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30 dezembro, 2023

ROSARIO, Mario do -
ALCÁÇOVAS. Sua historia, suas belezas, seu comercio e sua industria. Lisboa, Sociedade Nacional de Tipografia, 1924. In-8.º (20x13 cm) de 63, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Monografia dedicada à bonita vila alentejana de Alcáçovas (Viana do Alentejo), local carregado de história, dado ter sido aí que se realizou a assinatura do tratado como o nome da povoação, entre Portugal e os Reis Católicos, que pôs fim à Guerra de sucessão de Castela (1475-1479), e estabeleceu a "divisão do mundo", convénio que precederia o Tratado de Tordesilhas.
Abrilhanta o livro, a abrir, textos de conhecidas personalidades do meio literário nacional, que escreveram sobre a vila a pedido do autor: Júlio Dantas; Eduardo de Noronha; Amadeu de Freitas; Pedro José Teixeira. No final, inclui lista: Indicações de utilidade local - Entidades oficiais, comerciais, industriais e particulares da vila.
Ilustrado no texto com desenhos, retratos, paisagens, aspectos da vila, "tipos" locais e imóveis relevantes.
"A vila de Alcáçovas, com as suas tradições romanas, o seu castelo de D. Denis, o seu foral velho do bispo Martinho - tão interessante para o estudo dos costumes portugueses da Idade-média -, possue ainda um título de nobreza de que talvez ela própria já se tenha esquecido. Foi, por assim dizer, o tálamo d'amor onde se geraram duas grandes figuras reais: uma, que realizou a unidade política da Espanha, tornando possível o império de Carlos V; outra, em cujo reinado se produziu a formidável revolução geográfica que ligou o Oriente ao Ocidente e conferiu às nações atlânticas a hegemonia comercial do mundo."
(Excerto do Prefácio)
"Pertencem ao mundo das interrogações historicas o inicios da vila, sabendo-se apenas que se relacionam com uma distantissima antiguidade.
Na velha Luzitania já, portanto, ela existia. Ptolomeu falou dela como a Castraleucas, que teria sido uma formosa cidade fundada pelos romanos nas faldas do monte hoje denominado Alcáçovas e que pertenceu á magestosa serra de Ossa.
Castraleucas, que significa Castelos brancos, era muito apreciada pelos fundadores, que lhe tinham buscado uma localisação magnifica. Mas, acerca desse nome prevalecem duvidas. Segundo versões de alguns arqueologos, ele seria Ceciliana, que tambem se atribue a Agualva."
(Excerto de Dados sobre a origem da vila - As dominações)
Índice:
Duas palavras de introito | Considerações de Júlio Dantas | Considerações de Eduardo de Noronha - Terra alentejana | Considerações de Amadeu de Freitas | Considerações de José Pedro Teixeira - Uma saudade | Subsidios para um estudo monografico: - Dados sobre a origem da vila : As dominações; - Da posse da Egreja á pertença real. Os forais; - Residencia real e teatro de grandes cerimoniais; - Da posse da Corôa á senhoria feudal. Os donatarios; - A produção agricola e pecuaria. O comercio e a industria; - Os edificios; - A situação e o clima; - Pela categoria de vila de primeira ordem!; | A industria tradicional da vila | Na Revolução de 5 de Outubro de 1910 |  Pelo mutualismo local | A Mulher | Indicações de utilidade local.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
30€

12 maio, 2018

SOUZA (Nemo), J. Fernando de - O ESPIRITISMO E A DOUTRINA DA EGREJA. (Conferencia na Liga de Acção Social Chistã em 8 de Maio de 1923). Lisboa, Composição Rua da Lucta, 30, 2.º : Impressão Rua do Mundo, 12, 1923. In-8.º (19cm) de 30, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Conferência proferida pelo Conselheiro Fernando de Sousa. Trata-se de um curioso ensaio sobre o espiritismo, encarado sob o ponto de vista do catolicismo, religião professada pelo autor.
"A ancia de conhecer os segredos de alem-tumulo e de comunicar com os mortos, para que nolos revelem e, sobre tudo, para mitigar as dores da separação de seres queridos, em todos os tempos determinou praticas tendentes a projectar a luz sobre essa região mysteriosa.
Ao mesmo tempo, em torno da religião, - que é a crença num mundo superior, no qual se acha o objecto supremo das legitimas aspirações do coração e da consciencia e com o qual é possivel ter comunicação, - surge a vegetação parasitária da magia, - perversão da sciencia e da religião, crença em poderes mysteriosos, quasi sempre malfasejos, arte de dominar por observancias ocultas e de aspecto religioso as forças da natureza e as influencias do mundo invisivel.
Os mais degradados selvagens, como os mais requintadamente civilisados, pagam tributo a essa doença mental, tanto mais quanto maior é a sua ignorancia ou menosprezo da verdadeira religião.
As feitiçarias dos povos selvagens, os magos da antiguidade, as bruxas da Edade-Media, os mediuns e ocultistas do tempo presente, são os profissionaes dos erros que alastram e invadem os espiritos na proporção em que afrouxa ou se escurece a fé religiosa, pois crendice e incredulidade ou ignorancia religiosa se aliam quasi sempre, tão profundas e indestructiveis são as aspirações da alma, que procuram em doutrinas e praticas suspeitas o alimento, que não recebem da religião verdadeira."
(Exerto de Perante o mysterio de alem-tumulo)
Matérias:
Introducção necessaria. Advertencia prévia. Perante o mysterio de alem-tumulo. Os ensinamentos da Egreja : Synthese doutrinal: Autoridade da Egreja; A vida intima de Deus; A obra da creação; A lei da provação e a queda original;  A vida de além-tumulo; Comunicações com os mortos. O moderno espiritismo: Breve resenha historica; As revelações dos espiritos; O perispirito; Factos naturaes e preternaturaes; O perigo do espiritismo e as prohibições da Egreja. Catholicismo e espiritismo: Incompatibilidade doutrinal; Contradicções doutrinaes; O espiritismo em Portugal. Theosophismo e ocultismo. Conclusão.
José Fernando de Sousa, geralmente conhecido como Fernando de Sousa e pelos pseudónimo jornalístico Nemo (Viana do Alentejo, 1855 - Lisboa, 1942). "Foi um engenheiro, jornalista, escritor, político e militar português."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e pequenas falhas de papel.
Raro.
Indisponível