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30 junho, 2022

PACHECO, Eugenio - OS ALIENADOS NOS AÇORES.
Por... Professor de Sc. Nat. no Lyceu de Ponta Delgada
. Ilha de S. Miguel, Imprensa de Eugenio Pacheco, 1899. In-8.º (19 cm) de 333, III p. ; B.
1.ª edição.
Polémica do autor com Montalverne de Sequeira. O presente livro reúne artigos publicados pelos contendores na imprensa a propósito da questão dos alienados nos Açores.
"As paginas, que seguem, são em parte inéditas, e em parte a reproducção duma Polemica, ha pouco, travada entre o Diario dos Açores e o meu Semanal, O preto no branco, a proposito do valor das Estatisticas dos Alienados nos Açores - Documentos estes que se encontram num Livro do Sr. Mont'Alverne de Sequeira, publicado a expensas da Junta geral do Districto de Ponta Delgada, em 1898.
Confesso que não pretendia provocar novas Discussões com aquelle iracundo Pamphletario, nem tampouco que uma graciosa Referencia á Illustração medica dos Regedores de Parochia açoreanos, que elaboraram as referidas Estatisticas, désse ázo ao meu Detractor para reestampar velhas Invectivas contra O preto no branco e contra o seu obscuro Proprietario.
Acceitei, entretanto, o Repto, e respondo por forma que a Questão ficasse, como devia, no Campo Esclusico dos Factos sem Caracter pessoal.
Não logrei o meu intento.
Pois o Sr. Mont'Alverne de Sequeira, aguardando precisamente o momento em que O preto no branco suspendera a sua publicação, conforme o havia já annunciado, quís mais uma vez esgraphiar uma das suas costumadas Diatribes pessoaes, onde a Paixão rancorosa e o Despeito mesquinho tomam o logar da Razão e da Conveniencia.
Hesitei sobre se devia ou não deixar sem Resposta esse ataque pérfido de que fôra alvo, quando já me faltavam os Meios mais naturaes e mais simples de defesa na Imprensa local. [...]
Entretanto, manifestou-se claramente para mim a Opinião de Amigos, que muito respeito, e, alguns dos antigos Assignantes d'O preto no branco, por outro lado, instaram para que eu applicasse o merecido Correctivo á grosseria e insultante arremettida do Snr. Mont'Alverne. [...]
Accedi, pois, e, para dar á Resposta o Caracter documental, que mais lhe convinha, resolvi colligir neste Folheto todos os Artigos da Polemica, afim de que o Leitor possa assentar o seu Juizo em bases, tanto quanto possiveis, completas."
(Excerto da introdução)
Eugénio Vaz Pacheco do Canto e Castro (Ponta Delgada, 1863 - 1911). "Mais conhecido simplesmente por Eugénio Pacheco, foi um intelectual e político açoriano, defensor das causas republicana e autonomista, que desenvolveu intensa e variada acção nos domínios da investigação científica, da pedagogia e do jornalismo de intervenção político-social."
(Fonte: https://wikie.com.br/Eug%C3%A9nio_Vaz_Pacheco_do_Canto_e_Castro)
Gil Montalverne de Sequeira (Óbidos (Pará), 1859 - Ponta Delgada, 1931). "Foi um dos mais influentes paladinos do Primeiro Movimento Autonómico dos Açores, do qual resultou a primeira autonomia dos Açores em 1895. Médico e político, desempenhou diversos cargos, entre os quais o de director das Termas das Furnas, reitor do Liceu de Ponta Delgada, deputado às Cortes e procurador à Junta Geral do Distrito Autónomo de Ponta Delgada. Foi sócio correspondente da Academia Real das Ciências de Lisboa."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa apresenta falha de papel de relevo. Texto integral, mas com falta da f. rosto.
Raro.
Com interesse histórico e regional.
Indisponível

03 julho, 2021

SEQUEIRA, Mont'Alverne de - HYPNOTISMO E SUGGESTÃO. Esboço de estudo.
Segunda edição. [Lisboa], Editores - Witier & C.ª, [1889]. In-8.º (21 cm) de 278 p. ; [5] f. il. ; il. ; E.
Tese de licenciatura do autor. Trabalho pioneiro em Portugal que não escapou à polémica nos meios médicos e intelectuais. Segunda edição desta obra que teve primeira impressão apenas um ano antes (1888).
Obra ilustrada com desenhos e tabelas ao longo do texto, e 5 fototipias em separado.
"A velha questão do magnetismo animal tem tido sorte vária.
Ora no apogeu das grandes descobertas, ora no esterquilinio das immundicias perigosas, umas vezes acclamado como uma panaceia pelas multidões delirantes, outras assobiado como uma charlatanice torpe e damnosa á saude e aos bons costumes sociaes, o magnetismo animal tem resistido ao embate das opiniões mais desencontradas. [...]
Repellido do seio das academias scientificas, á maneira de um reptil asqueroso, foi outtras tantas vezes acolhido para de novo ser lançado n'um esquecimento condemnavel. [...]
Hoje o hypnotismo é um assumpto palpitante, o que justifica o desejo de o querermos saborear, já que nos falta a competencia para o esclarecer."
(Excerto do Prologo)

"Esteve em Lisboa e no Porto, não ha muito tempo, um dos muitos magnetisadores que andam a correr mundo.
As suas sessões foram mais ou menos concorridas e os seus trabalhos muito apreciados, porque a parte experimental era realmente bem feita, não fallando de umas scenas de adivinhação, de que o publico desconfiou, e que embaciaram o brilho das experiencias psycho-physiologicas, feitas pouco antes.
O caracter de exhibição dado a essas sessões, impropriamente denominadas conferencias, era o bastante para desvirtuar a questão scientifica.
O hypnotismo não se expõe no palco nos theatros, estuda-se nos hospitaes e apresenta-se no amphitheatro das escólas.
E sendo o hypnotisador um medico illustrado, tivemos pena de o vêr fazendo concorrencia a Donato, Zanardelli, Hansen e tanros outros.
Entretanto os seus espectaculos despertam no paiz um certo interesse pelas questões do hypnotismo, assumpto que está na téla da discussão em todas as nações cultas do mundo."
(Excerto do Prologo da segunda edição)
Gil Montalverne de Sequeira (1859-1931). "Foi um dos mais influentes paladinos do Primeiro Movimento Autonómico dos Açores, do qual resultou a primeira autonomia dos Açores em 1895. Médico e político, desempenhou diversos cargos, entre os quais o de director das Termas das Furnas, reitor do Liceu de Ponta Delgada, deputado às Cortes e procurador à Junta Geral do Distrito Autónomo de Ponta Delgada. O seu percurso nos estudos médicos foi lento pois, afirmando-se como articulista e literato, manteve colaboração com múltiplos periódicos. Em consequência, levou oito anos para concluir os estudos, terminando-os apenas em Julho de 1888, quando já tinha 30 anos de idade. Ainda assim, fez o curso com louvor, produzindo uma tese, com o título de Hipnotismo e Sugestão, que causou celeuma nos meios médicos e mereceu duas edições. Foi sócio correspondente da Academia Real das Ciências de Lisboa."
Encadernação em meia de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Apresenta restauro na folha de prólogo.
Raro.
Indisponível

11 junho, 2013

SEQUEIRA, Mont'Alverne de - HYPNOTISMO E SUGGESTÃO. Dissertação inaugural. Apresentada e defendida perante a Escola Medico-Cirurgica de Lisboa. Por... Julho de 1888. Lisboa, Adolpho, Modesto & C.ª - Impressores, 1888. In-8.º (22cm) de [18], 266, [6] p. ; [5] f. il. ; il. ; E.
1.ª edição.
Tese de licenciatura do autor. Trabalho pioneiro em Portugal, não escapou à polémica nos meios médicos.
Obra ilustrada com desenhos no texto e fototipias em separado.
"Hoje o hypnotismo é um assumpto palpitante, o que justifica o desejo de o querermos saborear, já que nos falta a competencia para o esclarecer.
Quando reconhecemos que elle era superior ás forças do nosso folego scientifico era tarde para retroceder. Avançando, cumprimos um preceito, que nos é imposto por uma lei absurda e iniqua.
Este trabalho, que é apenas um esboço de estudo, está eivado de defeitos, filhos da incompetencia do auctor, da falta de um guia, que o encaminhasse nas observações, e da precipitação com que são sempre manufacturadas as dissertações inauguraes."
(Excerto da introdução)
Gil Montalverne de Sequeira (1859-1931). “Foi um dos mais influentes paladinos do Primeiro Movimento Autonómico dos Açores, do qual resultou a primeira autonomia dos Açores em 1895. Médico e político, desempenhou diversos cargos, entre os quais o de director das Termas das Furnas, reitor do Liceu de Ponta Delgada, deputado às Cortes e procurador à Junta Geral do Distrito Autónomo de Ponta Delgada. Foi sócio correspondente da Academia Real das Ciências de Lisboa.”
Encadernação em meia de percalina com título e autor gravados na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Apresenta pequenos danos na encadernação; gravuras ligeiramente oxidadas.
Raro.
Indisponível