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24 fevereiro, 2024

FORD, Henry -
HOJE E AMANHÃ.
[Por]... de colaboração com Samuel Crowther. Tradução de Monteiro Lobato. S. Paulo, Companhia Editora Nacional, 1927. In-8.º (18,5x12,5 cm) de 338, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Primeira edição brasileira do segundo livro de Henry Ford, fundador e proprietário da Ford Motor Company, fabricante de automóveis americana sediada em Dearborn, Michigan, num subúrbio de Detroit. Obra interessante, trata-se de uma espécie de manifesto/ideário do pensamento do empresário, conduta e visão sobre o capitalismo industrial.
Obra não publicada em Portugal, sem registo na base de dados da Biblioteca Nacional.
"Henry Ford em seu livro Hoje e Amanhã (1927) reflete as fontes clássicas do racionalismo, que desaguou no liberalismo inglês do começo do século XVIII, onde tudo era possível de ser medido, calculado e mecanizado, mesmo que Ford o faça em linguagem simples e sem citar fontes.
Para Ford, o mundo era dividido entre pioneiros e rotineiros, sendo que o avanço do mundo depende das ideias e realizações dos primeiros. Dessa forma, as grandes indústrias de hoje, nasceram de ideias originárias de pioneiros de ontem. Entretanto, Ford vai além, ao afirmar que o pioneiro não deve ser um financista, o qual faz finança pela finança, visto que a finança deveria servir a indústria, para se integrar no aparelho útil da humanidade. Pelos critérios de Ford, dinheiro só é vivo quando empregado no negócio, e o negócio é a ciência para a qual todas as outras contribuem."
(Fonte: https://renoschmidt.wordpress.com/2018/04/08/resenha-do-livro-hoje-e-amanha-de-henry-ford/)
"O magnfico acolhimento que o nosso publico dispensou ao primeiro livro de Henry Ford, Minha vida e minha obra, permittindo duas edições de dez milheiros cada uma, anima-nos a dar o seu segundo livro, a que podemos chamar a verdadeira biblia da Efficiencia. Livro creador, do qual ninguem sae como entra - pois lava-nos das ideas falsas e dá-nos a comprehensão nitida de que os maiores milagres da industria não passam de bom senso e intelligencia no trabalho."
(Excerto do preâmbulo - Duas palavras)
Henry Ford (1863-1947). "Empreendedor americano, fundou a Ford Motor Company e foi o primeiro a aplicar a montagem em série de forma a produzir automóveis em massa em menos tempo e a um menor custo. A introdução de seu modelo Ford T revolucionou os transportes e a indústria dos Estados Unidos. Ford foi um inventor prolífico, tendo registado 161 patentes nos Estados Unidos. Como único dono da Ford, tornou-se um dos homens mais ricos e conhecidos do mundo."
(Fonte: https://www.portaldalideranca.pt/lideres/137-listagem/2517-henri-ford)
Exemplar brochado razoável estado de conservação. Capas algo sujas. Rasgão (sem perda de suporte) visível na capa e nas primeiras páginas do livro, ocasionado, talvez, por forte pancada.
Invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

09 novembro, 2023

FORD, Henry - O JUDEU INTERNACIONAL. Porto Alegre, Edição da Livraria do Globo : Barcellos, Bertaso & Cia, 1933. In-8.º (19x14 cm) de 432 p. ; il. ; E.
1.ª edição em português (Brasil).
Obra polémica, não publicada em Portugal, atribuída a Henry Ford, fundador e proprietário da Ford Motor Company, fabricante de automóveis americana sediada em Dearborn, Michigan, num subúrbio de Detroit. Terá tido influência decisiva no pensamento de Adolf Hitler e na sua abordagem doutrinária em Mein Kampf à "Questão Judaica".
Ilustrada com o retrato do autor.
"Em 1920, O Dearborn Independet, jornal de H. Ford, publicou uma série de artigos sobre a questão judaica. Esses artigos, muito documentados e serenos, obtiveram tanto sucesso que o jornal adquiriu imediatamente uma expansão enorme. Depois os mesmos artigos foram reunidos num livro, intitulado The Internacional Jew. Os judeus ficaram profundamente indignados, porque o adversario era serio. E encetaram contra Ford uma violenta campanha que durou diversos anos e só terminou em 1927.
Angustiado por graves embaraços financeiros, processado pelos judeus perante os tribunais americanos, vitima de um grave acidente automobilistico que se diz ter sido muito misterioso, Ford escreveu ás organizações judaicas uma carta em que desmentia tudo o que publicára contra os judeus. Estes, depois de o deixarem algum tempo na incerteza, aceitaram a retratação. Os processos em andamento foram sustados e corre o boato de que, se o arrependimento de Ford for sincero, póde-se pensar no seu nome, para a presidencia dos Estados Unidos."
(Excerto do preâmbulo)
"Vivemos de novo em uma época em que o judaismo atráe a atenção  crítica do mundo inteiro. Sua entrada durante a guerra nos círculos escolhidos financeiros, politicos e sociais, foi tão geral e ostensiva, que sua posição, poderio e fins foram acolhidos sob uma crítica acerba, e na maioria dos casos inspirou repulsão. Perseguições não são novidade para os judeus. O que é novo para êle, para o seu sêr e sua ética racial, é esta exaltação. É bem verdade que esta povo sofre ha 2.000 anos os efeitos de um antisemitismo instintivo das outras raças, mas tal aversão não chegou jamais a ser consciente, nem se pôde nunca expressar concreta nem claramente. Em troca,  hoje está por assim dizer submetido ao miscroscopio da observação cientifica, que nos dá a conhecer e compreender as verdadeiras origens de seu poderio, de seu insulamento e também de suas amarguras."
(Excerto de Primeira Parte - Cap. I. Os judeus: seu caráter individual e sua atividade produtiva)
Indice:
[Preâmbulo] | Primeira Parte: I - Os judeus: seu carácter individual e sua atividade produtiva. II - Como a Alemanha se defende dos judeus. III - História dos judeus nos Estados Unidos da America. IV - É real ou imaginaria, a questão do judaismo? V - Enraizará o antisemismo nos Estados Unidos? VI - A questão judaica abre caminho nas revistas. VII - Mr. Arthur Brisbane, defensor do judaismo. VIII - Existirá um programa judaico-universal determinado? IX - Fundamentos históricos da aspiração judaica é hegemonia universal. X - Uma introdução aos Protocolos judeus ou dos Sábios de Sion. XI - Apreciação judaica da natureza humana do não-judeu. XII - Os Protocolos judeus requerem em parte a admiração a que fazem jus. XIII - Um plano judeu de solapar mediante as "idéIas" a sociedade humana. XIV - Teriam previsto os judeus a guerra mundial? XV - Será o kahal judeu idêntico ao atual soviet russo? XVI - Como influe a questão judaica sôbre a agricultura. XVII - O judaismo predomina na imprensa mundial? XVIII - Como se explica o poder politico judaico? XIX - A U. R. S. S.  (Russia Vermelha) creatura do pan-judaismo. XX - Um testemunho judaico a favor do bolchevismo. Segunda Parte: Do Prefacio pessoal do Sr. Henry Ford | I - Nos Estados Unidos os judeus mistificam seu número e poder. II - Os judeus constituem uma nação. III - Judeus contra não-judeus na alta finança de Nova York. IV - A curva ascendente do poderio financeiro judaico. V - Baruch, o "Disraeli americano" e "Procônsul de Judá na America". VI - O predominio israelita no teatro norte-americano. VII - O primeiro "trust" teatral judeu. VIII - O lado judeu de problema cinematografico. IX - A preponderancia israelita no mundo cinematografico. X - Nova York sob o "kahal" judeu. XI - Crítica dos "Direitos judeus". XII - A ordem universal dos "B'nai B'rith". XIII - Como Disraeli caracteriza os judeus. XIV - O chefe de estado que teve de inclinar-se perante o judeu internacional. XV - História de Bennett, o editor jornalistico independente. XVI - A informação de Morgenthau sôbre a Polonia. XVII - O acorrentamento da Polonia pela Conferencia de Paz. XVIII - Panorama atual da "Questão Judaica". XIX - Um intervalo literario: que é o jazz? XX - Os viveiros do bolchevismo nos Estados Unidos. XXI - Confissões de um superior da ordem de "Binai Brith". XXII - Kuhn, Loeb & C.ª, de Nova York, e M. M. Warburg & C.ª, de Hamburgo. XXIII - A sêde de ouro americana sob o controlo financeiro dos judeus. XXIV - A influência judaica na vida intelectual americana. XXV - Os planos financeiros dos judeus internacionais.
Henry Ford (1863-1947). "Empreendedor americano, fundou a Ford Motor Company e foi o primeiro a aplicar a montagem em série de forma a produzir automóveis em massa em menos tempo e a um menor custo. A introdução de seu modelo Ford T revolucionou os transportes e a indústria dos Estados Unidos. Ford foi um inventor prolífico, tendo registado 161 patentes nos Estados Unidos. Como único dono da Ford, tornou-se um dos homens mais ricos e conhecidos do mundo."
(Fonte: https://www.portaldalideranca.pt/lideres/137-listagem/2517-henri-ford)
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pastas algo cansadas.
Raro.
Com interesse histórico.
A BNP tem registo deste livro (Porto Alegre, 1933), com a indicação "sem informação exemplar".
25€