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19 julho, 2026

CAMARA, Manuel da -
ANTERO DE QUENTAL E A SUA MORTE
. Ponta Delgada, Edição do Diario dos Açores, 1930. In-8.º (22,5x17 cm) de 50, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante estudo anteriano sobre o grande vate micaelense, na vida e na morte. O autor testemunhou as derradeiras aparições do poeta em casa do avô, médico, o último que Antero, em desespero, consultou, e que coincidiram com os seus últimos dias de vida. Manuel da Câmara reproduz os diálogos de Antero com um seu amigo, retido na cama em casa do médico, dando expressão sentida às as suas desesperações e amarguras, e finalmente, na véspera, à ideia madura do suicídio que viria a cometer horas depois.
"Antero de Quental e a sua Morte (1930) é uma obra ensaística de Manuel da Câmara, que analisa as circunstâncias e o pensamento filosófico que culminaram no trágico desfecho do poeta. O livro reflete sobre a depressão e a "filosofia da morte" do autor Antero de Quental. A 11 de setembro de 1891, após regressar à sua ilha natal e mergulhar num profundo estado de depressão (agravado por distúrbios de saúde mental), o poeta pôs termo à vida num banco de jardim junto ao Convento de Nossa Senhora da Esperança, em Ponta Delgada. A obra contextualiza esse acto voluntário não apenas como um drama pessoal, mas como o culminar da evolução intelectual e espiritual de Antero, figura cimeira da Geração de 70." (IA)
Obra rara e muito interessante, ilustrada no texto e em página inteira com fotogravuras reproduzindo retratos do Poeta e locais relacionados com o assunto.
"[...] Os amigos e quantos privaram com Antero nunca duvidaram do inalterável equilíbrio entre as suas ideias e os seus actos, e sempre lhe reconheceram os altos "sentimentos correspondentes á evolução do pensamento", numa lógica seqüência incompatível com a loucura, ainda que qualificada de genial. E, se a sua vida, enquanto a dispepsia o poupou, foi espelho do mens sana in corporo sano, como é possível classifica-lo nos quadros da neurologia e da psiquiatria?
Ora êste pobre opúsculo - onde, a par das velharias algumas coisas novas se dizem, umas e outras indispensáveis ao nosso propósito - pretende demonstrar:
1.º - Nenhuma enfermidade mental ou nevrasténica de nascença influiu na vida ou na morte do Poeta;
2.º O Poeta contraíu uma dispepsia com conseqüências nervosas, profundamente neurastenizante nos últimos dias que viveu, donde resultou o suïcídio.
Mas, para Antero se decidir ao suïcídio, duas grandes batalhas se travaram:
A do pessimismo - relativo á incurabilidade da doença, visionada a caminho da loucura - contra o experimentado estoicismo do gigante,, vencido pela primeira e última vez; a do gigante contra os seus sentimentos morais, irreconciliáveis com a ideia de se matar, batalha da qual, infelizmente, saiu vencedor.
Isto me proponho provar..."
(Excerto da Dedicatória)
"Certo dia, verão de 1891, atravessava eu a saleta da casa de meu Avô materno quando divisei na transparência da porta envidraçada, entrada principal do edifício, um vulto de gigante a estender a mão para a campainha que não chegou a soar, por eu ter acudido lesto a abrir.
O gigante entrou.
Nunca o tinha visto, em carne e osso, mas logo o reconheci, pois o seu retrato, inconfundível, andava em ilustrações e nos albuns da minha família.
Era Antero de Quental - alto como um choupo; fronte desafogada e espaçosa; a cabeleira, que já não era a juba da leonina da juventude a encurtecer-lhe a testa, ainda loura; a barba, loura também, virgem de navalha, apenas retocada pela tesoura; a expressão severa, adoçada pelo azul puríssimo dos olhos onde resplandecia uma ascese de santidade.
E, enquanto eu o encarava, numa admiração pasma, o gigante quebrou o silêncio com estas palavras sonoras:
- "Conheci-te pelo olhar, por outra coisa não". és filho de João Luís. Vai chamar teu avô, o doutor José Pereira Botelho."
(Excerto do Cap. I)
Manuel da Câmara Velho de Melo Cabral (Lagoa, São Miguel, 1869 - Ponta Delgada, 1939). "É principalmente conhecido com o nome abreviado de Manuel da Câmara, com que publicou muita da sua obra. Funcionário da Fazenda Pública e Secretário de Finanças na Horta. Foi jornalista, escritor e político sendo hoje conhecido como contista. Deu início à vida literária nos jornais da sua cidade natal, no fim do século e foi, em Lisboa, redator do Jornal de Lisboa, dirigido pelo micaelense Armando da Silva, frequentando na capital a boémia elegante. Acabou por regressar às ilhas e ingressar no funcionalismo público, na área das Finanças. Na Lagoa, onde foi administrador do concelho, fundou o Vigilante, em 1905 e em Ponta Delgada, O Distrito. Parte da sua vida foi passada na cidade da Horta, onde foi nomeado governador civil durante o consulado sidonista (1918-1919).
Na sua obra literária é-lhe reconhecida uma prosa elegante e esmerada que usou nos contos e narrativas de temática regional. J. G. Reis Leite (Mar.2001)"
(Fonte: https://arquivos.azores.gov.pt/descriptions/1813203)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e pequenos cortes de papel marginais.
Raro.
30€

12 junho, 2026

BEAU, Albin Eduard -
ANTERO DE QUENTAL E A IDEA DA MORTE. Por...
Coimbra, [s.n. - Composto e impresso nas oficinas da Coimbra Editora, Limitada], 1935. In-4.º (25x16 cm) de 20, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Importante ensaio anteriano sobre a ideia da Morte, e como esta vai influenciar a vida e o trabalho do Poeta.
Antero de Quental e a idea da morte, publicado pelo germanista e professor Albin Beau em 1935, analisa a evolução do pensamento do poeta português.
Beau explora como a reflexão de Antero sobre a finitude se transforma numa "filosofia idealista da morte", vista não como tédio mórbido, mas como libertação e fusão com o infinito. (IA)
Obra invulgar e muito interessante
"O combate espiritual travado entre os dois Anteros, o luminoso e o nocturno, marca o início da Modernidade na literatura portuguesa: o seu drama pessoal e a profunda crise de consciência encontraria, através da reflexão filosófica, a resposta para questões metafísicas como o Ideal, a Morte, a Verdade. A sua «Filosofia idealista da Morte» veicula uma aspiração positiva e libertadora, ultrapassando a ideia pessimista e mórbida, e revela um percurso evolutivo desde uma impressão negativa até à ansiada liberdade no infinito. Questionando a existência e o mistério do Além e confessando o seu tormento íntimo e a sua inquietação, Antero medita na ideia da Morte aliada à concepção do bem, da liberdade ou do amor, recorrendo ao sonho como forma de estabelecer comunicação com a profundidade e os segredos do universo." (Guerreiro, Emanuel, A ideia da morte nos Sonetos de Antero de Quental, FCHS-UA, 2008)
"Quando Antero de Quental, nas notas para o Ensaio sôbre as bases filosóficas da moral ou filosofia da liberdade, chegou a considerar «a idea da Morte a base da vida moral», tal pensamento já era o fruto - se bem que ainda não o definitivo ponto de chegada - dum longo e variado desenvolvimento sentimental e intelectual.
A Morte, quer contemplada ou sentida como fenómeno natural, quer cantada como visão poética, quer encarada e pensada como problema filosófico e metafísico, constitui um tema integrante do seu pensar, sentir e poetar, atravessando a sua obra, desde as primeiras poesias até as últimas manifestações que lhe conhecemos."
(Excerto do Ensaio)
Albin Eduard Beau (Hamburgo, 1907 em Hamburgo - Coimbra, 1969). "Foi um filólogo alemão, romanista e lusitano. Em 1930 tornou-se professor de alemão no Instituto Alemão da Universidade de Coimbra. Foi  Secretário-Geral do Instituto Alemão de Cultura em Lisboa."
(Fonte: https://archeevo.amap.pt/descriptions/78435)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas algo manchadas. Interior correcto.
Muito invulgar.
20€

19 agosto, 2024

FLORES, Francisco Moita - AS MORTES DE ANTERO DE QUENTAL.
"Autópsia" de um Suicídio. Separata da Revista de História das Ideias, Vol. 13. Coimbra, Faculdade de Letras, 1991. In-4.º (23x16 cm) de 77, [1] p. (283-359 p.) ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante ensaio sobre os acontecimentos que rodearam a morte de Antero de Quental, quer sob o ponto de vista especulativo, quer sob o ponto de vista clínico e médico-legal, incluindo as diversas teorias propostas na época e nos anos subsequentes até ao presente.
Ilustrado no texto e em página inteira com fotografias a p.b. e desenhos esquemáticos.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Porque se suicidou Antero? O enigma da sua morte que explicações encerra? Como morreu este Homem, cuja obra é decisiva para a compreensão do Portugal "fin de siècle", e na perspectiva de Gaspar Simões, intérprete catalítico das pulsões complexas que a sua Geração libertou e sacudiram a trajectória cultural portuguesa? Quem morreu? Um homem doente, derrotado e destruído, ou um filósofo inacabado ou um místico confiante numa escatologia imanentista da Morte? Ou então, citando Sousa Martins: "Foi livre Antero, na escolha do momento? Foi livre, ao menos, na escolha do processo da morte?"
Por fim, uma última questão: o suicídio do poeta-filósofo é um mero instante, um episódio, ou terá sido o epílogo de uma vida que se consumiu em suicídios sucessivos, entendidos como amputações conscientemente autodeterminadas, num processo de conflitualidade dialética entre os limites temporais de existência e a necessidade da apreensão metafísica da sua própria essência?"
(Excerto de Algumas interrogações prévias)
Índice:
Algumas interrogações prévias | 1. A morte biológica de Antero de Quental: 1.1. A tomada da decisão suicida; 1.2. O Suicídio; 1.3. Após a Morte. 2. As doenças de Antero. 3. Um suicídio feito de muitos suicídios: 3.1. Da recusa do suicídio à aceitação da morte; 3.2. O caminho para o suicídio; 3.3. Entre o "Programa da Morte" e a "Morte de um Programa"; 3.4. O "Suicídio" do Poeta; 3.5. O último combate de Antero. 5. Morte de homem. 6. A ressurreição de Antero. | Fontes e Bibliografia: I - Fontes manuscritas; II - Fontes Impressas; III - Obras Consultadas. | Apêndice: Entrevista Francisco Costa Santos; Entrevista Jorge Costa Santos.
Francisco Moita Flores (1953). "Nasceu em 1953 em Moura, Alentejo. Formou-se em Biologia e foi professor secundário antes de ingressar na Polícia Judiciária em 1978. Trabalhou na PJ até 1990 investigando furtos, assaltos e homicídios. Mais tarde voltou à PJ como diretor e participou do programa Casos de Polícia da SIC. Licenciou-se em História e desenvolveu uma carreira de sucesso como escritor, tendo recebido vários prémios em Portugal."
(Fonte: https://pt.slideshare.net/slideshow/francisco-moita-flores/13220970)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
35€

18 junho, 2023

GERALDES, Dulce Barbosa -
ACTUALIDADE DE PENSAMENTO EM ANTERO DE QUENTAL.
Dissertação para Licenciatura em Ciências Histórico Filosóficas apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Coimbra, [s.n.], 1972. In-8.º (23x17,5 cm) de [6], V, [1], 201, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para biografia de Antero de Quental, elaborado sob o ponto de vista da sua humanidade e filosofia de vida, remetendo-nos para a actualidade do seu pensamento.
Raro. A BNP não menciona.
"Em pleno século XIX, quando a grande maioria dos mais esclarecidos espíritos da época aceita como doutrina única o positivismo, impressionados pelo progresso das Ciências, deslumbrados pelas novidades das invenções da época, Antero de Quental reage contra esta corrente geral. E reage porque vê o perigo que tais doutrinas na sua ânsia de tudo explicar, representam para uma concepção realista de humanidade. A sua reacção pode considerar-se talvez, todas as contas feitas, e carácter moral. Acima das maravilhas da indústria, para lá das sensacionais descobertas feitas no campo da ciência, mais digno de atenção do que todo o resto, ele situa o homem, expressão do divino na natureza, ser consciente e livre, superior a todos os outros seres. O conceito que Antero de Quental faz da pessoa humana, coloca-o muito afastado da visão dos seus contemporâneos. Excêntrico ao pensar comum da época, Antero de Quental antecipa certas atitude do nosso tempo, podendo mesmo dizer-se que pelo pensamento vive nos nossos dias. Vincar a superioridade nítida dos factores morais, espirituais, sobre todos os outros que norteiam a conduta humana é o plano de toda a sua filosofia. Chamar a atenção para a importância que o factor sentimento tem na existência do homem, é a preocupação dominante de Antero. O engrandecimento do homem, a sua específica natureza que qualitativamente o faz diferente e superior a toda a criação é a sua aspiração máxima."
(Excerto de Introdução)
Exemplar em brochura, batido à máquina e policopiado, em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e biográfico.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
25€

27 agosto, 2022

QUENTAL, Anthero do - O DESTERRO DOS DEOSES. (A. A. DE A.). Barcellos, Typographia da Aurora do Cavado - Editor-R.V., 1895. In-8.º (18 cm) de 19 p. ; B.
1.ª edição independente.
Versos publicados anteriormente no "Instituto".
Opúsculo das apreciadas publicações de Rodrigo Velloso da Aurora do Cávado.
Tiragem limitada a 100 exemplares.
Raro.
Peça de colecção.
Indisponível

14 abril, 2020

QUENTAL, Antero de - CARTAS INÉDITAS DE ANTERO DE QUENTAL A WILHELM STORCK. Publicadas por Harri Meier (com 2 facsimiles). Coimbra, Publicações do Instituto Alemão da Universidade de Coimbra, 1935. In-4.º (25cm) de 23 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Guilherme Storck (1829-1905). Foi um historiador e crítico literário alemão, professor da Academia de Münster. Nos anos 80 do século XIX esforçou-se por tornar conhecida a poesia épica e lírica portuguesa de várias épocas no seu país, sendo responsável pela tradução, entre outras, das Obras Completas de Luís de Camões e os Sonetos de Antero de Quental.
Exemplar brochado, parcialmente por abrir, em bom estado de conservação. Capa apresenta pequena falha de papel à cabeça.
Invulgar.
Com interesse anteriano.
10€

31 dezembro, 2016

QUENTAL, Antero de - PROSAS DA ÉPOCA DE COIMBRA. Obra Completa. Edição crítica organizada por António Salgado Júnior. [2.ª edição]. Lisboa, Livraria Sá da Costa Editora, 1982. In-8.º de (21cm) XXVII, [2], 363, [5] p. ; B.
Conjunto de textos de Antero - reflexões, comentários, manifestos, cartas, etc. - referentes aos tempos de estudante em Coimbra, coligidos desde 1849 até 1865. Inclui a chamada 'Questão Coimbrã', onde pontificam as cartas trocadas com António Feliciano de Castilho sobre a Questão do Bom Senso.
"Em tempo em que a força imperava, árbitro irrecusável em todas as contendas, defendiam nobres paladinos e intrépidos cavaleiros, de viseira calada e lança em riste, a honra da dama de seus pensares; e o vencedor ufano ia receber modestamente a coroa e o beijo pudico, paga de seu brio e galhardia.
Era o tempo em que a voz lacrimosa duma dona ofendida em sua honra, ou de donzela acabrunhada por desleal tirano, topava eco certo em todo o coração nobre e generoso, que batia sob um arrnês de cavaleiro, e, em seu desagravo, reunia em volta de si todos quantos braços valentes empunhavam lança ou espada.
Era o tempo em que o insulto feito às damas por orgulhosos Bretões custava caro, custava a vida àqueles que, de imprudentes, ousavam proferi-lo; porque sempre à testa duns - doze de Inglaterra se encontrava um - Magriço-aventureiro a desagravá-las. Tempos foram que jamais voltarão. [...]
Já se não peleja pela formosura da mulher, mas sim pela inocência da sua natureza pura e sem mácula; mas sim por seus direitos; mas sim pelo lugar de honra, que de jus lhe compete no banquete social. [...]
Assim também a mulher é hoje mais reverenciada, mais compreendida e mais amada; hoje a mulher, por assim dizer, fala todas as línguas, cala em todos os corações, afecta todas as formas de literatura e da ciência: a filosofia, a medicina, a poesia, o romance, tudo hoje trabalha com afã em remir a mulher da escravidão da Meia-Idade, de prostituição e embrutecimento do Oriente; e em elevá-la ao tálamo conjugal, a todos os direitos e prerrogativas, que o seu tríplice carácter de amante, esposa e mãe lhe dá jus reclamar."
(excerto de Educação das Mulheres)
"Ao Governo, aos homens desinteressados e liberais desta terra, vamos dar razão ao nosso procedimento. Oiçam-nos. Pedimos um quarto de hora de atenção: não é muito que ao prazer e ao interesse se roubem alguns minutos para atender à voz da mocidade de um país. Essa voz da alma: é a voz da eterna justiça.
Todo o facto pede uma explicação. Se o acontecimento é grave, graves devem ser os motivos que o produziram; e, mais que ninguém, homens novos, quando deliberam, podem sim enganar-se, mas a intenção é sempre generosa e nobre.
Pergunta-se hoje em Coimbra, pergunta-se por todo País: - Que querem os estudantes da Universidade de Coimbra? Que significa a evacuação da sala dos Capelos no dia 8 de Dezembro de 1862? Que protesto é esse duma corporação contra o seu chefe?
Os Estudantes não são meia dúzia de crianças turbulentas que, numa hora de galhofa, se combinem para pregar uma peça engraçada; tantos homens não se entendem, como um bando de rapazes de escola, só com o fim de se divertirem à custa de uma coisa muito séria. Não foi, pois, o prurido da infância o motor daquele acontecimento. Esta hipótese nem se discute. O bom senso da Nação rejeita-a como uma ofensa feita a si mesma na pessoa dos seus melhores filhos.
Os Estudantes não são, tão pouco, instrumentos cegos de vinganças pessoais, trabalhando à luz do dia, mas movidos por um braço oculto na sombra. São instrumentos sim, mas de própria causa. O braço que os impele não vem de cima, nem vem de baixo o impulso que os leva. Escutam a voz da consciência e obram."
(excerto de Manifesto dos Estudantes da Universidade de Coimbra, À opinião ilustrada do País)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

17 setembro, 2014

QUENTAL, Antero de - OS SONETOS COMPLETOS DE... publicados por J. P. Oliveira Martins. Segunda edição, augmentada com um appendice contendo traducções em allemão, francez, italiano e hespanhol. Porto, Livraria Portuense de Lopes & C.ª - Editores, 1890. In-8.º de 51, [1], 184, VI, [2] p. ; E.
Edição dos Sonetos de Antero, valorizada pela extensa introdução de Oliveira Martins, e pelo Apêndice de 60 páginas, exclusivamente elaborado para esta 2.ª edição, e que a distingue da 1.ª, publicada em 1886.
"Reimprimindo em edição menos luxuosa os Sonetos do snr. Anthero de Quental, cuja primeira edição se acha esgotada, pareceu-nos que augmentariamos ainda o interesse d'esta obra, que tão favoravel acolhimento encontrou no publico, juntando-lhe agora em appendice as traducções de grande numero de sonetos, feitas em allemão, italiano, hespanhol e francez, e sobre as quaes daremos aqui uma breve noticia.
As traducções allemans são todas do snr. Guilherme Storck..."
(excerto da advertência dos editores)
"Escrevendo estas breves paginas á frente dos Sonetos de Anthero de Quental tenho a satisfação intima de cumprir o dever de tornar conhecida do publico a figura talvez mais caracteristica do mundo litterario portuguez, e decerto aquella sobre que a lenda mais tem trabalhado."
(Excerto da introdução de Oliveira Martins)
Encadernação editorial em tela vermelha com ferros gravados a ouro na pasta frontal e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. rosto.
Invulgar.

Indisponível

30 maio, 2012

SERGIO, Antonio – UM PROBLEMA ANTERIANO. (Sôbre a ideia e a realidade do desprendimento activo na peregrinação moral do autor dos Sonetos). Lisboa, Edição do Autor [Depositária: Portugália], [s.d.]. In-8-º (19 cm) de 54, [2] p. ; B.
1.ª edição.
António Sergio (1883-1969). Foi um intelectual e grande vulto do pensamento português do século XX. Iniciou a edição dos seus ensaios em 1920, o presente dedicado a Agostinho da Silva, é um dos mais significativos. 
“Interessante ensaio anteriano destinado, segundo o autor, “ao grande público, e não a pessoas familiarizadas com a leitura de escritos de filosofia”.”
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

18 agosto, 2011

RAMOS, Feliciano - A EXPRESSÃO DA LIBERDADE EM ANTERO E OS «VENCIDOS DA VIDA». Lisboa, Editorial Império, 1942. In-8º (18,5cm) de 110, [2] p. ; [6] p. il. ; B. Edições Ocidente, Cultura Literária, Estudos Diversos, Série A.
Na capa - Desenho de Joaquim Lopes; na contracapa - Brasão dos Quentais.
Ilustrado em extratexto com 6 gravuras.
Bom exemplar, na sua totalidade por abrir.
10€

21 fevereiro, 2011

QUENTAL, Anthero de - INTRODUCÇÃO A UMA POESIA DE D. HENRIQUETA ELISA. Barcellos, Typographia da Aurora do Cavado - Editor-R.V., 1896. In-8.º de 12 p. ; B.
1.ª edição independente.
Prosa de Antero, precedendo uns versos de D. Henriqueta Elisa, poetisa celebrada na época, transcrita do n.º 28 do "Século XIX", de 1865.
Opúsculo das apreciadas publicações de Rodrigo Velloso, impressas na Tipografia do Aurora do Cávado.
Tiragem limitada a 100 exemplares.
Raro.
Peça de colecção.
20€
QUENTAL, Anthero do - FANTASIA PANTHEISTA. Barcellos, Typographia da Aurora do Cavado - Editor-R.V., 1895. In-8.º 12 p. ; B.
1ª edição independente.
Reprodução fiel de A Fantasia Pantheista publicada em "O Século XIX".
Opúsculo das apreciadas publicações de Rodrigo Velloso, director do Aurora do Cávado.
Tiragem limitada a 100 exemplares.
Raro.
Peça de colecção.
20€
QUENTAL, Anthero de - ALGUMAS POESIAS SUAS POUCO CONHECIDAS (não entradas em nenhum dos volumes de suas obras, vindos á luz). Barcellos, Typographia da Aurora do Cavado - Editor-R.V., 1894. In-8.º de 67 p. ; B.
1.ª edição.
Opúsculo das apreciadas publicações de Rodrigo Velloso.
Tiragem limitada a 100 exemplares.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. rosto.
Raro.
Peça de colecção.
20€
QUENTAL, Anthero de - A MORTE DE D. JOÃO. Barcellos, Typographia da Aurora do Cavado - Editor- R.V., 1896. In-8.º de 20 p. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante estudo de A. Quental à obra de Guerra Junqueiro A morte de D. João, publicado em folhetim na "Provincia", de Vila Real de Trás-os-Montes, no ano de 1873.
Opúsculo das apreciadas publicações de Rodrigo Velloso.
Tiragem limitada a 100 exemplares.
Raro.
Peça de coleccção.
20€