Mostrar mensagens com a etiqueta S. Pedro do Sul. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta S. Pedro do Sul. Mostrar todas as mensagens

22 setembro, 2023

COMO FOI ASSASSINADO O DR. AUGUSTO MALAFAYA : a verdade sobre o crime de Serrazes.
Desfazendo uma campanha de infamias calunias e torpezas. Lisboa, Tipografia Costa Sanches [Editor: - Bernardo Telles Malafaya], 1921. In-8.º (20x13,5 cm) de 127, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Obra sobre o crime de Serrazes, homicídio que sobressaltou o país e deu brado na época, prolongando-se em acesa polémica nos anos que se seguiram, coincidindo com o julgamento dos criminosos.
Obra publicada anónima, mas sendo seu editor Bernardo Teles Malafaia, tio da vítima, o mesmo que pouco antes do crime fizera Augusto seu herdeiro, eventual causa para o trágico desfecho. A BNP dá como autor Amélia de Pina Falcão Malafaya, mãe do malogrado moço.
"Em 26 de julho de 1917, Augusto Teles Malafaia, então com 34 anos, foi assassinado na sua Casa das Quintãs, em Serrazes. A natureza do crime, a forma como o processo judicial se desenvolveu e as divergências da opinião pública conferiram ao caso um enorme mediatismo a nível nacional. Muito comentado em todo o país até aos anos trinta do século XX, e ainda hoje lembrado na região de Lafões, tornou-se um dos mais famosos crimes portugueses."
(Fonte: http://www.jornaldamealhada.com/noticia/7972)
"Este livro era absolutamente necessario. Exigiam-no a memoria, sacrilegamente conspurcada, dum bondozissimo rapaz, o nome sem mancha duma nobilissima familia, a dignidade de alguns magistrados e a honra e reputação de muita gente.
Está quasi concluido o julgamento dos assassinos de Augusto Malafaya e todavia o publico não conhece ainda a verdade sobre o crime vilissimo de que foi vitima o desventurado rapaz.
Têm-no trazido iludido os torpissimos assassinos e os não menos torpissimos agentes de que eles se têm servido, e que em jornaes e em folhetos, ao mesmo tempo que injuriam a memoria da vitima, e que difamam e caluniam a familia que o crime enlutou, têm divulgado e feito correr mundo que fôra um forte motivo de honra que conduzira os criminosos a Serrazes, que norteará o seu gesto, que os levára ao assassinio...
Mentira! Mentira! Mentira!
Durante trez anos o publico tem vindo sendo enganado sobre o verdadeiro mobil do crime e sobre as circunstancias tristissimas em que ele se produziu."
(Excerto de Explicação indispensavel)
Índice:
Explicação indispensavel | I - Como foi assassinado o dr. Augusto Malafaya II - A contestação do libelo acusatorio. III - Assassino, caluniador e... ladrão.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Papel de fraca qualidade. Cansado, com pequenos defeitos.
Raro.
35€

16 setembro, 2023

AZEVEDO, Correia de - LAFÕES. [S.l.], [s.n. - Comp. e imp. nas Oficinas  Gráficas «A Modelar», Amares], Julho de 1958. In-8.º (22,5 cm) de 261, [1] p. ; [91] f. il. ; B.
1.ª edição.
Importante monografia sobre a região de Lafões, contendo inúmeras informações históricas, culturais, geográficas e administrativas. Trata-se de uma verdadeira "bíblia" lafonense, talvez a mais completa e interessante obra que sobre esta zona do país se publicou.
Edição cuidada, impressa em papel de superior qualidade, contendo 91 folhas separadas do texto que reproduzem inúmeros desenhos e fotogravuras com retratos de personalidades, paisagens, monumentos e lugares históricos. Inclui no final de cada capítulo, diversas páginas preenchidas com publicidade promovendo produtos e serviços de casas comerciais e industriais da região, que, por certo, terão ajudado a subsidiar a sua produção.
"A Região de Lafões
Situada na parte mais ocidental da Beira Central, a Região de Lafões é uma sub-região natural, constituída pelas terras tributárias do curso médio do Vouga e dos seus afluentes Sul e Ribamá, que, vindos de margens opostas, confluem junto de S. Pedro do Sul.
De Lafões fazem geograficamente parte os concelhos de Oliveira de Frades, Vouzela e S. Pedro do Sul, as freguesias de Cedrim e Couto de Esteves (do concelho de Sever do Vouga), Alva e Gafanhão (do concelho de Castro Daire) e parte das freguesias de Bodiosa e Ribafeita (do concelho de Viseu).
Remontam a recuadas épocas pré-históricas os primeiros sinais de povoamento. Por toda a Região de Lafões, restam vestígios de populações neolíticas, que, sobretudo em pontos elevados de terras graníticas, construíam as suas habitações, inumavam os seus mortos em dólmens e mamoas e, nas pedras das encostas dos montes, gravavam sinais, provavelmente relacionados com os monumentos funerários.
Com a queda do Império Romano do Ocidente (476), a Região de Lafões passou a fazer parte do efémero reino suevo e, a seguir, do mais estável reino visigótico. Da fusão dos elementos germânico e românico, aglutinados pelo elemento religioso cristão, resultará uma população que, no século VIII, vai sofrer o embate da invasão muçulmana.
Com o avanço da Reconquista cristã, sobretudo depois das conquistas de Fernando Magno a sul do Douro, incluindo Viseu, a Região de Lafões vai-se desenvolvendo populacionalmente. As populações rurais dispersam-se por "villas", propriedades rústicas, granjas ou herdades, mais ou menos isoladas. Foram estas propriedades rústicas que, desenvolvendo-se e aglutinando-se, vieram a dar origem às primeiras povoações."
(Fonte: Oliveira. A. Nazaré, Património Histórico-Cultural da Região de Lafões, Millemium 22, 2001)
"Tal como actualmente se encontra, o território de Lafões, reparte-se grosso modo por três concelhos:
O concelho de Oliveira de Frades, e os concelhos de S. Pedro do Sul e Vouzela. [...]
Relativamente à etimologia de Lafões, temos:
«Em 1609, disse Fr. Bernardo de Brito, que D. Fernando Magno de Leão, quando tomou Viseu aos mouros no ano de 1038, ou 1057 como diz Alexandre Herculano, era governador da dita cidade o alcaide mouro Alafum, que se fez cristão, pelo que D. Fernando Magno lhe poupou a vida e lhe deu terras para viver e povoar, terras que do dito mouro Alafum tomaram o nome de Lafões. [...]
Um autor desconhecido, referindo-se a esta parte em questão da etimologia de Lafões, dá o seu parecer do seguinte modo:
«O nome de Lafões, ou Alafões, como se dizia antigamente, deriva de uma palavras árabe que significa «dois irmãos», designação aplicada a dois cabeços parceiros - os montes Lafão (601m.) e Castelo (538m.) que constituem a terminação setentrional da serra do Caramulo.
Esta última versão é a mais aceitável e a que não oferece, segundo cremos, nenhuma contestação."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse da f. rosto. Contém alguns (poucos) sublinhados e anotações a lápis ao longo da obra.
Raro.
Com interesse histórico e regional.
60€

19 julho, 2023

A REGIÃO DO VOUGA.
Aveiro, Agueda, S. Pedro do Sul, Vizeu. Indicações geraes para uso dos viajantes - Sociedade Propaganda de Portugal. Lisboa, Composto e impresso na Typ. da «Gazeta dos Caminhos de Ferro», 1917. In-8.º (15,5 cm) de 63, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante roteiro turístico.
Assinala os locais e monumentos emblemáticos dos concelhos situados na região de Lafões, tudo devidamente acompanhado de apontamentos históricos e geográficos sobre as vilas e cidades mais relevantes.
"Esta linha que tem o seu inicio em Espinho e o seu terminus em Vizeu, desenvolve-se na mais pictoresca a accidentada directriz, na extensão de 141 kilometros, atravessando uma região verdadeiramente encantadora, bordejando precipicios, contornando montanhas e apresentando aos olhares extasiados do turista as mais diversas e variadas paisagens, os mais surprehendentes pontos de vista, os mais risonhos e alegres panoramas. [...]
A concepção do traçado e a sua execução rapida e feliz, constituem uma gloria da engenharia portugueza, incluindo as suas obras de arte pontes arrojadas e viaductos importantes, todos de alvenaria, e, alguns, de vãos muito superiores aos maiores até agora admitidos entre nós, o que representa, na phrase, concisa mas sobremodo justa, do illustre engenheiro Sr. J. Fernando de Sousa, «licção e exemplo valioso»."
(Excerto de A linha do Valle do Vouga)
Índice:
A linha do Valle do Vouga. | Aveiro. | Agueda. | S. Pedro do Sul. | Vizeu.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
25€
Reservado

08 dezembro, 2022

MOURO, Manuel Barros - A REGIÃO DE LAFÕES (subsídios para a sua história). Coimbra, [s.n. - Composição e impressão Coimbra Editora, Limitada - Coimbra], 1996. In-8.º (20,5 cm) de 241, [3] ; il. ; B.
1.ª edição.
Capa de Paulo Quintela.
Importante subsídio para a história da região de Lafões.
Livro ilustrado com fotografias a p.b., em página inteira, reproduzindo monumentos e imóveis relevantes para a região lafonense.
"Lafões, região natural de grande unidade, abrange a quase totalidade dos concelhos de S. Pedro do Sul, Vouzela e Oliveira de Frades e ainda uma pequena área dos concelhos de Viseu (parte das freguesias de Ribafeita e Bodiosa, esta passou ao concelho de Vouzela com o Decreto de 24/10/1855 e voltou ao de Viseu por Decreto de 14/1/1871), Castro Daire (parte das freguesias de Alva e Gafanhão) e Sever do Vouga (freguesias de Cedrim e Couto de Esteves).
Mas a «terra» de Lafões constituiu durante vários séculos um só concelho, escrevendo-se no cadastro de 1527 que era muito notável, além de curiosa, a circunstância de «ter duas vilas e ambas serem cabeças»: a de S. Pedro do Sul e a de Vouzela.
No Portugal Antigo e Moderno de Pinho Leal fala-se em dois concelhos (S. Pedro do Sul e Vouzela), parecendo-lhe que durante muito tempo foram administrados em comum pelas mesmas autoridades.
Historiadores há que afirmam ter Lafões recebido foral de D. Dinis em 1280 e foral novo de D. Manuel a 15/12/1514, mas só este aparece arrolado na «Memória para servir de Índice dos Forais das Terras do Reino de Portugal e seus domínios» de Francisco Nunes Franklin."
(Excerto de O antigo concelho de Lafões e a sua capital)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
25€

09 fevereiro, 2022

SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DAS TERMAS DE S. PEDRO DO SUL.
Uma campanha vil desmascarada. Ajuste de contas - Emprêsa Diniz & C.ª,L.ᵈᵃ
. Porto, Tipografia Sequeira, Limitada, 1925. In-8.º (20,5 cm) de 138, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Importante contributo para a história das Termas de S. Pedro do Sul. O presente livro, dado à estampa pela Diniz & C.ª, empresa concessionária das Termas de S. Pedro do Sul, dá a conhecer as movimentações subterrâneas de vários actores no processo de concessão (que incluía a reparação das instalações balneares e construção de um hotel - o Palace Hotel), culminando numa disputa jurídica entre a Empresa e a Câmara Municipal que extravasou a sala do tribunal, com ocupações "musculadas" e ataques à bomba, que espelham, de certa forma, a situação efervescente que o país atravessava. No final do livro em Documentos, encontram-se diversas peças com relevância para a compreensão do processo jurídico.
"A Emprêsa Diniz & C.ª, L.ᵈᵃ, publicando êste livro, vem render sincera homenagem aos amigos verdadeiros das Termas de S. Pedro do Sul e aproveita o ensejo para fazer uma proveitosa prevenção a todos os inimigos declarados e confessos da mesma Emprêsa. [...]
Em 22 de Junho de 1922, tomou a referida Emprêsa posse das Termas de S. Pedro do Sul para o fim da exploração das águas termais e com o fito no patriótico e arrojado plano de obras marcadas no contrato realizado, dois dias antes, entre a Câmara e a Emprêsa.
Estamos da época termal de 1925.
Passaram-se portanto três anos depois da assinatura do contrato, e, apesar e todos os esforços que a Emprêsa tem empregado, tolhidos sempre por uma vil campanha a que se associou a própria Câmara, nada se tem podido fazer de grande e útil que seja capaz de chamar os aqùistas e turistas a esta região. [...]
É preciso que o grande público tome completo conhecimento da questão para fazer bem límpida justiça a quem a merecer; mas, como, sem provas, não se pode fazer essa justiça moral, vem êste livro patentear por meio de factos e documentos, que constituem plena prova esmagadora, o que se tem passado entre a Câmara e a Emprêsa durante êstes três anos.
Vamos, pois, em livro, narrar despretenciosamente todos os factos, transcrevendo êsses documentos e tirando conclusões... [...]
Êste livro será, pois, um documento para a história das antiquíssimas e afamadíssimas Caldas de Lafões."
(Excerto do Proémio)
Matérias:
Proémio. | I - O concurso para a exploração das Termas. II - O contrato - Estado lastimoso dos balneários e nascentes termais. III - As expropriações - Uma campanha ignobil. IV - A perseguição. - A Emprêsa arrastada aos tribunais criminais para responder por multas. V - Um médico modêlo. - Dois relatórios interessantes. VI - Episódios. - Maquinando um crime contra a Emprêsa. VII - Um crime. - A bomba. VIII - As notificações. - O assalto. IX - A caminho dos Tribunais - A rescisão. X - Solemnia Verba. | Documentos. A Notificação. Documento n.º 1 [Exposição da Emprêsa ao juiz do processo]. Documento n.º 2 [Ofício da Emprêsa dirigido à CMSPS]. Documento n.º 3 [Certidão exarada pela Chefe de Secretaria da CMSPS - Amadeu Augusto Barbosa]. Documento n.º 4 - Memória descritiva do novo balneário que a Emprêsa Diniz & C.ª vai construir nas Termas de S. Pedro do Sul em substituição do actual. Documento n.º 5 - Relatório médico de 1923, por António de Almeida Trinta. Documento n.º 6 - Relatório médico de 1924, por António de Almeida Trinta. Documento n.º 7 - Uma causa célebre. - Ao país e magistratura. - Como em Portugal se hostilizam as iniciativas de interêsse geral. - A parcialidade dum ministro que, esquecendo o interêsses do Estado, patrocina os egoismos particulares. - A Emprêsa das Termas de S. Pedro do Sul reclama justiça! Não pretende favores. - Reclama o exclusivo, o preciso cumprimento da lei. Documento n.º 8 - Entrevista transcrita de «Jornal de Notícias», de 20 de Março de 1925 - Termas de S. Pedro do Sul - (Em desafronta da Emprêsa Diniz & C.ª, L.ᵈᵃ).
Exemplar brochado, por aparar, em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e pequenas falhas de papel. A página que remete para os Documentos. A Notificação encontra-se rasgada no último terço.
Raro.
Com interesse histórico e regional.
45€

13 outubro, 2018

OLIVEIRA, Suzel Corrêa d' - A «FEIRA VELHA» (S. Pedro do Sul). Separata da Revista «Beira Alta». [S.l.], [s.n.], 1952. In-8.º (21,5cm) de [2], 8, [2] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição independente.
Curiosa obra poética.
Valorizada pela dedicatória autógrafa da autora.
Livrinho ilustrado em separado com uma vista parcial de S. Pedro do Sul.

"A feira começou de manhãzinha,
Ainda o Sol em casa de Deus vinha
Com seu alacre e rútilo fulgor...

Dalém, [Manhouce], duma distante serrania,
Vieram moças de cintura esguia,
Esbeltas, donairosas e fem feitas:
- Bustos fartos de rola, ancas estreitas,
Os rostos claros de apuradas linhas;
Olhos da cor das ondas traiçoeiras,
- Nem verdes, nem azuis, -
Ágeis, ligeiras,
E nas bocas pequenas, arqueadas,
Duas belas, riquíssimas fiadas
De dentes pequeninos,
Que oo sorriso descobre a cada instante...

E os moços, eles!
Que belas esculturas
De rústicos Apolos! Que elegante,
Esbelta arquitectura a dessa gente..."

(Excerto do poema)

Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

24 março, 2017

A SERRA DE S. MACÁRIO EM S. PEDRO DO SUL : apontamentos de um «carola» pelo S. Macário - PAISAGENS IGNORADAS DE PORTUGAL. [S.l.], Edição  do Dr. António Henriques de Sousa, 1967. In-8.º (19 cm) de 22, [2] p. ; [2] f. il. ; [1] mapa desd. ; B.
1.ª edição.
Interessante monografia sobre a Serra de S. Macário - a sua história e lendas associadas - e a zona envolvente.
Ilustrada com fotogravuras a p.b. no texto, e a cores em separado. Contém ainda um desdobrável com um mapa da região estudada.
"Nos confins das freguesias de Sul e S. Martinho das Moitas, concelho de S. Pedro do Sul, eleva-se um monte, denominado Monte de S. Macário, um contraforte da serra da Gralheira que se estende de nordeste para sudoeste, entre os rios Paiva, Sul e Vouga, dando origem às serras da Arada, Manhouce e da Freita, esta já nos limites de Arouca. [...]
O S. Macário é venerado em duas capelinhas existentes no cimo do monte que tem o seu nome, como uma altitude de 1.060 metros e distando uma da outra cerca de 300."
(Excerto de A Serra de S. Macário)
Matérias: - Explicação prévia. - A Serra do S. Macário. - Belezas da Serra. - A Pena, sua Ribeira e Portal do Inferno. - Serra do Tamão outro Portal do Inferno. - A Cova da Serpe (lenda). - Monumentos. - Acesso.
Exemplar em bom estado de conservação. Capas algo sujas. Vestígios antigos de humidade numa das estampas extra-texto.
Raro.
15€

06 agosto, 2013

TERMAS DE S. PEDRO DO SUL : antigas Caldas de Lafões e da Rainha D. Amélia. [S. Pedro do Sul], Comissão de Iniciativa e Turismo das Termas de S. Pedro do Sul [Comp. e Imp. na Casa Tipográfica de Alves & Mourão, Coimbra], 1936. In-8.º (21cm) de 16 p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Bonita monografia sobre as Termas de S. Pedro do Sul, Viseu. Aborda os aspectos históricos mais relevantes, a qualidade das suas águas e os equipamentos disponíveis, oferta de alojamento, etc.
Livro muito ilustrada ao longo do texto.
A contracapa contém dois mapas esquemáticos do 'Caminho de Ferro' e das 'Estradas' com a localização das Termas.
“As Termas de S. Pedro do Sul ficam situadas no mais pitoresco e fértil recanto do Vale de Lafões, distrito de Viseu, entre as históricas vilas de S. Pedro do Sul e Vouzela, de que distam cerca de 3 kilómetros.
Iberos, celtas, fenícios, romanos, árabes, todos ocuparam, mais ou menos transitoriamente, as terras do Vale do Vouga. Se faltam, em parte, documentos, aparte numerosos megalíticos, a atestar a permanência de alguns desses povos nesta região, particularmente a fazer supor que utilizassem as suas águas termais, abundam, no entanto, quanto aos Romanos, pois esses aqui deixaram inegáveis provas da sua larga permanência e do culto votado às preciosas águas.
Construíram um Balneário, possivelmente antes da era cristã (Viriato, o aguerrido e patriota pastor dos Hermínios, viveu na era de 150 anos antes de Cristo).
Sobre as ruínas desse Balneum Romano, mandou o nosso I.º Rei, D. Afonso Henriques, edificar o histórico Estabelecimento Balnear que hoje tem o seu nome.”
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

01 junho, 2013

OLIVEIRA, Antonio Corrêa d’ – LADAINHA. Lisboa, Typographia do Commercio, 1897. In-8º (18cm) de 23, [1] p. ; B. 
1ª edição.
Edição cuidada, de grande qualidade estética. Trata-se da primeira obra do poeta publicada quando somava apenas 18 anos de idade.
Muito valorizada pela sua dedicatória autógrafa a Agostinho de Campos.





Na minha terra os noivados
Passam por arcos de flores.
As almas dos esposados
Vão no peito como andores…

As Virtudes são ceifeiras,
O Bem ceára de luz;
Ha lá no ceo largas eiras,
E o lavrador é Jesus!

O sete’strello é um tear,
As nuvens d’oiro novellos…
Astros de prata, a cantar,
Teceram-te os teus cabellos!...

Dezoito annos… Isto é vida?!
Não ha quadros sem côres…
E na procissão da Vida
Os sonhos são os andores!...
Creanças loiras, sem vida,
Levam mortalhas d’amores!..."

(I poema)

António Correia de Oliveira (1879-1960). “Nasceu em São Pedro do Sul em1879 e faleceu em Antas, Esposende, em 1960. Estudou no seminário de Viseu, indo depois para Lisboa onde trabalhou como jornalista no Diário Ilustrado. Tendo casado com uma rica proprietária minhota, fixa-se na aldeia de Belinho, conselho de Esposende. Foi um dos cantores do Saudosismo, juntamente com Teixeira de Pascoaes e outros. Colaborou na revista A Águia, Atlântida, Ave Azul e Seara Nova. Foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada‎ a 5 de outubro de 1934 e Grande-Oficial da Ordem da Instrução Pública a 26 de Agosto de 1955. Foi um poeta conotado com o Estado Novo.”
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Apresenta etiqueta numerada colada sobre a lombada. Carimbo de biblioteca (2) na f. rosto.
Raro.
Indisponível