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23 agosto, 2026

CAMPOS, Fausto Raúl de Almada Lencastre Cruz de -
INQUÉRITO ALIMENTAR ENTRE OS OPERÁRIOS DA FÁBRICA DE LOUÇA DE SACAVÉM.
Trabalho efectuado pelo Serviço Técnico de Higiene da Alimentação e Bromatologia, em colaboração com o Instituto Superior de Higiene Dr. Ricardo Jorge. Lisboa, [s.n. - Papelaria e Tipografia Leixões, de Fonseca & C.ª - Matosinhos], 1949 [Imp. 1950]. In-4.º (24,5x19 cm) de 62, [2] p. ; [5] f. ; [VII] Quadros ; [III] Gráficos ; [III] Tabelas ; B.
1.ª edição.
Estudo pioneiro, o primeiro do género realizado entre nós, versa sobre a qualidade da alimentação do operariado num complexo fabril. Para o efeito, foi escolhida a Fábrica de Loiça de Sacavém, icónica unidade industrial que laborou entre 1850 e 1994. Após o 25 de Abril de 1974 a empresa entrou numa espiral de degradação, com inúmeros problemas laborais e financeiros, que culminaria com o brutal assassinato do administrador - Diamantino Pereira - em Dezembro de 1982 - pelas Forças Populares 25 de Abril.
Relatório ilustrado com gráficos, quadros e tabelas estatísticas, no texto e em separado, sendo alguns em folhas desdobráveis.
"Temos a honra de entregar a V. Ex.ª o primeiro inquérito alimentar realizado pelo Serviço Técnico de Higiene da Alimentação e Bromatologia, em colaboração com o Instituto Superior de Higiene Dr. Ricardo Jorge.
O inquérito fez-se entre a população operária da fábrica de Sacavém, conforme propuzemos e foi aprovado por Sua Excelência o Subsecretário de Estado da Assistência Social.
A escolha de uma fábrica, nos subúrbios de Lisboa, oferecia a vantagem de manter em contacto permanente o pessoal e o Serviço, de modo a remover as dificuldades que sempre surgem em trabalhos desta espécie.
Assim foi possível treinar o pessoal, o que facilitará bastante a sua tarefa, nos inquéritos futuros."
(Excerto de I - Relatório - Inquérito)
"O nosso inquérito não visou a vida económica do operário nem os problemas que lhe andam adstritos.
Apesar disso, averiguou-se haver operários que têm de percorrer grandes distâncias para chegar à fábrica. Este esforço custa muitas calorias, que fazem falta ao trabalho e quiçá à nutrição de cada um dos indivíduos.
As habitações, embora em terra de algum importância, como Sacavém, na vizinhança de Lisboa, não têm água encanada nem rede de esgotos. Mas foram encontradas limpas, como é próprio das mulheres portuguesas."
(Excerto de I - Relatório - Nota complementar)
Índice:
I - Relatório. II - Preâmbulo. III - Inquérito Alimentar: A - Famílias seleccionadas. B - Condições de vida das famílias. C - Tabelas de composições de alimentos. D - Alimentos consumidos. E - Valor alimentar as rações: 1 - Princípios energéticos; 2 - Princípios minerais; 3 - Princípios vitamínicos. F - Alterações clínicas. G - Provas laboratoriais. H - Sugestões. IV - Inquérito da Cantina: 1 - Condições prévias; 2 - Alimentos consumidos; 3 - Valor alimentar das rações da cantina; 4 - Correcções trazidas às alimentação familiar; considerações clínicas sobre os indivíduos que aí tomam refeições e sua comparação com os restantes membros da família.- V - Considerações Finais.
Fausto Raúl de Almada Lencastre Cruz de Campos. Teve uma carreira médica multifacetada, marcada pela investigação pioneira em nutrição, pela alta administração da saúde pública e pela gestão de crises institucionais durante o Estado Novo e a transição para a democracia. Após terminar o curso de Medicina (1942), dedicou-se ao estudo das condições de vida e carências da população portuguesa. Autor de um estudo pioneiro sobre a nutrição dos operários da Fábrica de Louça de Sacavém, ligando a alimentação à saúde laboral - o Inquérito Alimentar entre os Operários da Fábrica de Louça de Sacavém (1949). Replicou esta metodologia científica no levantamento de hábitos alimentares em famílias do Minho e Ribatejo (1950) e em cantinas escolares (1957). Num dos períodos de maior tensão entre a classe médica e o regime, assumiu um papel puramente administrativo e de alta complexidade. Foi o médico designado pelo Ministério da Saúde, ao abrigo do Decreto-Lei 447/72, para tutelar a Ordem dos Médicos num momento de boicote dos clínicos e perseguição política aos contestatários por parte da PIDE/DGS. O cargo cessou com a Revolução de 25 de Abril de 1974. No pós-25 de Abril, integrou os quadros de reestruturação do sistema de saúde nacional. Presidiu à Comissão Instaladora e exerceu o cargo de Diretor-Geral do Serviço de Luta Antituberculosa (SLAT). Ascendeu a Inspector Superior da Direcção-Geral da Saúde. Ao cessar funções em Novembro de 1984 recebeu um louvor do Ministro da Saúde pelo seu zelo e dedicação ao serviço público. (IA)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico e sociológico.
85€

03 agosto, 2026

NETTO, Antonio Lino -
A QUESTÃO AGRARIA.
Por... Licenciado em direito, secretario geral do governo civil de Portalegre e socio effectivo do Instituto de Coimbra. Estudos de Renascença Nacional I. Porto, Typ. a Vapor da Emprêsa Litteraria e Typographica, 1908. In-8.º (18,5x12 cm) de 349, [3] p. ; E.
1.ª edição.
Importante ensaio agrário, político, económico e sociológico, publicado pouco tempo após o regicídio, quando o país vivia tempos conturbados, de instabilidade e incerteza, marcado por uma profunda crise política, económica e social.
Trabalho académico, pioneiro. Nas palavras do autor, trata-se de um "assumpto profundamente patriotico e momentoso, bastante complexo, sem duvida; mas, por isso mesmo, susceptivel de revelar a capacidade trabalhadora e as poucas ou muitas luzes intellectuaes de quem tome a peito o seu estudo".
"Ha em Portugal, como em outros paizes, uma profunda questão social caracterisadamente agraria, isto é, uma questão que está implicando com a organisação juridica sobre a propriedade rustica, sobre a forma de distribuição dos diversos productos, e sobre a representação do valor d'estes em competencia com o dos productos de outra natureza."
(Excerto de Introducção - I. O que é a questão agraria)
"A theoria do valor, - annota sensatamente o sr. dr. Marnoco e Sousa -, embora preocupe os economistas ha mais de um seculo, não se póde considerar ainda constiuida; é bem o dragão que, no dizer figurativo do economista Costa- Rossetti, está guardando a entrada da sciencia economica. Ahi se encontra a principal razão da desordem que domina nos nossos tempos o mundo economico. É, pois, na theoria do valor que teem de concentrar-se os principaes cuidados e attenções dos economistas; de outra formas os estudos da sciencia economica redundarão em estirilidade e serão como pedras n'um edificio sem alicerces. Vamos tambem, para a logica das nossas considerações, referir-nos a essa theoria, e ver como ella, por mal formulada, tem affectado, provocando-a, a questão agraria."
(Excerto de I - A verdadeira theoria do valor)
António Correia Lino Leitão Neto (1873-1961). "Nasceu em Mação a 30 de janeiro de 1873 e faleceu em Lisboa a 16 de novembro de 1961. Formou-se em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde terminou, em 1899, a Licenciatura em Direito. Foi professor universitário, tendo ensinado no Instituto Industrial e Comercial de Lisboa, no Instituto Superior de Comércio de Lisboa (depois, Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, integrado na Universidade Técnica de Lisboa) e na Escola Politécnica (futuro Instituto Superior Técnico). Dirigiu o Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras e foi vice-reitor da Universidade Técnica de Lisboa. Exerceu advocacia e exerceu diversos cargos públicos e políticos, entre os quais o de Câmara Municipal de Lisboa e deputado.
Foi membro da Sociedade de Estudos Pedagógicos e da Sociedade de Geografia de Lisboa. Católico militante, esteve ligado ao Centro Católico Português, que presidiu.
Foi condecorado pela Santa Sé com a grã-cruz da Ordem de São Gregório Magno.
Na Academia das Ciências de Lisboa foi eleito sócio correspondente estrangeiro da classe de Letras a 10 de março de 1938."
(Fonte: https://arquivo.acad-ciencias.pt/authorities/21232)
Encadernação simples meia de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação.
Raro.
Indisponível

06 maio, 2026

ACTAS DO III CONGRESSO FLORESTAL NACIONAL -
"Os Recursos Florestais no Desenvolvimento Rural".
Figueira da Foz 15/16/17 de Dezembro de 1994. Tema I - Produção, Silvicultura. Lisboa, Soc. Portuguesa de Ciências Florestais, 1994. In-8.º (21x15 cm) de [2], XIV, 468 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Congresso organizado pela Sociedade Portuguesa de Ciências Florestais (SPCF) dedicado ao papel da floresta no desenvolvimento económico e social das áreas rurais. Trata-se do volume III, devotado à Produção e à Silvicultura, que reúne as comunicações apresentadas no evento.
Muito ilustrado no texto com mapas, gráficos, quadros e tabelas.
"O êxodo rural e a desertificação crescente do interior do país vieram mostrar que as actividades tradicionais, ligadas à exploração da terra, não conseguem mais assegurar às populações das aldeias as condições mínimas para um padrão de vida decente e por isso se tornaram incapazes de reter essa população. As terras abandonadas ou pouco produtivas e a ausência de dinamismos ,locais capazes de encontrarem soluções novas para a revitalização da vida rural fizeram afluir agentes externos interessados em promover o aproveitamento dos recursos locais numa lógica completamente distinta daquela que mobilizara as energias das populações no passado."
(Excerto de Os Recursos Florestais no Desenvolvimento Rural - Alguns aspectos sociológicos de enquadramento)
"Desde sempre tem sido feito o repovoamento de sobreiros. É, porém, recente o problema da opção entre o método de sementeira e o da plantação.
Enquanto, no passado, o recurso ao sobreiro para repovoamento se quedou por áreas relativamente pequenas, hoje a sua utilização é muitíssimo mais generalizada.
Tradicionalmente recorreu-se à sementeira - afinal uma técnica próxima da natural reprodução dos sobreiros."
(Excerto de O repovoamento de sobreiros)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
Indisponível

06 abril, 2026

A POPULAÇÃO DE PORTUGAL EM 1798. O CENSO DE PINA MANIQUE.
Com introdução de Joaquim Veríssimo Serrão
. Paris, Fundação Calouste Gulbenkian : Centro Cultural Português, 1970. In-4.º (25,5x17 cm) de XXX, 144, [2] p. ; [2] f. il. ; C. Fontes Documentais Portuguesas - I
1.ª edição.
Importante trabalho oitocentista de recolha de dados estatísticos sobre a população residente em Portugal no final do século XVIII, o primeiro com estas características realizado entre nós. Esta operação estatística foi impulsionada por Diogo Inácio de Pina Manique (1733-1805), que exercia o cargo de Intendente-Geral da Polícia (1780-1803), e teve como objetivo contabilizar a população e os fogos (fogachos) do Reino de Portugal. Trata-se de um documento fundamental para o estudo da demografia portuguesa no final do século XVIII/início do século XIX, antecedendo os censos de 1801-1802.
Obra com relevância histórica e sociológica.
Livro impresso em papel de superior qualidade, ilustrado com duas estampas extratexto: a reprodução do frontispício do Livro e do 'mapa' estatístico que abre o manuscrito.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do Prof. Veríssimo Serrão ao conhecido historiador Dr. Guilherme de Oliveira Santos.
"Constitui o primeiro volume desta série o Livro que contém as freguesias que há em Lisboa, no seu termo e nas diversas terras deste Reino, manuscrito que se conserva nos «Archives Historiques du Ministère de la Guerre», em Vincennes, onde tem a cota: Mss. 1355.
Trata-se do censo da população portuguesa no ano de 1798, mandado executar pelo então Intendente-Geral da Polícia de Lisboa, Diogo Inácio de Pina Manique, e em que se indicam as províncias, cidades, vilas, freguesias e lugares do reino e os respectivos fogos. Esse documento, do mais alto interesse para a história demográfica do país, faz-se acompanhar de um estudo prévio em que se pretendem explicar as razões que estiveram na base do recenseamento e as medidas tomadas pelo Intendente-Geral para obter esse quadro numérico. Não se veja nesse intróito o estudo exaustivo que a matéria exige, mas apenas uma tentativa de esclarecimento histórico para integrar o censo de 1798 no quadro político da época.
O nome de Pina Manique fica assim ligado à história de tão valioso documento que, estamos certos disso, passa a constituir uma fonte de consulta imprescindível para todos os historiadores da fase posterior à Administração pombalina."
(Excerto do Prefácio)
"Não constitui novidade histórica que no ano de 1798, por ordem de Diogo Inácio de Pina Manique, teve lugar uma contagem dos habitantes do reino com o fim de obter recrutas para o Exército. Mas sucede que o referido censo ficou inédito apesar do seu interesse para a história social portuguesa, ignorando-se também as formas a que obedeceu o recrutamento e a concreta actuação que nele teve o Intendente-Geral da Polícia de Lisboa. [...]
O censo de 1798 teve uma finalidade imediata, de interesse militar, no recrutamento de tropas para a defesa do reino. Mas os seus dados têm o mais alto valor na medida em que dão a conhecer a população por comarcas, cidades, vilas, freguesias e fogos, numa contagem que atendendo aos meios de comunicação da época pode considerar-se, tanto quanto possível, rigorosa e global.
Sabe-se, por outro lado, que os Governadores, Corregedores e os Juízes de Fora e ordinários cumpriram com rapidez as ordens emanadas do Intendente-Geral, tendo feito a verificação do número de habitantes por fogos - que abrangeu os povoados mais reduzidos - entre Maio e Setembro daquele ano."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Prefácio. | Introdução. | Livro que contem as freguesias que há em Lisboa no seu termo, e nas diversas terras deste Reyno. | Freguesias de Lisboa e seu termo. | Comarca de Santarém. | Comarca de Tomar. | Comarca de Leiria. | Comarca de Torres Vedras. | Comarca de Setúbal . | Comarca de Ourém. | Comarca de Alenquer. | Comarca de Ribatejo. | Comarca de Chão de Couce. | Comarca de Alcobaça. | Comarca de Coimbra. | Comarca de Viseu. | Comarca de Lamego. | Comarca de  Guarda. | Comarca de Castelo Branco. | Comarca de Trancoso. | Comarca de Aveiro. | Comarca de Pinhel. | Comarca de Linhares. | Comarca de Feira. | Comarca de Arganil. | Comarca de Porto. | Comarca de Penafiel. | Comarca de Guimarães. | Comarca de Viana do Castelo. | Comarca de Barcelos. | Comarca de Valença. | Comarca de Braga. | Comarca de Miranda. | Comarca de Moncorvo. | Comarca de Bragança. | Comarca de Vila Real. | Comarca de Évora. | Comarca de Elvas. | Comarca de Portalegre. | Comarca de Ourique. | Comarca de Aviz. | Comarca de Vila Viçosa. | Comarca de Beja. | Comarca de Crato. | Comarca de Taveira. | Comarca de Lagos. | Comarca de Faro.
Encadernação editorial com ferros gravados a seco e a verde na pasta anterior e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e estatístico.
Indisponível

27 fevereiro, 2026

MONIZ, Manuel Carvalho -
O MÓVEL POPULAR NO ALENTEJO
. [S.l.], Câmara Municipal de Évora, 1998. In-8.º (21x15 cm) de 67, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante subsídio histórico acerca do mobiliário rústico alentejano.
Ilustrado com 8 desenhos de peças mobiliário em outras tantas páginas.
"Qualquer estudo sociológico sobre o viver quotidiano do Homem e da Mulher constata que, desde tempos remotos, procuraram arranjar a sua habitação.
Desde que o Homem abandonou a exclusividade da pastorícia e da vida nómada, fixando-se com permanência, à Terra, procurou a "sua casa" e que nela existissem as melhores condições de habitabilidade.
Por isso necessitou do Móvel e quando na realidade conseguiu o mobiliário obteve uma conquista importante e significativa para a sua melhor existência, para o seu mais confortável dia a dia. [...]
Por isso este nosso estudo tem de ser baseado, fundamentalmente, na busca e pesquisa, na recolha e exame das peças de mobiliário rústico que conseguimos encontrar e nos inquéritos e informações obtidos no diálogo com muitos homens e mulheres do povo e ainda com artesãos locais dos "trastes" das aldeias e dos montes do nosso Alentejo."
(Excerto de I - O Móvel Popular)
Índice:
1 - O Móvel Popular. 2 - O Carpinteiro Alentejano. 3 - O Carpinteiro Mouro Eborense. 4 - Os Móveis Alentejanos: 4.1 Os Móveis de Guardar: As Arcas, Os Armários, As Cantareiras, As Cantoneiras, As Estanheiras, Os Almoxarifeiros, Os Copeiros; 4.2 - Os Móveis de Sentar e Comer: A Cadeira, o Cadeirão, o Canapé, o Banco, o Mocho, a Tripeça, a Mesa; 4.3 - Os Móveis de Dormir: A Cama; 4.4 - As Cadeiras de Aloendro. 5 - A presença Estética da Cadeira. 6 - A Sociologia da Cadeira | Bibliografia | Breve Biografia do Autor.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
25€

14 novembro, 2025

VENTURA, A. C. Quaresma -
ASSOCIATIVISMO POPULAR NA BEIRA-SERRA.
(Centenário das Comissões de Melhoramentos). [Arganil], Confraria Gastronómica do Bucho, 2008. In-4.º (24x16,5 cm) de 73, [3] p. (inc. capas) ; il. ; B.
1.ª edição.
Curiosa monografia sobre o associativismo popular em Arganil e concelhos vizinhos.
Ilustrada no texto com fotogravuras a p.b. de retratos de personalidades da região, paisagens, imóveis de interesse local e encontros e convívios.
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor "Ao prezado amigo José Caldeira".
"Nunca é demais salientar, pela sua importância e simbolismo, que foi no concelho de Arganil que nasceu e se desenvolveu o associativismo popular, vulgarmente designado por Regionalismo e que, baseado em Ligas, Comissões ou Associações, constituiu, pelo menos em potência, uma extraordinária manifestação de democracia participativa.
Fenómeno do início do século XX, que se alargou aos concelhos vizinhos, este movimento de cidadãos representou, tanto em capacidade realizadora da diáspora lisboeta, como a forma dos naturais migrados poderem levar até às suas terras, ainda que de forma superficial, um pouco do que era o progresso."
(Excerto de Recordar e homenagear)
"No ano de 1924, a fisionomia autárquica do concelho de Arganil foi alterada com a criação da freguesia de Barril de Alva, desanexada da de Vila Cova de Sub-Avô que, a partir de então, passou a ser designada oficialmente, por Vila Cova de Alva.
Esta medida administrativa, reconhecendo as potencialidades associativas e empresariais de Barril de Alva, procurou também pôr termo a uma confrontação doentia entre as duas localidades... [...]
Com a sua emancipação, Barril de Alva organizou logo nesse ano a sua primeira feira anual, que teve lugar no dia 28 de Outubro, dia de S. Simão."
(Excerto de Freguesia de Barril de Alva)
Índice:
Recordar e homenagear | Em louvor do associativismo | Nota prévia | I - A regionalização através dos tempos. A Beira ou as Beiras? - Nos primórdios da nacionalidade; - Do Liberalismo à República; Marcelo Caetano: regionalização e regionalismo; - O Estado Novo e as Regiões; - A regionalização na democracia. II - A Beira-Serra e o Associativismo. Sob os auspícios de Nossa Senhora do Mont'Alto - Breve história do santuário; - A comarca de Arganil inicia subscrição; - Início das obras. III - 14 de Agosto de 1908. Água no Mont'Alto: um marco histórico. IV - Acção da diáspora lisboeta.V - Bairrismo e Regionalismo. - As comissões de melhoramentos; - Comissão de Melhoramentos de Folques; - Sociedade de Melhoramentos de Pomares; - Concelho de Oliveira do Hospital; - Pampilhosa da Serra quer estrada; - Concelho de Góis: o exemplo de roda cimeira; - Freguesia de Barril de Alva; - As barrilenses eram assim; - Tábua: necessidades culturais; - Obras na Capela de S. Pedro; - A ideia de regionalismo; - Liga Regional Tabuense; - Grémio Regionalista da Comarca de Arganil. | Bibliografia.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
25€

03 agosto, 2025

LUZ, Ruy Acácio da Silva -
A FAINA DA PESCA E O SEU VALOR ETNOGRÁFICO NO LITORAL OESTE : Costa das Três Praias (Pedrogão, Vieira e S. Pedro de Moel).
Esta Comunicação foi apresenta ao X Congresso Beirão na IV Secção (Evolução Histórica, Etnográfica, Fauna e Flora), etc. Coimbra, Comissão Regional de Turismo de Leiria, Batalha, Marinha Grande, Porto de Mós e Vila Nova de Ourém - Rota do Sol, 1965. In-4.º (24x17 cm) de 32 p. ; [6] p. il. ; B.
1.ª edição.
Interessante trabalho com valia regional, histórica e etnográfica sobre o Litoral Oeste, publicado em separata do Arquivo Coimbrão, vols XXI-XXII.
Ilustrado no final, em separado, com 12 fotografias/desenho a p.b. distribuídas por seis páginas.
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Quando vindo das estradas, quer do Norte, quer do Sul, e atravessando o famoso Pinhal do Rei, alusão a El-Rei D. Dinis, seu genial plantador, deparamos sùbitamente, por entre o rendilhado de ramagens contorcidas, selvagens e verdes, com o mar Atlântico, bramindo em melopeia de búzio, ora para Norte contra rochedos e arribas, ora para sul em areias vastas que se alcantilam em impressionantes dunas.
Olha-se para aquela maravilha, como se houvéssemos recorrido «in mente» à visão suprema duma gigantesca rosa azul, e pétalas a desfolharem-se, em cambiantes brancas e de acidulado enxofre.
É uma ideal costa de três praias salientes: Pedrogão, Vieira e S. Pedro de Moel. Por assim dizer, elas são a porta batimétrica, formada por largo fundo de areia, por onde se escoa o sistema hidrográfico da bacia do Lis."
(Excerto de 1.º Ambiência natural, meio geográfico)
Índice:
1.º Ambiência natural, meio geográfico e bosquejo histórico do Litoral-Oeste: - Terras; - Mar e pesca; - Rio; - Flora e Fauna. 2.º Vida e tipismo das suas gentes: - Demografia; - Sociologia; - Trabalho; - Habitação; - Santo Padroeiro; - Costumes; - Trajos. 3.º Ocupação específica da pesca: - Barcos; - Pesca. modos e artes; - Companha; - Pescado. 4.º Pituresco da região, e a sua projecção etnográfica: - Clima; - Contraste e dualidades; - Faceta e carácter litorâneo, no todo nacional, como projecção etnográfica.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Com acidez nas capas.
Muito invulgar.
20€

01 agosto, 2025

REBOCHO, Nuno - A COMPANHIA BRAÇAL DO BACALHAU. Comunitarismo transladado para o Porto de Lisboa. Lisboa, Edição da Comissão Reguladora do Comércio do Bacalhau, 1984. In-8.º (20,5 cm) de 136 p. ; [8] p. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história da descarga do bacalhau no porto de Lisboa. Primeiro (e único) trabalho que sobre este assunto se publicou entre nós, com evidente interesse sociológico e bibliográfico para o tema do "fiel amigo".
Ilustrado no texto com desenhos esquemáticos, e em separado, com fotografias a p.b. e a cores.
"No porto de Lisboa, um conjunto de homens forma uma "companhia"; é a "Braçal do Bacalhau", companhia de nome, sem estatuto legal. A tradição refere que se constitui há quinhentos anos, facto todavia não comprovável, embora se constate ser ela de origem bastante remota. Trata-se de uma companhia moldada pelas sociedades comunitárias, onde acha raízes. Está hoje "adscrita" à Comissão Reguladora do Comércio do Bacalhau, CRCB, para quem trabalha; nos últimos anos, particularmente nas últimas quatro décadas, sofreu profunda evolução, sem contudo perder os seus traços característicos.
A "Braçal" reveste-se, por conseguinte, de interesse para o estudioso dos fenómenos históricos e sociológicos. [...]
Se algum mérito tem este livro, tem o de ser o primeiro que se escreve sobre tal matéria. E o de fixar, em letra de forma, aspectos da "Companhia", retidos na memória dos actuais braçais, que o tempo não deixará perdurar."
(Excerto da nota prévia)
Índice:
I Parte. I - Os "braçais". II - A organização do trabalho: Os "supremos". III - A organização do trabalho: Os "picaretos". IV - A organização do trabalho: Os "encarregados". V - Usanças e costumes. VI - O "Livro das Penas". VII - A contabilidade. VIII - O lar comum. IX - A reforma da "Braçal".
II Parte. I - Quando os preconceitos têm que ficar à porta. II - Um transplante do comunitarismo agro-pastoril. III - Uma questão de história. IV - À maneira das corporações de mesteres.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
30€

06 junho, 2025

BARRENECHEA, Eduardo -
O PLANO DE BADAJOZ DESMISTIFICADO
. Lisboa, Edição da Associação Central da Agricultura Portuguesa e do Grémio da Lavoura de Beja, 1972. In-8.º (22x16,5 cm) de 45, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Balanço crítico sobre o "Plano de Badajoz". Estudo com interesse para a gesta da colonização da zona junto da fronteira portuguesa levada a cabo por Madrid em meados do século XX, suportada pela propaganda económica e social do governo de Francisco Franco.
Obra rara, sem referências bio-bibliográficas, quer em Espanha, quer entre nós. A BNP não possui.
"O Plano Badajoz foi um conjunto de atuações ambiciosas de sucessivos governos espanhóis, propostas já a princípios do século XX (Plano Gasset), postas em fim em marcha durante a ditadura franquista e completadas pelos primeiros Governos da democracia (regadios do Zújar), sobre a província de Badajoz (Espanha).
Na realidade, tal denominação, refere-se mais estritamente ao Plano de Transformação e Colonização aprovado pelo governo de Francisco Franco em 1952 e destinado a dotar à agricultura pacense de um sistema melhorado de eletrificação, irrigação, processo de fabricação e transformação e de comercialização de produtos agrários, tendo como base o rio Guadiana e como principal objetivo melhorar a produção e renda agrária da província. [...]
Nasceram povoações como Palazuelo, Povoa de Alcollarín, Zurbarán, Alonso de Ojeda, Os Guadalperales, Gargáligas, Valdivia, Entrerríos, Guadiana del Caudillo, Valdelacalzada, Pueblonuevo del Guadiana, Sagrajas, Novelda do Guadiana, Gévora do Caudillo, Valdebótoa, Alvarado, Vivares, Las Vegas Altas, Villafranco del Guadiana, São Francisco de Olivença ou São Rafael de Olivença. É verdadeiro que a construção dos embalses como a de García Sola, anulou as vegas de alguns povoações do norte da província, o qual teve um impacto na posterior saída da população destes municípios."
(Fonte: Wikipédia)
Livro ilustrado no texto com tabelas e mapas estatísticos, e em separado com quadro desdobrável.
"... O Plano de Badajoz, baptizado nas numerosas publicações da Secretaria Gestora do mesmo (com sede no Instituto Nacional da Indústria, em Madrid) como «el exponente mas acusado de la politica agro-social del regimen», dista muito - muitíssimo - de ter alcançado tampouco os objectivos que lhe foram fixados pela lei de 7-4-1952.
Não quero dizer que o Plano Badajoz seja um fracasso, mas não é - desde logo - um êxito.. Não é um «êxito» nem social nem económico. Também não é um fracasso, porque transformou por completo a fisionomia física de uma pequena parte das terras pacences (pouco mais de 4% das terras de Badajoz) e conseguiu para uns milhares de colonos (antes na maior parte trabalhadores agrícolas eventuais), nívesi mínimos de vida digna e humana. Mas está longe de ser um êxito, talvez por ter sido politizado desde o princípio..."
(Excerto de Politização excessiva)
Sumário:
Primeiro artigo - Balanço aos 19 anos da «Fundação» | Segundo artigo - O Plano de Badajoz Desmistificado | Anexo A - O Plano de Badajoz, visto por D. Miguel Siguán | Anexo B- Vários elementos económicos.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Capas com sinais de humidade. Interior correcto.
Muito invulgar.
Sem registo na BNP.
20€

04 junho, 2025

REIS, Mário Simões dos -
A VADIAGEM E A MENDICIDADE EM PORTUGAL.
(Estudo preventivo  repressivo, etiológico, sociológico, psicopatológico, político e jurídico...). [Por]... Advogado. Lisboa (Portugal), Imprensa Libanio da Silva, 1940. In-4.º (22,5x17 cm) de 780, [4] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Obra de fôlego. Importante estudo criminal sobre delinquência em Portugal - a vadiagem e a mendicidade, "mal que assola a humanidade."
Ilustrada no texto e em página inteira com inúmeros gráficos, mapas estatísticos e geográficos, quadros e tabelas.
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor "Ao seu Primo e Amigo Dr. José Ferreira Martins e Família".
"A vadiagem e a mendicidade revestem, na época que corre, aspectos de verdadeiros crimes, estão abrangidas, em todas as nações cultas do meu conhecimento, nos respectivos Códigos, e são punidas com penas mais ou menos severas, não com o fito de debelar radicalmente o terrível mal, o que, a meu ver, é impossível, devido a circunstâncias diversas e excessivamente complexas, mas para o reduzir, o que é lògicamente de esperar, embora nem sempre tal se tenha conseguido.
A vadiagem e mendicidade, como a restante criminalidade, estudadas em conjunto nos grandes centros culturais, numa cruzada de beneficiência, por sábios e pensadores, alarmados pelo seu progressivo, contínuo e assustador desenvolvimento, têm sido atacadas, nas suas causas as mais íntimas e ocultas, segundo as novas ideias dos criminalistas, quer preventivamente, antes da sua exteriorização, no início, cuidando-se da assistência das classes pobres, e em especial, da criança, do adolescente, do menor, ainda não pervertido nem contaminado na sua contextura, porque ninguém nasce criminoso, como não nasce tuberculoso, quer posteriormente, aplicando-se ao delinqüente, após a prática do delito, só a terapêutica necessária e útil, e não ùnicamente a sua detenção, sob o erróneo preconceito da culpabilidade ou do sofrimento, nas cadeias e penitenciárias, sem o seu estudo médico, antropológico, mental e psicológico, o que muitas vezes se despreza, com manifesta violação das ideias cientistas modernas sôbre a criminalidade e com graves prejuízos para a prosperidade das nações, porque a solução do problema da delinqüência tem uma importância fundamental no progresso e selecção da raça.
A observação médica dos criminosos de todas as idades deve ser, pois, segundo a opinião hoje corrente, sistemática, completa e precisa, antes e depois do julgamento, não só nos laboratórios mas também nas enfermarias, a-fim-de ser possível o estudo das causas do flagelo..."
(Excerto do preâmbulo - Breves considerações)
Índice - ver em:
https://www.dgsi.pt/bpjl.nsf/83cbe9acef94db5a8025730800549412/f3b82af2cd857b3e8025806b0035a479?OpenDocument 
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, com rasgão ao centro na capa frontal, canto restaurado e pequenas falhas de papel marginais.
Raro.
Com interesse histórico e criminal.
100€

29 maio, 2025

SILVA, Bispo Conde, D. Manuel Luiz Coelho da -
A IGREJA E A QUESTÃO OPERÁRIA
. Coimbra, Tip. da Gráfica Conimbricense, Limitada, 1925. In-8.º (22,5x15 cm) de 15, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante estudo dedicado à questão operária, assunto momentoso na época, em tempos de grande ansiedade e agitação social, publicado pouco tempo antes da eclosão do movimento que conduziria ao poder o regime da Ditadura Nacional.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Conselheiro António Teixeira e ...?
"O tempo, em que vivemos, não é realmente um período de paz e prosperidade. O mundo hoje, (são claros os sintomas que por toda a parte se manifestam), prepara-se para catástrofes inauditas. Assim como um doente ferido de mal profundo se estorce em leito por vezes sumptuoso, assim as sociedades modernas agitam-se e sofrem no seio mesmo da sua opolência.
Emquanto que tudo no nosso século parece concorrer para a unidade na ordem física, tudo parece conspirar a produzir a divisão na ordem moral e social.
Divisão, separação, ódio, antagonismo - eis o grande mal das sociedades modernos. Odio e antagonismo entre homens e homens, entre classes e classes. Antagonismo entre as classes trabalhadoras e as que se chamam dirigentes, entre patrões e operários, entre o rico e o pobre, e isto por toda a parte, nas grandes cidades e nas pequenas povoações."
(Excerto da Pastoral)
D. Manuel Luís Coelho da Silva (Bustelo, Penafiel, 1859 - Coimbra, 1936). 23.º conde de Arganil, 58.º bispo de Coimbra. "Foi nomeado Bispo de Coimbra em 31 de Dezembro de 1914 e fez a entrada na Sé de Coimbra em 15 de Abril de 1915. A acção primeira de D. Manuel foi o Seminário, fazendo aumentar a sua população e defendendo a posse dos seus edifícios. Reuniu um Sínodo em 30-31 de Julho de 1923. Organizou e publicou umas Constituições do Bispado em 1929. Cuidadoso do bem do Clero, instituiu em 1917 a Obra de S. José para auxiliar o Clero velho e doente. Deu toda a protecção à fundação do Refúgio da Rainha Santa, hoje Casa da Formação da Rapariga, ao Patronato para auxílio dos Pobres; ao Recolhimento do Paço do Conde e à Cozinha Económica. Durante o seu pontificado fundou-se o Escutismo (1927), o Noelismo (1925), a União Operária Católica (1925), o Correio de Coimbra (1922), o Amigo do Povo (1916); e lançaram-se as Bases da Acção Católica em 1933. Faleceu em 19 de Março de 1936."
(Fonte: https://www.diocesedecoimbra.pt/diocese/historia/bispos/1914-1936-d-manuel-luis-coelho-da-silva:1150)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Cansado, Capas frágeis com defeitos.
Raro.
Indisponível

26 abril, 2025

MOURA, Engenheiro Horácio de -
UM ESTUDO SOCIAL : Movimento Nacional de Auto-Construção (ensaio).
Prefácio por S. Ex.cia Rev. ma o senhor D. Ernesto Sena Oliveira, venerando Arcebispo-Bispo-Conde de Coimbra. Coimbra, UCIDT - União Católica dos Industriais e Dirigentes de Trabalho, 1953. In-4.º (23x16 cm) de 215, [3] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Interessante trabalho de cariz social, tendo por objecto desenvolver planos para providenciar habitação própria aos operários e aos mais carenciados, tanto no meio rural como urbano, tendo por modelo o programa de (re)construção de habitações seguido por alguns países no pós guerra (1939-45), sendo aqui descritos o tipo de casa/bairros propostos, acompanhados de fotografias e (ou) plantas, bem como as zonas de implementação dos imóveis.
Ilustrado com inúmeras plantas e fotografias no texto.
"O Movimento Nacional de Auto-Construção (MONAC) surgiu no âmbito da União
Católica dos Industriais e Dirigentes do Trabalho (UCIDT). Esta foi criada, em
1952, para responder ao pedido direto de Eugenio Pacelli, o Papa Pio XII, a Horácio de Moura numa das visitas que fez ao Vaticano, no sentido de mobilizar os leigos católicos para a resolução dos problemas habitacionais dos mais pobres. [...]
"O Movimento iniciou as atividades no distrito e na cidade de Coimbra, sendo
as primeiras experiências construtivas realizadas sem qualquer assistência do
Estado. Foram exclusivamente apoiadas e financiadas pelo arcebispo de Coimbra, Ernesto Sena de Oliveira, que foi considerado pela organização como o construtor n.º 1 do Movimento (MONAC, 1960). O Movimento define como estratégia a construção de 2500 fogos espalhados pelo País (Moura e Oliveira, 1953)."
(Fonte: Habitação: Cem anos de políticas públicas em Portugal (1918-2018). Coord. Ricardo Costa Agarez, Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, Lisboa, dezembro de 2018)
"O mundo do trabalho é, a bem dizer, como fica recordado, um capital e um bem comum pertencente a dirigentes e dirigidos que a uns e outros interesse pôr a render largamente.
E essa é, repete-se, uma das grandes aspirações da UCIDT que, por todos os meios ao seu alcance, fugindo aliás à utopia de pretender igualar em tudo a condição e as situações dos homens, procura todavia aproximá-los, irmaná-los (eu ia para dizer... humanizá-los) cada vez mais pela prática crescentemente perfeita da justiça e da caridade.
No livro referido mostra-se quase à evidência e por maneira prática, como os operários de boa vontade, quando devidamente ajudados por patrões, industriais, dirigentes de trabalho e outras entidades públicas ou privadas, é possível e até relativamente fácil, não obstante a actual escassês dos seus recursos, a aquisição duma casa própria e privativa em condições e com requisitos capazes de fazer da sua vida familiar uma vida verdadeiramente himana que prende umas às outras as almas do mesmo lar e torna o viver comum uma autêntica atracção e delícia a que nenhuma outra se compara."
(Excerto do Prefácio)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa ligeiramente oxidada.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
35€

22 abril, 2025

RIBEIRO, Herlandér - RÚSSIA BOLCHEVISTA. Por...
Lisboa, Depositaria Livraria Moraes [selo], 1928. In-8.º (22x16 cm) de 134, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante estudo sobre a Rússia de Lenin saída da Revolução de Outubro (1917), a Rússia socialista que defendia a ditadura do proletariado.
Herlander Ribeiro (Lisboa, 1886-1967). "Advogado, investigador de temas jurídico-sociais, jornalista e memorialista. Iniciou-se no jornalismo, em Lisboa, no jornal A Luta e logo em 1901 via editado o seu primeiro livro, um romance que antes fora publicado em folhetins. Em 1903, foi um dos fundadores da Associacão da Imprensa Portuguesa. É também nesse ano que parte para Coimbra a fim de cursar Direito, apresentando-se na Universidade já com um estudo jurídico-social publicado: A Vadiagem em Portugal. Terminou o curso de Direito em 1908. Em 1911 é o autor de um projecto de Reforma da Polícia de Investigação Criminal. De 1916 a 1926 exerceu em Lisboa o cargo de juiz substituto, devendo-se-lhe os projectos de um Código do Trabalho e de um Código Agrário que veio a publicar mais tarde. Viajante incansável, percorreu toda a Europa e o Norte de África e fez duas vezes a volta ao Mundo. Escreveu numerosas crónicas e alguns livros com os resultados das suas observações nessas viagens. A preocupação com as condições sociais dos menos afortunados, nomeadamente dos trabalhadores, levou-o a insistir em estudos sobre a Rússia e a China, países que visitou."
(Fonte: http://livro.dglab.gov.pt/sites/DGLB/Portugues/autores/Paginas/PesquisaAutores1.aspx?AutorId=9603)
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Capas envelhecidas, algo sujas, com defeitos. Assinatura de posse na f. rosto. Com falhas de papel na lombada. Interior correcto.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
20€

06 março, 2025

NEVES, Artur J. Castro -
CONTRIBUIÇÃO PARA A PERCEPÇÃO DA CULTURA (POLÍTICA) EM PORTUGAL
. [S.l.], (Contra a Corrente), 1976. In-4.º (29x21 cm) de 42 p. ; B.
1.ª edição.
Interessante ensaio socio-político elaborado em pleno "Verão Quente" de 75 composto por dois estudos: O 'mandato do céu' do 1.º de Maio (de 10 de Março a 25 de Julho de 1975) e A formulação de um projecto de capitalismo burocrático neo-liberal (Agosto de 1975).
"Pensamos não ser descabido introduzir estes dois trabalhos, indicando, o sentido da sua inspiração original. A nossa preocupação, consistiu em apreender duas concepções coerentes sobre a situação portuguesa, e de dois projectos para a sua evolução, independentemente da eficácia executiva de cada um deles. O nosso trabalho cingiu-se ao significado de dois produtos intelectuais, mais do que às suas consequências ou mesmo condições de produção - qualquer problemática determinista é-nos alheia.
As duas concepções políticas que estudamos possuem a dupla característica de serem marginais no plano da eficácia em que se colocam, e de serem, no plano intelectual, não só compreensivas da situação em que se inserem, como constituírem todos coerentes. Que estas duas concepções coerentes tenham uma presença marginal é já um factor importante a ter em conta no contexto da cultura portuguesa; mas a razão determinante que nos moveu a interessarmo-nos por elas, foi que os seus conteúdos intelectuais constituem as primeiras análises feitas sobre a acção das massas populares desde o 25 de Abril de 1974. O seu interesse (sociológico) foi que a sua marginalidade lhes permitiu constituir-se com uma certa universalidade estrutural tal que a maior parte dos comportamentos, práticas e atitudes concretas surgem como variantes localizadas. [...]
O primeiro estudo é consagrado à montagem ideológica da produção jornalística de um grupo 'marxista-leninista', o "1.º de Maio; o segundo estudo tenta deduzir uma concepção, que nos parece evidente, de certo projecto político da 'equipa económica' do 4.º Governo Provisório. Trata-se de dois projectos complementyares e alternativos do que com má-fé se designará por recuperação das lutas sociais, e por boa-fé se dirá de estabilização das conquistas revolucionárias."
(Excerto da Apresentação)
Índice:
Apresentação |  I - O 'mandato do céu' do 1.º de Maio (de 10 de Março a 25 de Julho de 1975). II - A formulação de um projecto de capitalismo burocrático neo-liberal (Agosto de 1975). | Bibliografia | Conclusão sobre as novas formas de luta.
Artur J. Castro Neves (Porto, 1944-2014). "Nasceu em 1944, no Porto. Licenciou-se em Sociologia (1971) na Universidade René Descartes (Paris V - Sorbonne). Leccionou Antropologia Económica na Faculdade de Economia do Porto e no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Lisboa, de 1976 a 1978. Nos anos 80 trabalhou em Paris no sector cinematográfico. Em 1990 e 1991 colaborou no Secretariado Nacional para o Audiovisual, Presidência do Conselho de Ministros. Foi secretário-geral da Associação SCALE, integrada no Programa Comunitário MEDIA II, de 1991 a 1997. Em Setembro de 2001 integra o Grupo de Reflexão no quadro da "iniciativa convergência e regulação" aprovada em Conselho de Ministros. Foi consultor externo da RTP de Outubro de 2009 a Dezembro de 2010. Autor do livro Políticas Públicas e Reformas na Sociedade da Informação (Porto, Edições Afrontamento, 2006)."
(Fonte:  https://www.edicoesafrontamento.pt/collections/artur-castro-neves)
Exemplar brochado, policopiado, em bom estado geral de conservação. Capas algo manchadas.
Raro.
25€

24 fevereiro, 2025

MENDES, Adelino - TERRAS MALDITAS (campanha d'um reporter)
. Porto, Magalhães & Moniz, L.da - Editores, 1909. In-8.º (19 cm) de [8], 223, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de reportagens realizadas pelo autor em Trás-os-Montes, na zona do Douro vinhateiro, expondo ao país as condições de vida - pobreza e miséria - das populações locais.
"Em meiados de janeiro recebi de V. Ex.ª o encargo de ir ao Douro inquerir do viver do malaventurado povo que habita essa provincia. Procurei com todo o empenho dar no Seculo, em cartas successivas, a impressão aproximada de tudo quanto vi e observei. As minhas revelações tiveram o condão de commover o paiz inteiro; e de todos os lador surgiram donativos que foram enxugar muita lagrimas e minorar muita miseria nas Terras malditas por onde peregrinei quasi dois mezes, vivendo a vida amargurada do povo, recolhendo-lhe os queixumes, ouvindo-lhe as angustiadas narrativas da sua desgraça, soffrendo com elle e maldizendo, como elle maldiz, a raça damninha de politicos que o levou ao supremo abandono e quasi ao supremo desespero.
Foi ainda V. Ex.ª que me sugeriu a ideia de publicar as minhas cartas em volume. Acceitei-a, porque o inquerito do Seculo, assim archivado, ficará constituindo uma demonstração flagrante da vida primitiva, humilhante  semi-barbara, que neste desgraçado Portugal levam ainda em pleno seculo vinte muitos milhares de individuos. E ao colligir as minhas chronicas tive o cuidado de as não alterar, procurando conservar-lhe todo o caracter de reportagem feita a correr, quasi de afogadilho, e sem pretensões litterarias que só serviriam para estragar o assumpto.
Este livro não é, portanto, mais do que o diario impressivo d'um «reporter» que procurou levar honestamente a cabo a missão de que foi incumbido."
(Excerto do prólogo - Ao senhor Silva Graça)
Crónicas:
Ao senhor Silva Graça. | I - Regoa, 18 de janeiro. II - Regoa, 20 de janeiro. III - Regoa, 21 de janeiro. IV - Regoa, 22 de janeiro. V - Regoa, 26 de janeiro. VI - Regoa, 27 de janeiro. VII - Alijó, 29 de janeiro. VIII - Alijó, 30 de janeiro. IX - Alijó, 31 de janeiro. X - Alijó, 1 de fevereiro. XI - Alijó, 2 de fevereiro. XII - Alijó, 2 de fevereiro. XIII - Alijó, 4 de fevereiro. XIV - Alijó, 6 de fevereiro. XV - Sabrosa, 7 de fevereiro. XVI - Sabrosa, 8 de fevereiro. XVII - Alijó, 9 de fevereiro. XVIII - Sabrosa, 10 de fevereiro. XIX - Regoa, 13 de fevereiro. XX - Regoa, 14 de fevereiro. XXI - Regoa, 15 de fevereiro. XXII - Lamego, 17 de fevereiro. XXIII - Lamego, 18 de fevereiro. XXIV - Lamego, 21 de fevereiro. XXV - Lamego, 22 de fevereiro. XXVI - S. João da Pesqueira, 22 de fevereiro. XXVII - S. João da Pesqueira, 25 de fevereiro. XXVIII - S. João da Pesqueira, 1 de março. XXIX - Carrazeda de Anciães, 2 de março.
Adelino Lopes da Cunha Mendes (1878-1963). "Jornalista e escritor, nasceu na Freguesia do Reguengo do Fetal (Batalha), a 28-10-1878 e faleceu em Lisboa, a 26-08-1963. Era filho de João José Gomes Mendes e de Maria Vitória Lopes da Cunha. Depois de ter feito os Estudos Secundários em Leiria, iniciou a sua carreira de Jornalista em O Século, do qual veio a tornar-se Redactor principal, a partir de 1925. Publicou numerosos artigos e reportagens em jornais diários (Novidades, República, A Capital, Jornal de Notícias, O Século, etc), tendo participado com convicção e vigor em várias campanhas, destacando-se entre elas a Crise do Douro (1909), o Terramoto de Benavente (1910), a Revolução do 5 de Outubro (1910) e o Advento da República em Espanha. Ocupou os cargos de Redactor do Diário do Senado e de Arquivista Judicial da Boa Hora. Foi correspondente de guerra em França, em 1917. Foi correspondente de guerra em França,em 1917.
Obras principais: Terras Malditas (Campanha Dum Repórter), (1909); O Algarve e Setúbal, (1916); Cartas de Guerra (Janeiro a Abril de 1917), (1917); Ares de Espanha. Política, Figuras e Paisagens, (1930); A Esplêndida Viagem, (crónicas, 1945); «Um panteísta - Afonso Lopes Vieira», (In Memoriam 1878-1946), (1947)."
(Fonte: https://ruascomhistoria.wordpress.com/2018/07/14/quem-foi-quem-na-toponimia-da-batalha/)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

23 fevereiro, 2025

MACEDO, Dr. Francisco Ferraz de - OS MENDIGOS CRIMINOSOS. (Notas para uma monographia). Esboço concreto sociologico segundo os preceitos modernos. Pelo... (Todos os direitos reservados). Lisboa, Typ. da Papelaria Palhares, 1903. In-8.º (19 cm) de 47, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante ensaio sociológico sobre a caridade vs. a mendicidade e a criminalidade publicado nos alvores do século XX.
"Por essas terras dentro de Portugal, os individuos abastados, os grandes lavradores, ou os possuidores de grandes fortunas, quer ou não herdadas, costumam ter uma pousada, longe da sua habitação, destinada a recolher os mendigos volantes que por alli trajectam, ou mesmo que vivem a pedir esmola nas cercanias da dicta pousada, porém que vão pernoitar n'ella. Notarei que os ciganos vendilhões tambem teem por costume, ás vezes, utilisarem-se da mmesma pousada, sobretudo quando ha feiras a pouca distancia.
Um amigo meu, que morava em logar d'onde se avistava uma d'estas paragens mendicantes, convidou-me para assistir, sem ser percebido, a um dos espectaculos mais edificantes para a vida sociologica - ver a chegada dos mendigos e presencear as suas conversações confidenciaes -, Acceitei o convite quasi por condescendencia, em virtude de nem de longe fazer idéa dos quadros picarescos, entrelaçados de outros pavorosos, que se tinham de desenrolar aos meus olhos.
Era n'um domingo de verão. Pela tardinha é que começou a observação de que me vou occupar.
Tendo um esperto garoto por vigia, além de protegidos pela sombra e tronco de um castanheiro, fômos munidos de binóculos para melhor ver, porque a ampla alpendrada ficava a algumas dezenas de metros, e d'este ponto observamos a chegada dos mendigos, cujas occorrencias eram sufficientes para me indeminisar do trabalho que tive em lá ir."
(Excerto de Da hypocrisia dos mendigos)
Índice:
Da caridade em geral. | Da caridade sentimentalista. | Do falso proloquio da caridade. | Da caridade criteriosa, suas consequencias proximas e remotas. | Da população dos mendicantes profissionaes. | Das esmolas e fontes de esmoleres. | Das bases para a beneficiencia esmoler criteriosa. | Da origem de verdadeiros e falsos piedosos e de mendigos delinquentes. | Da hypocrisia dos mendigos. | Da prophylaxia ou dos meios para suspender a mendicidades criminosa.
Francisco Ferraz de Macedo (1845-1907). "Médico e antropólogo português. Formado em Farmácia e Medicina, Ferraz de Macedo dedicou-se desde muito cedo aos estudos antropológicos, com destaque para a osteologia, as mensurações antropométricas e a criminologia. Sem nunca alcançar a docência, ocupou o cargo de Diretor dos Serviços Antropométricos e Fotográficos do Juízo de Instrução Criminal de Lisboa já em final de vida.
A descrição detalhada e rigorosa da morfologia craniana do homem comum português levou-o a concluir, contestando a teoria de Cesare Lombroso (1835–1909), que o crânio do homem criminoso e do homem não-criminoso não diferiam e que não era possível identificar tipos de criminosos apenas pela capacidade craniana. O uso pioneiro de novas técnicas de medição e de análise estatística confere a Ferraz de Macedo um lugar central na história da Antropologia e Criminologia em Portugal."
(Fonte: https://www.museus.ulisboa.pt/pt-pt/node/641)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas ligeiramente oxidadas.
Raro.
Com interesse histórico e antropológico.
30€

03 fevereiro, 2025

CORDEIRO, Luciano -
A SCIENCIA DOS PEQUENINOS (carteira d'um pae).
Por... In recto decus. Lisboa, Typographia do Jornal - O Paiz, [1876?]. In-8.º (19x12 cm) de [14], 195, [1], IV, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Importante estudo oitocentista, pioneiro, sobre a Primeira Infância. Obra premiada no Congresso Internacional promovido pela Sociedade Protetora da Infância de Paris.
"Não ha de certo pessoa alguma medianamente pensadora que uma vez na vida, contemplando uma creança, deixe de sentir instinctivamente a gravidade afflictiva d'este problema:
«Que futuro se irá gerando n'esta existencia branda e virgem, passiva e lenta? n'esta cabecinha aberta a todas as idéas? n'este pequenino coração indefeso a todas as sensações? n'esta vida em branco que aguarda a luz ou as sombras que lhe queiram verter em cima?
Como se irá preparando um homem ou formando a mulher, n'esta creaturinha fraca, ignorante, inconsciente, indefesa?»
Os grammaticos de certas linguas convencionaram que a palavra creança fosse um substantivo feminino. A verdade porém é que indica uma substancia e não um sexo.
Que homem, porém, ou que mulher, se formarão d'esta substancia fragil, malleavel, limpida, informe; accommodaticia a todas as impulsões; franca a todas as idéas, facil a todos os habitos; absorvadora de todos os exemplos; prestadia a todas as forças, campo aberto a todo o cultivo, e, por conseguinte, a toda a devastação?
Toda a gente tem uma vez na vida occasião de fazer esta pergunta.
Todos conhecem uma certa somma de factos que podem responder a ella.
Sobretudo, todos deviam pensar n'este problema.
É o primeiro problema social.
Primazia chronologica e primazia moral.
Isto vê-se."
(I - Problema de todos os dias)
Luciano Baptista Cordeiro de Sousa (1844-1900). "Nasceu em Mirandela a 21 de Junho de 1844 e morreu em Lisboa a 24 de Dezembro de 1900. Escritor, historiador, político e geógrafo português, fez os seus primeiros estudos no Funchal, Ilha da Madeira, onde se fixou com a família. Licenciado em Letras em 1867, tornou-se professor de Filosofia e Literatura no Colégio Militar de 1871 a 1874. Foi diretor temporário do periódico Revolução de Setembro em 1869. Em 1875 fez parte da comissão encarregada do projeto de reforma do ensino artístico e formação dos museus nacionais. Fundador da Sociedade de Geografia de Lisboa, em 1876, desenvolveu neste âmbito uma extensa atividade. Desempenhou cargos governativos ligados ao ensino. Fundou a Revista de Portugal e Brasil e o jornal Comércio de Lisboa. Era filiado no Partido Regenerador e foi deputado pelo círculo de Mogadouro na legislatura de 1882-1884 e pelo de Leiria em 1884. Foi um administrador, em nome do governo, da Companhia dos Caminhos de Ferro da Zambézia, até à sua morte, tendo sido substituído neste posto pelo seu irmão, José Maria Cordeiro. Deve-se-lhe o impulso à propaganda africanista e ao movimento colonialista. Notabilizou-se pela acérrima defesa dos interesses de Portugal em África tendo ficado célebre a sua atuação quer no Congresso de Geografia Colonial que se realizou em Paris em 1878 quer na Conferência de Berlim em 1884. A sua extensa ação editorial conta com obras publicadas no campo da crítica literária, da história, das questões coloniais, da economia e da política."
(Fonte: www.geocaching.com)
Encadernação em tela decorada com frisos ondulados a ouro nas pastas e rótulos com título e nome na lombada. Conserva as capas originais.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível