MARDEL, Coronel Eugénio - A "BRIGADA DO MINHO" NA FLANDRES (o 9 de Abril). Subsídios para a história da 44.ª Brigada do C. E. P. Com autorização do Ministério da Guerra. Lisboa, Serviços Gráficos do Exército, 1923. In-8.º (19cm) de 207, [1] p. ; [3] plantas desd. ; B.
1.ª edição.
Relatório do Coronel Eugénio Mardel, 2.º Comandante da 4.ª Brigada de Infantaria, redigido durante o seu cativeiro no Campo de Breesen. Trata-se de um dos mais importantes subsídios coevos publicados para a história da presença do Corpo Expedicionário Português em França, e a sua actuação na Batalha de La Lys, na Flandres, em 9 de Abril de 1918.
Ilustrado no texto e em separado com mapas, gráficos e plantas topográficas do cenário de guerra.
"Êste relatório foi elaborado no Campo de Prisioneiros de Breesen, sem auxílio de nenhum documento, além dos dados fornecidos por uns relatórios sumário dos Batalhões de Infantaria 3, 8 e 20, por recordações de factos passados e ainda informações colhidas de oficiais e praças, feridos e prisioneiros, por mim e pelo infatigável trabalhador, valente leal e dedicado amigo o Capitão de Infantaria, granadeiro da Brigada Agnelo João Taveira Moreira, que durante o cativeiro sempre me acompanhou, e que, no decorrer da Batalha em cumprimento de um dever militar se sacrificou, ficando gravemente ferido. Tendo sido conclüido em 16 de Dezembro de 1918, e por mim entregue ao Quartel General do C. E. P. em Roquetoire no dia 6 de Janeiro de 1919, ao então capitão do S. E. M. Sr. Álvaro Teles Ferreira de Passos, em serviço no referido Q. G., quando ali me apresentei de regresso da situação de «Prisioneiro de Guerra» na Alemanha."
(Introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
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15 maio, 2018
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04 agosto, 2016
MONTEIRO, Henrique Pires - A BRIGADA DO MINHO NA GRANDE GUERRA. Discurso proferido no Teatro Sá da Bandeira, em Viana do Castelo, no dia 3 de Maio. O produto líquido reverte para a Subscrição Nacional dos Padrões da Grande Guerra, Consagração do Esforço da Nação Portuguesa e Glorificação dos nossos Mortos. [S.l.], [s.n. - Composto e imp. na Tipografia da Escola Militar, Lisboa], 1922.
In-8.º (22cm) de 23, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Muito valorizada pela dedicatória autógrafa do Coronel Eugénio Carlos Mardel, antigo comandante interino da Brigada do Minho, a quem a obra é dedicada.
Obra ilustrada com uma estampa colada na 1.ª folha representando a bandeira da Brigada do Minho, com a seguinte legenda: Ás senhoras de Viana do Castelo, que bordaram a bandeira da Brigada do Minho e nas dobras dessa seda colocaram os seus corações e a sua fé no valor e na audacia do glorioso soldado minhoto.
Inclui correspondência trocada entre o Tenente Coronel Henrique Pires Monteiro e o Coronel Eugénio Carlos Mardel.
"A população do Minho deu valioso concurso para a nossa Armada e para o nosso Exercito, durante esses quasi cinco anos em que duas Humanidades e duas Civilisações europeias se chocaram, destruindo riquesas, mas afirmando a força soberba do Direito, finalmente vencedor; ceifando vidas, mas criando energias morais, que serão a gloria historica desta nossa geração. Os homens sadios e fortes dos campos e cidades deste rincão da Terra Portuguesa, o prospero e risonho "formigueiro minhoto", de que nos fala Ramalho, combateram em Africa, nas nossas duas ricas colonias de Angola e de Moçambique, onde a Grande Guerra, pavoroso digladio de Povos, teve natural eco; e lutaram em França, defendendo as trincheiras da Flandres, durante mais dum ano, igualando, excedendo por vezes, os melhores soldados dos Exercitos Aliados, cuja historia tantos exemplos regista de honra e de audacia, de resolução e de persistencia.
Em França. os soldados desta Provincia constituiram uma unidade a Brigada do Minho. Aos meus camaradas - Oficiais e Praças - désta Brigada constituida pelos Batalhões de Viana do Castelo, de Braga, de Guimarães e de Barcelos, especialmente me quero referir, prestando-lhes a devida homenagem pelo nobilissimo exemplo de virtudes civicas, que, com o seu consciente cumprimento do Maior Devêr, deram a todos os portuguêses."
(excerto do Discurso)
Henrique Sátiro Lopes Pires Monteiro (1882-1958). "Militar de Infantaria, nasceu em Lisboa a 12 de Janeiro de 1882. Depois de concluir o liceu, ingressou na Escola Politécnica e assentou praça na Escola do Exército (1898), tendo tirado o curso de arma de Infantaria (1901) e o curso do Estado-Maior, na mesma Escola (1907). Foi promovido a alferes (1902), a tenente (1906), a capitão (1912), a major (1917), a tenente-coronel (1919) e a coronel (1927), tendo passado à reserva em 1938. Participou nas tropas que defenderam a República contra as incursões monárquicas (1911-1912), e contra a monarquia do Norte (1919). Professor na Escola de Guerra (1912-1927), serviu em diversas unidades do Exército e do Corpo do Estado-Maior. Participou na expedição ao Sul de Angola (1915), com as funções de chefe do Estado-Maior do quartel-general do chefe da coluna, general Pereira de Eça. Integrou o CEP (1917-1918), em França, onde desempenhou o cargo de chefe de Repartição de Organização e Instrução do Quartel-General do Corpo. Foi condecorado diversas vezes, entre estas, com a Cruz de Guerra e medalhas de Valor Militar, Bons Serviços, Comportamento Exemplar, comemorativas da campanha do Sul de Angola (1915), e do CEP, em França (1917-1918), da Vitória. Oficial da Ordem da Legião de Honra, por serviços prestados na Grande Guerra, em França. Vereador da Câmara Municipal de Lisboa (1918), pelo PRP-Democrático. Governador civil do Porto (1919). Deputado (1922-1925), eleito por Santo Tirso. Ministro do Comércio (Julho a Novembro de 1924). Morreu em Lisboa a 23 de Abril de 1958."
(Fonte: www.portugal1914.org/portal/pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa manchada.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível
In-8.º (22cm) de 23, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Muito valorizada pela dedicatória autógrafa do Coronel Eugénio Carlos Mardel, antigo comandante interino da Brigada do Minho, a quem a obra é dedicada.
Obra ilustrada com uma estampa colada na 1.ª folha representando a bandeira da Brigada do Minho, com a seguinte legenda: Ás senhoras de Viana do Castelo, que bordaram a bandeira da Brigada do Minho e nas dobras dessa seda colocaram os seus corações e a sua fé no valor e na audacia do glorioso soldado minhoto.
Inclui correspondência trocada entre o Tenente Coronel Henrique Pires Monteiro e o Coronel Eugénio Carlos Mardel.
"A população do Minho deu valioso concurso para a nossa Armada e para o nosso Exercito, durante esses quasi cinco anos em que duas Humanidades e duas Civilisações europeias se chocaram, destruindo riquesas, mas afirmando a força soberba do Direito, finalmente vencedor; ceifando vidas, mas criando energias morais, que serão a gloria historica desta nossa geração. Os homens sadios e fortes dos campos e cidades deste rincão da Terra Portuguesa, o prospero e risonho "formigueiro minhoto", de que nos fala Ramalho, combateram em Africa, nas nossas duas ricas colonias de Angola e de Moçambique, onde a Grande Guerra, pavoroso digladio de Povos, teve natural eco; e lutaram em França, defendendo as trincheiras da Flandres, durante mais dum ano, igualando, excedendo por vezes, os melhores soldados dos Exercitos Aliados, cuja historia tantos exemplos regista de honra e de audacia, de resolução e de persistencia.
Em França. os soldados desta Provincia constituiram uma unidade a Brigada do Minho. Aos meus camaradas - Oficiais e Praças - désta Brigada constituida pelos Batalhões de Viana do Castelo, de Braga, de Guimarães e de Barcelos, especialmente me quero referir, prestando-lhes a devida homenagem pelo nobilissimo exemplo de virtudes civicas, que, com o seu consciente cumprimento do Maior Devêr, deram a todos os portuguêses."
(excerto do Discurso)
Henrique Sátiro Lopes Pires Monteiro (1882-1958). "Militar de Infantaria, nasceu em Lisboa a 12 de Janeiro de 1882. Depois de concluir o liceu, ingressou na Escola Politécnica e assentou praça na Escola do Exército (1898), tendo tirado o curso de arma de Infantaria (1901) e o curso do Estado-Maior, na mesma Escola (1907). Foi promovido a alferes (1902), a tenente (1906), a capitão (1912), a major (1917), a tenente-coronel (1919) e a coronel (1927), tendo passado à reserva em 1938. Participou nas tropas que defenderam a República contra as incursões monárquicas (1911-1912), e contra a monarquia do Norte (1919). Professor na Escola de Guerra (1912-1927), serviu em diversas unidades do Exército e do Corpo do Estado-Maior. Participou na expedição ao Sul de Angola (1915), com as funções de chefe do Estado-Maior do quartel-general do chefe da coluna, general Pereira de Eça. Integrou o CEP (1917-1918), em França, onde desempenhou o cargo de chefe de Repartição de Organização e Instrução do Quartel-General do Corpo. Foi condecorado diversas vezes, entre estas, com a Cruz de Guerra e medalhas de Valor Militar, Bons Serviços, Comportamento Exemplar, comemorativas da campanha do Sul de Angola (1915), e do CEP, em França (1917-1918), da Vitória. Oficial da Ordem da Legião de Honra, por serviços prestados na Grande Guerra, em França. Vereador da Câmara Municipal de Lisboa (1918), pelo PRP-Democrático. Governador civil do Porto (1919). Deputado (1922-1925), eleito por Santo Tirso. Ministro do Comércio (Julho a Novembro de 1924). Morreu em Lisboa a 23 de Abril de 1958."
(Fonte: www.portugal1914.org/portal/pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa manchada.
Raro.
Com interesse histórico.
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