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13 março, 2026

MOITA, Irisalva -
RAFAEL BORDALO PINHEIRO. Artista plástico de tipos e costumes. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso nas Oficinas Gráficas de Ramos, Afonso & Moita, Lda. - Lisboa], 1998. In-4.º (26x18,5 cm) de 7, [9] p. ; [1] f. il. cor ; [12] p. il. ; B.
1.ª edição independente.
Importante subsídio biográfico sobre Rafael Bordalo Pinheiro, conhecido desenhador, caricaturista, ceramista e jornalista. Trabalho publicado em separata do «Boletim Cultural» da Assembleia Distrital de Lisboa, Série IV - N.º 92 - 2.º tomo - 1990/98.
Estudo muitíssimo interessante, não mencionado na BNP.
Ilustrado em separado com uma estampa a cores, e 69 reproduções a p.b. de trabalhos do biografado distribuídos por 12 páginas igualmente fora do texto.
"Tendo crescido num ambiente especialmente devotado às artes plásticas, cedo desabrocharam as naturais aptidões artísticas de Rafael Bordalo Pinheiro. Júlio César Machado, seu amigo e, talvez, o seu melhor biógrafo, no Prefácio do Álbum de Caricaturas (1876), diz datar de 1857, quando, com a família residiu em Cacilhas, fugindo à febre-amarela, o seu primeiro desenho, cópia, afinal, duma litografia representando uma família de camponeses, à beira-mar, esperando um filho ausente, Este desenho, que provocou um certo alarido na família - o jovem Rafael mal ultrapassara a dezena de anos -, não terá, porventura, outro mérito senão indicar já, pela escolha do assunto - uma cena popular -, a predilecção do artista pelo tema, predilecção que se vai transformar numa das grandes forças da obra do grande caricaturista, e que já prenuncia a sua ligação com o povo e com a terra.
Ainda com traço escolar, chegou até nós um outro desenho aguarelado, representando uma mulher fiando, acompanhada de criança, datado de 1861 - tinha Bordalo, portanto, cerca de quinze anos - e assinado «Rafael Augusto Bordallo»."
(Excerto do Estudo)
Irisalva Moita (1924-2009). "Ilustre museóloga e olisipógrafa, foi durante mais de 20 anos directora dos Museus Municipais de Lisboa. Foi, por mérito próprio, umas das figuras mais relevantes da Olisipografia. Historiadora, arqueóloga e museóloga desenvolveu durante a segunda metade do séc. XX um vasto corpo de trabalho. Destacam-se as exposições, ainda hoje de referência, “O Culto de Sto. António, na região de Lisboa”, “Lisboa e o Marquês de Pombal” e “Lisboa Quinhentista. A imagem e a vida na cidade” e “Faianças de Rafael Bordalo Pinheiro”."
(Fonte: https://www.avidaportuguesa.com/pt/loja/irisalva-moita-um-percurso-fotobiografico-egeac)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
10€

21 setembro, 2023

CERÂMICAS ANTIGAS DAS CALDAS E DE BORDALO PINHEIRO.
[Exposição organizada pela Junta de Turismo da Costa do Estoril e Museu de Cerâmica nas Caldas da Rainha]. [S.l.], Junta de Turismo da Costa do Estoril, 1984. In-4.º (26x16,5 cm) de [66] p. ; [22] p. il. ; B.
1.ª edição.
Catálogo da exposição que teve lugar no Pavilhão dos Congressos do Estoril, em Agosto de 1984, na Galeria das Arcadas.
Junta-se folheto das peças extra-catálogo.
Livro impresso em papel de superior qualidade, ilustrado no texto com desenhos das marcas registadas e, no final, em separado, com inúmeras fotografias distribuídas por 22 páginas.
"Apesar do prestígio que o centro cerâmico de Caldas da Rainha conquistou ao longo dos séculos, até hoje não se esclareceu o enigma que constitui o primeiro período da sua história e da sua produção. Através de raros documentos e por uma sólida tradição oral, sabemos que no séc. XVII esta produção já era florescente, mas não existia nenhuma obra assinada até à segunda metade do séc. XIX e nem se conservaram os raros fragmentos de cerâmica recolhidos no final do século passado em escavações efectuadas nos locais de uma antiga olaria e então estudados pelo ceramista Manuel Cipriano Gomes Mafra."
(Excerto de I - Introdução)
"Manuel Mafra, novo proprietário da fábrica que comprou a Maria dos Cacos, introduziu rapidamente inovações que revolucionaram os costumes dos seus parceiros aplicando do reverso das peças um carimbo comercial gravado no barro; já não se trata então de iniciais tímidas, meio apagadas pela espessura do vidrado. O primeiro carimbo de Manuel Mafra é constituído por uma âncora enquadrada nas quatro iniciais formadas pelo seu nome e alcunha M. C. G. M. "Manuel Cipriano Gomes, O Mafra", iniciais como já referimos, que se encontram nalgumas peças da Escola de Maria dos Cacos da qual O Mafra fez parte. Maia tarde, o interesse e a protecção dispensados pelo rei D. Fernando permitiram-lhe a introdução da coroa real no novo carimbo acrescentado mais tarde da inscrição "Portugal", signo do desenvolvimento comercial a nível internacional, facto raro e talvez único na história da cerâmica portuguesa do séc. XIX."
(Excerto de II - A Olaria das Caldas da Rainha: De Manuel Mafra a Rafael Bordalo Pinheiro)
"Rafael Bordalo Pinheiro tinha 38 anos e encontrava-se no apogeu da sua brilhante carreira de caricaturista quando, por 1883, o irmão Feliciano que andava, então, interessado na constituição duma sociedade para fundar uma fábrica de faianças nas Caldas da Rainha, o indigitou para director artístico da futura empreza, apostando, naturalmente, no seu já firmado prestígio de artista. Aceita, em princípio, sem hesitação, dispondo-se, desde logo, a submeter-se às primeiras provas.
Tratava-se duma empolgante experiência a que o seu temperamento dispersivo, sempre sedento de novas emoções, não podia ficar indiferente."
(Excerto de III - Rafael Bordalo Pinheiro e as Faianças das Caldas)
Índice:
I - Introdução. II - A Olaria das Caldas da Rainha: Das Origens até Manuel Mafra. De Manuel Mafra a Rafael Bordalo Pinheiro. III - Rafael Bordalo Pinheiro e as Faianças das Caldas. IV - Produção mais Antiga: Maria dos Cacos(?). Manuel C. G. Mafra. Oleiros e Ceramistas de Meados do séc. XIX. V - Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha e Fabricantes da Época. VI - Início do séc. XX. VII - Figuras de Engonço ou de Movimento. VIII - Olaria. IX - Algumas Marcas Registadas. Fabricantes Representados. Abreviaturas. X - Fotos.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e bordaliano.
30€

10 junho, 2023

PINHEIRO, Raphael Bordallo - ALBUM DE CARICATURAS PHRASES E ANEXINS DA LINGUA PORTUGUEZA. Com um prefacio por Julio Cesar Machado. Lisboa, Livraria Editora de Mattos Moreira & C.ª, 1876. Oblongo (24x31 cm) de 30 p. ; [13] estampas ; B.
1.ª edição.
Obra de referência bordaliana, publicada em Lisboa numa época em que o autor se encontrava no Brasil, em trabalho (1875-1879). - "A 19 de Agosto de 1875 parte para o Brasil onde trabalha nos jornais O Mosquito, Psit!!! e O Besouro e desfruta dos prazeres do Rio de Janeiro com os seus companheiros da "República das Laranjeiras". Do lado de lá do oceano Atlântico continua a enviar a sua colaboração para jornais e revistas, exemplo disso é o Álbum de Phrases e Anexins da Língua Portuguesa (1876) e o Almanaque da Senhora Angot (1876-77). As saudades da Pátria e as constantes ameaças contra a sua vida fazem-no regressar a Portugal, onde chega em Maio de 1879, para começar logo a trabalhar n'O António Maria (1879). Seguiu-se o Álbum das Glórias (1880), No Lazareto de Lisboa (1881), Pontos nos iis (1885) e, finalmente, A Paródia (1900)." (in http://www.caestamosnos.org/efemerides/034.htm)
Livro belissimamente ilustrado com 13 estampas separadas do texto (completo), protegidas por lamina de papel vegetal (com excepção de uma).
"Dizia elle, que a sua patria era a rua de S. José, n.º 47 (hoje 33); estamos felizmente n'um paiz em que isto se póde escrever para o publico sem receio que o senhorio do predio augmente a renda aos actuaes inquilinos para fazer valer a prenda gloriosa de haver nascido alli o talentoso artista. O predio continuará a valer o mesmo; talvez até o senhorio embirre de haver estado a fazer uma casa para lhe nascerem artistas n'ella! Mais valera malvas ás portas!...
Em todo o caso, que o senhorio estime, que não estime, que o predio fique valendo o mesmo, que valha mais, que valha menos, o certo é que Raphael Bordallo Pinheiro alli é que nasceu.
Seu pae, á força de desgostos adquiridos na vida artistica, em que o seu nome conseguiu todavia sobresair como o de um homem de merecimento e de bom caracter, não queria por nenhum modo que elle se dedicasse á mesma carreira, para a qual aliás o moço sentia irresistivel vocação.
- Ha de ser outra cousa!
- Que outra cousa, meu pae? Eu não sirvo senão para artista!
- Mas ser artista, aqui, não serve para cousa nenhuma!
- E então?
- E então, é preciso estudares, a ver se te faço advogado como teu avô, como teu tio..."
(Excerto do Prefacio)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Manusedo. Sem capas, preso por atilhos. Última estampa (13.ª) apresenta pequena falha de papel marginal, no canto inferior direito, sem afectação da mancha tipográfica. Deve ser encadernado.
Raro.
Com interesse bordaliano.
50€

22 maio, 2022

LOUREIRO, Nicole Ballu - "O ANIMAL NA LOUÇA DAS CALDAS".
Exposição Itinerante da Cerâmica Caldense. Museu de Alberto Sampaio
. [S.l.], [s.n.], [1982?]. In-fólio (30x21,5 cm) de [26] f. ; B.
1.ª edição.
Capa assinada: "EL-82".
Trabalho em dactilotexto. Interessante subsídio para a indústria de Cerâmica das Caldas. Trata-se de um inventário de peças decoradas com motivos animais, elaborado a partir de um cuidadoso levantamento artístico, recorrendo a colecções privadas e instituições públicas.
"A escolha do tema "O Animal" foi decidida para cativar o interesse do público pela beleza do património tradicional que os rodeia muitas vezes nas suas próprias casas, sem que se apercebam do valor artístico que podem atingir os objectos mais humildes, e por representar a fonte de inspiração mais antiga dos oleiros caldenses. [...]
Em meados do sec. XIX a chegada Às Caldas da Rainha de Manuel Cipriano Gomes, barrista mafrense - que ficou rapidamente conhecido como "O Mafra", deu origem a um novo estilo de fabricação, pois este ceramista, em contacto com a Corte e os artistas estrangeiros que a rodeavam, descobriu e adoptou uma técnica renascentista muito apreciada e reproduzida naquela época na França e na Alemanha, mas transformando-a de maneira a torná-la genuinamente caldense, inconfundível, recolendo enfim os frutos deste esforço com importantes exportações de louça para o estrangeiro. [...]
A chegada de Rafael Bordalo Pinheiro em 1884 e o início da sua carreira barrista nos ateliers de Gomes d'Avelar - outro ceramista de grande evidência - coincidiu com o desaparecimento de Manuel Mafra, desencadeando assim a última viragem da evolução artística caldense."
(Excerto do preâmbulo)
Segue-se a lista de 250 peças "das mais importantes colecções habitualmente fora do alcance do público", com a respectiva descrição técnica, data e proveniência.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Cansado, com pequenos defeitos.
Raro.
Com interesse histórico e regional.
35€

28 março, 2017

AOS MUTILADOS DE SACAVEM. Os Officiaes do seu Regimento. Lisboa, Lithographia Guedes : Typographia Castro Irmão, 1886. In-4.º (24,5 cm) de 16 p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Bonita peça bordaliana. Opúsculo publicado pelos oficiais do 4.º Regimento de Artilharia a título de solidariedade, e em favor de dois camaradas feridos num acidente ocorrido em Maio de 1886 que os deixaram estropiados.
Obra belissimamente ilustrada ao longo de todas as páginas de texto por Rafael Bordalo Pinheiro. As capas são também da sua responsabilidade.
Emprestaram a sua colaboração, através de textos em poesia e em prosa, algumas conhecidas figuras do meio literário da época, entre outros, Tomás Ribeiro, José Ferreira da Cunha Júnior, Rodrigues da Costa, Zeferino Brandão e Assis de Carvalho. Inclui o resumo cronológico do 4.º Regimento de Artilharia
"E um grande heroismo a obediencia; e quanto maior em tempos, em que tão grandiosa se ostenta a liberdade humana!
Pois não é essa obediencia, ás vezes mais sublime que o commando, a que faz os maiores heroes - aquelles que não sabem que o são? Não é ella quem faz sorrir dos perigos? Não é ella quem idealisa o dever?
Foi a patria buscal-os - a esses infelizes soldados - aos enlevos das aves da aldeia, aos canticos das alvoradas campesinas. Mandou-os servir, sem consciencia do dia de amanhã, nas fileiras dos regimentos, que repousam agora indifferentes sobre as tradições de gloriosas batalhas, mas que podem, n'um dia de provação, ter que honrar esta terra, esta bandeira, este nome, que as nações repetem com enthusiamo ao lerem a epopeia da civilisação ou a historia da redempção humana."
(Excerto de A odediencia, Rodrigues da Costa)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Peça de colecção.
Indisponível

11 dezembro, 2014

SCHWALBACH, Eduardo - À LAREIRA DO PASSADO : memórias. 2.º milhar. Lisboa, Edição do Autor, 1944. In-4º (22,5cm) de 397, [3] p. ; [7] f. il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada com 7 gravuras em folhas separadas do texto: retratos do autor, o "duelo Schwalbach-Abel Botelho", visto por Rafael Bordalo Pinheiro, uma caricatura da autoria de Amarelhe e outra de Albuquerque, e um retrato equestre de D. Carlos I ("que Sua Magestade nunca tirou").
Memórias do autor. Escritos transversais aos grandes períodos da sua época: Na Parte I, discorre sobre a Monarquia Constitucional, a República e o Estado Novo. São páginas de jornalismo, onde o autor aborda o status político, e o Teatro, tema que lhe é caro. Na II Parte - «Ouro Antigo», faz o elogio público de algumas personalidades da vida pública portuguesa, onde se destacam, entre outros, Rafael Bordalo Pinheiro, Carlos Malheiro Dias, Lopes de Mendonça, Gervásio Lobato, etc.
"Salvo excepções indispensáveis para marcar épocas, razões de ser e estados de espíritos, nestas Memórias apenas me ocuparei do que fiz, vi e ouvi directamente; tudo mais está dito e redito, escrito e discutido. Não se admirem, pois, de que passe em claro factos notáveis mas em que não tomei parte, a que não assisti e de que não tive comunicação directa. E não receiem a escassez: o que fiz, vi e ouvi, o que só comigo se passou dá para centenas de páginas."
(excerto do prefácio)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas sujas com pequeno defeitos.
Invulgar.
10€

08 novembro, 2011

ARTISTAS DO GRUPO DO LEÃO : Exposição do Centenário : Ministério da Cultura e Coordenção Cientifica : Secretaria de Estado da Cultura : Instituto Português do património Cultural. Caldas da Rainha, Museu de José Malhoa, 1981. In-8º grd.(23cm) de [67], 100] p. il. ; B.
Tiragem: 2000 ex.
Importante catálogo com fotografias do Estúdio Mário Novais, comemorativo do centenário do Grupo do Leão: tertúlia de artistas portugueses que se reunia na Cervejaria Leão de Ouro em Lisboa, entre 1881 e 1889. O grupo contava com jovens artistas que viriam a destacar-se como Silva Porto, José Malhoa e os irmãos Rafael e Columbano Bordalo Pinheiro, sendo responsável pela divulgação e pelo sucesso da pintura do Naturalismo em Portugal. Em 1885 o "Grupo do Leão" foi imortalizado num óleo sobre tela com o mesmo nome, da autoria do pintor Columbano Bordalo Pinheiro."
Bom exemplar.
Invulgar e muito apreciado.
25€

19 maio, 2011













MACEDO, Diogo de - GRUPO DO LEÃO : 1885-1905. Lisboa, Editora Litoral, 1946. In-8º (15cm) de 15, [1] p., [16] f. il. ; il. ; B. Colecção Hifen.
1.ª edição.
Bonita edição com reproduções a p.b. de algumas das obras mais representativas de membros do Grupo do Leão, entre outros, Columbano, Silva Porto, António Ramalho, Rafael Bordalo Pinheiro.
Bom exemplar.
Invulgar.
15€