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27 julho, 2026

CABRAL, Fred. A. de Vasconcellos Pereira -
VESTIGIOS GLACIARIOS NA SERRA DA ESTRELLA.
Rochas striadas, penedos erraticos, morenas. Por... Engenheiro adjuncto da Secção geologica. Lisboa, Imprensa Nacional, 1884. In-8.º (23x13 cm) de 26 p. ; B.
1.ª edição independente.
Importante estudo geológico, pioneiro, dedicado à Serra da Estrela.
Trabalho invulgar e muito interessante, com interesse histórico e bibliográfico. Trata-se do "Extracto da  Revista de Obras Publicas e Minas n.ºs 177 e 178, de setembro e outubro de 1884".
"A circumstancia de estarmos encarregados pelo digno chefe da secção de trabalhos geologicos, o sr. Nery Delgado, do estudo dos terrenos quaternarios do paiz, determinou a excursão, que em agosto de 1883 fizemos á Serra da Estrella, para verificar, se aquella montanha tinha estado glaciada n'uma epocha geologica a que já uma vez tivemos de chamar plio-pleistocenica, por querer d'este modo abranger o periodo pliocenico, e o que se lhe seguiu.
Já em 1879 tinhamos sido levados a concluir, que as nossas montanhas mais elevadas deviam ter estado no periodo pleistocenico cobertas de neves perennes, que tivessem dado origem a gelos fluentes... [...]
Tendo, porém, esta serra, attrahido muito a attenção, e tendo sido bastante visitada por nacionaes e estrangeiros, sobretudo n'estes ultimos tempos, não sabemos, que até ao dia em que a ella subimos, e alli observámos os factos, de que vamos dar breve noticia, pessoa alguma tenha feito referencia a vestigios glaciarios ali encontrados. Assim, era ardente o nosso desejo de a percorrer tambem, porque, a pezar de tudo, era firme a nossa convicção, de que ali deviam existir ainda pelo menos algumas provas do trabalho de gelos fluentes; e a verificação d'este facto, alem de não a dispensar a sciencia, era de grande alcance para a explicação da origem, até agora obscura, de muitos dos depositos superficiaes conhecidos no paiz.
Para procurar estas provas, e colher exemplares, que pozessem fóra de toda a duvida a antiga glaciação da serra, a ella subimos, pois, no dia 15 de agosto, com a intenção de por lá permanecer alguns dias.
O nosso intento era visitar primeiro as origens de alguns dos valles, em que correm as ribeiras affluentes do Alba; valles, que começam a definir-se nos planaltos mais elevados da serra, e seguem direcções entre as de noroeste a sudoeste, cortando profundamente as encostas, por vezes alcantiladas da montanha, e separando assim os diversos contrafortes, que com maiores altitudes se prolongam para aquelle quadrante.
Fomos pois acampar n'um estreito valle, chamado Covão Grande da Lagoa Comprida, por n'ella haver uma pequena lagoa perenne, que comtudo é a maior da serra, e cujas aguas vão engrossar a Ribeira da Caniça, affluente do Alba; e démos-lhe a preferencia, não só por ella offerecer melhores condições para acampar, como pela sua proximidade do grupo de lagoas da encosta noroeste da serra, perto das quaes esperavamos encontrar com mais facilidade alguns dos vestigios que buscavamos."
(Excerto do Estudo)
Frederico Augusto de Vasconcelos Pereira Cabral (1820-1886). "Pioneiro na investigação da Geologia do Quaternário e da Pré-História em Portugal. Engenheiro de Minas ligado ao Ministério das Obras Públicas, esteve ao serviço da Comissão dos Trabalhos Geológicos de Portugal e procedeu a observações nos depósitos quaternários da Foz do Douro com interesse arqueológico, as quais se destacam pelo rigor da descrição e interpretação. Desenvolveu uma aproximação metodológica e conceptual inovadora para a época, relacionando conhecimentos de origem e índole muito diversas: geomorfológicos, geológicos e arqueológicos."
(Fonte: https://www.researchgate.net/publication/375759624_Frederico_de_Vasconcelos_Cabral_pioneiro_da_Geologia_do_Quaternario_e_da_Pre-Historia_portuguesas)
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Alvo de restauro nas capas e no interior, visando suster a humidade.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

07 junho, 2023

MACHADO, Falcão -
GEOGNOSE DE PALMELA
. Palmela, [s.n. - Tip. Simões - Palmela], 1956. In-4.º (23 cm) de 24 p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Interessante ensaio geológico de Palmela.
Ilustrado com uma folha separada do texto.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
Fernando Falcão Machado (Coimbra, 1904 - Porto, 1993). Nasceu em 28 de Maio de 1904 no Largo da Castelo, Coimbra. Professor e publicista. Casou com Maria Ana Cabedo Garcia, natural de Setúbal. Publicou trabalho de temática diversa - etnográfica, sociológica, geográfica, etc. - relacionada sobretudo com a zona de Coimbra, de onde era natural, e Setúbal, a sua cidade por adopção. Faleceu em 23 de novembro de 1993 na freguesia de Paranhos, Porto (89 anos de idade).
Exemplar em brochura, bem conservado. Capa apresenta tonalidades diferentes por acção da luz.
Invulgar.
Indisponível

14 dezembro, 2021

A ROTA DO MÁRMORE DO ANTICLINAL DE ESTREMOZ. Coordenação, investigação e textos: Alfredo Tinoco; Carlos Filipe; Ricardo Hipólito. [Prefácio: Prof. Jorge Custódio]. Lisboa, Centro de Estudos de História Contemporânea, Instituto Universitário de Lisboa, 2014. In-4.º (24 cm) de 71, [1], [72] p. ; il. , B.
1.ª edição.
Importante estudo cultural e turístico, e histórico e geológico, sobre o Anticlinal de Estremoz.
Livro ilustrado a p.b. e a cores com fotografias, tabelas, desenhos, plantas e mapas.
Tiragem: 500 exemplares.
"A obra que agora se publica integra as três partes constituintes do referido projecto, antecedidas de uma introdução. A primeira parte consta de um pequeno estudo sobre as relações entre património cultural, turismo e desenvolvimento, essencial para a compreensão do significado das rotas turísticas. Segue-se um capítulo sobre a história e geologia do Anticlinal de Estremoz e da sua localização geológica e geográfica, onde se atende ao papel histórico que desempenhou na sub-região alentejana, quer do ponto de vista da extracção do mármore, como da sua exploração oficinal e industrial, como ainda do seu consumo histórico enquanto material de construção utilizado na arquitectura monumental e artística e de uso doméstico. Finalmente, uma terceira parte contém a própria Rota do Mármore proposta para os principais concelhos da sub-região."
(Excerto do Prefácio)
"O presente estudo teve como principal objectivo a criação de um roteiro turístico e a valorização do seu recurso endógeno - o mármore -, enquanto elemento identitário da Zona dos Mármores (concelhos de Alandroal, Borba, Estremoz, Sousel e Vila Viçosa) e enquanto principal elemento dinamizador da economia local.
Recurso natural de excelência, os mármores alentejanos são aqueles que mais se destacam no contexto nacional, conseguindo ombrear com os melhores mármores do mundo, conquistando, assim, prestígio e popularidade assinalável.
Do ponto de vista turístico, a região dispõe de um património digno de registo e a Rota do Mármore do Anticlinal de Estremoz tem uma vertente marcadamente de roteiro industrial. Embora a temática do turismo industrial seja cada vez mais um produto apetecível, o projecto que desenvolvemos não se limita a abordar o lado industrial do sector sob pena de este se esgotar rapidamente, correndo o risco de se tornar um produto pouco atractivo e pouco apetecível, exceptuando, talvez, o interesse de um público especializado. [...]
Embora tratando-se de um trabalho académico, o leitor é convidado a percorrer e descrição de algum do património existente numa sub-região bem identificada culturalmente, procurando enriquecer o seu conhecimento e o debate de ideias."
(Excerto da apresentação)
Índice:
Prefácio. Agradecimentos. Introdução. I - Património, Turismo e Desenvolvimento. II - História e Geologia. III - Rota do Mármore do Anticlinal de Estremoz. Bibliografia e webgrafia. Cartografia. Anexos.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Esgotado.
Com interesse histórico e regional.
15€

23 junho, 2017

SOUSA, Francisco Luiz Pereira de - IDEIA GERAL DOS EFFEITOS DO MEGASISMO DE 1755 EM PORTUGAL. Por... Capitão de Engenharia. These para o concurso de 2.º assistente do 1.º grupo da 2.ª Secção da Faculdade de Sciencias de Lisboa. Lisboa, Typographia do Commercio, 1914. In-4.º (25,5 cm) de 79, [1] p. ; [2] mapas desd. ; [1] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante estudo sobre o terramoto que assolou Portugal em 1755; com um capítulo dedicado aos efeitos operados em Lisboa.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
Livro impresso em bom papel encorpado, ilustrado no texto, e em separado com duas fotogravuras reproduzidas em papel couché, e com dois mapas desdobráveis:
Mapa de Portugal continental a cores (30x52,5cm) - escala 1/1 500.000, identificando os graus de intensidade pela Escala de Mercali em todo o território nacional.
Mapa de Lisboa a cores (32x32cm) - escala 1 : 25.000. Inclui legenda com a identificação dos edifícios públicos e religiosos, bem como, ruas, praças, museus, monumentos e outros locais de interesse público, afectados pelo sismo, e devidamente assinalados no mapa, de acordo com a Escala de Mercali.
"As obras relativas ao terremoto de 1755 em Portugal, publicadas pouco depois deste cataclismo, estão d'accordo em consideral-o de origem submarina. Como, porem, em geral, não se occupam senão dos seus estragos em Lisboa e, quando se referem ás outras terras do paiz, pouco dizem, este tremor de terra ficou conhecido na sciencia por terremoto de Lisboa, por ser considerado este ponto do continente europeu, como aquelle onde se manifestara com mais intensidade.
De facto, foi em Lisboa, onde o terremoto fez mais victimas; mas, não admira, visto ser muito maior a população nesta cidade do que nas outras e por a elle succeder um incendio que durou cinco a seis dias."
(excerto de Zona Epicentral)
Índice:
- Documentos para o estudo do terramoto. - Zona Epicentral. - Propagação do terramoto em Portugal. - Conclusões sobre a tectonica de Portugal. - Effeitos do terramoto em Lisboa. - Notas sobre a Atlantida.
Francisco Luís Pereira de Sousa (1870 - 1931). Engenheiro militar e geólogo português. Natural do Funchal. Docente na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Publicou significativa bibliografia sobre o terramoto de 1755. "Apresentou-se a concurso para Assistente da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa tendo escrito para esse fim uma tese intitulada "Ideia geral dos efeitos do megasismo em Portugal". A maneira brilhante e distinta como se houve no referido concurso valeu-lhe a sua admissão naquele estabelecimento de ensino como segundo assistente da Cadeira de Geologia, lugar para que foi nomeado em Novembro de 1911."
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse para a bibliografia do histórico sismo setecentista.
Indisponível

23 maio, 2012

CORRÊA, Eugénio / MONTEZ, Paulino - VALORES DE PORTUGAL : Registo de Imóveis de Interesse Histórico, Artístico ou Pitoresco e de Obras Naturais. CONCELHO DE VISEU : Massa de Rochas e Penedos [e Estradas, Pontes e outras Obras atribuídas aos Romanos]. Lisboa, Ministério das Obras Públicas, [196-]. 2 vol. in-fólio (32x42) de 226, [9] p. e 182, [11] p. ; mto il. ; B.
Obra luxuosa de dimensões generosas, impressa em papel couché, profusamente ilustrada com fotografias a p.b. e cores.
É tudo quanto foi publicado, de 8 vol. inicialmente previstos.
“Registam-se, nesta publicação, e noutras similares, os mais diversos valores encontrados no País, em zonas urbanas e rurais. São obras de interesse histórico, de interesse artístico ou de interesse pitoresco; obras de carácter popular ou erudito, […] antigas estradas, pontes e poldras; e obras naturais (penedos ou massas rochosas, notáveis pelo seu aspecto e volume, árvores de grande porte e trechos de paisagem).” (excerto da introdução, comum aos 2 vol.) Exemplares brochados em bom estado de conservação.
Invulgar.
60€

27 dezembro, 2010

FIGUEIREDO, Filippe Eduardo de Almeida - A TERRA. Apontamentos de Geologia Agricola. Por... Lisboa, Livraria Classica-Editora : A. M. Teixeira & C.ia, 1908. In-4.º (23 cm) de 706, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Encadernação simples em meia de percalina. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
25€