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22 julho, 2024

CORDEIRO, Jayme Frederico -
DICCIONARIO DE EQUITAÇÃO.
Por... Tenente-coronel do estado maior de infanteria. Lisboa, Tip. e Lith. de Adolpho, Modesto & C.ª : Fornecedores da Sociedade de Geographia, 1885 [capa 1886]. In-8.º (20,5x13,5 cm) de 113, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso dicionário, abrangendo todos os termos relacionados com equitação conhecidos na época.
Trabalho pioneiro, raro, e muito interessante.
"Os diccionarios constituem hoje um meio commodo de vulgarisação scientifica, porque facilitam a todos os que não dispõem de tempo necessario para a leitura de bons tratados, nem dos meios pecuniarios para os adquirirem, o poderem alcançar, com pequeno trabalho e insignificante dispendio, noções geraes sobre cada um dos pontos relativos á sciencia de que esses diccionarios se occupam. [...]
Em Portugal já alguma cousa se tem feito ultimamente n'este sentido, e pena é que ainda hoje o seu numero seja tão limitado, que em muitas occasiões se lamente a falta d'esses livros.
Foi isso que nos succedeu quando recentemente precisámos consultar o Regulamento para a instrucção da cavallaria publicado em 1878, e mais sensivel se nos tornou essa falta, por sermos estranhos á nobre arma a que esse regulamento diz respeito. [...]
Recorrendo aos livros que podémos colher sobre o assumpto, á bem conhecida e classica Arte do marquez de Marialva, e áquelle regulamento tão desenvolvido e claro na instrucção e deveres do soldado de cavallaria, de todos elles extrahimos as definições dos termos, locuções e phrases que constituem a technologia d'esta arte."
(Excerto de Advertencia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenas falhas de papel. Interior correcto.
Raro.
Indisponível

25 novembro, 2023

BENEVIDES, Dr. Antonio Albino da Fonseca -
DICCIONARIO DE GLOSSOLOGIA BOTANICA OU DESCRIPÇÃO DOS TERMOS TECHNICOS DE ORGANOGRAPHIA, TAXONOMIA, PHYSIOLOGIA, E PATHOLOGIA VEGETAL.
Com a exposição succinta das familias naturaes e suas tribus actualmente adoptadas, redigido á vista dos melhores diccionarios botanicos, em que se acha refundido especialmente o do Dr. Brotero. Para uso dos que se dedicão a este ramo das sciencias naturaes. Pelo author do Compendio de Botanica, já impresso pela Academia Real das Sciencias, o... Socio Livre... [etc.] Lisboa. Na Typografia da Academia Real das Sciencias. 1841. In-8.º (21x14,5 cm) de [4], IV, 487, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Dicionário de termos botânico. Obra de referência, trata-se de um importante subsídio oitocentista sobre o assunto e pioneiro na época.
"Sendo os Diccionarios scientificos destinados para exprimir o aperfeiçoamento, a que tem chegado a linguagem techinica de qualquer Sciencia; o estado actual da Botanica exigia que na nossa lingua se publicasse huma Obra desta natureza, em razão dos progressos que esta parte das Sciencias Naturaes tem feito nos ultimos tempos. A Botanica Portugueza carecia inteiramente de hum Diccionario, porquanto aquelle que o Dr. Brotero inserio no 2.º Tomo do seu Compendio de Botanica, impresso em Paris em 1788, comprehende unicamente os termos Latinos, faltando todos os que do Grego se tem novamente adoptado. [...] Verdade he que o nosso illustre Botanico , tambem introduzio maior numero de termos na sua Flora Lusitana e Phytographia: porêm como estas obras são em Latim, grande parte dos termos ainda se não achão vertidos em Portuguez, apezar do que escreveo o Dr. Figueiredo na sua Flora pharmaceutica e alimentar, e do que se acha escripto em algumas Memorias botanicas impressas em nossas Collecções Academicas, e Jornaes scientificos portuguezes; he evidente que não existe entre nós hum Diccionario completo de Glossologia Botanica, e por consequencia huma Obra de similhante natureza, que sahe á luz a primeira vez..."
(Excerto do Proemio)
António Albino da Fonseca Benevides (Lisboa, 1816 - Lisboa, 1885). "Foi um médico português, doutorado em Medicina pela Universidade de Pisa, médico honorário da Real Câmara, do hospital de S. José, das cadeias civis e da Misericórdia, bem como sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa. Estudou na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, e doutorou-se na Universidade de Pisa. Em 25 de Outubro de 1836 foi nomeado médico do hospital de S. José, ficando efectivo a 24 de Janeiro de 1845, sendo aposentado a 10 de Outubro de 1876.
Principais Publicações: Compendio de Botanica do Doutor Felix de Avellar Brotero, addicionado e posto em harmonia com os conhecimentos actuaes d’esta sciencia, segundo os botanicos mais celebres, como Mirbel, De Candolle, Richard, Lecoq, e outros; Typographia da Academia Real das Sciencias de Lisboa, Lisboa, 1837‑1839; 2 volumes com estampas; Diccionario de Glossologia Botanica, ou descripção dos termos technicos de Organographia, Taxonomia, Physiologia e Pathologia vegetal; para uso dos que se dedicam a este ramo das Sciencias naturaes; Typographia da Academia Real das Sciencias de Lisboa; Lisboa, 1841; Memoria sobre o uso das nossas aguas mineraes sulphurosas nas molestias cutaneas, comprovado por observações, tanto dos medicos antigos como modernos, e destinada a generalisar a sua applicação nestas enfermidades; Lisboa, 1843; Memoria sobre as aguas mineraes sulfurosas, no tomo I da 2.ª série das Memorias da Academia Real das Ciências; Lisboa 1844.
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pastas apresentam desgaste nos cantos. Mancha de humidade visível nas últimas páginas junto ao festo, não prejudica a mancha tipográfica.
Raro.
Com interesse histórico.
85€

18 agosto, 2023

FEIJÃO, Dr. Méd. Raúl d'Oliveira - ELUCIDÁRIO FITOLÓGICO. Plantas vulgares de Portugal Continental, Insular e Ultramarino (classificação, nomes vernáculos e aplicações). [Por]... Da Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa, Da Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais. Volume I A-H [Volume II I-O e Volume III P-Z]. Artigo de Divulgação N.º 8 [9 e 10]. Lisboa, Editado pelo Instituto Botânico de Lisboa, 1960-1961-1963. 3 vols in-4.º (24x16,5 cm) de [6], 472, [2] p. (I) - 462, [2] P. (II) - 394, [2] P. (III) ; B.
1.ª edição.
Importante repositório botânico - pioneiro - de Portugal Continental, Ilhas e Províncias Ultramarinas.
Obra de fôlego - em três volumes (completo) - com texto impresso a duas colunas, prefaciado por Rui Teles Palhinha, conhecido botânico e professor, natural de Angra do Heroísmo.
Volume I valorizado pela dedicatória autógrafa do autor, na f. ante-rosto, "Ao Colega e grande amigo Dr. Abel Alves".
"A ideia do trabalho que hoje apresentamos a público sob o título Elucidário Fitológico, nasceu das necessidades e dificuldades que o autor encontrou ao procurar os nomes comuns e aplicações correntes das plantas vulgares com nomes vernáculos conhecidos, quer espontâneas, quer subespontâneas ou cultivadas, no Continente, Ilhas Adjacentes e Províncias Ultramarinas, investigação essa destinada a um outro trabalho que o autor projecta executar.
Repositório cuidado e minucioso de tudo quanto pôde chegar ao nosso conhecimento através de muitas horas de persistente labor, está longe (e muito longe mesmo) de poder corresponder à perfeição absoluta, mas, esperamos, marcará como primeiro passo para uma futura e mais completa obra que outros poderão, certamente, realizar em melhores condições que nós o pudemos fazer. [...]
A grafia dos nomes vernáculos respeitantes às diferentes espécies usualmente conhecidas, quer na Província, onde a pronúncia é por vezes alterada ao sabor popular, quer nos diferentes territórios do nosso vasto Portugal, onde tantos idiomas e dialectos se falam, é, por vezes, bastante complicada.
Os sons empregados pelos naturais das nossas Ilhas Adjacentes ou pelos indígenas dos diferentes Continentes se localizam, podem, como muito bem diz Conde de Ficalho na sua bela obra «Plantas Úteis da África Portuguesa», ferir de modo variável os diferentes ouvidos, resultando ser a ortografia recolhida nas várias obras consultadas, a maior parte das vezes forçosamente sónica, e por isso muito flutuante na sua grafia. [...]
Em caso, porém, de qualquer dúvida acerca do modo como se encontre inscrita determinada espécie, deverá sempre o leitor reportar-se ao "Índice dos Nomes Botânicos", que fàcilmente o remeterá à página onde se encontra a planta desejada, etiquetada sob o nome mais vulgarmente usado e seguida dos nomes vernáculos por nós conhecidos, bem como das suas principais propriedades e aplicações."
(Excerto de Explicação prévia)
Exemplares em brochura, bem conservados.
Obra invulgar.
Indisponível

12 julho, 2023

DICIONÁRIO DAS ALCUNHAS ALFACINHAS.
Introdução e notas de Francisco Santana. Lisboa, Livros Horizonte, 2001. In-4.º (24x17 cm) de 132, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso repositório (anónimo) de alcunhas referentes aos "nativos" de Lisboa, com evidente interesse olisiponense.
"De autor anónimo e fazendo parte do arquivo dos "Amigos de Lisboa", é constituído por cerca de 1250 entradas, todas manuscritas num milhar de folhas de bloco de pequeno formato, sendo repositório de variada e interessante informação.
Dando à alcunha uma latitude de sentido hoje de todo inusitada, vemos aparecerem ao lado de autênticas alcunhas, nomes e sobrenomes, apelidos e cognomes, pseudónimos e títulos nobiliárquicos, que recuam vários séculos dentro da nossa história.
É para um olisipógrafo um passatempo e um prazer percorrer as diversas entradas e tomar conhecimento do retrato pitoresco de Lisboa do princípio do século que findou."
(Texto retirado da contracapa)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
15€

03 abril, 2023

SILVA, Padre Fernando Augusto a -
DICIONÁRIO COROGRÁFICO DO ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA.
[Pelo]... Dos Arqueólogos Portugueses. Funchal, Edição do Autor, 1934. In-8.º (21 cm) de [8], 369, [7] p. ; B.
1.ª edição.
Obra de referência da corografia madeirense.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória manuscrita do autor ao Dr. João Bianchi (1884-1969), diplomata português natural do Funchal.
Padre Fernando Augusto da Silva (Funchal, 1863-1949). "Ordenou-se presbítero em 1888, tendo concluído com distinção o curso do Seminário do Funchal. Foi pároco das freguesias do Arco de São Jorge, Ponta Delgada, Camacha, Nossa Senhora da Piedade (Ilha do Porto Santo) e Santo António (Funchal). Era versado em investigação da história da Ilha da Madeira. Como professor efetivo, desde 1901 a 1930, dedicou-se ao ensino na Escola Industrial e Comercial António Augusto de Aguiar do Funchal, onde exerceu, também, o cargo de diretor interino. Foi procurador à Junta Geral do Funchal, presidente da Câmara Municipal do Funchal (em dois mandatos) e presidente da comissão da Santa Casa da Misericórdia do Funchal. Pertenceu à Associação dos Arqueólogos Portugueses, ao Instituto Histórico e Arqueológico de Lisboa, História e Etnografia, à Academia Portuguesa de História e à Delegação da Sociedade Histórica da Independência de Portugal. Foi agraciado com o grau de oficial da Ordem de São Tiago da Espada, em 8 de setembro de 1926, por proposta do Ministério da Instrução Pública. Além de colaborador em vários jornais e revistas literárias da ilha e continente, foi redator do Diário de Notícias, Jornal da Madeira e Heraldo da Madeira. Assinava os seus artigos com a consoante F. ou com o seu nome completo, precedido do grau eclesiástico a que pertencia, Padre Fernando Augusto da Silva." Publicou obras relevantes para a bibliografia madeirense.
(Fonte:https://arquivo-abm.madeira.gov.pt/details?id=56592)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado geral de conservação. Sem contracapa. Capa apresenta pequenas falhas marginais; falha de papel na lombada.
Raro.
50€

06 janeiro, 2023

PIRES, Phillipe Neri - GRAMMATICA MARATHA EXPLICADA EM LINGUA PORTUGUEZA.
Compilada das mais abalizadas que ate o presente se tem dado á luz, por... Vaki'l [Advogado] no Sadar Adalat [Supremo Tribunal de Justiça], e traductor publico nas linguas Maratha e Guzerate
. Bombaim: Na Typographia da Missão Americana. T. Graham, Impressor. 1854. In-8.º (22 cm) de [10], xiv, [2], 106 p. ; B.
1.ª edição.
A Gramática de Marata foi uma obra importante, parte de um plano linguístico da administração portuguesa no Estado da Índia, e em particular na colónia de Goa, em meados do século XIX.
Marathi (inglês: / m ə r ɑː t i / ; Marāṭhī, Marathi: [məˈɾaːʈʰiː] (ouvir)). "É uma língua indo-ariana predominantemente falada pelo povo Marathi do estado indiano de Maharashtra. É a língua oficial de Maharashtra e língua oficial adicional no estado de Goa. É um dos 22 idiomas oficiais da Índia, com 83 milhões de falantes em 2011. O Marathi ocupa o 11.º lugar na lista de idiomas com mais falantes nativos do mundo. O Marathi é a terceira língua com maior número de falantes nativos na Índia, depois do Hindi e Bengali. A sua literatura é uma das mais antigas das línguas indianas modernas. Os principais dialetos do Marathi são o Marathi padrão e o dialeto Varhadi."
(Fonte: Wikipédia)
Felipe Neri Pires, que trabalhava como tradutor e advogado no tribunal de Bombaim, escreveu ao Secretário do Governador-Geral, J. H. da Cunha Rivara, que os milhares de migrantes goeses em Bombaim estavam em estado desesperador. A cidade foi incapaz de absorver todos eles, e seu estado de penúria e miséria de fato motivou as mais "vergonhosas" representações da comunidade em alguns dos jornais de Bombaim.  [...] Para remediar esta situação, Neri Pires sugeriu a Rivara que o ensino em inglês e marataser fornecido, e recomendou que ele publicasse uma gramática para auxiliar os estudantes goeses.
(Fonte: https://academic-oup-com.translate.goog/book/9052/chapter/155575805?_x_tr_sl=en&_x_tr_tl=pt&_x_tr_hl=pt-PT&_x_tr_pto=sc)
"Havendo, mercé de Deos, concluido a presente Grammatica, encetada em circumstancias pouco favoraveis, cumpre-me confessar que naó me teria aventurado a emprehender a confeccáo della, superior certamente as minhas forças intellectuaes se por ventura naó tivera a fortuna de pertencer á um Tribunal, onde estão reunidos, como no um foco, os Nativos mais versados nas differentes linguas vernaculas da India, como saó os Traductores de Profissaó, os Xeristedárs [interpretes], os Xastrís, e Mólvís ou Kazís (peritos em Leis dos Hindús e Mahometanos respectivamente, possuindo ao mesmo tempo, vasto conhecimento de Sanskrit, do Persiano e do Arabico). Estribado pois na coadjavaçáo, e auxilio que delles esperava, e que effectivamente me prestaráo franca e promptamente quando consultados, náo hesitei estrear a empreza, e traze-la ao fim tal como a appresento ao Publico."
(Excerto do Prefacio)
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Capas frágeis com defeitos e pequenas falhas de papel. Carimbo de biblioteca na capa e f. rosto.
Muito raro.
Com interesse histórico.
45€
Reservado

28 dezembro, 2022

MENGO, Francisco da Silva - DICCIONARIO DE NOMES DE BAPTISMO.
Comprehendendo mais de quatro mil nomes de ambos os sexos. Colligidos dos Registos Officiaes, da Mythologia, da Historia, dos «Flos Sanctorum», etc. Por... Com um prefacio do Dr. Theophilo Braga, professor do Curso Superior de Lettras
. Porto, Typographia Elzeviriana annexa á Livraria Civilisação, 1889. In-8.º (18 cm) de XIV, 136 p. ; E.
1.ª edição.
Curioso repositório/"dicionário" de nomes de baptismo, obra pioneira que sobre este assunto se publicou entre nós.
Sobre a presente obra, com a devida vénia, reproduzimos texto do excelente post publicado do blogue "Genealogia sem segredos"cujo link disponibilizamos no final.
"Anunciado como tendo "mais de quatro mil nomes de ambos os sexos" não só coligidos dos "registos officiaes", mas também "da Mythologia, da Historia, dos «Flos Sanctorum»", este dicionário publicado em 1889 é particularmente curioso. Por um lado, foi a primeira publicação do género em Portugal e - no seu propósito e no formato em que foi feita - seria também a última. Por outro lado, a obra poderá ter favorecido a grande diversificação de nomes de baptismo dados em Portugal em finais do século XIX e no início do século XX, sobretudo em zonas urbanas.
Prefaciado por Teófilo Braga, o Dicionário de Nomes de Baptismo de Francisco da Silva Mengo apresenta ainda outras curiosidades, como o facto de o autor ter elencado mais do dobro de nomes masculinos, face aos nomes femininos, quando a prática de escolha de nomes de baptismo, na época, revela-nos maior diversidade nos nomes dados a meninas. Outro detalhe curioso é a inclusão, na lista de nomes masculinos, de alguns nomes que hoje associamos ao sexo feminino, como Abigail ou Amarilis.
Quem era Francisco da Silva Mengo? Estabelecido no Porto como editor e livreiro (tendo chegado a ser dono da célebre Livraria Moré), era um erudito que privou com alguns dos mais importantes pensadores e romancistas portugueses da época, nomeadamente Camilo Castelo-Branco. À época em que escreveu o seu Dicionário de Nomes de Baptismo, encontrava-se já cego. Nesta obra compilou os nomes alfabeticamente, incluindo não só os que haviam sido "sanccionados pela Egreja", mas também muitos outros, que não correspondiam a santos ou beatos. A estes, o autor teve o cuidado de adicionar asteriscos, talvez para prevenir os leitores que a sua atribuição em baptismo poderia ser recusada.
Apesar de alguns milhares de nomes compilados, o Dicionário de Nomes de Baptismo de Francisco da Silva Mengo não abrangeu todos os nomes de baptismo que, na época, estavam a ser dados em Portugal. Aliás, numa das suas notas finais ao dicionário, o autor escreveu: "É sobrenome, assim como: Sertorio, Murillo, Cicero, Nelson, Cincinnato, Petrarca, Linneu, Collatino e outros, que actualmente estão sendo impostos como nomes de baptismo". Por conseguinte, Francisco da Silva Mengo omitiu alguns nomes de baptismo que entendia não serem apropriados para tal função. Contudo, não ficam claros os critérios seguidos pelo autor para a inclusão ou a exclusão de vários nomes. Basta referir que o dicionário inclui Elisabeto como nome masculino, mas omite Elisabete como nome feminino, embora este tenha passado a ser relativamente comum em Portugal várias décadas mais tarde. Apesar disto, o Dicionário de Nomes de Baptismo não deixa de ser uma obra interessante para quem se interessa pelo tema dos nomes dos seus antepassados, e para a Genealogia e História da Família em geral."
(Fonte: https://genealogiasemsegredos.weebly.com/blog/o-dicionario-de-nomes-de-baptismo-de-francisco-da-silva-mengo-1889)
"Para fazer um Diccionario de Nomes proprios, ha dois processos, que não se excluem, antes mutuamente se cosdjuvam; o primeiro é scientifico, applicando os methodos da Glottologia aos nomes individuaes ou locaes, estabelecendo os themas e modificações phoneticas e que derivam, segundo as linguas e épocas sociaes que contribuiram para a civilisação actual, e determinando as fórmas por que esses nomes passaram, segundo os cruzamentos das raças que constituem um dado povo. O segundo processo é empirico; consiste em colligir a maior somma de nomes, quer do uso vulgar, quer dos documentos, inscripções ou escripturas, para, diante, de séries completissimas, fixar as correlações e os themas ethnolinguisticos por onde esses nomes generativamente se agrupam.
Em Portugal, como parte da peninsula hispanica, um perfeito Diccionario onomatologico exigiria um estudo particular dos nomes bascos, celticos, romanos, germanico e arabes. Em relação aos nomes locaes, esse estudo leva, a importantes descobertas sobre o conhecimento das raças e sua distribuição topographica, como ensaiou Guilherme Humboldt; pelo seu lado, os nomes individuaes são magnificos elementos de uma paleontologia social."
(Excerto do Prefacio)
"Em razão do seu objectivo especial, nenhum Diccionario da Lingua Portugueza dá á estampa os nomes de baptismo.
Seguindo rumo differente, outros porém, destinados ao estudo de linguas extrangeiras, addicionam uma lista d'estes nomes, mas essa lista — evidentemente reproduzida, apenas com leves variantes, de umas para outras edições — deixa muito a desejar por deficiente, ou incorrecta. Demais, o elevado preço d'estes diccionarios e o facto de serem, como já dissemos, destinados a linguas extranhas, nem a todos permittem possuil-os, ou consultal-os; assim, a maioria das pessôas não tem para onde recorrer em casos de duvida, infelizmente frequentissimos, quer elles digam respeito á nomenclatura, quer á orthographia.
Preencher (pelo menos, diminuir em grande parte) uma tão sensivel  lacuna e facilitar ao mesmo tempo, de conformidade com as fontes mais auctorisadas, o conhecimento dos nomes sanccionados pela Egreja, - eis o intuito do presente opusculo, o primeiro no seu género até hoje publicado em Portugal.
Que esta circumstancia, sobretudo, desperte nos leitores alguma indulgencia para os defeitos do livro, e o auctor dará por bem empregadas as longas horas que consumiu na elaboração do seu trabalho.
Elle fez o que pôde, e não foi muito; outros virão talvez que, com menor esforço e maior applauso, farão mais e melhor."
(Preâmbulo - Duas palavras)
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Selo de biblioteca da Freguesia de Santa Maria de Cintra na lombada, e carimbo e identificação manuscrita da mesma na f. rosto.
Raro.
Indisponível

15 outubro, 2019

DICCIONARIO // EXEGETICO, // QUE DECLARA GENUINA, // e propria significaçaõ dos vocabulos // DA // LINGUA PORTUGUEZA, // ADOPTADOS UNICAMENTE PELOS SABIOS // da Naçaõ, //DADO AO PUBLICO // POR HUM ANONYMO. // LISBOA // Na Officina Patriarcal de Francisco Luiz Ameno. // M. DCC. LXXXI. // Com licença da Real Meza Censoria. In-8.º (16,5 cm) de [12], 311, [1] p. , E.
1.ª edição.
Curioso dicionário cuja autoria Inocêncio atribui ao próprio editor, o conhecido tipógrafo Francisco Luís Ameno.
"Entre os dicionários para-literários do séc. XVIII tem sido esquecido o Diccionario exegetico (1781), "dado ao publico por hum anonymo" e que pode quase certamente ser atribuído ao tipógrafo e editor Francisco Luís Ameno (1713-1793). Trata-se de um dicionário in 8.º pequeno, com cerca de 6.000 entradas distribuídas ao longo de 296 páginas, mais 15 com uma breve colecção de "Adagios selectos da lingua portugueza". A nomenclatura foi cuidadosamente escolhida, segundo previne o autor no "Prolegomeno", entre os "vocabulos menos vulgares", "os vocabulos mais castigados e de que so usão os Doutos". A par dos numerosos latinismos, grecismos, tecnicismos (sobretudo no âmbito da terminologia da retórica) este vocabulário oferece-nos o mais significativo produto da teorização linguística e poética daquele tempo, com grande relevo para o critério purista e para a valorização da literariedade ao nível da selecção lexical. Não teve reedições mas parece que era obra muito procurada ainda no séc. passado."
(I.Silva 1858-1958, vol. 2,135)
"Conheço, Benevolo Leitor, a summa difficuldade, que encontraõ, ainda os que saõ sabios, em dar á luz hum Diccionario; por quanto a experiencia lhes mostra ser esta huma das Obras, que sendo de menos credito para seus Authores, por isso mesmo que se naõ reputa parto do proprio entendimento; he por outra parte a em que os defeitos saõ regularmente mais sensiveis. Sim; porque os Zoilos, huns dizem, que o Diccionario é mui pobre de vocabulos: outros, que muitas significações saõ improprias: estes, que a dicçaõ ainda tem outras accepções, de que naõ faz mençaõ o Diccionario: aqueles finalmente, que he destituido das frazes da propria Lingua. Estes saõ os defeitos particulares (além dos que saõ communs ás outras Composições) que facilmente se descobrem nos Diccionarios, e por esta causa huns naõ emprendem obras deste genero, e outros naõ as proseguem depois de as haverem traçado. Mas depois de eu saber as mordicantes censuras, que se fazem a taõ authorizadas Obras, que nesta materia tem sahido, naõ deve retrahirme da empreza, que tomei, o pensamento, que concebo, de que com muita razaõ será satyrizada a minha Obra, na qual eu mesmo percebo innumeraveis defeitos. [...] O que te offereço, he o que vês: o fim, que me propuz, já fica dito. Aqui acharás a Orthografia, que me pareceo mais correcta; aqui notarás os accentos, que daõ a conhecer o verdadeiro modo com que devem pronunciar-se os vocabulos. E como este Diccionario seria mútilo, se lhe faltassem os Proverbios vernaculos, ou os Adagios do proprio Idioma, joias as mais preciosas, que enriquecem, e fazem mais brilhante este Thesouro; eu naõ quero dispensar-me de coroar com os mais selectos, e mais recomendaveis á memoria o Opusculo, que te offereço, para que delles te sirvas nas occasiões mais opportunas."
(Excerto do Prolegomeno)
Encadernação coeva inteira de carneira com rótulo carmim e dourados na lombada.
Exemplar em razoável estado de conservação. Pastas cansadas com defeitos. Lombada apresenta falhas de pele nas extremidades. Carimbo de posse (desvanecido) na f. rosto. Mancha de humidade antiga transversal a toda a obra. Folhas de guarda (em branco) preenchidas com anotações em caligrafia antiga.
Raro.
Indisponível

20 julho, 2019

ROQUETE, J.-I. & FONSECA, José da - DICCIONARIO DOS SYNONYMOS POETICO E DE EPITHETOS DA LINGUA PORTUGUEZA. Por... Paris, Guillard, Aillaud & Cia, 1888. In-8.º (16cm) de XXIII, 559 p. ; [4], 290 p. ; E.
Obra interessante e muito apreciada.
Belíssima encadernação coeva inteira de carneira com rótulos carmim e dourados na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Discreta rubrica de posse na f. rosto.
Invulgar.
25€

14 março, 2019

DORES, Raphael das - DICCIONARIO TETO-PORTUGUÊS. Pelo S. S. G. L. ... [Prefácio de A. R. Gonçalves Vianna]. Lisboa, Imprensa Nacional, 1907. In-8.º (22cm) de IX, [3], 247, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Trabalho pioneiro sobre o tétum, principal "língua nacional" de Timor-Leste, com origem malaio-polinésia e considerável influência da língua portuguesa, com a qual partilha actualmente o estatuto de "língua oficial".
"E evidente a conveniencia, direi mais, a absoluta necessidade que se manifesta de habilitar os funccionarios publicos e outras pessoas que teem de conviver com os indigenas das nossas colonias, a estarem nas circumstancias de, pelo menos praticamente, conhecer algum ou alguns dos idiomas vernaculos dêsses povos. [...]
Um dêsses idiomas que tem sido, e sempre foi, descurado pelos nossos, é a grande familia de linguas malaio-polynesias, a respeito da qual a principal literatura didactica é de origem hollandesa, actualmente.
Em possessão nossa, Timor,  falam-se varios dialectos pertencentes a essa familia, e entre elles é, ao que parece, o mais geral o teto, ou tétum como lhe chama o padre Sebastião Apparicio da Silva no seu Diccionario português-tétum.
Publica o Sr. Raphael das Dores agora o Diccionario teto-português, complemento daquelle, acompanhado de algumas notas gramaticaes, se bem que succintas, sufficientes para a comprehensão da estructura phonetica e morphologia do tétum, simplicissima como as de todas as linguas desta familia.
Emprega o autor transcrição portuguesa para a escrita dêste dialecto analphabetico, e faz bem; assim houvessem sempre feito os que expõem em português doutrinas relativas a possessões nossas."
(Excerto do Prefácio)
"A ilha de Timor, a ultima da sequencia de ilhas que limita o estreito de Malaca, pertence ao archipelago da Sonda, e nella existe uma colonia portuguesa que resta do imperio que os nossos heroes do fim do seculo XV e principio do XVI descobriram.. Ahi se falam varias linguagens, a que os portugueses que por lá teem passaram deram o nome de dialectos, e das quaes a maior parte tem um campo de expansão muito restricto.
A mais geral, falada ou entendida em quasi toda a ilha, e que me parece talhada para vir a ser a lingua unica do país, alem da portuguesa, se os dirigentes a isso de propuserem, é a denominada teto, não só por ser mais conhecida, mas principalmente por conter muitissimas palavras das que entram em cada uma das outras.
É, pois, d'essa linguagem ou dialecto que vou tratar, começando por chamar-lhe lingua, resolução que submetto á conspicua apreciação dos mestres em philologia.
Reduzir á escrita uma lingua ou dialecto que tem apenas existencia oral, é trabalho de grande folego, para que não me julgo completamente habilitado. Não obstante esse convencimento, proponho-me a coordenar todos os apontamentos que tomei em Timor, a respeito da lingua que ali se fala, denominada teto."
(Excerto de Diccionario de teto, Preliminares)
Encadernação em tela com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Folha de rosto apresenta defeitos: rasgão sem perda de papel; mancha de humidade à cabeça; selo e carimbos oleográficos de biblioteca (2). Selo na lombada.
Invulgar.
Indisponível

22 agosto, 2018

PROST-LACUZON, J. & BERGER, H. - DICCIONARIO DE VETERINARIA HOMŒOPATHICA OU GUIA HOMŒOPATHICA PARA O TRATAMENTO DAS DOENÇAS DOS ANIMAES DOMESTICOS. Por... Traducção do francez. Lisboa, Typographia Universal de Thomaz Quintino Antunes, impressor da Casa Real, 1878. In-8.º (20,5cm) de 359, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Importante tratado de medicina homeopática veterinária em forma de dicionário.
"É no intuito de fazer participar os animaes domesticos dos beneficios da homœpathia que escrevi este livro. Apresento-o como vade-mecum indispensavel aos veterinarios praticos, aos proprietarios de gado, aos cultivadores, aos officiaes de cavallaria, e em geral ás pessoas que, tendo a seu cargo, cavallos, cães, bois, vaccas, carneiros, cabras, ovelhas, porcos, galinhas, etc., quizerem ou precisarem tratar com facilidade e promptidão as doenças d'estes animaes.
Analysei com attenção as causas, os symptomas e os medicamentos: as causas, que permittem evitar a doença, os symptomas, que a fazem conhecer; os medicamentos, que fornecem os meios de a curar. [...]
Entendi dever, quanto ao modo de formular este Diccionario, recorrer á coadjuvação de um pratico experimentado, mr. Henri Berger, alumno das escolas de veterinaria, e antigo veterinario do exercito. Meu livro lucrou muito com os seus preciosos conselhos.
A pedido de algumas pessoas compuz uma pharmacia do veterinario homœpathico, á qual dei primeiro, debaixo do titulo: Medicamentos veterinarios homœpathicos e suas indicações therapeuthicas, a nomenclatura dos medicamentos, que cumpre ter sempre, com a indicação das doenças em que ensaiei o emprego d'estes medicamentos e reconheci os seus effeitos. Em seguida apresento algumas noções sobre o modo de administrar as dóses.
Compuz tambem, debaixo do titulo: Animaes domesticos e suas doenças, um quadro com o nome dos animaes, onde agrupei as diversas molestias de que são atacados, e para ellas notei symptomas proprios e experimentei um tratamento especial."
(Excerto do Prologo do auctor)
Jules Prost-Lacuzon (1817-1899). Natural de Dole (Jura), França. Médico e romancista. Membro da Société d'émulation du Jura e membro correspondente da Sociedade Médica Homeopática de França.
E
xemplar brochado em bom estado geral de conservação. Sem contracapa. Capa frágil com defeitos, algo manchada, com falhas de papel. Pelo interesse e raridade da obra recomenda-se o seu restauro e encadernação.
Raro.
35€

25 janeiro, 2018


CHAMPAGNE, E. M. - DICCIONARIO UNIVERSAL DE EDUCAÇÃO E ENSINO : util á mocidade de ambos os sexos, ás mães de familia, aos professores, aos directores e directoras de collegios, aos alumnos que se preparam para exames, contendo o mais essencial da sabedoria humana e toda a sciencia quotidianamente applicavel em assumpto. 1.º - De Educação: Conhecimento e direcção dos caracteres, faculdades, defeitos, meritos e aptidões. - Religião, moral, philosophia. - Logica, rhetorica, poetica. - Litteratura, pedagogia, civilidade, , escriptores antigos e modernos. - . - Agudezas, proverbios, , maximas, epigrammas, etc. 2.º - De Instrucção Primaria: Leitura, escripta, calculos, problemas, formulas, systema metrico, moral religiosa. - Lingua portugueza, orthographia usual e grammatical, redacção, estylo epistolar, homonymos, synonymos, raizes, etymologias. - Methodos, disciplina, meios praticos de execução. - Historia universal de cada seculo, varões insignes, , descobrimentos e factos assignalaveis. - Geographia descriptiva, cidades principaes, indole e costumes e productos de todos os paizes, monumentos celebres, panoramas, curiosidades de toda a especie. - Noticia das sciencias usuaes, artes, mesteres e profissões, etc. 3.º - Instrucção Secundaria: Linguas: portugueza, franceza, latina, hespanhola e ingleza. - Geologia, mineralogia, botanica, zoologia. - Physica, chimica, astronomia, mechanica. - Arithmetica, algebra, geometria. - Industria, hygiene, desenho, agrimensura, commercio, agricultura, etc. Segue: DICCIONARIO ETYMOLOGICO DE TODAS AS PALAVRAS TECHNICAS PROVENIENTES DAS LINGUAS GREGAS E LATINA. Tudo simplificado ao alcance de alumnos e pessoas meramente desejosas de instrucção com elucidações tão proficuas aos mestres quanto proveitosas no trato das familias. Redigido com a collaboração de escriptores peculiares. Por... director de collegio. Trasladado a portuguez por Camillo Castello Branco e ampliado pelo traductor nos artigos deficientes em assumptos relativos a Portugal. Vol. I [e II]. Porto : Braga, Livraria Internacional de Ernesto Chardron : Rugenio Chardron, 1873. 2 vols in-4.º (23,5cm) de 806 p. (I) e 798 p. (II) a 2 col. ; E.
1.ª edição.
Importante obra de tradução camiliana. Muito valorizada pelo excelente prefácio de Camilo.
"A voga ou o descredito de certos livros são os symptomas moraes que denunciam, até certo ponto, os sentimentos e idéas do publico. Se, com legitimo orgulho, cofessamos que nunca tantos livros se fizeram, destinados a derramar instrucção, nem tão prosperamente se aventaram meios de insinual-a nas multidões, cumpre tambem confessar que as insines e boas obras vão rareando cada vez mais, como se o publico locupletado ganhasse fastio á leitura. A litteratura, propriamente dita, poemas e até romances já não enthusiamam ninguem. [...] Pelo que, os livros em voga são as Encyclopedias. [...]
Esta obra, monumento singular em sua especialidade, prestadía como bibliotheca inteira, cujos artigos tem a variedade e agrado das publicações periodicas, resumindo com os pormenores essenciaes todas as curiosidades scientificas e litterarias, todos os pensamentos mais argutos e profundos dos espiritos insignes (com indicação de author e obra), tudo que friza á sciencia da instrucção primaria e secundaria, - facultará aos educandos de ambos os sexos progredir pressurosamente em seus estudos classicos, e predisporem-se, a sós, e com bom exito, a qualquer exame, denotando em suas praticas um certo relêvo de novidade. [...]
Foi trabalho de grande fôlego inquadrar na mais conveniente moldura um diccionario, e conciliar a fórma alphabetica mais favoravel a quem o manuseia, com o merito do encadeamento e ordem methodica, indispensaveis ao bom resultado do ensino."
(Excerto do prefácio de Camilo Castelo Branco)
Encadernação ao gosto da época em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplares em bom estado de conservação. No vol. I falta folha em branco que precede f. anterrosto(?); no vol. II falta f. anterrosto.
Obra invulgar e muito apreciada.
50€

15 janeiro, 2016

GONÇALVES, Francisco Esteves - DICIONÁRIO GASTRONÓMICO ILUSTRADO : português - deutsch - español - français - english - italiano. Por... [S.l.], [s.n. - imp. Novotipo, S.A., Cacém], [1990]. In-8.º (20cm) de 207, [1] p. ; mto il.. ; E.
1.ª edição.
Muito ilustrada no texto com desenhos e fotografias a p.b.
"Segundo Eduardo Pinheiro (in Dicionário da Língua Portuguesa) a palavra "dicionário" designa " um conjunto de vocábulos de uma língua ou dos termos próprios duma ciência ou arte, dispostos por ordem alfabética e com a respectiva significação". Neste contexto, o presente livro fica aquém do que o termo define; vai, porém, muito mais longe o seu conteúdo no alcance do seu intento. A tentativa de encontrar em mais cinco línguas as correspondentes às 1523 palavras mais usadas na gastronomia e a apresentação de 266 ilustrações complementares levaram-me a não hesitar na escolha do título para este compêndio, ciente muito embora das críticas que a sua adopção possa suscitar.
Mais importante do que o pormenor da selecção do nome a dar a este vocabulário, foi a força da minha vontade de procurar ajudar aqueles que se preocupam em comunicar e em transmitir em língua que não a sua os detalhes de uma matéria indissociável do prazer de bem viver - a gastronomia. [...]
O formato e a apresentação deste livro foram estudados tendo em mente a utilização que, penso, deve ser feita: manual de consulta rápida para quem tem dúvidas na comunicação com estrangeiros, quia prático para quem viaja, auxiliar indispensável para quem recebe e atende com o cordial desejo de estabelecer a comunicação."
(excerto da introdução)
Matérias:
- Dicionário. - Deutsch. - Español. - Français. - English. - Italiano. - Aves. - Carnes. - Cereais. - Conchas. - Condimentos. - Crustáceos. - Frutas. - Legumes. - Moluscos. - Peixes.
Encadernação do editor em tela com dourados na pasta frontal.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

14 maio, 2014

LACERDA, D. José Maria d'Almeida e Araujo Corrêa de - NOVISSIMO DICCIONARIO DOS SYNONYMOS DA LINGUA PORTUGUEZA com reflexões criticas por... Do Concelho de Sua Magestade, Deão da Sé Patriarchal de Lisboa, Delegado da Direcção Geral dos Estudos, Reytor do Lyceu Nacional de Lisboa, Deputado ás Côrtes da Nação Portugueza, Socio effectivo da Academia Real das Sciencias de Lisboa, etc. etc. etc. Segunda edição correcta e augmentada. Lisboa, No escriptorio de Francisco Arthur da Silva, 1860. In-8 º (20,5 cm) de [8], 240, [8] p. ; B.
"Vamos publicar um novo Ensaio de Synonymos da Lingua portugueza, em fórma de Diccionario, porque temos para nós que fazemos nisto um bom serviço aos estudiosos. De proposito lhe chamamos Ensaio, porque Diccionario de Synonymos é obra impossivel em qualquer lingua, e mórmente na portugueza, na qual, por um sem conto de circumstancias especiaes, superabundam os Synonymos, que, a serem investigados com nimia curiosidade, não poderiam ser reduzidos a conto nem classificação. [...]
Pela nossa parte caminhamos desassombrados na estrada que nos propozemos seguir. Não preparámos este Ensaio para os sabios, e nem para os eruditos; o nosso alvo é a instrucção do maior numero dos que não presumem ser senão meramente estudiosos. Por esta razão pozémos de parte todo o apparato scientifico, toda a erudição ostentosa: é vão o que não é de provada utilidade."
(Excerto do prefácio)
José Maria de Almeida Araújo de Portugal Correia de Lacerda (Vila Real, 1802 - Lisboa, 1877). “Em 1817 entrou na Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho. Estudou línguas Orientais, Filosofia e Teologia na Universidade de Coimbra. Seguidamente ensinou em S. Vicente de Fora, em Lisboa. O governo miguelista prendeu-o. Evadiu-se da prisão e fugiu para o estrangeiro, onde prestou bons serviços à causa liberal. Chegou a merecer a estima pessoal de D. Pedro IV, de D. Maria Il, D. Pedro V e de D. Luís. Depois foi cónego e deão da Sé de Lisboa. Escreveu as seguintes obras: A. B. da Costa Cabral (1844-1845) em 2 volumes; Portuguese African Territories. Reply to Dr. Livingstone, Accusations and Representations (1851); Novíssimo Dicionário de Sinónimos (1860); e A New Dictionary of the Portuguese and English Language (1871).”
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

31 maio, 2012

FARIA, Maria Isabel / PERICÃO, Maria de Graça - NOVO DICIONÁRIO DO LIVRO : da escrita ao multimédia. [Lisboa], Círculo de Leitores, 1999. In-4º (25,5cm) de XV, [3], 631 p. ; il. ; E.
Sobrecapa: Fernando Rochinha Diogo.
"Quando se pensa em livro, essa noção arrasta consigo muitas outras que vão desde a escrita aos seus meios de transmissão e difusão e aos seus modos de recepção. Tentando abarcar uma tal diversidade, procurámos fixar não apenas rubricas que têm em vista o livro como expressão do pensamento, mas algumas outras provenientes de áreas que vão desde o suporte da escrita ao instrumento gráfico manual ou mecânico, passando pelo manuscrito, livro impresso e ilustrado sob diversas formas e ainda considerando aspectos relacionados com o seu conteúdo intrínseco. Reunimos a terminologia inerente à expressão da palavra, figuras de estilo, retórica, formas de linguagem, expressões que consigam o pensamento por escrito. Foram também consideradas outras formas de enunciação assentes no suporte papel, como modalidades de gravura, pintura, desenho, etc." (apresentação da obra)
Encadernação cartonada do editor com ferros a ouro na lombada e com sobrecapa policromada.
Excelente exemplar.
25€

30 maio, 2012

GUERREIRO, Miguel do Couto - TRATADO // DA // VERSIFICAÇAÕ PORTUGUEZA, // DIVIDIDO EM TRES PARTES: // A primeira contém hum brevissimo Compendio // das regras mais praticaveis da Metrificaçaõ; // a segunda hum amplissimo Diccionario // de Consoantes; e a terceira Instrucções // para a perfeita Poetica. // OFFERECIDO // AO EX.mo ER.mo SENHOR // D. DOMINGOS JOSEPH // DE ASSIS MASCARENHAS, // Principal da Santa Igreja Patriarcal de Lisboa, // do Concelho de sua Magestade, // &c. &c. &c. // POR SEU AUTHOR /// MIGUEL DO COUTO GUERREIRO // LISBOA // Na Of. Patr. de FRANCISCO LUIZ AMENO. // M. DCC. LXXXIV. // Com licença da Real Mesa Censoria.  In-8º (15cm) de [8], 521 p. ; E.
“Observando eu, que muitos sujeitos engenhosos faziaõ versos errados, julguei, que se naõ deliberavaõ a aprender os preceitos do Metro, temerosos da tal, ou qual extensaõ, que viaõ nos volumes, que trataõ desta materia. Quiz pois em obsequio seu mostrar-lhes no Compendio, que publîco, quam pouco estudo he necessario para ao menos fazerem versos certos. Basta, que se aprendaõ, e entendaõ as regras em verso; que as prosas só servem para explicaçaõ dellas, excepto onde trato da travaçaõ. Mas sabendo, e praticando as poucas regras, que dou, e consultando pessoas doutas, e intelligentes, poderá qualquer por-se perfeito na metrificaçaõ sem adjutorio de outros livros.” (introdução: "Ao Leitor")
"O Tratado da Versificação Portuguesa é composto por três partes: um texto introdutório sobre a técnica versificatória, segue-se o dicionário que se estende ao longo de 440 páginas, e completa o volume um texto posfacial, em verso, sobre a teoria poética. As listas infindáveis de formas (mais de 30.000), subordinadas pela sua estrutura rimática, poderão fornecer preciosas informações para a história do vocabulário e universo poético e também para a história da língua, nomeadamente no que respeita à inovação e à criatividade lexical."
Encadernação inteira de pele com dourados e título a ouro sobre rótulo vermelho.
Exemplar em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. rosto. Defeitos nas pastas.
Raro.
Indisponível

26 maio, 2012

FIGUEIREDO, Candido de – NOVO DICCIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA : redigido em harmonia com os modernos príncipios da sciência da linguagem, e em que se contém pròximadamente o dobro dos vocábulos até agora registados nos melhores dos mais modernos diccionários portugueses, além de satisfazer a todas as graphias legítimas, especialmente a que tem sido mais usual e aquella que foi prescrita officialmente em 1911. Terceira edição corrigida e copiosamente ampliada. Lisboa, Portugal-Brasil, [1920-1922]. 2 Vols in-4.º (26cm) de XXXI, 1101 p. (A a I) e 1.048, [2] p. (J a Z) ; E.
Ambos os exemplares valorizados pela assinatura de posse, nas f. guarda e anterrosto, de Amélia Rei Colaço Robles Monteiro, figura maior do teatro português.
Encadernações inteiras de carneira com ferros a ouro na lombada, título e autor sobre rótulo carmim.
Exemplares em bom estado de conservação; ambos apresentam falha na pele da lombada (antigo selo de biblioteca?).
Invulgar.
Indisponível

09 agosto, 2011

QUEM É ALGUÉM (WHO'S WHO IN PORTUGAL) : DICIONÁRIO BIOGRÁFICO DAS PERSONALIDADES EM DESTAQUE DO NOSSO TEMPO : ANO DE 1947. Lisboa, Portugália Editora, 1947. In-8º grd. (25cm) de 673, [1] ; il. ; E.
"O que um país vale na actualidade é o que todos têm obrigação de saber. Como? Avaliando a sua capacidade económica, medindo o território que abrange, e admirando a paisagem? Sim! mas, no entanto, isso não basta; é preciso em primeiro lugar conhecer os homens que constituem a sua «élite» intelectual, pois é por eles que um território se torna nação respeitada e nobre. [...] É, portanto, necessário cosiderar, estudar e conhecer o homem da época actual. [...] O que devemos conhecer é aquela minoria de homens que lutaram até adquirir lugar na primeira fila social, que criaram uma bela e forte personalidade e que são, afinal, os que servem de cunho à História da sua pátria. É esta minoria constituída pelos intelectuais, pelos grandes médicos, artistas, engenheiros, advogados, pelos membros do governo e pelas altas figuras da igreja. É dela que este livro pretende dar notícia, para que o público tenha um conhecimento geral daqueles que são os condutores da nação." (da introdução)
Encadernação do editor inteira de pele com ferros a ouro nas pastas e lombada; impressão do texto a duas colunas.
Exemplar em bom estado geral de conservação, apresenta, no entanto, fissura vertical ao longo da lombada, junto à pasta anterior; algumas páginas (poucas) com notas a esferográfica relativas a algumas personalidades.
Curioso e muito invulgar.
35€

06 abril, 2011

DICCIONARIO DA FÁBULA : PARA INTELLIGENCIA DOS AUTORES ANTIGOS, DOS PAINEIS E DAS ESTATUAS, CUJOS ARGUMENTOS SÃO TIRADOS DA HISTORIA POETICA : TRADUZIDO DE CHOMPRÉ : NOVA EDIÇÃO : ILLUSTRADA COM FIGURAS NO TEXTO. Paris, Livraria de Garnier Irmãos, S. d. [18--]. In-12º (9,5X14) [4], 390, [6] p. ; il. ; E.
Encadernação da época em inteira de pele, com ferros a ouro na lombada. Ex-Libris e carimbo de posse no frontespício; carimbo de posse na 1ª pág. de texto, bem como peq. recorte do papel que, contudo, não afecta o texto; notas manuscritas a lápis ao longo da obra, assim como, alguns picos de acidez.
Exemplar razoável.
20€

18 janeiro, 2011

THE NEW CAXTON ENCYCLOPEDIA. London, Caxton & English Educational Programmes International Limited, 1986. 20 vol. in-fólio (30cm) ; mto il. ; E.
1o vol. : A,a - archaeology. - 320 p . - 2o vol. : Archaeoptetyx - Belgium. - 320 p . - 3o vol. : Belgrade - Cadbury. - 320 p . - 4o vol. : caddis fly - chemistry . - 320 p . - 5o vol. : Chengchow - Coppée. - 320 p . - 6o vol. : co
pper - diffraction. - 320 p . - 7o vol. : diffusion - estuary. - 320 p . - 8o vol. : etching - Friuli. - 320 p . - 9o vol. : Frobenius - haddock. - 320 p . - 10o vol. : Hadrian - in camera. - 320 p . - 11o vol. : Inca - Kobe. - 320 p . - 12o vol. : Koch - mandible. - 320 p . - 13o vol. : mandolin - Morland. - 320 p . - 14o vol. : Morley - okapi. - 320 p . - 15o vol. : Okeghem - Pointillism. - 320 p . - 16o vol. : Poiseuille - Robespierre . - 320 p . - 17o vol. : Robey - Solomon. - 320 p . - 18o vol. : Solomon Islands - transference. - 320 p . - 19o vol. : transformer - Zwingly. - 320 p . - 20 o vol. : Atlas, Study guide, Index. - 386 p.
Encadernação do editor.
Bons exemplares.
50€