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29 setembro, 2025

POVOA DO VARZIM -
XVIIº Congrés Intyernationale de Navigation : Lisbonne 1949 / XVIIth International Navigation : Lisboa 1949. [S.l.], Direcção Geral dos Serviços Hidráulicos, 1949. In-4.º (25x19 cm) de 8 p. ; mt il. ; B.
1.ª edição.
Obra de propaganda sobre a Póvoa de Varzim e o seu porto de mar, bilingue (texto em francês/inglês), publicada por ocasião do XVII Congresso Internacional de Navegação, certame realizado em Lisboa.
Bonito opúsculo impresso sobre papel couché, ilustrado com desenhos, mapas e fotografias, sendo que uma delas - vista da vila e do porto a 180º - ocupa as páginas centrais.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
15€

20 abril, 2022

TESTA, C. - A ARTILHARIA MODERNA E A CANHONEIRA DE PEÇA FIXA E SUA IMPORTANCIA PARA A DEFENSA DE PORTOS. Por... Capitão de fragata da armada, Socio do Instituto dos architectos navaes, de Londres. Lisboa, [s.n.], Maio 1879. In-8.º (21 cm) de 36 p. ; [1] f. desdob. ; B.
1.ª edição.
Opúsculo com interesse histórico, ilustrado com uma estampa desdobrável do risco de uma canhoneira sob várias perspectivas.
"É um facto notavel que se apresenta a quem contempla a origem e os progressos das sciencias e artes scientificas, que, ao passo que estes teem sido tão successivos como constantes, outro tanto não póde dizer-se com relação á arte de guerra maritima, pois ahi se deixam vêr como que largos periodos de estacionamento, para depois terem logar tão rapidas transformações, a ponto de, por assim dizer, anullar n'um dia o que fôra adoptado na vespera."
(Excerto do texto)
Matérias:
I. Retrospecto. II. Modernas condições da marinha de guerra. III. A artilharia, seus systemas, progressos e importancia. IV. A peça fixa em reparo fluctuante.
Carlos Testa (1823-1891). "Alistou-se na Marinha Portuguesa em 1839, tendo sido graduado em guarda-marinha a 2 de março de 1843. Como jovem Oficial de Marinha começou por prestar serviço na costa ocidental africana, mais concretamente na fiscalização do tráfico ilegal de escravos, função esta que foi louvada pela sua eficácia e zelo. O seu comportamento foi novamente alvo de destaque quando a 9 de dezembro de 1856 contribuiu para a extinção do incêndio que deflagrou a bordo do brigue Cearense, onde estava embarcado.
No dia 18 de setembro de 1859 começou a prestar serviço no Ministério da Marinha, como Ajudante de Ordens do Ministro da Marinha, o que lhe permitiu vir a conhecer profundamente a organização da Marinha. Anos mais tarde foi nomeado comandante interino da corveta Sá da Bandeira e em 1866 lança o seu primeiro livro, Considerações sobre os navios de guerra em relação aos sistemas de construção e armamento."
(Fonte: https://ccm.marinha.pt/pt/museumarinha_web/multimedia_web/Paginas/efemeride-150-anos-anais-clube-militar-naval-17nov20.aspx)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
20€

09 janeiro, 2022

MENDES, José de Espregueira - MONOGRAFIA SOBRE A COSTA MARÍTIMA PORTUGUESA. Lisboa, [s.n. - comp. e impresso na Tip. Emílio Braga, Lisboa], 1958. In-4.º (24 cm) de 32, [2] p. ; [8] f. il. ; B.
1.ª edição.
Importante estudo sobre os principais portos de Portugal continental. Livro ilustrado em folhas separadas do texto com 8 mapas dos portos que integram o trabalho: Caminha; Viana do Castelo (antiga baía); Viana do Castelo; Douro e Leixões; Peniche; Estuário do Rio Tejo; Setúbal; Faro.
Tiragem: 500 exemplares.
"Nos nossos portos de mar, que ficam situados nas embocaduras ou fozes de rios, foi quase sempre preocupação dominante dos técnicos que têm de resolver os problemas adstritos a esses portos, dirigir as correntes de vazantes contra os cabedelos que se formam nas margens Sul das entradas das barras, no intuito e com a finalidade de evitar a formação dos mesmos cabedelos e conservar, assim, as barras desimpedidas. [...]
Na realidade, para o estudo dos portos de mar situados na zona costeira ocidental, que, com excepção do do rio Douro são gravemente prejudicados pelos assoreamentos de origem marginal ou marítima, haverá que atender, em primeiro lugar, às proveniências e causas que provocam esses assoreamentos, o que não tem sido seguido, através dos séculos, com exemplar acerto em grande parte dos casos.
Vamos seguidamente passar uma rápida revista por alguns dos portos de mar portugueses, apontando apenas a resolução técnica de diversos problemas que julgamos ser de primordial importância para os mesmos portos."
(Excerto de Diversos elementos referentes aos nossos portos de mar)
Matérias:  Introdução : algumas observações sobre problemas de hidráulica marítima existentes em Portugal. a - A formação geral das areias; b - O seu transporte e acumulação ao longo da costa.
Diversos elementos referentes aos nossos portos de mar. A - Porto de Caminha; B - Porto de Viana do Castelo; C - Porto de Leixões; D - Barra do Rio Douro; E - Porto de Aveiro; F - Porto de Peniche; G - Baía de Cascais; H - Estuário do Rio Tejo;  I - Porto de Setúbal; J - Ria de Faro.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Sem f. anterrosto.
Muito invulgar.
25€

08 janeiro, 2022

SERPA, António Ferreira de - INFLUÉNCIA DO CANAL DO PANAMA NO MOVIMENTO DOS PÓRTOS PORTUGUÊSES.
Relatôr:... Liga de Defêsa dos Interésses Públicos
. Lisbôa, Oficina Tipográfica, 1911. In-8.º (22 cm) de 29, [1] p. ; [1] mapa ; B.
1.ª edição.
Interessante trabalho publicado em plena construção do Canal do Panamá, cuja obra ficaria concluída apenas em 1913. O autor - cônsul da república panamiana - é de opinião que o Canal provocará um intenso movimento portuário que deve ser aproveitado por Portugal, tanto relativamente aos portos do continente como das Ilhas dos Açores.
Opúsculo ilustrado com um mapa separado do texto.
"A tése, que vou lêr, intitula-se «Influéncia do Canal de Panamá no movimento dos pórtos portuguêses» e dêvo disêr que um dos motivos que me levou a tratá-la, fôi sêr o assúnto pouco versádo ou conhecido, entre nós, devído, infelismente, a não existírem muitas pessôas que sáibam jeografia, e portanto, tambem, é restrito o número daquélas que pódem medír o alcance do gravíssimo problêma económico que a tôdo o mundo aféta a abertúra do Canal de Panamá.
Mâs ha aínda outra rasão: sou o representante consular da jóvem República de Panamá e é devêr meu chamar para éla e para a colossal óbra, que marcará na historia o século XX, a atenção do público português.
As conclusões da tése são as seguintes:
1,ª O Canal de Panamá aumentará o movimento marítimo dos pórtos portuguêses do Continénte Europêu e das Ilhas dos Açôres.
2.ª Devêmos prepará-los, para aproveitar a sua situação jeográfica, com tudo quanto póssa atraír e favorecêr a afluéncia da navegação."
(Excerto do preâmbulo)
António Ferreira de Serpa (Horta, 1865 - Lisboa, 1939). "Historiador. Estudou no Liceu da Horta, onde foi matriculado pela primeira vez em 1875. Em 1881 já se encontrava em Lisboa, onde continuou os seus estudos liceais e ingressou no Curso Superior de Letras que viria a realizar entre 1882 e 1886 (Reis Leite, 1989-1990; Ribeiro, 2007: 138).
Era Doutor em Filosofia e Letras pelo Real Istituto Monreale di Studi Superiori, de Palermo, Itália (1909), e Doutor em Filosofia pela Universidade Hispano-Americana (1909).
Para Lima (1943: 572), «foi incontestavelmente um exímio açorianista. [...] poucos açorianos concorreram mais para a divulgação da pátria insular, especialmente do Faial [...]. Defender a posição estratégica dos Açores, particularmente do porto da Horta, matéria sobre a qual teve intervenção pública, foi um dos seus objectivos como cidadão (ver publicações 1903a; b; 1940). Ainda segundo este autor, alguns dos seus escritos [...] tornaram-se notáveis e foram opinião cotada nas academias».
(Fonte: http://www.culturacores.azores.gov.pt/ea/pesquisa/Default.aspx?id=10019)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Envelhecido. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Raro.
Indisponível

05 março, 2021

MARTINS, Manuel de Oliveira - PILOTOS DA BARRA DE VIANA DO CASTELO : 100 Anos de História (1858/1958). [Prefácio de José Carlos de Magalhães Loureiro]. Viana do Castelo, CER : Centro de Estudos Regionais, 2010. In-4.º (23 cm) de 199, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Livro impresso em papel de superior qualidade, muito ilustrado com retratos e fac-símiles, e fotografias a p.b. do porto de Viana, dos estaleiros e de navios e veleiros que se dedicaram à faina bacalhoeira, incluindo o Gil Eanes e o Santa Maria Manuela.
Tiragem: 500 exemplares.
"Em Pilotos da Barra de Viana do Castelo. 100 Anos de História (1858-1958), Manuel de Oliveira Martins oferece-nos um fresco da vida desses homens da barra vianense, resgatando uma memória sócio-profissional que, no contexto da produção regional, ainda não tinha merecido atenção. Esse é um dos seus méritos: inscrever estas memórias na memória da cidade, promovendo a identidade e o reconhecimento social que lhe é devido."
(Excerto do Prefácio)
"O primeiro contacto que o navio tem com o porto é feito através do piloto da barra. O piloto é o primeiro interlocutor que o capitão ou mestre do navio tem à chegada a um porto.
Como primeiro emissário, cabe-lhe desempenhar várias tarefas cometidas a outras entidades. Desempenha um papel polivalente; é fiscalizador, inspector sanitário e autoridade marítima e portuária, para além do essencial da sua missão que é a segurança da navegação. [...]
Ao longo dos tempos, o papel do piloto da barra revestiu-se sempre duma importância fundamental na relação navio/porto e vice-versa, tendo sido sempre considerado um elemento imprescindível e primordial na actividade portuária."
(Excerto do Cap. II, O piloto da barra, primeira entidade a entrar a bordo)
Índice: Prefácio. | Introdução. | I - As origens dos pilotos; Enquadramento legal. II - O piloto da barra primeira entidade a entrar a bordo; Os pilotos de Viana face aos regulamentos; O serviço de vigia; A vertente militar dos pilotos; Os pilotos e as guerras mundiais; Os pilotos e a imprensa; Outras atribuições dos pilotos; Os pilotos e o salvamento marítimo; Guardas de saúde; Boletins de saúde; Transgressões e penalidades; Louvores e censuras; Acidentes de pilotos em serviço nas barras; Os pilotos mor. III - As barras; Faróis-Marcas-Balizas-Sinais; As cheias; O temporal de Março de 1888; Outros temporais; Sinistros na barra. IV - As obras portuárias; Imposto para as obras da barra; Estaleiros Navais; Os navios; Embarcações de pilotos; Companhias e Armadores; Agentes e consignatários. | Conclusão: Anexos - I. Regulamento Geral dos Serviços de Pilotagem; II. Decreto n.º 11.111 de 19-09-1925; III. Decreto n.º 24.931 de 10-01-1935; IV. Decreto n.º 41.668 de 07-06-1958; V. Regulamento Geral de Sanidade Marítima; VI. Relação de Pilotos; VII. Movimento da Navegação; VIII. Mapa dos navios de comércio da praça de Viana do Castelo; IX. Capitães do Porto de Viana do Castelo (desde 1838). | Glossário. | Fontes e Referências Bibliográficas.
Manuel de Oliveira Martins (n. 1947). Nasceu em Vale de Cambra e, desde muito novo, é um apaixonado pelo mar, motivo pelo qual decidiu seguir a carreira de Oficial da Marinha Mercante. Tendo exercido durante quase 20 anos a função de Piloto da Barra de Viana do Castelo, o autor contribui, através desta publicação, para a divulgação da vida portuária e, particularmente para o conhecimento daquela profissão. Nas duzentas páginas deste livro registam-se, pela escrita e imagem, algumas das memórias e das histórias vividas por estes homens do mar, entre meados do século XIX e meados do século XX.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Esgotado.
45€