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01 julho, 2021

MACEDO, Diogo de - ICONOGRAFIA TUMULAR.
Subsídios para a Formação de um Museu de Escultura Comparada. Por... Escultor
. Olissipo, [s.n. - Composto e impresso da Sociedade Industrial de Tipografia Limitada - Lisboa], MCMXXXIV [1934]. In-4.º (25,5 cm) de 51, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Livrinho impresso em papel encorpado. Publicado a propósito, e em defesa, da vontade do autor em criar um museu-escola devotado à escultura tumular portuguesa - o Museu de Arte Comparada.
"Crendo na imortalidade da alma, sempre a humanidade pensou, desde as épocas das primeiras religiões, dar sinal da imortalidade dos corpos, atravez da forma plástica das suas idolatrias primitivas. Assim a morte, ou já a propria saüdade que nos leva à glorificação do que amamos e do que ainda sonhamos, começaram de inspirar espontâneamente os primeiros, sinceros e inexperientes artistas lusitanos, dotados de ambições de liberdade e de naturais desejos de perpètuar a heroicidade dos seus irmãos ou o sacrifício de coração dos da sua igualha. Para isso, ingènuamente inventaram desenhos alusivos á fé que os atacava; gravados ornamentais e realistas dos objectos de peleja; e siglas engenhosas nos sarcófagos tumulares."
(Excerto do texto)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
25€

29 abril, 2021

CRUZ, Maria Amália Furtado - CONTRIBUIÇÃO PARA O ESTUDO DA POESIA FUNERÁRIA NA "ANTOLOGIA PALATINA".
Dissertação para Licenciatura em Filologia Clássica apresentada por... Universidade de Lisboa : Faculdade de Letras
. [S.l.], [s.n.], 1950. In-4.º (28 cm) de [1], 77, [1] f. ; E.
1.ª edição.
Interessante ensaio sobre a poesia funerária na Grécia Antiga. Tese de licenciatura da autora apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Exemplar dactilografado, com 77 folhas impressas na frente; inclui epigramas manuscritos no original grego ao longo do texto. Obra nunca publicada em livro.
"A Antologia Palatina, também conhecida como a Antologia Grega, ou, em latim Anthologia Græca, é uma colecção de poemas, a maioria epigramas, escritos durante os períodos clássico e bizantino da literatura grega. Os poemas são curtos, de dois a oito versos no geral, raramente alguns são mais extensos, escritos para serem gravados em inscrições de tipo sepulcral (lápide) ou votiva."
(Fonte: wikipédia)
"Não foi sem razão que escolhi para tema do meu trabalho o estudo da poesia funerária da "Antologia Palatina". Esta colectânea, que abrange um período de tempo de vários séculos, é rica, não só em quantidade, mas também em qualidade, duma poesia que - embora revele o espírito duma época geralmente considerada decadente no aspecto literário -, todavia é também marcada por um cunho de profunda humanidade. E um dos géneros de poesia que mais nitidamente no-lo transmitem é sem dúvida o género funerário. A própria natureza deste género poético o exige, na medida em que implica um interêsse pela existência e destino humanos, que tem preocupado todos os homens, independentemente da época em que vivem ou da raça a que pertencem.
O problema da existência para além da morte tem sido interpretado diferentemente segundo as diversas religiões, mas podemos dizer que é comum a crença de que não é totalmente que o homem morre. E desde os primitivos, em que a ideia de sobrevivência de alma não envolve de nenhum modo a crença na eternidade, até ao cristianismo, encontramos permanentemente o culto dos mortos, com os seus ritos e superstições, diferente segundo os princípios de ordem religiosa em que se baseia."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Bibliografia. | Introdução. | I Parte: I - Ambiente político e social: II - Filosofia, moral e religião; III - Literatura; IV - O género funerário. II Parte: I - Influências de outros géneros literários no epigrama funerário; II - Crenças e superstições; III - Ideias filosóficas e morais; IV - Interêsse pelo passado; V - A vida familiar e profissional. | Conclusão. | Índice.
Encadernação inteira de percalina com título gravado a seco e a ouro na pasta anterior.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na BNP.
35€

10 março, 2021

CARDOSO, Nuno Catharino - TUMULOS PORTUGUESES.
Relação de cento e cincoenta e sete  dos mais belos ou curiosos tumulos e sarcofagos existentes em Lisboa e em diversas cidades e vilas de Portugal, acompanhada de elucidativas gravuras através das quais facilmente se pode avaliar o que são estes monumentos
. Lisboa, Edição do Autor, 1937. In-4.º (24,5 cm) de 15, [1] p. (inc. capas) ; il. ; B. Col. Arte Portuguesa - XX
1.ª edição.
Interessante subsídio para a história da arte tumular.
Ilustrado com fotogravuras de monumentos funerários ao longo das páginas de texto.
No final do opúsculo inclui o "Indice Alfabetico dos 157 Tumulos citados neste trabalho".
Tiragem: 350 exemplares.
"Em Portugal há bastantes tumulos, sendo alguns dentre êles muito artisticos, como poderá verificar quem percorrer o país e fizer o respectivo inventário.
Ora revestidos da maxima simplicidade, como serve de exemplo o tumulo dos Sete Cavalheiros mortos, em 1242, na tomada de Tavira, ora sumptuosos, como são entre outros, os tumulos de D. Pedro I e de D. Ignês de Castro, em Alcobaça, verdadeiras maravilhas em pedra lavrada, existem em Portugal tumulos de estilos e epocas bem diversas, a começar no seculo XII, formando um conjunto admiravel que completa o nosso patrimonio artistico que possue, nesse e noutros generos, exemplares de grande belesa e valor, como tenho demonstrado através da paginas desta colecção.
Falar dos tumulos portugueses corresponde a recordar muitas paginas da Historia de Portugal desde D. Afonso Henriques á Grande Guerra, pois bastantes desses monumentos perpetuam a memoria de vultos  nacionais bem ilustres, ácerca dos quais a morte não teve verdadeiramente poder, tais foram os feitos que legaram á posteridade, enobrecendo os seus nomes."
(Excerto do preâmbulo, Alguns dos mais belos ou curiosos tumulos existentes em Portugal)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
20€

25 novembro, 2020

CARDOSO, Nuno Catharino - LAPIDES E SEPULTURAS BRASONADAS.
Relação de 76 lápides brasonadas em Evora, no Espinheiro, em Torres Novas, Silves, Arraiolos, S. Domingos de Bemfica, Bragança, Funchal, Leiria e Lisboa, acompanhadas de ilucidativas gravuras
. Lisboa, Edição do Autor, 1937. In-4.º (24,5 cm) de 15, [1] p. (inc. capas) ; il. ; B. Col. Arte Portuguesa - XVII
1.ª edição.
Interessante subsídio para a história da arte tumular.
Ilustrado com desenhos de escudos heráldicos ao longo do texto.
Tiragem: 350 exemplares.
"Há muitas [lapides e sepulturas brasonadas] em Portugal, formando um importante e belo conjunto.
Apesar da acção do tempo e dos homens haverem já apagado, na sua faina destruidora, muitas delas, tornando-as ilegiveis, e indecifraveis os brasões que as ornamentavam, quem tiver percorrido o país e examinado muitas dessas lapides e sepulturas verá, apesar de tudo, como são ainda deveras interessantes.
Como se sabe, só em setembro de 1835 é que começaram a funcionar em Portugal os cemitérios, criados em 28 de março de 1805. Antes dessa medida ter sido posta em execução, os enterramentos faziam-se nos adros e no interior dos templos. É esta a razão porque em tantas igrejas, mosteiros e claustros ainda hoje se encontram sepulturas e, dentre elas, muitas brasonadas que se referem a pessoas nobres, a bispos, arcebispos e a outros vultos ilustres da Igreja Católica."
(Excerto do preâmbulo, Lapides e sepulturas brasonadas)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
20€

18 janeiro, 2019

PAPA JOÃO XXI : PEDRO HISPANO = PAPA GIOVANNI XXI : PIETRO SPANO. Coordenação: João Paulo Bessa. Fotografia: António Rafael; Maurizio Necchi; Sergio Galeotti. Tradução: Instituto Italiano de Cultura em Portugal. Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, 2000. In-8.º (22cm) de 72 p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Edição bilíngue (português/italiano) publicada por ocasião da inauguração do novo mausoléu do Papa João XXI, o único papa português, na Catedral de Viterbo, em Itália.
Bonita edição impressa em papel de superior qualidade, profusamente ilustrada com fotografias, esboços e desenhos a p.b. e a cores.
"Pedro Julião, lisboeta de nascimento (1220?) e nobre pela mesma causa, foi clérigo e deão na sua cidade natal - que foi, também, a de Santo António, talvez vinte e cinco anos antes.

Pedro Hispano, homem de letras, viajante, estudante em Paris e professor em Siena, versou filosofia, teologia e ciências físicas e matemáticas, foi o presumível autor de doze obras de lógica, medicina, botânica, teologia e outros saberes (suficientes para que Dante o versejasse como aquele "que luz na terra") e, como médico, chegou à corte papal em Viterbo.
João XXI, Papa dos que o foram em Viterbo (antes arquidiácono e arcebispo de Braga - e também, com as vestes cardinalícias, de Tuscolo, após participar no Concílio de Lião), único português coroado com a mitra pontifical, bateu-se nos terrenos da diplomacia política e da doutrina até que uma ocorrência trágica o levou prematuramente para o sepulcro."
Ter tido um português no ministério de Pedro é algo que interpela a nossa tradicional comunhão com o Santo Padre e sublinha a comunhão católica das Igrejas de Portugal que, embora não isenta, ao longo dos séculos, de nuvens e tempestades, sempre permaneceu viva nos católicos portugueses."
(Excerto do preâmbulo de João Soares)
Matérias:
- Preâmbulo: João Soares, Presidente da CML; José, Patriarca de Lisboa. - Um "Filo Rosso" Lisboa-Viterbo: João XXI: Lorenzo Chiarinelli, Bispo de Viterbo. - Testemunho: António Pinto França, Embaixador de Portugal junto da Santa Sé. - O Túmulo do Papa João XXI: Ana Cristina Leite, Mestre em História de Arte. - Anotações sobre a conservação da pedra tumular do Papa João XXI: Emanuela Marino, Arqueóloga/Restauradora; Paola Coghi, Conservadora/Restauradora. - Reflexão. Solução: Daniela Ermano.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€