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21 outubro, 2025

MATTA, José Avelino da Silva e -
ANAIS DE MOURA
. Moura, Câmara Municipal de Moura : Biblioteca Municipal, 1991. In-8.º (21,5x16,5 cm) de [16], 185, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história de Moura, castiça vila alentejana. Trata-se da edição fac-similada do manuscrito de 1855, existente na Biblioteca Municipal de Moura.
Obra invulgar e muito interessante. Inclui apontamento biográfico do autor no início.
Ilustrada no texto com tabelas e quadros estatísticos, e em página inteira, com reprodução de planta de Moura datada de 1657.
"Os Anais de Moura, foram escritos pelo D. José Avelino da Silva e Mata em 1855 e até esta data, têm continuado esquecidos da quase totalidade dos habitantes do nosso concelho.
Como não houve qualquer publicação do trabalho que não deixou cair no esquecimento a história da Notável Vila de Moura, surgiu-me a ideia de, na Biblioteca Municipal, ser executado este trabalho, que até ao presente continuava em manuscrito, copiando-o tal como foi escrito na época.
Se me afoitei trazer este precioso trabalho a público, a razão só pode ser procurada na muita amizade que tenho à minha terra. Essa amizade e o reconhecimento de um repositório das mais importantes notícias sobre a Vila de Moura e suas freguesias até 1855, criou em mim, o propósito de dar a conhecer o que existe de pouco conhecido e é muito o que contém os Anais de Moura, os quais, mais de um século permaneceram no arquivo sem que ninguém aparecesse para lhe dar a conveniente publicidade."
(Excerto da Nota preliminar)
José Avelino da Silva e Mata (Elvas, Ajuda, Salvador e Santo Ildefonso 10.11.1795 - Elvas, São Pedro 11.12.1867). "Juiz Desembargador. Governador Civil de Portalegre, de 1846 a 1848. Aluno do Colégio Militar. Comendador da Ordem de Cristo. Juiz de Fora de Vila Velha de Rodão, Carta de 27.09.1826. Juiz de Fora de Campo Maior, Carta de 03.12.1835. Juiz de Fora de Moura, Carta de 30.11.1852. Foi Juiz em Estremoz e Alenquer. Vereador da Câmara de Elvas em 1837. Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Elvas em 1838. Deputado às Cortes em 1839. Foi investigador de História de Moura e Elvas e escreveu os seus Anais."
(Fonte: https://pagfam.geneall.net/4233/pessoas.php?id=1092749)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
Indisponível

28 setembro, 2025

ESTAÇÃO DE MELHORAMENTO DE PLANTAS -
GUIA DOS ENSAIOS DE CAMPO. Elvas, [s.n. - Tipografia Elvense de António dos Santos - Elvas], 1942. In-8.º (21,5x13,5 cm) de 19, [1] p. ; [2] plantas ; il. ; B.
1.ª edição.
Guia da Estação de Melhoramento de Plantas, reputado estabelecimento de investigação agrícola localizado em Elvas.
"A ENMP de Elvas, ao longo da sua história, foi responsável pela obtenção e melhoramento de dezenas de variedades de plantas, tendo-se especializado em espécies de cereais, pastagens biodiversas, leguminosas e oliveira." (https://www.lusosem.pt/noticias/estacao-de-melhoramento-de-plantas-de-elvas-celebra-75-anos)
Livrinho ilustrado com fotografias no texto e duas plantas agrícolas em separado.
"A Estação de Melhoramento de Plantas tem a missão de crear formas de cereais e forragens com valor económico superior ao das que existem presentemente. Por essa circunstância deve ser considerada como «Fábrica de Novas Plantas». [...]
Para se conseguires êstes objectivos que ficaram apontados, existem na Estação de Melhoramentos de Plantas numerosos talhões com hibridos e ensaios de natureza diversa. É  a enumeração daqueles considerados de maior importância que se faz nesta publicação, afim de facilitar ao visitante a apreciação dos trabalhos em curso."
(Excerto de Palavras prévias)
Índice:
Palavras prévias | I - Trigo. II - Cevadas. III - Aveias. IV - Forragens. V - Milhos. VI - Centeios. VII - Ensaios de adaptação.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
15€

06 junho, 2023

FARIA, Antonio de Portugal -
GENEALOGIA DA FAMILIA BARREIROS.
(2.ª edição). Por... Consul de Portugal em Livorno. Lisboa, Typ. da Companhia Nacional Editora, 1896. In-8.º (22 cm) de 44 p. ; B.
Importante estudo genealógico sobre a Família Barreiros, apelido originário do Alto Alentejo.
"Manuel Rodrigues Barreiros, natural da freguezia de S. Lourenço (Portalegre), casou com D. Isabel Garcia, natural da freguezia de Nossa Senhora das Neves (da villa de Pedroso), e teve:
I
Francisco Vellez Barreiros, natural de Villa da Fronteira, assentou praça no regimento de infanteria d'Elvas em 1757, foi reformado em tenente coronel com o soldo de major, tinha o habito de Aviz. Falleceu d'uma apoplexia a 3 de maio de 1813. Em primeiras nupcias tinha casado com D. Eufemia Thereza de Jesus, natural de Extremoz, freguezia de Santo André e fallecida em Elvas em 1781, e em segundas a 5 de dezembro de 1775 ou 1785 com D. Thereza Ignacia de Belem Barreiros."
(Excerto da primeira parte do estudo)
António de Portugal de Faria (1868-1937). "Filho de Augusto de Faria, 1.º visconde de Faria, foi o 2.º visconde de Faria e marquês de Faria, título que lhe foi atribuído por breve de Leão XIII. Nasceu em 1868 e faleceu em 1937. Foi cônsul, secretário do comissário português na Exposição Universal de Paris, etc. Integrou várias associações científicas."
(Fonte: https://archeevo.amap.pt/details?id=92574)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

22 janeiro, 2023

VASCONCELLOS, J. A. C. de - A COLONISAÇÃO DO ALEMTEJO
. Exposição das verdadeiras causas da falta de população e do atrazo da agricultura n'esta provincia, e das medidas que melhor podem remediar o seu deploravel estado prezente. Por...
Elvas, Typographia Elvense de Samuel F. Baptista, 1884. In-4.º (23 cm) de 51, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio oitocentista sobre as causas do abandono da província do Alentejo, e as medidas propostas pelo autor para obviar à sua desertificação.
"Julgo, que na situação do paiz, cada dia mais embaraçosa pelo desiquilibrio commercial entre as suas importações e exportações, e pelas sempre crescentes necessidades de fisco, de que demasiado se ressente já a economia domestica com a desproporção entre o custo de vida e os interesse amesquinhados por taes causas, não nos pôde ser indifferente a grande massa dos varios productos que o quasi inculto Alemtejo é susceptivel de produzir.
Firme, pois, n'estas idéas, julgo do meu dever de publicamente as communicar, para, se nas altas regiões do poder não houver ouvidos que se dignem escutar uma reclamação, talvez considerada inoportuna ou importuna por estar fóra da orbitra da politica, seja o clamor da opinião publica que se faça attender; finalisando eu por recommendar muita attenção para o que digo da agricultura em geral, e em especial para as breves reflexões que faço sobre a viticultura; o que muito poderá interessar os lavradores e os negociantes que se preoccupam com o progresso nas molestias nas vinhas."
(Excerto da introdução - Advertencia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e agrícola.
35€

26 dezembro, 2022

VASCONCELOS, Máximo Augusto de - O EMIGRADO FRANCÊS OU O DELFIM DE ELVAS.
[Por]... Coronel de Reserva
. Valença. Melgaço = Tip.ª «Melgacence», 1927. In-4.º (23,5 cm) de [4], 45, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante estudo histórico, trabalho de pesquisa e recolha sobre a verdadeira identidade do "Delfim de Elvas", por muitos identificado como Luís Carlos, herdeiro do trono francês, filho natural de Luís XVI e Maria Antonieta - ambos guilhotinados na sequência da Revolução Francesa - que terá fugido para Portugal para escapar ao cruel destino de seus pais.
"Laborioso é o estudo de factos históricos, quando dêles não resultam vestígios que guiem a inteligência do historiador; está nêste caso o interessante problema histórico que passo a tratar, guiando-me é certo pela resumida e vaga biografia de meu avô paterno, o suposto Augusto Cezar de Vasconcelos, - «O Delfim de Elvas», escripta por seu filho e meu tio José de Vasconcelos.
Desde 1830 era conhecido meu avô pelo Delfim de Elvas; tôda a gente de Elvas, desde então, se convencera que era falso o nome que uzava, embora fosse desconhecido o seu nome de baptismo, bem como o apelido de sua família; que êle cuidadosamente os ocultava, é óbvio, todos justamente o supunham, e afirmavam qual fosse, era o Delfim de França.
Ao alistar-se em começo de Abril de 1809, no regimento de artilharia n.º 3, por indicação do Marquez de Tiernay, General francês ao serviço de Portugal, e que era próximo parente do Rei de França Luís XVI, apresentara-se como natural da cidade do Porto, ao tempo ocupada pelo exército do Comando de Soult, desde 29 de Março a 12 de Maio do mesmo ano. [...]
Até 1830 facilmente ocultou a sua naturalidade, pois que sendo homem de vasta ilustração e falando e escrevendo correctamente o português, ninguém o supunha francês, tanto mais que tendo contraído casamento em Elvas em 1810, apresentara os seus papeis despachados no Bispado de Vizeu, e como natural da freguesia de S. Martinho de Pindo, hoje do concelho de Penalva do Castelo, districto de Vizeu.
Aqui temos a primeira contradição para se conhecer a sua identidade; é certo que mais tarde se veio a saber que eram falsos os papeis que apresentara para se casar, bem como falsa era a naturalidade e nome que deu ao sentar praça.
Em 1830 veio a Elvas um padre de Vizeu que o reconheceu como sendo o emigrado francês, que até 1809, estivera em casa dos fidalgos Melos daquela cidade, o que êle não negou; e acediado com perguntas da esposa e dos filhos, contou a sua odisseia desde 1793, em que acompanhado de uma dama francesa, embarcaram em França em um navio expressamente fretado, que os conduziu a Lisboa, onde desembarcaram, e a dama o metera em um colégio, de onde mais tarde fugira com um condiscípulo que o induziu a embarcar em um navio negreiro, de que era comandante o pai daquêle seu condiscípulo.
Ocultou com tudo o seu nome, a sua hierarquia e o apelido da sua família."
(Excerto da Introdução)
"Ficava a família Real no Templo, quando o Rei Luís XVI se arrancou aos últimos abraços para caminhar ao suplício.
A Rainha deitada sôbre a cama, vestida, tinha ficado durante longas horas de agonia no dia 21 de Janeiro de 1793, abismada em freqüentes desmaios, interrompidos por soluços e preces!! [...]
A convenção depois de decretar que a Rainha Maria Antonieta, seria separada do filho para ser julgada, assim lh'o fez notificar na prisão.
No acto da leitura desta ordem à família Real, o menino correu a abrigar-se nos braços da mãe, e não foi sem grande lucta que ela por fim o vestiu e o entregou inundado de lágrimas, aos carcereiros.
O sapateiro Simão, escolhido pela sua brutalidade para substituir o amor do coração terníssimo de sua mãe, o conduziu ao quarto destinado para o jovem rei agonizar!!
Ali foi dado por morto, quando na realidade foi salvo como se verá.
Em princípio de Abril do ano de 1809, saiu de Vizeu, acompanhado de um almocreve, um jovem de boa aparência; jornardeando por caminhos menos seguidos dirigiram-se a Borba, em demanda da residência do Marquez de Tarnay a quem se apresentou o nosso jovem."
(Excerto de O emigrado Francês ou o Delfim de Elvas - Cap. I)
Matérias:
Introdução. | Primeira Parte: Luís XVI. Rei de França - [V Capítulos]. Segunda Parte: O emigrado Francês ou o Delfim de Elvas - [XV Capítulos]. | Arvore genealógica da família dos Augustos de Elvas - [III Capítulos].
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com vincos e pequenos defeitos.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

10 janeiro, 2019

GUERRA, Maria Sofia Pomba - DOIS ANOS EM ÁFRICA. Prefácio de Vitorino Nemésio. Ilustrações de Aurora Severo. [S.l.], Edição da Autora, 1935 [na capa, 1936]. In-8.º (19 cm) de XIII, [1], 206, [4] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Romance colonial, resultante das vivências da autora em África. Um jovem - Rafael - abandona os estudos em Coimbra para embarcar com destino a Moçambique. As primeiras 33 páginas da obra são dedicadas ao ambiente estudantil, pejadas de referências às tradições universitárias coimbrãs.
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa da autora.
Ilustrado ao longo de texto com belíssimos desenhos.
"Livro de impressões coloniais vagamente romanceadas - um jovem a colocar, um tio utopista que o chama e a selva de Moçambique como fundo e quási como desfecho -, não são poucas as suas páginas em que começa a levantar-se diante de nós a nebulosa que prometia uma estrêla, ou seja, o comêço de conflito que anunciava um drama."
(Excerto do Prefácio)
"Nessa manhã de inverno e sol, complacente, desprendera sôbre a terra um bafo morno. A diafaneidade reverberante de luz, a pureza tépida da doce viração alagavam o coração de Rafael em ondas de prazer.
Da pasta tremulava já um «grêlo» azul. Deitou a capa ao ombro, consultou o relógio: faltavam dois minutos e o átrio das Químicas, ali perto, estava meio deserto.
Sentados nos plintos das colunas, dispersos pelas escadas de entrada, uma dúzia de colegas falazavam.
Media o tempo a cadência dos passos; a voz das raparigas, em notas mais agudas, ritmava o sussurro e, lá dentro, no ádito, iam-se aglomerando novos grupos.
O archeiro, agaloado de verde, apertado no uniforme justo, ia gastando o tempo. [...]
Rafael enveredou seus passos para o Castelo. Por tôda a parte enxameiam manchas negras de capas.
Cêrca da Associação Académica há grande falazar: troços de moços contravêm com sanha, invectivam outros com afã inimigos irosos e cada qual porfia em alfaiar o preferido com mais avantajada cópia de primores. Próximas estão as eleições para o Senado e os moços estudantes não cessam afanosos combates em prol da sua dama: a Idea."
(Excerto do texto)
Maria Sofia Pomba Guerra (Elvas, 1906 - Cascais, 1976). "Mulher revolucionária na sua geração, manteve uma intensa actividade política, sendo uma activa militante antifascista e anticolonialista. Em 1949 tornou-se a primeira mulher branca a ser presa e deportada para a metrópole, ficando detida em Caxias até Julho de 1950.
Farmacêutica, analista e professora, Maria Sofia Carrajola Pomba Amaral da Guerra nasceu em Elvas, a 18 de Julho de 1906. Frequentou a Universidade de Coimbra na década de 20, juntamente com o futuro marido, Platão Zorai do Amaral Guerra, e terá estado inscrita em mais do que um curso."
(Fonte: FB, Antifascistas da Resistência)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

20 novembro, 2017

PICÃO, José da Silva - A CAMINHO DA CEGONHA (Crónica de Aldeia). Elvas, Tipografia Progresso : Ernesto A. Alves e Almeida, 1940. In-4.º (23cm) de 47, [1] p. ; B. Colecção «Correio Elvense», 2.ª série : N.º 3
Reedição restrita desta castiça obra de José da Silva Picão, originalmente publicada em 1894, conjuntamente com outros autores no Número brinde aos senhores assignantes d'O Elvense.
Tiragem: 200 exemplares.
"José da Silva Picão foi lavrador e escritor. Fruto expontâneo do meio em que nasceu e labutou, sem preparação literária erudita, pôz-se a escrever à-cêrca da sua terra e da sua gente com o à-vontade de quem para alem daquele mundo não vislumbrava mais mundo e foi assim, no rude contato com a natureza e os homens que vivem à semelhança desta, que produziu prosa forte e sàdia, despida de galas postiças, mas realista e saborosa como no género outra não houve em Portugal. [...]
O trabalho que ora se publica é uma das primeiras e, para o efeito, nêste momento, a última rutilação do espirito literário de José da Silva Picão.
Nêle de descreve a odisseia de uma aldeia alentejana - Santa Eulalia - condenada ao martirio periodico da falta de água, que dificilmente se adquiria em poços ou escassos mananciais, donde era tirada por meio de um chocalho. Á-cerca dêste costume, - que José da Silva Picão descreve pitorescamente - diz o etnografo Antonio Tomaz Pires, no seu trabalho Tradições Populares Transtaganas, Elvas, 1927:
«Á beira dos poços, em vez de caldeiros para tirar água, veem-se frequentemente grandes chocalhos a isso destinados». Por isso o povo opina, em seus motejos, que em Santa Eulalia quem não tem chocalho não bebe...
A novela A Caminho da Cegonha é uma pequena obra prima de literatura regional, pelo valor do estilo, acêrto no emprego dos vocábulos e rigor descritivo. [...]
Santa Eulalia paga assim uma divida de gratidão a um seu filho ilustre, pois que José da Silva Picão - filho de lavradores, era natural daquela localidade, onde nasceu a 10 de Março de 1859 e onde faleceu a 18 de Maio de 1922."
(excerto da introdução de Domingos Lavadinho)
"Era aí pelos introitos do S. Mateus. As chuvas outonais ainda não tinham aparecido e a estiagem do verão, que fôra comprida e aspérrima, ameaçava prolongar-se indefinidamente, para flegêlo das mulheres da aldeia, que se viam em palpos de aranha para obterem agua suficiente às necessidades de consumo.
Os quatro poços contíguos à povoação, de ha muito que estavam absolutamente sêcos. No fundo de todos, como que a atestar as diabruras do rapazio, amontoavam-se pedras de diferentes tamanhos, misturadas com vários fragmentos de origens diversissimas. Mas, a respeito de amostras de agua, que era naturalmente o que nêles devia haver, nem sequer uma gôta! [...]
Nestas circunstâncias, a população feminina andava num vai-vem constante a caminho da «Cegonha», - uma nascente bem reles, mas a melhor das imediações, principalmente quanto à qualidade da agua, que asseveravam ser optima. Até se dizia que o Santos, mestre das letras, que viera de Campo Maior sofrendo atrozmente da bexiga, depois que bebera da Cegonha, nunca mais importunara o Dr. Vicetto com a massada gratuita da introdução da algália."
(excerto do início da novela)
Exemplar brochado, por aparar, em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

10 maio, 2017

MONOGRAFIA DA COLÓNIA CORRECIONAL DE VILA FERNANDO - MINISTÉRIO DA JUSTIÇA E DOS CULTOS : Serviços Juricionais e Tutelares de Menores. [S.l.], Composto e impresso na Tipografia do Reformatório Central de Lisboa «Padre António de Oliveira» - Caxias, [1931]. In-4.º (23cm) de 37, [3] p. ; [6] f. il. ; B.
1.ª edição.
Trabalho promovido pelo director do reformatório de Vila Fernando à época, Henrique Caldeira Queirós. Ilustrado em separado com 6 estampas reproduzindo 12 fotografias das instalações e do dia a dia dos menores.
"A Escola Agrícola de Vila Fernando é pensada como um projeto reabilitador dirigido,essencialmente, ao menor delinquente. Esta instituição surgiu com o objetivo central de desenvolver “a feição escolar [mais] do que a de instrumento de penalidade” (Câmara dos Senhores Deputados, 1880). Nesta instituição havia, efetivamente, um programa formativo e “tutelar” pensado com o intuito de reeducar estes jovens marginais. O programa formativo assentava em três pilares: formação moral, intelectual e profissional. Presente em todo o contexto técnico-institucional encontrava-se a necessária disciplina.
A criação desta instituição deveria toda ela contribuir para o mesmo objetivo. Assim, era necessário encontrar uma localização adequada para implementar tal programa regenerador. O Alentejo foi escolhido como o local indicado para instalar a Escola Agrícola respondendo, simultaneamente, a um ideal de desenvolvimento e povoamento da região. O local de implantação foi o distrito de Portalegre, concelho de Elvas (Vila Fernando) onde se iniciaram as obras desta instituição numa região claramente rural.
Encontrado um local com características apropriadas, destacando-se entre elas a proximidade a uma estação de via-férrea, um terreno com grande extensão (777 hectares) e água em abundância, o rei Dom Luís, por carta de lei de 22 de Junho de 1880, autorizou a criação da “Escola de Reforma” destinada a acolher menores marginais."
(fonte: http://www.academia.edu/17463069/A_COLÓNIA_CORRECIONAL_DE_VILA_FERNANDO_1880_D%C3%89CADA_DE_30_S%C3%89C._XX_REGENERAR_EDUCAR_E_TRABALHAR)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

12 setembro, 2016

BARROSO, Joaquim Dias - OS MOTINS EM BARBACENA. Elvas, Typographia Progresso, 1899. In-8.º (22 cm) de 89, [5] p. ; B.
1.ª edição.
Importante documento sobre os tumultos de Barbacena, em 1898, numa questão que deu brado na época. Trata-se da versão dos acontecimentos pela boca do antigo rendeiro geral das terras ocupadas pelos habitantes daquela vila alentejana.
"Muitas vezes confundido com a questão dos baldios ou terras não agricultadas de uso comunitário característica dos séculos XIX e XX, confusão praticada sobretudo pela imprensa da época, mas também por alguns dos múltiplos juízes que intervieram na longa sucessão dos processos judiciais e, até, pelos protagonistas, a verdade é que o caso de Barbacena me pareceu, e parece agora por maioria de razão, um caso diverso. Por um lado, pela natureza das terras em disputa: um conjunto de herdades cujo chamado “domínio directo”, ou direito de perceber um foro ou uma renda, pertencia desde a Idade Média aos senhorios, ou proprietários, mas sobre as quais pesava, de facto, o ónus do “domínio útil” em benefício dos pequenos foreiros, implicando este o uso da terra contratada e a possibilidade de o transmitir por herança, ou até de o vender ou trocar, uma vez obtido o beneplácito da entidade senhorial. Por outro lado, pela natureza da resistência oferecida desde tempos remotos pelos habitantes de Barbacena sempre que se viram ameaçados de espoliação deste direito, num impulso pela defesa dos meios da sua subsistência que terá modelado uma identidade colectiva coesa e sentimentos de pertença e de solidariedade. […]
Pude, também, [entre outras obras que se escreveram sobre o assunto], socorrer‑me da revisão histórica da autoria de Joaquim Dias Barroso, que fora por vários anos o rendeiro geral das propriedades em disputa e, talvez, um dos correspondentes anónimos dos diários lisboetas de então. É o opúsculo saído em Elvas em 1899, com o título Os Motins em Barbacena, ditado pelo desígnio de provar a bondade da razão dos senhores das terras e dos seus rendeiros no litígio contra os camponeses da região."
(SÉRVULO CORREIA, Margarida, "O caso de Barbacena : um pároco de aldeia entre a Monarquia e a República" – Centro de Estudos Históricos da UCP)
"Em o mez de julho de 1898, parte da populaça da villa de Barbacena, no concelho d'Elvas, instigada por uns taes Canello, Gadanha, Fanico, Cordeiro, Borrego, e outros, invadiu com os gados da povoação varios ferregiaes e outros tractos de terreno proximos d'aquella villa - pertencentes á antiga Casa do Conde de Barbacena - que trazia arrendados o sr. Alfredo de Andrade, e expulsou violentamente das mesmas terras os gados do rendeiro, praticando assim essa populaça um acoto de espoliação contra individuos de quem os moradores de Barbacena só teem recebido beneficios, concessões e favôres, como adeante demonstrarei.
Semelhante invasão foi precedida e acompanhada de grandes tumultos e alvorotos por parte de mulheres da villa, de rapazio, e de alguns homens, que praticaram então os maiores desafôros, bramindo insultos contra o cobrador dos fôros e contra o rendeiro geral das Terras de Barbacena, - e a tal ponto chegaram os amotinamentos, que teve a auctoridade administrativa da séde do concelho de requisitar uma força armada a fim de ser mantida a ordem n'aquella povoação.
Do dominio publico foi, porem, que, apesar de haver destacado para ali uma força militar, o estado anarchico continuou, pois que os amotinadores, se bem que aconselhados a respeitar o direito de propriedade, não abriram mão do esbulho, allegando que os terrenos invadidos eram do povo e só do povo."
(Excerto do Cap. I)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta falha de papel junto ao canto inferior esq. Lombada restaurada. 
Raro.
Com interesse regional. 
30€

28 agosto, 2015

SILVA, Antonio Diniz da Cruz e - O HYSSOPE, POEMA HEROI-COMICO DE... Lisboa, Na Typographia Rollandiana. 1808. Com Licença. In-8º (16cm) de 128 p. ; E.
1.ª edição publicada em Portugal (2.ª absoluta). A 1.ª edição foi impressa em Londres [aliás Paris], em 1802).
A respeito d’O Hyssope, e com a devida vénia pelo magnífico texto publicado no blog asinvasoesfrancesas.blogspot.pt , sob o título O Hissope, poema heróico-cómico publicado em Portugal durante o Governo de Junot,  reproduzimos as palavras dedicadas a esta obra incontornável da literatura portuguesa.
“Em 1768, o bispo de Elvas, D. Lourenço de Lencastre, e o deão do cabido, José Carlos de Lara, tiveram um arrufo que pôs fim ao costume que o último tinha em obsequiar o hissope (ou aspersório, instrumento utilizado para aspergir água benta) ao bispo, sempre que este se dirigia à sé. Ofendido, D. Lourenço de Castro conseguiu que o cabido emitisse um acórdão para obrigar o deão a continuar a executar o antigo costume. O deão protestou ao cabido, ao bispo e até ao metropolita de Évora, vendo sempre baldados os seus esforços e acabando mesmo por morrer, poucos meses depois, sem ver alterada a sentença. Sucedeu-lhe no cargo um seu sobrinho, ao qual também se exigiu o mesmo, sob pena de repreensão e multa. Sem se deixar intimidar, o novo deão apelou desta vez à Coroa. Prevendo um desfecho malogrado, o bispo e o cabido acabaram por riscar os acórdãos do respectivo livro e negar tudo o que se tinha passado. Este caso, que durou à volta de dois anos, foi acompanhado de perto pelos habitantes de Elvas, entre os quais se encontrava António Diniz da Cruz e Silva, exercendo funções de magistratura junto do exército da cidade. Tendo sido um dos fundadores da Nova Arcádia, Diniz aproveitou os seus dotes poéticos para caricaturizar esta "bagatela", compondo assim uma obra intitulada O Hissope, que começava com os seguintes versos:
Eu canto o Bispo e a espantosa guerra
Que o hissope excitou na Igreja d'Elvas.
O Hissope tem a particularidade de ter sido o primeiro poema heróico-cómico criado em Portugal, género hoje desaparecido que se caracterizava por celebrar (e de igual forma satirizar) em tom épico um acontecimento sem qualquer importância, como era o presente caso. A crítica incisiva que Diniz fazia às vaidades eclesiásticas (retratando um clero ignorante, mundano e soberbo) não agradou à censura da Intendência Geral da Polícia – note-se que a Inquisição, apesar de continuar a existir, tinha perdido muita da sua força desde o tempo do Marquês de Pombal –, que proibiu a obra de ser publicada em Portugal. Contudo, não se conseguiu impedir que proliferassem e circulassem diversas cópias manuscritas. Francisco Augusto Martins de Carvalho, na obra abaixo mencionada, catalogou 54 exemplares manuscritos, com algumas variantes entre si, que se encontravam recolhidos em bibliotecas nacionais (embora possivelmente existam ou tenham existido muitos mais). As variantes aludidas entre estes exemplares derivam provavelmente do facto de António Diniz da Cruz e Silva ter ido aumentando, corrigindo e retocando O Hissope quase até 1799, ano em que morreu. Somente três anos depois é que finalmente era publicada a primeira versão impressa. Talvez para desviar a atenção da censura da Intendência da Polícia, que controlava de forma cerrada tudo o que vinha da França desde os tempos da Revolução, esta primeira edição saiu à estampa com a menção de ter sido publicada em Londres, como se pode ver à esquerda, apesar de na verdade ter sido impressa em Paris. Contudo, de pouco serviu esta dissimulação, pois logo em 1803, o Intendente Geral da Polícia, Pina Manique, mandava afixar em edital um aviso proibindo a venda ou divulgação em Portugal de O Hissope.
Foi assim preciso esperar até ao ano de 1808 para esta obra sair da ignomínia da censura portuguesa, quando o Governo de Junot deu permissão para se publicá-la em Portugal. É possível que uma das razões para essa autorização fosse a semelhança entre esta obra e Le Lutrin de Nicolas Boileau, obra de idêntico teor que já circulava na França há mais de cem anos, e que o próprio autor português tomara confessadamente como modelo de inspiração (embora alguns autores, entre os quais Almeida Garrett, garantam que Diniz ultrapassou a obra de Boileau). Também se deve notar que a iniciativa da publicação de um livro que desmascarava o absurdo e a hipocrisia de certas convenções religiosas era conforme àquela afirmação de Junot, na sua proclamação de 1 de Fevereiro, quando dizia aos portugueses que "a religião de vossos pais [...] será protegida e socorrida [...], mas livre das superstições que a desonram". Num país onde o clero tinha um poder enorme, esta obra caía como uma bomba, e os franceses deviam ter plena consciência disso. Por outro lado, O Hissope continha passagens que se encaixavam perfeitamente naqueles tempos, como a seguinte:
Ao pé de cada esquina, hoje, sem pejo,
Se tratam de Monsieur os portugueses.
Isto, senhor, é moda, e como é moda,
A quisemos seguir; e sobretudo,
Mostrar ao mundo que francês sabemos.
Na verdade, esta segunda edição é hoje raríssima, pois logo que os franceses saíram do país (em Setembro de 1808), mandaram-se recolher os seus exemplares, e novamente foi proibida a venda e divulgação desta obra. Só depois da implantação do regime liberal é que se permitiu que O Hissope fosse novamente publicado em Portugal, embora entretanto se tivessem publicado diversas edições em Paris.
Apesar desta censura de quase meio século, O Hissope, a "verdadeira coroa poética" de António Diniz da Cruz e Silva, no entender de Almeida Garrett, não perdeu a sua força e vivacidade, pois só contando até ao ano de 1921, foi editado pelo menos vinte e quatro vezes, três das quais traduzido para o francês. Uma média invejável, tendo em conta o perfil da obra. Note-se que, ainda até aquele ano, o poema também já tinha sido alvo de outras traduções (embora parciais) em inglês e alemão. De 1921 para cá foi publicado pelo menos mais cinco vezes em Portugal, a última das quais através de uma nova edição crítica de Ana María García Martín e Pedro”.
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"Jozé Carlos de Lara, Deaõ da Igreja de Elvas, querendo obsequiar o seu Bispo e Ex.mo e Rev.mo D. Lourenço de Lencastre, vinha offerecer-lhe o Hyssope á porta da Casa do Cabido, todas as vezes que este Prelado ia exercitar as suas funções na Sé. Depois, esfriando esta amizade por motivos que nos saõ occultos, mudou o dito Deaõ de systema; o que o Bispo sentio em extremo, como uma grande affronta feita á sua Ill.ma pessoa: e para o obrigar a continuar no mesmo obsequio, maquinou com alguns seus parciaes do Cabido, que este lavrasse um Accordaõ, pelo qual o Deaõ fosse obrigado, debaixo de certas multas, a naõ o esbulhar de pertendida posse, em que se achava. Deste terrivel Accordaõ appelou o Deaõ para a Metrópole, onde teve sentença contra si. Esta é a acçaõ do Poema."
(excerto do Argumento) 
António Dinis da Cruz e Cruz (1731-1799). “Escritor português, natural de Lisboa. Formou-se em Leis na Universidade de Coimbra. Terminado o curso, seguiu a magistratura, sendo nomeado juiz em Castelo de Vide (1759) e em Elvas (1764). Mais tarde, foi promovido a desembargador da Relação do Rio de Janeiro. Nessa qualidade, fez parte da comitiva enviada ao Brasil para julgar os réus da revolta que ficou conhecida por Inconfidência Mineira [1789], entre os quais se encontravam alguns poetas seus amigos [Cláudio Manuel da Costa, Inácio José de Alvarenga Peixoto e Tomás António Gonzaga]. Pouco mais se sabe da sua estadia no Brasil, embora aí tenha escrito a maior parte da sua obra. Poucos meses depois do terramoto de 1755 fundou, em Lisboa, juntamente com dois outros jovens bacharéis em Direito, Esteves Negrão e Gomes de Carvalho, a Arcádia Lusitana, adoptando o pseudónimo arcádico de formação greco-latina Elpino Nonacriense. Conforme parecia ser apanágio dos poetas arcádicos, também Cruz e Silva publicou pouco em vida - apenas quatro hinos, três idílios, duas odes e um ditirambo. Muita da sua obra, bem mais vasta, só foi publicada postumamente. Pouco tempo depois de morrer foram publicadas as Odes Pindáricas (1801), o poema O Hissope (1802), e os seis volumes das Poesias (1807-1817). Mesmo assim, uma fatia considerável da sua obra permanece ainda hoje inédita. Fiel seguidor dos princípios estéticos preconizados pelo neoclassicismo, raramente intentou libertar a sua poesia dos convencionalismos arcádicos, enchendo-a de alusões mitológicas e respeitando sempre os rígidos cânones clássicos, o que lhe retirou muito do seu carácter emotivo. Mas a sua maior obra, talvez a maior de todo o período arcádico, o poema herói-cómico O Hissope, desfrutou de grande popularidade e foi traduzida para francês, inglês e alemão. Na obra, escrita no estilo épico d'Os Lusíadas, com um tom escolhido propositadamente para melhor realçar o ridículo do tema, e servindo-se do pretexto de uma intriga entre o bispo e o deão da cidade de Elvas, ridiculariza os valores feudais, a mentalidade escolástica, a poesia gongórica, o fausto da aristocracia e os abusos praticados pelas altas esferas da Igreja. Alguns autores consideram este poema a única obra dos árcades que merece, ainda hoje, ser lida."
(Transcrito com a devida vénia de: http://osgrandeselvenses.blogspot.pt/2007/03/antnio-dinis-da-cruz-e-silva.html)

Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
O nosso exemplar possui, após o final da obra, o "Catálogo de alguns livros que se achão á venda na loja de Antonio Marques da Silva, na Rua Augusta nº. 2, em Lisboa" (24 pags), impressa em 1835, na Typ. de M. J. Coelho & Comp.ª.
Raro.
Indisponível

30 agosto, 2013

PIRES, Antonio Thomaz – ADIVINHAS PORTUGUEZAS. Recolhidas da tradição oral na Provincia do Alemtejo : por… Elvas, Antonio José Torres Carvalho, 1921. In-4º (23cm) de 19 p. ; B.
1.ª edição.
Curioso opúsculo impresso em Elvas de uma tiragem restrita a apenas 200 exemplares.
Valorizado pela dedicatória manuscrita do autor na parte superior da capa.

“Catrocentos soldados,
Formados ‘num campo branco,
Nós nã sâmos distimidos,
Sâmos das damas q’ ridos,
Que nos trazem em salvos lugares,
Dond’ andâmos ‘scondidos. – (Os alfinetes)”

António Thomaz Pires (1850-1913). “Nasceu e morreu em Elvas, onde foi Secretário da Câmara Municipal. Notabilizou-se também como um notável estudioso da história e da etnografia de Elvas e, do Alto Alentejo em geral.
Colaborou com Teófilo Braga, José Leite de Vasconcelos, Gonçalves Viana, Adolfo Coelho, entre outros. As suas investigações foram publicadas em jornais e revistas regionais como -O Elvense, O Progresso d’Elvas, Correio Elvense, O Boémio, A Pérola, O Liberal- como de outras localidades e até de circulação nacional- Gazeta de Portugal, Boletim da Sociedade de Geografia, O Arqueólogo Português, A Tradição.
Da sua incansável pesquisa das riquezas folclóricas de Elvas e da sua região -canções, rimas populares, adivinhas, adágios, rifões e anexins, romances e orações, contos e jogos, destacamos: Estudos e Notas Elvenses; Cantos Populares Portugueses; Cancioneiro Popular Político.
De entre os etnógrafos dos fins do século XIX, foi dos que maior simpatia científica e humana concitaram, pela seriedade das suas obras e fidelidade à tradição. Embora não tivesse utilizado uma metodologia «moderna» de transcrição exacta das versões ouvidas aos seus informadores, já que, como era hábito na época, eliminou as hesitações e os enganos ocorridos habitualmente na narração oral, tudo faz supor que os seus textos se aproximem muito do que lhe contaram.
Era o “Antoninho das cantigas” no dizer da gente simples que “recolheu o dom que deixa ouvir o silêncio, que na alma impalpável, esfrangalhada, dos Sítios e das Ruínas, decifra os letreiros que ensinam a contemplar no que a nós nos parece transitório, o que, em essência, é eterno” (António Sardinha).”
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Muito Invulgar.
Com interesse regional.
20€

25 agosto, 2013

COSTA, J. C. Rodrigues da - JOÃO BAPTISTA : gravador português do século XVII (1628-1680). Contribuição para a História da Gravura em Portugal. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1925. In-4.º (23,5cm) de 15, [1], 222, [2] p. ; [22] f. il. ; [1] mapa desdob. ; E. Col. Subsídios para a História da Arte Portuguesa, XIX
1.ª edição.
Ilustrado em extratexto sobre papel couché com fac-similes de gravuras, portadas e a reprodução, em mapa desdobrável, das Linhas de Elvas. 
João Baptista foi um gravador português do século XVI, um dos pioneiros a dedicar-se à gravura artística sobre metal.
O estudo que se segue, sobre a vida e obra deste pouco conhecido gravador português, foi desencadeado pela descoberta casual e compra, em Roma, pelo Ministro de Portugal na capital italiana, Dr. Eusébio Leão, de uma chapa de cobre aberta em buril, do plano militar de Elvas no tempo da restauração. "O aparecimento da referida chapa, escreveu Rodrigues da Costa, «é um facto valioso e interessante, tanto sob o ponto de vista histórico, como artístico...»"
João Carlos Rodrigues da Costa (1843-1917). “Nasceu em Lisboa, em 1843, onde faleceu, em 1917. Foi general-de-divisão da arma de Artilharia. Escritor, jornalista e deputado, foi professor do Colégio Militar das disciplinas de Ciências Naturais, Química e Física, Comandante da Escola Prática de Artilharia, Governador Militar de Elvas e responsável pelo comandando superior do Campo Entrincheirado de Lisboa.
Fez parte da sua carreira na Terceira (1868-1872) e foi em Angra do Heroísmo que iniciou a sua actividade como jornalista, na qual se distinguiu toda a vida. Em Lisboa, voltou a distinguir-se no jornalismo, na qualidade de redator da Revolução de Setembro, de que veio a ser director. Foi também diretor da Sociedade de Geografia e primeiro presidente da primeira Associação de Escritores e Jornalistas, de que foi co-fundador; foi membro das comissões para as comemorações dos centenários de Camões, do Descobrimento da Índia e da Guerra Peninsular.”
Encadernação em meia de pele com dourados sobre rótulo na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

30 abril, 2012

SOUSA, Anibal de Passos e - ARTELHARIA E ARTELHEIROS DE ELVAS. Elvas, Tipografia Progresso, 1933. In-8º (19cm) de 158, [2] p. ; E.
"Indiscutivelmente tem a artilharia de Elvas notáveis tradições de bravura e cultura científica, apresentando mesmo períodos áureos, como sejam os da segunda metade do século XVIII  primeira do imediato." (excerto da introdução)
Matérias: Cap. I Desde antiquíssimos tempos até à Guerra da Restauração (1640); Cap. II Durante a Guerra da Restauração (1640-1668); Cap. III Da paz de Madrid (1668) à campanha do Rossilhão; Cap. IV Os artelheiros elvenses na Guerra do Rossilhão; Cap. V De 1796 às Invasões Francesas; Cap. VI As Invasões Francesas e os artelheiros de Elvas; Cap. VII De 1815 até à extinção do Regimento de Artelharia de Elvas (1834); Cap. VIII De 1834 até à actualidade; Anexo I - Relação dos oficiais comandantes; Anexo II - Relação do material que guarneceu a Praça de Elvas, incluíndo o forte de St.a Luzia, e o forte da Graça, em vários anos, até 1882.
Encadernação inteira de percalina com dourados na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação, com falta da f. anterrosto. 
Apresenta notas e sublinhados a lápis.
Contém diversos recortes de vários jornais com artigos relacionados com o tema do livro.
Invulgar.
15€