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19 julho, 2026

CAMARA, Manuel da -
ANTERO DE QUENTAL E A SUA MORTE
. Ponta Delgada, Edição do Diario dos Açores, 1930. In-8.º (22,5x17 cm) de 50, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante estudo anteriano sobre o grande vate micaelense, na vida e na morte. O autor testemunhou as derradeiras aparições do poeta em casa do avô, médico, o último que Antero, em desespero, consultou, e que coincidiram com os seus últimos dias de vida. Manuel da Câmara reproduz os diálogos de Antero com um seu amigo, retido na cama em casa do médico, dando expressão sentida às as suas desesperações e amarguras, e finalmente, na véspera, à ideia madura do suicídio que viria a cometer horas depois.
"Antero de Quental e a sua Morte (1930) é uma obra ensaística de Manuel da Câmara, que analisa as circunstâncias e o pensamento filosófico que culminaram no trágico desfecho do poeta. O livro reflete sobre a depressão e a "filosofia da morte" do autor Antero de Quental. A 11 de setembro de 1891, após regressar à sua ilha natal e mergulhar num profundo estado de depressão (agravado por distúrbios de saúde mental), o poeta pôs termo à vida num banco de jardim junto ao Convento de Nossa Senhora da Esperança, em Ponta Delgada. A obra contextualiza esse acto voluntário não apenas como um drama pessoal, mas como o culminar da evolução intelectual e espiritual de Antero, figura cimeira da Geração de 70." (IA)
Obra rara e muito interessante, ilustrada no texto e em página inteira com fotogravuras reproduzindo retratos do Poeta e locais relacionados com o assunto.
"[...] Os amigos e quantos privaram com Antero nunca duvidaram do inalterável equilíbrio entre as suas ideias e os seus actos, e sempre lhe reconheceram os altos "sentimentos correspondentes á evolução do pensamento", numa lógica seqüência incompatível com a loucura, ainda que qualificada de genial. E, se a sua vida, enquanto a dispepsia o poupou, foi espelho do mens sana in corporo sano, como é possível classifica-lo nos quadros da neurologia e da psiquiatria?
Ora êste pobre opúsculo - onde, a par das velharias algumas coisas novas se dizem, umas e outras indispensáveis ao nosso propósito - pretende demonstrar:
1.º - Nenhuma enfermidade mental ou nevrasténica de nascença influiu na vida ou na morte do Poeta;
2.º O Poeta contraíu uma dispepsia com conseqüências nervosas, profundamente neurastenizante nos últimos dias que viveu, donde resultou o suïcídio.
Mas, para Antero se decidir ao suïcídio, duas grandes batalhas se travaram:
A do pessimismo - relativo á incurabilidade da doença, visionada a caminho da loucura - contra o experimentado estoicismo do gigante,, vencido pela primeira e última vez; a do gigante contra os seus sentimentos morais, irreconciliáveis com a ideia de se matar, batalha da qual, infelizmente, saiu vencedor.
Isto me proponho provar..."
(Excerto da Dedicatória)
"Certo dia, verão de 1891, atravessava eu a saleta da casa de meu Avô materno quando divisei na transparência da porta envidraçada, entrada principal do edifício, um vulto de gigante a estender a mão para a campainha que não chegou a soar, por eu ter acudido lesto a abrir.
O gigante entrou.
Nunca o tinha visto, em carne e osso, mas logo o reconheci, pois o seu retrato, inconfundível, andava em ilustrações e nos albuns da minha família.
Era Antero de Quental - alto como um choupo; fronte desafogada e espaçosa; a cabeleira, que já não era a juba da leonina da juventude a encurtecer-lhe a testa, ainda loura; a barba, loura também, virgem de navalha, apenas retocada pela tesoura; a expressão severa, adoçada pelo azul puríssimo dos olhos onde resplandecia uma ascese de santidade.
E, enquanto eu o encarava, numa admiração pasma, o gigante quebrou o silêncio com estas palavras sonoras:
- "Conheci-te pelo olhar, por outra coisa não". és filho de João Luís. Vai chamar teu avô, o doutor José Pereira Botelho."
(Excerto do Cap. I)
Manuel da Câmara Velho de Melo Cabral (Lagoa, São Miguel, 1869 - Ponta Delgada, 1939). "É principalmente conhecido com o nome abreviado de Manuel da Câmara, com que publicou muita da sua obra. Funcionário da Fazenda Pública e Secretário de Finanças na Horta. Foi jornalista, escritor e político sendo hoje conhecido como contista. Deu início à vida literária nos jornais da sua cidade natal, no fim do século e foi, em Lisboa, redator do Jornal de Lisboa, dirigido pelo micaelense Armando da Silva, frequentando na capital a boémia elegante. Acabou por regressar às ilhas e ingressar no funcionalismo público, na área das Finanças. Na Lagoa, onde foi administrador do concelho, fundou o Vigilante, em 1905 e em Ponta Delgada, O Distrito. Parte da sua vida foi passada na cidade da Horta, onde foi nomeado governador civil durante o consulado sidonista (1918-1919).
Na sua obra literária é-lhe reconhecida uma prosa elegante e esmerada que usou nos contos e narrativas de temática regional. J. G. Reis Leite (Mar.2001)"
(Fonte: https://arquivos.azores.gov.pt/descriptions/1813203)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e pequenos cortes de papel marginais.
Raro.
30€

11 junho, 2026

EVANGELISTA, Júlio -
UM HERÓI VIANÊS. Prefácio de Marcelo Rebelo de Sousa. Viana do Castelo, Junta de Freguesia da Meadela, 2004. In-8.º (22x15,5 cm) de 75, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Homenagem a António Gonçalves Pires, combatente na Grande Guerra, primeiro em Angola, mais tarde integrando o contingente do C.E.P. em França.
Obra limitada a 500 exemplares.
Ilustrada no texto e em página inteira com retratos e fotografias a p-b.
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"[...] Deu-se a batalha de La Lys. As forças alemãs haviam lançado, pela madrugada, uma ofensiva irresistível protegida por implacável barragem de artilharia. As tropas aliadas tiveram de bater em retirada, que nalguns casos se tornou em fuga desordenada e confusa. Foi assinalável a acção do tenente Gonçalves Pires, que mereceu o seguinte louvor: «... no combate de 9 de Abril de 1918, manifestou coragem e altas qualidades de comando incitando as praças do seu pelotão a manterem-se resolutas na frente do inimigo, fazendo com que todos o acompanhassem na perigosíssima marcha pela estrada Oxford até estabelecer contacto com as forças em retirada» (O.S.C. 4 nº 133 de 18 de Maio de 1918)."
(Excerto de I - Um herói vianês)
António Gonçalves Pires (1893-1971). "Natural da Meadela, soube valorizar a protecção de seus padrinhos (emigrantes no Brasil regressados à sua terra natal) no estudo e vida militar. Foi um aluno distinto no ensino liceal, e frequentava o curso de Engenharia, quando foi mobilizado para a Grande Guerra. Combateu no Sul de Angola, onde revelou um grande aprumo e espírito de entrega. Criado o corpo de milicianos para o C. E. P., foi chamado a Portugal, donde partiu para os campos da Flandres no posto de alferes. Combateu em La Lys, e mereceu as mais altas condecorações: promoção ao posto de tenente em campanha, Legião de Honra e, ao regressar a Portugal, o grau de Cavaleiro da Torre e Espada com palma. Foi o mais condecorado dos oficiais portugueses do seu tempo. Instado a ingressar no quadro permanente, decidiu, pelo contrário, passar à reserva no posto de coronel por solicitação familiar."
(Retirado da badana anterior)
Roteiro:
Prefácio | I - Um herói vianês. II - Herdeiro dos Martins Viana. III - Capítulo final duma vida heróica. IV - Abreviado e por extenso.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e biográfico.
30€
Reservado

03 junho, 2026

SANTOS, Leandro Miguel dos - OS SINALEIROS DO MAR DA ERICEIRA. [Prólogo de José Caré Júnior]. [S.l.], Edição do Forum Ericeirense, Agosto 1994. In-4.º (24 cm) de [52] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Obra de homenagem aos "sentinelas do mar" - os Sinaleiros da Ericeira -, homens que vigiavam o mar em dias alterosos, e que conduziam os pescadores para o porto em segurança. O presente estudo explica o trabalho dos Sinaleiros, e inclui breves biografias dos mais conhecidos "vigias" ericeirenses.
Livro muito ilustrado com fotogravuras da Ericeira e do seu porto, e o retrato dos biografados.
"Este livro que ora se publica, vem, em nossa opinião, preencher uma falta na bibliografia marítimo-piscatória da Ericeira, concretamente, ao tratar da figura e a acção dos nossos sinaleiros do mar.
O autor não poupou esforços e tempo, para obter dados e fotos de diversos sinaleiros (alguns do século XIX), que desenvolveram a sua meritória e humanitária actividade em prol das vidas e bens dos pescadores locais (e não só).
A formação espontânea e a aquisição de conhecimentos por parte do sinaleiro para o exercício da sua missão, eram adquiridas através da observação do mar embravecido, hora após hora, dia após dia, e durante uma vida inteira.
Era este tipo de formação que lhes possibilitavam trazer a bom porto barcos e homens, através das vagas alterosas."
(Excerto do Prólogo)
"Finalmente se presta a justa homenagem a todos esses homens que, duma maneira tão nobre e voluntariosa, contribuíram para que os seus conterrâneos saíssem e chegassem sãos e salvos a bom porto - Os Sinaleiros.
Muito pouco existe documentado que descreva este trabalho geralmente feito por pescadores mais idosos. Idade de muita experiência e de ggrande sentido de responsabilidade. Todos os que tivessem os seus familiares no mar, era nesses momentos que mais sentiam que a vida dos seus dependia dessa nobre figura que era o Sinaleiro.
"Marcar o Mar" requeria toda essa experiência e coragem que, durante muitos anos, eles próprios na sua faina, foram adquirindo. Quantas vezes sentiram o medo e a angústia, de olhos postos naquele que, do alto do Forte da Guarda Fiscal, os mandava avançar com toda a força ou esperar com toda a calma, até que viesse um "raso". Em inúmeras e inúmeras situações de mar bravo o destemido pescador da Ericeira lá foi saindo ou entrando no porto, ajudado pelo Sinaleiro numa luta tão desigual entre a natureza embravecida e a sua velha experiência. Só os Sinaleiros poderão descrever o que é que sentiam naqueles momentos, sozinhos e isolados de tudo e de todos, tendo a enorme responsabilidade de trazer todos os pescadores a bom porto. Procurámos em documentos antigos, mas nada encontrámos sobre os Sinaleiros, talvez por estes homens não serem remunerados, o que recebiam era algum peixe, dado por aqueles que acabavam de salvar."
(Excerto da Introdução do autor)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
20€

07 abril, 2026

CLARO, Rogério - 
DR. FRANCISCO DE PAULA BORBA : 1.º cidadão honorário de Setúbal
. Setúbal, Edição: Do autor, 1986. In-8.º (21,5x15 cm) de 83, [1] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Obra biográfica de homenagem a Francisco de Paula Borba, ilustre angrense que elegeu Setúbal como terra de adopção.
Bonita edição, totalmente impressa sobre papel couché, ilustrada com inúmeras fotografias a p.b., sendo algumas delas em página inteira.
"- Ó Moniz, está lá fora um patrício teu que te quer falar.
Carlos Ramos Moniz, obtida a licença do mestre, descansou o instrumento no banco donde se levantara e assomou à porta da sala de ensaios da banda de Caçadores 1. Corria o ano de 1898.
Fora, um jovem alto, de porte distinto, apresentou-se. Era o Francisco, o irmão do padre Borba que andara com Moniz à escola, na ilha Terceira, nascidos todos na freguesia de Biscoitos da Praia da Vitória. Com 26 anos, médico recém-formado, o Dr. Francisco de Paula Borba acabara de chegar a Setúbal, para aqui estabelecer clínica, sem outra referência senão a do patrício, músico distinto no regimento local. Ficou 15 dias aboletado em cada da mãe dele, a senhora Carolina Serralha, na Rua Nova da Conceição. Depois, seguiu o rumo da sua vida."
(Excerto do Cap. I)
Francisco de Paula Borba (Angra do Heroísmo, 1873 - Setúbal, 1934). "Foi um médico, formado em cirurgia pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa em 1898, que exerceu medicina em Setúbal, sendo médico da Misericórdia e do Montepio daquela cidade. Distinguiu-se no campo da filantropia."
(Fonte: Wikipédia)
Rogério Noel Peres Claro (Setúbal, 1921 - 2015). "Foi um professor do ensino comercial e industrial, jornalista e divulgador da história da cidade de Setúbal. Tirou o curso dos liceus no Liceu Nacional de Setúbal (atual Escola Secundária de Bocage) e licenciou-se em Filologia Românica na Universidade de Lisboa. Iniciou a sua carreira docente como professor do ensino técnico profissional em 1943, tendo sido diretor da Escola Industrial e Comercial de Estremoz (atual Escola Secundária Rainha Santa Isabel) entre 1952 e 1961 e da Escola Industrial e Comercial de Setúbal (atual Escola Secundária Sebastião da Gama) entre 1961 e 1970."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
Indisponível

13 março, 2026

MOITA, Irisalva -
RAFAEL BORDALO PINHEIRO. Artista plástico de tipos e costumes. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso nas Oficinas Gráficas de Ramos, Afonso & Moita, Lda. - Lisboa], 1998. In-4.º (26x18,5 cm) de 7, [9] p. ; [1] f. il. cor ; [12] p. il. ; B.
1.ª edição independente.
Importante subsídio biográfico sobre Rafael Bordalo Pinheiro, conhecido desenhador, caricaturista, ceramista e jornalista. Trabalho publicado em separata do «Boletim Cultural» da Assembleia Distrital de Lisboa, Série IV - N.º 92 - 2.º tomo - 1990/98.
Estudo muitíssimo interessante, não mencionado na BNP.
Ilustrado em separado com uma estampa a cores, e 69 reproduções a p.b. de trabalhos do biografado distribuídos por 12 páginas igualmente fora do texto.
"Tendo crescido num ambiente especialmente devotado às artes plásticas, cedo desabrocharam as naturais aptidões artísticas de Rafael Bordalo Pinheiro. Júlio César Machado, seu amigo e, talvez, o seu melhor biógrafo, no Prefácio do Álbum de Caricaturas (1876), diz datar de 1857, quando, com a família residiu em Cacilhas, fugindo à febre-amarela, o seu primeiro desenho, cópia, afinal, duma litografia representando uma família de camponeses, à beira-mar, esperando um filho ausente, Este desenho, que provocou um certo alarido na família - o jovem Rafael mal ultrapassara a dezena de anos -, não terá, porventura, outro mérito senão indicar já, pela escolha do assunto - uma cena popular -, a predilecção do artista pelo tema, predilecção que se vai transformar numa das grandes forças da obra do grande caricaturista, e que já prenuncia a sua ligação com o povo e com a terra.
Ainda com traço escolar, chegou até nós um outro desenho aguarelado, representando uma mulher fiando, acompanhada de criança, datado de 1861 - tinha Bordalo, portanto, cerca de quinze anos - e assinado «Rafael Augusto Bordallo»."
(Excerto do Estudo)
Irisalva Moita (1924-2009). "Ilustre museóloga e olisipógrafa, foi durante mais de 20 anos directora dos Museus Municipais de Lisboa. Foi, por mérito próprio, umas das figuras mais relevantes da Olisipografia. Historiadora, arqueóloga e museóloga desenvolveu durante a segunda metade do séc. XX um vasto corpo de trabalho. Destacam-se as exposições, ainda hoje de referência, “O Culto de Sto. António, na região de Lisboa”, “Lisboa e o Marquês de Pombal” e “Lisboa Quinhentista. A imagem e a vida na cidade” e “Faianças de Rafael Bordalo Pinheiro”."
(Fonte: https://www.avidaportuguesa.com/pt/loja/irisalva-moita-um-percurso-fotobiografico-egeac)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
10€

24 fevereiro, 2026

BORGES, J. G. Calvão -
A FAMÍLIA DE CAMÕES (novos documentos)
. Cascais, [s.n.], 1986. In-4.º (24,5x18,5 cm) de 20 p. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante estudo sobre a familia flaviense do grande vate português, continuação de um ensaio do autor sobre o mesmo tema publicado em 1974 com o título A família flaviense de Camões. Trabalho publicado em separata da revista «Miscelânia Histórica de Portugal», n.º 5, 1986.
Tiragem limitada a 150 exemplares rubricada pelo autor, sendo este o n.º 29.
"E tese das raízes flavienses de Luiz de Camões nem vindo a ser pacientemente elaborada, alicerçando-se num conjunto de documentos históricos cuja autenticidade e credibilidade não têm sofrido contestação.
Pondo de parte os documentos posteriores ao século XVI e que apenas à descendência da família interessam, temos como suportes essenciais da tese, pela ordem em que foram encontrados:
- uma habilitação para o Santo Ofício de um primo co-irmão do Poeta, no Arquivo Nacional da Torre do Tombo;
- um conjunto de matrículas de ordinandos de tios e primos do Poeta, no Arquivo da Universidade do Minho em Braga;
- uma pedra de armas no Convento de Cristo em Tomar;
- o Tombo das propriedades de Igreja de Vilar de Nantes, Chaves, no Arquivo de Universidade do Minho."
(Excerto de I - Introdução)
Índice:
I - Introdução. II - As Rações de Vilar de Nantes: A) Registos respeitantes a uma ração da Igreja de Chaves (não associada à Igreja de Vilar de Nantes); B) Registos respeitantes à ração da Igreja de Santa Maria de Chaves, em Vilar de Nantes que lhe estava anexa (não usufruída por membros da família Camões); C) Registos respeitantes à Capelania de Vilar de Nantes; D) Registos respeitantes à ração da Igreja de Santa Maria de Chaves, em Vilar de Nantes que lhe estava anexa (usufruída pela família Camões). III - Análise dos documentos: A) Intervenientes; B) Conteúdo do Registo. IV - Os dois novos Simão Vaz. | Notas | Documentos [Reprodução de 11 Documentos].
José Guilherme Calvão Borges (1931-2001). "Natural de Chaves. Foi um militar e heraldista português. Licenciou-se em Engenharia Aeronáutica pela Universidade de Michigan (EUA). Seguiu a carreira militar, atingindo os postos de Major-General e de Brigadeiro Aeronáutico. Escreveu sobre Genealogia dezoito extensos trabalhos, para além de mais uma dúzia sobre Heráldica."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse camoniano.
20€

20 fevereiro, 2026

PIMENTEL, Alberto -
O POETA CHIADO. (Novas investigações sobre a sua vida e escriptos). Lisboa, Empreza da Historia de Portugal, 1901. In-4.º (23,5x15,5 cm) de 59, [5] p. ; il. ; B.

1.ª edição.
Apontamento biográfico romanceado de António Ribeiro, figura popular mais conhecida pelo epíteto Chiado - o Poeta Chiado.
Ilustrado com bonitas vinhetas tipográficas a assinalar o início de cada capítulo.
"A popularidade de Antonio Ribeiro o Chiado proveiu não tanto da sua veia poetica, aliás muito apreciada pelos entendidos, como das sua repetidas tunantadas, de que o povo tinha directo conhecimento, porque as presenceava em plena rua.
Era entre o povo, entre as classes humildes de que elle provinha, por que lá diz Affonso Alvares no proposito de deprimil-o
Nasceste de regateira
e teu pai lançava solas;
era entre a arraya miuda que o Chiado localizava o theatro das sua façanhas picarescas, dos seus feitos esturdios, das sua «partidas» e «piadas», como hoje dizemos."
(Excerto do Cap. IV)
António Ribeiro 'Chiado' (1520?-1591). "Poeta jocoso que viveu no século XVI. Era conhecido pelo Chiado, por ter morado muitos anos em Lisboa, na rua assim chamada já naquele século, nome que se conservou até meados do século 19, em que foi mudado para o de rua Garrett. Nasceu num humilde arrabalde de Évora, e faleceu no ano de 1591. Quis professar na Ordem de S. Francisco, mas não se lhe dando por válida a profissão, passou o resto da vida como celibatário, vestido sempre com hábito clerical. Apesar de não ser muito douto, tinha verdadeiro talento e bastante conhecimento das boas letras. Improvisava versos com a maior facilidade, mais pelo impulso da natureza, que de arte, sendo os seus versos muito jocosos e joviais, provocando festivos aplausos a quem os escutava. Também imitava com muita propriedade e galanteria as vozes e os gestos de diversas pessoas conhecidas. Todos estes predicados lhe alcançaram a estima geral e a maior popularidade."
(Fonte: www.arqnet.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com defeitos marginais.
Muito invulgar.
25€

11 fevereiro, 2026

PIMENTEL, Alberto - O LOBO DA MADRAGÔA.
Romance original. Illustrado com 40 gravuras. Lisboa, Parceria A. M. Pereira, 1904. In-4.º (23x15 cm) de 341, [3] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Romance biográfico sobre o estoura-vergas e poeta vimaranense António Lobo de Carvalho (1730?-1787), cujo enredo está dividido em duas partes: Peccados da mocidade e Delictos da velhice, que coincide, respectivamente com a juventude do poeta, no berço minhoto, e os anos de maturidade, na capital.
Ilustrado no texto com 40 desenhos de belo efeito.
"Esboçava-se na tenue claridade do ceo o primeiro sorriso da aurora, e já a Therezinha de Villalva, madrugadora como a toutinegra, atravessava por Argemil para a beira do rio Ave.
Ella não tinha outro relogio que a despertasse, além do seu coração. Quem anda de amores não dorme, diz o povo. Aquella linda cachopa de Villalva dormia, cançada de mourejar um dia inteiro na faina dos campos, e talvez não sonhasse. Mas accordava mais cedo que toda a sua aldea; primeiro aínda que os passaros no arvoredo, exceptuando a toutinegra e o tentilhão. Era o coração que a despertava, muito de mansinho, para que ninguem mais ouvisse. [...]
A Therezinha de Villalva sahia de casa pé-ante-pé, lavava-se na corrente do Sanguinhêdo, riacho da sua aldea, como faziam mais tarde todas as outras raparigas. Via-se no espelho ainda baço da agua, que o sol illuminava frouxamente, e compunha o cabello, anediando-o com as mãos, que tambem tratava com excepcional cuidado entre camponezas. Depois partia alegre, cantando, mais feliz do que uma princeza, sem pensamentos maus que perturbassem a castidade da sua vida."
(Excerto de I - A explosão da pesqueira)
Alberto Pimentel (Porto, 1849 - Queluz, 1925). "Nasceu no Porto em 1849.
Frequentou a instrução pública no Porto; por motivos económicos não prosseguiu os estudos no ensino superior, mas veio a desenvolver um percurso profissional assinalável. No jornalismo, começou como tradutor e revisor num jornal portuense, assinando posteriormente algumas crónicas e folhetins. Na política, integrou o Partido Regenerador, através do qual foi eleito deputado e nomeado membro de várias comissões. Na área da história, redigiu biografias, ensaios e memórias, onde se salientam os primeiros estudos sobre Camilo Castelo Branco. Foi membro de diversas academias e sociedades de letras e ciências, com destaque para a Sociedade de Geografia de Lisboa. Faleceu em Queluz no ano de 1925.
Como escritor, deixou uma vasta e diversificada obra, que publicou ainda em vida: romances, poesias, traduções, contos e novelas, crónicas de viagem, peças de teatro, etc."
(Fonte: https://turismo.obidos.pt/2023/05/02/texto-de-alberto-pimentel/)
Encadernação editorial em percalina com desenho e letras a branco nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pasta anterior manchada. Discreta rubrica de posse na f. rosto. Alguns (poucos) sublinhados a esferográfica.
Muito invulgar.
25€

31 janeiro, 2026

ROSA, José António Pinheiro e -
UM ARTISTA ALGARVIO : O Padre Glória. [Por]... Professor do Ensino Liceal
. Lagos, [s.n. - Comp. e Imp. nas Oficinas da «Gráfica do Sul» - Vila Real de Santo António], 1956. In-8.º (22x16,5 cm) de 32 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Biografia do Padre Glória, religioso algarvio natural de Portimão, artista multifacetado nas horas vagas. Deixou obra espalhada por capelas e igrejas do sul do país, sobretudo pintura de tectos, retábulos, pias baptismais, etc.
Opúsculo ilustrado em página inteira com um auto-retrato do biografado e reprodução de desenhos e locais onde se encontram trabalhos da sua autoria.
Obra com interesse histórico, artístico, político e religioso, com relevância para a bibliografia algarvia.
"Durante os meus estudos  da Arte Sacra no Algarve, encontrei-me tantas vezes com a obra e a memória desta simpática figura de padre artista, António José Nunes da Glória, que me nasceu a curiosidade de colher a seu respeito o maior número possível de informações. À medida que elas apareciam, essa figura aureolava-se mais e mais de novos esplendores. O artista instintivo engrandecia-se a meus olhos com as qualidades humanas e as virtudes sacerdotais, que o exornaram. E foi com emoção sincera e autêntica veneração que escrevi esta biografia, onde procurei falar o menos possível, cedendo a palavra aos documentos, cuja eloquência dominará o leitor como me dominou a mim.
Julgo também escrever com esta publicação uma pequena página da história da perseguição religiosa no Algarve, que ainda está por fazer, e em face da qual não se pode reter um sentimento de respeito por aqueles que atravessaram com denodo."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Introdução | Um artista algarvio Pe. António José Nunes da Glória: A) O Homem: - Nascimento e família; - Estudos; - Actividade Sacerdotal; - Cartas. B) O Artista. C) A Obra: - Arquitectura; - Escultura; - Pintura.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Muito invulgar.
15€

21 janeiro, 2026

AMARAL, Abílio Mendes do -
O PRIOR A SERRA DA ESTRELA E O CONVENTO DO RATO
. Viseu, [s.n.], 1974. In-8.º (22,5x17 cm) de 28, [4] p. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante estudo sobre o Padre Domingos Dias Seixas, Prior de Vinhó (Gouveia), e a sua obsessão por Ana de S. Joaquim, religiosa da Ordem da Santíssima Trindade, sobre a qual publicou uma Memória, em 1740, circunstância misteriosa que o autor procura desvendar. Trabalho publicado em separata da Revista «Beira Alta».
Ensaio curioso, com interesse para o tema da vida conventual "forçada", e o empenho de certas religiosas em cumprir com a regra monástica a despeito da ausência de vocação.
Opúsculo muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor "Ao "prestigioso heraldista José de Campos e Sousa"
"Infere-se ter sido nos termos constantes dos Pareceres - com os necessários descontos - que o padre Seixas escreveu a vida da sua heroína.
Ela, Ana, de cuja formosura e juventude o nosso Prior nos dá ideia por intermédio de uma linda gravura, teria nascido a 23 de Outubro de 1709, na Rua da Confeitaria (Bacalhoeiros), junto ao arco ou nicho de Nossa Senhora da Oliveira, em Lisboa. Fora baptizada a 1 de Novembro do mesmo ano, na igreja de S. Julião, por ser a da freguesia onde viviam seus pais - António Jorge e Francisca Maria, «de boa vida e costumes limpos em geração e sangue e de mediana opulência».
Faleceu a 28 de Dezembro de 1736, tendo de idade vinte e sete anos, dois meses e cinco dias, e pouco mais de 10 anos de Religiosa.
Nove capítulos se encheram com as virtudes reveladas pela jovem, durante os 17 anos passados na casa paterna. Ao que parece, foi objecto de todos os mimos e cuidados nesse lar burguês da Lisboa do século XVIII."
(Excerto de II - Candidez e pureza)
"Falecida a mãe, houve de encarar-se o futuro da moça. O pai, atenta à religiosidade e a regra do tempo, começou as diligências para a internar num convento, vindo a optar pelo de Nossa Senhora dos Remédios, de Campolide, vulgarmente dito do Rato. Feito o ajuste, tratou da escritura. E a pequena em breve vestiria o hábito da Santíssima Trindade.
Quando ela transpôs a portaria, «um grande e fatal estrondo se fez ouvir, como sinal de que o Demónio se temia de tanta virtude». [...]
Em 20 de Agosto de 1727, no tempo da prelada e fundadora Madre Maria de S. Filipe, do Mosteiro de Santa Marinha, a menina professou, envolta nas cerimónias litúrgicas da Congregação. Naturalmente se esperava que, dali em diante, sua existência decorreria na doce beatitude e santa protecção da Virgem dos Remédios.
Porém, não tardou que uma profunda melancolia e um inexplicável alheamento a possuíssem, tornando-a indiferente à confissão e às orações. E tão grande vulto o caso assumiu que a comunidade se alarmou. Supuseram-na endemoninhada, havendo que recorrer ao auxílio de vários sacerdotes, para a curarem, mas eles iam-se sucedendo por desistência."
(Excerto de III - No rumo de maiores tribulações)
Índice:
I - O Livro e o Autor. II - Candidez e pureza. III - No rumo de maiores tribulações. IV - Relato oficioso. V - Um labirinto tentador.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
20€

19 janeiro, 2026

MACHADO SANTOS, A CARBONÁRIA E A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO.
Textos de Joaquim Madureira, Augusto Vivero e António de la Villa. Precedido de um estudo por João Medina. Textos Universitários – Opúsculos / 1. Lisboa, Cooperativa Editora História Crítica, S.C.A.R.L., 1980. In-8.º (20x15 cm) de 56, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante documento histórico sobre a implantação da República e a acção da Carbonária. Valorizado pela introdução de João Medina (n. 1939), com inclusão de textos de conhecidos jornalistas da época a que reportam os acontecimentos: Joaquim Madureira (1874-1954), também conhecido pelo pseudónimo "Braz Burity", e os espanhóis Augusto Vivero (1879-1939) e António de la Villa (1881-?).
Ilustrado com fotografias a p.b.
"Se observarmos com atenção esta figura política que os historiadores parecem querer esquecer, não podemos deixar de sentir uma espécie de embaraço misturado com muita perplexidade, já que tudo se mostra contraditório e por vezes mesmo paradoxal no destino e na alma do homem que fundou a República, que foi o braço armado que, na hora decisiva em que todos desanimavam e alguns desertavam já, fez pender a balança da História para o campo dos revoltosos e, no reduzido acampamento da Rotunda, com uns quantos sargentos, praças e civis, verdadeiramente arrebatou a vitória nos dias 4 e 5 de Outubro de 1910."
(Excerto do estudo de João Medina)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

12 janeiro, 2026

ROCHA, Hugo - 
O SETUBALENSE AUGUSTO DA COSTA NO JORNAL E NO LIVRO. 
Conferência feita nos Paços do Concelho de Setúbal, em 11 de Dezembro de 1955
. Setúbal, Edição dos Serviços Culturais da Câmara Municipal de Setúbal, 1956. In-4.º (24x17 cm) de 48 p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Homenagem à memória do recém-falecido jornalista sadino Augusto da Costa (1899-1954), por ocasião do início das celebrações do centenário do jornal «O Setubalense».
Obra ilustrada em separado com fotografia do busto do homenageado, peça assinada pelo escultor Joaquim Valente.
"Quando a Câmara Municipal de Setúbal me convidou a fazer uma conferência sobre Augusto da Costa e a sua obra literária, como acto inicial das solenes comemorações do primeiro centenário da Imprensa setubalense, logo aceitei o convite por estes dois motivos: 1.º) porque se me proporcionava, assim, o ensejo de prestar homenagem à memória dum camarada que muito prezei e admirei; 2.º) porque se me oferecia o ensejo de rever Setúbal, a primeira cidade, depois de Lisboa, inscrita no meu itinerário nupcial, e indelével recordação. A homenagem a Augusto da Costa aí está, no despretensioso estudo que à sua figura e ao seu labor de homem de letras - e, também, de jornalista - consagrei. [...]
Setúbal, quanto à obra do Criador, isto é: à moldura e à ambiência, continua a ser a cidade que, há muitos anos, me cativou os olhos e a alma; no concernente ao artificial, isto é: à obra da criatura, afigurou-se-me, notando-lhe este e aquele sinais de progressos, cidade com as condições bastantes para se converter numa das mais notáveis, das mais consideráveis de Portugal."
(Excerto do Antelóquio)
"A jornada que, hoje, se inicia com esta sessão e que prossegue com a exposição a inaugurar amanhã precisa, talvez, de uma explicação prévia, embora breve. Trata-se de actos entre si ligados pela afinidade dos objectivos: homenagear a Imprensa setubalense, ao cabo de um século de existência e de luta, homenageando, do mesmo passo, um setubalense que, vindo da Imprensa, particularmente se distinguia nas letras nacionais, enriquecendo e honrando, deste modo, o património intelectual da sua terra.
No decurso deste ano, completaram-se cem anos sobre o aparecimento do primeiro jornal publicado em Setúbal. O acontecimento merecia ser assinalado, não só pela comemoração em si (um século é sempre um marco significativo no evoluir de tudo o que tem história), como, até, pelo facto de, neste capítulo, se ter Setúbal antecipado à maior parte das terras do País, ao criar a sua Imprensa própria."
(Excerto do Discurso proferido pelo Presidente da CMS, Dr. Jorge Botelho Moniz...)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
15€

10 janeiro, 2026

MORENO, Mateus - GENERAL JOSÉ PAULO FERNANDES : o Homem - o Militar - o Patriota.
In-Memoriam. Por... Capitão do G. A. P. 2. [S.l.], [s.n.], [1933]. In-8.º (16,5x10 cm) de 16 p. ; B.
1.ª edição.
(Alocução proferida na sessão de homenagem realizada no Forte da Ameixoeira em 29 de Nov. de 1933).
Homenagem ao General José Paulo Fernandes (1871-1933), oficial português que fez parte do Corpo de Artilharia Pesada (CAP, CAPI, ou CALP, em francês), na Flandres, durante a Grande Guerra.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Promovido a capitão, aí por 1911 ou 12, nessa data assume o comando da bataria de que era subalterno e nela vinca a sua passagem com novos estudos topográficos e de preparação do tiro, todos bem eveladores do seu muito saber e grande dedicação pelos progressos da arma a que pertencia.
Vem a Grande Guerra e, logicamente, é escolhido para fazer parte da élite artelheira que constituiu as missões preparatorias da ida das nossas tropas para o C. E. P. e aí lhe é ,depois, confiada, sem condições, toda a instrução dos subalternos e sargentos da missão portugueza."
(Excerto da Alocução)
Mateus Martins Moreno Júnior (1892-1970). Natural de Faro. "A paixão pela cidade que o viu crescer e pelo Algarve revelaram-se logo na mocidade, através da participação na imprensa e no movimento associativo locais. Presidiu à Academia do Liceu de Faro, onde fez estudos preparatórios. Fundou, em Outubro de 1911, o quinzenário académico A Mocidade, sendo da sua lavra a rubrica «Horas líricas», onde publicou muita poesia.
Em finais de 1914, Mateus Moreno veio para Lisboa para frequentar o curso de Matemáticas da Faculdade de Ciências. Terá sido essa a razão da transição da redação, administração e impressão da Alma Nova para a capital.
Nem mesmo a sua mobilização, em 1917, e ordem de marcha para França, incorporado no C.E.P., como alferes miliciano de artilharia de campanha, conseguiram interromper a atividade como escritor e como diretor da Alma Nova. No entanto, não é de excluir que as dificuldades que a revista registou no cumprimento da periodicidade, no final de 1916 e início do ano seguinte, se ficassem a dever, entre outras causas, à ausência de Mateus Moreno.
Redigiu e publicou alguns livros sobre o conflito militar e estudos técnicos sobre a sua arma, que foram apreciados pela hierarquia do exército. No que se refere à Alma Nova aí foram publicadas 5 cartas com as suas impressões da viagem e da chegada a França. Terminada a guerra, Mateus Moreno optou pela carreira militar frequentando a Escola de Guerra. Também fez o Curso Superior Colonial, em resultado do qual obteve algumas missões em Angola e desempenhou diversos cargos. Atingiu o posto de Major em 1942."
(Fonte: https://research.unl.pt/files/3627477)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
25€
Reservado

04 janeiro, 2026

CRUZ, Francisco Manso Preto - PAIVA COUCEIRO : POLÍTICO-MILITAR-COLONIAL
. Lisboa, Edição do Autor, 2.ª edição, 1944. In-4.º (24x17 cm) de 132, [12] p. ; il. ; B.
Importante subsídio biográfico em homenagem a Henrique de Paiva Couceiro, conhecido militar português, vulto da causa monárquica, publicado no ano do seu falecimento.
Obra impressa em papel de superior qualidade, ilustrada no texto e em página inteira com retratos, documentos e autógrafos fac-símile.
"A biografia de Henrique Mitchell de Paiva Couceiro é um exemplo formidável de Dignidade nacional que os portugueses devem trazer sempre na alma.
O Homem, o Pai, o Marido, o Militar, o Colonial, o Católico, o Patriota e o Amigo atingiram em Paiva Couceiro a máxima perfeição.
A sua admirável Visão Política , anunciando em 1910 a decadência da Pátria e a perda das Liberdades, é hoje uma realidade impressionante...
MORREU O ÚLTIMO PORTUGUÊS FEITO NO BRONZE DO ILUSTRISSIMO AFONSO DE ALBUQUERQUE."
(Excerto da Introdução)
Henrique Mitchell de Paiva Couceiro (1861-1944). "Foi um militar, administrador colonial e político português que se notabilizou nas campanhas de ocupação colonial em Angola e Moçambique e como inspirador das chamadas incursões monárquicas contra a Primeira República Portuguesa em 1911, 1912, e 1919. Presidiu ao governo da chamada Monarqauia do Norte, de 19 de Janeiro a 13 de Fevereiro de 1919, na qual colaboraram activamente os mais notáveis integralistas lusitanos. A sua dedicação à causa monárquica e a sua proximidade aos princípios do Integralismo Lusitano, conduziu-o por diversas vezes ao exílio, antes e depois da instituição do regime do Estado Novo em Portugal."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar em brochura, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

03 janeiro, 2026

PIMENTEL, Alberto -
VIDA MUNDANA DE UM FRADE VIRTUOSO (perfil historico do seculo XVII)
. Lisboa, Livraria de Antonio Maria Pereira, 1889. In-8.º (20x14 cm) de 161, [3] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Narrativa biográfica de Frei António das Chagas (1631-1682), também conhecido por Padre António da Fonseca, cuja vida aventurosa, salpicada de poesia e expedições amorosas, tiveram o seu epílogo em Setúbal, perto do Convento de Jesus, por um atentado a tiro, talvez por um rival aos favores de uma freira - a bela Ignez, decidindo a partir desse episódio, abandonar a carreira das armas, e outras "carreiras", e dedicar-se em exclusivo à vida monástica, onde conquistou a simpatia geral e fez escol como pregador.
"Aquelle que teve no seculo o nome de Antonio da Fonseca Soares, e na religião o de frei Antonio das Chagas, nasceu na villa da Vidigueira a 25 de junho de 1631. [...]
No Algave, Antonio da Fonseca, ainda na puericia, aprendeu a ler e escrever. Mas, attingindo idade propria para proseguir no estudo das humanidades, foi enviado a Evora, onde com somenos applicação cursou as aulas de latim e philosophia.
A sua predilecção era para a carreira das armas. Os compendios escolares enfastiavam-n'o tanto, quanto a vida do exercito lhe sorria tentadora.
Aos dezoito annos recebeu a noticia da morte do pai, e teve que recolher com a mãe e os irmãos á Vidigueira. Se hoje visitarmos esta villa do Alemtejo, pittoresca posto que solitaria, poderemos ainda fazer ideia do que seria a mocidade de Antonio da Fonseca Soares apertada n'esse estreito circulo de aventuras galantes. Deviam dar brado n'uma pequena villa de provincia os dezoito annos de tão irrequieto moço cujo animo pendia para a desenvoltura da vida militar. Demais a mais corriam nas veias das mulheres da Vidigueira globulos ricos de de sangue minhoto, pois que mestre Thomé, thesoureiro da sé de Braga, a quem a villa fôra dada para que promovesse a sua colonisação, povoara-a com gente que trouxera de Braga e de outras comarcas limitrophes. Quero dizer que as moças da Vidigueira seriam acirrantes de polpudas carnes e bellas côres, - magnifico aperitivo para uns dezoito annos aventurosos."
(Excerto de I - O capitão «Bonina»)
Índice:
I - O capitão «Bonina». II - O frade. III - O escriptor.
Encadernação meia de pele com ferros gravados a outo na lombada. Conserva as capas originais.
Exemplar em bom estado de conservação. Com pequeno pico junto da lombada.
Muito invulgar.
Indisponível