Mostrar mensagens com a etiqueta Galiza. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Galiza. Mostrar todas as mensagens

07 setembro, 2025

MONTEIRO, José António Pereira -
O EXÉRCITO LIBERTADOR : 1828-1834. Lisboa, Estado-Maior do Exército : Direcção do Serviço Histórico-Militar : Centro de Estudos de História Militar, 1989. In-8.º (20,5x14,5 cm) de [1], 36 f. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história da Guerra Civil portuguesa, a formação e desempenho do «Exército Libertador» e a importância estratégica, política e militar, da Terceira no desenrolar dos acontecimentos.
Trabalho batido à máquina e policopiado, impresso na frente, sem menção na base de dados da BNP.
Ilustrado no texto com quadros e tabelas estatísticas, e um mapa da Ilha Terceira em página inteira.
"A formação de um "Exército Libertador" enquadra-se no processo de instauração do liberalismo em Portugal, que só veio a terminar ao fim de catorze anos de lutas por vezes renhidas e muito complexas, marcados por uma alternância de vitórias e derrotas.
A situação militar foi marcada, particularmente a partir de 1828, pela alternância e comandos e a divisão em dois Exércitos bem definidos que terminou apenas em 1834, com a Convenção de Évora-Monte.
Analisar o período em questão, à luz das exigências da moderna historiografia científica não é tarefa fácil, devendo-se essas dificuldades em grande parte ao estado da historiografia portuguesa a ele relativa. [...]
Datamos significativamente este nosso trabalho entre 1828 e 1834 porque, embora se comece a falar mais insistentemente de um Exército Libertador apenas a partir de 1830, entendemos que a sua origem poderá colocar-nos dois anos antes, com a revolta de 16 de Maio e o episódio da Belfastada. Foi a partir desta altura que Portugal ficou dividido em dois partidos bem definidos: Os miguelistas, adeptos do Antigo Regime político e económico, e os liberais, adeptos da Constituição de 1822 ou da Carta de 1826.
A esta divisão política correspondeu a divisão do Exército, concretizada pela revolta de 16 de Maio de 1826."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Introdução | A revolta de 16 de Maio de 1828 e a retirada para a Galiza | Tropas da Junto do Porto (tabela) | Tropas miguelistas (tabela) | A permanência em Inglaterra [dos refugiados] | A Ilha Terceira, novo ponto de concentração dos emigrados | A organização militar nos Açores de 1830 a 1831 | Organização das forças na Ilha Terceira (Março de 1830) | A organização da expedição militar a Portugal | Exército Libertador desembarcado em Portugal - Mapa da força presente em parada, no acto de embarque | O Exército Libertador durante o Cerco do Porto | Organização do Exército Libertador | A vinda de Solignac e a mudança do teatro da guerra do norte para o sul do país | De Almoster e Asseiceira à Convenção de Évora-Monte | Evolução numérica do Exército Libertador  (de 1832 a 1834) | Despesas totais da guerra | Corpos que compunham o Exército Libertador em 31 de Maio de 1834 | Notas | Bibliografia.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico e militar.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

20 agosto, 2025

MACHADO, J. T. Montalvão -
COMO E PORQUÊ SE IMPRIMIU EM CHAVES O PRIMEIRO LIVRO DE LÍNGUA PORTUGUESA.
Pelo académico correspondente... Separata dos «Anais» - II Série, Vol. 24, Tomo I. Lisboa, Academia Portuguesa de História, 1977. In-4.º (26x19,5 cm) de [4], 59, [1] p. ; (41-99 pp.) ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Importante subsídio para a história do livro e da tipografia em Portugal, centrado sobretudo na circunstância da impressão do «Tratado de Confissom» em Chaves, na época vila, durante décadas considerado o primeiro livro impresso entre nós.
Estudo invulgar e muito interessante, sem menção na BNP.
Ilustrado com 6 estampas distribuídas por 3 folhas separadas do texto reproduzindo desenhos esquemáticos (marcas de água do papel), mapa do norte de Portugal e Galiza e fotografias de vistas e paisagens da cidade de Chaves, outra do Castelo de Monterrei (Espanha) e de costumes galegos.
"Visto que nos apareceu um livro, impresso em Chaves, no ano de 1489, é pela impressão que nós começaremos.
Desde o aparecimento do incunábulo foi revelado ao público, pelo artigo do Diário de Notícias, de 25 de Maio de 1965, um dos motivos de surpresa resultou do facto de a obra se dizer impressa na vila de Chaves. Como e porquê tal impressão foi ocorrer na afastada vila da nossa raia setentrional?"
(Excerto de E - A hipótese Zamora)
Índice:
A - O aparecimento do incunábulo. B - Críticas ao incunábulo recém-chegado. C - Edição fac-similada com leitura diplomática. D - Incunábulos impressos em Portugal. E - A hipótese Zamora. F - A hipótese israelita. G - A hipótese de Monterrei. H - A imprensa em Monterrei.I - Monges de Chaves. J - Frei João de Chaves. L - Quem escreveu o «Tratado de Confison»? M- Livros de autores anónimos. | Bibliografia.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa vincada no canto inferior direito.
Muito invulgar.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
35€

27 fevereiro, 2024

MATOS, Manuel Cadafaz de -
O CULTO PORTUGUÊS A SANT'IAGO DE COMPOSTELA AO LONGO DA IDADE MÉDIA.
Peregrinações de homenagem e louvor ao túmulo e à cidade do Apóstolo entre o Séc. XI e Séc. XV. Lisboa, Instituto Português do Património Cultural, 1985. In-4.º (24x17 cm) de [2], 37, [1] p. (521-557 p.) ; [7] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Separata do Tomo II do Volume I de Bibliotecas, Arquivos e Museus.
Tiragem limitada a 50 exemplares.
Importante ensaio histórico sobre as peregrinações a Santiago de Compostela na Idade Média.
Livro ilustrado no texto com mapas dos caminhos, incluindo o traçado da «estrada Mourisca», uma planta de Braga medieval em página inteira, e em separado, com 8 figuras distribuídas por sete páginas, sendo uma delas um mapa das vias romanas do Centro de Portugal, provavelmente em uso na época da peregrinação a Santiago da rainha Santa Isabel. Inclui reprodução das letras de diversas canções medievais para utilizadas nas peregrinações e lista de personalidades da história medieval pátria que terão ido em romagem a Compostela.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Prof. José da Costa Miranda.
"Nos arquivos e bibliotecas portugueses, sejam eles de carácter central ou local, pode encontrar-se um rico acervo documental que nos dá testemunho - nas mais distintas perspectivas  historiográficas e socioculturais e religiosas - do «peregrinar», essencialmente durante a Idade Média, desta terra lusa até Santiago de Compostela. [...]
Partindo-se de uma premissa de carácter religioso - dado que todo o «peregrinar» envolvia, na sua essência, a prestação de culto -, toda essa mobilização do binómio homem e espírito-religioso se via irmanada com toda uma série de sucedâneos. Tinham eles a ver, entre outras questões, com o que sucedia ao crente na sua peregrinação desde sua casa até ao santuário do túmulo do Apóstolo em Compostela, a forma como se deslocava, se vestia, alimentava ou comportava, ou, já no sentido de regresso, a forma como transportava (e muitas vezes materializava em actos de culto) esse mesmo ideal de culto medieval, ou se mantinha fiel, durante gerações sucessivas, a esse mesmo espírito religioso."
(Excerto da Sinopse)
"A todo o peregrino era dado acolhimento nos albergues ou hospícios situados nos caminhos por onde transitava. Dessas vias, espalhadas um pouco por todo o País, ganhava significativa nomeada - particularmente nas regiões a norte do Tejo - a que ligava Lisboa, Torres Vedras, Caldas da Rainha, Soure e Coimbra. Aí esse percurso entroncava com dois outros: um proveniente de Lisboa e que passava por Santarém e Tomar; e aquele que, denominado «estrada mourisca», ligava as regiões centro-fronteiriças, nomeadamente as áreas de Elvas e Campo Maior, com a cidade do Mondego passando por Açumar, Crato, Barca de Amieira, Cardigos, Sertã e Mirando do Corvo."
(Excerto de 1. Das vias por que seguiam os peregrinos e das espécimes de folclore religioso e profano que entoavam)
Índice:
Sinopse | 1. Das vias por que seguiam os peregrinos e das espécimes de folclore religioso e profano que entoavam. 1.1. Da história religiosa e das instituições à arqueologia da cultura oral dos peregrinos. 2. Alguns casos exemplares de peregrinos ilustres que foram em romagem até ao túmulo do Apóstolo (sécs. XI-XV).
Manuel Cadafaz de Matos (n. 1947). "Nasceu em São José das Matas (Mação) a 11 de Agosto de 1947. Frequentou a licenciatura em Direito, na Faculdade de Direito de Lisboa e é Mestre em Literatura e Culturas Portuguesas - Época Moderna (1990) e Doutor em Estudos Portugueses - especialidade História do Livro (1998), pela Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É académico correspondente da Academia Portuguesa da História e Academia de Marinha, e foi docente universitário em Lisboa na Universidade Católica Portuguesa (1989) e na ESD (Prof. Associado) e professor catedrático convidado na Universidade de Barcelona (2004). Foi ainda colaborador da revista Blitz. É director, desde 1997, da Revista Portuguesa de História do Livro, que se edita semestralmente. Dirige os projectos editoriais das obras latinas de Damião de Góis e André de Resende. Foi condecorado, pela Presidência da República, com a Comenda da Ordem da Instrução Pública, em 2015."
(Fonte: https://www.goodreads.com/author/show/6389608.Manuel_Cadafaz_de_Matos)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico.
35€

29 abril, 2022

MAGRO, Abilio - A REVOLUÇÃO DE COUCEIRO. Revelações escandalosas. Confidencias. Crimes. (Depoimento, baseado em provas e documentos, d'um antigo servidor da Monarchia, apodado na Galliza de espião da Republica). Editor - O Autor. Porto, Imprensa Moderna, 1912. In-8.º (19 cm) de XIV, 369, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante subsídio para a história do recém-empossado regime republicano e para o movimento monárquico chefiado por Paiva Couceiro. O autor atribui ao clero a força motriz da contra-revolução monárquica, arrasando Couceiro, e acusando-o - a ele e aos que lhe são próximos - de  serem um bando de infames malfeitores. Na apresentação do livro, dirigida a D. Manuel II, recomenda ao monarca que, "para sua felicidade", deixe de subsidiar o movimento e se afaste de Couceiro.
Livro profusamente ilustrado ao longo das páginas de texto com reprodução de fac-símiles de diversos documentos autógrafos - bilhetes, circulares e correspondência vária relacionada com as acusações de Abílio Magro.
A contracapa do livro apresenta ao centro foto de uma máquina fotográfica com a legenda: "A melhor testemunha contra os conspiradores", sendo sua intenção, por certo, atestar a veracidade das acusações através dos documentos fotografados e reproduzidos no livro.
"Ha quasi um anno que abandonando a familia, a patria, os amigos e a posição social, me dirigi para terras de Hespanha.
O fim que para cá me trouxe é legitimo, é humano.
Desviar da conspiração monarchica um irmão querido, João Magro, sacerdote exemplar muito estimado e considerado pelo seu correctissimo procedimento de sempre.
João Magro, obcecado pelas suas arreigadas crenças religiosas que nunca olvidou, conscio de que algumas leis da republica haviam postergado o direitos seculares da Egreja, que sempre defendeu, e sabendo que o movimento iniciado por Paiva Couceiro, uma vez thriumphante, não só restabeleceria á mesma Egreja direitos que elle, e eu tambem, julgavamos inatacaveis, mas ainda outros que todos nós, os catholicos, desejavamos, deixou a sua parochia (S. João de Ayrão) e veio filiar-se como soldado nas hostes couceiristas.
Para pelejar, defendendo a Monarchia?
Sim, mas unica e exclusivamente para attingir o seu unico e verdadeiro ideal - luctar em prol da Egreja.
Como elle, muitos outro sacerdotes se sacrificaram, fazendo-se tambem conspiradores.
São muitos, mais de duzentos talvez.
A todos elles o Messias, que é como se sabe Paiva Couceiro, annunciou, quando fôsse... do governo, a satisfação absoluta e completa dos desejos do clero portuguez."
(Excerto do Cap. I)
"Como referi no capitulo primeiro, vim para Hespanha.
Mal havia chegado a Tuy, um reduzido mas criminoso bando de conspiradores, com largo cadastro de emeritos malandrins, imbecis e egoistas, (já com praça assente na columna que mais tarde invadia Portugal) capitaneados pelo celebre policia Marujinho, apodou-me de republicano-espião, esquecendo os miseraveis, para que a denuncia surtisse bons effeitos, que eu tinha sido nos tempos da ominosa, um dos homens não só odiados, mas até dos mais discutidos pela imprensa republicana e tambem aquelle a quem um livro - «Como thriumphou a republica» - escripto com um distincto escriptor, o Dr. Hermano Neves, consagra as honras... de um pequeno periodo, no qual o auctor se expressa assim:
«Foi ainda o Dr. Bernardino Machado, quem horas antes de rebentar um complot contra a vida do policia Abilio Magro, conseguiu por identico processo demover os conjurados da sua intenção. Muitos monarchicos não sabem o que devem ao eminente democrata.»
Eu li, mas soube, no proprio dia, da conjura em que se resolveu liquidar a minha vida pelo infame assassinio! [...]
Toda a gente, que conhece o obscuro nome de Abilio Magro, sabe que a campanha de odios e diffamação que certos republicanos lhe moveram, obedeceu sómente a um fito unico: o de obrigarem a exonerar-se do logar para que o chamaram, após a tragedia do Terreiro do Paço, e secretario do juiz de instrucção criminal de Lisboa, que a seu cargo tinha a investigação de todos os crimes politicos.
Exemplar em brochura, por aparar, bem conservado.
Invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

16 setembro, 2020

OS CRIMES DE DIOGO ALVES E DA SUA QUADRILHA. Lisboa, Livraria Barateira : Rio de Janeiro, Livraria Schettim, [191-]. In-8.º (19 cm) de 14, [2] p. (inc. capas). Colecção Economica, V
1.ª edição.
História de Diogo Alves (1810-1841), famoso ladrão e assassino de origem galega, radicado em Lisboa. Opúsculo publicado na apreciada Colecção Económica da Livraria Barateira.
"Diogo Alves era hespanhol. Nascera em 1810 e era natural da Galiza; era filho d'Anselmo Alves e Rosa Alves, pobres, mas honrados trabalhadores que viviam modestamente do producto do seu trabalho.
Diogo, emquanto era pequeno, ajudava seus paes no amanho e cultura das terras que estavam confiadas á sua guarda, mas quando chegou á idade de 13 annos elles o mandaram vir para Lisboa que era então a terra onde os galegos conseguiam mais facilmente juntar algumas economias e crear o seu pé de meia que depois lhes permitia uma vida mais desafogada na sua terra natal onde ao cabo d'alguns annos voltavam com o producto da sua labuta."
(Excerto de Quem era Diogo Alves)
"Era o aqueduto das Aguas Livres o local escolhido e preferido por Diogo Alves para assaltar as vitimas que o acaso lhe deparava ou fazia cair nas mãos. Possuidor de chaves falsas que lhe permitiam abrir a qualquer hora as portas dos arcos ocultando-se, sahia ao encontro das pessoas que por ali passavam e preferiam aquelle transito ao da estrada ordinaria para as roubar e lançar depois do arco central que é o de maior altura."
(Excerto de Os crimes nos Arcos das Aguas Livres)
Matérias:
Quem era Diogo Alves. | A sua amante, «a Parreirinha». | Os crimes nos Arcos das Aguas Livres. | Os crimes são descobertos. |Outro crime na Estrella. | O marido da vizinha. | Um roubo singular. | Quem eram os ladrões. | O principal crime de Diogo Alves. | Como e onde foi planeado o crime. | A morte do creado Manuel Alves. | Prizão do "Enterrador". | O julgamento e a sentença. | A execução dos facinoras.

Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa manchada no pé. Pelo interesse e raridade deve ser encadernado.
Raro.
Indisponível

24 agosto, 2020

VIEIRA, Affonso Lopes - EM DEMANDA DO GRAAL. Por... Lisboa, Portugal Brasil Lda : Sociedade Editora, [1922]. In-8.º (19 cm) de 386, [8] p. ; B.
1.ª edição.
Apreciada compilação de escritos - ensaios, conferências e pequenos textos em prosa e em verso, na sua edição original.
"Aos portugueses que não saibam ler e sejam a última gente primitiva e cristã da nossa Terra, e ao escol de espíritos dos que leram tudo e sintam o exílio da amada Pátria, ofereço, dedico e consagro estas páginas que exaltam o nosso lirismo, e onde o mais humilde dos poetas buscou contribuir para reaportuguesar Portugal tornando-o europeu, procurando, através da selva escura, salvar também a sua alma."
(Dedicatória)
Index:
Dedicatória. | Conferências e outras palavras [11 textos]. | Algumas prosas [8 textos]. Páginas soltas e folhas do diário [22 textos]. | Poemas: O exílio; As velas; Amor; A Galiza. | Da Linguagem e do Canto. | Epílogo: O Túmulo dos Jerónimos.
Exemplar brochado, na sua quase totalidade por abrir, em bom estado de conservação. Capas oxidadas.
Muito invulgar.
Indisponível

03 março, 2020

CESAR, Oldemiro - "A GUERRA, AQUELE MONSTRO..." Dois meses nas Astúrias entre soldados galegos. Lisboa, Parceria António Maria Pereira, 1937. In-8.º (19cm) de 180, [4] p. ; XVIII p. il. ; B.
1.ª edição.
Capa de Pedro Knotz.
Importante subsídio para a história da Guerra Civil de Espanha. Conjunto de crónicas de um repórter português, enviado do Diário de Notícias, que acompanhou as incursões dos nacionalistas galegos à província vizinha das Astúrias.
Livro muito valorizado pela expressiva dedicatória autógrafa do autor, datada de 1937, "ao alferes Luis [elegível], que viveu outra guerra [WW1?], mais cruenta da que nestas páginas se conta, com o heroísmo de um soldado português d'outras eras."
Iustrado em separado com 18 fotogravuras a p.b., impressas sobre papel couché, reproduzindo cenas da guerra.
"Parti para a Espanha agitada no cumprimento de um amargo dever profissional, de que procurei desempenhar-me o melhor que pude e soube, fiel àquele honesto preceito que já o poeta recomendava e de que nunca na minha vida de jornalista me afastei:
Falai em tudo verdades
a quem em tudo as deveis...
Parti em circunstâncias bem dolorosas para mim... [...]
De sessenta e tantos dias, que tantos foram os que trambulhei por longes terras, arruinando a saüde, destrambelhando os nervos e tanta vez arriscando a vida, sem notícias dos meus e vencendo mil dificuldades de trabalho..."
(Excerto do Prefácio)
Índice: Prefácio. - A caminho de uma zona de guerra. - Portugal na Galiza pacificada. - Aspectos trágicos e curiosos da vida civil à margem da guerra. - Às portas das Asturias, o país negro do carvão. - A obra devastadora dos comunistas das Astúrias. - Numa base importante de abastecimento. - Vida de campanha. - Em marcha sôbre Oviedo. - Como combatem os marxistas. - Trinta e seis dias sob o domínio vermelho. - Um domingo entre os valentes soldadinhos galegos. - Páginas de epopeia. - A dois passos da frente da batalha. - A caminho da vitória ou da morte. - Contrastes da guerra. - Preparativos de uma grande ofensiva. - Pravia, vila mártir. - Enquanto se iniciava a ofensiva sôbre Trubia... - Da frente para a rectaguarda. - À margem da guerra.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Pequena falha de papel nas extremidades da lombada.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

24 outubro, 2019

NEVES, Orlando - TROVAS MEDIEVAIS OBSCENAS. Cantigas de mal dizer. [Lisboa], Matéria Escrita, 1998. In-8.º (22 cm) de 114, [2] p. ; il. ; B.
Interessante subsídio para a divulgação das Cantigas de mal dizer, género literário satírico galaico-português. Contém no final, em "Notas Biográficas", um brevíssimo resumo da vida dos principais contributores medievais para estas Cantigas, portugueses e galegos, incluindo o rei de Castela e Leão Afonso X, o Sábio.
Livro ilustrado ao longo do texto com reprodução de sugestivas gravuras antigas.
"As cantigas trovadorescas galego-portuguesas são um dos patrimónios mais ricos da Idade Média peninsular. Produzidas durante o período, de cerca de 150 anos, que vai, genericamente, de finais do século XII a meados do século XIV, as cantigas medievais situam-se, historicamente, nas alvores das nacionalidades ibéricas, sendo, em grande parte contemporâneas da chamada Reconquista cristã, que nelas deixa, aliás, numerosas marcas. Tendo em conta a geografia política peninsular da época, que se caracterizava pela existência de entidades políticas diversas, muitas vezes com fronteiras voláteis e frequentemente em luta entre si, a área geográfica e cultural onde se desenvolve a arte trovadoresca galego-portuguesa (ou seja, em língua galego-portuguesa) corresponde, latamente, aos reinos de Leão e Galiza, ao reino de Portugal, e ao reino de Castela (a partir de 1230 unificado com Leão)."
(Fonte: https://cantigas.fcsh.unl.pt/sobreascantigas.asp)
"Rodrigues Lapa publicou, em 1965, pela primeira vez, na Editorial Filolóxica, o acervo completo das Cantigas d'Escarnho e Mal Dizer dos Cancioneiros Medievais Galego-Portugueses, em transcrições feitas a partir da sua consulta directa às fontes.
A obra, pelo seu volume (cerca de 800 páginas, em grande formato) não teve divulgação, afora dos meios eruditos.
Mas, para esse desconhecimento, outros factores contribuíram, entre os quais, a existência da Censura e a imposição obscurantista da ditadura de Salazar.
Dir-se-ia que tal ocultamento se romperia com o 25 de Abril. Não aconteceu assim.
Mais fortes do que a liberdade de editar e de estudar essas cantigas foram, continuam a ser, o preconceito moral e a pudicícia convencional que não se desarreigaram do modo de ser lusitano.
Têm-se editado antologias da poesia trovadoresca galaico-portuguesa, para uso escolar e não só. Mesmo colectâneas literárias, organizadas por escritores prestigiados, sonegaram uma das mais importantes secções dessa poesia, no caso, uma larga parte das cantigas de mal dizer, porque, ainda hoje se considera que, certas, desatremam dos conceitos morais vigentes. Mais objectivamente: as cantigas obscenas foram, sistematicamente, ocultadas. [...]
A poesia galego-portuguesa (fecunda entre 1200 e 1350) é, mais ou menos, conhecida tão-só através das cantigas de amor e amigo, belíssimas, sem dúvida, em grande parte dos casos. Mas poucos saberão que muitos dos poetas seus autores (quase todos, dir-se-ia), capazes de exprimir o amor cortês na mais alta qualidade poética, são, também, os autores de trovas desbocadas, desbragadas, escabrosas, escatológicas, como, por exemplo, Estevão da Guarda, Pero da Ponte, João Airas de Santiago, Pero Garcia Burgalês, João Garcia de Guilhade, João Soarez Coelho ou Martim Soarez, indiscutivelmente dos maiores poetas da língua portuguesa.
Essa prática poética licenciosa em nada os empequeneceu. Porque é na má língua de tais cantigas - algumas de inegável mérito literário - que mais dados se encontram para o estudo da sociedade medieval e dos seus costumes, permitindo-nos conhecer o outro fervilhar vital existente fora dos salões dos castelos ou dos saraus palacianos da nobreza. Como, da mesma forma, se ignora que esses autores eram, muitos deles, fidalgos de estirpe, frequentadores da corte portuguesa e castelhana, a começar pelo rei de Castela e Léon, Afonso X, o Sábio, que, a par das Cantigas de Santa Maria, em louvor da Virgem, escreveu sátiras violentas e trovas de uma pornografia brutal.
Essas são as faces do homem medieval: o suave e delicado lirismo, lado a lado com o realismo obsceno mais rude e cru."
(Excerto do preâmbulo, Breve nota)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Esgotado.
Indisponível

21 setembro, 2019

PORTELA, Fr. Marcos - CATECISMO DO CAMPONÊS. Tradução e prefácio de Viale Moutinho. Lisboa, Editorial Futura, 1975. In-8.º (16 cm) de 40 + 41, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Primeira edição portuguesa deste curioso e original Catecismo do Labrego (bilíngue - português/galego).
"Frei Marcos da Portela puxa pela língua a um camponês e percorremos com um travo de humor amargo as páginas deste catecismo. A demonstração do homem sob os impérios infernais os denominados impostos, serviço militar, o poder central de Madrid, os esbirros locais, os tribunais, uns quantos profissionais de mas artes ou artes desviadas para malas partes, a ronha sacana dos caciques e seus mandatários, de braço dado com as pragas naturais, precipitando o homem do campo em estádios cada vez mais dolorosos da existência. A actualidade do Catecismo do Labrego poderia traduzir-se em números: editado pela primeira vez no jornal «O Tio Marcos da Portela», de Orense (Galiza), em língua vernácula, saiu em volume em 1888, e entre este ano e 1930, foi reeditado mais de vinte vezes, não contando com as reproduções totais ou parciais feitas através de jornais e revistas. Não sabemos se entre esse último ano e 67 a obra de Frei Marcos da Portela esteve proibida ou não, a verdade é que nos anos do pós-Guerra Civil que enlutou a Espanha o jugo imposto aos povos galego, catalão, basco e outros foi pesado e duro. As línguas vernáculas foram mesmo proscritas."
(Excerto do Prefácio)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa vincada no canto inferior direito.
Invulgar.
15€

25 maio, 2019

GUERRA, L. de Figueiredo da - A CAPELLA DE SANTO ABDÃO DA CORRELHÃ. Por... Viana, Tip. Comercial «A Aurora do Lima», 1924. In-8.º (21,5 cm) de 15, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Estudo histórico sobre as disputas políticas e territoriais entre a Arquidiocese de Braga e a Igreja de Compostela na Idade Média, com epicentro na Correlhã - a antiga Vila Corneliana -, cuja capela foi utilizada por Diogo Gelmires, Bispo de Iria, aquando do furto e transporte para a Galiza das relíquias de quatro santos.
Opúsculo ilustrado com uma reprodução fotográfica da Capela de Santo Abdão.
"A capella junto ao adro paroquial de S. Thome da Correlhã, no concelho de Ponte do Lima, é uma antiga ermida corporal, ou funeraria, como outras que conhecemos nos Mosteiros medievais da Galiza e de Portugal; algumas tinham tão pequenas dimensões, que mal se podiam celebrar n'ellas os officios divinos.
Sobem aos seculos X e XI.
Sendo outr'ora prohibidos os enterros dentro das egrejas, distribuiram-se as sepulturas, fóra e em roda dos templos, em recinto vedado, conservado sempre os tumulos a respectiva orientação.
Convém não confundir esta nossa Correlhã, a antiga - Villa Corneliana -, pertencente a Sant'Iago de Compostella, com a outra Villa, do comêço do seculo XI, situada perto de Oviêdo, nas Asturias, e chamada tambem Corneliana.
Assentava aquella velha Villa wisigothica na margem esquerda do rio Lima, a dous kilometros, a jusante da ponte de pedra, onde passava a - Via Romana - de Braga para Tuy, e que lhe vinha atravessar os limites."
(Excerto dos Cap. I e II)
Luís de Figueiredo da Guerra (Viana do Castelo, 1853 - 1931). "Foi um historiador e historiógrafo vianense que se distinguiu no estudo da história local da região em torno da foz do Lima. Foi director do Museu Municipal e da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta falha de papel nos cantos.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Com interesse histórico.
Indisponível

05 agosto, 2018

LAPA, Rodrigues - ESTUDOS GALEGO-PORTUGUESES. Por uma Galiza renovada. Lisboa, Sá da Costa Editora, 1979. In-8.º (21cm) de [6], 129, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada em com 4 desenhos em página inteira - 1 por página.
Capa de Espiga Pinto.
"Sempre considerei a Galiza, essa terra maravilhosa, desgraçada e incompreendida, como sendo a minha própria terra; e historicamente e geograficamente assim é, pois dentro dos limites da velha Galécia, que chegava pelo sul ao rio Mondego. Mas também lhe estou vinculado pelo coração, que apoia naturalmente todos os que defendem a sua liberdade e cultura. Esta atitude não se identifica com qualquer posição militante e agressiva no plano geográfico e político. Fomos sempre muito claros a esse respeito. Logo em 1935, por ocasião do centenário de Pondal, tivemos ocasião de dizer, a propósito de «uma aproximação entre as duas partes da desmembrada cultura galego-portuguesa»: «Digamo-lo brutalmente: nós não nos sentimos em condições de tornar feliz a Galiza [era na época do Fascismo]; e, ainda que o estivéssemos, preferiríamos que ela fabricasse por si mesma, como o nosso apoio moral, a sua felicidade.» Mais de uma vez temos insistido na limpeza e sinceridade das nossas intenções, e não damos a ninguém o direito de as pôr em dúvida."
(Excerto do Prefácio)
Índice:
Prefácio. 1. - Castelao e a Galiza. 2. - Uma entrevista oportuna. 3. - Centenário de Pondal. 4. - A Galiza, o Galego e Portugal. 5. - A recuperação literária do galego. 6. - Duas atitudes face ao problema do galego. 7. - Ainda a recuperação literária do galego. 8. - Otero Pedrayo e o problema da língua. 9. - Língua portuguesa: a quantidade e a qualidade. 10. - Sobre a lira lusitana de Curros Henriquez. 11. - Añon e as saudades de Portugal. 12. - António Sérgio e o problema da língua literária.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

06 janeiro, 2018

MOTA, I. F. Silveira da - VIAGENS NA GALLIZA. Por... Socio effectivo da Academia Real das Sciencias de Lisboa. Lisboa, Na Livraria de A. M. Pereira, 1889. In-8.º (18,5 cm) de 233, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso livro de viagens, onde o autor narra com deleite as suas impressões sobre a Galiza. Visita e descreve as principais cidades da província espanhola, os seus locais históricos, monumentos, etc., "pintando" as paisagens galegas com enlevo e realismo.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"O libro editouse por primeira vez en Lisboa en 1889 e recolle as experiencias vividas polo seu autor tres anos antes en terras galegas. Silveira da Mota escribiu unha obra na que a viaxe por terras descoñecidas é tamén viaxe interior, permanente diálogo entre o viaxeiro e a realidade nova que comparece diante da súa sensibilidade. Como todo bo viaxeniro, concentra a súa atención sobre o máis pequeno, interésase polo miúdo e polo detalle cotián."
(Sinopse da edição galega, publicada em 1994)
"Uma das coisas boas que ha n'este mundo deriva da facil e liberrima ligação de idéas, por meio da qual o entendimento, no seu perenne cogitar, associa ao presente as renascidas imagens do preterito, engrandece e multiplica a existencia, traz a phases de desanimo lempejos de felicidade. Assim, por exemplo, estou em Santiago, no anno 1886,  e cuido por vezes que vivo em pleno seculo XVII. As ruas estreitas e sombrias, as longas arcadas, a côr enegrecida das casas e dos monumentos, a frequencia aos templos desde o romper da manhã até á noite, o zumbido das rezas, a musica dos orgãos, os descantes nocturnos, o carpido pregão dos serenos produzem tão insolito conjuncto de costumes mysticos, poeticos, cavalleirosos, e contrastam de tal modo com a cultura social do nosso tempo, que despercebidamente remonto ao passado, e imbuo-me nas suas crenças. [...]
Não quiz despedir-me de Compostella sem visitar os arrebaldes. Sahi pois da cidade, á mercê do acaso, e fui ter ao cimo de um outeiro, todo cercado de frondosas carvalheiras. O sol resplandecia por entre nuvens, que apenas lhe enfraqueciam o ardor dos raios, o ar estava sereno, os campos exhalavam o bonissimo cheiro das flôres silvestres, e eu percevbi, emfim, com evidencia, a affinidade recondita, a ligação intima que existem entre o contentamento ineffavel da alma e o carinhoso sorriso da natureza n'uma gentil manhã de primavera."
(Excerto de Santiago)
Indice:
I - Vigo. II - Pontevedra. III - Villa Garcia. IV - Santiago. V - Corunha. VI - Lugo. VII - Orense. VIII - Orense. IX - Ribadavia. X - Tuy.
Inácio Francisco Silveira da Mota (Lisboa, 1836 - 1907). "Foi um político, jornalista e escritor português. Nasceu em Lisboa em 1836. Filho de um advogado, frequentou o curso de Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde se formou Bacharel em 1856. Foi eleito membro da Associação dos Advogados de Lisboa, mas pouco tempo exerceu, no escritório de seu pai, de onde saiu para se dedicar à política. Foi eleito deputado pela primeira vez em 1863 pelo círculo de Faro, tendo, até 1878, sido reeleito por diversos círculos eleitorais. Exerceu diversos cargos públicos, nomeadamente: subdirector geral dos Negócios Eclesiásticos (1864) e dos Negócios da Justiça (1868) e director da Direcção Geral do Registo Civil e Estatística. Reputado jornalista e homem de letras deixou colaboração em diversos jornais e revistas de índole histórica e literária, nomeadamente no Arquivo Universal de que foi fundador e um dos directores e ainda na Revista Contemporânea de Portugal e Brasil (1859-1865). Obras. A Harpa do Livre; Horas de repouso; Quadros de História Portuguesa; Viagens na Galiza."
(Fonte: www.wikiwand.com)
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Capas defeituosas com falhas de papel. Páginas com manchas de oxidação e pequena mancha de humidade visível no pé das primeiras folhas do livro. Necessita de trabalho de restauro e encadernação.
Invulgar.
Indisponível

15 novembro, 2017

RIVERO, Rogelio - GALICIA RINDO. [S.l.], Edición do Autor [Composto e impresso na Tipografia Iberica, Ltd.ª, Lisboa], 1924. In-8.º (20cm) de 111, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Colecção de pequenas histórias jocosas, referentes na sua maior parte à terra natal do autor - a Galiza. Livro redigido em galego e publicado em Lisboa, aquando da estadia de Rivero pela capital. Em jeito de preâmbulo, o autor elogia Lisboa, dizendo sentir-se em casa.
O desenho da capa é da autoria de Vidales Tomé (1896-1963), conhecido jornalista, cartoonista e caricaturista galego.
"Aquí, en Lisboa, hai unha sociedade que non é sociedade. Ten reglamento, mesas de billar, mesas de xogo de cartas e mesas para xogar o dominó.
Mais ali non se toma café, e bébese viño, e cántase, e asobíase, e quittase a chaqueta, e peléxase e fálanse indecencias.
Isto, como se ve, faille perder o carauter de sociedade, pra convertila n-unha taberna inmunda, n-unha d-esas tabernas onde se reúnen os mozos de corda, os mandicantes que dormen nos bancos da Avenida da Liberdade, y-os disgraciados éses que vemos todol-os dias por ahi descalzos, mostrando as suas carnes cobertas de roña e de miseria.
Hai tamén ali unha Direitiva, un conserxe, un piano, un escenario e un salón de festas. Isto dálle tamén, sin duda algunha, aspeuto de centro artístico e recreativo. Pero resulta que, as cadeiras, de fai bastante tempo a esta parte, están cravadas de catro en catro, por medio d-uns fortes listróns de madeira, pra evitar que, nas xuntas xenerales, levante cada socio a sua, como antes sucedia, e se esbandallen a cachola uns os outros. Agora xa sólo lles queda o recurso de zamparse a couces, a trompadas pol-as escaleiras abaixo, como xa  fixeron algunha ves. A non ser que, pra impedir estes autos de cultura gallega, volvan as Direitivas a levar ali axentes da policia secreta, cousa que non deberán facer en ningun caso. Si son bós patriotas, si son amantes, como dicen, da terra que os viu nacer, deben deixalos pelexear, deixalos que se reventen a patadas uns os outros, pra ver si logra que desaparezan esas bestas com traxe de señorito, que feden a mollo de caldeirada e deshonran a Galicia co-a sua brutalidade, co-a sua iñorancia, co seu salvaxismo.
¡Y-estes xabalís teñen ensayos de baile, (aulas, como eles dicen) todal-as semanas!..."
(excerto de Xabalis con duas patas)
Índice:
- ¡Lisboa! - A despedida. - Migallas. - ¿Qué tal? - O boutizo. - ¡Inda hai parvos!... - Cómo and-a fé... - Unha conquista. - Xabalis con duas patas. - O cristo de Meira. - Tres nenas. - De viaxe. - Vieiras e hovos. - Sancristán mañoso. - Os esproradores. - Dous nécoras. - Um home de cencia. - Un lacazán. - Cada un. o seu. - Estívolle ben. - Chamaille burro. - As ovellas do abade. - ¡Qué tirria lles tiña! - Un «coitado». - O telégrafo. - Dous marraus. - ¡Coidado c-ô hermellón!... - Burro intelixente. - O médico novo. - Non lhe pesou. - Diga así sempre. - Entroido. - ¡A machadazos! - A carabuña. - O meigallo. - Un santo anoxado. - E apareceu. - O voto. - E tiñache razón. - Un bó castigo. - Un papán. - Cento por un.
Rogelio Rivero (Neves, 1884 - 1940). “Foi um escritor e jornalista galego. Redactor de El Tea de Ponteareas, onde por vezes utilizava o pseudónimo “Xacinto d'as Cubelas”; colaborou no Diario de Avisos e Heraldo de Saragoça, e foi correspondente nas Neves do Noticiero de Vigo. Nas Neves dirigiu El Azote, manteve uma secção crítica titulada “Aturuxos” no semanario satírico de Vigo La Ráfaga, tendo sido também colaborador da Vida Gallega, Don Quijote de Ponteareas, Tramancazos e El Soplete editados en Redondela, e correspondente da Galiza en Ponteareas. Na República colaborou na Tribuna. Foi um autor com grande êxito popular. Publicou os seus contos no El Tea, que mais tarde foram publicados em livro. Escreveu ainda algumas peças de teatro."
(fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com defeitos.
Raro e muito curioso.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível