro hajam de ser nossos ouvintes, e a todos os que fallam a lingua de Vieira e desejam instruir-se sôbre os fundamentos da crença catholica sem recorrerem aos livros de idiomas estranhos. Se é possivel a realisação d'este nosso empenho, que o digam os homens sufficientemente versados n'este genero de publicação.
O systema, que seguimos, vae traçado na segunda pagina: foi nosso proposito demonstrar o facto da revelação sobrenatural, e alvejando sempre este principal scopo a elle nos dirigimos direitamente, pondo de parte todas as questões, que outros tratam em Theologia Fundamental e que têm cabimento mais apropriado em outros ramos da grande arvore da sciencia theologica."
(Excerto do prólogo, Ao leitor)
Indice:
Preliminares. | Primeira Parte. [Proposições]. | Segunda Parte. - Escriptura Sagrada. - Antigo Testamento; genuinidade. - Novo Testamento; genuinidade. - Divindade do christianismo; divindade de Jesus. - Prophecias, suas propriedades e notas. - Rapida propagação do christianismo. - Conservação do christianismo. - Constancia dos martyres. - Tradição. - Egreja. - Summos Pontifices. - Concilios. - Objecto da infallibilidade. - Notas de Egreja. - Santos Padres. - Theologos e canonistas. - Subsidios.
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar manuseado, em bom estado geral de conservação. Assinatura de posse na f. anterrosto, com pequena falha de papel no canto superior direito na mesma folha.
Raro.
Com interesse para a bibliografia religiosa.
35€

27 agosto, 2019

COELHO, José Manuel - OS MARCIANOS EM BRAGA. (Uma história de Rádio). Porto, Edições do Litoral, 1989. In-8.º (20,5 cm) de 167, [1] p. ; mto il. ; B. Colecção Os Protagonistas / 1
1.ª edição. 
Curiosíssima história de rádio-ficção científica, contada na 1.ª pessoa pelo idealista, produtor e participante da farça radiofónica que no final de 1988 assustou e pôs em pé de guerra a cidade de Braga, provocando desacatos e ameaças à integridade física do autor e dos seus colaboradores. 
A 30 de Outubro de 1988, a Rádio Braga, uma emissora pirata da capital do Minho, realizou uma emissão-homenagem dedicada a Orson Welles no 50.º aniversário da transmissão da peça teatral A Guerra dos Mundos que se comemorava nesse dia. Um colaborador da rádio adaptou a peça gravando efeitos sonoros incipientes e vozes de outros colaboradores da estação - administrativos, técnicos e jornalistas. A emissão foi anunciada em jornais locais e do Porto, e na própria antena. Não obstante a divulgação da iniciativa, tal como com Welles 50 anos antes nos EUA, a transmissão provocou o pânico entre os ouvintes, com episódios de histeria e tentativas de fuga documentadas na imprensa nos dias seguintes.
Livro ilustrado com inúmeras reproduções de capas e artigos de jornais da imprensa escrita - nacional e estrangeira - que noticiaram este assunto.
"Era um domingo de manhã, chuvoso e enevoado. Muitas famílias estariam na missa, muitos homens nos campos de futebol em jogos amadores. Mas muitos outros bracarenses estavam a ouvir rádio, uma emissora pirata a emitir em Braga há três anos, que resolveu homenagear Orson Welles. Porque era dia 30 de outubro de 1988 e se completavam 50 anos sobre a celébre emissão da Guerra dos Mundos que aterrorizou meia América, a Rádio Braga pôs os marcianos a aterrar em Cabanelas. E, tal como 50 anos antes, muitas pessoas não perceberam o carácter ficional da emissão e entraram em pânico. Muitas iniciaram um processo de fuga tendo como destino a Galiza, criando filas nos postos de abastecimento. Outras pessoas esconderam-se e outras ainda começaram a ligar para a rádio para perceber a veracidade dos acontecimentos. A história foi contada nos jornais do dia seguinte e chegou mesmo aos quatro cantos do mundo."
(fonte: https://mediascopio.wordpress.com/category/sociedade/)
Apesar de relativamente recente, dado o seu indubitável interesse e a sua curta tiragem, a presente obra é já encarada como uma peça de colecção do género, um 'clássico', com grande interesse bibliográfico para a história da Ficção Científica e da Rádio em Portugal - e da região minhota em particular, dada a dimensão regional que atingiu, provocando o pânico na população e posto em causa os meios e a actuação da Protecção Civil que, apanhada de surpresa pela 'brincadeira', "meteu os pés pelas mãos".
José Manuel Coelho (1956). Nasceu a 1 de Maio de 1956 em Braga. Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, exerce a docência no ensino secundário desde 1980. Dinamizador de diversas actividades culturais em áreas adstritas ao Teatro e ao Cinema, inicia em 1986 a sua colaboração na Rádio, alcançando notória dimensão através da realização de A Guerra dos Mundos, adaptação radiofónica da obra homónima de H.G. Wells. 
Índice:
I - História de uma Homenagem. II - Reflexões. III - O Jovem Orson Wells. IV - H.G. Wells: Breves Notas. ANEXO I. A Guerra dos Mundos: Guião Original da peça radiofónica (Rádio Braga, 30 de Outubro de 1988). ANEXO II. A Guerra dos Mundos e a Imprensa.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
30€
Reservado

25 maio, 2019

GUERRA, L. de Figueiredo da - A CAPELLA DE SANTO ABDÃO DA CORRELHÃ. Por... Viana, Tip. Comercial «A Aurora do Lima», 1924. In-8.º (21,5 cm) de 15, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Estudo histórico sobre as disputas políticas e territoriais entre a Arquidiocese de Braga e a Igreja de Compostela na Idade Média, com epicentro na Correlhã - a antiga Vila Corneliana -, cuja capela foi utilizada por Diogo Gelmires, Bispo de Iria, aquando do furto e transporte para a Galiza das relíquias de quatro santos.
Opúsculo ilustrado com uma reprodução fotográfica da Capela de Santo Abdão.
"A capella junto ao adro paroquial de S. Thome da Correlhã, no concelho de Ponte do Lima, é uma antiga ermida corporal, ou funeraria, como outras que conhecemos nos Mosteiros medievais da Galiza e de Portugal; algumas tinham tão pequenas dimensões, que mal se podiam celebrar n'ellas os officios divinos.
Sobem aos seculos X e XI.
Sendo outr'ora prohibidos os enterros dentro das egrejas, distribuiram-se as sepulturas, fóra e em roda dos templos, em recinto vedado, conservado sempre os tumulos a respectiva orientação.
Convém não confundir esta nossa Correlhã, a antiga - Villa Corneliana -, pertencente a Sant'Iago de Compostella, com a outra Villa, do comêço do seculo XI, situada perto de Oviêdo, nas Asturias, e chamada tambem Corneliana.
Assentava aquella velha Villa wisigothica na margem esquerda do rio Lima, a dous kilometros, a jusante da ponte de pedra, onde passava a - Via Romana - de Braga para Tuy, e que lhe vinha atravessar os limites."
(Excerto dos Cap. I e II)
Luís de Figueiredo da Guerra (Viana do Castelo, 1853 - 1931). "Foi um historiador e historiógrafo vianense que se distinguiu no estudo da história local da região em torno da foz do Lima. Foi director do Museu Municipal e da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta falha de papel nos cantos.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Com interesse histórico.
Indisponível

27 março, 2019

ALMEIRIM, Zarco d' (João Pereira do Rio) - A CATEDRAL BRACARENSE : visita de estudo artístico. [Por]... S. C. da Sociedade de Geografia de Lisboa. África Ocidental - Lubango, Editor: Joaquim Fernandes dos Santos, 1931. [Na capa, Coimbra, Coimbra Editora, 1931]. In-8.º (20,5cm) de 70, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Roteiro artístico da Sé de Braga em forma de diálogo.
Ilustrado com um retrato do autor.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas sujas, com defeitos e falhas de papel.
Invulgar.
Com interesse histórico e regional.
10€

02 fevereiro, 2019

HISTORIA FIEL E CIRCUMSTANCIADA DO CRIME ATROZ E TRAIÇOEIRO, Comettido em Braga no dia 23 de Julho de 1872 por um estudante filho do Snr. visconde de Pindella, contra um professor jubilado, seu mestre e protector assiduo. ESCRIPTA PELA PROPRIA VICTIMA PARA ASSOMBRO DE TODOS E ESPELHO DOS CHEFES DE FAMILIA. Braga, Typographia Lealdade, 1872. In-8.º (19,5cm) de 16 p. ; B.
1.ª edição.
Peça criminal de pendor noticioso, exemplificativa do que de insólito se publicava sobre estas matérias no século XIX. O autor, - M. Pinheiro de Almeida e Azevedo, - professor de filosofia com obra publicada, narra a agressão física de que foi vítima no centro de Braga e os motivos que concorreram para tal. O visado, Vicente Pindella, mais tarde político, administrador colonial e diplomata, era irmão do escritor Bernardo Pinheiro Correia de Melo, o 1.º conde de Arnoso, secretário pessoal do rei D. Carlos, e amigo de Eça de Queiroz, ambos membros do conhecido "grupo jantante" Vencidos da Vida.
"Um attentado monstruoso, brutal e inaudito foi perpetrado no centro d'esta cidade no dia 23 de julho findo, por uma hora da tarde; e tão notorio foi elle, e tão revoltante pareceu elle a todos, que até os orgãos da imprensa da cidade ou julgaram ocioso ou tiveram pejo de o incluir nos seus noticiarios, talvez para não aggravar mais o espanto e a indignação publica no interior, e não fazer conhecido lá fóra um escandalo tão atroz e vergonhoso, que esta briosa cidade muito se compraz e honra de nunca ter sido praticado egual por algum filho seu, nem d'isso ha memoria. Foi nada menos que uma investida furiosa, inopinada e traiçoeira de um estudante arrojado contra um professor veterano - de um discipulo contra o seu proprio mestre, amigo e constante bemfeitor, este desprevenido, inerme e indefeso, aquelle munido de chicote e bengala de força, com manifesta premeditação para tão heroico feito de armas!"
(Excerto da Exposição)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Excepção feita à contracapa que enferma de duas falhas de papel: uma, sensivelmente ao cento, e outra, no canto superior esquerdo.
Raro.
Com interesse para a cidade de Braga.
35€