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03 dezembro, 2023

MENDONÇA, Henrique Lopes de - PORTUGAL CONTRA A ALEMANHA. Por... Professor de história na Escola de Belas Artes. 9.ª Secção : Portugal na História. Lisboa, Pedro Bordallo Pinheiro : Livraria Profissional, [1917]. In-8.º (14x9,5 cm) de 64 p. ; B. Col. Os Livros do Povo, 31
1.ª edição.
Interessante trabalho publicado na estimada colecção "Os Livros do Povo" pouco tempo após a declaração de guerra da Alemanha a Portugal, precedendo a nossa entrada no conflito.
"Ocorre naturalmente perguntar: quais os interesses de Portugal, afectados pelo conflito?
Pódem êles distribuir-se em três espécies:
1.º Interesses de política internacional;
2.º Interesses de política geral;
3.º Interesses de ordem moral.
Claro que esta classificação, como se vai vêr, não tem um absoluto valôr discriminatório. As duas primeiras espécies abrangem interesses que, em rigôr, se poderiam integrar na última, ao passo que esta não exclue de todo os fenómenos materiais, sempre conjugados com os preceitos da lei moral.
Entretanto, por falível que seja, a classificação proposta servirá para metodizar a nossa exposição, especialmente dirigida aos espíritos menos familiarizados com as sciências históricas e políticas.
Nésta exposição, que explica e justifica a intervenção de Portugal, apoiarnos-êmos principalmente em deduções racionalmente tiradas da nossa situação no  mundo, á mingúa de uma documentação completa, que só poderia fornecer-nos o texto autorizado dos papeis diplomáticos."
(Excerto de II - Situação de Portugal perante a guerra)
Índice:
I - Origens da guerra. II - Situação de Portugal perante a guerra. III - Interesses de política internacional. IV - Interesses de política geral. V - Interesses de ordem moral.
Henrique Lopes de Mendonça (1856-1931). "Escritor, poeta, dramaturgo historiador, cuja obra se insere no neo-romantismo português, foi também professor da Escola Naval e da Escola de Belas Artes de Lisboa, presidente da Academia das Ciências e um dos fundadores da Sociedade Portuguesa de Autores, em 1925." 
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.

Com interesse histórico.
Indisponível

11 maio, 2015

MENDONÇA, Henrique Lopes de - SUBSÍDIOS PARA A BIOGRAFIA DA INFANTA SANTA JOANA. Por... Sócio efctivo. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1919. In-8.º (22,5cm) de 14, [2] p. ; B.
Academia das Sciencias de Lisboa. Separata do «Boletim da Segunda Classe», volume XII
1.ª edição independente.
Muito valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
"Ao trilhar com a maior cautela um caminho perigoso de hipóteses e deduções, começo por declarar a minha fé absoluta na intemerata pureza da Infanta, que da Igreja mereceu as honras da beatificação. Não quero que se me atribuam propósitos difamadores, que tendam a emurchecer as flores da sua corôa de glória. Por santa a aceito da Igreja, mas nem por isso julgo que o contágio das suas virtudes bastasse para lustrar as almas pecadoras, através das quais perpassou nêste vale de lágrimas. Nem mesmo faço à sua memória a injuria de supôr que o demónio desdenhasse a sua bela alma para campo honroso de porfiadas lutas, e qua para o seu logar no agiológio fosse conquistado sem assinaladas vitórias contra o aguerrido exército das paixões."
(excerto do texto)
Henrique Lopes de Mendonça (1856-1931). "Escritor, poeta, dramaturgo historiador, cuja obra se insere no neo-romantismo português, foi também professor da Escola Naval e da Escola de Belas Artes de Lisboa, presidente da Academia das Ciências e um dos fundadores da Sociedade Portuguesa de Autores, em 1925."
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Etiqueta numerada na capa; carimbos (2) de biblioteca na f. rosto.
Invulgar.
Indisponível

11 maio, 2014

A MARSELHEZA E A PORTUGUEZA. Em portuguez e em francez. [S.l.], [s.n.], [189-]. In-8º grd. (21,5cm) de 8 p. ; B. Canções Revolucionarias
1.ª edição.
Curioso opúsculo de pendor patriótico, publicado na última década do século XIX. Contém a letra de duas canções revolucionárias: o Hino Nacional Francês - A Marselhesa -, e aquele que viria a ser o Hino Nacional Português - A Portuguesa -, nas suas línguas originais, e com as respectivas traduções para francês e português.
Relativamente à canção A Portuguesa, o poema original, da autoria de Henrique Lopes de Mendonça, é composto por três partes, cada uma delas com duas quadras (estrofes de quatro versos), seguidas do refrão, uma quintilha (estrofe de cinco versos). É de salientar que, das três partes do poema apenas a primeira parte foi oficializada como o Hino Nacional Português, sendo usado em cerimónias oficiais, sendo as outras duas partes praticamente desconhecidas já que não constam da versão oficial do Hino Nacional.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, com defeitos, sobretudo na contracapa.
Raro.
Peça de colecção.
Indisponível

25 dezembro, 2012

MENDONÇA, Henrique Lopes de - TRADIÇÃO MARÍTIMA DE PORTUGAL. Conferência pronunciada a bordo do cruzador «Adamastor», no dia 5 de Novembro de 1915, por Henrique Lopes de Mendonça, capitão de mar e guerra reformado. Lisboa, Imprensa Nacional, 1915. In-8º (22,5cm) de 22, [2] p. ; B.
“Estamos a bordo de um navio cuja existência atesta o patriotismo dos portugueses, construído como foi à custa de uma espontânea subscrição nacional. Há-de êsse patriotismo ter desfalecências, quando se trata de  levantar aos olhos do mundo uma grande memória? Não o creio. O nome de Adamastor, dado a êste navio, prova que as grandes tradições, quer sejam históricas, quer poéticas, são sempre invocadas para alentar os espíritos e levantar os corações. […] Os portugueses precisam recordar a sua vitória sobre o Adamastor do passado para encararem sem medo todos os Adamastores do futuro.” (excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas com defeitos. Assinatura possessória coeva na capa.
Raro.
10€

12 julho, 2012

REGO, Leotte do - MARINHAS. [Prefácio de Henrique Lopes de Mendonça]. Lisboa, Typ. da Livraria Ferin, [1906]. In-8º (18cm) de [4], IV, [2], 196 p. ; il. ; B.
Ilustrado no texto com fotografias a p.b.
"N'esta vistosa esquadrilha, que voga a pandas velas pelos tormentosos mares da litteratura, tomou já ha annos logar o sr. Leotte do Rego, e dá brilhantes mostras de arrojo e pericia na perigosa travessia. Linguagem desataviada e singela, como cumpre a um marinheiro affeito ao laconismo energico das vozes de commando; verdade flagrante na narrativa; simples dramatização de assumptos simples; calor communicativo de sensibilidade e de patriotismo; relances de vigor, que recordam haver sempre no viver maritimo algo de epopea e de tragedia; eis as qualidades que reçumam dos pequenos episodios postos a publico pelo illustre official da armada."
(excerto do prefácio)
Jaime Daniel Leote do Rego (1867-1923). "Nasceu em Lagos a 1 de Dezembro de 1867 e morreu em Lisboa a 26 de Julho de 1923. Fez o curso da Escola Naval alcançando o lugar de contra-almirante. Serviu em Moçambique e São Tomé, neste último como Governador. Implantada a República foi eleito deputado entre 1915 e 1919, por Lisboa Ocidental e, em 1922, por Angola. Durante a Revolução de 14 de Maio de 1915, chefiou a divisão naval que se revoltou contra o governo de Pimenta de Castro. Foi um dos maiores defensores da participação portuguesa na Grande Guerra, pertenceu à Maçonaria, tendo sido iniciado em 1912 na loja Elias Garcia com o nome simbólico de Pêro de Alenquer*."
*Na foto lateral (no livro, colocada entre a f. rosto e a f. dedicatória, em página inteira) podemos apreciar o Pêro de Alenquer, "navio-fetiche" para Leote do Rego, de que viria a aproveitar o nome para seu na maçonaria.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Defeitos na lombada.
Raro.
Indisponível

31 janeiro, 2011

MENDONÇA, Henrique Lopes de - CAPA E ESPADA. Lisboa, Portugal-Brasil, [1922]. In-8º 331, [1] p. ; E.
1ª edição.
Encadernação em percalina verde, com ferros a ouro na lombada; conserva guardas de brochura; assinatura de posse datada no anterrosto; assinatura de posse no rosto.
Bom exemplar.
10€

16 janeiro, 2011

MENDONÇA, Henrique Lopes de - A ALMA DO TRINCA-FORTES. Lisboa, Portugal-Brasil, [192-]. In-8º XIX, 243, [1] p. ; B.
1ª edição.
Estudo Camoniano.
Bom exemplar.
Invulgar.
10€