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28 fevereiro, 2025

SILVA, Padre Belmiro Coelho da -
A PADROEIRA DE PORTUGAL : na história e devoção de reis e poetas portugueses.
Com autorização eclesiástica. [S.l.], [s.n. - Invulgar - Artes Gráficas, Lda, Penafiel], 1998. In-4.º (24,5x17 cm) de 53, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Bonita monografia sobre a influência de Nossa Senhora na vida, trabalho e pensamento de insignes figuras da história nacional, política e literária, justificada com a menção de lendas e histórias da História dos nossos soberanos e poetas associados à devoção mariana.
Obra belíssima, de grande esmero e apuro gráfico, totalmente impressa sobre papel couché (encorpado), por certo com tiragem reduzida. Rara e muito interessante. Não vem mencionada na base de dados da BNP.
Ilustrada com 9 fotografias a cores, em página inteira, das imagens religiosas existentes na Igreja de Abragão, Penafiel, paróquia administrada pelo autor.
"Num ambiente profundamente religioso e mariano, qual foi o dos séculos X, XI e XII, não é de estranhar que o nosso primeiro monarca tenha sido também religioso e mariano. O que porém nos é lícito frisar é que a sua devoção à Mãe de Deus era deveras extraordinária.
Segundo rezam algumas Crónicas, D. Afonso Henriques fôra miraculosamente curado, na sua infância, por Nossa Senhora. Nascera com pernas encolhidas, "tolheito em guisa que todos diziam que nunca guarneceria nem seria para homem". Fôra entregue aos cuidados de seu aio, Egas Moniz, que "confiava em Deus que lhe poderia dar saúde". Aparecendo-lhe a Virgem Maria, ordenou-lhe que fosse a Cárquere e, num certo lugar, fizesse escavações até encontrar umas ruínas. Ali erigiria um altar em sua honra e nele colocaria o menino infante Afonso Henriques, que estava destinado conforme a própria lenda refere, a "destruir os inimigos da fé". Cumprindo o mandato, "prouve à Virgem Maria e ao seu bento Filho que o moço foi guarido e são". Foi em memória de tal acontecimento que se ergueu o Mosteiro de Cárquere."
(Excerto de III - A Devoção do nosso primeiro rei)
Índice:
Preâmbulo | Introdução | I - A particular eleição da Terra Lusa. II - Maria Santíssima nos primórdios da nacionalidade. III - A Devoção do nosso primeiro rei. IV - Durante a Primeira Dinastia portuguesa: A) D. Sancho I; B) D. Afonso II; C) D. Sancho II; D) D. Afonso III; E) D. Diniz; F) D. Afonso IV; G) D. Pedro I; H) D. Fernando. V - Crise da independência portuguesa. VI - Na época dos Descobrimentos. VII - Uma esplendorosa Era Mariana. VIII - O advento da República. IX - Fátima, Altar do Mundo.
Tempo de Poesia dedicado à Virgem Maria : a voz dos nosso poetas: 1.º - Luís de Camões. 2.º - Frei Agostinho da Cruz. 3.º - Gil Vicente. 4.º - Bocage. 5.º - Almeida Garrett. 6.º - Camilo Castelo Branco. 7.º - Antero de Quental. 8.º - João de Deus. 9.º - António Nobre. 10.º - Teófilo Braga. 11.º - Guerra Junqueiro. 12.º - Teixeira de Pascoaes. 13.º - Vitorino Nemésio. 14.º - Monsenhor Moreira as Neves.
Belmiro Coelho da Silva (1927-2024) ."Ordenado em 27 de setembro de 1953, em Carcavelos (Lisboa), como sacerdote da Congregação dos Missionários do Espírito Santo (Espiritanos), desempenhou sucessivamente as seguintes missões: Entre 1954 e 1958, Professor do Seminário Maior de Cristo Rei (Nova Lisboa, Angola), capelão dos Irmãos do Espírito Santo, em Angola; assistente da Mocidade Portuguesa e Professor de Religião e Moral, no Liceu; Assistente da Liga Intensificadora da Ação Missionária no Huambo (Angola). Em 1962 conclui o Curso de Sociologia em Roma. Em 1970, torna-se Superior da Missão Católica de Huambo. Em 1975 regressa a Portugal e desempenha a missão de professor no Colégio das Irmãs Beneditinas em Baltar. A 26 de maio de 1976 é nomeado pároco de Abragão, em Penafiel e em 1985, pároco de Vila Cova de Vez de Avis, também em Penafiel. Exerceu dois mandatos como membro do Conselho Presbiteral da Diocese. Por motivos de idade deixou a paroquialidade de Vila Cova em 2018 e de Abragão em 2019."
(Fonte: https://agencia.ecclesia.pt/portal/porto-faleceu-o-padre-belmiro-coelho-da-silva/)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico
Sem registo na Biblioteca Nacional.
75€

30 outubro, 2022

PIMENTEL, Alberto - O PORTO DA BERLINDA.
Memorias d'uma familia portuense
. Porto, Livraria Internacional de Ernesto Chardron : Casa Editora : M. Lugan, Successor, 1894. In-8.º (19 cm) de [26], 281, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Obra muito curiosa e satírica sobre a cidade do Porto, as suas gentes - usos e costumes -, pela pena inconfundível de Alberto Pimentel.
O final do livro - cerca de 40 páginas - são preenchidas com o texto Memorias d'uma familia portuense que mais não é que parte da história da vida familiar do autor, que inclui referências ao seu avô, pai e tias, merecendo especial destaque nestas "memórias" o desembarque das forças liberais no Porto, com D. Pedro IV à cabeça, e alguns episódios relacionados com a guerra civil. Muito interessante.
"O livro que hoje publico pertence a um genero muito conhecido. As compilações de diversos textos  relativos a um unico assumpto são, em geral, recebidas com agrado, porque reunem o deleite da variedade á unidade do pensamento.
A respeito do Porto é, porém, cuido eu, este o unico livro que da primeira á ultima pagina sustenta a indole de uma larga compilação.
Denominei-o O Porto na berlinda, porque o texto é umas vezes favoravel, outras desfavoravel ao Porto, e porque nos jogos de prendas «estar na berlinda» vale o mesmo que estar no banco dos réos, ter de ouvir o que todos os outros nos querem mandar dizer de agradavel ou desagradavel, do mesmo modo que, no tribunal, o réo tem de ouvir tanto o advogado da defeza como o da accusação.
Ligeiros commentarios meus glosam o texto, intercalados n'elle.
Posto isto, só me resta dizer adeus aos criticos do Porto..."
(Excerto do Prologo)
Indice:
Prologo. | I - Origens historicas. II - Ruas do Porto. III- Usos e costumes. IV - Typos do Porto. V - A portuense. VI - Bellas-artes e bellas-lettras. VII - Theatros. VIII - Rio Douro. IX - Arrabaldes. X - Reliquias historicas. XI - Os bairros da cidade. | Memorias d'uma familia portuense.
Belíssima encadernação meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas originais. Apenas aparado e carminado à cabeça.
Exemplar em bom estado de conservação. Capas frágeis com pequenas falhas de papel.
Muito invulgar.
50€

04 agosto, 2022

HERCULANO, A. - DA PROPRIEDADE LITTERARIA E DA RECENTE CONVENÇÃO COM FRANÇA.
Carta ao senhor Visconde d'Almeida Garrett. Por... Lisboa, Imprensa Nacional, 1851. In-8.º (23 cm) de 34, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Importante opúsculo para a história do Direito de Autor em Portugal.
Carta aberta de Herculano que trouxe para a ribalta a "doutrina da propriedade literária, representativa da possibilidade dos autores serem os detentores exclusivos do direito de publicarem ou autorizarem a reprodução de suas obras. A partir do Decreto de 8 de julho de 1851, proposto por Almeida Garrett e considerado o marco jurídico inicial do direito de autor em Portugal, ganhou notoriedade a contraposição de ideias entre Garrett, defensor da propriedade literária como o meio mais adequado para tutelar os interesses do autor e da sociedade, e Herculano, que concebia impossível obras literárias consubstanciarem-se em objeto de propriedade."
(Fonte: https://www.redalyc.org/journal/6080/608065719004/html/)
Rara edição original do folheto que deu origem à polémica protagonizada por duas das mais ilustres figuras das letras nacionais - Alexandre Herculano e Almeida Garrett -, cuja posição antagónica sobre o assunto chegou a pôr em causa a sua relação de amizade.
"Senhor Visconde, - Ha dias que no Diario do Governo se publicaram varios documentos assignados por V. Ex.ª, entre os quaes um, cujo verdadeiro nome e indole ignoro pela minha pouca noticia dos ritos diplomaticos e formulas officiaes. Neste documento, no meio de graves ponderações dirigidas á Soberana por V. Ex.ª ácerca da convenção recentemente celebrada com a republica franceza, vem citado o meu nome em abono, se não daquella triste convenção, ao menos do decreto que creou e legitimou em Portugal a propriedade litteraria. A honra que V. Ex.ª me faz citando o meu nome, e citando-o conjunctamente com o do illustre Silvestre Pinheiro, exigiria da minha parte o mais vivo reconhecimento, se eu podera acceita-la. Infelizmente prohibe-m'o a consciencia. Enganaria os meus concidadãos; enganaria V. Ex.ª, se com o silencio désse a minha fraca sancção á doutrina da propriedade litteraria, a qual considero mais que disputavel, ou á convenção com França, que, além de consagrar opiniões que reputo profundamente inexeactas, é prejudicialissima por diversos modos aos interesses da nossa terra."
(Excerto do texto)
Exemplar em brochura, preso por atilho, sem capas, - tal qual foi posto em circulação. Encontra-se em bom estado, com excepção da f. rosto, onde, embora com pouco significado, é visível orifício de traça que atinge o título principal da obra - "Propriedade Litteraria".
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

14 abril, 2022

HOMENAGEM A ALMEIDA GARRETT. Pelos escritores da Tertúlia "Rio de Prata".
[Coordenador: Ulisses Duarte]. Lisboa, Universitária Editora, 1999. In-8.º (21 cm) de 47, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de textos (27) de vários autores - em prosa e verso - de homenagem ao vate português.
"João Baptista da Silva Leitão nasceu no Porto em 1799 no seio de uma família burguesa. Sua mãe pertencia à "burguesia brasileira". A família materna, de fracos recursos económicos, fora para o Brasil e aí tinha feito fortuna; pelo lado do pai, funcionário superior da Alfândega, com propriedades na Ilha Terceira e três irmãos eclesiásticos duma boa cultura, saía duma burguesia letrada.
O apelido Garrett foi adoptado por ele e vinha duma ascendente paterna, de origem irlandesa, que dizia-se, tinha vindo para Portugal no séquito duma princesa.
A família embarcou para as propriedades açorianas aquando das Invasões Francesas, e foi o tio, Frei Alexandre da Sagrada Família, bispo de Angra, que com a sua erudição iniciou João Baptista nos estudos A família destinava-o à carreira eclesiástica mas ele preferiu cursar Direito e matriculou-se em Coimbra."
Com o saber arcádico aprendido com o tio, e as ideias liberais político-religiosas bebidas em Coimbra, começou a escrever tragédias, odes, soneto e outras composições. Já adoptara o apelido Garrett e começou a ser notado pelo seu entusiasmo pelas ideias liberais, pelos discursos e poemas."
(Excerto de Almeida Garrett, Político e Homem de Letras - Armanda Veríssimo)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Sem registo na BNP.
Com interesse histórico e biográfico.
10€

28 outubro, 2021

BRAGA, Theophilo - GARRETT E O ROMANTISMO.
Por... Historia da Litteratura Portugueza
. Porto, Livraria Chardron - Casa Editora: Sucessores Lello & Irmão, 1903. In-8.º (18,5 cm) de 544 p. ; E.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história da literatura portuguesa, em especial para o Romantismo, corrente que teve em Almeida Garrett um dos seus principais representantes.
"Escrevendo sobre Garrett, formulou Lopes de Mendonça uma phrase de intuição genial: é uma nacionalidade que ressuscita. Todas as manifestações complexas da sua existencia individual, todas as iniciativas e intenções da obra em que fundou uma nova Litteratura, derivam do sentimento que o impellia a acordar nas almas a emoção da patria, e dar a um povo a consciencia do seu organismo historico de nação. Abalos profundos se deram na sociedade portugueza, reflexos do movimento politico que agitava a Europa nos começos do seculo XIX; o velho absolutismo do direito divino transigia com o reconhecimento a soberania nacional, e o arbitrio da acção governativa systematizava-se em codigos politicos, e em representação parlamentar como expressão do suffragio. Garrett saiu da adolescencia, quando estes impulsos, em que o liberalismo se generalisava como uma transição ingleza, vieram suscitar em Portugal a generosa Revolução de 1820. Esse movimento revolucionario, na sua sinceridade e audacia reorganisadora, foi verdadeiramente uma vibração de energia da nacionalidade; Garrett rcebeu em cheio essa luz, achou a sua missão como homem e como artista: servir essa patria até ao sacrificio, dar-lhe voz, expressão de protesto e de hymno de gloria, inspirando-se na sua Tradição, e restituindo-lh'a idealisada pela poesia. Explicar a genese de um espirito que se liberta de todas as compressões mentaes e sociaes de uma epoca de decadencia profunda, é um trabalho digno de interesse pela lição pela lição que apoveita a todos; mas será maior o encanto e assombro seguir este revivificação maravilhosa de uma nacionalidade quasi apagada, erguendo-se sentida e imponente na sua obra esthetica."
(Excerto do preâmbulo)
Matérias:
[Preâmbulo]. | Ideia geral do Romantismo. | I - Garrett sob o influxo do Arcadismo (1799 a 1823). | II - Garrett e os aspectos do Romantismo (1823 a 1831). | Terceira epoca. (1828 a 1834).
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros gravados a seco e a ouro nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
25€

20 setembro, 2020

BESSA, Alberto - ALMEIDA GARRETT NO PANTHEON DOS JERONYMOS. Historia dos trabalhos de propaganda para a grande manifestação nacional de homenagem ao visconde Almeida Garrett, dando-se-lhe sepultura condigna do seu alto merito, no grandioso templo de Santa Maria de Belem. Por... Secretario do Conselho Director da Sociedade Litteraria «Almeida Garrett»... (Com um "fac-simile" do testamento do grande poéta). Lisboa, Typographia - Casa Portugueza - Papelaria, 1902. In-4º (24 cm) de 45, [3] p. ; [2] f. desd. ; il. ; B.
1.ª edição.
Livro ilustrado com fotogravuras ao longo do texto, onde se destaca o jazigo mandado construir por Almeida Garrett no Cemitério do Alto de S. João, e em separado, o fac-símile em folhas desdobráveis, de grandes dimensões a primeira (35x42 cm), e menor a segunda (35x21 cm), impressas frente e verso, reproduzindo o testamento manuscrito do grande vate português.
"Este opusculo nasceu da necessidade impreterivel, reconhecida pelo auctor, de se fazer uma historia e de se instaurar um processo: - a historia dos trabalhos levados a cabo para se conseguir a trasladação de Garrett para os Jeronymos, e o processo referente á pretendida vontade expressa do poéta acerca da sua ultima morada."
(Excerto de A ultima morada do poéta)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.Capas frágeis com defeitos e pequenas falhas de papel.
Raro.
Com interesse garrettiano.
30€

20 maio, 2020

BRAGA, Theophilo - HISTORIA DO THEATRO PORTUGUEZ. Por... Garrett e os Dramas Romanticos : seculo XIX. Porto, Imprensa Portugueza - Editora, 1871. In-8.º (18 cm) de VIII, 296 p. ; E.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história do Teatro em Portugal. Edição original publicada na apreciada colecção Historia da Litteratura Portugueza, parte de um plano antigo do autor para a história do teatro português em quatro volumes, contemplando vários períodos - do século XVI ao século XIX -, sendo este o último, dedicado ao século XIX. Esse plano seria revisto, com a publicação de outras obras sobre o teatro pátrio no final da centúria.
"Eis o escriptor a quem o theatro portuguez mais deve, que o erigiu com a sua preponderancia politica, que o formou com os bellos dramas sobre as ricas tradições nacionaes, que educou uma mocidade inerte, e que teve o magico poder de apaixonar o publico cansado das sanguinolentas luctas civis, a ponto de considerar a fundação do theatro portuguez como um symbolo da sua independencia e da nova vida social. Garrett era dotado em alto grau da intuição das causas bellas, de tal fórma que o gosto artistico suppria n'elle a falta de sciencia. Teve defeitos de caracter, mas era uma boa alma; fiquem na sombra esses traços menos correctos do homem, e para não vêl-o sómente através do ideal da sua obra, esboçaremos a sua vida tal como foi influenciada pelo tempiveu. Garrett era exageradamente sentimentalista; não separava a concepção da sua personalidade, deliciava-se com as palavras de louvor, chegando a escrever anonymamente a sua biographia [no Universo Pittoresco]."
(Excerto Os Dramas romanticos: II - Vida de Almeida Garrett)
Index:
Advertencia. | Influencia da Nova Arcadia: I - Enthusiasmo politico nos Theatros (1801-1829). II - João Baptista Gomes. III - As tragedias politico-philosophicas. IV - Antonio Xavier Ferreira de Azevedo. Os Dramas romanticos: I - A Eschola do Romantismo no Theatro. II - Vida de Almeida Garrett. III - Garrett na emigração. IV - Nova feição dramatica de Garrett. V - Garrett e o Frei Luiz de Sousa. Fundação do Theatro moderno: I - O Theatro nacional (1836-1854). II - Inspecção geral dos Theatros. III - O Conservatorio da Arte dramatica. IV - Edificação do Theatro. V - O Ultra-Romantismo. | Conclusão. Repertorio geral do Theatro portuguez no seculo XIX.
Belíssima encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
45€

30 setembro, 2019

OLIVEIRA, José Osório de - O ROMANCE DE GARRETT. Pôrto, Livraria Tavares Martins, 1935. In-8.º (19 cm) de 292, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Biografia romanceada do insigne vate português.
"É grande a agitação em casa do selador da Alfândega do Pôrto, António Bernardo da Silva. Êste homem austero e rigoroso deixou o emprêgo para acorrer ao chamamento da mulher, D. Ana Augusta de Almeida Leitão. Ao subir a rua do Calvário, o senhor António Bernardo nem corresponde aos cumprimentos respeitosos da vizinhança. A mulher está com as dores do parto, e o digno funcionário esquece a sua costumada solenidade. Ao chegar diante de casa, um prédio estreito e alto, olha para as janelas do primeiro andar com um vago temor. Entre essas janelas será um dia colocada uma lápide vistosa, comemorando esta data: 4 de Fevereiro de 1799."
(Excerto do Cap. I)
"Instala-se a família de António Bernardo numa casa da rua de São João, na cidade de Angra, onde dois irmãos do selador da Alfândega do Pôrto são dignatários da Sé. A êles se vem juntar o bispo de Angola, que pouco depois, a-pesar-da idade avançada, vai ao Rio-de-Janeiro onde está a Côrte. Protector da família, leva-o ao Brasil o desejo de obter do príncipe regente para o filho mais velho de António Bernardo o lugar do pai. Do Rio volta com a satisfação do que desejava para o sobrinho Alexandre, e mais com o encargo da diocese de Angra, que não pretendia."
(Excerto do Cap. II)
"João Baptista tem quási dezoito anos quando chega a Coimbra e se matricula  no curso jurídico. Aluga um quarto na rua do Borralho mas, espírito inquieto, todos os anos mudará de casa. [...]
Na cidade universitária definirá a sua personalidade, adoptando o nome de Garrett, mas por emquanto é ainda o jovem João Baptista."
(Excerto do Cap. III)
José Osório de Castro e Oliveira (1900-1964). "Ficcionista, poeta e crítico literário, filho de Ana de Castro Osório e Paulino de Oliveira, nasceu em Setúbal e estreou-se aos dezassete anos, nas páginas de A Capital. Em 1919, seguiu para Moçambique a exercer funções públicas e, logo em 1922, publicou o seu primeiro ensaio sobre Oliveira Martins e Eça de Queirós. Estanciou várias vezes no Brasil, Cabo Verde e África ocidental portuguesa como editor e funcionário do Ministério das Colónias. Tornou-se, desde os anos trinta, um dos maiores divulgadores da literatura cabo-verdiana e defensor da aproximação literária entre Portugal e o Brasil."
(Fonte: http://acpc.bnportugal.gov.pt/colecoes_autores/n24_oliveira_jose_osorio.html)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas plastificadas. Rubrica de posse na f. anterrosto.
Invulgar.
Indisponível

12 agosto, 2019

NUNES, Sousa - GARRETT E AS SUAS HEROÍNAS. A Rainha Menina : romance histórico. Lisboa, Depósito: Livraria Popular de Francisco Franco, [1953]. In-8.º (19,5 cm) de 251, [5] p. ; B.
1.ª edição.
Romance biográfico sobre o grande vate português.
"João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett nasceu no Porto, no dia 4 de Setembro de 1799. [...]
Aos 4 anos, vendo o pai quanto João se distanciava do primogénito, resolveu destiná-lo à igreja, e, na mira de o ter mais isolado, levou a família para uma quinta que possuíam no sul do Douro, de nome «Castelo».
Por essa época enchia Napoleão o mundo inteiro com o ruído do seu nome, que tanto aterrava o espírito fraco das velhas fanáticas. João Baptista passou a contar-se no número dos seus maiores admiradores e quanto mais mal ouvia dizer do grande cabo de guerra e dos seus companheiros de armas, mais a imaginação se lhe exaltava a seu favor.
Um dia viu-lhe o retrato na feira de S. Lázaro, no Porto, e comprou-o logo, com o dinheiro que lhe deram para santinhos, gaitinhas e outras bugigangas que faziam a delícia dos mais rapazes, o que lhe mereceu um bom puxão de orelhas do pai.
Quando o General Soult entrou no Porto, partiu António Bernardo com toda a família para a Ilha Terceira, e Garrett frequentou as aulas de latim do professor João António.
Em 1811, foi para aquela ilha seu tio Alexandre, bispo de Luanda, e passaram a viver juntos.
Aos 15 anos descobriram-lhe o primeiro amor e, reconhecendo-se que a carreira eclesiástica não convinha a um carácter amoroso, como o de João Baptista, puseram-no a estudar direito na Universidade de Coimbra."
(Excerto do Cap. I)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, ligeiramente oxidadas, com pequenos defeitos.
Invulgar.
Indisponível

16 outubro, 2018

GARRETT, J.-B. de Almeida - DISCURSO DO SR. DEPUTADO PELA TERCEIRA..., NA DISCUSSÃO DA RESPOSTA AO DISCURSO DA COROA, pronunciado Na Sessão de 8 de Fevereiro de 1840. Lisboa, Na Imprensa Nacional, 1840. In-8.º (20cm) de 35, [1] p. ; B.
1.ª edição.
"Este discurso, que ficou por muito tempo celebre sob a designação allusiva de Porto-Pyreu, e na opinião de um dos biographos do poeta (ou talvez na sua propria), o mais vigoroso e eloquente que até 1844 se havia pronunciado na tribuna portugueza. «Tem periodos que não envergonhariam a Demosthenes, ou a Cicero, e conceitos que os primeiros oradores de França e da Inglaterra folgariam de tomar por seus»."
(Inocêncio III, p. 315)
"A discussão vai larga e degenerada, ja principia a cansar a Camara, e ha muito que enfastiou a Nação. E comtudo, eu espero d'ella um grande fructo, uma utilidade immensa, inappreciavel, com que não só a Camara mas toda a Nação hade ganhar muito: - a próva indirecta, o testimunho irrefragavel, a convicção unanime de que não era este o modo, de que não era certamente este o stylo de discutir a resposta a um discurso da Coroa."
(Excerto do Discurso)
Exemplar em brochura, por abrir, em bom estado de conservação. Capas simples, cortadas no pé, mais curtas que os cadernos.
Invulgar.
Indisponível

06 agosto, 2017

O TROVADOR. Collecção de poesias contemporaneas redigida por uma sociedade d'academicos. Coimbra: Na Imprensa de E. Trovão, 1845-1848 [na f. rosto, 1848]. In-8.º (20x13 cm) de [8], 400 p. ; E.
1.ª edição.
Colectânea de poesias de inspiração ultra-romântica assinadas por jovens estudantes da Universidade de Coimbra, sendo a organização da responsabilidade de João de Lemos e António Xavier Rodrigues Cordeiro.
No final do livro é narrado o passeio de barco pelo Mondego que em 1844 fizeram "os mancebos poetas d'O Trovador", seguido de animado repasto na Quinta das Varandas.
Colaboraram nesta publicação: A. Cabral Couceiro; A. Gonçalves Dias; A. Maria do Couto Monteiro; A. Pereira da Cunha; A. De Serpa; A. X. R. Cordeiro; A. Lima; Ayres de Sá Pereira e Castro; Evaristo Basto; F. de Castro Freyre; F. Palla; H. O’ Neill; J. A., J. da Costa Cascaes; J. Freyre de Serpa; J. Fructuoso; D. João de Azevedo; J. de Lemos; J. M. Borges; J. A. Palmeirim; L. Correia Caldeira; L. da Costa Pereira; L. da Silva Mousinho d’ Albuquerque; Nuno Maria de Sousa Moura. Almeida Garrett também emprestou a sua colaboração (pp. 151), preferindo no entanto não assinar o seu texto.
"O Trovador não é um simples jornal, que represente o pensamento de um homem, nem é tambem a expressão de nova corporação, como talvez parece.
Além do merito pessoal dos seus redactores, além do mui elevado conceito, que a todos merece a Universidade de Coimbra, existe uma idêa grandiosa, que hade communicar ao Trovador a immortalidade.
Os sons maviosos com que a sua lyra louva a Religião de nossos maiores, as canções em que a honra e o valor portuguez brilham cercadas pela gloria, são o pensamento da nova geração.
O Trovador irá até á posteridade coroado com os louros que o adornam, porque traz no peito como divisa a cruz, e traja as côres nacionaes. [...]
A religião e a nacionalidade brilham nas suas paginas. - É um livro que não ha de morrer. A sua collecção será um dia precioso thesouro para os que tiverem de formar a historia litteraria do nosso seculo.
Esperamos que a mocidade academica não interromperá nunca uma publicação, que não será o menor padrão da sua gloria."
(Excerto de Juizo, Sobre o Trovador...)
João de Lemos de Seixas Castelo Branco Nascimento (1819-1890). Poeta ultra-romântico português, natural do Peso da Régua. “O «trovador» João de Lemos, como era conhecido desde o tempo de Coimbra, onde se formou em direito, pela publicação do jornal poético O Trovador, interessantíssimo repositório das produções poéticas dum grupo de moços estudantes. Além dele, alma e director dessa publicação, faziam parte do Trovador Luís da Costa Pereira, António Xavier Rodrigues Cordeiro, José Freire de Serpa, Augusto Lima e Couto Monteiro.”
“Além de poesias de pendor ultra-romântico, escreveu o livro em prosa Serões da Aldeia. O seu lirismo piegas foi criticado pelos escritores realistas. O poema "A Lua de Londres" é ridicularizado numa passagem de Os Maias de Eça de Queirós.
Obras: Poesia – Cancioneiro (1858-1867); O Livro de Elisa: Fragmentos (1869); Canções da Tarde (1875); O Tio Damião (poema lírico, 1886); O Monge Pintor (1889). Prosa – Serões de Aldeia (1876). Teatro – Maria Pais Ribeira (drama em 4 atos); Um Susto Feliz (comédia).”
António Xavier Rodrigues Cordeiro (Cortes, Leiria, 28 de Dezembro de 1819 - Lisboa, 11 de Dezembro de 1896). "Foi um poeta ultrarromântico, jornalista e político português.
Graduado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, foi, por várias vezes, deputado às Cortes. Combateu a ditadura cabralista, tendo participado da revolta da Maria da Fonte (1846) e da guerra da Patuleia (1846-1847).
Colaborou em diversos jornais e revistas, alguns dos quais fundou e dirigiu. Em 1844 fundou, com João de Lemos, o jornal de poesias O Trovador, órgão da juventude estudantil conimbricense da década de 1840 e um dos principais repositórios do ideário poético da segunda geração romântica. Em 1854 fundou O Leiriense, onde publicou as crónicas históricas posteriormente coligidas nos dois volumes de contos de Leituras ao serão. A partir de 1862 dirigiu o Novo Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiro, onde publicou várias biografias de escritores portugueses e brasileiros. Colaborou com artigos literários e poesias em vários outros periódicos, como O Bardo, O Panorama, o Jornal de Belas-artes, a Revista Académica de Coimbra, O Instituto, A Revolução de Setembro, o Jornal de domingo (1881-1888) e a Revista Universal Lisbonense (1841-1859). Em 1889 reuniu a sua obra poética nos dois volumes de Esparsas. Em sua homenagem, a Cartes - Associação de Autores das Cortes instituiu o Prémio Literário Rodrigues Cordeiro, em parceira com a Casa Museu Centro Cultural João Soares.
Entre seus trabalhos conhecidos destacam-se os artigos de natureza política, além de uma série de pequenas crónicas históricas (que foram mais tarde editadas em dois tomos, com o título Serões de História) e poemas, alguns dos quais se tornaram muito populares, como, por exemplo, "A doida de Albano" (1874), "Tasso no hospital dos doidos", "O Outono", "O conde de Alarcos" – lenda popular impressa na Revista Académica de Coimbra (1845).
Rodrigues Cordeiro era tio-avô de Afonso Lopes Vieira."
(Fonte: Wikipédia)
Encadernação coeva em meia de pele com cantos, e ferros gravados a ouro na lombada. Corte das folhas pintado de amarelo.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Com mancha antiga de humidade no terço inferior do livro, mais visível nas primeiras folhas.
Raro.
Peça de colecção.
85€

10 agosto, 2014

GARRETT, V. de Almeida - VERSOS. Do... I. Lyrica, Terceira edição. Lisboa, Em Casa da Viuva Bertrand e Filhos, 1858. In-8º (17,5cm) de [2], VI, 287, [1] p. ; E. Obras do V. Almeida-Garrett. XVI. (Primeiro dos Versos)

"Que estancia tam feliz, de Flora alvergue,
Mimo da natureza!
Que saudavel bafejo d'aura estiva
Me renova a existencia!
Doce a mansão das Dryades florentes
O olfato lisongeia;
Ledo c'os filhos o cantor plumoso
Gorgeando esvoaça
De raminho em raminho, e vai na relva
Colhêr o tenro gomo
Da hervinha que desponta, e vem trazê-la
Ao fabricado ninho,
Onde a molle pennuge apenas cobre
Os caros pequenitos,
Tudo é vida, que pulla, que germina
Na alegre natureza." 

(excerto do poema A Primavera)

Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura. Aparado à cabeça.
Exemplar em bom estado de conservação. Assinatura de posse coeva na f. anterrosto.
Invulgar.
Indisponível

25 julho, 2014

AMORIM, Francisco Gomes de - GARRETT : memorias biographicas. Por... Conservador da Bibliotheca e Museu de Antiguidades Navaes, Socio da Academia Real das Sciencias de Lisboa, do Instituto de Coimbra, da Real Academia Hespanhola de Historia, etc., etc. Tomo I [e Tomo II e Tomo III]. Lisboa, Imprensa Nacional, 1881-1884. 3 vols in-4º (22,5cm) de [4], 398, [2] p. ; [1] f. il., XXXII, 723, [5] p. e VIII, 717, [3] p. ; [5] f. fac-sim. E.
1.ª (e única) edição das memórias biográficas de Almeida Garrett. Obra de referência e de singular merecimento, talvez a mais importante publicada sobre o poeta português.
Ilustrada com um retrato de Almeida Garret no início do 1.º volume, e com 5 fac-símiles, 3 das quais em folhas desdobráveis, respectivamente, do Plano da biografia de Garrett, como ele queria que a fizesse o autor das Memórias; a última carta que dirigiu a Gomes de Amorim; as primeiras quatro estrofes de O Anjo Caído; a última página literária que escreveu - da primeira cena da comédia O Conde de Novion, no final do 3.º volume.
"É como a luz do sol o genio dos grandes poetas. O seu clarão brilhante, espalhando-se na terra, aquece e alumia as almas de todos os que encontra. Manifestando-se no livro, astro da intelligencia, afugenta as trevas dos cerebros mais obscuros; esclarece e persuade, até os proprios que não querem convencer-se nem illustrar-se. Na poesia, enternece os insensiveis, arranca lagrimas dos corações mais seccos, risos dos labios mais cerrados, gritos da admiração dos peitos mais frios e indifferentes. É uma força invencivel, que transforma os individuos, subjugando a vontade dos mais rebeldes e o espirito dos mais pertinazes. Denuncia, enfim, a centelha divina, que o Creador poz na mente do homem.
Quando o escriptor se chama Homero, Virgilio, Dante, Milton, Camões ou Garrett, os seus poemas atravessarão os tempos e o espaço, cada vez mais admirados e queridos. As suas idéas, similhantes aos raios fulgurosos do rei dos astros, brilharão com o mesmo esplendor com que foram ennunciadas milhares de annos antes! Depois de terem commovido e enthusiasmado as gerações extinctas, demonstrarão ás presentes que nem os seculos depravados, nem as epochas de obscurantismo lhes alteraram a primitiva grandeza e a graça nativa! Filhas do genio, só deixarão de existir quando Deus, destruindo o mundo e chamando a si o ultimo homem, volver tudo ao nada, de onde nos tirou a sua omnipotencia."
(excerto da introdução, I, O genio dos grandes poetas)
Francisco Gomes de Amorim (1827-1891). "Escritor português, nascido a 13 de agosto de 1827, em A-Ver-o-Mar, Póvoa de Varzim, numa família de pequenos lavradores do Douro Litoral, e falecido a 4 de novembro de 1891, em Lisboa. Emigra para o Brasil com apenas dez anos, aliciado por engajadores. Aí conhece uma existência aventureira, trabalhando primeiro como caixeiro e depois como roceiro na selva amazónica. Autodidata, depois de ler o poema Camões, de Almeida Garrett, escreve ao escritor, exprimindo-lhe a sua admiração, e este decide apadrinhá-lo e promover o seu regresso a Portugal, que acontece em 1846. Gomes de Amorim passa de operário a conservador de museu e inicia a sua atividade literária, colaborando em vários periódicos, como O Panorama (1837-1868) e a Revista Universal Lisbonense (1841-1859), e publicando, em 1858, o primeiro volume de poesias, Cantos Matutinos. Poeta, dramaturgo, romancista, é certamente muito marcado pela obra de Garrett, acrescentando à sua influência um tom exótico e original, produto dos anos passados no Brasil. Das suas obras destacam-se Fígados de Tigre, comédia onde parodia o melodramatismo ultrarromântico, e os três volumes das Memórias Biográficas de Almeida Garrett, onde oferece um interessante testemunho sobre a vida e a época contemporânea do fundador do romantismo português."
(Gomes de Amorim. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014)
Encadernações em meia de pele com ferros gravados a ouro nas lombadas.
Exemplares em bom estado de conservação. Defeitos nas pastas (vol. 1) e nas extremidades das lombadas (vol. 2 e 3). Mancha de humidade à cabeça no vol. 1 - afecta as primeiras folhas do livro. Assinatura de posse nas f. rosto dos 3 volumes.
Obra invulgar e muito apreciada.
Indisponível

30 abril, 2012

GARRETT, Almeida - O TOUCADOR. Periódico de que foi Redactor Almeida Garrett. Prefácio de Fernando de Castro Pires de Lima. 2ª edição (a 1ª em 1822). Dado à estampa pela Portugália Editora. [Lisboa], [imp. Of. Gráf. de Ramos, Afonso & Moita], [1957]. In-8º de 127, [4] p. ; il. ; B.
Ilustrado. Os desenhos que ilustram o texto, com excepção das reproduções da edição original, são de Laura Costa.
"É esta a primeira reedição duma obra, hoje raríssima, escrita há cento e trinta e cinco anos, e do seu mesmo título parece evolar-se o indefínivel aroma, a graça triste, das coisas esquecidas. Periódico sem política dedicado às Senhoras portuguesas, «O Toucador», que tratava de modas, namoro, bailes, teatro, jogo, passeios e variedades, foi, cremos poder afirmá-lo, o primeiro jornal do género que se publicou em Portugal".
(excerto do prefácio)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

20 agosto, 2011

SIMÕES, João Gaspar - GARRETT : Homenagem do Ateneu Comercial do Porto. Porto, Edição Comemorativa do Primeiro Centenário da Morte do Escritor, 1954. In-8º (20cm) de 270, [2] p. ; B.
Com um fotografia do busto de Garrett existente no átrio da Biblioteca do Ateneu da autoria do escultor Lagoa Henriques.
Conferências proferidas no salão nobre do Ateneu Comercial do Porto nas noites de 1, 4, 7 e 9 de Junho, no ano centenário da morte de Garrett.
Garrett : Quatro Aspectos da sua Personalidade: O Homem Público; O Poeta; O Dramaturgo; O Romancista.
Contém em Apêndice uma resenha, compilação e notas de António Macedo. 
Desta edição tiraram-se mil e duzentos exemplares, que se apresentam numerados de 1 a 1.200 (Nº 292).
Exemplar oferecido pelo Ateneu, assinado por um membro da Direcção e muito valorizado pela assinatura de João Gaspar Simões.
Exemplar brochado; capa de belo efeito com relevo de Garrett ao centro.
Excelente exemplar.
Invulgar.
40€

20 abril, 2011

GARRETT, J. B. de Almeida - A SOBRINHA DO MARQUEZ ETC. Lisboa, Na Imprensa Nacional, 1848. In-8º de 176 p. ; E. Obras de J. B. de A. Garrett. X. (Quinto no Theatro).
1ª edição.
Encadernação de época, em meia de pele, sólida, apresenta algum desgaste nas margens e lombada; interior limpo, ocasionalmente, com pequenos picos de acidez.
Bom exemplar.
Raro - peça de colecção.
75€

27 janeiro, 2011

COELHO, J. M. Latino - GARRETT E CASTILHO : estudos biográficos. Com uma carta prefácio do Dr. Xavier da Cunha. Lisboa, Santos & Vieira, 1917. In-8º 337, [4] p. ; B.
1ª edição.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas e lombada com defeitos, com manchas de oxidação. 
Invulgar.
15€
Reservado