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30 junho, 2026

GALVÃO, António Miguel -
UM SÉCULO DE HISTÓRIA DA COMPANHIA DE PESCARIAS DO ALGARVE.
Elementos para o estudo da Pesca do Atum no Algarve e da sua evolução histórico-jurídica. [Por]... Advogado. Faro, Edição da Companhia de Pescarias do Algarve, 1948. In-4.º (24x17,5 cm) de 157, [3] p. ; [1] desdob. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Edição original - limitada - desta monografia sobre a história da Companhia de Pescarias do Algarve, reportando aos últimos 100 anos de existência desta importante casa pesqueira algarvia, a mais antiga da região, e a evolução da pesca do atum na zona.
Obra de referência, muito ilustrada no texto e em página inteira com desenhos e fotografia a p.b. Inclui desdobrável em separado (24x33,5 cm): "Vista aérea do «Arraial Ferreira Neto» no sapal do Rato".
Junta-se folhinha volante com o timbre da Companhia de Pescas do Algarve, subscrita pelo Conselho de Administração, Francisco António Honorato de Sousa Vaz e João da Silva Neto, em que se dá conhecimento aos accionistas da oferta da presente obra ao arquivo da Companhia, deliberando fazer-se "uma edição muito limitada, para se oferecer um exemplar a cada Sr. Accionista, e ainda a entidades oficiais, com as quais esta Companhia por vezes está em ligação."
"Formada a nacionalidade portuguesa (1140) e depois da conquista do Algarve em 1249, que efectivou a unidade territorial da Nação, a pesca do atum começou a ser um direito senhorial da Coroa ou das entidades em que ela delegava por doação ou arrendamento, e assim o atum e a corvina eras designados por pescarias reaes.
Há notícia de que era exercida na costa do Algarve no tempo de D. Afonso III (1248-1279) e noutras, pois D. Dinis, por carta régia de 22 de Dezembro de 1305, autorizou o lançamento de armações para a sua pesca em Sines e em Setúbal.
Foram porém sicilianos, então estabelecidos em Lagos, que em 1368, reinando el-rei D. Fernando, iniciaram experiências para a pesca do atum no Algarve por meio de artes de pesca mais aperfeiçoadas, que foram as precursoras das actuais armadilhas ou armações fixas. Em 1440, reinando D. Duarte, eram já armadas em boas condições de pesca, tendo sido dada a sua concessão a uma sociedade de sicilianos."
(Excerto de Primeira Parte - A Pesca do Atum - Cap. 3.º - A pesca do atum nos séculos XIII a XVII)
Índice:
Primeira Parte - A Pesca do Atum. Segunda Parte - Antecedentes directos da fundação da Companhia. Terceira Parte - A fundação da Companhia em 1835. Quarta Parte - O que interessa ao futuro da indústria da Pesca do Atum. quinta Parte - Anexos.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas algo sujas, com um outro corte (sem perda de suporte).
Raro.
Indisponível

03 junho, 2026

SANTOS, Leandro Miguel dos - OS SINALEIROS DO MAR DA ERICEIRA. [Prólogo de José Caré Júnior]. [S.l.], Edição do Forum Ericeirense, Agosto 1994. In-4.º (24 cm) de [52] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Obra de homenagem aos "sentinelas do mar" - os Sinaleiros da Ericeira -, homens que vigiavam o mar em dias alterosos, e que conduziam os pescadores para o porto em segurança. O presente estudo explica o trabalho dos Sinaleiros, e inclui breves biografias dos mais conhecidos "vigias" ericeirenses.
Livro muito ilustrado com fotogravuras da Ericeira e do seu porto, e o retrato dos biografados.
"Este livro que ora se publica, vem, em nossa opinião, preencher uma falta na bibliografia marítimo-piscatória da Ericeira, concretamente, ao tratar da figura e a acção dos nossos sinaleiros do mar.
O autor não poupou esforços e tempo, para obter dados e fotos de diversos sinaleiros (alguns do século XIX), que desenvolveram a sua meritória e humanitária actividade em prol das vidas e bens dos pescadores locais (e não só).
A formação espontânea e a aquisição de conhecimentos por parte do sinaleiro para o exercício da sua missão, eram adquiridas através da observação do mar embravecido, hora após hora, dia após dia, e durante uma vida inteira.
Era este tipo de formação que lhes possibilitavam trazer a bom porto barcos e homens, através das vagas alterosas."
(Excerto do Prólogo)
"Finalmente se presta a justa homenagem a todos esses homens que, duma maneira tão nobre e voluntariosa, contribuíram para que os seus conterrâneos saíssem e chegassem sãos e salvos a bom porto - Os Sinaleiros.
Muito pouco existe documentado que descreva este trabalho geralmente feito por pescadores mais idosos. Idade de muita experiência e de ggrande sentido de responsabilidade. Todos os que tivessem os seus familiares no mar, era nesses momentos que mais sentiam que a vida dos seus dependia dessa nobre figura que era o Sinaleiro.
"Marcar o Mar" requeria toda essa experiência e coragem que, durante muitos anos, eles próprios na sua faina, foram adquirindo. Quantas vezes sentiram o medo e a angústia, de olhos postos naquele que, do alto do Forte da Guarda Fiscal, os mandava avançar com toda a força ou esperar com toda a calma, até que viesse um "raso". Em inúmeras e inúmeras situações de mar bravo o destemido pescador da Ericeira lá foi saindo ou entrando no porto, ajudado pelo Sinaleiro numa luta tão desigual entre a natureza embravecida e a sua velha experiência. Só os Sinaleiros poderão descrever o que é que sentiam naqueles momentos, sozinhos e isolados de tudo e de todos, tendo a enorme responsabilidade de trazer todos os pescadores a bom porto. Procurámos em documentos antigos, mas nada encontrámos sobre os Sinaleiros, talvez por estes homens não serem remunerados, o que recebiam era algum peixe, dado por aqueles que acabavam de salvar."
(Excerto da Introdução do autor)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
20€

01 fevereiro, 2026

EMPRESA DE PESCA DE VIANA S. A. R. L. : VIANA DO CASTELO -
Relatório, Balanço e Contas do Exercício de 1969
. [Viana do Castelo], [EPV], 1970. In-8.º (22x16,5 cm) de [12] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Relatório e Contas da Empresa de Pesca de Viana, uma das mais importantes firmas de pesca longínqua nacional, possuindo barcos próprios, entre eles os icónicos lugre "Santa Maria Manuela" (1937), e os navios-motor gémeos "Santa Maria Madalena" e "São Ruy" (1939), todos construídos nos estaleiros da CUF.
Este relatório evidencia as dificuldades que a EPV atravessou em 1969, mormente pela escassez de peixe e, por consequência, o aumento dos preços, o que a impediu de realizar alguns investimentos na frota pesqueira e nas instalações da empresa. Subscreve o Relatório o Conselho de Administração constituído por: João Delgado Cerqueira; João do Carmo Correia Botelho; Adolfo Augusto Matamoro Juzarte Rolo; Hernâni Pereira Furtado; Tiago Martins Delgado.
Peça com interesse para a história da pesca do bacalhau em Viana, ilustrada com "mapas" contabilísticos.
Documento raro. A BNP não menciona o presente relatório na sua base de dados.
Tiragem limitada a 560 exemplares.
"A campanha de pesca de 1968, a que se referem as contas apresentadas, decorreu normalmente e os seus resultados podemos considerá-los satisfatórios.
Infelizmente já não podemos dizer o mesmo da última campanha ainda em curso, ou seja a relativa a 1969.
Como estava previsto por especialistas internacionais, verificou-se na passada campanha uma invulgar escassês de pescas.. Esta instabilidade foi uma das principais razões que nos levou, cautelosamente, a adiar mais uma vez a construção de novas unidades, iniciativa que nunca deixamos de ponderar. A circunstância referida é agravado pelo facto de o preço do bacalhau ter estado tabelado durante cerca de vinte anos o que não nos permitiu criar as reservas necessárias para encararmos tal resolução com a prudência que julgamos aconselhável. A presenta campanha parece-nos ter confirmado este critério, porquanto a escassês de pesca foi de tal modo que o nosso navio de linha não conseguiu totalizar 1/3 da sua carga e os nossos arrastões gastaram nas suas viagens o dobro do tempo habitual."
(Excerto do Relatório)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
25€

13 agosto, 2025

GRE
AVES, Manuel - AVENTURAS DE BALEEIROS. Cidade da Horta, no Arquipélago dos Açores, Edição do Autor, Ano de 1950 [Imp. 1949]. In-8.º (19,5x12,5 cm) de 206, [10] p. ; [1] f. desdob. ; [20] p. il. ; B.
1.ª edição.
Gravura da capa: O arpoador espera a baleia.
Interessante narrativa, fidedigna, de um moço faialense que embarca rumo à aventura no perigoso mundo da pesca à baleia.
Livro ilustrado em separado com inúmeras fotografias distribuídas vinte páginas e uma folha desdobrável (19,5x24 cm).
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Dr. Ramos Taborda.
"Algumas vezes historiou o José Rodrigues a sua aventura da mocidade, à baleia, durante os serões familiares da casa paterna, no lugar do Valverde, na ilha do Pico deste Açores. O filho António, falecido em 1928, possuia o dom da afinada retenção, e fixára, talvez pelo excesso do relato, até os mínimos pormenores da aventura.
Se estou certo que pai e filho não inventaram, mais certo fico de que não leram o Julio Verne, finado na sua casa de Amiens em 1905, com 77 anos. Eles não sabiam ler, e, à época dos 18 anos do pai, provável que o notável francês não houvesse trabalhado, ainda, a contextura dos 48 romances da sua famosa obra de geografia científica.
O António contaria uns 50 anos em 1922, quando me contou, em simples linguagem de campónio, a aventura do pai, durante uns serões de Agosto, naquela estância da fronteira do Pico.
A minha curiosidade prendeu-se à história e levou-me a anotá-la. Ela aí vai, em bases de verdade, amaciada por ligeira fantasia, e acrescida duns casos à margem, colhidos de improviso."
(Nota do Autor)
"Há setenta anos, ou mais, o feitio aventureiro dos ilhéus moços, neste oeste-açoreano, conquistára o auge. Mal o buço começava despontando, os rapazes entravam a planear a fuga por esse mar-além, à procura duma sorte. Aos do Pico, não se lhes prendia o coração às pedras negras, contra que se estiolavam no trabalho os pais, mal conseguindo ganhar o pão de cada dia. [...]
O sonho doirado dos rapazes era embarcar, à busca da ventura distante. Ontem, como sempre, a visão atlântica absorvia-lhes os pensamentos, embalava-os, dava-lhes a côr fagueira da verde-esperança. A terra americana, a mil e novecentas milhas, seduzia-os. Tantos que estavam ganhando bem, e prosperavam por lá!
Muitos sofreram ásperamente os rigores da má-sorte, embarcados em navios americanos da pesca da baleia. Os barcos aportavam ao Faial, afim-de tomarem mantimentos enviados pelos armadores de New Bedford, deixando os enormes cascos gordurentos, cheios de óleo, que mais tarde eram reembarcados para aquele porto da costa leste dos Estados Unidos, então o maior centro balieiro do mundo."
(Excerto do Cap. II - À aventura! - Embarcar, ou para a missa)
Índice dos capítulos:
[Nota do Autor] | I - A fuga pela noite - com um adeus e um cabaz de ilusões. II - À aventura! - Embarcar, ou para a missa. III - A abalada pela noite. IV - No mar, a noite gera receios e recordações - Enfim, a bordo! V - Na rota para o sul - Um capitão engenhoso. VI - Desporto perigoso - Tubarões e romeiros. VII - Em plena pesca. VIII - Prossegue a luta - Arpoadores - Uma baleia perigosa. IX - Cãis hábeis - e de quanto são capazes. X - Falta um homem no bote do capitão! XI - Opéra o Deus do Bom-Acaso. XII - Comando novo - Volta ao Pacífico. XIII - Naufragados - Navio perdido! - Dos ciclones. XIV - Entre perigos - Alguns dias de jangada. XV - Caminho da ilha de areia branca. XVI - Na ilha de areia - A visão do Anjo da guarda. XVII - Trabalha! Eu te ajudarei... XVIII - Oito mêses desterrados - Os pioneiros - Os imigrantes. XIX - A salvação - Para Honolulu e San Francisco. XX - Paragem em San Francisco - A arrancada para San José. XXI - Passam os anos - Entretanto, agitam as saudades... XXII - ... E atormentam os arrependimentos - 30 anos volvidos.
Manuel da Silva Greaves (Horta, 1878?-1956). "Escritor e jornalista. Iniciou-se no jornalismo, ainda estudante do Liceu da Horta, colaborando em A Primavera, A Estudantina e Sal e Pimenta. Posteriormente, foi redactor de O Ocidente dos Açores, O Atlântico e Jornal Açoreano. Também colaborou com outros jornais do arquipélago, do continente, dos Estados Unidos da América e do Brasil. Os seus artigos de política partidária caracterizam-se pela sátira e pela ironia com que visava os adversários. Escritor regionalista, deixou vários livros de temática açoriana, onde o mar e os baleeiros são destacados, o último dos quais editado postumamente. Sobre a sua prosa Casimiro (1957) escreveu: «Publicados em períodos diferentes, marcam duas épocas da sua vida: mocidade e maturidade. Em todos está bem marcada a personalidade do escritor pela forma como foram concebidos, neles está vincada a maneira de ser do prosador pelo estilo pessoal e característico [...]». Histórias que me contaram e Aventuras de Baleeiros são os melhor conseguidos e aqueles em que contribui mais significativamente para a etnografia açoriana. [...] Era Verificador das Alfândegas."
(Fonte: http://www.culturacores.azores.gov.pt/ea/pesquisa/Default.aspx?id=5765)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico e etnográfico.
Indisponível

03 agosto, 2025

LUZ, Ruy Acácio da Silva -
A FAINA DA PESCA E O SEU VALOR ETNOGRÁFICO NO LITORAL OESTE : Costa das Três Praias (Pedrogão, Vieira e S. Pedro de Moel).
Esta Comunicação foi apresenta ao X Congresso Beirão na IV Secção (Evolução Histórica, Etnográfica, Fauna e Flora), etc. Coimbra, Comissão Regional de Turismo de Leiria, Batalha, Marinha Grande, Porto de Mós e Vila Nova de Ourém - Rota do Sol, 1965. In-4.º (24x17 cm) de 32 p. ; [6] p. il. ; B.
1.ª edição.
Interessante trabalho com valia regional, histórica e etnográfica sobre o Litoral Oeste, publicado em separata do Arquivo Coimbrão, vols XXI-XXII.
Ilustrado no final, em separado, com 12 fotografias/desenho a p.b. distribuídas por seis páginas.
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Quando vindo das estradas, quer do Norte, quer do Sul, e atravessando o famoso Pinhal do Rei, alusão a El-Rei D. Dinis, seu genial plantador, deparamos sùbitamente, por entre o rendilhado de ramagens contorcidas, selvagens e verdes, com o mar Atlântico, bramindo em melopeia de búzio, ora para Norte contra rochedos e arribas, ora para sul em areias vastas que se alcantilam em impressionantes dunas.
Olha-se para aquela maravilha, como se houvéssemos recorrido «in mente» à visão suprema duma gigantesca rosa azul, e pétalas a desfolharem-se, em cambiantes brancas e de acidulado enxofre.
É uma ideal costa de três praias salientes: Pedrogão, Vieira e S. Pedro de Moel. Por assim dizer, elas são a porta batimétrica, formada por largo fundo de areia, por onde se escoa o sistema hidrográfico da bacia do Lis."
(Excerto de 1.º Ambiência natural, meio geográfico)
Índice:
1.º Ambiência natural, meio geográfico e bosquejo histórico do Litoral-Oeste: - Terras; - Mar e pesca; - Rio; - Flora e Fauna. 2.º Vida e tipismo das suas gentes: - Demografia; - Sociologia; - Trabalho; - Habitação; - Santo Padroeiro; - Costumes; - Trajos. 3.º Ocupação específica da pesca: - Barcos; - Pesca. modos e artes; - Companha; - Pescado. 4.º Pituresco da região, e a sua projecção etnográfica: - Clima; - Contraste e dualidades; - Faceta e carácter litorâneo, no todo nacional, como projecção etnográfica.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Com acidez nas capas.
Muito invulgar.
20€

01 abril, 2025

VILLIERS, Alan -
A CAMPANHA DO ARGUS : uma viagem na pesca do bacalhau.
Introdução de Álvaro Garrido, Historiador e Director do Museu Marítimo de Ílhavo. [2.ª Edição corrigida]. Lisboa, Cavalo de Ferro, 2006. In-4.º (23,5x16,5 cm) de 383, [1] p. ; il. ; B.
Clássico da literatura portuguesa sobre a pesca longínqua - a faina do bacalhau.
Livro ilustrado com um desenho do navio (em duas páginas), mapas e inúmeras fotografias do autor.
"Numa escrita límpida e envolvente, este oficial da Armada australiana, pre­sença assídua nas páginas do National Geographic Magazine do segundo pós-guerra como repórter das «coisas de mar», escreveu uma narrativa de viagem de um dos mais belos veleiros da frota bacalhoeira portuguesa, o Argus. A projecção internacional do livro foi tal que teve tradução em mais de uma dezena de línguas."
(Fonte: Liv. Bertrand)
"Nos meses sombrios do Outono de 1951, as montras dos principais livreiros de Londres e Nova Iorque exibiam um novo livro do mais afamado «escritor marítimo» da época. The Quest of the Schooner Argus, de Alan Villiers. Através do título, só os leitores afeiçoados às relíquias da vela podiam supor que a narrativa fosse dedicada a um navio bacalhoeiro português. Já o subtítulo tornava mais precisos o tema e o género: A Voyage to The Banks and Greenland remetia para uma crónica de viagem, um género clássico da literatura de marítima universal.
O Argus era um lugre belo e imponente, de quatro mastros, à semelhança dos veleiros que o autor australiano mais apreciava. Navio de casco de aço, provido de motor auxiliar, podia carregar oitocentas toneladas de bacalhau. [...]
Ano após ano, o Argus fez-se ao Atlântico para «trazer à pátria o pão dos mares». Cumpriria a sua derradeira campanha de pesca nos bancos da Terra Nova e da Gronelândia em 1970. Devido à crónica de Alan Villiers, o Argus tornou-se o mais conhecido navio bacalhoeiro português no estrangeiro Com carinho e retórica, o escritor chamava-lhe o «Queen Elizabeth» da frota bacalhoeira portuguesa. [...]
Ilustrado com belas fotografias do próprio autor, o novo livro do comandante Villiers não enjeitava um sentido de documentário, de «descoberta» e divulgação da última actividade económica que fazia uso da navegação à vela em viagens transoceânicas: a pesca do bacalhau por homens e navios portugueses."
(Excerto da Introdução)
Alan John Villiers (1903-1982). "Nasceu em Melbourne, na Austrália, em 1903. Oficial de Marinha e repórter de temas marítimos, granjeou fama no National Geographic Magazine e em diversos jornais australianos e britânicos. Fascinado pela vela transatlântica, realizou filmes documentais e escreveu mais de uma dezena de crónicas de viagens marítimas. Editados na Grã-Bretanha e nos EUA, os seus livros conheceram traduções em diversas línguas. Em 1951 deu a conhecer ao mundo a pesca do bacalhau por homens e navios portugueses. The Quest of the Schooner Argus, cuja tradução portuguesa saiu no mesmo ano, foi das suas principais obras, certamente a mais divulgada no estrangeiro, mercê dos esforços do aparelho de propaganda salazarista. Resultado de uma encomenda das autoridades portuguesas, o livro narra uma campanha de pesca do lugre Argus nos tempos áureos da pesca à linha com dóris de um só homem."
(Fonte: Liv. Bertrand)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
15€

31 março, 2025

SIGLAS POVEIRAS. Catálogo da Exposição Documental e Bibliográfica
. Póvoa de Varzim, Museu Municipal de Etnografia e História da Póvoa de Varzim, 1979. In-4.º (23x16 cm) de 88, [12] p. ; ul. ; B.
1.ª edição.
Catálogo da exposição temporária sobre "siglas poveiras", organizado por ocasião da transferência do acervo do Museu para a Associação Comercial, com o intuito de ser levado a cabo obras de restauro e conservação no espaço original, sendo aproveitada a circunstância para divulgar o rico espólio povoense.
Ilustrado com fotografias a p.b. alusivas à exposição, ocupando 7 páginas inteiras.
"Entre os assuntos propostos e discutidos para se iniciar este projecto de exposições, mereceu prioridade o das marcas ou siglas poveiras. Contemplava-se desta forma uma das manifestações mais curiosas da comunidade marítima do burgo e simultaneamente haveria ocasião para se prestar homenagem a António dos Santos Graça, seu primeiro autorizado estudioso, e à própria classe piscatória que durante séculos fez destes sinais seus «brasões de família».
Signo convencional gravado num objecto e destinado a transmitir uma indicação de posse, sem deixar por vezes de estar conotado com a simbologia mítica, a marca ou sigla, é para o pescador poveiro uma espécie de emblemática genealógica com regras precisas na observância do seu uso e transmissão. Na verdade, da casa ao túmulo; dos objectos domésticos às alfaias marítimas; nos arcazes das igrejas locais onde a prática religiosa o levava e nas portas dos templos das terras onde arribava ou ia em devota romagem venerar a imagem de sua devoção; nas embarcações, em que ganhava e arriscava a vida, e até na lousa que no cemitério assinalava a campa quando seus restos  mortais adregavam aí ser recolhidos - esse sinal de figuração geométrica, inspirado no meio circundante, foi utilizado pelos varões da grei como indicativo de propriedade ou presença."
(Excerto do preâmbulo de João Marques)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta pequena mancha.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
35€

17 outubro, 2024

RUSSO, Alferes Américo José -
GUIA DO AGENTE FISCALIZADOR DA CAÇA E DA PESCA E DO RESPECTIVO DESPORTISTA.
Compilação do... Comandante da Secção da G. N. R. de Penafiel. Publicação autorizada pelo Comando Geral da Guarda Nacional Republicana. [S.l.], [s.n. - Centro Gráfico de Famalicão de José Casimiro da Silva - Vila Nova de Famalicão], 1958. In-8.º (16x11 cm) de 365, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Curioso vade-mécum, reúne todas as informações pertinentes (e actualizadas) que regularizam a caça e a pesca em Portugal, incluindo todos os assuntos directa ou indirectamente ligados a estas actividades.
É muito interessante o capítulo dedicado ao Registo canino, que o autor divide em três grandes grupos, com as respectivas definições: os cães de caça; os cães de guarda; os cães de luxo, propondo ainda, em "Extinção dos cães vadios", uma (discreta) "solução final" para os cães da rua.
O tema da Caça fecha com 12 quadros-resumos em página inteira.
"O Decreto n.º 23.461, que regulamenta o exercício da caça, data de 1934, e, de então para cá, tem sofrido várias alterações que se encontram dispersas por vários diplomas, o que torna difícil a sua consulta.
O mesmo sucede com a legislação que regula o exercício a pesca, esta ainda mias complexa, porque não tem pròpriamente um diploma fundamental, pois sendo vários os que regulam este desporto, cada um trata da sua parte sem se referir quase aos outros, agravado pela circunstância de a maior parte dessa legislação se não encontrar publicada senão nos Diários do Governo, nem sempre fáceis de conseguir, visto alguns datarem de há mais de setenta anos.
Estas dificuldades deparadas a cada passo no desempenho das funções de Comandante da Secção Rural da Guarda Nacional  Republicana, encorajaram-me a reunir num único livro, a que dei o título de «Guia do agente fiscalizador da caça e da pesca e do respectivo desportista», toda a legislação que regula estes assuntos, no qual foi incluída também a que se refere a
Armas
Registo de cães
Vacina de cães
Polícia Florestal,
por se relacionar com a que orienta aqueles dois desportos.
E para maior utilidade deste trabalho, procurou-se dar a este livro um formato prático, fácil de transportar sem grande incómodo, dado que tanto o agente fiscalizador como o desportista têm necessidade de o trazer sempre consigo, para o consultarem a cada momento."
(Excerto de Advertência)
Índice:
Advertência | I- Caça. II - Armas. III - Registo de cães. IV - Vacina de cães. V - Polícia Florestal. VI - Pesca.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Indisponível

28 julho, 2024

SILVEIRA, Alice Emília Belo Bettencourt e - TENTATIVA DE ESTUDO DO PESCADOR DO BISCOITINHO (Ilha Terceira).
Separata do Vol. XI, N.ºs 1-3 de Atlântida (Orgão do Instituto Açoriano de Cultura). Janeiro-Junho, 1967
. Angra do Heroísmo, [s.n.], 1967. In-8.º (21,5 cm) de 58, [2] p. ; [2] mapas ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Curioso ensaio com interesse histórico, etnográfico e sociológico sobre o pescador do Biscoitinho - zona pertencente à freguesia de S. Mateus da Calheta, situada na Ilha Terceira. Estudo criterioso, por certo com tiragem reduzida.
Livro ilustrado no texto com quadros e tabelas, e em separado, com dois mapas:
- "Cidade de Angra do Heroismo e a freguesia de S. Mateus : Escala 1 : 25 000";
- "Freguesia e São Mateus : Escala 1 : 5000"
.
"As primeiras referências a S. Mateus da Calheta encontram-se na carta Ilha Terceira, integrada no «Atlas de Seis Cartas dos Açores» (Luís Teixeira, Museu Nacional de Florença), e na «Crónica de El-Rei D. António» (Fr. Pedro Frias). Em ambas as obras, anteriores a 1583, se alude a S. Mateus como sendo uma povoação com cerca de 20 vizinhos e dispondo de defesas contra piratas.
Em 1590 («Saudades da Terra» - G. Frutuoso) já a povoação era paróquia com vigário e igreja «muito fresca» com uma população de 40 vizinhos.
De acordo com Frutuoso, no final do século XVI as actividades piscatórias limitavam-se ao lançamento de redes, a partir de terra, na baía do Negrito. [...]
Todavia em meados do século XIX (Pdre. Jerónimo E. Andrade - «Topografia da Ilha Terceira» - 1843), para além da riqueza das terras e cultura, há já lugar a uma referência a um pequeno porto de barcos de pesca que abasteciam a cidade. Nesta época a população é de cerca de 1 400 habitantes, na sua grande maioria rurais, distribuídos por cerca de 500 fogos.
Com o desenvolvimento da pesca o centro da população desloca-se para Leste, em direcção ao porto, fixando-se os pescadores sobretudo no Biscoitinho."
(Excerto de 1 - Notícia histórica)
Plano: Introdução. | Capítulo I. História geral de S. Mateus. Enquadramento geográfico. População e sua composição. Vida e costumes: 1 - Notícia histórica; 2 - Relevo, costa e clima; 3 - Tipo de povoamento; 4 - População; 5 - Características gerais; 6 - Separação de facto entre pescadores e não pescadores; 7 - Equipamento. Capítulo II. Morfologia do Biscoitinho: 1 - Descrição da zona; 2 - Tipo de povoamento; 3 - Equipamento; 4 - População. Capítulo III. Aspecto económico-social da actividade do pescador. Condições em que é exercida. Remunerações. Outras formas de actividade: 1 - Regime de trabalho; 2 - Hierarquia e possibilidade de promoção profissional; 3 - Formas de remuneração; 4 - Remuneração média; 5 - Encargos profissionais; 6 - Desempenho profissional; 7 - Ajuda mútua «O Santo»; 8 - Inquérito profissional realizado junto do pescador do Biscoitinho. Capítulo IV. Ambiente do Pescador do Biscoitinho, aspectos gerais mais relevantes: 1 - Dimensão e composição média do agregado familiar; 2 - Habitação; 3 - Alimentação; 4 - Saúde; 5 - Composição de rendimento familiar; 6 - Composição da despesa familiar; 7 - Nível cultural; 8 - Comportamento religioso, moral e social; 9 - Utilização de tempos livres; 10 - Expectativas e aspirações. Capítulo V. Protecção legal ao trabalho. A Casa dos Pescadores: 1 - A Casa dos Pescadores e os seus fins; 2 - Acção da Casa dos Pescadores em S. Mateus; 3 - Como o pescadores encaram a instituição. Capítulo VI. Conclusões e sugestões.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Sem registo na BNP.
45€

19 maio, 2024

GARCIA, Joaquim -
BARCA-VOLANTE : arte de pesca de lançamento circular.
Privilegiada por Alvará Regio. Tavira, Typ. Burocratica, 1885. In-8.º (20,5x13,5 cm) de 31, [1] p. ; [1] f. desdob. ; B.
1.ª edição.
Inovadora arte de cerco, ou de lançamento circular, desenvolvida no Algarve, que pretendia reunir o melhor de várias artes de pesca, incluindo os "galeões", técnica desenvolvida com bons resultados pelo país vizinho, mas dispendiosa e não totalmente adequada à faina portuguesa.
Esta curiosa monografia - muito rara - foi concebida e mandada imprimir por Joaquim Garcia, o proprietário do "privilégio régio" (detentor exclusivo deste empreendimento pesqueiro), na Tipografia Burocrática (1882-1912), inovador projecto tipográfico tavirense de João Gil Pessoa, primo direito do pai de Fernando Pessoa. É de realçar a consciência ambiental do autor, expressa na preocupação que o "varrimento" do fundo mar com artes de pesca desenvolvidas para o efeito causa ao ecossistema, e as graves consequências daí resultantes para o futuro das pescas.
Ilustrado no final com desenho esquemático de grande dimensões (58x55 cm) representando o funcionamento da Barca-volante.
"Quando se examina a carta da Europa, reconhece-se facilmente que Portugal é, em relação á sua população e á sua area, uma das nações d'esta parte do mundo que dispõe de maior extensão de costa maritima. [...]
Desde a Ponta de S.to Antonio, junto á foz do Guadiana, até Caminha, em todas as zonas departamentaes, ha numerosos pontos apropriados ao exercicio da pesca; aos quaes, ora n'uns ora n'outros, concorre todos os annos bastante pescaria; e mais concorrerá, de certo, se alguma vez se pozerem em pratica todos os meios preventivos, que se oppozerem á devastação dos prados submarinos, e á retenção e destruição da massa embryonaria proveniente da desova fecundada e dos numerosos cardumes de peixes pequenissimos, cuja extincção é uma das causas que mais poderosamente concorre, para o escasseamento da pesca domiciliaria e de arribação em alguns dos nossos districtos maritimos. Apezar, porém, do inestimavel valor d'essa riqueza que a provida mão da natureza tão generosamente nos proporciona, temos deixado jazer no mais deploravel estado de atrazo, a industria que tem por fim o emprego dos meios destinados ao aproveitamento de tão magnifica fonte de producção."
(Excerto de Duas palavras)
Indice:
I - Duas palavras. II - Artes de cêrco. III - Galeões. IV - Barca-volante. V - Armação do apparelho e seu lançamento ao mar.. VI - Barcascas ou artes de chavega. VII - Comparação entre a barca-volante e as barcas actuaes ou artes de chavega. VIII - Comparação entre a barca-volante e os galeões. IX - Differenças economicas entre a barca-volante e os galeões. X - Companhas. XI - Observações geraes.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Contracapa apresenta secção de papel que aí esteve colado.
Raro.
Com interesse histórico e regional.
45€

06 maio, 2024

MARTINS, J. P. Oliveira -
PROJECTO DE LEI DE FOMENTO RURAL APRESENTADO Á CAMARA DOS SENHORES DEPUTADOS NA SESSÃO DE 27 DE ABRIL DE 1887.
Pelo deputado... Lisboa, Imprensa Nacional, 1887. In-8.º (23,5x14,5 cm) de 155, [5] p. ; [12] p. desdob. ; B.
1.ª edição.
Contributo legislativo de Joaquim Pedro de Oliveira Martins composto por um relatório que expõe o panorama geral do país e em particular o estado calamitoso da lavoura, a que não era alheio o fenómeno da emigração na época, e o projecto de lei que o justifica.
Em ambos aborda com detalhe assuntos relacionados com a caça e a pesca, temas sempre interessantes e caros a franja importante da população portuguesa.
Inclui 19 "mapas" distribuídos por 12 páginas do texto.
"Pedi a palavra para mandar para a mesa um projecto de lei. Antes, porém, de o ler, desejo justificar a sua apresentação com differentes considerações que me foram suggeridas, especialmente, por um trabalho da maior importancia, distribuido na ultima ou em uma das ultimas sessões da legislatura transacta. Refiro-me ao relatorio ácerca do estado da emigração portugueza. [...]
Do relatorio a que me refiro, extrahi uns mappas para que chamo a attenção da camara. Não os leio por ser impossivel, limitando-me a envial-os para a mesa, a fim de serem publicados no Diario da camara.
Estes mappas abrangem uma parte muitissimo consideravel da area do paiz, e o relatorio a que me refiro consiste na impressão dos depoimentos das differentes camaras municipaes, das differentes repartições de fazenda e administrações de concelho, como respostas a um questionario que lhes foi enviado pela commissão parlamentar de emigração. [...]
Nos mappas a que me refiro dividi a zona inquirida em cinco regiões que se caracterisam de uma maneira perfeitamente homogenea.
A primeira comprehende os districtos da Guarda, Bragança e parte do de Vizeu; a segunda o Alemtejo; a terceira o Algarve; a quarta todo o litoral até á fronteira da Galliza, a quinta as ilhas adjacentes.
Exporei á camara o que dizem os differentes depoimentos sobre questões graves que se referem ao regimen do trabalho, á emigração, ao mercado dos capitaes e ao valor da propriedade.
Os dados recolhidos ácerca d'estes diversos assumptos seriam o bastante, parece-me, para se formar uma idéa nitida do estado em que se encontra o paiz, estado que me parece contrastar de modo gravissimo com aquella que se afigura a muitas pessoas que não olham alem do perimetro da capital."
(Excerto de Apresentação do projecto)
Indice:
Apresentação do projecto | Mappas anexos | Relatorio: I. População e emigração portugueza; II. Possibilidade de aproveitamento dos incultos; III. Fórmas de colonisação; IV. Preferencia de culturas; V. Divisão e fragmentação da propriedade; VI. Os capitaes e a lavoura; VII. Economia hydraulica portuguza; VIII. As legislações florestaes; IX. A caça e a pesca; X. Os proprietarios e a associação; XI. Conclusões. | Projecto de lei: I - Do credito rural; II - Dos consorcios de proprietarios; III - Do arroteamento de terrenos incultos; IV - Do desseccamento de pantanos e salgados; V - Da utilisação de aguas publicas; VI - Da arborisação por utilidade publica; VII - Da caça e pesca; VIII - Da indivisibilidade dos casaes; IX - Disposições diversas.
Joaquim Pedro de Oliveira Martins (1845-1894). "É hoje reconhecido como um dos fundadores da moderna historiografia portuguesa e uma das vozes de maior relevância do pensamento político e social do século XIX. Foi historiador, político e cientista social, cujas obras marcaram sucessivas gerações de leitores e investigadores, influenciando escritores do século XX, como António Sérgio ou Eduardo Lourenço. Abandonou os estudos por dificuldades económicas da família, tendo trabalhado no comércio e mais tarde como diretor de vários projetos empresariais e industriais. Foi deputado em 1883, eleito por Viana do Castelo, e em 1889 pelo círculo do Porto. Em 1892 foi convidado para a pasta da Fazenda, no ministério que se organizou sob a presidência de Dias Ferreira, e em 1893 foi nomeado vice-presidente da Junta do Crédito Público. Elemento animador da Geração de 70, revelou uma notável adaptação às múltiplas correntes de ideias do seu século, tendo colaborado nas principais publicações literárias e científicas de Portugal. A sua vasta obra começou com o romance Febo Moniz, publicado em 1867, e estende-se até 1894, ano em que morreu. Na área das ciências sociais escreveu, por exemplo, Elementos de Antropologia, de 1880, Regime das Riquezas, de 1883, e Tábua de Cronologia, de 1884. Das obras históricas há a destacar História da Civilização Ibérica e História de Portugal, em 1879, O Brasil e as Colónias Portuguesas, de 1880, Os Filhos de D. João I, de 1891, e Portugal Contemporâneo, de 1881. É também necessário destacar a sua História da República Romana. A sua obra suscitou sempre controvérsia e influenciou a vida política portuguesa, mas também historiadores, críticos e literatos do seu tempo e do século XX."
(Fonte: Wook)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e pequenas cortes marginais.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

03 janeiro, 2024

CORDEIRO, Arsénio -
PESCA GROSSA EM PORTUGAL.
[Por]... Do Conselho Técnico do Clube dos Amadores de Pesca de Portugal e Federação Portuguesa de Pesca Desportiva. [S.l.], Junta de Turismo de Cascais, 1950. In-4.º (24,5x19 cm) de 31, [3] p. ; [3] f. il. ; B.
1.ª edição.
Importante contributo para a história da pesca grossa entre nós, publicado numa época em que o país dava os primeiros passos para a divulgação deste desporto, e de que este trabalho é exemplo. Inclui no final pequeno resumo em inglês.
"Até 1950 não há registo de capturas de espadartes por pescadores amadores em Portugal. Em 30 de Outubro de 1954, Manuel Frade pesca o primeiro exemplar desta espécie, com 153 quilos, nas águas de Sesimbra. Seguiram-se as grandes pescarias de Arsénio Cordeiro (1910-1982), médico e professor catedrático que foi o grande responsável pela divulgação da pesca desportiva de alto mar em Sesimbra e, particularmente, desta espécie que se tornou numa referência gastronómica da vila e deu, inclusive, nome a uma unidade hoteleira."
(Fonte: https://www.sesimbra.pt/noticia-72/ultimos-dias-da-quinzena-do-espadarte)
Livro ilustrado com 6 figuras a p.b.  - impressas sobre papel couché - distribuídas por 3 folhas intercaladas no texto.
"Ao abordar  este assunto não podemos deixar de pensar que vamos falar sobre uma modalidade actualmente quase inexistente, mas cujas condições potenciais são de tal modo favoráveis que bem se pode afirmar termos até aqui desprezado uma riqueza colocada pela Providência a nossos pés.
Nem todos os países podem aspirar a incluir no seu arsenal turístico aquilo a que os anglo-saxões chamam o Big-Game Fishing, pois que a captura de peixes gigantes com cana e carreto está naturalmente condicionada pela existência dos mesmos em local acessível. [...]
Dum modo geral pode dizer-se que sempre há possibilidades de big-game, elas são exploradas ao máximo, mesmo em locais, como a Inglaterra, em que as áreas de pesca ficam a 50 ou 70 milhas dos portos mais próximos. Em toda a parte se procura desenvolver a pesca grossa. Em toda a parte menos cá!
O objectivo deste trabalho é pois o de contribuir com a nossa magra experiência pessoal para pôr o problema em equação, procurando estabelecer como premissas iniciais:
1) O conhecimento das nossas possibilidades no que respeita a peixes de desporto;
2) A delimitação de zonas com características próprias e interesse turístico;
3) Os requisitos necessários para tornar possível o aproveitamento desportivo e turístico dessas zonas e desses peixes."
(Excerto do preâmbulo - Considerações prévias)
Índice:
Consideração prévias | I Parte - Peixes de desporto da costa portuguesa: 1.º ) Anequim; 2.º) Atum; 3.º) Espadim; 4.º) Espadarte. II Parte - Zonas de pesca grossa: 1.º - Zona de Peniche - Berlenga: a) Mar do Cerro ou Mar do Sudoeste da Berlenga; b) Baixa da Corredoura; c) Farilhões - Mar dos Farilhões - Mar da Belatina; 2.º - Zona de Cascais - Sesimbra; 3.º - Algarve - Zona de Faro - Tavira. III Parte . Futuras investigações: 1.º) Equipamento; 2.º) A equipa de pesca; 3.º) Forma prática de realização. | Resumo e Conclusões | Summary | Bibliografia.
Arsénio Luís Rebello Alves Cordeiro (Lisboa, 1910-1982). "O Prof. Arsénio Cordeiro é considerado uma das figuras mais proeminentes da Medicina Portuguesa da segunda metade do século XX, devido às suas qualidades como clinico, investigador, professor, pedagogo, pela sua personalidade e carácter impar e multifacetada, percorrendo diversas áreas, desde a medicina até às inúmeras práticas desportivas. Especializou-se ainda em Medicina Desportiva, como bolseiro do Instituto de Alta Cultura, visitando Roma, Bolonha, Berlim e Hamburgo.  Empenhou-se em várias especialidades da medicina como em Medicina Interna, Cardiologia, Medicina Desportiva, Medicina do Trabalho e Medicina Aeronáutica, tendo participado em inúmeros congressos internacionais nestas áreas.  Foi nomeado Professor Catedrático de Patologia Médica, em 1958 e de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Lisboa, em 1964.  Para além de ter sido desportista de enorme mérito, distinguiu-se como campeão nacional de esgrima e espada em 1939, obtendo o record europeu da pesca do espadim branco e nos anos de 1955 e 1958, na pesca do espadarte.  Foi pioneiro da prática de esqui na Serra da Estrela. Participou também em outras atividades como a caça, remo e hipismo, tendo sido sócio e representado várias associações venatórias e piscatórias."
(Fonte: https://www.medicina.ulisboa.pt/newsfmul-artigo/89/viagem-vida-do-prof-arsenio-cordeiro)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico e desportivo.
50€

24 março, 2023

NAVIO GIL EANNES : ANO DE 1955
. Viana do Castelo, Edições À Bolina, 2015. In-8.º (21 cm) de 32 p. (inc. capas) ; il. ; B. Col. À Bolina - Folheto Num. 4 
1.ª edição. 
Folheto de reputadíssimo interesse para todos aqueles que se desejam informados sobre as ressonâncias que teve na imprensa lusa a entrega deste navio hospital, a 20 de Março de 1955, reservado ao amparo do corpo e da alma dos intrépidos pescadores do bacalhau nos mares da Terra Nova e da Gronelândia : aqui se informa de quais os relatos produzidos pelos seguintes jornais: Notícias de Portugal, Diário de Notícias, Comércio do Porto, Notícias de Viana, O Século e Diário Popular. 
Homenagem ao navio hospital Gil Eannes, durante décadas o amparo da frota bacalhoeira portuguesa na Faina Maior, nas gélidas águas da Terra Nova e Gronelândia.
Livro ilustrado com reprodução dos artigos que noticiaram o bota-abaixo do Gil Eannes, nos ENVC, em 1955.
Tiragem: 750 exemplares em papel reciclado brando - 90 grs. e capa em cartolina kraft - 240 grs.
"O Navio Hospital Gil Eannes foi construídos nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo em 1955 tendo como missão apoiar a frota bacalhoeira portuguesa nos mares da Terra Nova e Gronelândia.
Embora a sua principal função fosse prestar assistência hospitalar a todos os pescadores e tripulantes, o Gil Eannes foi também navio capitania, navio correio, navio rebocador e quebra gelos, garantindo abastecimento de mantimentos, redes, isco e combustível aos navios da pesca do bacalhau."
(Excerto do preâmbulo - Memória viva do passado marítimo)
Índice:
Memória viva do passado marítimo. | Ecos da imprensa a propósito da conclusão e entrega do navio Gil Eannes: Notícias de Portugal - Modernos estaleiros; Diário de Notícias - Nem o mau tempo arrefeceu entusiasmos; Comércio do Porto - A bênção da capela foi o primeiro acto; Notícias de Viana - Discursos vibrantes; O Século - O Navio-Apoio "Gil Eanes" e o novo bacalhoeiro "S. Tiago" receberam ontem o baptismo do mar numa cerimónia que teve carácter nacional, embora o mau tempo prejudicasse o seu brilho; Diário Popular - O Chefe da Nação visita o Gil Eannes. | Particularidades do navio Gil Eannes e dos ENVC.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
25€

09 setembro, 2022

SOARES, Maria Micaela - VARINOS.
O Tejo. Pesca e Pescado : Pescadores e Peixeiras
. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso nas Oficinas Gráficas de Ramos, Afonso & Moita Lda - Lisboa], 1989. In-4.º (26,5 cm) de 67, [5] p. ; [25] p. ; B.
Separata do Boletim Cultural da Assembleia Distrital de Lisboa, III Série N.º 90 - 1984/1988.
1.ª edição independente.
Importante trabalho sobre os pescadores do rio Tejo, sob o ponto de vista histórico, sociológico e etnográfico.
Livro ilustrado no final com 56 fotogravuras distribuídas por vinte e cinco páginas separadas do texto.
"A considerável amplidão, a jusante, da bacia hidrográfica do Tagus romano e a amenidade dos terrenos marginais propiciaram singulares condições para a exploração industrial das suas águas, pródigas em espécies, tanto adventícias como sedentárias.
Daí que a pesca tenha atingido neste rio grande desenvoltura, de modo pertinaz na sazão da fauna que o tornou famoso - o sável."
(Excerto de Pesca e Pescado)
"Verificou Baldaque da Silva que o número e a categoria das embarcações pesqueiras que, à volta de 1880, trabalhavam, durante a safra, no baixo Tejo e seu estuário, era de «quarenta barcos varinos, denominados batis-batis, tripulados por oitenta homens, número médio destas embarcações que, do distrito de Aveiro, emigram para o Tejo; trinta barcos ílhavos tripulados por quatrocentos e cinquenta homens que, depois da pesca costeira à tarrafa, vão pelo rio acima para a pesca do sável», além dos barcos do Barreiro e Seixal, das canoas da Trafaria e doutros pontos marginais.
Quem eram, então, estes pescadores que tão afanosamente se empenhavam na pescaria desta tira aquosa que enfaixa Portugal?"
(Excerto de Pescadores e Peixeiras)
Índice:
Varinos - O Tejo. Pesca e Pescado. Pescadores e Peixeiras. | Tejo. | O Tejo. | Pescadores e Peixeiras. | A Descarga do Peixe. Venda. | Barcos. | Vestuário. | Habitação. | Varinas. | Varina. | A Varina e a Literatura Popular. | Poesia Profana. | O Amor. | Encanto. | Desencanto. | Desgarrada. | Fado do Caminho-de-Ferro. | O Mar e a Ria. | A Borda d'Água e demais Estremadura. | A Alegrete. | O Senhor da Boa Morte. | A Senhora de Alcamé. | Alhandra. | Azambuja. | Senhor da Serra. | Evocação de Lisboa. | Musa Satírica. | Vária. | O casaco de rotina. | O canairo. | Carnavalesca. | Musa Dramática. | A órfã. | Poesia Religiosa. | Orações. | A barca nova. | Padre-nosso pequenino. | O Presépio. | Ao entrar na igreja. | Quando o sacerdote sobe ao altar. | Ao receber a hóstia. | Depois de comer. | Ao deitar. | Oração a São Jerónimo. | Benzeduras. | Talhar o sol. | Benzer da lua. | Talhar a inzipla. | Curar a linha torcida. | Benzer o quebranto. | Benzer o ógamento. | Informantes. | Bibliografia.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
30€

06 agosto, 2022

OLIVER, Contra-Almirante Francisco Aníbal - RELATÓRIO DA COMISSÃO DESEMPENHADA
pelo... Vogal da Comissão Central de Pescarias, a bordo do Transporte "Gil Eanes" nos Bancos da Terra Nova desde 16 de Maio a 26 de Novembro de 1927
. Lisboa, Imprensa da Armada, 1928. In-4.º (23,5 cm) de 138, [2] p. ; [2] f. desdob. ; il. ; E.
1.ª edição.
Obra de referência sobre o tema da "Pesca do Bacalhau". Relatório da viagem empreendida pelo almirante Francisco Oliver aos bancos da Terra Nova a bordo do «Gil Eanes», o primeiro navio de assistência à frota bacalhoeira nacional, e o primeiro com este nome.
Livro impresso em papel de superior qualidade, ilustrado ao longo do texto com mapas, tabelas e desenhos esquemáticos, e em separado, com duas folhas desdobráveis: - Esquema dos fundos dos bancos e dos canaes que os separam [mapa colorido]; - Liste des chalutiers : Ayant armé pour la campagne de peche de Terre-Neuve, en 1927.
"Com o objectivo de se avaliar o estado da indústria, foi enviado à Terra Nova, em 1927, a bordo do transporte da Marinha de Guerra Gil Eannes, o almirante Francisco Aníbal Oliver. Mandatado pela Comissão Central de Pescarias, tinha como objectivo analisar o estado das pescas. Esta viagem foi bastante publicitada e foi elaborado um relatório, que se tornou num verdadeiro Livro Branco da Pesca do Bacalhau. Esse relatório continha informações, instruções e recomendações de como se deveria organizar a indústria da pesca do Bacalhau a todos os níveis. Destacando os hábitos do bacalhau, os locais onde o procurar, o tipo de pesca, o isco a utilizar e como devia ser escalado. Obviamente que, em seis meses, não era possível obter tanta informação sem o apoio de estudos anteriores e do recurso a quem sabia, como aliás Aníbal Oliver referiu e sublinhou no seu relatório. Neste documento, destaca-se, entre muitas outras, a indicação para a busca de pesqueiros em vez do tradicional recurso à sorte e ao palpite do capitão. Estão claramente indicados no relatório os hábitos do bacalhau e como o procurar, usando para isso o termómetro de profundidade. Neste relatório propunha-se ainda que tipo de apoios que o Estado deveria atribuir à pesca do bacalhau. Propostas estas, conforme Aníbal Oliver assinalou, já tinham sido referidas no trabalho apresentado por Moses Amazalak, em 1921 e que acabaram por ser seguidas, pelo Estado Novo a partir de 1934."
(MATIAS, Ricardo Lisboa da Graça, Os Arrastões do Bacalhau (1909-1993), FLUL, 2016)
"O Contra-Almirante Francisco Anibal Oliver, vogal da Comissão Central de Pescarias, foi nomeado, por portaria de 21 de Abril de 1927, para seguir a bordo do transporte «Gil Eanes», navio êste que, expressamente preparado para prestar assistência aos pescadores nacionais nos bancos da Terra Nova, para ali devia seguir pròximamente. O fim especial da comissão cometida ao almirante Oliver foi-lhe comunicada em instruções na Direcção Geral da Marinha; e o modo como realizou essa missão, consta de um relatório elaborado pelo mesmo oficial general e datada de 12 de Dezembro do ano findo. [...]
O relatório começa por uma parte, como que preambular, seguindo-se depois o Relatório pròpriamente dito, repartido por 15 capítulos.
O preâmbulo menciona os elementos materiais coligidos pelo almirante Oliver, para poder realizar as observações de que ia incumbido, mostra de um modo geral como foram executados êsses serviços, e declara que, não sendo biólogo, lhe pareceu preferivel dirigir a sua aplicação essencialmente à técnica da pesca do bacalhau. Não obstante esta declaração, a verdade é que no decurso do Relatório se encontram numerosas e importantes indicações de natureza biológica, muitas delas colhidas, é certo, nas proficientes leituras dos livros de especialistas, mas também muitas resultantes das observações directas do autor."
(Excerto do Prefácio)
Índice: Prefácio. | Instruções pelas quais se regulará o Ex.mo Sr. Contra-Almirante Francisco Aníbal Olivier, no desempenho da comissão para que foi nomeado por portaria de 21-4-927. | I - Descrição dos bancos. II - Águas existentes nos bancos. III - Correntes. IV - Temporais pròpriamente locais nos bancos. V - Locais de pesca para cada mês do ano, tanto para veleiros como para vapores de arrasto. VI - Isco. VII - Aparelhos empregados na captura do bacalhau. VIII - Pesca do bacalhau com rêdes de arrastar. IX - Bacalhau e suas variedades. X - Procura do bacalhau nos bancos. XI - O termómetro de profundidade e suas grandes vantagens. XII - Salga. XIII - Óleos de fígados, sua preparação para fins medicinais. - Manipulação e utilização de outros produtos. XIV - O «Gil Eanes» como navio destinado a prestar assistência aos pescadores dos bancos. XV - Conclusões. | Mapa das temperaturas observadas a diferentes profundidades.
Encadernação em percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Capa alvo de restauro nos cantos. Rubrica de posse na f. rosto.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
45€

22 junho, 2022

A VILA E O MAR
. [S.l.], Ilha Nova : Câmara Municipal de Vila Franca do Campo, 2003. Oblongo (14,5x21 cm) de 84 p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Guia-roteiro da vila piscatória açoriana de Vila Franca do Campo (São Miguel).
Tiragem de apenas 1000 exemplares.
"Para uma Vila que exibe em seu nome o "Campo" formoso que lhe deu origem, o mar tem sido uma constante de tal modo intensa ao longo de toda a sua história que justifica a atenção que nos últimos tempos dela vem recebendo. Ganha-pão de muitos, grangeou sempre dos Vilafranquenses um relacionamento mais de temor do que de empatia. É que a terra, se bem que outrora madrasta e violenta, se remiu ao longo dos séculos pela sua generosidade e fartura, fazendo deste modo esquecer a morte e destruição que de suas entranhas havia espalhado por sobre a Vila. O mar, por seu lado, todos os anos levanta a espuma bravia de suas ondas e continuamente relembra àqueles que a ele recorrem para subsistência que estão à mercê de seus embalos como de seus furores. [...]
O pequeno livro que agora se publica oferece com simplicidade uma imagem multicor desse relacionamento da Vila com o seu mar: da Vila que foi e da Vila que é, de como mistura seu suor com sal para conquistar o sustento diário, e como se diverte no azul e suas águas. E no fim, como em apêndice de sobremesa, elenca em imagem e em ciência os peixes e os mariscos cujos nomes são propriedade corrente dos homens do cais."
(Excerto do Prefácio)
Matérias:
Nota do editor - Rui de Carvalho e Melo. | Prefácio - António M. de Frias Martins. | A Vila e o mar. | Espécies Piscícolas. | Património costeiro naval e marítimo de Vila Franca do Campo - Rui de Sousa Martins. | Instrumentos de trabalho - Meios de transporte - Brinquedos de sonho - Peças decorativas - Actos de fé : Arte popular do Museu de Vila Franca do Campo - Fotos de Silvino. | Ficha técnica.
Exemplar em brochura, bem conservado. Capa apresenta vestígios de etiqueta retirada; Comentário rubricado no verso da capa anterior.
Invulgar.
Com interesse histórico e etnográfico.
Indisponível

16 junho, 2022

GABRIEL, Manuel Maria Domingues - ATREVIMENTO DE UM PESCADOR. (E as horas de solidão).
[Por]... Mestre do Largo Pescador, Reformado
. Leiria, Folheto Edições & Design, 2014. In-4.º (24 cm) de 205, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Memórias da pesca longínqua. Durante largos anos o autor andou embarcado em navios de pesca do bacalhau (como o Santo André), do atum, espadarte, camarão, etc., terminando a sua carreira capitaneando navios.
Livro profusamente ilustrado com fotogravuras a p.b., sendo algumas delas em página inteira.
Contém louvados da pesca do bacalhau, tanto da pesca à linha como de arrasto.
"Manuel Gabriel nasceu na Praia de Mira, em 26 de Fevereiro de 1943. Como todos os rapazes da sua terra, berço de pescadores, familiarizou-se com o mar logo desde a infância, nas companhas da "Arte" (a "pesca de cerco e alar para terra", que modernamente veio a ter a designação oficial de "Arte-Xávega"). Com dezasseis anos, em fins de Setembro de 1959, foi para a Escola Profissional de Pesca, e concluiu o respectivo curso em fins de Março do ano seguinte, para logo poucos dias depois, nos primeiros dias de Abril de 1960, embarcar no navio "Rio Alfusqueiro", da EPA-Empresa de Pesca de Aveiro, para a pesca longínqua do bacalhau na Terra Nova e na Groenlândia. Logo nessa sua primeira viagem (de qu só regressaria no Outono, em fins de Setembro), ajudou a salvar, no dia 30 de Agosto, nos mares da Groenlândia, toda a tripulação do lugre/motor "Condestável" que estava com fogo a bordo por volta das 03.00 horas da manhã (e que, depois, foi ao fundo por volta das 15.30 horas desse mesmo dia, estando já presente o navio de apoio "Gil Eanes"). Para além de pescador, aos dezoito anos, foi redeiro a bordo do navio "Santo André", também pertencente à mesma empresa de Aveiro. [...]
São inúmeros, e marcantes, os episódios da sua vida no mar, ao longo de tantos anos. [...]
Navegou nos mares da Europa, da Guiné, da África do Sul e do Atlântico Norte, os mesmo mares onde desde há séculos os Portugueses haviam navegado."
(Excerto da Nota biográfica do autor)
Índice dos capítulos:
Nota biográfica do autor. | Atrevimento de um pescador. | "E as horas de solidão".
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
15€