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07 janeiro, 2025

BOISSIER, Dr. Henri - GERAÇÃO E FECUNDAÇÃO. Os vicios no amor. 
[Pelo]... Da Academia de Medicina de Paris
. Lisboa, João Romano Torres & C.ª : Editores, [191-]. In-8.º (18 cm) de 35, [1] p. ; B. Biblioteca Scientifica Sexual, N.º 2
1.ª edição.
Interessante trabalho saído da pena do portuguesíssimo Henrique Marques, autor de diversos trabalhos de índole médico-sexual publicados sob a capa do pseudónimo Henri Boissier, via escolhida para a divulgação destes temas - "sensíveis" na época.
"É certo que os primeiros gosos do amor augmentam a energia do systema circulatorio do sangue e por isso mesmo, os vasos ãrteriaes levam mais calor e mais vida a todas as partes do corpo.
A satisfação dos desejos e das necessidades a que conduz a união dos sexos dá egualmente uma nova disposição ás faculdades intellectuaes.
A donzella, ha pouco timida, torna-se desembaraçada; a timidez transforma-se-lhe em confiança e até em audacia no desejo; os movimentos são mais livres, o andar mais medeiado, na conversação, a voz é menos incerta, sonora e, emfim, todo o porte se apresenta mais resoluto. [...]
A satisfação dos sentidos e o prazer material que d'ahi resulta são apenas o meio que a mulher emprega para chegar ao termo completo, ao objecto exclusivo de todas as suas vistas - a reproducção da especie.
Ser mãe, eis a aspiração suprema de toda a mulher!"
(Excerto do Cap. II, Segredos da Fecundação)
Sumario:
I - Destino dos sexos. II - Segredos da Fecundação. A concepção. - III - A fecundação. IV - Influencia do estado physico sobre a fecundação. V - Previsões dos sexos (Determinismo sexual).
Exemplar em brochura, por aparar, bem conservado. Sem capas. Deve ser encadernado.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
30€

19 julho, 2021

BRASIL, Jaime - A QUESTÃO SEXUAL
. Lisboa, Casa Editora Nunes de Carvalho, [1932]. In-8.º (21,5 cm) de 480 p. ; [10] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Estudo sobre sexualidade publicado em pleno período de regime do Estado Novo. Livro banido pela censura, foi proibido de circular.
Ilustrado com tabelas no texto, e 10 estampas em separado, a p.b. e a cores, "avançadas" para a época.
"O estudo dos problemas sociais conduz freqüentemente às fronteiras da questão sexual. A produção das utilidades e a sua distribuïção, a remuneração individual do trabalho e o açambarcamento da riqueza colectiva, as migrações em massa e as guerras imperialistas, são fenómenos económicos directamente influenciados pelas leis que regem os sexos. Importa, portanto, conhecer o sexualismo para avaliar até onde vai a sua acção, no campo da economia.
A análise dos diversos aspectos da sexualidade, nas suas relações com a moral, a ciência e o direito, obriga a procurar a origem das complexas acções e reacções genésicas que determinam a vida da espécie. Daí o confronto entre normas caducas e princípios que se esboçam, e a verificação de que quási não houve transição evolutiva de umas para outras. A ausência do processo transitório permite, pois, concluir que estamos em presença duma revolução.
"
(Excerto do Prefácio)
Matérias: 1.ª Parte - A sexualidade mórbida: I - Masturbação. II - Homosexualidade. III - Outras anomalias. IV - Prostituição. V - Doenças sexuais. 2.ª Parte - A sexualidade normal: I - Questionários. II - Amor. III - Casamento. IV - Natalidade. V - Liberdade dos sexos.
Artur Jaime Brasil Luquet Neto (Angra do Heroísmo, 1896 - Lisboa, 1966). "Foi um escritor e jornalista, de convicções libertárias e anarquistas, tendo-se destacado pela sua obra pioneira em Portugal sobre sexualidade humana e controlo da natalidade.
Iniciou a frequência dos estudos liceais na sua cidade natal, tendo em 1909 partido para Coimbra, onde os completou. Após ter frequentado em Lisboa o curso preparatório da Escola Politécnica, ingressou de seguida na Escola de Guerra, onde conclui o curso de oficiais do Exército. Iniciou uma carreira como oficial do Exército Português, tendo participado na Grande Guerra. Terminada a guerra, abandonou a carreira militar no posto de tenente, enveredando pelo jornalismo profissional.
Na década de 1920 iniciou a sua militância no movimento anarco-sindicalista, colaborando activamente nos periódicos ligados aos sindicatos e à Central Geral dos Trabalhadores, a central sindical anarco-sindicalista portuguesa vinculada à Associação Internacional dos Trabalhadores.
Em 1921 apadrinhou a entrada de Vitorino Nemésio no jornalismo profissional, estabelecendo com aquele escritor açoriano uma duradoura amizade.
Notabilizou-se na década de 1930 ao publicar um conjunto de obras sobre sexualidade, liberdade afectiva e controlo dos nascimentos, que associados às sua posições políticas lhe valeram polémicas com os católicos e o exílio em França e Espanha. Considerados ofensivos da moral pública, os seus livros sobre sexualidade foram proibidos de circular e em boa parte apreendidos. Esteve em Espanha durante a Guerra Civil Espanhola, tendo advogado a formação de uma frente única antifascista. Após a Guerra Civil Espanhola refugiou-se em Paris, onde residiu desde 1937 e foi um dos fundadores, em 1939, da Union des Journalistes Amis de la République Française. Em consequência da Segunda Guerra Mundial, em 1940, foi obrigado a regressar a Portugal, onde foi preso. Libertado, voltou a exilar-se para Paris no final da década de 1940.
Por imposição da censura, foi proibido de assinar os seus escritos publicados na imprensa, que apareciam assinados apenas com A. (de Artur, o seu primeiro nome). Pelas mesmas razões, a sua obra Vida e Obras de Zola, publicado em 1943, apareceu a público como da autoria de A. Luquet."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Parte final do livro apresenta folhas ligeiramente ondeadas por acção da humidade.
Raro.
45€

25 setembro, 2020

DÉSORMEAUX, Dr. - VIRGINDADE E DESFLORAÇÃO.
[Por]... 8.º milhar
. Lisboa, Livraria de João Carneiro & C.ta, [190?]. In-8.º (18,5 cm) de 48 p. ; B. Biblioteca Scientifica Sexual - N.º 1
1.ª edição.
Curioso estudo "científico" sobre a virgindade e desfloração, publicado na primeira década do século XX.
"Em todos os tempos e em quasi todos os povos a castidade tem sido uma das virtudes mais eminentes, a que mais approxima o homem da perfeição.
Ao acto da procreação liga-se em geral a idéa de uma funcção puramente animal, que parece rebaixar a nossa especie á cathegoria dos irracionaes. [...]
Este esforço de temperança, que manifesta o poder da alma sobre os sentidos, é geralmente admirado.
É certo que a castidade conserva o vigor das funcções vitaes em todo o organismo, ao passo que o abuso dos prazeres sexuaes, o demasiado derramamento de licor seminal produz effeitos quasi analogos aos da castração: enfraquecimento geral, desanimo, impotencia, pusilanimidade, e uma fecundidade de imaginação que exagera os menores perigos e succumbe aos mais insignificantes contratempos."
(Excerto do Cap. I, Virgindade e Castidade)
"Quando um homem emprega a violencia para gosar uma donzella - o que se chama violação - só podem encontrar-sse signaes de desfloração se o exame se fizer pouco tempo depois de commettido o attentado; passados tres ou quatro dias podem não restar já vestigios alguns. [...]
A violação só existe quando o homem emprega a brutalidade , a força, paragosar uma mulher contra a sua vontade; ao passo que a simples desfloração commette-se com o consentimento da mulher, que se entrega por prazer, por capricho, ou por qualquer outra causa, mas sempre por sua livre vontade. [...]
Muitas vezes, individuos accusados de violação são apenas culpados de não accederem aos desejos d'aquella que os accusa.
A historia das mulheres offerece d'isso bastantes exemplos e algumas não teem duvidas apregoar a sua infamia, logo que tiveram conhecimento da condemnação do homem que as suas falsas declarações haviam feito julgar culpado.
Tomem pois os homens muita cautela nas suas relações intimas com mulheres. Ha tanto perigo em procurar favores d'uma mulher como em recusal-os e o home tanto pode ser victima da sua boa-fé, como do seu immoderado desejo de gosos sensuaes."
(Excerto do Cap. II, Violação - Desfloração)
Summario:
Virgindade e Castidade - Desfloração e violação - Casos de violação - Attentados contra o pudor - A violação no casamento - A infibulação protectora da virgindade.
Exemplar brochado em bom estado de consrervação. Assinatura de posse na f. anterrosto.
Raro.
25€

24 março, 2020

SALAZAR, Dr. Luiz G. - A NOITE DE NUPCIAS. Estudos sobre a virgindade. Pelo... Obra premiada pela Academia de Sciencias. Traducção de A. A. Queiroz de Souza. Terceira edição, emendada. Lisboa, Livraria Central de Gomes de Carvalho, editor, 1931. In-8.º (17,5 cm) de 80 p. ; B.
Capa de José Leite.
Curioso estudo sobre a virgindade. Inclui em página inteira, o Quadro dos signaes que indicam a virgindade e a desfloração.
"Nas pequenas povoações onde todas as festas christans conservam certo ar selvagem ou idolatra, onde não ha procissão sem barulho nem festividade sem grandes jantares e bebedeiras, o dia da boda auctorisa todos os atrevimentos, todas as acções insensatas e tudo quanto houver de deshonesto em palavras. [...]
Quando os estomagos estão replectos e as cabeças tomadas pelo alcool, começa o baile que dura horas e horas. [...]
Olhae para a noiva. Está pallida, abatida, custa-lhe a suster-se em pé. Os cabellos, de manhan tão artisticamente penteados, cahem-lhe tristemente pelo rosto desmanchado pelo suor. [...] A sua mãe condul-a ao quarto nupcial. No entanto, apezar da sua retirada tardia, não consegue o descanso a que já tem direito. Á propria alcova vão os convidados atormental-a com graças extemporaneas e inconvenientes."
(Excerto de A noite de nupcias, Cap. I)
Summario:
Primeira Parte: - A virgindade physica. | -  O himen. | - Existe este signal de virgindade? | - Fórmas que póde apresentar o himen. | - Desfloração apparente e desfloração real. | - Maneira de as distinguir. | - Signaes pelos quaes se conhece á simples vista a mulher virgem. | - Um documento curioso. | - Os romanos. | - A prova do hilo. | - A mulher virgem na antiguidade. | - A virgindade entre os selvagens. | - Costumes: a virgindade e os sacerdotes. | - Um officio lucrativo. | - A virgindade e o christianismo.
Segunda Parte: - A noite de nupcias, cerimonias interessantes que precediam a desfloração d'uma virgem na Judêa, na Persia, na China e em outros povos. | - Na alcova nupcial: conselhos praticos. | - A prova do sangue. | - Costumes brutaes. | - O primeiro coito. | - Soffrimentos physicos da mulher e maneira de os evitar. | - Advertencias e conselhos, etc., etc.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
35€

16 dezembro, 2019

DÈSORMEAUX, Dr. - O COITO E O AMOR. 2.ª Edição. Lisboa, Editor João Carneiro, Livraria do Povo : Silva & Carneiro, [191-]. In-8.º (16 cm) de 68 p. ; B. Bibliotheca Sexual, N.º 4
Interessante trabalho sobre o o amor carnal à luz dos conhecimentos da época.
"A causa primaria do amor reside no instincto da reproducção, instincto poderoso com que a natureza nos dotou para perpetuar-mos a sua obra, obrigando-nos a reparar os estragos da morte por uma continua transmissão da vida.
No homem em estado de completa selvageria esta paixão encontra-se quasi reduzida a uma necessidade physica; para o homem civilisado, é, porém, mais alguma coisa: representa um sentimento affectuoso que lhe augmenta as doçuras, prolongando-lhe indefinidamente a duração. [...]
Mais impressionavel e mais affectuosa que o homem, a mulher é, por isso mesmo, mais verdadeiramente amorosa; em amor, o homem empresta-se, a mulher da-se."
(Excerto do Cap. I, Causas do Amor)
Summario:
I - Causas do Amor. II - Appetite venereo. III - O desejo. IV - A copula. V - PosiçÕes do coito. Uniões sexuaes: 1.º Simpathia, gosto natural; 2.º União e amor ardente; 3.º Amor futuro; 4.º Amor artificial; 5.º União por transmissão; 6.º União interior; 7.º União enganadora. VI - Seducção, pudor e galanteria. VII - A doença do amor. Erectomania - Ciume.
Exemplar brochado, por aparar, em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na BNP.
25€

29 abril, 2019

DÈSORMEAUX, Dr. - O AMOR CONJUGAL. [Pelo]... Professor de Medicina Legal e membro da Academia de Medicina de Paris. Lisboa, Livraria Portugueza-João Carneiro, [1914?]. In-8.º (17cm) de 557, [7] p. ; B. Bibliotheca Sexual, N.º 12
1.ª edição.
Interessante trabalho sobre o 'amor conjugal' à luz dos conhecimentos da época sobre o assunto.
"... Se durante o acto gerador, o homem se abstem de o terminar dentro dos orgãos femininos, que, por certo, não chegam a sentir o orgasmo genital.
O facto de estimular na mulher todo o prurido voluptuoso de que elle é capaz, excital'a ao mais alto grau, e supprimir de repente a acção do elemento que devia servir-lhe de ponto de appoio para a consumação do acto, é praticar uma fraude, um attentado contra os direitos da natureza, que raras vezes deixa de os punir.
Se a vitalidade é extraviada do seu fim natural, por estrategemas imprudentes, não é de admirar que d'ahi resultem graves accidentes. Passa-se então exactamente o mesmo, que se pozessem alimentos ao alcance da mão de um faminto e lh'os retirassem quando fôsse a apossar-se d'elles para comer.
A sensibilidade dos orgãos genitaes fica excitada em falso e a esta fraude, quando posta em pratica com frequencia, devem attribuir-se essas multiplas nevroses, essas affecções bizarras que fazem da mulher uma hysterica, uma enferma de gostos depravados.
O homem deve, pois, se ama realmente essa mulher, exforçar-se para que ella partilhe com elle as deliciosas sensações da coupla conjugal."
(Excerto do Cap. III, O amor conjugal)
Summario:
O amor conjugal na antiguidade. - O amor physico no «ménage». - O amor conjugal. - O dever conjugal. - A inconstancia. - O direito de corrrecção. - As paixões lisongeadas. - Provas de impotencia.
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Raro e muito curioso.
Indisponível

29 dezembro, 2018

DÉSORMEAUX, Dr. - GERAÇÃO E FECUNDAÇÃO. 4.ª edição. Lisboa, Editor - João Carneiro : Livraria de João Carneiro & C.ᵀᴬ, [191-]. In-8.º (16,5cm) de 60, [4] p. ; B. Bibliotheca Sexual, N.º 2
Interessante trabalho sobre o assunto presente à luz dos conhecimentos da época.
"A transformação propriamente dita da donzella em mulher não se limita apenas ás modificações que acabamos de apontar e que, não ha duvida, imprimem uma consideravel differença do caracter e na economia geral, independentemente d'uma série de affecções ou disposições morbidas que provocam, mas que em breve desapparecem.
Essa transformação não se completa tambem sômente com a desfloração, ou rompimento da membrana hymen, o que equivale a dizer como o inicio dos prazeres sexuaes.
É certo que os primeiros gosos do amor augmentam a energia do systena circulatorio do sangue e, por isso mesmo, os vasos arteriaes levam mais calor e mais vida a todas as partes do corpo.
A satisfação dos desejos e das necessidades a que conduz a união dos sexos dá egualmente uma nova disposição ás faculdades intellectuaes.
A donzella, ha pouco timida, torna-se desembaraçada; a timidez transforma-se-lhe em confiança e até em audacia no desejo; os movimentos são mais livres, o andar mais meneiado, na conversação, a voz é menos incerta. sonora e, emfim, todo o porte se apresenta mais resoluto."
(Excerto do Cap. II, Segredos da fecundação)
Summario:

I - Destino dos sexos. II - Segredos da fecundação - A concepção - III - A fecundação. IV - Influencia do estado physico sobre a fecundação. V -  Previsões dos sexos (Determinismo sexual).
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro e muito curioso.
A BNP possui apenas um exemplar no seu acervo.
20€

28 novembro, 2018

DÉSORMEAUX, Dr. - HYSTERISMO. 2.ª edição. Lisboa, Livraria do Povo : Silva & Carneiro, [191-]. In-8.º (16cm) de 62, [2] p. ; B. Bibliotheca Sexual, N.º 8
Interessante trabalho sobre o histeria à luz dos conhecimentos da época sobre a matéria.
"Uma constituição delicada, um temperamento nervoso, uma sensibilidade exquisita, uma educação demasiado livre, uma grande excitação uterina, a erupção tardia, difficil, ou o desarranjo dos menstruos, a continencia, o onanismo, ás vezes os excessos do coito, taes sãao as causas phisicas a que geralmente se attribue a producção do hysterismo.
As causas moraes d'esta doença são: imaginação ardente, coração muito terno, affecções penosas da alma, amor contrariado, sentimentos de ciume ou de inveja, e, em geral, as contrariedades de toda a especie, tão multiplas e frequentes na juventude.
Se submettermos estas causas a uma ligeira analyse reconheceremos sem difficuldade que a sua acção se exerce no cerebro principalmente e no systema uterino; que aquellas que a principio influem sobre as partes genitaes vão em seguida agir sobre o cerebro, e que n'esta doença por conseguinte, como em todas as do mesmo genero, o cerebro é o limite de todas as influencias morbidas."
(Excerto do Cap. II, Causas do hysterismo)
Summario:
I - Symptomas do hysterismo. II - Causas do hysterismo. III - Séde do hysterismo. IV - Fórmas extraordinarias do hysterismo. V - Tratamento do hysterismo.
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Raro e muito curioso.
Sem registo na BNP.
Indisponível

28 julho, 2018

BRENNUS, Dr. - O ACTO BREVE OU A INCONTINENCIA DAS EJACULAÇÕES NA CÓPULA. Seguido de um estudo pelo Dr. Cauffeynon sobre o mecanismo da ejaculação, erecção fugitiva e espermatismo. Traducção de Augusto de Castro. Lisboa, João Carneiro - Livraria do Povo : Silva & Carneiro, [1906]. In-8.º (19,5cm) de 76, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso estudo fisiológico publicado nos alvores do século XX.
"Para que se possa avaliar bem quão desastrosos são os effeitos de uma copulação rapida em demasia, ou seja d'O acto breve, é necessario comprehender bem qual o fim para que servem, sob o ponto de vista physiologico, os orgãos geradores.
Isoladamente, esses orgãos não são mais do que canaes evacuadores dos reservatorios ou depositos aos quaes estão ligados. [...]
Estes orgãos evacuadores exercem as suas funcções sem mudar de fórma ou de volume.
Mas desde que estes orgãos ou apparelhos se põem em contacto, desempenham as funcções mais elevadas da vida - a procreação. Para isso uma vitalidade nova os anima. O sangue invade-os com violencia, fazendo-os mudar de fórma, de côr, de volume e de aspecto. Molles, frios e pallidos, congestionam-se, tomam côr mais viva e, pela erecção, tornam-se duros, quentes e ardentes. [...]
No Acto breve, a ejaculação, que rapidamente se produz, põe termo á excitação do homem e força-o a retirar-se.
Ora o espasmo que a mulher experimenta não é devido á excitação do esperma, por que elle precede, muitas vezes a emmissão d'esse fluido nos Actos completos, e póde até ter logar pelo simples effeito do contacto de outros orgãos diversos do orgão gerador.
Mas esse espasmo, apenas começado, é frustado na sua duração, quando todas as molas organicas, por assim dizer, estão distendidas no mais alto gráu e lhes supprimem de repente todo o elemento que deve servir de ponto de appoio, fazendo vibrar este conjunto de forças as mais preciosas da vida. É este engôdo, esta burla que a natureza mal suporta e que ella não tolera impunemente.
Platão comparava as partes sexuaes da mulher a - um animal glutão e avido, que, se lhe recusam o alimento, quando o necessita, se enfurece impaciente com a demora.
É melhor dizer em poucas palavras: estes orgãos, uma vez excitados, devem ser satisfeitos.
É perigoso enganal-os depois de lhes ter promettido.
Aquelles que tão singularmente se teem immiscuido nos segredos d'alcova e que teem feito mesmo uma especie de codigo dos deveres conjugaes, comprehenderam tão bem os perigos que advem de não dar satisfação completa á mulher nas suas expansões intimas, que chegam a permittir-lhe que ella propria termine o Acto breve. [...]
Com effeito, por esse facto, a affeição mais pura de dois entes unidos pelo casamento póde ser sériamente ameaçada: a mulher desgostosa, enfraquecida e doente despresará o marido e irá procurar, seja como fôr, a satisfação que lhe é recusada. E ahi estão o adulterio e o divorcio em perspectiva."
(Excerto do Prefácio)
Matérias:
Prefácio. I - Da ejaculação em geral. II - Da ejaculação prematura. III - Do habito dos orgãos. IV - Da neurasthenia. I. Acção da vontade; II. Derivação ou diversão do influxo nervoso por meio de excitações periphericas; III. Acção local directa. V - Educação da vontade.
Mechanismo da ejaculação para servir de demonstração do tratamento, Pelo Dr. Cauffeynon: Dos meios de retardar por um instante o funccionamento do mechanismo da ejaculação; A erecção fugitiva e os atadores d'agulhetas; Impotencia imaginaria; Incapacidade de coito por falta d'erecção - Coito incompleto por falta d'ejaculação ou aspertamismo.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Lombada com pequenas falhas de papel nas extremidades.
Raro e muito interessante.
Sem registo na BNP.
Indisponível

09 março, 2018

KINOFTY, John - A MULHER NA VIDA SEXUAL. Versão de G. Braz de Oliveira. A missão da mulher consiste em ser formosa, agradável e mãe. Lisboa, Casa Ventura Abrantes : Livraria Editora, 1932. In-8.º (19cm) de 288, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso estudo sobre a vida sexual feminina.
"O desejo sexual é uma atracção que actua sôbre o organismo, inclinando-o para a realização de contactos genésicos com outra pessoa de sexo diferente. Nunca deixa de existir nas mulheres que atingiram a plenitude a plenitude do desenvolvimento. A sua intensidade depende das condições individuais, dos estados físicos e de outras circunstâncias externas. A fôrça de vontade pode conseguir refrear as suas manifestações. [...]
A maioria dos autores admite ser o desejo sexual menos intenso na mulher do que no homem.
As exigências da civilização não permitem à mulher o poder manifestar os seus desejos com a mesma violência que o homem.
A mulher pode dominar as suas paixões genésicas com mais facilidade do que o homem. O excesso de satisfação sexual ou a castidade prolongada prejudicam menos, em geral, o organismo feminino do que o masculino.
As características que estabelecem a diferença entre o desejo sexual da mulher e do homem consistem em a mulher desempenhar, no acto de amor, um papel mais passivo; no mecanismo fisiológico dos seus fenómenos sexuais ser mais complicado, por o seu organismo se desenvolver mais lentamente; no seu desejo sexual necessitar de uma excitação mais constante; em a intensidade do desejo, depois de realizados os primeiros contactos sexuais, aumentar mais nela do que no homem; em suportar melhor os excessos genésicos, por a sua esfera sexual ser maior e mais extensa e, por fim, em o desejo feminino oferecer maior variabilidade e maior tendência para a aparição periódica do que o do homem."
(Excerto de O desejo sexual)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos. Contracapa apresenta falha de papel no cantos inferior dto.
Raro.
A BNP tem apenas um exemplar cadastrado na sua base da dados.
Indisponível

24 fevereiro, 2018

DÉSORMEAUX, Dr. - PEDERASTIA : inversão sexual. 4.ª edição. Por... Professor de Medicina Legal e Membro da Academia de Medicina de Paris. Lisboa, Livraria de João Carneiro & C.ta, [19--]. In-8.º peq. (16cm) de 61, [3] p. ; B. Bibliotheca Sexual, N.º 7
Curioso trabalho sobre pedofilia, conceito que o autor, à luz da época, por vezes, confunde com homosexualidade.
"A inversão do instincto sexual póde manifestar-se nos dois sexos. No homem é a pederastia; na mulher, o tribadismo.
Em ambos os sexos é a inclinação entre dois individuos do mesmo sexo em que, como succede com todas as associações de dois, um tem o mando, a direcção, e o outro desempenha o papel de subordinado, que obedece e executa. Um é activo, o outro, passivo."
(Excerto do Cap. I, Inversão sexual)
"Quaes são as causas a que pode attribuir-se a pederastia?
O dr. Chevallier distinguiu tres variedades de inversão sexual:
Inversão adquirida, por exemplo, nas prostituições pederasta e saphica;
Inversão propria das agglomerações, como pensões, internatos, exercito, prisões, etc.;
Inversão morbida, como as hereditarias e a das hermaphroditas moraes.
Perguntando-se um dia a Borduc d'onde provinham estes gostos abominaveis, elle respondeu:
- «De toda a parte, d'uma pobreza de organisação da gente nova, da falta de juizo e corrupção dos velhos, dos attractivos da belleza, da falta de mulheres e do receio do venereo.»
A estas razões ha a accrescentar a modificação de caracter e as excitações que sobreveem na puberdade."
(excerto do Cap. II, Causas da inversão)
Matérias:
I. Inversão sexual: - Processos de pederastia - Prostituição pederasta. II. Causas da inversão. III. Signaes caracteristicos dos pederastas. IV. Aberrações do instincto sexual: 1 - Fetichismo; 2 - Exhibicionismo; 3 - Masochismo; 4 - Sadismo; 5 - Necrophilia; 6 - Bestialidade. V. A satyriase.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e pequenas falhas de papel. Assinaturas de posse na f. anterrosto.
Raro.
Sem registo na BNP.
Indisponível

04 março, 2017

BARCOS, Júlio R. - LIBERDADE SEXUAL DAS MULHERES. Prefácio de Jaime Brasil. Tradução de J. S. Lopes. Lisboa, Casa Editora Nunes de Carvalho, [1933]. In-8.º (21cm) de 303, [1] p. ; [8] f. il. ; B.
1.ª edição.
Obra censurada; proibida de circular e apreendida pelo regime do Estado Novo, assim como, algumas outras obras sobre o mesmo tema do prefaciador - Jaime Brasil - que nos primeiros anos da década de 30 do século XX publicou vários livros sobre a questão sexual, liberdade afetiva e controlo dos nascimentos, que lhe valeram polémicas com os católicos e, finalmente, o exílio em França e Espanha.
Ilustrada com oito belíssimas e sugestivas estampas intercaladas no texto.
"Este livro é a Bíblia da Mulher. É a escritura da sua maioridade social. Diz-lhe que começou uma outra Era. Facto colocado no limiar dos Novos Tempos indica-lhe os caminhos necessários para atingir a sua perfeição. Como esta é, a-final, a da espécie, desvenda as rotas futuras da Humanidade. Esclarece os sectores entenebrecidos pelo preconceito. Desvenda os panoramas do Amor, no Mundo de amanhã."
(excerto do prefácio)
Índice:
I - Uma só moral para ambos os sexos. II - A árvore multi-secular. III - O Pudor. IV - O sexo e a devindade. V - As mulheres honradas. VI - As virgens. VII - A rameira. VIII - D. Juan. IX - Otelo. X - O crime do silencio. XI - O direito das mãis. XII - O ideal erotico masculino.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

08 novembro, 2016

SPERRY, Dr. Lyman B. - PALESTRAS CONFIDENCIAIS COM OS RAPAZES. Tradução de Américo Vespucio Cabral. 3.ª edição prefaciada pelo Prof. Alfredo da Silva. Lisboa, Livraria Evangélica, [1923]. In-8.º (18cm) de 150, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição portuguesa.
Curioso trabalho sobre a sexualidade precoce. Ilustrado com desenhos esquemáticos no texto.
"A publicação desta obra correspondeu a uma verdadeira necessidade para Portugal, onde nada havia sobre tão importante assunto. [...]
Quem estudar a fundo as causas do depauperamento da raça portugueza ha de chegar depressa à conclusão que uma das principais, se não a principal, é, pelo menos nos homens, o abuso das funções sexuais.
A imoralidade é o nosso vício nacional. É ela, principalmente, que faz com que muitos rapazes entrem já gastos na vida, sem energia, sem vigor, incapazes para o estudo e para o trabalho.
A maior parte dos nossos rapazes são já velhos aos vinte anos, e muitos nem lá chegam, ou entram nêles, por hereditariedade ou culpa propria, já inutilisados para toda a vida por qualquer dessas terríveis doenças aliadas do vício. [...]
Eis a historia e razão desta edição, que é dedicada à mocidade portugueza no intuito patriótico de a prevenir contra os perigos a que está sujeita e de a ajudar a ser viril pela saude e nobre pela virilidade inteligente."
(excerto do prefácio à edição portuguesa)
Índice:
Prefácio da 3.ª edição portugueza. Prefácio do autor.
I - Introdução. II - A Significação do Sexo. III - A Reprodução das Plantas. IV - A Multiplicação das Ostras e dos Peixes. V - A Propagação dos Insectos e das Aves. VI - A Perpetuação dos Mamíferos. VII - Os Orgãos Reprodutores do Homem. VIII - A Época da Puberdade. IX - Precocidade Sexual e o Abuso de Si-mesmo. X - Perdas Seminais. XI - Espermatorrea, ou Fraqueza Seminal. XII - A Prostituição. XIII - Doenças Venéreas. XIV - O Charlatanismo e as suas Vítimas. XV - A Bexiga e o Recto. XVI - Estimulantes e Narcóticos. XVII - Descanço e Sôno. XVIII - Diversões e Recreio. XIX - Conclusão.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Falha de papel no cantos inferior esq., junto da lombada. Miolo em bom estado; páginas com manchas de oxidação.
Invulgar e muito curioso.
10€

17 julho, 2016

GRAELLS, Dr. - AMORES SENSUAES. Estudo sobre a fisiologia do vicio no amor. Traducção e annotação de A. Fadón de Lizaso. Lisboa, Typ. de Herdeiros de Silvestre Castanheiro, 1910. In-8.º (17,5cm) de 96 p. , B. Bibliotheca popular scientifico-sexual, 2.ª série, VI
1.ª edição.
Estudo sobre o amor vicioso, de certa forma ingénuo, e com sérias reservas acerca do seu conteúdo histórico-científico... no entanto, bastante interessante e curioso.
"Nos primeiros tempos da Edade-Média, a libertinagem triunfava.
Os senhores faziam estendal dos seus vicios sem guardarem o mais minimo pudor ou conveniencia. O incesto multiplicava-se sob as fórmas mais horriveis
O filho não respeitava a mãe; as mães abusavam da innocencia dos filhos; o irmão violentava as irmãs; os pais requestavam as proprias filhas.
Na Hespanha, a louca e desenfreada paixão do rei godo D. Rodrigo, por Florinda, a Cava, e a leviandade d'esta mulher, foram a causa da perda da corôa e da vida do proprio rei, seguindo-se-lhe a invasão moura, protegida e mesmo solicitada pelo pae de Florinda, D. Julião.
A apparição da cavallaria é tambem medio-eval.
A cavallaria teve a original idéia de associar o amor ao heroismo e de considerar a estima d'uma mulher como o mais elevado objecto de actividade humana, erigindo o amor n'um principio supremo da moralidade.
Cada cavalleiro escolhia a sua dama, por ella combatia e a ella dedicava todas as suas façanhas.
Por seu lado nenhuma dama acceitava como cavalleiro o cobarde que fugia deante do perigo.
Durante muitos seculos a libertinagem vinha unida ou disfarçada com as practicas religiosas.
Em 1259 appareceu a seita dos flagellantes. Ninguem, ao principio suspeitava que as penitencias voluntarias d'estes peccadores, que se flagelavam em publico, podessem ser uma invenção da luxuria.
Caminhavam pelas ruas, a dois e dois, nús da cintura para cima, açoitando-se uns aos outros com correias e cilicios, e dando gemidos, até que o sangue brotava das carnes.
Pela noite dirigam-se para o campo e para os bosques e no meio das trevas e da escuridão redobravam as flagellações e com ellas os gritos e a sua loucura erótica.
Facil é adivinhar as odiosas consequencias d'estas reuniões de homens e mulhers, semi-nús, animados pelo espectaculo d'aquella indecente pantomima, na qual todos elles, uns após outros, se transformavam de actores em pacientes, chegando por fim ao ultimo paroxismo de extase libidinoso, praticando todas as variedades dos prazeres sensuaes e da depravação, na mais revoltante promiscuidade."
(excerto de O amor e o vicio na Edade-Média)
Matérias:
I. O amor e o vicio. Definição e caracteres que os distinguem. II. O vicio e o amor na mytologia e na lenda. III. O amor e o vicio na antiguidade: Egypto, Persia, India, Grecia e Roma. IV. O amor e o vicio na Edade-Média. V. A Edade Moderna. VI. O vicio e sensualidade nos povos selvagens. VII. O vicio na Sociedade Moderna.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Pequeno rasgão na capa posterior, sem perda de papel.
Raro.
Sem indicação de registo na BNP.
Indisponível

13 abril, 2016

HAMMOND, Dr. W. A. - A IMPOTENCIA SEXUAL NO HOMEM E NA MULHER. As Perversões Sexuaes : Psychologia - Pathologia - Therapeutica. Pelo... Cirurgião-medico do Exercito dos Estados Unidos, professor de doenças mentaes e nervosas na Escola de Medicina de New-York. Traducção de J. A. Bentes. Lisboa, Livraria Central de Gomes de Carvalho, Editor, 1903. In-8.º (18cm) de 314, [2] p. ; E.
1.ª edição portuguesa.
Estudo vanguardista (para a época) sobre a impotência sexual, sob o ponto de vista físico e psicológico.
"A impotencia sexual aflige naturalmente, os que della sofrem, muito mais que qualquer outra doença a que está sujeita a especie humana.
Escrevi este pequeno livro com a esperança de que os meus compatriotas hão de tirar algum proveito no tratamento do mal de que se trata, e que existe em ambos os sexos."
(excerto do prefácio)
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro e muito curioso.
Sem indicação de registo na BNP.
Indisponível