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03 junho, 2026

SANTOS, Leandro Miguel dos - OS SINALEIROS DO MAR DA ERICEIRA. [Prólogo de José Caré Júnior]. [S.l.], Edição do Forum Ericeirense, Agosto 1994. In-4.º (24 cm) de [52] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Obra de homenagem aos "sentinelas do mar" - os Sinaleiros da Ericeira -, homens que vigiavam o mar em dias alterosos, e que conduziam os pescadores para o porto em segurança. O presente estudo explica o trabalho dos Sinaleiros, e inclui breves biografias dos mais conhecidos "vigias" ericeirenses.
Livro muito ilustrado com fotogravuras da Ericeira e do seu porto, e o retrato dos biografados.
"Este livro que ora se publica, vem, em nossa opinião, preencher uma falta na bibliografia marítimo-piscatória da Ericeira, concretamente, ao tratar da figura e a acção dos nossos sinaleiros do mar.
O autor não poupou esforços e tempo, para obter dados e fotos de diversos sinaleiros (alguns do século XIX), que desenvolveram a sua meritória e humanitária actividade em prol das vidas e bens dos pescadores locais (e não só).
A formação espontânea e a aquisição de conhecimentos por parte do sinaleiro para o exercício da sua missão, eram adquiridas através da observação do mar embravecido, hora após hora, dia após dia, e durante uma vida inteira.
Era este tipo de formação que lhes possibilitavam trazer a bom porto barcos e homens, através das vagas alterosas."
(Excerto do Prólogo)
"Finalmente se presta a justa homenagem a todos esses homens que, duma maneira tão nobre e voluntariosa, contribuíram para que os seus conterrâneos saíssem e chegassem sãos e salvos a bom porto - Os Sinaleiros.
Muito pouco existe documentado que descreva este trabalho geralmente feito por pescadores mais idosos. Idade de muita experiência e de ggrande sentido de responsabilidade. Todos os que tivessem os seus familiares no mar, era nesses momentos que mais sentiam que a vida dos seus dependia dessa nobre figura que era o Sinaleiro.
"Marcar o Mar" requeria toda essa experiência e coragem que, durante muitos anos, eles próprios na sua faina, foram adquirindo. Quantas vezes sentiram o medo e a angústia, de olhos postos naquele que, do alto do Forte da Guarda Fiscal, os mandava avançar com toda a força ou esperar com toda a calma, até que viesse um "raso". Em inúmeras e inúmeras situações de mar bravo o destemido pescador da Ericeira lá foi saindo ou entrando no porto, ajudado pelo Sinaleiro numa luta tão desigual entre a natureza embravecida e a sua velha experiência. Só os Sinaleiros poderão descrever o que é que sentiam naqueles momentos, sozinhos e isolados de tudo e de todos, tendo a enorme responsabilidade de trazer todos os pescadores a bom porto. Procurámos em documentos antigos, mas nada encontrámos sobre os Sinaleiros, talvez por estes homens não serem remunerados, o que recebiam era algum peixe, dado por aqueles que acabavam de salvar."
(Excerto da Introdução do autor)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
20€

22 outubro, 2025

FRANCO, A. Bento -
UM LIVRO DE "VISITAS E PASTORAIS" DA FREGUESIA DA ERICEIRA (1609-1752)
. Lisboa, [s.l. - Composto e impresso nas Oficinas Gráficas de Ramos Afonso & Moita, Lda - Lisboa], 1960. In-4.º (26x19 cm) de 26, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante estudo para a história da Inquisição na vila da Ericeira, e os usos e costumes dos seus habitantes, publicado em separata do Boletim Cultural - Junta Distrital de Lisboa : N.ºs 53-54 - Janeiro/Dezembro 1960 - II Série.
Ilustrado no texto com fac-símiles de documentos, e tabelas com a Relação dos Curas e Párocos e a Relação dos Visitadores.
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor. (O nome do destinatário foi suprimido).
"Não se trata de uma raridade, que a muitos desperte interesse, porque livros de «Visita» todas as freguesias os possuem e bastantes estarão arquivados, ficando, é certo, os que hoje existem, pelos muitos que se terão perdido. A análise, ainda que rápida, de um livro deste género é de interesse principalmente para a história das localidades e para o conhecimento dos usos e costumes passados e por isso nos metemos a desbravá-lo. [...]
Ajuízadas, de uma maneira geral e rápida, as características deste livro de «Visitas e Pastorais» e o esquema a que obedecia a sua ordenação, vamos procurar dar nota de mais alguns capítulos e passagens, que de qualquer modo possam excitar a curiosidade. Algumas dessas passagens poderão ter interesse pela forma de dizer, outras porque denotam hábitos e costumes, muitos dos quais hoje nos chocam, outros ainda, porque nos podem permitir completar algum juízo das transformações por que passou, a pouco e pouco, a Igreja de S. Pedro, até ao estado actual e também uma ou outra característica referente à vila."
(Excerto do Estudo)
António Bento Franco (1890-1960). "Nasceu na Ericeira, concelho de Mafra, numa terça-feira, dia 11  de Fevereiro de 1890. Em 1916 termina o curso de Medicina e nesse mesmo ano foi chamado a prestar  provas em nome do país como militar. Em 1918, e a convite de Sidónio Pais, dirigiu os  serviços de saúde na Azambuja como comandante militar e administrador, exerceu medicina  numa clínica particular em Lisboa (em Belém). Só em 1921 sua atividade foi exercida no  Hospital da Misericórdia da vila que o viu nascer, a Ericeira. Acumulava também o cargo de  Diretor das Termas de Santa Marta. Socialmente, fundou o Museu da Misericórdia e fez parte da Junta de Turismo de que  foi presidente até 1953. Pertenceu à Comissão de Restauração do Pelourinho e ainda à  Fundação do Cruzeiro. António Bento Franco era um médico de província, um género de  “João Semana” e aos mais carenciados não cobrava a consulta e ainda lhes facultava os  medicamentos gratuitamente. Bento Franco exerceu a sua profissão nas seguintes  freguesias: Ericeira, Carvoeira, Santo Isidoro e Encarnação. Estudou a etnografia da região  da Ericeira, nesta área deixou diversos trabalhos redigidos. Nas horas de lazer dedicava-se à  pintura a óleo, pintava igualmente aguarelas e desenhava a tinta–da–china; por exemplo,  pintou temas tão diferentes como “A Última Ceia” e o retrato do seu amigo Jaime Lobo e  Silva. Musicalmente, tocou, ao piano, algumas obras clássicas de diversos compositores, na  escrita notabilizou-se como poeta. António Bento Franco tem uma rua com o seu topónimo, a dita rua situa-se na  Encosta da Franca. Bento franco destacou-se pela sua dedicação à comunidade. Além da rua  possui o seu nome numa Escola Básica no concelho de Mafra, o estabelecimento de ensino  foi inaugurado a 1 de Outubro de 1984, mas só em 1997 a escola obteve o nome do ericeirense António Bento Franco. O humanista faleceu no dia 30 de dezembro de 1960."
(Fonte: https://www.aeericeira.net/antonio-bento-franco-biografia/)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Invulgar.
15€

24 fevereiro, 2022

GANDRA, Manuel J. - O FALSO D. SEBASTIÃO DA ERICEIRA E O SEBASTIANISMO.
[Coordenação de]...
Mafra, Câmara Municipal de Mafra, 1998. In-4.º (24x19 cm) de 399, [1] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Importante estudo sebástico sobre um falso D. Sebastião - Mateus Álvares de seu nome - que chegou a reclamar o trono português. A história acabou mal... para o "monarca" da Ericeira.
Publicação cuidada, muito ilustrada ao longo do texto com a reprodução de retratos, pinturas, gravuras e estampas, documentos e portadas de livros.
"Ensaiar uma síntese dentro dos limites do atual estádio do nosso, apesar de tudo, fruste conhecimento do fenómeno sebástico pode ser entendido como atitude precipitada, pois quase tudo nele são clareiras e áreas mal exploradas. A forma parcial e preconceituosa como têm sido
realizados o arrolamento e a interpretação das suas origens, metamorfoses e contextos marginais não permite ainda empreender essa magna tarefa que o tema urgentemente solicita.
O escorço que ora se submete à apreciação do público (o qual não abarca senão uma parcela dos resultados da prolongada investigação já efetuada) revelará, decerto, aspetos desconhecidos ou, quando muito, simplesmente dispersos, revendo igualmente algumas das teses consagradas, à luz de uma hermenêutica contextualizada das fontes e tradições e de uma reavaliação desmi(s)tificadora de corporativismos anti sebásticos primários.
No que concerne ao episódio de Mateus Álvares, o falso D. Sebastião da Ericeira, é esta a primeira vez que merece a abordagem global que lhe é dedicada. Além do ensaio de Sebastião Diniz, que esclarece algumas das contradições e vícios que têm inquinado o caso, são reunidas diversas obras literárias demonstrativas de quão profundamente mergulham ainda as suas raízes, bem assim como um conjunto de documentos, dos quais um inédito do Arquivo Geral de Simancas, que passam a constituir o acervo mais sistemático disponível."
(Excerto da introdução - Justificação Prévia)
Índice:
Nota do Presidente da Câmara Municipal de Mafra. | Justificação Prévia. | Joaquim de Fiore, Joaquinismo e Esperança Sebástica. | O Milénio Português - Itinerários, iconografia e notas bio-bibliográficas Sebástico-Sebastianistas. | Mateus Álvares, Eremita e Rei - Da Ilha Terceira à Ericeira. | Anexos Documentais: Anexo I - Traslado de um extracto de uma carta do Marquês de Santa Cruz para Cristobal de Sottomayor sobre a prisão e morte do eremita [Mateus Álvares de S. Julião (Ericeira)], que se fez passar pelo Rei D. Sebastião. Anexo II - O Provedor e Irmãos da Santa Casa da Misericórdia de Sintra deliberam que a bandeira da Santa Casa acompanhe os enterros dos revoltosos justiçados em Mafra, Ericeira e Carvoeira. Anexo III - Carta de perdão geral concedido aos rústicos do termo de Sintra. Anexo IV - Segunda Parte de la Historia General del mundo. Anexo V - Discvrso da Vida do Sempre Bem Vindo, e Apparecido Rey Dom Sebastiam. Anexo VI - Avisos de Ceo, Sucessos de Portugal: De dois que se fingiram ser el-rei D. Sebastião, um na Ericeira, e outro em Penamacor. Anexo VII - Miscelânia Curiosa de Sucessos Vários. Anexo VIII - Memorial. Anexo IX - Portugal cuidadoso, e lastimado com a vida e perda do Senhor Rey D. Sebastião. | Obras literárias: Alberto Pimentel - O Rei da Ericeira; José Patrocínio Ribeiro - O Rei da Ericeira : Romance Histórico; Ferreira Deusdado - D. Sebastião da Vila da Praia; Vitalino Miranda - A História da Ericeira em Verso; Salinas Calado e A. Bento Franco - Ti Ana Rainha; José Jorge Letria - A Paixão e Morte de Mateus Álvares. | Subsídios para a Bibliografia de Mateus Álvares.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Com interesse histórico.
Invulgar.
35€

08 setembro, 2020

PEREIRA, G. - A VILLA DA ERICEIRA. Lisboa, Typographia do Dia - 7, Calçada do Cabra, 7, 1903. In-8.º (22,5 cm) de 28 p. ; B.
1.ª edição.
Rara monografia sobre a Ericeira, castiça vila piscatória do concelho de Mafra. Inclui lista com o nome dos Banheiros da Praia do Sul e da Praia do Norte, bem como as impressões do autor acerca destes últimos e das praias por eles vigiadas.

Contém ainda o nome dos faróis que existem nas proximidades da Ericeira.
"Os caminhos mais seguidos para ir á Ericeira são os que partem de Mafra e Cintra; este o mais frequentado. A estação do caminho de ferro de Cintra está pittorescamente aconchegada na base do alteroso monte granitico, rochedos pardos entre manchas de vegetação verde esccura, coroado pelas torres e quadrellas mouriscas terminadas na fina grega de ameias. D'aqui partem os carros para a villa, para Collares e Ericeira.
Começa logo a descida, passa-se uma ponte; termina de subito a invasão das construcções modernas, e definem-se as modestas casas saloias da moda velha. [...]
E nada da Ericeira; para esse lado, a quem vem de Mafra nem uma casa, nem uma torre de egreja, mostra a villa; porque ella está no grande socalco da ribamar; quasi ao terminar a ladeira surge a casaria branca alastrada, projectando se sobre o oceano."
(Excerto A villa da Ericeira)
"Uma legua ao noroeste de Mafra será escusado lembrar que havia então leguas pequenas, e leguas da Póvoa), tres ao sudoeste da villa de Torres Vedras, e sete ao Sul de Peniche, tem seu assento a villa da Eryceyra, a quem banham pela parte do occidente as salgadas e ceruleas aguas do cubiçoso Oceano, que a faz abundante de bom pescado e excellente marisco, especialmente eyriços, donde a villa tomou o nome, o que approvam suas armas, que são um eyriço em campo branco."
(Excerto de Da villa da Eryceyra, do Pe. António Carvalho da Costa)
Matérias:
A villa da Ericeira. | Da villa da Eryceyra. | O rei da Ericeira. | Antiguidades romanas e medievaes. | A costa.
Gabriel Victor do Monte Pereira (Évora, 1847 - Évora, 1911). "Foi um conservador e director da Biblioteca Nacional. Possui uma escola secundária com o seu nome em Évora. Era filho de António Pereira da Silva, professor no liceu de Évora, e de Luísa do Monte Pereira descendente de uma antiga família de lavradores eborenses. Frequentou a Escola Politécnica de Lisboa e a Escola Naval. Entre 1888 e 1902 foi conservador e director da Biblioteca Nacional. Desempenhou também o cargo de Inspector das Bibliotecas e Arquivos. Apaixonado pela história e a arqueologia, encontrou em Évora um conjunto de fundos bibliográficos e arquivísticos assim como um vasto espólio arqueológico de suporte ao seu trabalho enquanto erudito. Dirigiu, juntamente com Enrique Casanova, a revista de arqueologia A Arte Portuguesa (1895). Traduziu do latim os grandes escritores gregos e romanos, nomeadamente Estrabão e Plínio, que caracterizaram a geografia da Península Ibérica. Estas obras constituem ainda hoje uma fonte importante para o exercício da arqueologia.
Uma das suas obras mais conhecidas, Estudos Eborenses, constitui uma importante referência para a história da cidade de Évora. Para além de estudos históricos produziu algumas obras integradas no género «literatura amena», que na terminologia oitocentista designava a literatura ligeira em forma de conto ou romance."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e etnográfico.
30€

20 agosto, 2020

O EMBARQUE : um dia na História de Portugal. Prefácio: D. Duarte, Duque de Bragança. Apresentação: João Marques de Almeida (Tibúrcio). Introdução: Jorge de Morais. Selecção e Notas: Manuel J. Gandra. [Ericeira], Acontecimento : Estudos e Edições, Ldª., [1992]. In-8.º (21 cm) de [4], 299, [1] p. ; il. ; B.
"Este livro é o mais completo trabalho documental, escrito e iconográfico, publicado até ao momento sobre este tema: o embarque da família real para o exílio." (wook).
Conjunto de testemunhos e depoimentos de personalidades que, directa ou indirectamente, estiveram envolvidos na fuga da Família Real para o exílio, a partir da Ericeira, rumo a Gibraltar.
Livro ilustrado ao longo das páginas do texto com desenhos e fotogravuras, bem como fac-símiles de missivas e correspondência relacionada com o assunto, na sua maioria em página inteira.
"O primeiro drama político da República foi, sem dúvida, o golpe por definição antidemocrático que lhe deu vida.
Recordemos que até à véspera do 5 de Outubro de 1910 o partido republicano não conseguira conquistar mais do que 7% do Eleitorado nacional.
Decidiu-se, então, pelo golpe... numa das mais liberais e democráticas monarquias da época. O embarque da Família Real, na Ericeira, foi, por outro lado, o primeiro drama humano (agravado alguns dias depois pelo decreto do Governo Provisório da República de proscrição para sempre da Família de Bragança) da implantada República.
Este livro é assim um testemunho de dois dramas."
(Excerto do Prefácio)
Índice:
Prefácio. | Apresentação. | Introdução. | I - Aires de Sá. II - Francisco Maria Pino da Rocha. III - D. Tomás de Mello Breyner. IV - José de Azevedo Coutinho. V - José Tomás. VI - Júlio Ivo: Inquérito feito em Mafra: Inquérito feito na Ericeira. VII - Tomás Joaquim de Almeida. VIII - Patrocínio Ribeiro. IX - José Jacob Bensabat: A verdade dos factos. X - José Camarate Carrilho. XI - Hilário dos Santos Pereira. XII - D. Manuel II. XIII - António Serrão Franco. XIV - João Jorge Moreira de Sá: Aclarando a verdade. XV - D. Amélia: Entrevista de Leitão de Barros à Rainha D. Amélia.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
25€

18 novembro, 2015

QUINTO, Amândio - A LENDA DOS RIOS GÉMEOS : Lizandro e Sizandro. [Prefácio do Dr. Luís Arriaga]. [S. l.], [s.n. - imp. Locape - Artes Gráficas, Lda., Mafra], 2010. In-8.º (21cm) de 32 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Valorizada pela extensa e emotiva dedicatória autógrafa do autor.
Bonita e despretensiosa edição, ilustrada a p.b. e a cores, sobre a lenda que deu o nome aos rios Lizandro e Sizandro.No final, inclui a lista de povoações e lugares banhados pelos rios no seu percurso até à foz.
Trata-se de uma novela histórica, nas palavras do prefaciador, "é um pequeno romance que se lê ávidamente numa hora. Direi mesmo que é um delírio épico! É uma viagem que me fascina porque, com indindável imaginação, tece uma intrincada teia que junta investigação histórica, um roteiro geográfico, heróis saídos de séculos longínquos, inspiração, romantismo e tudo sem que se quebre o encantamento de uma história que aborda um general da Grécia antiga, dois rios que fazem o seu percurso por terras lusitanas..."
                                       ...............................
"Quatro séculos e tal antes de Cristo, existiu na Lacedemónia, famosa cidade da Grécia antiga, onde nasceu e parte da vida viveu, um despótico e temível general. LISANDRO. Assim sechamava, e assim se escrevia e escreve ainda, com S e não com Z, o nome daquele general espartano, que passou à história com uma história de triste celebridade."
(1.ª parágrafo do texto)

Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

24 março, 2012

O EMBARQUE : um dia na História de Portugal. A Família Real parte da Ericeira em Outubro de 1910. Prefácio: D. Duarte Nuno, Duque de Bragança Apresentação: João Marques de Almeida (Tibúrcio). Introdução: Jorge de Morais. Selecção e Notas: Manuel J. Gandara. Ericeira, Edição de O Acontecimento/Ericina, 1990. In-4.º (24 cm) de 213, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Obra com interesse histórico, reúne relatos e depoimentos dos intervenientes na partida da Família Real para o exílio, momento que marcou o final da Monarquia e o início da I República.
Ilustrada com inúmeras fotografias a p.b. reproduzindo gravuras e fac-símiles de correspondência de D. Manuel II.
“Na luta contra os espanhóis D. João IV, segundo Duque de Bragança, foi o Rei desejado. Três séculos mais tarde, depois do regicídio, a República obriga os seus descendentes a sair do País. Das praias da Ericeira partiram, nesse dia da História de Portugal, o Rei D. Manuel II, o Infante D. Afonso e as Rainhas D. Amélia e D. Maria Pia. Este livro reúne os relatos frios ou apaixonados desse acontecimento.”
(João Marques de Almeida 'Tibúrcio')
Testemunhos: I – Aires de Sá; II – Francisco Maria Pinto da Rocha; III – D. Tomás de Mello Breyner; IV – José de Azevedo Coutinho; V – José Tomás; VI – Júlio Ivo (inquérito feito em Mafra; inquérito feito na Ericeira); VII – Tomás Joaquim de Almeida; VIII – Patrocínio Ribeiro; IX – José Jacob Bensabat (A Verdade dos Factos); X – José Camarate Carrilho; XI – Hilário dos Santos Pereira; XII – D. Manuel II; XIII – António Serrão Franco; XIV – João Jorge Morais de Sá; XV – D. Amélia; Derradeira entrevista da Rainha D. Amélia.
Bom exemplar.
Ex-libris de posse na f. guarda anterior.
Muito invulgar.
Indisponível