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27 fevereiro, 2026

MONIZ, Manuel Carvalho -
O MÓVEL POPULAR NO ALENTEJO
. [S.l.], Câmara Municipal de Évora, 1998. In-8.º (21x15 cm) de 67, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante subsídio histórico acerca do mobiliário rústico alentejano.
Ilustrado com 8 desenhos de peças mobiliário em outras tantas páginas.
"Qualquer estudo sociológico sobre o viver quotidiano do Homem e da Mulher constata que, desde tempos remotos, procuraram arranjar a sua habitação.
Desde que o Homem abandonou a exclusividade da pastorícia e da vida nómada, fixando-se com permanência, à Terra, procurou a "sua casa" e que nela existissem as melhores condições de habitabilidade.
Por isso necessitou do Móvel e quando na realidade conseguiu o mobiliário obteve uma conquista importante e significativa para a sua melhor existência, para o seu mais confortável dia a dia. [...]
Por isso este nosso estudo tem de ser baseado, fundamentalmente, na busca e pesquisa, na recolha e exame das peças de mobiliário rústico que conseguimos encontrar e nos inquéritos e informações obtidos no diálogo com muitos homens e mulheres do povo e ainda com artesãos locais dos "trastes" das aldeias e dos montes do nosso Alentejo."
(Excerto de I - O Móvel Popular)
Índice:
1 - O Móvel Popular. 2 - O Carpinteiro Alentejano. 3 - O Carpinteiro Mouro Eborense. 4 - Os Móveis Alentejanos: 4.1 Os Móveis de Guardar: As Arcas, Os Armários, As Cantareiras, As Cantoneiras, As Estanheiras, Os Almoxarifeiros, Os Copeiros; 4.2 - Os Móveis de Sentar e Comer: A Cadeira, o Cadeirão, o Canapé, o Banco, o Mocho, a Tripeça, a Mesa; 4.3 - Os Móveis de Dormir: A Cama; 4.4 - As Cadeiras de Aloendro. 5 - A presença Estética da Cadeira. 6 - A Sociologia da Cadeira | Bibliografia | Breve Biografia do Autor.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
25€

07 novembro, 2021

MONIZ, Manuel de Carvalho - DA ARTE POPULAR ALENTEJANA.
IV. Os papéis recortados. [Por]... Da Associação dos Arqueólogos Portugueses
. Guimarães, [s.n. - Oficinas Gráficas da Companhia Editora do Minho - Barcelos], 1966. In-4.º (23 cm) de 15, [1] p. ; il. ; B. Separata da «Revista de Guimarães» - Vol. LXXVI, 1966
1.ª edição independente.
Interessante subsídio etnográfico sobre os papéis recortados, conhecida arte alentejana utilizada para enfeitar doçaria, sobretudo a conventual.
Livrinho ilustrado com 6 figuras exemplificativas distribuídas por 4 páginas.
"Não podemos escrever algo sobre o papéis recortados na arte popular alentejana ser recordar os executados nos conventos de freiras e, particularmente, os dos conventos eborenses.
Os papéis recostados alentejanos estão intimamente ligados à doçaria conventual eborense e esta notabilizou-se de tal maneira que ainda hoje, passados dezenas de anos após o encerramento das casas religiosas, Évora recorda o bolo de Santo Agostinho, do convento de Santa Mónica... [...]
Era hábito local em certos dias festivos, por cortesia, amizade e consideração, mandar presentes às pessoas mais categorizadas ou a quem se desejava agradecer algum serviço prestado. Então as caixas, travessas, bocetas ou tabuleiros enchiam-se de doces e enfeitavam-se com papéis recortados, cuja composição era fértil de imaginação, segundo a habilidade e espírito engenhoso da artista que os executava.
Isto porque, é bem certo, «o prazer de manjar não dispensa o requinte do adorno» e só o sossego do espírito e a paciência verdadeiramente beneditina das freiras eram capazes de executar no papel arrendado tão subtil beleza, como aqueles que encontramos nos tão célebres «papéis picados» dos conventos de Évora.
Destinavam-se, como já referimos, esses artísticos papéis a enfeitar as travessas, os cestinhos e os pratos de doces. Variavam muito quanto ao formato e às dimensões. Assim, eram rectangulares quando tapavam o típico «porquinho» ou a «bacorinha afilhada» com seus «farropos» mamando, ou a tão característica e saborosa «lampreia». Eram redondos se fechavam os cestinhos de renda, ovais ou em forma de peixe, chispe ou presunto.
Para a sua execução utilizam o papel fino, de seda, e como instrumento único a tesoura."
(Excerto do texto)
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Sem registo na Biblioteca Nacional (BNP).
15€

12 outubro, 2021

ELIAS , Herculano - TÉCNICAS TRADICIONAIS A CERÂMICA DAS CALDAS DA RAINHA
. [S.l.], Património Histórico - Grupo de Estudos, 1996. In-4.º (24 cm) de 31, [1] p. ; il. ; B. Colecção «Testemunhos», 1
1.ª edição.
Interessante monografia sobre Herculano Elias, conhecido artífice das Caldas, e o trabalho que desenvolveu ao longo de décadas numa zona conhecida pela olaria e faiança de autor.
Livro impresso em papel de superior qualidade, ilustrado com fotografias a cores da oficina de trabalho, alfaias e diversas peças de faiança/olaria.
Tiragem: 600 exemplares.
"Herculano Elias é um ceramista caldense que intentou  passar ao papel a memória que conserva dos procedimentos e técnicas correntes na olaria e na faiança caldenses anteriores às grandes transformações industriais dos anos 50 deste século. Nascido em 1932, numa família com estreitíssimas ligações à actividade cerâmica, o jovem Herculano recebe na oficina de seu avô, de quem também herdou o nome, o baptismo do barro.
Herculano Elias presta-se aqui a descrever-nos os modos de fazer adoptados nas olarias e nas oficinas de faiança caldense do tempo da sua juventude. Na sua maior parte, as práticas que indica observou-as directamente, utilizou-as pessoalmente ou testemunhou os seus resultados."
(Excerto da Nota Prévia)
Matérias:
Nota Prévia. | Introdução. | As oficinas (fábricas) de Olaria. | As oficinas (fábricas) de Faiança. | O barro para a Olaria. | O barro para  Faiança. | Técnica da olaria - para começar o trabalho na roda de oleiro. | Faianças. | Moldes. | Fornos. | Cor do fogo. | O mobiliário para a enforma. | Técnica das caixas em refractário. | Técnica da enforma. | Combustível. | Queima de chumbo. | Vidrados. | Técnicas de decoração na Olaria. | Técnicas de decoração da Faiança. | Verguinha. | Miniaturas em barro. | Comercialização. | Nota final. | Glossário.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

26 julho, 2015

EXPOSIÇÃO DE CRISTOS POPULARES - Comemorações do VII Centenário da Reconquista Cristã da Cidade de Évora. 15 de Maio - 15 de Junho de 1966. Évora - Palácio de D. Manuel. Évora, [s.n.], 1966. In-4º (23,5cm) de [20] p. ; [20] p. il. ; B.
1.ª edição.
Catálogo ilustrado com 20 estampas extratexto, representando outros tantos Cristos crucificados.
"Tempos houve, pelo menos cá no Alentejo, em que as noivas incluíam no mobiliário do seu lar em início o que chamavam a mesa do Senhor. Era uma pequena mesa simples, mais ou menos rústica, sobre a qual modestamente se entronizada um Cristo crucificado. Quem fazia estes Cristos? Um carpinteiro, um marceneiro, um curioso ou jeitoso qualquer da localidade, aliás já especializado em fazer Cristos. Os seus Cristos pareciam-se todos uns com os outros, marcados por certos pormenores ou a configuração geral.
Assim se multiplicaram os Cristos pelo Alentejo. Mas não só o Alentejo e sim Portugal inteiro se povoou de Cristos pela fé de outrora: Cristos em todos os estilos e de todas as matérias, desde os Cristos de marfim dos mais ricos oratórios de pau-santo aos Cristos de pinho ou castanho das mais humildes mesas do Senhor. Entre estes Cristos pobres - ousaremos dizer mais cristãos? - se encontram, sem dúvida, algumas das mais expressivas e originais peças da nossa escultura popular. Espalhados por todo o país, como já notamos, grande é a sua diversidade, e nem sempre será fácil reduzir o seu popularismo a caracteres perfeitamente definidos e rigorosos."
(excerto da introdução, Escultura popular de Cristo crucificado)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

01 junho, 2012

CARDOSO, Carlos Lopes - SANTO ANTÓNIO E AS ALMINHAS POPULARES. Lisboa, [s.n. - Comp. e imp. por Ramos, Afonso &Moita, Lda.], 1981. In-4.º (26cm) de 19 p. ; [12] p. il. ; il. ; B. Separata do Boletim Cultural da Assembleia Distrital de Lisboa, III Série - N.º 87 - 1.º tomo - 1981.
"Além do seu culto religioso, as alminhas interessam como documentos da arte popular. Na ingenuidade do desenho, na policromia viva das tintas, na repetição de certas características iconográficas..."
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€