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05 abril, 2025

AMZALAK, Moses Bensabat -
O ECONOMISTA JOSÉ ACCURSIO DAS NEVES.
I Bibliografia [II Doutrinas Económicas]. A Economia Política em Portugal. 2 vols in-4.º (25x16,5 cm) de 13, [1] p. (I) e [2], 44, [4] p. (II) ; B.
1.ª edição.
Ensaio com interesse histórico e biográfico para melhor conhecer e interpretar a acção e percurso de José Acúrsio das Neves (1766-1834), "político, magistrado, historiador, ensaísta e pioneiro dos estudos sobre a economia portuguesa, e precursor do industrialismo em Portugal.
Invulgar conjunto (em 2 volumes) - é tudo quanto foi publicado.
"José Accursio das Neves foi um dos mais notáveis economistas portugueses dos princípios do século passado.
A sua biografia é em síntese a seguinte:
Nasceu no lugar de Cavaleiros, perto da antiga vila de Fajão, no distrito de Coimbra, a 11 de Dezxembro de 1766, faleceu no lugar de Sarzedo, do concelho de Arganil, em 6 de Maio de 1834. Era filho de António das Neves Sêco e de D. Josefa Gomes da Conceição. Tendo concluído com aproveitamento e distinção o curso de direito na Universidade de Coimbra, fêz a sua leitura do Desembargo do Paço em 1795, e foi despachado juiz de fora da cidade de Angra, na Ilha Terceira, onde depois de acabado o tempo dessa comissão passou a exercer o cargo de Corregedor.. Nos Açôres permaneceu até fins de 1807, em que regressou ao continente, e, sobrevindo a invasão francesa, foi viver algum tempo no lugar de Sarzedo do concelho de Arganil, onde possuía os bens que havia herdado de seus pais."
(Excerto de I - Bibliografia - Biografia)
"José Accursio das Neves foi um economista individualista à maneira de Adão Smith e João Baptista de Say. As suas doutrinas ressentem-se da reacção operada sôbre a geração dos fisiocratas que em Portugal teve a sua principal representação na plêiade ilustre que colaborou nas Memórias Económicas da Academia Real das Sciências. Para o provar basta a sua afirmação categórica e exclusivista «a industria he sómente que póde salvar-nos, porque só ella dá riqueza, base principal da força, e prosperidade dos povos»."
(Excerto de II - Doutrinas Económicas)
Moses Bensabat Amzalak (1892-1978). "Professor de Economia e Reitor da Universidade Técnica de Lisboa. Publicou mais de trezentos trabalhos. Presidente da Academia das Ciências de Lisboa e da Associação Comercial de Lisboa. Administrador do jornal O Século e da SACOR. Presidente da Comunidade Israelita de Lisboa (1927-78). Recebeu a Legião de Honra francesa e também a Ordem do Império Britânico."
Exemplares em brochura, por abrir, bem conservados. Segundo volume apresenta capas manchadas.
Muito invulgar.
30€

22 fevereiro, 2025

AMZALAK, Moses Bensabat -
PALÁDIO E A EXPLORAÇÃO AGRÍCOLA.
Por... História das Doutrinas Económicas da Antiga Roma. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso na Tipografia da Editorial Império, Lda. - Lisboa], 1953. In-8.º (19x12 cm) de 21, [7] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante ensaio tendo como tema Padádio, escritor e agrónomo romano do século  IV, e a sua doutrina de economia agrícola.
"Públio Rutílio Tauro Emiliano Paládio -, a cujo respeito, os historiadores hesitam em situar a sua carreira entre os séculos II e IV -, é o último dos scriptores de re rustica, isto é, o último do autores latinos que escreveram sobre agricultura.
Tudo nos leva a crer que Paládio viveu no século IV, pois no seu livro De re rustica refere-se a Gargilius Martialis, que morreu em 25 de Março de 260; mas isto não basta, Cassiodoro faz menção de Paládio numa passagem escrita em 540; e o facto de Paládio ter dedicado o 14.º livro do seu trabalho a Pasiphilo que viveu nos fins do século III, leva à conclusão de que Paládio viveu no século IV.
Paládio deixou-nos só o seu livro acerca de agricultura. Este trabalho é constituído por uma introdução sobre os preceitos gerais da agricultura; os livros seguintes , até ao décimo-terceiro, têm cada um por título um mês do ano, e contêm uma resenha detalhada dos trabalhos agrícolas que se devem realizar no respectivo mês; o livro décimo-quarto é constituído por um poema sobre a enxertia.
Apenas no primeiro livro nos ocuparemos, pois só nele encontramos ideias gerais sobre a exploração agrícola.
O fim que Paládio teve em vista com o seu trabalho foi tratar, em estilo simples, claro e preciso, de tudo o que dissesse respeito às «diversas espécies de cultura, aos currais, às construções rurais, à descoberta de nascentes de águas, e em geral a tudo o que se referisse a coisas ou indivíduos que entrem na exploração agrícola, tendo em vista obter satisfação ou lucro. «Procurarei - continua Paládio - a seguir a ordem dos meses e tratar assim sucessivamente de cada planta e da sua educação». Tal foi o sistema seguido por Paládio no seu livro."
(Excerto do preâmbulo - Paládio e a Exploração Agrícola)
Índice:
Paládio e a Exploração Agrícola - a) Orientação e método. b) Condições de uma boa exploração agrícola; escolha do terreno e sua localização. c)A fecundidade da terra; d) As construções agrícolas e a sua mais conveniente disposição. e) A água na agricultura, e sua utilização como força motriz. f) O trabalho e as alfaias agrícolas. g) Conclusão.
Exemplar em brochura, por abrir, bem conservado.
Invulgar.
Indisponível

21 dezembro, 2024

AMZALAK, Moses Bensabat -
CARLOS MORATO ROMA E OS SEUS ESTUDOS ECONÓMICOS E FINANCEIROS.
Por… Sócio efectivo da Academia das Ciências de Lisboa. Separata das «Memórias» (Classe de Letras - Tômo IV). Lisboa, Academia das Ciências de Lisboa, 1941. In-4.º (24,5x19 cm) de 19, [1] p. ; B.
1.ª edição independente.
Ensaio bio-bibliográfico sobre Carlos Morato Roma (1798-1862), incompreendido economista português de oitocentos, que legou à posteridade importantes obras da especialidade.
"Referiu-se o próprio Morato Roma num dos seus trabalhos à sua atribulada existência, escrevendo o seguinte: «Várias circunstâncias geraram e alimentaram os preconceitos que existem contra mim. Não emigrei; e pôsto que sofresse prisões e perseguições, como tôda a minha família, o facto de ficar em Portugal, no meu modesto emprêgo, me colocava numa situação mesquinha, ao lado do que se denominava - a emigração. Chamado todavia a um emprêgo elevado, pelos homens que se haviam coberto de glória e carregado de serviços, a conseqüência necessária, na opinião de quantidade de gente, devia de ser que eu não poderia jamais ter opinião própria; que me cumpria fazer o inteiro sacrifício de tôdas as min has faculdades morais, e, ai e mim, se um dia ousasse quebrar os fios que me enlaçavam!
«Sem embargo, ainda nesta embaraçosa opinião o meu espírito era livre, e nada poderia prendê-lo. O cavalheiro que me chamou ao Tesouro, e depositou em mim plena confiança, teve muitas vezes ocasião de relevar e apreciar generosamente essa liberdade."
(Excerto e I - Biografia)
"Carlos Morato Roma foi um economista que se dedicou ao estudo dos problemas financeiros. Os seus trabalhos versaram principalmente sôbre finanças públicas, bancos e moeda. [...]
Todos os trabalhos de Carlos Morato Roma tratam de assuntos de palpitante interêsse nacional, versam pontos de actualidade. Ao debatê-los demonstra o seu autor sólidos conhecimentos da ciência económica e financeira."
(Excerto de III - Doutrinas e Crítica)
Índice:
I - Biografia. II - Bibliografia. III - Doutrinas e Crítica.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Indisponível

23 novembro, 2024

AMZALAK, Moses Bensabat -
AS TEORIAS MONETÁRIAS DO PADRE JOÃO DE MARIANA.
[Por]... Professor da Universidade Técnica de Lisboa. Lisboa, [s.n. - Impresso na «Gráfica Lisbonense» - Lisboa], 1944. In-4.º (26x19,5 cm) de 57, [7] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante estudo bio-bibliográfico sobre este religioso jesuíta quinhentista, e reprodução da sua obra maior - o Tratado y discurso sobre la moneda de vellon.
Tiragem limitada a 200 exemplares.
"O Tratado y discurso sobre la moneda de vellon quási que ia sendo fatal ao seu autor. Foi-lhe instaurado um processo pelo crime de lesa-magestade. [...]
«No relatório do Fiscal contra o Pe. Mariana êste ilustre autor é acusado do crime de lesa-magestade por ter ousado afirmar no seu tratado de monatae mutatione, sem o menor respeito devido a S. M. e aos seus Ministros, que a mudança operada no valor da moeda constituía um golpe pernicioso vibrado ao crédito do Estado e que os representantes da nação não tinham em vista senão o seu interêsse pessoal, não se importando com as calamidades públicas, desde que êles continuassem a têr a graça do Príncipe. Que mais adiante, no capítulo XIII do mesmo tratado, êle se ter referido injuriosamente contra o govêrno inculpando-o de venal.»
«Como consequência destas acusações, o Pe. Mariana foi prêso no convento dos religiosos franciscanos de Madrid, onde redigiu uma vigorosa e firme defesa na qual diz entre outras coisas que com a idade de 73 anos, quando esperava receber algum retribuïção pelas suas grandes fadigas padecidas no espaço de 56 anos empregados no serviço da religião e do Estado, êle só encontrara como recompensa o rigor duma prisão. [...]
«Por uma carta de Sua Magestade Católica dirigida a D. Francisco de Castro, cuja cópia se encontra no dito manuscrito, o rei havia ordenado que se comprassem e recolhessem com cuidado e sem barulho todos os exemplares dessa obra, com a ordem expressa de os queimar.»
O livro monetae mutatione publicado primeiramente em latim e depois em espanhol contém as teorias do Pe. João de Mariana sôbre a moeda. É dêle que nos ocuparemos no presente estudo. Como porém a edição latina é da maior raridade e a edição espanhola se acha esgotada, julgamos fazer um serviço aos estudiosos reproduzindo-o no capítulo seguinte, para depois o comentar à luz da história das doutrinas económicas."
(Excerto de I - Da vida e dos trabalhos científicos do Padre João de Mariana)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Indisponível

31 outubro, 2020

AMZALAK, Moses Bensabat - A SALICULTURA EM PORTUGAL : materiaes para a sua história
. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso nas oficinas do Museu Comercial, Lisboa], 1920. In-4.º (25 cm) de [2], 66, [4] p. ; il. ; B. Separata do «Boletim da Associação Central da Agricultura Portuguesa» - n.os 4, 5, 6, 10, 11 e 12 - Volume XXII (1920)
1.ª edição independente.
Importante subsídio para a história da salicultura em Portugal.
Livro ilustrado com quadros e tabelas ao longo das páginas de texto.
Desta obra tiraram-se 200 exemplares numerados e rubricados pelo autor. (O presente não se encontra numerado nem rubricado).
Obra dedicada pelo autor ao seu "muito querido amigo Francisco d'Almeida Carmo e Cunha", professor jubilado do Instituto de Ciências Económicas e Financeiras.
"O cloreto de sódio ou o sal, como vulgarmente se designa, é um dos produtos mais úteis e mais freqûentemente se aplica na alimentação, na agricultura, na indústria e até na terapêutica.
O seu uso vem da mais remota antiguidade. Na Bíblia fala-se freqùentemente nessa substância.
Algumas regiões adoptaram o sal para usos litúrgicos. Na Abissínia o sal entre os indígenas constitui a moeda, exercendo as funções de instrumento de troca e de mediação de valores. Na Costa de Ouro na Ásia é o sal o objecto mais valioso, depois do ouro, chegando-se a adquirir um escravo a trôco de um punhado de sal.
Portugal é na Europa o país salícola por excelência. Os estrangeiros reconhecem que o sal português é o melhor e o mais estimado nos mercados consumidores.
O sal português é em geral mais branco e mais limpo, e o sal chamado sal grosso é muito mais deliqùescente que o estrangeiro. É esta rezão que leva os comerciantes, os fabricante e os pescadores do norte da Europa, da América e igualmente do Brasil a preferirem o sal português."
(Excerto do Capítulo I, O sal - O sal português)
Índice:
Dedicatória. | I - O sal - O sal português - Antiguidade das explorações salícolas em Portugal - Sua evolução histórica. II - A roda do sal - Sua antiguidade - Uma página da política comercial de Portugal com a Holanda - A extinção da Roda do Sal - Crítica desta instituição. III - Monopólios e impostos sôbre o sal - Em Portugal, na Índia e em Macau - A pretendida tributação do sal português em Espanha. IV - Sinopse da antiga legislação portuguesa sôbre comércio e indústria do sal. V - A técnica da salicultura em Portugal - Estado actual e importância desta indústria no nosso país. | Apêndice: A) O sal em Cabo Verde; B) A arte do sal; C) A física e a química do sal marinho; D) A salinidade das águas do mar; E) A defesa dos interêsses salícolas portugueses.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e documental.
Indisponível

27 agosto, 2017

AMZALAK, Moses Bensabat - O BANCO DE LISBOA. Lisboa, Instituto Superior de Comércio de Lisboa : Museu Comercial - Oficinas da secção de publicidade, 1919. In-8.º (22,5cm) de 58, [2] p. ; [2] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Monografia histórica sobre o Banco de Lisboa, primeira instituição bancária em Portugal, que daria origem ao Banco de Portugal.
Impressa em papel de superior qualidade, e ilustrada no texto com tabelas e quadros, e em separado, com duas folhas desdobráveis.
Livro muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"O Banco de Lisboa (1821-1846) foi instituído por Carta de Lei de 31 de Dezembro de 1821, como banco comercial e banco emissor, gozando do privilégio de exclusividade, durante 20 anos, da faculdade de emissão de notas. Este privilégio foi confirmado por Carta de Lei de 7 de Junho de 1824. Estava autorizado a fazer as seguintes operações: descontar letras de câmbio e outros papéis de crédito; emprestar sobre penhores e hipotecas; comprar e vender papel-moeda, outros papéis de crédito, ouro e prata; aceitar depósitos, à ordem ou a prazo, de dinheiro de particulares.
Durante o ano de 1822 foram publicados o Regulamento do Banco de Lisboa (25 de Junho) e o regulamento interno (21 de Dezembro).

Nas suas funções emissoras de papel-moeda, o Banco de Lisboa produziu algumas das primeiras notas que circularam em Portugal. As notas, de grande valor estético, foram desenhadas pelo pintor Domingos Sequeira, que era accionista do Banco, e impressas em papel fornecido pela Fábrica de Alenquer, passando depois a ser comprado em Inglaterra.
No ano de 1825 foi aberta uma filial na cidade do Porto.
Por Decreto de 19 de Novembro de 1846 a Companhia Confiança Nacional foi integrada no Banco de Lisboa, passando este a designar-se Banco de Portugal."

(fonte: www.aatt.org)
Índice:
I - Os antecedentes. II - A fundação do Banco. III - A sua organização. IV - 1822-1840. V - Bibliografia.
Moses Bensabat Amzalak (1892-1978). "Professor de Economia e Reitor da Universidade Técnica de Lisboa. Publicou mais de trezentos trabalhos. Presidente da Academia das Ciências de Lisboa e da Associação Comercial de Lisboa. Administrador do jornal O Século e da SACOR. Presidente da Comunidade Israelita de Lisboa (1927-78). Recebeu a Legião de Honra francesa e também a Ordem do Império Britânico."
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas escurecidas.
Raro.
Indisponível

05 fevereiro, 2011

SILVA, Hisquijahu da - DEL FUNDAMENTO DE NUESTRA LEY : Sermon Moral. Novamente impresso com introducção e notas de Moses Bensabat Amzalak da Academia das Sciências de Lisboa. Coimbra, Imprensa da Universidade, MCMXXV [1925]. In-4.º (23 cm) [12], 24 p. ; B. 
Facsímile da edição princeps de 1691.
Hisquia da Silva (1659-1698), professor judeu, estudioso de assuntos rabínicos, nasceu na Itália, em Leorne. Foi discípulo de Samuel da Costa. Em 1691 esteve em Amsterdam, onde proferiu em espanhol um sermão moral sôbre o fundamento da lei judaica que foi nesse mesmo ano impressa.
(Excerto da Introdução)
Invulgar.
Excelente exemplar, na sua quase totalidade por abrir.
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