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19 agosto, 2022

BRANDÃO, Liberato Eugénio de Sá Viana - MANUAL PARA O EMPRÊGO DA METRALHADORA LIGEIRA LEWIS. Para instrução de oficiais e mais graduados. [Elaborado pelo capitão do estado maior de infantaria,]... República Portuguesa : Secretaria da Guerra - 1.ª Direcção Geral - 4.ª Repartição. Lisboa, Imprensa Nacional, 1919. In-4.º (23,5 cm) de 135, [1] p. ; [2] f. desdob. ; [19] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
"Espingarda Automática Lewis de seu nome oficial, ou Lewis 7.77 na versão abreviada, os soldados do CEP rapidamente a baptizaram "Luisinha". Concebida em 1911 pelo coronel norte-americano Isaac Newton Lewis, a metralhadora ligeira deste modelo foi a companheira de muitos dos nossos soldados na Flandres. Quem a estreou em combate foram as tropas belgas que tentaram deter em 1914, o avanço alemão sobre a Flandres. Os soldados germânicos rapidamente lhe chamaram “cascavel belga” e, quando conseguiam capturar alguma, não se faziam rogados a usá-la adaptando-a ao seu calibre.
O peso da arma, 12.7 quilos, era reduzido comparativamente a outras congéneres. Tinha uma eficácia de tiro até 600 metros. Alimentada por um tambor com 47 munições, podia atingir uma cadência de tiro de 600 projécteis por minuto, embora, por uma questão de eficácia, fosse mais habitual usá-la num ritmo mais moderado. Revelou-se uma arma eficaz nas emboscadas. É que o tipo de tiro que permitia tornava-a difícil de localizar se estivesse bem camuflado. Devido ao seu peso reduzido, a Lewis tornou-se a arma ideal para colocar nos aviões de guerra da aviação aliada. Unidades britânicas e dos fuzileiros dos EUA ainda a usaram na Segunda Guerra Mundial." (Fonte: Visão História n.º 4)
(In http://historia-dos-tempos.blogspot.com/2009/04/as-armas-do-corpo-expedicionario.html)
Livro muito ilustrado com quadros, desenhos e tabelas, bem como 84 fig. distribuídas pelo texto e em folhas separadas no texto, reproduzindo fotogravuras e desenhos esquemáticos. Inclui ainda dois croquis em folhas desdobráveis.
Exemplar brochado, por aparar, em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e pequenas falhas de papel. Pequena mancha visível no canto exterior ao longo do livro.
Raro.
Com interesse histórico.
Peça de colecção.
Indisponível

15 outubro, 2015

BRANDÃO, Liberato Eugénio de Sá Viana - MANUAL PARA O EMPREGO DA METRALHADORA LIGEIRA LEWIS PARA A INSTRUÇÃO DE OFICIAIS E MAIS GRADUADOS. Elaborado pelo capitão do estado maior de infantaria,... proposto pela Ex.ma Comissão Técnica da Arma de Infantaria para ser impresso como «Manual» para instrução dos oficiais e mais graduados, e aprovado por S. Ex.ª o Ministro da Guerra, em seu despacho de 3 de Março de 1919. 2.ª edição (Revista). Autorisada por Sua Ex.ª o Ministro da Guerra (Nota n.º 3436-19 de 2.ª S. da 4.ª R, da 1.ª D. G. da S. G. de 15 10-1920). Lisboa, Papelaria e Tipografia Fernandes & C.ª, LD.ª, [1920].
In-8º (20,5cm) de 132 p. ; [2] f. desd. ; il. ; B.
Curioso manual da conhecida metralhadora Lewis que equipou vários exércitos durante a Grande Guerra, incluindo o Exército Português, através do Corpo Expedicionário Português, em França.
Ilustrado no texto e em folhas desdobráveis à parte com desenhos esquemáticos.
"Nome: metralhadora ligeira Lewis.
Calibre: 7mm,7.
Modêlo: 1914.
Pêso: 11k,800.
Pêso do depósito vazio: 0k,680.
Pêso do depósito cheio: 1k,970.
É de invenção belga, com modificações feitas por um dentista americano e, já depois da guerra actual, com outras inglesas e uma portuguesa, sendo actualmente fabricada em Inglaterra, na The Birmingham Small Arms Cº Ld.
É posta em movimento por duas fôrças:
a) Acção dos gases da pólvora que produzem todo o movimento para a rectaguarda;
b) Acção da mola recuperadora, que produz o movimento para a frente."
(excerto do Cap. I, Descrição geral)
"De uma maneira geral aumenta valiosamente a potência do tiro da infantaria, contrabatendo metralhadoras inimigas que tenham ficado em posição, apesar da barragem feita pela nossa artilharia e morteiros ligeiros; avança com as vagas de assalto e pode atacar pontos fortes nas trincheiras inimigas onde o nosso avanço se achar impedido, para o que as secções de metralhadoras ligeiras se devem conservar em constante ligação com os respectivos comandantes de pelotão, que as empregarão no momento oportuno, fazendo cooperar com elas os grupos de granadeiros de espingarda."
(excerto de Emprego da metralhadora Lewis, Na ofensiva, a) No ataque de trincheira a trincheira)
Matérias:
1.ª Parte
1 - Descrição geral elementar. 2 - Desarmar e armar. 3 - Funcionamento da metralhadora. 4 - Limpêsa e conservação. 5 - Substituição de peças. 6 - Inspéção da metralhadora. 7 - Precauções a tomar com uma metralhadora. 8 - Avarias (interrupções). 9 - Caracteristicos da metralhadora. 10 - Peças de reserva e acessorios. 11 - Nomenclatura.
2.ª Parte
1 - Organisação dos serviços. 2 - Tática elemetar abstráta. 3 - Instrução preliminar de tiro, indicação de alvos e referenciação do campo de tiro. 4 - Telémetro Barr & Stroud. 5 - Emprêgo da metralhadora. 6 - Local da metr.ª no pelotão, abrigos. Efeitos dos gazes asfixiantes sobre a metr.ª e munições. 7 - Periscopios.
3.ª Parte
1 - Serviço anti-aéreo. 2 - Alças anti-aéreas. 3 - Suportes destinados ao tiro anti-aéreo. 4 - Abrigos. 5 - Organisação dos serviços. 6 - Tàtica. 7 - Tipos e espécies de aeroplanos. Identificação. 8 - Stadia indicadôra das distancias. 9 - Emprêgo da metr.ª contra os aeroplanos. 10 - Cartucho a empregar no tiro anti-aéreo.
Apendice
1 - Instrução, métodos de ensino e programas de instrução no C. E. P. Alvos empregados na instrução.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis, com defeitos, apresentando toscos restauros com fita gomada.
Raro.
Indisponível