PIRES, Antonio Thomaz – ADIVINHAS PORTUGUEZAS. Recolhidas da
tradição oral na Provincia do Alemtejo : por… Elvas, Antonio José Torres
Carvalho, 1921. In-4º (23cm) de 19 p. ; B.
1.ª edição.
Curioso opúsculo impresso em Elvas de uma tiragem restrita a
apenas 200 exemplares.
Valorizado pela dedicatória manuscrita do autor na
parte superior da capa.
“Catrocentos soldados,
Formados ‘num campo branco,
Nós nã sâmos distimidos,
Sâmos das damas q’ ridos,
Que nos trazem em salvos lugares,
Dond’ andâmos ‘scondidos. – (Os alfinetes)”
António Thomaz Pires (1850-1913). “Nasceu e morreu em Elvas,
onde foi Secretário da Câmara Municipal. Notabilizou-se também como um notável
estudioso da história e da etnografia de Elvas e, do Alto Alentejo em geral.
Colaborou com Teófilo Braga, José Leite de Vasconcelos,
Gonçalves Viana, Adolfo Coelho, entre outros. As suas investigações foram
publicadas em jornais e revistas regionais como -O Elvense, O Progresso d’Elvas,
Correio Elvense, O Boémio, A Pérola, O Liberal- como de outras localidades e
até de circulação nacional- Gazeta de Portugal, Boletim da Sociedade de
Geografia, O Arqueólogo Português, A Tradição.
Da sua incansável pesquisa das riquezas folclóricas de Elvas
e da sua região -canções, rimas populares, adivinhas, adágios, rifões e
anexins, romances e orações, contos e jogos, destacamos: Estudos e Notas
Elvenses; Cantos Populares Portugueses; Cancioneiro Popular Político.
De entre os etnógrafos dos fins do século XIX, foi dos que
maior simpatia científica e humana concitaram, pela seriedade das suas obras e
fidelidade à tradição. Embora não tivesse utilizado uma metodologia «moderna»
de transcrição exacta das versões ouvidas aos seus informadores, já que, como
era hábito na época, eliminou as hesitações e os enganos ocorridos habitualmente
na narração oral, tudo faz supor que os seus textos se aproximem muito do que
lhe contaram.
Era o “Antoninho das cantigas” no dizer da gente simples que
“recolheu o dom que deixa ouvir o silêncio, que na alma impalpável,
esfrangalhada, dos Sítios e das Ruínas, decifra os letreiros que ensinam a
contemplar no que a nós nos parece transitório, o que, em essência, é eterno” (António
Sardinha).”
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Muito Invulgar.
Com interesse regional.
20€
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